28/12/2023
Pecados suavizados nas abordagens modernas
Oração Sacerdotal de Jesus
Exposição do texto sobre a "Oração Sacerdotal de Jesus" em João 17, versos 1 a 26 na Igreja Batista Reformada em São Paulo, dia 27/12/2023.
Apenas áudio gravado com celular e fotos.
** Veja neste link do Youtube uma lista de pregações que me foi dada a honra de fazer:
https://youtube.com/playlist?list=PLiYo9ILRQsYtn4FOSdO3JsdIhSK8b4E98&si=3GMBUli8YVnWN_Pt
27/12/2023
Nas coisas essenciais, unidade; nas não essenciais, liberdade.
Eu suspeito que tanto muitos dos cristãos fiéis ao Senhor quanto o próprio Diabo concordam com a máxima que diz: "nas coisas essenciais, unidade; nas não essenciais, liberdade" - mas, evidentemente, por razões diferentes.
O fino limite para a tolerância às divergências e até mesmo a certas heterodoxias pode servir ao bom propósito dos crentes fiéis no sentido de se promover a fraternidade a despeito das divergências em questões menores, mas sempre na expectativa de que a verdade prevaleça sobre o erro, desde que se trabalhe por isso, mas ainda assim com os riscos do contraditório conseguir ampliar seus espaços. É como a disputa num cabo de guerra, ou numa balança.
Mas a aposta do Diabo é a de que essa balança pode pender para o crescimento do erro, como um oportunista que se estabelece e vai ganhando cada vez mais espaço sob a proteção do rótulo de "questão não essencial porém tolerável" servindo essa máxima como validação da erva daninha do erro, como autoritarivo para o fermento acrescentado indevidamente na massa como se uma porção de engano e de mentiras fossem inofensivos, legitimando-se, assim, a tolerância ao mal estabelecido e crescente.
O problema desse tipo de lema é: quem define os limites do que é não essencial e tolerável? Pessoas? Concílios? Preferências? Modismos? E é também assim que a autoridade das Escrituras tem sido paulatinamente relativizada e o fundamento de muitos grupos ditos cristãos tem sido cada vez mais apenas variações de um solo arenoso. Isso porque em nome da unidade sob a diversidade costuma-se dar um passo atrás na ortodoxia, como forma de negociação e de adequação aos novos padrões de unidade. Mas logo se dá outro passo atrás, porque esses padrões continuam mudando conforme mudam as culturas e as exigências do mundo. E depois outro passo, porque essa dinâmica não cessa. E outro, e outro, e muitos outros passos são dados até que a prática cristã e a confessionalidade de certos grupos fiquem irreconhecidas, se comparadas aos padrões das igrejas do passado. E não será incomum chamarem essa descaracterização, a deformidade na fé e na prática de grupos cristãos de evolução, de progresso...
O pequeno desvio na mira de uma flecha faz com que ela erre o alvo tanto quando um grande desvio. Um desvio pequeno é tão eficaz quanto um desvio maior.
A tolerância com o erro teológico e com a heterodoxia é um tipo de cavalo-de-Tróia. É a tolerância com um vírus que se aloja sem fazer estardalhaço mas que tem o potencial de fazer adoecer o corpo e de matá-lo.
23/12/2023
Deus é amor
Deus é amor!
"Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor."
(1 João, 4: 8)
"O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei."
(João, 15: 12)
Muito se fala nas diversas abordagens cristãs sobre o amor de Deus e do dever cristão de se praticar o amor.
Mas a "sutileza" com que Satanás dissemina suas mentiras para perverter a verdade transtorna, inclusive as noções e as práticas do AMOR.
Será que toda "forma/ conceito" de amor é válido?
Não! Amor corrompido não é o amor bíblico.
Muitos falam de amor, falam de Jesus... Cuidado! Nem todas as abordagens são verdadeiras. Tenha o cuidado de acatar o amor bíblico que reflete a santidade de Deus, verdadeiramente cristão, não as abordagens mundanizadas e genéricas que repelem a santidade de Deus porque são coniventes com o pecado em suas diversas formas.
Há um único caminho de Cristo, e todo relativismo moderno tenta transtorná-lo.
Acesse também:
https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/04/o-amor-de-deus-e-o-inferno.html
19/12/2023
Morrer por batalhas justas
Que garantias um soldado tem de que retornará para casa?
Quando se assume a disposição de uma luta por uma causa, assume-se também a possibilidade de sofrer, de ser ferido, de ser vencido e de morrer na batalha.
Nem sempre é pela vitória que lutamos, é pelo dever de se lutar pela causa que é mais importante que a sua própria vida.
