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24/05/2026

Motivos por que sou contrário à ideia da salmodia exclusiva



Por que eu sou contrário à salmodia exclusiva ou à ideia de que o Saltério é o único hinário adequado ao culto cristão?

1) eu creio na inspiração divina, por consequência, na inerrância de toda a Bíblia - tanto de todos os textos que compõem o Antigo Testamento como os que compõem o Novo Testamento; e sei que os Salmos são, como parte dos textos do Antigo Testamento da Bíblia, igualmente inspirados e inerrantes e que esse mesmo saltério que temos nas nossas bíblias foi usado nos tempos em que existiu um Templo em Jerusalém a partir do reinado de Davi, sendo o livro "oficial" de louvores, dado pelo próprio Deus ao seu povo para cultuá-lo corretamente num tempo de esperança messiânica.

2) ainda que todos os textos que compõem os 66 diferentes livros da Bíblia sejam igualmente inspirados por Deus e inerrantes, existem claras diferenças entre eles quanto à revelação de Deus e da sua vontade, sendo essa revelação da verdade gradual e progressiva, sendo que todos os textos do Antigo Testamento estão num contexto de SOMBRAS (Hebreus 10: 1), pois apontavam para a vinda do Messias, na "plenitude dos tempos" (Gálatas 4: 4), o ponto mais sublime da história por causa da plenitude da revelação de Deus na pessoa encarnada do seu Unigênito, o Senhor Jesus Cristo. 

3) todos os Salmos estão no contexto das SOMBRAS, o contexto da esperança do Messias e da revelação de Deus em sua completude. Essa revelação ocorre quando o Senhor veio ao mundo, uma verdade anunciada pelo EVANGELHO e explicada em todo o Novo Testamento. Assim, o Antigo Testamento é a preparação para a plenitude conhecida no Evangelho e explicada doutrinariamente nos textos do Novo Testamento, contexto em que os modos de se cultuar a Deus da velha aliança CADUCARAM, pois o imperfeito (no sentido de incompleto) deu lugar ao perfeito (a revelação completa de Deus em Cristo).

4) no Novo Testamento existem exemplos de hinos em diversas partes dele, todos cantando claramente a obra de Cristo e exaltando a sua ressurreição e triunfo. Tal clareza proclamatória não é vista em nenhum dos 150 Salmos, que são todos eles textos inspirados e inerrantes mas que apontavam para aquele que viria mais tarde, JESUS, estando então carentes da completude que se revelou ao mundo muitos séculos depois. Nenhum dos Salmos menciona o nome do Senhor Jesus, nome que está sobre todo nome e que é digno de todo louvor, toda glória e adoração (Fp. 2: 9 - 11; At. 4: 12). Nos hinos do Novo Testamento, porém, essa completude é claramente cantada e todos os Salmos, para atenderem ao louvor devido ao Senhor, requerem o complemento cristocêntrico.

5) podemos e devemos cantar os Salmos em adoração a Deus, contudo restringir os louvores ao saltério eliminaria do louvor congregacional o louvor devido ao nome do Senhor e o louvor proclamatório do Evangelho - essa sim, a mensagem que deve ser proclamada por ser o poder de Deus para a salvação de todo o que crê (Rm. 1: 16; Mc. 16: 15). Nos Salmos o Evangelho ainda não está completamente claro, o contexto de todos os textos do Antigo Testamento é de sombras, não de plenas luzes, algo que só aconteceu com a vinda de Cristo ao mundo (João 1). Para ser louvor perfeito, na Nova Aliança, os Salmos requerem a complementação daquilo que eles apontavam - e essa é a realidade de todos os textos do Antigo Testamento, a sua explicação na vida e na obra do Senhor Jesus, assim como Ele mesmo ensinou os seus discípulos sobre como deveriam ler todas as Escrituras (Lucas 24: 27, 44).

6) não existe nenhum texto em toda a Bíblia que ordene ou ensine que devemos cantar apenas os Salmos nos cultos cristãos, contudo existem textos no Novo Testamento (Cl. 3: 16, Ef. 5:19) orientando os crentes a cantarem salmos, hinos e cânticos espirituais (considerados formas de instrução úteis para a edificação da fé dos crentes) e dentre os próprios salmos temos orientações aos crentes que cantem ao Senhor um novo cântico (Salmos 96, 98, 149) deixando claro que ainda que a coleção do saltério esteja encerrada nos seus 150 Salmos isso não significa que devamos nos restringir a eles para cantar ao Senhor e que é esperado dos crentes que sejam feitas novas composições para serem cantadas no louvor a Deus..

7) evidentemente existem muitas tolices, distorções e heresias que são cantadas em muitos cultos cristãos (vivemos uma pandemia de antropocentrismo e de sentimentalismo nos louvores do evangelicalismo atual) e a correção desses tipos de corrupção do louvor ao Senhor deve ser feita pelo exercício constante do zelo e fidelidade às doutrinas bíblicas, extraindo delas o que deve ser cantado pelo povo de Deus, e essa correção não deve ser por meio da adoção de regras sem embasamento bíblico (como a de que devemos cantar somente os salmos - isso apenas parece ser bom remédio...), correndo-se o risco de cair no pecado do legalismo - a adoção de regras que têm aparência de piedade mas que são corruptoras da Graça de Deus e das suas implicações, como se somente por meio da obediência de certas regras inventadas por homens e pela imposição de fardos supostamente espirituais as nossas práticas seriam aceitáveis por Deus. Todo legalismo provém do coração enganoso de quem quer exercer domínio sobre o povo de Deus com o grave pecado de acrescentar ideias humanas ao que Deus disse (tanto tirar ensinos da Bíblia como acrescentar coisas novas ao que Deus disse e encerrou nas Escrituras são pecados graves - Ap. 22: 18, 19) e, principalmente, contaminar e corromper a fé em Deus com ideias falsas sobre Ele (dizer que Deus disse ou requer o que Ele nunca disse nem requereu é mentir sobre Deus e persuadir as pessoas a crer nessa mentira - Ez. 13)..

8) o argumento para a adoção da salmodia exclusiva baseado nas práticas adotadas em certos períodos da história da igreja (como a Reforma Protestante de Genebra), por mais admiráveis que sejam, não passa de saudosismo de um modelo cultural e de tradições de homens que não têm força canônica. Toda cultura e toda tradição dos homens são efêmeros.

9) as formas como os Salmos eram cantados nos tempos do Templo de Jerusalém se perderam na história e as tentativas de resgate desse costume não reproduzem a métrica, a poesia e a musicalidade da língua original na cultura temporal original. Necessariamente cantar Salmos requer adaptação cultural e impor certos modelos efêmeros antigos como se fossem mais espirituais do que outros é atribuir valor espiritual ou canônico a coisas que não têm esse poder ou autoridade, caindo-se assim em mera preferência por razões não autoritarivas, ou pior, numa idolatria da forma.

10) usar qualquer texto do Antigo Testamento sem o exercício apostólico (nosso fundamento) de ler esses textos na vida e na obra do Senhor Jesus Cristo não nos faz diferentes dos mestres da Lei que foram contemporâneos do Senhor e que apesar de conhecerem a Lei e os Salmos de cor e salteado mataram o Senhor, o mesmo Messias que o seu saltério apontava - ou seja, a leitura não cristocêntrica dos textos do Antigo Testamento não tem validade espiritual nenhuma.

14/04/2025

Semana santa?



"Semana santa"?

É admissível constatar que a igreja católica romana celebre corrupções da fé cristã como a semana que se inicia com o domingo de ramos e que termina com o domingo da Páscoa - afinal a seita romana é uma instituição que perverte a fé, é liderada por um anticristo e depende de simbologias e de misticismos para sustentar a sua idolatria. 

Mas ver semelhantes corrupções em igrejas que se apresentam como "bíblicas" é um lamentável escândalo diante da obra consumada pelo Senhor Jesus!

A Páscoa era uma festa religiosa que apontava para o sacrifício do Cordeiro de Deus, e uma vez que o Senhor Jesus consumou a sua obra, essa e outras celebrações religiosas descritas no Antigo Testamento caducaram, pois cumpriram o seu propósito e não servem mais para coisa alguma.

Agora já não são mais as festas simbólicas, meras sombras que apontavam para a plenitude que é o Senhor Jesus e a sua obra realizada que devem ser celebrados, mas sim é a própria obra do Senhor e os seus ensinos que devem nortear a fé dos crentes e nada, absolutamente nada é mais sublime do que os cultos dominicais em que a congregação dos remidos adora verdadeiramente ao Deus triúno que se faz verdadeiramente presente em toda igreja fiel, agora sem véus de separação como ocorria antigamente.

Os cristãos e igrejas verdadeiras celebram a Páscoa toda vez em que celebram a santa ceia do Senhor, partilhando do corpo e do sangue tipificados no pão e no cálice do Senhor.

Outras celebrações não cultuam a Deus, sendo portanto manifestações de fogo estranho em sua Santíssima presença.



Leia também:

Páscoa 

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2010/03/pascoa-o-sacrificio-divino-que-gera.html

Reflexões sobre o culto

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/03/cultos-especiais.html

21/10/2024

Igrejas más X boas.


Estou pensando seriamente em recomendar claramente às pessoas que saiam da sua igreja problemática para frequentarem uma igreja melhor fundamentada na Bíblia, tanto no culto como no ensino, visando uma qualidade maior e mais fiel na vida cristã de suas famílias.

Não pense que a tua igreja é bíblica e fiel ao Senhor se nela são praticados os afrouxamentos com doutrinas bíblicas, uma abordagem antropocêntrica constante, a proteção ao esquerdismo, a indiferença com as múltiplas ações do ministério cristão que são cada vez mais substituídos por atuações que a Bíblia não ensina, a indiferença com o pecado e com a necessária santificação dos crentes, a inclusão de modismos worship como meios de se provocar sensações nas pessoas, os cultos show, o excesso de música, o espetáculo, a artificialidade, a influência da psicologia, e do marketing, a dependência da tecnologia, a profissionalização da fé onde tudo envolve dinheiro, a transformação da igreja numa empresa que é administrada sob a perspectiva de um negócio e que por isso os líderes são muito mais administradores e executivos do que cumpridores dos requisitos bíblicos, eles são muito mais homens bem-sucedidos na perspectiva mundana do que exemplos das práticas espirituais... saiba que essa igreja não pode ser considerada fiel ou bíblica! Nela está sendo praticada a perigosa e progressiva apostasia da verdade e da fé. Saiba que nem todo pastor é verdadeiro servo de Cristo ainda que ele tenha carisma, que fale bem, que domine a arte do púlpito e tenha muitos diplomas e cursos. O critério principal para se avaliar se uma igreja ou liderança são fiéis ao Senhor é a pregação e ensino fiéis às doutrinas bíblicas, não o espetáculo da carne.

Pregadores que fazem mau uso dos púlpitos para enrolarem as igrejas e zombarem de Deus com suas profanações do culto através de abordagens vazias do exame fiel e submisso das Escrituras e que substituem a proclamação das suas verdades e doutrinas visando a glória do Cordeiro e a edificação e santificação dos crentes, trocando-as por contos da carochinha, por muitas histórias, por conteúdo antropocêntrico, bajulador de si mesmo e de outras pessoas, ou um discurso vitimista, ou político, coaching, de auto-ajuda, ou progressista, relativista dos fatos bíblicos, ou permeado por teologia liberal, ou da prosperidade, ou arminiana, ou qualquer outro tipo de discurso desleixado, heterodoxo ou herético; tais pregadores não deveriam ter voz ativa em nenhuma igreja e devem ser confrontados e corrigidos, ou denunciados, demitidos e substituídos por servos do Senhor Jesus que sejam mais responsáveis e fiéis aos seus ensinos e ordens. O que está em jogo é a integridade espiritual das igrejas, e os lobos infiltrados por Satanás estão nesses lugares para perverter a missão dos crentes e as ordens que recebemos do próprio Deus de oferecermos a Ele cultos que lhe sejam santos e agradáveis.

