23/06/2025
Os caminhos dos homens são dirigidos pelo Senhor
Pregação feita no culto da Capelania Evangélica do Hospital São Paulo dia 07 de junho de 2025, baseada em Provérbios 20: 24 e em João 14: 1 a 6, sobre os caminhos dos homens.
19/11/2024
A sujeição às doutrinas do Senhor é um imperativo aos cristãos verdadeiros.
A sujeição às doutrinas do Senhor é um imperativo aos cristãos verdadeiros.
Erra-se muito quando se dá ênfase no crer em Jesus em distinção do andar nos seus caminhos, reduzindo-se a importância da santificação na obra da salvação. Isso é pecado.
A obra da salvação operada pelo Senhor em favor dos crentes não se resume a crer nEle quando cremos no Evangelho. Esse é o passo inicial, é a "porta" através da qual nós somos inseridos no "caminho", a jornada que todo crente, agora nascido de novo, tem pela frente como filho adotado em Cristo pelo seu Deus e Pai. A fé no Evangelho inclui o processo de transformações da nossa mente, da nossa vida, na medida em que assimilamos e praticamos as doutrinas que são decorrentes da Graça do Evangelho, fazendo com que nos identifiquemos paulatinamente com o Senhor e nos tornemos mais e mais parecidos com Ele.
Todos estávamos deteriorados pelo pecado, estávamos mortos espiritualmente, e agora temos um longo trabalho pela frente para sermos conformados à imagem perfeita e santa daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Nós não somos salvos se andarmos nos padrões da Palavra de Deus, a salvação não é obtida como resultado dos nossos esforços, mas necessariamente somos salvos para andarmos nos padrões da Palavra, pois a salvação implica em os salvos se esforçarem para se adequarem aos padrões de Deus e servirem o seu Reino. E se não estamos dispostos a isso, então não fomos salvos.
Nós só podemos imitar a Jesus quando temos clareza sobre o que Ele fez, quando olhamos para as mesmas coisas que Ele, quando praticamos o que Ele nos ordenou. E tudo isso é aprendido nas Escrituras, e não pode ser fruto das nossas imaginações, mas é fruto de assimilação pelo estudo bíblico, uma bênção disponível a todos os crentes com a prometida atuação do Espírito Santo, que é tanto o autor que inspirou toda a Escritura como é quem nos ilumina na sua assimilação, pois Ele é o verdadeiro Mestre da Igreja que atua através dos dons que Ele deu para ela. Mas essa bênção, a da assimilação das Escrituras, tem sido negligenciada por grande parte dos crentes, talvez porque isso exija esforço, dedicação, o fazer escolhas e mudanças e as pessoas, no geral, preferem manter certas idolatrias e misticismos nos seus corações enganosos. Muitos preferem sujeitar a Palavra de Deus aos seus conceitos (como se isso fosse possível) em lugar de sujeitar os seus conceitos à Palavra de Deus. A conformação aos padrões bíblicos, o seguir ao Senhor Jesus, requer de nós a sempre inegociável e imperativa renúncia de si mesmo - e é aí que muitos dos crentes param.
A exigida imitação do Senhor, como alguém que conhece e cumpre as Escrituras é a nossa identificação com Ele e é a maior evidência da nossa santificação, afinal, Ele é Santo e requer dos seus discípulos que sejam santos também. E sem essa identificação, que é a santificação, ninguém verá a Deus. Ou seja, se alguém diz crer no Evangelho mas despreza as doutrinas do Senhor sobre o que Deus requer de nós nas demandas da vida e de como deve ser crido, adorado e servido; e não guarda os seus mandamentos, tal pessoa despreza as transformações que a assimilação das doutrinas de Deus faz na vida de um verdadeiro crente, e portanto, essa pessoa jamais creu no Evangelho verdadeiramente e, por consequência, nunca foi salva de fato.