Muitos deram suas vidas como sementes para algo que pode ser que seja colhido apenas numa geração futura. O maior dos investimentos numa possibilidade almejada.
Muitos que lutaram pela liberdade não chegaram a desfrutar da liberdade.
Muitos que lutaram por justiça foram injustiçados e assim morreram.
Muitos que lutaram pelo Evangelho morreram pelo Evangelho tendo ao seu redor poucos indícios das esperanças que teimosamente perseguiam.
Mas todos esses fizeram a coisa certa e viveram suas vidas da forma mais magnífica possível.
Que Deus me livre das omissões diante das batalhas justas e necessárias e me dê forças para me manter fiel a Ele até o fim.
Ver também:
A luta pela verdade
https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/08/a-luta-pela-fidelidade-verdade.html
Guerra ideológica:
https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/11/guerra-ideologica.html
O servo sofredor:
https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/07/o-servo-sofredor.html
Sejamos mais corajosos:
https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/07/pastores-e-cristaos-sejamos-mais.html
Igreja irrelevante:
https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/05/o-erro-de-se-buscar-uma-igreja.html
18/12/2023
O alarme soou, mas quem o ouviu?
"Porque, se a trombeta der sonido incerto, quem se preparará para a batalha?"
(1 Coríntios, 14: 8 e Ezequiel 33)
O confronto teológico baseado em doutrina cristocêntrica e histórica, expressão de fidelidade aos fundamentos apostólicos e não da tola opinião de quem absorve ventos de doutrinas, é, em última instância, demonstração de amor.
Isso porque o confronto aos erros visa a correção desses erros, visa a salvação dos que estão se refestelando num lamaçal de enganos e visa a santificação dos vacilantes.
Não existe salvação sem arrependimento de pecados. Nem mesmo a soma de todos os disfarces e todos os esforços dos homens e suas fraternidades do erro podem acobertar um único pecado diante de Deus. Somente o arrependimento é eficaz para se obter o perdão eficaz. E para haver arrependimento se faz necessário dizer ao pecador que ele deve se arrepender do seu pecado.
Mas nós vivemos a pitoresca época em que até mesmo diversos herdeiros da tradição reformada, mestres que sabem que seus pais afirmavam e ensinavam as velhas doutrinas dos Apóstolos mas que resolveram relativizar esses fundamentos, talvez porque estejam seduzidos por oportunidades de poder, e pelos confortos típicos dessa época, e por riquezas, e pelas fraternidades do erro, e por todas as vantagens que essas fraternidades políticas podem angariar, e assim, para consolidar seus erros, seus desvios, suas permissividades que dão força e poder a iniquidades e que paulatinamente introduzem apostasias nas igrejas, eles reduzem a velha teologia a mera opinião dentre tantas outras para desqualificá-la perante suas audiências como se o consentimento dos homens sugestionáveis fosse também o consentimento de Deus.
Esquecem-se que de Deus não se zomba?
Veja também: O amor de Deus e o inferno.
https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/04/o-amor-de-deus-e-o-inferno.html
13/12/2023
Faz parte da missão da igreja lidar com as demandas do seu tempo.
"
Ó Deus, dá ao rei os teus juízes, e a tua justiça ao filho do rei.
Julgue ele o teu povo com justiça, e os teus pobres com eqüidade."
(Salmos, 72: 1, 2)
Faz parte da missão da igreja lidar com as demandas do seu tempo no período da história em que ela está estabelecida. Somos o sal da terra, o elemento que impede o avanço da putrefação das carnes mortas no mundo, o agente por Deus constituído para resistir aos avanços das iniquidades e as celebrações e normatizações dos pecados; e a luz do mundo, a ação iluminadora que traz conhecimento de todas as coisas à luz da Verdade da Palavra de Deus, que faz conhecida a malignidade do mal e do pecado assim como faz conhecido o bem e o caminho da salvação e que norteia os homens nos parâmetros da verdade, do bem e da justiça no tempo e no momento da história em que o Soberano Deus e Senhor nos estabeleceu.
Desde o Antigo Testamento os profetas receberam de Deus os encargos sagrados de iluminarem suas épocas, denunciando pecados dos reis e do povo, apontando sempre para o caminho da retidão. Nunca, nenhum servo de Deus foi chamado às negligências e às omissões. Nunca nenhum servo de Deus foi ordenado para criar uma bolha, uma ideia falsa e superficial de segurança num reduto que ignora o mundo com suas demandas.
Felizmente temos algumas lideranças na IPB que se posicionam como vozes proféticas e que denunciam pecados e conclamam o povo de Deus à tomada de posicionamento e às orações biblicamente fiéis diante da progressão de iniquidades que a todos ameaçam a partir dos poderes.