Somente líderes indignos de confiança e que se entregam às suas arrogâncias na busca pelas suas realizações pessoais através da imposição das suas predileções mundanas renegam ou relativizam as velhas e seguras tradições dos fundamentos dos Apóstolos para aderirem às idolatrias progressistas dos seus corações envaidecidos e gananciosos. Esses são corruptores da igreja que buscam exaltar a si mesmos através do mau uso dela, como se ela não tivesse um Rei e Senhor que é zeloso e que exigirá prestação de contas do que lhe pertence.

Saia dessas comunidades onde misturam a verdade inegociável da Palavra de Deus com os fermentos que a transtornam antes que você seja anestesiado e teus filhos sejam envenenados com muitos enganos e todos percam de vista o que é a fé bíblica e fiel ao Senhor Jesus, errando, como consequência, o estreito caminho da verdade e da vida. 

Procure uma igreja genuinamente fiel à Bíblia, elas não são muitas, são cada vez menos comuns, não costumam ser grandes e não têm apelo midiático. Mas elas existem e todo crente verdadeiro deve juntar-se a elas!

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Igreja moderna

Parede preta, canhões de luzes, pregador usando grifes, culto à personalidade, mensagens para internet, igreja para a internet, tatuagens minimalistas, procedimentos estéticos, artificialidade, bateria no aquário, teclado vermelho, app de bíblia no celular, lounge instagramável, comunhão instantânea e superficial, metas empresariais, espiritualidade como produto, doutrina enxuta, resumos, pragmatismo, relativismo, "essa é a nossa visão", progressismo, igreja para a cidade, igreja relevante, igreja para os novos tempos, culto terapêutico, entorpecimento, séries de mensagens conforme a moda, pós-verdade, the Chosen, Tim Keller, comunidade chácara primavera, novos paradigmas, modelos de sucesso, imersão no louvor, superficialidade bíblica, desprezo pelos fundamentos dos apóstolos, desdém por doutrina, flexibilização moral, novos cânones, "deus me mostrou", relativização na obediência às normas bíblicas, novas perspectivas, novas propostas, anseio por novidades, cultura do descarte, coaches e mentorias, orgulho autocentrado, autolegitimação, bajulação, orgulho, ministério de segurar as cordas, pastoras e apóstolos, sentimentos como validação da verdade, atos proféticos, devoção ao dinheiro, ministério de louvor, cultinho infantil, cultura do espetáculo, busca por um novo modo de ser igreja, espiritualidade do conforto carnal, política eclesiástica impiedosa, o fim justifica os meios, omissão política para proteção da pluralidade ideológica, proteção institucional aos colegas e aos seus, mercado de privilégios, corrupção das normas, uso normatizado de dois pesos e duas medidas, jogos do poder, ambições, corrupção, hipocrisia, cinismo, crescente apostasia.

01/10/2024

Cultos que são superproduções imersivas.


Cultos que são superproduções imersivas.

Vivemos uma epidemia apóstata da tendência de transformação do culto a Deus em eventos de imersão em experiências sensoriais. 

O verdadeiro culto cristão é a prática de um conjunto de ações que são biblicamente orientadas para a adoração a Deus, somente. 

O Evangelho é a nossa reconciliação com Deus, realizada pela obra redentora do Senhor Jesus Cristo, o único Mediador entre o povo e Deus. Portanto, por meio do Senhor Jesus Cristo o povo congregado está na presença santíssima e sublime do Todo-Poderoso, e nós devemos adorá-lo em cumprimento do propósito primeiro da nossa existência, pois fomos criados para adorarmos a Deus e desfrutar dEle. 

A adoração a Deus que nos é requerida é feita por meio de Cristo e jamais se baseia em nossos méritos. Nós nos baseamos somente nos méritos do Senhor Jesus, pois somente Ele cumpriu toda a Lei e se ofereceu como sacrifício perfeito, o Cordeiro de Deus oferecido no holocausto da cruz para pagar pelos nossos pecados, e assim somente Ele satisfaz às exigências da Lei e da santidade de Deus e assumiu, perante Ele, as maldições das nossas dividas, sofrendo a santa e justa ira de Deus em nosso lugar, nos outorgando o seu perdão pleno, fazendo-nos, então, aceitáveis diante da suprema santidade do Deus-Pai que nos adota como filhos com o seu Unigênito, agora Primogênito dentre muitos irmãos.

Diante disso, o culto a Deus não consiste em nós, no que queremos, no que julgamos serem as nossas prioridades, mas sim na glória do Cordeiro de Deus que nos resgatou e que ressuscitou dos mortos, triunfando da morte, do pecado e do inferno, e que vive e reina para sempre. O verdadeiro culto cristão é focado no Senhor, na sua obra e na sua glória e não em nós. E por estar focado e baseado no Deus que é Espírito, e que não pode ser visto, nem sentido pelos nossos atributos carnais, mas conhecido pela fé somente, e que é Santo e incontaminável, o culto a Deus deve estar fundamentado nesses mesmos fatos e nesses elevadíssimos valores que nós não podemos reproduzir - não no que vemos, não nas nossas obras, mas somente no que de Deus conhecemos pela sua auto-revelação que é feita nas Escrituras. 

O culto é a adoração a Deus na beleza da sua santidade. O culto tem um destino definido, tem uma beleza definida e tem um modo santo e incontaminável definido. É Deus que deve ser contemplado, apreciado, e nós só o podemos conhecer pela sua auto-revelação que é por meio das Escrituras somente. Portanto apreciamos o que as Escrituras dizem sobre Ele, o verdadeiro louvor a Deus é a proclamação dos seus atos e dos seus atributos. Nós não inventamos coisas sobre Deus, nós proclamamos o que sabemos sobre Ele, o que Ele mesmo diz. Nossas invencionices não cabem nesse contexto.

O culto é um serviço congregacional oferecido a Deus, é quando os crentes, os santos de Deus, que são chamados de santos porque Deus os comprou com o precioso sangue de Cristo, separando-os do mundo para si, se reúnem para cumprir o que Deus requer deles como povo de sua propriedade exclusiva. Esse povo adora a Deus declarando seus atributos, as virtudes que de Deus conhecemos na mesma medida em que delas desfrutamos em santa e solene reunião. Não são as belezas que podemos produzir nem as virtudes que podemos praticar que saudamos ou louvamos, nós exaltamos o Deus invisível que preenche o recinto com a sua glória excelsa, porque podemos adentrar o Santíssimo lugar sob a cobertura justificadora e santificadora do seu Filho, o nosso Redentor. E a Palavra de Deus que diz respeito ao próprio Filho de Deus encarnado, porque toda ela se refere a Ele, nos é proclamada, e nela as grandezas do Todo-Poderoso se evidenciam e nós as assimilamos, e a nossa fé é edificada, e somos santificados, limpos, guiados, fortalecidos e instruídos. A glória do Deus Espírito nos preenche e transforma a nossa consciência à semelhança de Cristo. Mas o que fazemos enquanto as glórias do Todo-Poderoso se tornam evidentes é a simplicidade de quem não tem coisas semelhantes às grandezas recebidas para oferecer. Tudo o que temos para oferecer é o esvaziamento de nós mesmos. São petições de suplicantes, não exigências. São louvores aos atributos de Deus, e à beleza da sua santidade, e aos seus grandiosos feitos, não expressões da vaidade humana. O eu diminui em contraste com a evidência da sublimidade das glórias do Deus Santo que nos concede a graça de estarmos numa presença tão grandiosa e incomparável. O comportamento adequado da nossa parte, então, é de contrição, de quebrantamento e humilhação, de santo temor e de consciência da nossa finitude e pequenez diante da glória suprema do Santo dos santos. Não é lugar para auto-exaltação, nem de palavras de ordem. Diante do Senhor toda a Terra deve se calar pois é Ele quem tem a prerrogativa da fala.

Então, por mais gloriosa que seja a natureza de um culto a Deus, o que fazemos nele é singelo, simples, humilde e cheio de santo temor. A grandeza não está no que fazemos, mas sim do Deus que é adorado. Da nossa parte, começamos alinhando nossas consciências para que a congregação esteja num mesmo espírito e propósito. Uma reflexão quieta em preparação e uma oração coletiva na adoração iniciada. Nela agradecemos pela oportunidade de obedecermos às ordens da adoração congregacional no dia do Senhor para desfrutarmos do seu amor, e suplicamos a benção do Deus-Espírito em receber e dirigir a nossa adoração coletiva. E imploramos o seu perdão pelos pecados cometidos para, purificados, podermos adentrar o Santo lugar, não as instalações físicas do prédio onde estamos, isso não é um templo, mas o local espiritual onde o Todo-Poderoso exerce sua soberania sobre todas as coisas nos céus e na Terra. E assim, adentramos com ousadia na sua santíssima presença onde anjos não ousam descobrir seus rostos por temerem a grandeza do Senhor de todos, mas nós, cobertos pelo sangue de Cristo podemos contemplar o que antes nos era impossível. E então nós o louvamos, apreciando assim as suas virtudes, os seus feitos, a sua glória. E enquanto o adoramos Ele se agrada de nós e como verdadeiro Pai que é nos ama, nos cura, nos instrui e transforma. O culto de adoração a Deus é a forma mais excelente de desfrutarmos da sua comunhão, verdadeira intimidade e conhecimento. E quando terminamos o nosso louvor, coisa simples porém feita em submissão às Escrituras e de todo o coração, força e entendimento, Ele nos dá mais de si, da sua graça na medida em que pregação fiel da sua Palavra é feita ao povo.  O culto é uma dialética, uma conversa entre o povo congregado com o Deus que é adorado. E Ele responde.

É assim o culto de adoração a Deus, nós estamos reunidos como congregação na presença de Deus por meio de Cristo para adorá-lo na beleza da sua santidade, e não para nos impactarmos uns aos outros com qualquer coisa que nós possamos fazer. 

Cultos imersivos em emoções fabricadas pelo homem estão colocando a glória baixíssima dos homens caídos no lugar da sublimidade da glória do Deus Santo e Todo-Poderoso, e isso é uma inaceitável corrupção do culto, é uma profanação dele, é uma idolatria porque está se praticando a adoração às coisas criadas em lugar do Criador. Cansa ver "ministros" de louvor se esforçando para "contagiar" sua plateia enquanto agem como animadores de auditório em cima de palcos como em shows, teatros e em circos. Mas essas desgraças são pragmáticas, elas funcionam, atendem bem aos desejos hedonistas daqueles que repudiam o culto santo ao Deus Santo porque, em última instância, o odeiam. Os shows exigem mais trabalho por parte dos que os produzem, mas atendem aos apetites dos sentidos ao promoverem o entorpecimento das emoções a quem chamam, equivocadamente, de "mover de deus".