E são muitos os que querem apenas desfrutar das bênçãos do Evangelho sem estarem realmente comprometidos com as exigências decorrentes dele. Esses querem entrar pela porta, mas se negam a percorrer o caminho por constatarem que ele é estreito e requer renúncias e transformações servis. E pensam que está tudo bem em ficar apenas na porta, que dá para ser salvo apesar das suas escolhas de permanecerem negligentes, rebeldes, mundanos e sem a exigida santificação na conformação de si mesmos aos elevados padrões das doutrinas da Palavra de Deus. Eles querem ter liberdade de pensamento e de procedimento em rebelião aos padrões do Senhor mas acham que seus cultos hipócritas (e com altos níveis de sincretismos) satisfarão ao Deus que é Santo, e ainda requerem dEle as suas bênçãos. Esse tipo de gambiarra tem sido legitimada por muitos líderes de igrejas que têm adequado suas pregações e ensinos a níveis baixos, fazendo parecer que a Graça de Deus é barata e condescendente - mas isso é mentira, pois ainda que a salvação seja pela Graça, por meio da fé e não por obras, nós fomos salvos para as boas obras, especialmente na produção dos bons frutos condizentes com o fato de que agora estamos ligados à videira, ao Senhor Jesus. Então o nosso proceder deve ser obediente e santo, e os cultos de adoração a Deus devem ser santos também - ou seja, devem ser feitos apenas de acordo com as prescrições bíblicas - nada de invencionices, nem sincretismos!
A verdadeira salvação implica no pecador crer no Evangelho, e assim esse pecador se arrepende da sua vida de pecados e se empenha num caminho de obediência a Deus e de adequação aos padrões da sua Palavra - e isso é santificação, é tornar-se imitador de Jesus, um requisito que é praticado pelos verdadeiros salvos que agora prosseguem rumo às glórias do porvir.
Jesus é tanto a porta de entrada como também é o caminho da salvação, e ambos são estreitos.
** A obra da salvação implica em algumas "etapas": os decretos de Deus nos tempos eternos, pois partiu da sua soberana vontade eleger aqueles que lhe pertencem e isso foi baseado na obra de Cristo; a encarnação do Unigênito para redimir pecadores pela sua obra na cruz; o chamamento do Evangelho que produz fé salvadora e justificadora nos eleitos, fazendo com que saiam da condição de morte espiritual e de escravos do pecado para a liberdade dessa escravidão na vida redimida por Cristo, reconciliada com Deus e com o arrependimento real dos seus pecados; a santificação dos regenerados no seu novo caminho de vida, agora sob o Senhorio de Cristo e em imitação obediente a Ele; a glorificação final quando todos os remidos, muitos ressuscitados e outros transformados, todos agora livres dos efeitos do pecado e plenamente santificados, forem reunidos com o seu Senhor e Salvador na sua volta triunfal a este mundo para cumprir o seu Juízo e estabelecer novos céus e nova Terra, onde todos os crentes reinarão para sempre junto do Senhor Jesus glorificado.
"Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz à vida, e poucos são os que a encontram."
(Mateus, 7: 13, 14)
"Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim."
(João, 14: 6)
"Em seguida dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me.
Pois quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim, esse a salvará."
(Lucas, 9: 23, 24)
"Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o viticultor. Toda vara em mim que não dá fruto, ele a corta; e toda vara que dá fruto, ele a limpa, para que dê mais fruto."
(João, 15: 1, 2)
"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie. Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus antes preparou para que andássemos nelas."
(Efésios, 2: 8 - 10)
"Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos; e aos que predestinou, a estes também chamou; e aos que chamou, a estes também justificou; e aos que justificou, a estes também glorificou."
(Romanos, 8: 29, 30)
"Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor"
(Hebreus, 12: 14)
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Cristo, o nosso modelo.
Nós, crentes, costumamos dizer que o nosso modelo maior é o do Senhor Jesus Cristo, que nós devemos imitá-lo, que devemos ser parecidos com Ele - e essa afirmação é verdadeira!
Contudo esse aperfeiçoamento não é subjetivo, nem feito conforme queremos ou imaginamos. Ele é objetivo, doutrinário, é escriturístico.
Lemos nos quatro Evangelhos quem o Senhor Jesus é e o que Ele ensinou e fez. Lemos em todo o Antigo Testamento os apontamentos sobre a obra do Messias, especialmente sobre o culto a Deus todo feito em torno dos significados de Cristo como o guia, salvador e purificador do seu povo, e vemos nisso o sempre necessário auto-exame, o exercício da consciência de si e do seu pecado tendo como parâmetro a santidade do Deus que está diante de si e do povo, e lemos em todo o Novo Testamento sobre como se vive a fé que temos no Senhor, tanto no âmbito da fraternidade cristã, do culto a Deus, da vida privativa, familiar e em sociedade.