Infelizmente grande parte das lideranças é omissa e muitos rangem os dentes quando essa omissão é contestada, e lideram seus rebanhos na permanência das omissões e da apatia de permanecer em cima do muro sem distinguir o que é certo do que é errado, o que é justo do que é injusto como se isso fosse saudável para a prática da fraternidade plural (leia-se fraternidade do erro) dentro dessas comunidades. Esses sequer oram.
A verdadeira igreja é luz do mundo e é sal da terra. Ela distingue o bem do mal, justiças de injustiças, e ela age!
Omissão nas demandas do nosso tempo é pecado. É deixar a podridão tomar conta sem que haja freios nem resistências. É investir na degeneração da própria igreja.
"Exorto, pois, antes de tudo que se façam súplicas, orações, intercessões, e ações de graças por todos os homens, pelos reis, e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranqüila e sossegada, em toda a piedade e honestidade. Pois isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador,"
(1 Timóteo, 2: 1 - 3)
"Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus."
(Mateus, 5: 10)
Estamos juntos, caro irmão pastor Arival Casimiro.
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Um paradigma bíblico para os homens de Deus, os cristãos, são as ordens dadas por Deus a Josué. Homens devem ser fortes em suas convicções, devem ir à luta sob os desígnios de Deus.
Assim foi o nosso modelo maior, Jesus. Assim foram os profetas e os Apóstolos. Todos movidos pela fé (Rm. 1: 17; Hb. 10: 38).
"Esforça-te, e tem bom ânimo, porque tu farás a este povo herdar a terra que jurei a seus pais lhes daria.
Tão-somente esforça-te e tem mui bom ânimo, cuidando de fazer conforme toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; não te desvies dela, nem para a direita nem para a esquerda, a fim de que sejas bem sucedido por onde quer que andares.
Não se aparte da tua boca o livro desta lei, antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido.
Não te mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não te atemorizes, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus está contigo, por onde quer que andares."
(Josué, 1: 6 - 9)
Mas muitos preferem ser verdadeiros "pamonhas"...
E, para desviar a igreja das suas responsabilidades diante do mundo, por vezes se adotam cortinas de fumaça esdrúxulas e vexatórias para suplantar a necessária reflexão acerca das demandas do nosso tempo por... piadas (!!!), numa demonstração deplorável de decadência moral e de esvaziamento nos sensos de propósito e de missão da igreja.
Veja também: Concílios erram!
12/12/2023
Quem ensinou aos pássaros a dependerem dos cuidados de Deus?
Como sabem as criaturas marinhas que suas longas travessias nos oceanos as levarão exatamente para o lugar específico onde brotam os milagres da vida?
Quais foram os cuidados que as flores do campo tomaram para se vestirem com inigualável beleza?
O Senhor Jesus ensina aos seus discípulos que o Deus que sustenta e cuida da sua criação tem muito maior zelo com seus amados filhos.
"Por isso vos digo: Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário?
Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas?
Ora, qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura?
E pelo que haveis de vestir, por que andais ansiosos? Olhai para os lírios do campo, como crescem; não trabalham nem fiam; contudo vos digo que nem mesmo Salomão em toda a sua glória se vestiu como um deles.
Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé?
Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir?"
Mateus 6: 25 - 31
Veja também: A soberania de Deus em tempos difíceis.
https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/09/a-soberania-de-deus-em-tempos-dificeis.html
Era da pós-verdade
Crentes verdadeiros perdoam
Cristãos perdoam.
Mas existe uma grande diferença entre perdoar e saber quando é necessário resistir ao ofensor.
O perdão é exigido quando o mal é feito contra você e, como cristãos imitam ao Senhor Jesus, eles perdoam a quem lhes fez mal. Até mesmo na cruz o Senhor orou ao seu Deus e Pai pedindo a Ele que perdoasse aqueles que o maltratavam (Lc. 23: 34).
Perdão é crer na superioridade da Graça de Deus diante do poder do pecado. Se o pecado degenera, separa, agride e rouba o perdão é instrumento de restauração, de união, de paz e de restituição.
É exigido por Deus que todo pecador se arrependa, e é exigido dos cristãos a disponibilidade de perdoar até mesmo incondicionalmente, porque o perdão é sempre uma virtude muito maior (e é sacrificial) do que o mal sofrido.
Mas não é somente o perdão que é requerido por Deus, porque, por ser uma virtude, o perdão jamais deve ser uma ação que valida nem reforça injustiças. O perdão é uma ação para lidar com pecados, não para consolidar pecados.