É o entorpecimento, as fortes emoções induzidas por um conjunto de coisas embaladas por luzes, músicas muito bem produzidas (aliás, o que seria do movimento evangélico sem o movimento gospel com sua indústria musical?), muita técnica e pirotecnia, palavras de ordem e abordagens emocionais com a odiosa despersonalização e a descentralização de Deus no culto para em seu lugar ser praticada a ênfase no "eu", e no que "eu sinto", e no "meu bem estar", no meu acolhimento e empoderamento, na minha validação quanto à espiritualidade feita sob medida para mim num mercado religioso de múltiplas opções em que o senhor é o meu arbítrio. A corrupção do culto de adoração ao Senhor se transformou numa epidemia crescente de deturpação do ministério da igreja, que em muitíssimos casos tem se prostituído com modelos pragmáticos de se praticar o hedonismo, o culto das pessoas por elas mesmas e das suas emoções na busca do seu próprio bem-estar projetadas num "deus" idealizado que reflita as suas perspectivas e que costuma ser chamado de Jesus, um homônimo vazio do verdadeiro. Eis um culto idólatra e pagão que enche facilmente igrejas em franca apostasia e que profanam cada vez mais o Evangelho e que quebram todos os mandamentos ao adorarem ideais e deuses inventados enquanto invocam o nome do Senhor em vão para tentarem validar suas egolatrias.

O verdadeiro culto a Deus é desprezado pela maioria das pessoas porque elas simplesmente odeiam a Deus. Todos nós já fomos mortos espirituais, inimigos de Deus e da sua santidade, e por isso nos refugiávamos nas nossas idolatrias como desdobramento do nosso pecado, da nossa rebelião. E esse é o padrão humano à parte de Cristo até que o Evangelho nos salve, antes de tudo, de nós mesmos.

Por isso, o passo fundamental que é requerido pelo Senhor Jesus daqueles que pretendem seguí-lo é a renúncia de si mesmos, é a auto-negação e não a auto-aceitação nem a auto-validação, pois conversão é olhar para Jesus e não mais olhar para si mesmo, é esvaziar-se de si para se preencher com Ele.

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Os pilares da igreja são a Palavra de Deus pregada, crida e praticada em fidelidade, somente.

O fundamento da igreja é a doutrina dos Apóstolos, é a obra de Cristo e os seus desdobramentos e não as obras da carne, as ingerências dos homens caídos.

Mas nos nossos tempos os oportunistas têm envenenado a muitos com suas ideias inovadoras, com seus relativismos e ideias do marketing, com conceitos pragmáticos do ambiente corporativo, com abordagens da psicologia, da pedagogia e tantas outras intromissões que não são doutrinas nem ordens do Rei da igreja ao seu povo.

Essa sanha pragmática por resultados produzidos por técnica, controle humano e tecnologias para tornar a igreja num negócio que se expande artificialmente é um câncer em metástase no contexto religioso-evangélico e que fomenta ideias humanistas, meramente terapêuticas e sensoriais, contextos em que a Palavra de Deus é tratada como um meio de se obter algum bem estar e o próprio Deus é reduzido a um mordomo dos homens, algo que Ele não é. 

Essa aberração anticristã tem prosperado inclusive no contexto reformado onde, em muitos casos, o culto de adoração a Deus tem sido desfigurado num espetáculo sensorial feito aos homens que perderam a consciência da glória do Cordeiro e que buscam se sentir bem numa espiritualidade que sirva aos seus hedonismos - e, obviamente, por detrás desse circo existe um comércio oportunista que se agiganta, pois esse fermento levedador da massa do que deveria ser a pureza do Evangelho é sempre a mesma e velha obra da carne que, por sedução do Diabo, corrompe as coisas que deveriam ser santas sem parecer que essa degeneração faz com que rebanhos inteiros apostatem da fé genuína enquanto estão entorpecidos com as fortes luzes artificiais que são embaladas por meias verdades, ou melhor, verdades torcidas a ponto de tornarem-se em mentiras.


Um contraste com os modismos, um modelo santo.

22/05/2024

Sábado de pregação do Evangelho

Sábado, 18/05/2024, foi a nossa escala no culto da Capelania Evangélica do Hospital São Paulo e também do grupo de visitas do missionário Francisco, da IPMooca. 



É sempre um prazer servir!


Trechos da pregação no Salmo 146

25/04/2024

Culto de adoração a Deus - é principalmente para isso que fomos criados.



Culto de adoração a Deus - é principalmente para isso que fomos criados.

O culto verdadeiramente cristão, feito em adoração a Deus, reflete as glórias e a grandiosidade do Todo-Poderoso a quem o povo congregado está exposto sem o antigo véu de separação. 

Nada que façamos tem poder de fazer o que somente os atos do Senhor Jesus Cristo faz. Esqueçam o show dos homens, abandonem toda pirotecnia e as falsidades técnicas que impressionam nossa carne, mas não impressionam a Deus. Na prática, os esforços da carne estragam e comprometem o culto a Deus. Nas Escrituras Deus jamais aceita um culto adulterado, profanado pelas invenções e pelas supostas "boas-vontades" dos homens. Ou o culto é obediente e servil aos preceitos de Deus ou não é aceitável, não importando os inúteis esforços e malabarismos que as pessoas façam.

É o precioso sangue de Cristo que nos cobre e purifica para estarmos na presença real do Deus Santíssimo dentro do Santo dos Santos. Não há nada mais sublime do que isso. Nada pode ser mais eficiente e poderoso do que isso. Nada pode substituir isso. 

Nesse lugar, envolvidos por tão poderosa presença, sobra a nós nos curvarmos em santo e reverente temor, porque, paradoxalmente, estamos elevados às grandiosidades que antes nos eram inacessíveis. Somos como mendigos criminosos e blasfemos que são recebidos à mesa do mais poderoso de todos os reis e somos adotados como seus filhos, dignificados como príncipes, apesar de ser quem somos. E esse ato gracioso do Rei em nosso favor nos transforma gradualmente nessa nova identidade superior. Na presença do Deus Santo, a santidade de Deus nos fulminaria como fogo consumidor, pois santidade e pecado são opostos irreconciliáveis. Nosso único mérito é o de sermos pecadores, esse é o único poder que temos, o de sermos condenados com justiça ao inferno. Mas os méritos do Senhor Jesus Cristo nos cobrem, se impõem sobre nós, os que cremos no Evangelho. A obediência perfeita do Senhor Jesus à Lei de Deus e o derramamento do seu sangue na cruz com a sua morte em holocausto em nosso favor nos cobrem e nos faz verdadeiramente e plenamente aceitáveis diante da Santidade do Deus Todo-poderoso. Cristo morreu pelos nossos pecados e pagou por cada um deles diante da justiça que a Lei de Deus exige. É Cristo quem nos purifica, nos santifica e nos faz aceitáveis perante o Deus que é Santíssimo.

E então reagimos em contrição, em reconhecimento de que somos pecadores e também louvamos e proclamamos a beleza da Santidade que contemplamos. Sim, no culto cristão é Deus que deve ser contemplado! A comunhão entre nós e Deus realizada por Cristo e aplicada em nós pelo Espírito Santo é real, nós estamos num ajuntamento solene e santo que é muito maior do que a reunião entre pessoas, mas sim a reunião do povo de Deus com o próprio Deus Triúno, pois o Deus-Pai recebe a nossa adoração por meio da obra do Deus-Filho, adoração que fazemos na força do Deus-Espírito Santo, num ato sublime em que os próprios anjos se prostram! O culto de adoração a Deus é feito quando pecadores cobertos pelo sangue de Cristo adentram a Santidade de Deus para exaltá-lo, e nada pode ser mais sublime, elevado e digno do que isso. É um envolvimento de amor do Deus Santo que santifica pecadores para tê-los em sua poderosíssima presença e exercer sobre eles o seu Santo poder. No culto ao Senhor os céus dos céus descem sobre a igreja congregada e nós somos elevados à majestade divina e através das igrejas toda a Terra se enche da glória de Deus.

No culto verdadeiro nós nos maravilhados com o que contemplamos, cantamos e proclamamos as glórias do Deus que se revela por meio das Escrituras. São sobre os seus atributos, não sobre os nossos desejos ou qualidades que cantamos. É a santidade do Senhor e não nossas queixas e limitações que declaramos. Nossa humanidade está rendida e é acolhida pelo Deus cuja glória preenche todo o templo. E suas colunas tremem e o chão se abala com o peso de Glória que nos abate e exalta. 

E então Deus fala quando as Escrituras são lindas e fielmente pregadas. E isso com santa simplicidade! Porque toda contemplação e todo conhecimento que se pode ter acerca de Deus vem da sua Palavra e o Deus-conosco é um Pastor humilde de coração em quem só existe verdade.

Olhamos para Jesus, o autor e consumador da fé, reconhecendo-o nas Escrituras, tanto no Antigo como no Novo Testamentos. Nelas vemos os seus atos e nos alegramos com sua glória. E quando vemos ao Filho nós também vemos ao Pai. E nisso o Deus Eterno é glorificado nas nossas tão efêmeras vidas que são alçadas à eternidade.

A fé cristã é simples. O culto verdadeiro a Deus é simples, e é santíssimo, perfeito, eficaz. Por que tantos o complicam? Por que o maculam e estragam com invenções tolas, tanta parafernália, um espetáculo da carne? Por que o tornam inaceitável a Deus e ineficaz em seus efeitos com profanações mundanas? Muitos dirigentes de culto estragam tudo ao serem tomados por presunção e por orgulho e querem "ajudar" ao Deus Todo-Poderoso e todo sábio com suas contribuições e invencionices? Você não tem que "contagiar a galera" - Que audácia! Não faça as coisas do teu jeito. Nadabe e Abiú foram exterminados por Deus por motivos semelhantes, pois trouxeram fogo estranho ao altar. Vocês impressionam pessoas volúveis e sugestionáveis, não a Deus. NEle vocês causam ânsias de vômito, causam nojo! Seus shows o ofendem. Por que adulteram a pregação bíblica por técnicas empresariais, por psicologia e por marketing? Assim vocês profanam o culto ao Senhor, o inutilizam e o estragam!  Não existe culto a Deus quando se serve à carne. Apenas leiam as Escrituras, debrucem-se humildemente sobre elas, seu autor e mestre é o Espírito Santo, aquele que nos ilumina e que tem muito mais interesse do que nós possamos ter em que façamos a coisa certa ao oferecer a Deus um culto fiel e a Ele agradável. Obedeçam-no! Sigamos os parâmetros bíblicos, somente! Por que tentar mudar os fundamentos pétreos dos Apóstolos? Pensam que Deus se submeterá às prevaricações de homens infiéis? Por que transformar o culto a Deus num show dos homens decadentes? Pensam que Deus é um romântico sentimental que pode ser seduzido pelos corações humanos que supostamente se derramam em cultos emocionais ao som de música e clichês de sentimentos passageiros? Isso é ridículo, é um patético atentado contra as glórias do Senhor e Ele não as divide com ninguém. Não é a homens que devemos contemplar assim como não há nada a ser contemplado em nenhum de nós, mas sim ao Senhor Jesus somente, o único que é digno de receber honra, louvor, glória e adoração, o único que deve ser contemplado, apreciado, então não se esforce para aparecer onde é necessário que o Senhor apareça e nós todos diminuamos. Não adorar a Deus corretamente, sendo esse o propósito principal da nossa existência, é incorrer no grave pecado de idolatria. Então a adoração fiel a Deus é sempre uma ordem viável e praticável e nada justifica a sua omissão, rebelião ou perversão.

