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08/01/2024

Pregação sobre unidade feita por um anticristo


É interessante como um anticristo e falso profeta (o Papa) TAMBÉM fale sobre unidade entre os fiéis e combate as divisões ideológicas em sua igreja. Esse discurso parece ser bom e bonito, mas considerando quem o faz nós só podemos concluir que é venenoso. União em qual fundamento? No fundamento da heresia, da blasfêmia, da hipocrisia? 

Muitas vezes o pai da mentira (João 8: 44) é muito sutil. Mas sempre é perverso, corruptor e blasfemo.

Hitler também discursava sobre unidade para os seus exércitos. 

De fato, o Senhor Jesus quer unidade na sua igreja (João 17), contudo essa unidade é na verdade da Palavra de Deus, é santa e nunca uma unidade meramente superficial, nem mundana, nem apoiadora ou relativizadora de pecados, nem obtida a qualquer custo. A unidade cristã não é uma fraternidade no erro, o seu fundamento é Cristo, é o seu Evangelho. Na unidade cristã não é possível relativizar a verdade da Palavra de Deus para unir pessoas apesar das suas permanências nas diferentes ideologias ou cosmovisões mundanas. As diferentes crenças ou ideologias devem ser "purgadas" pela Palavra de Deus (João 15: 3). Sem a unidade no Espírito e sem a transformação profunda nas consciências (Rm 12) pelo poder unificador da verdade que faz com que pessoas diferentes sejam convertidas e passem a olhar para uma mesma direção (Hb 12: 2) não existe unidade cristã.

A união dos cristãos verdadeiros é, antes de tudo, com Deus por obra do Filho, e a comunhão entre os irmãos de fé é derivada da nossa comunhão com Deus, no Espírito. Nessa união espiritual estamos todos (os crentes verdadeiros) unidos sob um único Senhor e na mesma fé, distribuídos em vocações e em dons diferentes mas numa única verdade (Ef 4: 4 - 7).

"...sim, o que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que vós também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo."

(1 João, 1: 3)

"A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós."

(2 Coríntios, 13: 14)


Matéria em que o Papa fala sobre unidade na ICAR:

https://www.terra.com.br/noticias/mundo/papa-francisco-alerta-para-divisoes-ideologicas-na-igreja,fe31099caee1c28a86e9b57ace2c5e9e072i611s.html

Será que em questões "não essenciais" você daria a tua destra de comunhão a um anticristo?

Leia também, "unidade nas coisas essenciais e liberdade nas secundárias":

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/12/nas-coisas-essenciais-unidade-nas-nao.html

27/12/2023

Nas coisas essenciais, unidade; nas não essenciais, liberdade.


Eu suspeito que tanto muitos dos cristãos fiéis ao Senhor quanto o próprio Diabo concordam com a máxima que diz: "nas coisas essenciais, unidade; nas não essenciais, liberdade" - mas, evidentemente, por razões diferentes.

O fino limite para a tolerância às divergências e até mesmo a certas heterodoxias pode servir ao bom propósito dos crentes fiéis no sentido de se promover a fraternidade a despeito das divergências em questões menores, mas sempre na expectativa de que a verdade prevaleça sobre o erro, desde que se trabalhe por isso, mas ainda assim com os riscos do contraditório conseguir ampliar seus espaços. É como a disputa num cabo de guerra, ou numa balança. 

Mas a aposta do Diabo é a de que essa balança pode pender para o crescimento do erro, como um oportunista que se estabelece e vai ganhando cada vez mais espaço sob a proteção do rótulo de "questão não essencial porém tolerável" servindo essa máxima como validação da erva daninha do erro, como autoritarivo para o fermento acrescentado indevidamente na massa como se uma porção de engano e de mentiras fossem inofensivos, legitimando-se, assim, a tolerância ao mal estabelecido e crescente.

O problema desse tipo de lema é: quem define os limites do que é não essencial e tolerável? Pessoas? Concílios? Preferências? Modismos? E é também assim que a autoridade das Escrituras tem sido paulatinamente relativizada e o fundamento de muitos grupos ditos cristãos tem sido cada vez mais apenas variações de um solo arenoso. Isso porque em nome da unidade sob a diversidade costuma-se dar um passo atrás na ortodoxia, como forma de negociação e de adequação aos novos padrões de unidade. Mas logo se dá outro passo atrás, porque esses padrões continuam mudando conforme mudam as culturas e as exigências do mundo. E depois outro passo, porque essa dinâmica não cessa. E outro, e outro, e muitos outros passos são dados até que a prática cristã e a confessionalidade de certos grupos fiquem irreconhecidas, se comparadas aos padrões das igrejas do passado. E não será incomum chamarem essa descaracterização, a deformidade na fé e na prática de grupos cristãos de evolução, de progresso...

O pequeno desvio na mira de uma flecha faz com que ela erre o alvo tanto quando um grande desvio. Um desvio pequeno é tão eficaz quanto um desvio maior.

A tolerância com o erro teológico e com a heterodoxia é um tipo de cavalo-de-Tróia. É a tolerância com um vírus que se aloja sem fazer estardalhaço mas que tem o potencial de fazer adoecer o corpo e de matá-lo.