E aprendemos que seguir a Cristo é sempre um processo de santificação, de nos tornarmos parecidos com Ele na medida em que aprendemos os elevados desígnios de Deus, conforme nos são evidenciados nas Escrituras, e nos sujeitamos cada vez mais à sua vontade revelada, à sua Lei, numa obediência servil e praticante das suas doutrinas.
A Escritura é um tipo de espelho, e nela vemos quem somos e vemos quem Cristo, o nosso parâmetro, é. Nesse sentido, então, todo homem deve examinar a si mesmo pelos padrões da Palavra de Deus e todo crente é um discípulo de Cristo, já redimido mas que ainda está em construção. A plenitude dos salvos será na glória, depois que o nosso Senhor voltar para nos reunir com Ele no seu Reino, e isso não será no atual sistema de coisas caídas deste mundo.
02/11/2024
Deus não tem um "plano B"
Deus não tem um "plano B"
Considerando quem Deus é, Todo-Sábio, Santíssimo, Impecável, Oniscienciente, Eterno e dotado de tantos outros atributos que apontam para as suas perfeições, nós podemos facilmente constatar que Deus não erra e não tem um "plano B" para tudo o que faz ou ordena.
O curso dos acontecimentos em toda a criação caminha para a celebração das perfeições do seu Criador, Senhor e Sustentador. Todas as coisas são para a sua glória e não tem como haver acidentes de percurso. Ou Deus é o Todo-Poderoso que leva a cabo todos os seus desígnios, ou Ele não é quem diz ser. Deus não dorme, não se distrai, sempre está atento a tudo, fazendo cumprir os seus desígnios à perfeição, sem jamais vacilar. Tudo o que Ele determina e promete se cumpre perfeitamente. Porém, nós vivemos num patamar muito abaixo do Altíssimo e nesse sentido nós temos muitas dificuldades com as assimilações da verdade e, por isso, muitas coisas nos parecem não ter propósito, e isso é por causa da nossa perspectiva limitada de pessoas imersas que somos numa pequena fração da história e num pequeno espaço e recorte da realidade sem que tenhamos condições de termos a dimensão da plenitude. Além disso, nossas compreensões não são apenas limitadas, mas também são adulteradas porque não conseguimos ver nem compreender a realidade sem a interferência contaminadora do pecado que corrompeu também a nossa consciência e a clareza das nossas assimilações. Se não compreendemos as perfeições de Deus que são evidenciadas na criação, isso se dá porque a nossa visão das coisas é limitada por estarmos imersos num estreitíssimo espaço de tempo e de lugar, e porque o nosso entendimento das coisas está prejudicado pelas corrupções do pecado. Contudo, em todos os casos, o erro é de perspectiva, é nosso, é na forma como podemos compreender as coisas, mas não dos desígnios de Deus. E, ainda que os desígnios de Deus sejam perfeitos, neles cabem o fato de que nós erramos, nós pecamos, nós agimos mal, contudo sem termos poder de impedir o bem, a justiça e as perfeições que de Deus procedem - e nas nossas limitadas assimilações, fica o paradoxo do mal que experienciamos em contraste com as perfeições do Deus que é imutável. Por isso, é somente por meio da redenção realizada por Cristo que nós, iluminados por Ele, pela Verdade, e tendo as nossas consciências transformadas, podemos assimilar a Glória de Deus que se manifesta em toda a criação e principalmente através da sua revelação especial, a Bíblia, e assim podemos compreender, ainda que gradualmente, a "boa, perfeita e agradável vontade de Deus" (Romanos 12: 2).
*Por Deus não ter um "plano B" que nós, crentes, devemos resistir a qualquer vento de doutrina que procura adulterar o que a Palavra de Deus ensina.
"Quanto a Deus, o seu caminho é perfeito; a promessa do Senhor é provada; ele é um escudo para todos os que nele confiam."
(Salmos, 18: 30)
"Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!
Pois, quem jamais conheceu a mente do Senhor? ou quem se fez seu conselheiro?
Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado?
Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém."
(Romanos, 11: 33 a 36)
24/06/2024
Começar direito e terminar errado.
Começar direito e terminar errado.