Arrependam-se!

Eliminem o show dos cultos ao Senhor. Muito do que chamam de culto não passa de profanação, de ofensa, de desperdício. Como adorar a Deus num ajuntamento supostamente cristão onde as pessoas estão sendo estimuladas a pensar no "eu" e em buscar o seu próprio bem e os seus próprios interesses? Isso é apenas um culto antropocêntrico e hedonista disfarçado de culto ao Senhor. Cultuam a si mesmos e o fazem em nome de Jesus? Que disparate! Seus cânticos e suas pregações são para que se sintam bem e Deus é tratado por essa gente como uma espécie de mordomo e de vassalo dos interesses dos homens. E isso não existe! Seria ótimo se retirassem também os palcos e as patéticas projeções das pessoas dos cultos, porque se comparados às glórias do Deus que se revela e que requer adoração, toda glória e estrelismo das pessoas é esterco e lixo. Parem com as invencionices sem base bíblica que cabem em shows, em teatros, em espetáculos, todas expressões da carne, mas não cabem no culto a Deus! Essa parafernália é eficaz para produzir emoções, uma obra da carne que comumente e deliberadamente é confundida com o "mover de Deus", com as ações do Espírito Santo. É o erro idólatra de se produzir e de se criar uma dependência de "sentir a presença de Deus" nos ajuntamentos cristãos como se nós pudéssemos validar a presença de Deus através dos nossos sentidos enquanto absolutamente nada nas Escrituras ensina nem promete que os crentes "sentiriam a presença de Deus nos cultos" porque a nossa relação com Ele é por meio da fé e não pelos nossos sentidos. E isso é muito grave! A persistência nessas artificialidades pragmáticas e carnais estão próximas do limiar do pecado imperdoável de blasfêmia contra o Espírito Santo, ao se atribuir a Ele obras e ações que não são dEle. As pessoas produzem emoções umas nas outras através de artifícios e atribuem a Deus esses resultados que as entorpecem. O mal disso é um tipo de idolatria, a crença num ideal divino que foi inventado por homens, um pecado persistente e que é praticado de múltiplas formas. Isso é um mal semelhante ao falso-profetismo, quando se atribui a Deus falas que Ele não disse e não ordenou, mas nesse caso, atribui-se a Deus experiências sentimentais extravagantes que são apenas obras da carne, não ações de Deus. Parem com essas corrupções do culto! Preguem somente a simplicidade das Escrituras e adotem modelos de louvores verdadeiramente congregacionais, pois é a igreja reunida que está em adoração e é o povo de Deus que deve louvá-lo com cânticos que proclamam e enaltecem a obra do Cordeiro e os atributos de Deus. A glória no culto é a do Deus que se revela, não das artificialidades humanas. Séries de mensagens antropocêntricas? Arrependa-se dessa porcariada bajuladora! Toda Escritura é sobre Cristo, é sobre a sua obra e sobre a sua glória que devemos falar.

Cada culto ao Senhor deve ser um ajuntamento sublime e santo, e se não o for será um desperdício, um atentado contra a Glória e a Graça do Senhor, e isso será um grande pecado.

01/04/2024

Igreja e vida


 Igreja e vida

Alguém que esteja decidido a seguir ao Senhor Jesus Cristo também deve estar comprometido em caminhar com outras pessoas que também o seguem. Não é possível viver a fé cristã apenas solitariamente, isolado dos demais crentes. A auto-suficiência não é uma característica cristã, isso seria uma evidência de orgulho. A humildade sim é uma característica cristã, a qualidade de se reconhecer limitado e dependente das misericórdias de Deus. Não é possível ser um membro do Corpo de Cristo à parte dos demais membros desse corpo. Um dedo, orelha ou braço amputados são membros mortos. Só se vive a fé de fato quando se é parte atuante na igreja, servindo-a e sendo servido pelos irmãos de fé. A fraternidade e a comunhão são marcas presentes na verdadeira fé.

Mas igreja não é a pífia instituição religiosa que os homens caídos manipulam conforme querem seus desejos mesquinhos e patéticos, nem aquela coisa politiqueira onde muitos soberbos exercem seus jogos cretinos de poder com descarados interesses pelo dinheiro de incautos e não é uma sede de entretenimentos e de ilusões dada às manipulações e misticismos - essas aberrações muito comuns são distorções da igreja. 

Igreja é a congregação dos santos, aqueles pecadores que se reconhecem miseráveis mas que foram alcançados pela Graça redentora do Senhor Jesus Cristo para andarem juntos em crescente santificação, no exercício mútuo de edificação da fé e do aprimoramento da vida tanto individual como coletiva aos pés da cruz do Senhor, tendo o culto a Deus, um ato coletivo, congregacional, como o centro da vida com desdobramentos virtuosos para todas as suas demandas assim como foi a árvore da vida da qual deveríamos nos alimentar para cumprirmos os mandatos que de Deus recebemos, e somente assim podermos cultivar e povoar toda a Terra com a Graça do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Não é possível se viver adequadamente perante o Senhor senão como sendo parte da sua igreja. E é exatamente por isso que as igrejas são tão incansavelmente atacadas pelo Diabo, que age de muitas formas para pervertê-la tanto internamente, numa incessante disseminação de mentiras corruptoras nas mais variadas distorções da Palavra de Deus que tem sido propagadas por parte de muitos falsos mestres infiltrados; como também tem sido combatida externamente pelas iniquidades daqueles que tentam neutralizar e impedir o seu ministério. 

Contudo a verdadeira igreja é sustentada pelo seu Senhor e Rei e é mantida e conduzida pelo braço e pela palavra do Todo-Poderoso até que cumpra todos os seus desígnios, até que o Senhor Jesus volte para arrebatá-la para si e impor seu Juízo final a todos os réprobos; pois nem o mundo, nem o Diabo, têm poder de fato sobre a propriedade exclusiva do Senhor por quem Ele derramou o seu sangue na cruz, preço alto com que a comprou e a santificou para si.

Se você de fato ama ao Senhor e crê na sua Palavra, você deve também congregar, deve adorar a Deus junto de outros irmãos e deve caminhar com eles na perseverança fraterna na Palavra de Deus, o caminho de Cristo.


Leia também:

Minha relação de amor e de angústia com a igreja

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2024/03/minha-relacao-de-amor-e-de-angustia-com.html

10/03/2024

Beber água do esgoto


A Bíblia nos alerta sobre maus pastores e infelizmente muitas igrejas têm sucumbido aos ensinos de falsos profetas.

Veja trechos de um famoso pastor batista que claramente tem corrompido o ensino das Escrituras nos vídeos abaixo.




O pastor Ed Renê Kivitz ensinando que a Bíblia tem que ser atualizada (insuficiência da Palavra de Deus), que somos santos mesmo quando imersos no pecado (separação da obra redentora do Senhor da regeneração dos crentes) e uma leitura absurda e pornográfica de João 4.

Infelizmente a sua igreja, a Igreja Batista da Água Branca (IBAB), tem sido tratada como modelo por muitas outras igrejas por causa das suas "modernidades".

Será que é certo irmos buscar água suja dessas fontes contaminadas para bebermos? 

Será que é "bom" adotarmos canções desse tipo de origem (IBAB, Renascer e outras igrejas ou denominações que claramente corrompem o ensino bíblico) em nossos cultos?

Não!

Quem em sã consciência bebe água de esgoto e serve dessa água para as pessoas que ama uma vez que temos ao nosso dispor fontes de água limpa? Por que adotarmos suas produções e canções em nossos cultos?

O culto a Deus deve ser Santo.

Veja uma consideração bastante razoável feita pelo pastor Augustus Nicodemus no link: 

https://youtu.be/3D8vp2zzGzA?si=P2dL2XXpnRBgLUVr



Um outro caso - da "bispa" da Igreja Renascer, uma fonte de "louvores"...

Não dá para ter quem diga mentiras afrontosas a Deus nesse nível como referência para louvores a Deus.

E há quem insista em adotar as músicas desse tipo de "igreja" para serem usadas no repertório do louvor das igrejas que se autoconsideram mais biblicamente fiéis.

Que irresponsabilidade!

Não vá buscar água no esgoto para beber quando se deveria praticar cuidado e zelo.

Heresia fede e dá para se perceber à distância. Afaste-se desses lobos!

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Ministro dos Direitos Humanos na IBAB para promover o aborto - e é ovacionado.

Líderes e comunidades que pregam a "atualização da Bíblia" para ajustarem o Evangelho aos novos valores mundanos, descartando velhas ordens e doutrinas para colocarem novos paradigmas em seu lugar são Sinagogas de Satanás, pois a verdade que de Deus recebemos é suficiente, perfeita e inalterável.

"Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema. Como antes temos dito, assim agora novamente o digo: Se alguém vos pregar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema."

(Apóstolo Paulo em Gálatas, 1: 8 e 9)

Infelizmente um celebrado (falso) pastor tem tido grande destaque por causa do seu progressismo apóstata. Parece ser interessante ao mundo caído unir forças a alguém que corrompe a Palavra de Deus, isso confere uma áurea de cristão ao que é abominável. E corromper a verdade sempre foi o trabalho do pai da mentira, de Satanás. E é lamentável que muitas outras igrejas e líderes se inspirem nesse lamaçal de ofensas ao Senhor Jesus Cristo para perverterem suas igrejas, buscando nesses esgotos alguma coisa que pareça lhes ser proveitoso.

Uma igreja que aplaude a normatização de abortos está adorando aos significados que eram representados no falso deus Moloque, uma divindade dos tempos do Velho Testamento que requeria sacrifícios de crianças e é isso que muitos progressistas estão dispostos a fazer em nome de ideais do feminismo e da prosperidade. 

No vídeo abaixo se vê a deplorável constatação de uma igreja que apostatou. Vê-se uma aparência fina e superficial de civilidade e de erudição para disfarçar um espírito anticristão e blasfemo.

Comunidades religiosas como a IBAB não deveriam ser consideradas igrejas cristãs.

https://www.youtube.com/live/jZ-uP40DG-k?si=DkQVEssilnGjJZpk

27/02/2024

A religião do esqueleto adornado

 


O problema do desvio religioso praticado pelos fariseus nos tempos de Jesus era que tudo parecia normal, a religião estava mantida e em pleno funcionamento, os fariseus e os demais mestres da Lei liam e ensinavam as Escrituras, as supostas adorações a Deus eram praticadas, nos sábados o templo e as sinagogas eram frequentados, eles oravam, eles eram rigorosos com questões litúrgicas, rigorosos com suas vestes, com a alimentação, com as aparências religiosas, com o zelo perante o público, eles pagavam os dízimos, eram moralmente respeitáveis e perante a sociedade exerciam reconhecida autoridade moral e religiosa.

Olhando assim, que mal havia numa religião tradicional cujos líderes se empenhavam tanto para mantê-la praticada e sendo bem-vista? Pra que criticar o que está funcionando bem? Por que o Senhor Jesus implicava tanto com eles, chamando-os publicamente de hipócritas (de falsos) e de sepulcros caiados, admiráveis no que pode ser visto, mas mortos por dentro, apodrecidos, cheios de rapina (maus interesses)?