O perdão mal administrado, por exemplo, legitimaria crimes - e isso é impossível na perspectiva do Justo Deus! Veja, a má compreensão do perdão faria com que alguém que foi assaltado simplesmente perdoasse ao ladrão e, perdoar nesse caso (de forma mal compreendida) seria não atribuir culpa, inocentar o criminoso que, impune, simplesmente prosseguiria em suas práticas más sem sofrer a reprimenda e as justas penas que lhes são devidas. E toda pena tem pelo menos dois objetivos: disciplinar o criminoso visando a sua correção e livrar a vítima ou a sociedade de quem lhes faz mal.
O perdão é a ação do agredido pelo seu agressor, uma disposição verdadeira de querer o bem e não retribuir o mal recebido. Mas ignorar a justiça não é fazer o bem, é fazer o mal, é deixar o mal livre. Então o verdadeiro perdão que visa o bem e é virtuoso também requer a justiça como forma de se fazer com que o mal cesse e que o criminoso/ pecador seja transformado, restaurado, substituindo as práticas nocivas por virtudes.
Uma característica do perdoador é que ele mesmo se esforça para que seu agressor seja redimido. E para ser redimido o perdão não requer a destruição do agressor, mas isso é diferente de não querer que seja confrontado, corrigido, disciplinado e que responda à Lei.
Em termos práticos, um crente que foi assaltado não retribuirá o mal com o mal, mas chamará a polícia e quererá que o assaltante seja preso. Mas quererá também que ele tenha a sua vida mudada, que não seja mais um bandido e sim uma pessoa honrada, que seja salva, e o crente agirá para isso acontecer, nem que seja "apenas" por meio de orações.
Crentes retribuem o mal com o bem tantas vezes quantas forem necessárias.
É por isso que a mesma Bíblia, a mesma Palavra de Deus, no Novo Testamento nos ensina a perdoar (Mt. 6: 12) e também nos ensina a agir com severidade, se necessário, expulsando alguém da igreja por causa do seu pecado grave, cínico e recorrente, entregando essa pessoa a Satanás (1 Co. 5: 5). Ué, não era caso de simplesmente "perdoar" o irmão e acolhê-lo em amor? Entregar a Satanás parece ser a pior das coisas... mas não! O texto deixa claro o objetivo, pois pelos sofrimentos, até mesmo os mais severos, o que se pretende é a salvação da pessoa. Pecados precisam ser tratados e não existe amor sem disciplina (Hb. 12: 6).
O perdão tem preço.
Para nos dar o perdão de Deus-Pai o Senhor Jesus teve que tomar sobre si mesmo os danos dos nossos pecados e arcou com as penas da Lei de Deus que deveriam ser punidas em nós, os verdadeiros criminosos perante Deus por sermos pecadores. E foi somente por causa desse cruento pagamento de penas que foi feito no holocausto da cruz que nós podemos ser perdoados por Deus pelos nossos pecados.
Não existe, simplesmente, o esquecimento de pecados. Pecados precisam ser lidados, tratados, corrigidos. Você perdoar é uma coisa ordenada por Deus, mas isso não torna o mal do pecado imediatamente resolvido.
Dessa forma é impossível simplesmente se requerer perdão por alguém que continua nas mesmas práticas do erro, do crime, do pecado sem os complementos do perdão nas ações necessárias que visam as mudanças em quem comete esses erros. Simplesmente dar por resolvida uma demanda por causa do perdão pode ser uma celebração de cinismo, a acomodação nas práticas do erro às custas da virtude do perdoador. É cínico o marido que se acostumou a agredir sua esposa porque foi imposto a ela que deve perdoar seu marido sempre, mesmo sem o arrependimento do seu agressor. Esse mau marido perdeu a vergonha e o temor de sofrer consequências. É cínico um presbítero que apoiou e continua apoiando ideias anticristãs como a promoção do aborto e das complacências com criminosos e simplesmente requer sua continuidade nos cargos de liderança de uma igreja às custas de um tipo genérico de perdão que é imposto a quem se escandaliza com essa mácula na igreja para manter uma "fraternidade". O seu mal incorrigido e cínico corrompe o propósito de ser da igreja.
Pecados não devem ser acobertados, coexistindo cinicamente debaixo do tapete do perdão. Perdão não é para tapar pecados escondidos, é para tratá-los, liberando a pessoa ofendida do seu pesado fardo porque perdoou e está livre da demanda que agora está posta diante do Justo Juiz e que agora precisa ter os desdobramentos de conserto do ofensor, conduzindo-o, na medida do possível, a uma possibilidade de redenção - ou, na sua recusa, de expurgo, de expulsão e de penalização para não corromper as demais pessoas do meio onde está estabelecido com suas práticas más e recorrentes.
Veja também:
https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/07/erguendo-muros.html