"Sois vós tão insensatos? tendo começado pelo Espírito, é pela carne que agora acabareis?"
(Gálatas, 3: 3)
É possível um obreiro ou toda uma comunidade de fé começarem servindo bem e fielmente ao Senhor e se perverterem pelo caminho?
Sim, infelizmente.
E quais são os principais motivos da apostasia?
"Nesse tempo muitos hão de se escandalizar, e trair-se uns aos outros, e mutuamente se odiarão. Igualmente hão de surgir muitos falsos profetas, e enganarão a muitos; e, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará."
(Mateus, 24: 10 a 12)
1) Escândalos (mau testemunho, hipocrisia, comportamentos contrários a fé conforme ensinada nas Escrituras); 2) traições; 3) ódios (evidências de desobediência às ordens do Senhor de fidelidade, de lealdade às Escrituras acima de tudo e de descumprimento do amor cristão, não o idealizado e subjetivo que é convencionado pelo mundo, mas sim o amor santo e sacrificial conforme é ensinado na Bíblia).
4) Surgimento de falsos profetas, de corruptores da fé, de falsos mestres e falsos pastores que distorcem o ensino bíblico para corromperem a verdade. São pregadores de falsos Cristos (Mateus 24: 24) e de falsas redenções por meio de doutrinas infiéis às doutrinas que recebemos do Senhor por meio dos seus Apóstolos e que as corrompem e mudam para produzirem outros tipos de ensinos que norteiam religiões corrompidas com seus cultos que não podem ser considerados cristãos em igrejas falsas que apenas ostentam o nome de Cristo mas que estão destituidas da sua verdade e do seu Espírito, mas que se multiplicam para enganar a muitos, ainda que sutilmente, e assim fazem errar o caminho de muitos incautos através de um tipo de fé distorcida e falsa que se baseia num ideal de deus que é falso, uma criatura das imaginações caídas de gente perversa, um ídolo morto a que se pode atribuir o nome de Jesus, mas que não corresponde ao verdadeiro.
5) Multiplicação das iniquidades como efeito da pregação de falsos evangelhos que, por não comunicarem a verdade de Deus, são ineficazes para promoverem o combate aos pecados, e sem o poder que os coíbem (o verdadeiro Evangelho), esses pecados se multiplicam, seus males são minimizados nas pregações para atordoar consciências (mas nunca nos seus efeitos amaldiçoantes e condenatórios), alguns pecados são endossados, apoiados, celebrados - como fazer imagens de Deus tornou-se hábito comum; a idolatria, especialmente de si mesmo e a plena devoção ao deus-dinheiro são estimulados; a guarda do dia do Senhor é tratada como bobagem; divórcios perderam a gravidade, recasamentos são normais, a homossexualidade e a avalanche de perversões sexuais e de disforias de gênero são gradualmente toleradas, apoiadas, celebradas... cobiças, mentiras, distorções, ódios, abortos (assassinato de bebês em gestação)... tudo tornou-se relativo e ninguém pode julgar os motivos de ninguém sob pena de judicialização por intrometimentos em questões alheias. A multiplicação das iniquidades ocorre como consequência da descaracterização e da indefinição da verdade. Diante do seu vazio cada pessoa se define como quer e a verdade tem sido tratada como uma piada indefinível (é de Deus que zombam).