O problema é que o Senhor Jesus é o Deus que é servido pela verdadeira religião. Ele é o Deus-encarnado, verdadeiro homem e verdadeiro Deus, o Mediador entre os homens e seu Deus e Pai. Ele é o motivo pelo qual a religião dos hebreus foi estabelecida (e também a igreja). Nele foram representados por séculos as figuras do animal a ser oferecido em sacrifício para a expiação de pecados, o sacerdote que nos representa perante Deus e o tabernáculo onde Deus habita junto do povo. Todas essas coisas apontavam para Ele. Ele, Jesus, o Messias que foi prometido, foi rejeitado pelos operadores da religião do seu tempo porque os mestres da Lei da época preferiram a instituição religiosa e suas aparências negando-lhe o seu propósito central, o Deus que é servido pelos homens e que é reconhecido no seu Cristo. Os religiosos preferiram as glórias do mundo e fizeram o que puderam para suplantar a glória do Deus que se revelou. Liderar uma instituição religiosa pode ser uma forma tentadora de se exercer poder sobre multidões e uma vez que se tomou gosto pelo poder, render-se ao Senhor da Glória é um desafio à soberba e às cobiças cultivadas. 

Tamanha foi a deturpação da religião que a sua liderança excluiu o verdadeiro e único Deus dela, sobrando aos religiosos daquele tempo apenas um esqueleto destituído de vida e de sentido, mas adornado com muita pompa e circunstancia. Os religiosos dos tempos em que o Senhor Jesus andou por este mundo preferiram as suas próprias glórias perante os homens e mataram o Senhor deles, e nosso, na cruz dos malditos - obviamente essa morte foi pre-ordenada por Deus Pai, que entregou o seu Unigênito nas mãos de pecadores para sofrer as nossas injustiças a fim de cumprir os decretos divinos para a salvação dos seus eleitos.

Vemos, então, que a religião dos fariseus e dos demais mestres da Lei nos tempos do Senhor Jesus era praticada focando nas demandas dos homens e, para isso, o Messias foi rejeitado. Contudo a verdadeira religião deve estar focada em Deus e deve ser fiel e devotada a Ele, sendo as demandas entre pessoas não a causa, mas uma consequência da devoção fiel e do amor primário a Deus por meio de Cristo. Quando a religião passa a ter o seu cerne em questões humanas ela já se desviou do seu propósito teocêntrico-cristocêntrico, e seus operadores, mestres e líderes, tornam-se semelhantes àqueles fariseus que deturpam a religião e que passam a ser os maiores adversários do Senhor Jesus naqueles tempos e também nestes nossos tempos. 

Atualmente é muito fácil de se ver organizações religiosas supostamente cristãs que, para servirem aos gostos das suas freguesias, relativizam a fidelidade às ordens do Senhor Jesus, negligenciam as gravidades do pecado, desprezam doutrinas, oferecem uma versão de graça barata, otimista, sorridente, socialmente aceitável, humanista e antropocêntrica em que o senhorio de Cristo é esvaziado (coisa que Ele não permite) para caberem as preferências das pessoas numa impossível mistura das exigências de homens unidas às exigências de Deus. Exigências inegociáveis como a de negarmos a nós mesmos (morte do ego, conversão) para, então, tomarmos a nossa própria cruz (assumirmos a fé cristã publicamente de forma servil e submissa ao Senhor) e seguirmos ao Senhor Jesus Cristo deram lugar a abordagens positivas de "melhorar a si mesmo". Senhorio absoluto de Cristo? Que nada! Não gostamos de radicalismos... nós pregamos sinergia (disfarçada), pregamos o que as pessoas devem fazer para serem melhores e Jesus foi reduzido a mero ajudador. Para a maioria dessa grande massa de "cristãos" Jesus é apenas um coleguinha mais forte que pode ser acionado para nos garantir paz, tranquilidade e prosperidade e pensa-se que cultos terapêuticos focados no "eu" (minhas necessidades, meu louvor, meu sentimento, minhas expectativas) são verdadeiros cultos, quando na verdade são profanações do culto, e pensam que momentos de imersão sentimental são uma carga de energia positiva para os capacitar para o enfrentamento da semana que se inicia, agora, sob a bênção de Deus - isso porque o que a maior parte dos fariseus modernos prega (vende) é a religião do sentir-se bem e da busca de um viver feliz neste mundo, e todo o aparato das instituições religiosas fazem com que as massas de incautos sejam convencidas de que essa gambiarra resultante de um pouco de palavra de Deus adocicada e misturada com muitos punhados de preferências dos homens seja uma prática de fé que esteja a serviço de Deus e que seja do seu agrado, e que aderir ao clube religioso seja o mesmo que servir a Deus e ser salvo. Mas o problema é que isso não é o Evangelho, é uma perversão dele, é um pão que deixou de ser ázimo por estar comprometido pelo fermento dos fariseus, é acatar as mentiras do diabo e subverter a palavra de Deus.

Deus jamais se submete aos homens. Deus se fez homem em Jesus para provar sua incorruptibilidade. Nós é que devemos nos submeter a Ele. E nisso não existe possibilidade de acordo.


Enquanto isso, em oposição aos novos e disfarçados modelos de "Evangelho" da prosperidade...


03/10/2023

Supostos louvores que na verdade são laxantes.

 

Supostos louvores que na verdade são laxantes. 

Quantas vezes um crente em Jesus é feito nova criatura?

A) Sempre que o crente desejar ao cantar "ressuscita-me";

B) Uma vez, pois ocorre uma única salvação operada por Deus e que jamais pode ser perdida;

C) Duas vezes, uma na conversão e outra na ressurreição;

D) Muitas vezes, porque sempre que peca o crente tem que se converter arrependido de novo e de novo e de novo e assim as pessoas perdem a salvação quando pecam mas a reconquistam quando estão no prumo;

E) Nunca, porque todo mundo continua sendo a mesma pessoa por toda a vida. O que mudam são suas opiniões conforme ensinou Raul Seixas, pois somos "metamorfoses ambulantes" mas sempre as mesmas pessoas;

F) Nenhuma das anteriores.

Ironias à parte, os crentes em Jesus são salvos uma única vez, ao ouvirem e crerem no Evangelho, arrependidos dos seus pecados. A conversão é parte de um ato único de Deus de salvar o pecador por meio da fé, dando-lhe uma nova vida em Jesus, uma vida que não pode ser perdida porque a salvação realizada por Deus é um ato definitivo do seu poder.

Um crente pode ter inconstâncias na sua caminhada, pode ter oscilações em sua fé, mas nunca a perde, pois ela é dom de Deus. 

A compra da vida dos crentes por Cristo, com o oferecimento da própria vida do Senhor na cruz, é um ato que não pode ser desfeito ou revogado. Como propriedade exclusiva de Deus, Ele nos impõe a sua graça e nos refaz para si mesmo. Pela graça de Deus fomos salvos e regenerados e essa regeneração também é comparada nas Escrituras com a ressurreição que também teremos em breve, na ocasião do retorno glorioso do Senhor. E é comparada porque todos estávamos mortos para Deus em nossos pecados, mas o Senhor nos deu vida na ocasião em que ressuscitou Jesus dentre os mortos. Ali, nos atos salvíficos do Senhor nos foi atribuída a vida para a qual Jesus nos resgatou, e da morte já recebemos vida eterna e abundante como filhos de Deus.

Ora, mortos não louvam, não adoram a Deus, não entram em sua presença. Só o faz quem já foi vivificado por Cristo, salvo por Ele. Sendo assim não faz o menor sentido num culto ao Senhor o ajuntamento dos crentes cantar "ressuscita-me". Isso é tolice, balela, fogo estranho, é um laxante meramente sentimental que não tem nenhum efeito prático no culto mas que muitos incautos confundem com adoração. 

Em lugar de cantarolarmos músicas sentimentalóides, faz-se urgente resgatar o que é, de fato, adorar ao Senhor e o que é louvar a Ele.

Por adoração, todo o culto deve ser um serviço ao Senhor, focado nEle, rigorosamente obediente aos seus preceitos. Nós não vamos assistir ao culto, nós, crentes, vamos prestar culto ao Senhor, um ato coletivo, congregacional, não centrado na personalidade de nenhuma outra pessoa senão na pessoa do Mediador que é Rei e é o cabeça da Igreja, o Senhor Jesus. Todo culto genuinamente cristão não é, portanto, humanista, mas sim cristocêntrico. Nesses momentos em que combinamos temor e amor, reverência e alegria, submissão e entrega, nós oramos, cantamos, lemos as Escrituras e ouvimos a pregação da Palavra. O povo congregado se dirige a Deus em sua presença Santa e Deus lhes responde.

E por louvor o que deveríamos entender? O que é louvar? Louvar é exaltar, elogiar, enaltecer com beleza e virtude - e isso é diferente de desempenho de palco. E isso pode ser feito, mas não exclusivamente, de forma cantada, congregacionalmente (dá para imaginar um culto sem o show gospel no palco? Pois é, isso é possível!). Mas nós não inventamos o que dizer ou elogiar porque o verdadeiro elogio deve se pautar na verdade, em virtudes reconhecidas que merecem ser mencionadas. Então nós louvamos a Deus pelos seus atributos, pelos seus feitos, pela sua verdade. Não há nada mais sublime do que a beleza da santidade de Deus diante e na presença de quem os salvos estão congregados. Então reagimos à sua beleza e dignidade, louvando o que de Deus nos foi dado a conhecer. O verdadeiro louvor é, então, declaratório, essencialmente proclamatório. Ele é constituído de declarações de fé conforme ensinadas nas Escrituras. Nós cantamos as doutrinas da Palavra de Deus, nós anunciamos a sua majestade. Não importam, aqui, os nossos sentimentos ou desejos. Não existe louvor antropocêntrico. Não interessa o "eu", mas ao contrário, é necessário que eu diminua, que o "eu" seja negado a fim de que Cristo apareça - mas na prática os nossos repertórios estão bem distantes desse princípio bíblico, pois normalmente estão cheios de "eu", quase sempre cantados em primeira pessoa e isso porque são os "meus" anseios e interesses que têm sido tratados com primazia. Diferente disso, é o Senhor e os interesses dEle que devem ser cantados, proclamados, anunciados e é esse que deve ser o conteúdo de todo verdadeiro culto cristão, afinal "dEle, por Ele e para Ele são todas as coisas".

Deixemos, então, de cantar asneiras como "ressuscita-me", "te sentir", "abraça-me" e outras tolices de mariquinhas sensíveis porque Deus deve ser tratado como o que é, e não como um tipo de par romântico de gente hipersensível. Não há nenhum ensino nas Escrituras sobre "sentir a presença de Deus" e esse conceito amplamente difundido nos cultos e em canções sentimentalóides enchem de equívocos a consciência e as aspirações de fé de incontáveis crentes. O estrago é enorme, pois nessas práticas misturam-se verdades escriturística com invenções dos corações enganosos - e nos lembremos do ensino do Apóstolo: um pouco de fermento leveda toda a massa" - ou, um pouco de engano faz um grande estrago. Nesse mau costume, a pretexto de suposta "liberdade poética" muita gente tem aderido ao que existe de pior e de um conceito absolutamente brega de "poesia cafona" em lugar de se primar pelo que é sublime e tem maculado a fé no Senhor com enganos desnecessários que são estabelecidos unicamente pelo orgulho, e pior, num método de indução de sentimentos que comumente são atribuídos ao mover e às interações do Espírito Santo, quando na verdade são apenas expressões e sentimentos da carne, um hábito que "toca" e sensibiliza a crentes e a descrentes, confundindo a todos e atribuindo a Deus ações que não foi Ele quem provocou.

Isso é fogo estranho!

Além disso tem a questão ética. Muitas das tolices que são cantaroladas nos nossos cultos procedem de movimentos controvertidos e de contextos onde se deturpa a fé cristã. Nós não gostamos de nos ver associados a esses movimentos, como é o certo a se fazer, mas, paradoxalmente, bebemos das suas fontes e não temos a vergonha de adotar seus repertórios em nossos cultos. Creio que a ética e a decência nos fariam evitar esse descaráter, pois se acusamos os maus ensinos e os refutamos seria coerente não nos beneficiarmos das suas produções artísticas. Isso é contraditório!

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Louvor, você está fazendo isso errado (n° perdi a conta)

Normalmente pastores e igrejas que pretendem ser bíblicos procuram se distanciar de movimentos que distorcem o ensino bíblico como ocorre no contexto neopentecostal (isso já foi realidade, hoje tá bagunçado). Mas ainda não é difícil ver pastores fiéis ao ensino bíblico refutando as práticas dos contextos em que se ensinam e praticam distorções da Bíblia (e são muitos!).

Contudo, paradoxalmente, inexplicavelmente e irresponsavelmente em muitas das igrejas mais "sérias" costuma-se adotar os repertórios musicais criados nos reprováveis contextos neopentecostais, praticando-se, assim uma incoerência grave, a hipocrisia de repudiar essas teologias ruins, suas práticas nocivas mas acatar suas produções. Isso é como ir ao esgoto para buscar água para beber. Além de um hábito nocivo, antiético e preguiçoso, essa prática revela hipocrisia e canalhice.

Parem com isso!

O culto a Deus deve ser santo, não um cambalacho sentimental, uma produção artística de péssima teologia.

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Há algum tempo tenho pensado em escrever uma crítica ao cântico "Cria em mim" do Renascer Praise, que vez por outra é cantado em cultos como se fosse um louvor a Deus.

É verdade que em tudo dependemos de Deus agindo em nós, seja por meio da obra de salvação, uma obra graciosa e soberana realizada nos cristãos uma única vez, ou da atuação do Espírito Santo nos capacitando para toda boa obra, sejam elas a santificação, o arrependimento eficaz, a oração, a adoração, o testemunho cristão, a evangelização e toda atuação de fé que é esperada dos cristãos.

O problema é afirmar essas verdades em meio a tolices, como induzir uma expectativa absolutamente infundada como se os desejos dos corações fossem os únicos validadores do louvor a Deus. Taí uma prova de que os corações são enganosos e não merecem nenhuma confiabilidade:


Cria Em Mim

Renascer Praise


Levanto a minha voz

Não posso me calar

Preciso do teu poder

Dependo desse amor

Sem ti não sei viver

Ressuscita-me


Quero de novo te sentir

Queimando como a primeira vez

Cheio do Espírito te adorar

Me limpa, restaura

Me aceita, Senhor


Cria em mim um coração

Que seja o teu lugar

Transforma-me, faça de mim

Um hino pro teu louvor


Levanto a minha voz

Não posso me calar

Preciso do teu poder

Dependo desse amor

Sem ti não sei viver

Ressuscita-me

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Ode ao mau gosto

Masterchef raíz nas ruas de Mumbai... que espetáculo formoso, que formosidade estilosa, que maravilha de coisa, que coisa de especiaria! 

E quem se importa com saúde ou higiene se todo mundo vai morrer um dia? Que seja amanhã, né?

Pouco tempo atrás teve influencer famoso que hoje é patrocinado pelo chocolate bis defendendo ator do filme da Mônica que pratica coprofilia.

Coerente? É, o mundo tá estranho! 

E eu procuro diferença entre quem se alimenta desses mistérios indianos de quem bebe água do esgoto ou adota repertório do Renascer Praise no louvor da igreja. Porcaria por porcaria, cada um se revira no seu lamaçal e acha linda a meleca que faz! 

Vambora viver como se não houvesse amanhã nesse tobogã de emoções, nessa roleta-russa com o coveiro! 

Deu vontade aí? 
Se joga...

Mas a culpa e as consequências são todas tuas.

05/08/2023

Reflexões sobre o culto

Cultos especiais

Entenda uma coisa:

Quando você defende a ideia de um "culto especial" de qualquer coisa (Páscoa, Natal, aniversário da igreja, aniversário do pastor, de inauguração da igreja, de quitação do carnê das Casas Bahia, etc) você está trabalhando num equívoco, numa ideia falsa. Pratique ações de graças por motivos específicos, ou reúnam-se em datas diversas para adorarem ao Senhor em gratidão pelos mais variados motivos, mas não deturpem, nem diminuam a importância do culto ao Senhor.

Nada pode ser mais sublime do que adentrar no Santo dos Santos para contemplar a beleza da santidade do Senhor Deus por meio da Graça do Senhor Jesus Cristo que nos é propiciada pelo derramamento do seu preciosíssimo sangue, e isso em obediência à ordem dada pelo próprio Deus de darmos a Ele a adoração que lhe é devida. Nada, absolutamente nada é mais "especial" do que um culto genuinamente cristão que é feito na mais absoluta simplicidade, seguindo as normas bíblicas, quando crentes lavados e remidos pelo Cordeiro se reúnem, no dia do Senhor, para prestar-lhe culto com toda a reverência e submissão, bendizendo o seu Santo nome em louvor, orando a Deus e ouvindo a sua Santa Palavra. Todo esse conjunto litúrgico formado por oração, louvor e pregação da Palavra é o culto a Deus e a adoração ao Senhor não é parte ou algum desses elementos. A verdadeira adoração é a soma deles. Então os céus descem até a congregação, os poderes do Todo-Poderoso tocam este mundo onde o Senhor é invocado e adorado e nada pode ser mais sublime do que os cultos comuns dominicais que somente os verdadeiros crentes congregados podem oferecer a Deus Pai por meio de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo.

Mas parece que os crentes têm perdido a consciência da importância sublime e do caráter santo dos cultos a Deus, que muitas vezes parecem ser confundidos com entretenimento ou outras coisas estranhas.

Quando se comete o erro de se dizer que em tal data ou evento o culto é "especial", peca-se ao inculcar no povo de Deus a falsa ideia de que suas reuniões de adoração são menos importantes do que realmente são. Um culto num domingo comum passa a ser, na percepção pervertida dessa gente, menos importante do que um culto feito numa manhã de um domingo de Páscoa ou menos importante do que uma cantata de Natal. Mentira! Ao cometer esse erro vocês desvalorizam o que jamais deveria ser desvalorizado e inventam e atribuem valores maiores a costumes e tradições de homens, coisas cujo valor é muitíssimo inferior ao valor dos cultos comuns a Deus, um encontro litúrgico sublime que estão desprezando cada vez mais.

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Princípio Regulador do Culto 

Você sabe o que é “Princípio Regulador do Culto”? É o princípio, emanado das Escrituras, que mostra a necessidade de haver base bíblica para tudo o que fazemos no culto. A ideia é: para algo fazer parte do culto é necessário ter sido ordenado por Deus nas Escrituras. Se não houver ordem ou alguma correlação lógica, não pode estar no culto. Quando colocado em prática, este princípio impede que o culto se torne um espaço de “criatividades” sem fim. No culto, Deus quer fidelidade, não criatividade.

Se quiser saber mais sobre este assunto, assista: 

https://www.youtube.com/watch?v=fB1Cb9osmqM

🔹Leia sobre o Princípio Regulador de Culto aqui: https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/07/principio-regulador-do-culto.html

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O culto bíblico necessariamente é racional, introspectivo e contemplativo. 

É racional porque se baseia na verdade de Deus revelada na Escritura, racionalmente comunicada, ensinada e assimilada; e não se baseia nas subjetividades humanas procedentes do imaginário dos corações enganosos e nas emoções manipuláveis que cultivamos.

É introspectivo porque Deus é Espírito, sua Palavra atinge, sobretudo, o nosso interior visando o fortalecimento da fé e a sujeição do eu com minhas inclinações pecaminosas à obediência aos desígnios do Senhor. O culto é, então, espiritual. Aquele que cultua examina a si mesmo e tem seu interior perscrutado pelo Espírito Santo na medida em que a Palavra de Deus interage em sua consciência.

O culto é contemplativo, porque o Deus que se revela na congregação dos crentes através das Escrituras requer ser adorado, essa é uma ordem sua, então Ele se faz presente, a beleza da sua Santidade é manifestada e verdadeiramente experimentada pelos verdadeiros adoradores que desfrutam da Graça do Deus que se revela, porque a Palavra de Deus é viva e é eficaz, é mais penetrante que uma espada de dois gumes que atinge a quem está perante o Senhor em sua alma, fazendo com que conheça o Deus-Espírito que se faz presente e conhecido, fazendo também com que o culto seja legítimo, uma comunhão verdadeira entre o povo congregado com o seu Deus e Senhor, sem véus de separação, numa mistura harmoniosa e solene das coisas do céu com a igreja na Terra.

Numa interação gloriosa e solene como é o culto cristão a Deus, não cabem futilidades como nossas expressões barulhentas e festinhas. Às vezes pode ser mais apropriado o nosso silêncio diante da majestade de quem é o centro do culto, não nossas fúteis, confusas e dispensáveis expressividades. 

Se você não costuma ver uma fanfarra numa biblioteca ou numa audiência com um juiz, por que acha que deve-se fazer algazarra num culto?

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A Graça dominical 

Os domingos, nos finais da tarde e no anoitecer, costumam ser os momentos em que ocorrem os mais importantes contrapesos em oposição a toda malignidade exercida em todo o mundo. Porque costuma ser nos finais dos domingos que o povo de Deus é congregado nas igrejas cristãs, e Deus é invocado e adorado, e então grandes medidas das suas misericórdias e bençãos são derramadas por todo o mundo de forma muito mais intensa do que em quaisquer outros momentos da semana. Isso porque nos cultos ao Senhor, a Graça de Deus toca o mundo dos adoradores e, por um tempo, céu e Terra se misturam nas congregações e a Graça de Deus emana das igrejas do Senhor Jesus Cristo.

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Cultos verdadeiros a Deus, coisa cada vez mais rara.

É muito bom sair de um culto prestado ao Senhor com o coração em paz, reconhecendo nos atos do culto que o Senhor foi verdadeiramente servido e adorado e que o povo congregado foi verdadeiramente edificado pela exposição bíblica fiel.

O bom culto a Deus é simples e é um bálsamo! Nele não cabem invencionices nem artificialidades. Basta observar seu princípio regulador: entoar louvores bíblicos focados na glória de Deus e em seus atributos, nada de canções sentimentais, terapêuticas, antropocêntricas nem "liberdades poéticas" que dão ocasião a todo tipo de engano. As orações são feitas pelos crentes congregados de forma consciente, com contrição, com ordem e decência e a pregação é expositiva, clara, a doutrina é comunicada com eficiência e é focada na obra de Cristo e na glória de Deus. 

Simples!

Infelizmente em muitos lugares o culto que se presta é tão carregado de invencionices e distorções que saímos dessas igrejas com a mente carregada e o coração pesado diante de tantas coisas que comprometem o culto e que necessitam de correções e de confrontações. Não raramente saímos da igreja não com a consciência de que Deus foi adorado, mas carregados de lamentos por tantos pecados apresentados em lugar do seu louvor e por tantas distorções pregadas em seu nome.

Tem sido raro o culto na sua pureza. Mas esse bálsamo deveria ser comum, pois Deus é digno de adoração conforme Ele mesmo prescreve.