6) E o efeito desses males é o óbvio esfriamento do amor de muitos, e só pode esfriar, diminuir, enfraquecer, algo que em algum momento foi aquecido, foi visível, forte. O esfriamento do amor é o enfraquecimento naquilo que o Senhor Jesus tratou como sendo o resumo da Lei de Deus, é a ausência do seu fundamento, do seu espírito. É o enfraquecimento no cumprimento das ordens primárias de se "amar ao Senhor nosso Deus com toda a nossa força, alma e entendimento e também ao nosso próximo como a nós mesmos" (Marcos 12: 30, 31). Mas os falsos mestres têm feito um trabalho frutífero! Veja, as palavras do Senhor Jesus afirmam que MUITOS são levados pelos seus enganos. E se fala muito de "amor" em meio à impiedade, todos os falsos mestres falam sobre amor. Mas que amor é esse? Certamente não é o amor bíblico, cristão, mas sim um tipo de amor diferente do amor que foi por Deus ordenado e que é diferente, uma corrupção do amor por Ele praticado e demonstrado no envio do seu Unigênito para a salvação de muitos. O amor mundano é meramente sentimental, é hedonista e é descartável, frágil, volúvel e superficial. Assim, o esfriamento do amor denunciado pelo Senhor Jesus consiste na substituição do amor bíblico e cristão por uma deformação pecaminosa dele e esse amor falso é visto no modo como muitos "cultuam" a Deus, pois a adoração a Deus vai deixando de ser focada na glória dEle para tornar-se cada vez mais antropocêntrica, terapêutica, humanista, hedonista. É para o nosso bem que a fazemos, não mais para a glória do Deus que é conhecido em Cristo. Deus não é mais tratado como deve ser, como Deus que é com todos os seus atributos (quase não os mencionamos em nossos louvores, nem são temas das nossas pregações), mas o tratamos como instrumento para a satisfação humana, um garçom que nos serve. Tudo é focado no nosso, em nós, para nós e não de Cristo, por Cristo e para Cristo (Romanos 11: 36). E o amor cristão ao próximo, principalmente demonstrado nas ordens do Senhor de se praticar as boas obras do perdão, do serviço e de se evangelizar, fazer discípulos e missões, trabalhando pela salvação de pecadores e pela edificação na fé e santificação mútuas são facilmente descartados diante de qualquer empecilho em que o amor próprio costuma ter primazia - primeiro minhas necessidades, desejos e ambições, depois "se" sobrar tempo o damos a Deus e às causas de Cristo - aliás, numa cosmovisão caída em que as prioridades são materiais, a busca das autossatisfações, as devoções a Deus têm sido muito facilmente trocadas por dar dinheiro às igrejas, porque dinheiro resolve quase tudo e parece que muitas lideranças eclesiásticas têm gostado bastante disso. Além disso, o esfriamento do amor está diretamente relacionado com os falsos ensinos dos falsos profetas que, por relativizarem pecados fazem com que muitos incautos desenvolvam simpatia pelo que deveria ser motivo de tristeza, de repulsa e de arrependimento, e assim já não se toma o necessário posicionamento contra iniquidades, que agora são toleradas, fomentadas, e esse amor condescendente não pode ser considerado amor, à luz das Escrituras, porque não é santo, não está amparado na vontade de Deus mas é uma expressão de rebelião contra Ele. O amor iníquo é, portanto, uma corrupção do amor, uma evidência do esfriamento do que deveria ser o amor cristão, é deturpar o amor para fazer dele um instrumento de promoção da iniquidade, do mal, do pecado, enquanto o amor de Deus é manifestado para nos livrar e salvar do pecado.
E o que faz com que alguém que começou no Espírito e terminou na carne, ou seja, começou corretamente na fidelidade ao Senhor por meio da fidelidade aos ensinos dos Apóstolos em submissão às diretrizes do Espírito Santo mas se perverteu, se perdeu pelo caminho, dando lugar às inclinações da carne e à iniquidade e terminando por apostatar da fé?
Esse sujeito sucumbiu às seduções do mundo, provando que entre as tensões do amor pelo Senhor ou pelo mundo, ele preferiu o mundo (Deuteronômio 28).
"Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele."
(1 João, 2: 15)
E o que fazer para não se perder na jornada?
"Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo."
(Mateus, 24: 13)
A perseverança na mesma antiga, imutável e única verdadeira doutrina do Senhor conforme nos foi transmitida pelo ensino dos seus Apóstolos. Esse é o único fundamento da igreja, a rocha inabalável onde devemos permanecer firmes até o fim.
"Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim."
(João, 14: 6)
Inovações e adulterações nas doutrinas que definem o caminho de Cristo são malditas! (Gálatas 1: 8, 9)
"Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz à vida, e poucos são os que a encontram."
(Mateus, 7: 13, 14)
12/06/2024
Nem toda aparência de "evangélico" é Evangelho.
Nem toda aparência de "evangélico" é Evangelho.
Na verdade, muitos deles são armadilhas.
Não é porque apresenta a si mesmo como "servo de Deus" que realmente o seja.
Muitos lobos se apresentam como ovelhas, e muitas vezes como pastores - e tá cheio desses charlatões por aí - em variados graus, como acorre em qualquer tipo de corrupção - uns são mais, outros menos, mas todo corruptor é corrupto. Nesses nossos tempos parece que os cretinos estão em maior proeminência!