Voltemos ao culto cristocêntrico e bíblico, pratiquemos o princípio regulador do culto, puro e simples!

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LAMENTO PELAS IGREJAS QUE SE DESVIAM

O que aconteceu com igrejas que num passado bastante recente realizavam cultos simples e bíblicos, onde se faziam apenas orações, cânticos de louvor e adoração e a pregação fiel da Bíblia, mas que agora transformaram seus cultos em espetáculos emotivos com meninas dançando coreografias, com efeitos de luzes e sons, excesso de músicas sentimentais com repetições de frases que se confundem com mantras e a pregação de mensagens antropocêntricas, anunciadas com forte carga emotiva em que são usados textos bíblicos apenas como trampolins para propagarem ideias diferentes da teologia bíblica, tal como mensagens de auto-ajuda, de realização de sonhos e de triunfalismos baratos? 

Nada de redenção, nada de pecado, nada de perdão, nada de conversão, de regeneração, de santificação, de missão e, principalmente, nada de proclamar a Cristo e de ensinarem sobre a necessidade e o significado da sua natureza, da sua obra, da sua encarnação, do seu ensino, da sua morte na cruz, da sua ressurreição e da sua glória.

O que aconteceu? Não percebem que desviaram-se do caminho e que criaram um tipo de "evangelho" muito diferente do Evangelho de Cristo? Qual é a base e a necessidade de tantas invenções e de deformarem tanto o culto que não deve ser feito para pessoas, mas sim para Deus?

Voltem para as origens, arrependam-se e voltem para a simplicidade eficaz do verdadeiro culto bíblico!

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Perversões do culto a Deus

Você perverte o culto a Deus quando ele não é centrado no Senhor Jesus e na Palavra de Deus;

Você perverte o culto a Deus quando relativiza ou ignora o mal do pecado;

Você perverte o culto ao Senhor quando celebra a si mesmo quando deveria apresentar-se com temor e quebrantamento perante a elevadíssima santidade do Senhor;

Você perverte o culto a Deus quando o considera como uma espécie de barganha com Deus, como se os favores divinos pudessem ser comprados com teus dízimos, ofertas, exercícios espirituais e quaisquer tipos de campanhas;

Você perverte o culto a Deus quando a ordem de amar primeiro a Deus é invertida para primeiro atingir às pessoas;

Você perverte o culto a Deus quando o louvor a Deus é manipulado para provocar emoções nas pessoas;

Você perverte o culto a Deus quando relativiza a importância da sua Palavra e incorpora invenções no culto que jamais deveriam ser partes dele;

Você perverte o culto a Deus quando a sua realização depende muito mais de artificialidades do que da fé simples e sincera dos crentes presentes;

Você perverte o culto a Deus inventando ministérios que não foram estabelecidos por Cristo nem pelos seus Apóstolos;

Você perverte o culto a Deus com invenções como ministérios de danças, pastoras, apóstolos e levitas modernos;

Você perverte o culto a Deus ao incrementar nele elementos do culto do antigo Templo, cujos sacrifícios, elementos e simbolismos caducaram com o verdadeiro e definitivo Cordeiro;

Você perverte o culto a Deus com as práticas de profecias, de glossolalia, de mistérios, de êxtases provocados, de atos proféticos, de reverências a anjos;

Você perverte o culto a Deus quando cede a sincretismos e idolatrias, seja dos falsos deuses das falsas religiões ou com concepções dessas espiritualidades caídas, idolatria do dinheiro ou de si mesmos;

Você perverte o culto a Deus quando não crentes têm lugar de fala e são recebidos à comunhão dos crentes;

Você perverte o culto quando empresta o seu púlpito para qualquer coisa que não seja a proclamação e o ensino fiel da Palavra de Deus somente;

Você perverte o culto quando o púlpito é emprestado a políticos ou quando o pregador bajula políticos e prega ideologias de homens em lugar de falar do Senhor Jesus e da Glória de Deus;

Você perverte o culto a Deus quando está apenas de corpo presente mas com a atenção e o coração voltados para quaisquer outras coisas, como a manipulação do celular durante o culto;

Você perverte o culto a Deus quando se une à congregação dos santos e não presta o teu culto com toda devoção e santo temor, de todo o coração, com toda a tua alma e com todo o teu entendimento.

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Sobre os cultos que são espetáculos da carne

Vocês, líderes evangélicos, que incorporam elementos esdrúxulos nos cultos a Deus, que fazem da adoração um show bizarro e extravagante com muita música hipnótica embalada por rifs de guitarra e vozes melosas e infantilizadas de cantores cenicamente muito sensíveis que transformam o que deveriam ser louvores a Deus em melodias adocicadas repletas de repetições que funcionam como mantras que visam enlevar apenas os sentidos carnais em experiências que são erroneamente interpretadas como "mover do Espírito Santo". Isso enquanto muitos têm adotado o expediente de bailarinas (e às vezes bailarinos...) que dançam em meio às fumaças de gelo seco e canhões de luz colorida que são contrastadas com cenários pretos e projeções para "criar o clima" numa construção cenográfica, teatral e hipnotizante como se isso fosse algum tipo de ministração sacerdotal e como se o agir do Espírito Santo nas consciências das pessoas precisasse da nossa ajuda artificial (que presunção!). E. após o espetáculo entorpecedor, e ainda sob os seus efeitos, os pregadores costumam lidar com o texto bíblico que é pregado de forma alegórica, numa manifestação do "Rema", uma ideia maluca, deslocando os textos sagrados, inspirados e autoritativos do seu sentido verdadeiro e do seu propósito, pervertendo-os para praticarem profetismos e declarações ufanistas e promoverem um misticismo marcado por glossolalias, por transes e por irracionalidade que não fazem parte da natureza do Evangelho, nem da igreja.

Nisso tudo vocês estão ATRAPALHANDO a assimilação do Evangelho, causando tropeços deliberadamente ao perverterem a sã doutrina com invenções de homens, com enganos de falsos apóstolos, de falsos moveres e de falsas unções, cometendo o gravíssimo pecado de atribuir ao Espírito Santo a autoria de obras que são da carne, meras imaginações caídas que são geradas por corações inclinados à idolatria, a idolatria de não se contentar com o Deus auto-revelado em Cristo para inventarem um outro tipo de Evangelho distorcido e cheio de acréscimos de apetrechos pecaminosos que não tem nada a ver com as doutrinas e com as práticas ensinadas no Novo Testamento. 

Se a tua igreja ainda pode ser considerada como igreja, não é porque, como vocês supõem, suas invencionices têm cooperado para o avanço do Reino. Mas é unicamente por misericórdia porque apesar do excesso do fermento das suas presunções e prevaricações, ainda persiste um pouco de Evangelho no meio de tantas tolices e mentiras que vocês praticam, e esse Evangelho remanescente, que por si só é demasiadamente poderoso, ainda destoa de toda baboseira pecaminosa que praticam. Mas na perseverança do erro, uma hora dessas não sobrará mais nenhuma verdade e, como um câncer em metástase, as suas apostasias ainda matarão a tua igreja agonizante, a não ser que se arrependam do fermento dessas invencionices e voltem à pureza da fidelidade às Escrituras, somente, conforme as doutrinas dos Apóstolos.

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Há canções nos repertórios dos nossos louvores que não deveriam ser consideradas louvores a Deus e não deveriam ser cantadas nos cultos cristãos.

No culto, os cristãos se reúnem para adorarem a Deus. Servir a ao Senhor Deus é o objetivo, e isso em resposta à sua ordem, pois fomos criados para essa finalidade principal.

Como parte do culto, os crentes louvam a Deus. E o que é o louvor? Louvor é "elogiar", é referir-se em humilde admiração àquilo que é contemplado. E no caso do louvor cristão nós nos referimos à beleza do Deus verdadeiro que se revela nas Escrituras, no seu filho Jesus. E onde vemos as suas belezas? As vemos nos seus atributos, nas suas qualidades percebidas não pelas nossas imaginações enganosas, mas encontradas no que a Bíblia diz e que o Espírito Santo imprime em nossas aspirações, fazendo-nos conhecer e contemplar as verdades espirituais do Santo ser de Deus. Então os louvores não falam de nós, eles devem se referir a Deus, e isso não de qualquer forma imaginativa, mas sim de forma exclusivamente submissa e derivada das Escrituras.

Sendo assim, não podem ser chamados de louvores um monte de cânticos que tem feito parte dos repertórios de incontáveis igrejas. 

Tudo aquilo que se baseia no "eu", nos meus sonhos, meus sentimentos, minhas expectativas NÃO É LOUVOR A DEUS, é expressão antropocêntrica (o eu - humano - como objetivo) que não cabe no culto onde o centro deve ser Deus e a sua glória somente. Tudo aquilo que a pretexto de "licença poética" fala de coisas que as Escrituras não dizem não é louvor a Deus, pois, além de mentirem acrescentando ideias ao que Deus não disse ainda contribuem para um imaginário fantasioso de fé que deforma a espiritualidade de muita gente. Tudo aquilo que cantamos que não está de acordo com as doutrinas bíblicas não pode ser considerado louvor a Deus, pois Deus jamais aceita corrupções e mentiras como se fossem expressões de culto genuíno, mesmo que as pessoas sejam ignorantes sobre isso.

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Louvor - você está fazendo isso errado! (1)

Meu voto é pela eliminação do uso da bateria nos cultos. Pra quê aquela parafernalha barulhenta? E também pela eliminação do palco que transforma o louvor num espetáculo inoportuno. Estamos num show? Num teatro? Numa apresentação? NÃO! E também pela eliminação dos ministros de louvor (imagine eliminação como quiser) que pensam ser animadores de platéia e que querem fazer as pessoas sentirem a "vibe" do momento. Ajudadores do Espírito Santo em promover o quebrantamento dos corações? Definitivamente NÃO! Alguns se empolgam tanto que às vezes parece que vão soltar o grito das micaretas: "tira os pés do chão!"

Isso no culto a Deus? Artificialidades, definitivamente NÃO!

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Louvor - você está fazendo isso errado! (2)

O louvor costuma fazer parte do culto a Deus, e normalmente é musicado. 

Uai, normalmente?

Sim, porque louvor significa elogiar, atribuir honra, recitar as virtudes de alguém em reconhecimento. E isso não precisa ser feito de forma exclusivamente cantada.

Mas certamente louvar a Deus não é falar de si, não é buscar experiências extravagantes, não é repetir frases muitas e muitas vezes de forma que entorpeça o cantante. Isso NÃO é louvor, isso é um tipo de mantra, um recurso primitivo e muito usado por crenças diversas para entorpecer as consciências através de hipnose e alcançar experiências místicas criadas pela consciência alterada pelo entorpecimento. E o pior, quase sempre essas experiências derivadas do entorpecimento são atribuídas ao Espírito Santo. E isso é gravíssimo, especialmente se considerarmos que o pecado de blasfêmia contra o Espírito Santo è o único pecado que não tem perdão.

Não existe louvor a Deus nas imaginações humanas. Nosso coração é enganoso, fonte de corrupções. Sendo assim a fonte dos nossos louvores deve ser exclusivamente aquilo que a Palavra de Deus diz a seu respeito e, por isso, o louvor a Deus deve ser centrado nEle, nunca em mim ou nos meus interesses, e deve proclamar as virtudes do Senhor, seus atributos, sua obra. Se Deus é glorificado no Filho então não há forma mais eficaz de se louvar a Deus senão na proclamação do Evangelho. Então deveríamos cantar as obras de Jesus Cristo. Cantar sobre a redenção, cantar sobre a sua volta triunfante que será em breve, cantar sobre as doutrinas bíblicas. E cantar essas coisas ainda traz o excelente benefício do aprendizado das verdades da fé cristã.

Mas não! via de regra ainda somos tão carnais que preferimos cantar sobre nós, sobre nossas carências e muitas vezes confundimos Deus em nossas canções com um par romântico dado a abraços afetivos.

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Louvor - você está fazendo isso errado (3)

Há alguns anos eu estava tão enfadado com um cântico que estava sendo repetido à exaustão nos cultos que fiz uma conexão daquela música com outra, acabando de uma vez com todas com a possibilidade de uns amigos voltarem a cantar aquela groselha, pois todas as vezes se lembravam da conexão ridícula, mas graças a Deus eficaz, que fiz para, pelo menos para aquela gente, aquela porcaria cair em permanente desuso.

A música tem um trecho que diz:

"Abraça-me Senhor, não me deixe ir

eu quero estar em teus braços de amor"

Caliente, né?

Completamente inapropriado para referir-se a Deus. Mas muito mais apropriado para referir-se ao seu par romântico e latino americano.

Isso me fez lembrar, então, do Sidney Magal! E então a mágica aconteceu:

"Abraça-me, senhor, não me deixe ir

O meu sangue ferve por você!"

Pois é, aos menos meus amigos nunca mais conseguiram, nem quiseram mais, cantar essa disgrama.

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"Tu cantavas sobre mim"

Mermão! Mas que modinha é essa de achar que louvar a Deus pode ser expressão exageradamente sentimental, adocicada, melosa, sensível, me abraça que eu tô carente e que pode ser confundido com dar vazão a todo tipo de sentimentalismo que o imaginário infantilizado e erotizado pode criar?

Não! Deus não "cantava" sobre você, última bolachinha do pacote, nem sobre ninguém!

Cantar tolices assim num culto cristão inculca no imaginário das pessoas que são pouco instruídas na verdade bíblica a falsa ideia de um deus romântico, o que Ele não é! Formando-se, assim, na fundamentação da fé um ídolo.

"Impressionante" mesmo é como tolices viralizam e grudam no imaginário como se fossem inofensivas e subvertem a beleza, a seriedade, a proclamação bíblica séria e a reverência que deveria fazer parte dos nossos cultos e dos louvores.

E "ousado" é achar que inverdades proclamadas e repetidas feito mantras sentimentais no culto cristão são inofensivas e aceitáveis pelo Deus Santo. É muita ousadia impor ao Senhor dissimulações como se Ele as aceitasse, como se Ele fosse sensível demais para expressar seu repúdio. O amor de Deus não é descrito nas Escrituras como "ousado", nem "impressionante". Tais invenções não fazem parte dos seus atributos, pois o Soberano e Todo-Poderoso Senhor não precisa nem "ousar" nem "impressionar" quando Ele decreta, quebranta e regenera. Mas que baita desserviço certos termos cantarolados prestam para a teologia!

De fato, a igreja evangélica brasileira precisa levar a Palavra do Senhor muito mais à sério.

Aliás, aos que pensam que "ministram" louvores para a igreja e que agem como artistas em palcos para motivar suas plateias "no calor desse lugar", nos cultos, é urgente que os tais fiquem sentadinhos em reverente temor, pois nada pode ser a verdadeira motivação para que os crentes adorem ao Senhor senão o próprio Espírito Santo, agindo soberanamente nas consciências dos crentes, quebrantando-lhes e conduzindo-os pela Palavra de Deus, que não aceita ajudinha humana, nem de show-mans, nem de musiquinhas sensíveis para dar o clima.

Quando vocês fazem do culto cristão um espetáculo humano, o Deus que não divide sua glória com ninguém pode fazer-se ausente.

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Os êxtases praticados em muitos cultos e igrejas.

O estado de êxtase coletivo é muito comum em muitas religiões e é alcançado através de técnicas de hipnose que estão inconscientemente diluídas na maneira como certos cultos religiosos são conduzidos. Essas técnicas, largamente praticadas em religiões primitivas, estão presentes na maneira como a música é cantada e tocada, com ritmos progressivos, repetições de termos específicos que funcionam como mantras, gritos e compartilhamento de sensações entre as pessoas presentes nesses cultos visando as sensações extáticas, porque essas sensações são comumente entendidas como experiências místicas e formas de contato com seres sobrenaturais ou divindades. 

Um exemplo disso é facilmente visto em cultos pentecostais (e em diversas vertentes do espiritismo) onde o espírito invocado se manifesta de forma progressiva através de orações e rituais que se tornam de forma gradual cada vez mais fervorosas. Como reação a isso algumas pessoas começam a apresentar reações de êxtase como falar em línguas ou apresentar comportamento considerado místico. Essa experiência provoca, então, um contágio entre outras pessoas que estão presentes e que também são desejosas por experiências sobrenaturais desse tipo - ou seja, é necessária a vontade e ser suscetível à experiência para vivenciá-la. A consequência disso é que diversas pessoas entram nesse clima, falando em línguas, entrando "no mistério", têm visões, revelações e experiências místicas diversas bastante diferentes de um comportamento comum, quando a mente não está num estado alterado de consciência.

Na verdade, o que ocorre nesses cultos, antes de uma atuação espiritual (que pode não existir), é uma atuação meramente humana que está em ação e isso é muito mais carnal do que esses religiosos presumem. Essa atuação, por meio de técnicas, altera o estado da consciência de uma forma coletiva através do transe, de técnicas de hipnose que estão diluídas (normalmente de forma inconsciente) na maneira como essas práticas religiosas são conduzidas. Essas técnicas de transe são bastante antigas e estão presentes na maioria das religiões primitivas, e isso de forma universal, onde a figura do Xamã era o responsável por conduzir o serviço religioso visando experiências místicas. Sua principal ferramenta eram as músicas cantadas de forma repetitiva e tocadas de forma rítmica de modo a alterar a consciência das pessoas presentes, experiência que leva as pessoas a terem as mais diversas experiências místicas, por vezes transformando-se provisoriamente em animais, ou falando línguas incompreensíveis, ou tendo revelações e experiências com deuses ou diversas outras reações incomuns. Tudo isso como fruto da alteração de uma mente que em transe não discerne a realidade da imaginação, a consciência do subconsciente, coisa semelhante ao estado de consciência alterado de quem está sob efeito de entorpecentes. 

Esse estado de alteração da consciência através da prática religiosa é um estado meramente carnal, humano e não espiritual (no sentido de interação entre nossa consciência com espíritos), mas que pode sim servir de ocasião para a "entrada" de interferências e atuações de espíritos oportunistas e esse tipo de atuação não é opção para o Espírito Santo de Deus, pois esse se utiliza de outro viés, completamente alinhado com a racionalidade humana, pois visa o convencimento da verdade, da justiça e do juízo, sua atuação está relacionada com a compreensão da Palavra de Deus (Cristo), além de promover um culto racional a Deus. 

A Bíblia não reconhece o expediente de uma espiritualidade grotesca e irracional onde as pessoas são transformadas em criaturas estranhas e adotam práticas igualmente esquisitas. Aliás, a igreja de Corinto usava desse tipo de prática por causa das diversas influências pagãs que admitia em sua espiritualidade, coisas que o Apóstolo Paulo se empenhou em combater.

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Não há espaço no culto ao Senhor para propagandas políticas. 

Contudo isso é muito diferente de se proibir que se discuta política em grupos de homens crentes, e quem faz esse tipo de proibição comete muitos erros: 

1) porque é imperativo aos cristãos que busquem, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua Justiça. E, evidentemente, seus princípios devem ser praticados neste mundo e isso envolve política se realmente queremos ver em nossa sociedade que certos valores sejam praticados;

2) porque o argumento de "não tratarmos de política para não comprometer o Reino de Deus" é uma falácia que evidencia desconhecimento e negligência pecaminosa acerca do mandato cultural que recebemos de Deus. Necessariamente, ao defendermos princípios da Palavra de Deus nós comparamos ideias e projetos políticos com os valores das Escrituras, fazendo distinção entre ideias, descartando algumas e reconhecendo em outras um perfil mais próximo dos valores que defendemos e ensinamos;

3) porque todo posicionamento "neutro" cede espaço para que o posicionamento dos outros ocupem o nosso espaço. Não existe neutralidade num campo de embate de ideias, principalmente se temos ideias para defender. Essa suposta neutralidade é apenas omissão;

4) porque homens livres não devem ser censurados no livre exercício das suas consciências e quem é dado a censuras arbitrárias e especialmente questionáveis por calarem vozes que manifestam preocupações legítimas mostra-se inapto para o exercício de cargos de liderança, porque o bom líder cristão é aquele que promove a boa e livre consciência, não quem a cerceia.

5) ainda que nos cultos não se deva tratar de políticos, pois todo culto cristão é dirigido a Deus somente, fora do ambiente de culto os homens cristãos (e as mulheres também) DEVEM discutir sobre políticas e ideologias como expressões da sua busca pelo Reino de Deus (no contexto do "já mas ainda não", mas sem cultuar homens) e da prática do nosso mandato cultural.

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É possível ter teatro na igreja?

É possível fazer festas na igreja?

Ter danças, celebrações, jantares, concursos, jogos, cursos de artesanato e profissionalizantes, reuniões dos alcoólicos anônimos, etc?

Se considerarmos que igreja é o todo da vida comunitária dos crentes no Senhor Jesus que são congregados na vida comum que inclui o culto, a fraternidade, a partilha de todos os aspectos da vida, então a conclusão é que sim, na igreja é possível fazer de tudo desde que esse tudo seja saudável, edificante, agregador, promotor do serviço cristão e da Glória de Deus. Se não fere princípios bíblicos e, pelo contrário, os cumpre, muita coisa pode ser feita na igreja, até porque costuma-se praticar uma confusão que precisa ser corrigida: igreja é o ajuntamento dos crentes, não o lugar, o salão, o prédio ou a construção onde esse povo se reúne, pois com o cumprimento da Lei pelo Senhor Jesus na cruz o Templo e os serviços religiosos que nele eram feitos deixaram de existir. Não existe mais o Templo, nem os lugares sagrados. Agora, sob a Nova Aliança em Cristo, o templo do Espírito Santo são os crentes e igreja é o seu ajuntamento.

E sobre os ajuntamentos também precisamos discernir os tipos. O ajuntamento solene para o culto cristão é um cumprimento da ordem do próprio Deus de ser adorado. Na adoração comunitária ao Senhor, o culto cristão a Deus, tudo o que é feito deve ser para o Senhor de acordo com suas exigências bíblicas. Aí não cabem invenções nem extravagâncias humanas, pois o objeto do culto é a Glória do Senhor somente.

Mas nem todo ajuntamento dos crentes no local físico onde costumam cultuar a Deus deve ser exclusivamente para o culto, pois além dos cultos a Deus, que os cristãos fazem aos domingos, o "Shabat" cristão, eles podem se reunir em outros dias para uma quase infinidade de outros propósitos que também servem à glória de Deus mas não na forma de culto.

Por isso os crentes podem fazer festas, teatro, celebrações, danças (e é exatamente aí que se encaixa o Salmo 150, por exemplo), cursos, concursos, etc nas instalações físicas a que chamam de igreja.

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