Gente indigna de confiança costuma atrair legiões de incautos como seus seguidores. E nessa feira-livre de ofensas ao Senhor ninguém é inocente, nem o enganador, nem seus enganados. Se a proposta for um estudo bíblico responsável ou uma reunião de oração biblicamente orientada sempre aparecem poucos crentes. A resistência e a má vontade imediatamente se manifestam. Mas se for um evento temático, um "culto da vitória", um louvorzão, aí a casa enche.
Os cultos bíblicos têm sido recorrentemente descartados, substituídos pelo bundalelê gospel, pela fanfarra das emoções, pela psicologização da fé, pela empresatização das igrejas e pelas contemporanizações, porque a forma fiel e ordenada de adoração a Deus não enche as igrejas (e não dá muito dinheiro) e seria "ultrapassada e ridícula", conforme alguns, prepotentemente, dizem - e ainda acusam de "orgulhosos"e de "soberbos" os que resistem à essa mundanização (adjetivos que eu ouço há anos).
Enganadores reagem às exposições dos seus erros contra-atacando. Normalmente eles dizem que é "capricho" insistir no que é certo à luz (apenas) das Escrituras, que é "mimimi" fazer apontamentos no que precisa ser corrigido, que é "murmuração" expor os descaminhos e os maus ensinos da fé e que é "muito santo" (termo infelizmente usado de forma pejorativa) quem busca os altos padrões das Escrituras.
A exposição de pecados gera, necessariamente, um dos dois frutos: ou o desejável arrependimento evidenciado na correção dos erros ou o endurecimento do coração comprovado na continuidade e na justificação desses erros. E, infelizmente muitos líderes religiosos têm preferido reiterar seus erros, desvios e rebeliões com justificativas espúrias e mundanas, ou pior, adulterando o sentido das Escrituras para legitimar seus erros. O fruto visto nesses casos, então, é o deplorável endurecimento do coração, o oposto do que a santificação produziria. E no caso do endurecimento comprovado, sendo perseverante, o seu transcurso será a indesejável apostasia. Se errou o caminho, errará também o destino.
Infelizmente, nessa luta pela verdade, alguns pastores que a conhecem a têm relativizado para proteger a sua condição, as suas escolhas, seus feitos e ambições. Já não é incomum afrouxarem a proclamação doutrinária para, em seu lugar, porem em dúvida a boa teologia ortodoxa. Esses são infelizes que se perdem na autoconfiança. Ideias contemporâneas de fluidez já foram acrescidas às convicções de muitos, como um câncer que adoece e como ferrugem que corrói a fé que deveria ser professada e proclamada sem alterações, exatamente como a recebemos dos Apóstolos do Senhor. Não se teme mais beber água do esgoto, pois a presunção de quem o faz o entorpece, levando-o a crer que poderá discernir o bem do mal num amontoado de confusões do qual se alimenta. E assim o afrouxador e relativizador da fidelidade à verdade tem tido seus crescentes pique-niques no parque com o pai da mentira, crendo, tolamente, que sairá imune do veneno transtornador que bebeu na medida em que deu ouvidos à Satanás.
Não seja o trouxa que se deixa conduzir por falsos mestres e falsos profetas. A Palavra de Deus está aberta, disponível a todos. Confira se o que teu pastor diz corresponde ao ensino do Senhor Jesus Cristo que foi confiado aos seus Apóstolos para conduzir a igreja até o último Dia. Ah, mas como você poderá conferir se não estuda a Bíblia, se não tem base nenhuma para checar as coisas, se a tua leitura é apenas rasa, superficial, sempre se contentando com o mínimo possível, sendo, portanto, estéril e subserviente a quem te manipula?
O conhecimento das coisas de Deus é um tesouro que se adquire paulatinamente. O conhecimento da Palavra de Deus é uma riqueza acumulada ao longo do tempo e que é consolidada por muitas provações e desafios de fé ao longo da vida. O verdadeiro conhecimento de Deus não pode ser meramente teórico, as palavras do Senhor são "espírito e vida". Sem o teste da prática o saber torna-se inútil e sem o conhecimento das Escrituras toda provação resultará em reprovação da fé de um crente que é muito frágil porque foi muito mal fundamentada na rocha.
A ignorância em pessoas adultas não é resultado, apenas, da negligência pessoal, é também (e, talvez, principalmente) o resultado intencional de algum projeto de poder que quer as pessoas subservientes devido ao baixíssimo potencial crítico, seja esse projeto político, religioso ou qualquer outra forma de se ter poder sobre os outros - afinal, qual líder corruptor quer ser questionado por algum dos seus subordinados? Qual tirano deseja ser confrontado pela verdade? Só deseja o conhecimento da verdade, um bem libertador, quem de fato a ama - e o Senhor Jesus é a personificação máxima da verdade. E a verdade deve ser CONHECIDA e os bons líderes devem serví-la, fazendo-a conhecida!
Uma vez um pastor me disse:
_ Eu sei o que você pensa de mim, pensa que eu sou um falso mestre.
Ao que lhe respondi:
_ Falso mestre é quem ensina falsa doutrina. Ensine o certo e não será um falso mestre.
Diante da feira-livre vigente em que as vozes prevalecentes têm vendido uma fé corrompida e ajustada aos gostos da freguesia, uma realidade em que as distorções e mentiras têm prosperado e elevado perversos ao estrelato religioso, o que fazer? Sempre existe ESPERANÇA, pois o Senhor sempre preserva o seu remanescente fiel - mas será que você é parte disso? É o teu amor pela verdade que comprovará isso. Enquanto muitos têm pervertido o Evangelho (em diferentes graus) uns punhados de crentes fiéis estão perseverando fora dos holofotes - esses crentes sempre existirão! Provavelmente você não encontrará o caminho de Cristo na feira-livre, você terá que buscá-lo de todo o coração, não nas superfícies, e o Senhor mesmo te conduzirá pela verdade, mas ela está num caminho estreito e apertado, não nos holofotes nem nas facilidades, pois conhecer a Cristo é uma jornada de redenção, de auto-renúncia e de mortificação do pecado em perseverante santificação.
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Falsos profetas e pastores fiéis
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23/06/2023
O caminho da fé
O fé cristã não é e nunca foi para você se sentir bem e realizado neste mundo decadente. Ela não existe para validar teus desejos e fomentar projetos pessoais.
A fé cristã, a boa-nova do Evangelho é exigente e o seu requisito é o arrependimento de pecados - e pecado é todo tipo de rebelião contra a Lei de Deus. Nós não inventamos o que é pecado, é Deus, o Senhor quem definiu o que e certo ou errado, o que lhe agrada ou ofende. E o Evangelho exige, também, a fé, crer e confiar de todo o coração na vida e na obra salvífica do Senhor Jesus Cristo, o Deus-encarnado que esteve entre nós para nos apontar o caminho e morrer na cruz por pecadores para salvá-los da ira vindoura concedendo-lhes Graça e perdão pelos seus pecados.
Seguir nos caminhos do Senhor rumo à eternidade com Deus é uma trilha apertada de constante auto-mortificação, uma jornada de muitas renúncias, de auto-negação visando não as satisfações da carne, do ego, dos impulsos do pecado, mas lutando a cada instante pela nossa sujeição aos santos preceitos de Deus conforme ensinados e exigidos na sua Palavra. E assim, conforme caminhamos, vamos sendo cada vez mais conformados aos santos preceitos de Deus e nos assemelhando mais e mais com o Senhor Jesus Cristo, e esse é o processo de santificação sem o qual ninguém verá ao Senhor e que é exigido de todo discípulo verdadeiro de Cristo.
Para essa jornada, muitos são chamados, mas poucos são escolhidos.
Mas a porta está aberta. Venha!
27/02/2023
Como prosseguimos para o alvo?
Como prosseguimos para o alvo?
"Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus." (Filipenses 3:14)
E qual é o alvo do cristão, que Paulo chama de soberana vocação de Deus, o chamado soberano feito a partir do Senhor Jesus?
É a glorificação, a consumação da nossa salvação. É chegar ao nosso destino - "Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas." (Fp. 3 :20,21)
E enquanto não chegamos ao nosso destino, o texto inspirado indica o abatimento do nosso corpo no processo do prosseguimento para a glória. Devemos, então, lutar o tempo que temos aqui nesta vida, neste mundo, usando tudo o que temos em função do alvo já estabelecido. Isso envolve ação, trabalho, inteligência aplicada, diligência, esforço...
Como?
Vivendo o agora como que numa construção das glórias do porvir. Nós sabemos onde iremos chegar, mas no percurso até o nosso destino muita coisa deve ser feita, e esses empreendimentos devem ser feitos em submissão à Palavra de Deus. Enquanto estamos aqui nós estamos em missão, e isso se aplica no modo como vivemos, nas escolhas que fazemos, na santificação pessoal e progressiva e também nos modos como interagimos com as pessoas e com o mundo no derredor, tendo como fundamento para nossas vidas e ações o Evangelho, o ensino apostólico e a Lei de Deus.
Somos, nesta vida, forasteiros, pois pertencemos a uma outra Pátria, celeste, o Reino de Cristo. Aqui neste mundo nós somos embaixadores do Reino do Senhor e residimos aqui como peregrinos - "Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia. Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma, mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação." (1 Pedro 2: 9-12)
Lembro-me do exemplo bíblico de Daniel, um jovem cativo em terra estranha, Babilônia, que à semelhança de José no Egito, foi usado por Deus mesmo sendo forasteiro e empreendeu com excelência no lugar estranho onde estava, sem se contaminar com as corrupções e as idolatrias dessas culturas, mas servindo como testemunho íntegro e eficiente da Graça de Deus enquanto mantinha firme e decidida fidelidade ao Senhor, mesmo vivendo entre ímpios, mesmo contra fortes oposições e perseguições. É porque tinha um alvo excelente, em Deus, onde a sua fé estava firmada, que Daniel (e José) prosseguiu com excelência até o fim, deixando um importante legado nas terras estranhas onde serviram ao Senhor.
Lembro-me, também, da carta do profeta Jeremias que, seguindo as ordens de Deus, instruiu a todo o povo de Israel durante o tempo de cativeiro sob Babilônia a que se estabelecessem e vivessem em paz em terra estranha até que o Senhor os trouxesse de volta para a sua própria terra - "Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel, a todos os exilados que eu deportei de Jerusalém para a Babilônia: Edificai casas e habitai nelas; plantai pomares e comei o seu fruto. Tomai esposas e gerai filhos e filhas, tomai esposas para vossos filhos e dai vossas filhas a maridos, para que tenham filhos e filhas; multiplicai-vos aí e não vos diminuais. Procurai a paz da cidade para onde vos desterrei e orai por ela ao Senhor ; porque na sua paz vós tereis paz." (Jeremias 29: 4-7)
E me lembro, principalmente, da oração feita pelo Senho Jesus a nosso respeito - "Já não estou no mundo, mas eles continuam no mundo, ao passo que eu vou para junto de ti. Pai santo, guarda-os em teu nome, que me deste, para que eles sejam um, assim como nós. Quando eu estava com eles, guardava-os no teu nome, que me deste, e protegi-os, e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura. Mas, agora, vou para junto de ti e isto falo no mundo para que eles tenham o meu gozo completo em si mesmos. Eu lhes tenho dado a tua palavra, e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como também eu não sou. Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal. Eles não são do mundo, como também eu não sou. Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. E a favor deles eu me santifico a mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade. Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste." (João 17: 11-21)
Aqui nesta vida, neste mundo caído e transitório, nós, cristãos, somos peregrinos. Mas o modo certo de se seguir rumo à soberana vocação é aplicando, mesmo no mundo caído, os elevadíssimos valores da glória que nos espera. É fazendo tudo o que a nossa trajetória pessoal - e que é sempre diferente de uma pessoa para outra - nos levar a fazer sempre buscando a excelência, com justiça, integridade e empenho, como que servindo ao Senhor (Ef.6: 7), porque somos cidadãos de um Reino glorioso e devemos nos portar como tais mesmo num mundo decadente, servindo como sal da terra e luz do mundo (Mt. 5: 12, 14) num mundo que está na escuridão do pecado e em rebelião contra Deus.
Os cristãos são ordenados por Deus a serem as mais íntegras, confiáveis, dedicadas, amáveis e verdadeiras pessoas, mesmo que o mundo não reconheça o seu valor. É do Senhor Jesus que estamos testemunhando e é a Ele que estamos servindo.

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