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22/11/2024

Arrependimento e perdão - ordens inegociáveis.


A verdadeira fé cristã exige do crente que se arrependa dos seus pecados e que perdoe as ofensas feitas pelas outras pessoas. A fé no Senhor é uma prática de auto-renúncia. E se o crente tem dificuldade em praticar tais ordens (e isso é uma luta pessoal realizada com a ajuda eficaz de Deus), ele deve empenhar-se em confiança sob as misericórdias de Cristo para cumprir tais deveres com a renúncia de si através das disciplinas espirituais que dispomos, sejam a oração, o jejum e o auxílio pastoral praticado por outro irmão experiente e de confiança que nos ajude com orientação, bons conselhos, ensinos e orações.

Não existem alternativas às ordens de Cristo, elas devem ser cumpridas. Mas Ele é gracioso em nos prover meios eficazes para fazermos o que nos é requerido no seu caminho glorioso de santificação e que sempre implicará na mortificação das inclinações da carne, na conduta humilde e de auto-negação sob os ensinos das Escrituras. O Evangelho não é o caminho para aqueles que buscam auto-afirmação, é o caminho para aqueles que querem ter verdadeira comunhão com Deus na plena sujeição ao Senhor Jesus.

Estranhamente, temos visto deturpações tamanhas em diversas abordagens supostamente cristãs em que pecados e rancores são preservados sob a bizarra crença de existir compreensão e legitimação dessas depravações no acolhimento de pecadores por parte de Deus, pois o que importa, dizem, é a intenção do coração (intenções ineficazes evidenciam corações inaceitáveis) e que a retenção do perdão aos outros pode ser legitimada sob o (demoníaco) entendimento de que pode ser um direito desejar o mal a alguém e até mesmo retaliar, e que Deus compreende e valida isso - um absurdo!

Nesse sentido temos visto irmãos romperem seus laços de fraternidade porque foram cultivados inveja e ressentimento entre eles; temos visto até mesmo líderes famosos de igrejas empreendendo batalhas judiciais pela primazia e por direitos sobre comunidades que tratam como sendo suas propriedades; e disputas rancorosas motivadas por razões que são anticristãs - mas sempre cheios de muitas emoções evidenciadas aos seus públicos para fazer parecer que são espirituais - e assim disputam por nomes, por marcas de ministério, por ostentação ministerial e, é claro, por dinheiro - eis uma evidência de escandalosa e lamentável apostasia.

Pregações baseadas em invejas, rancores, ambições, egoísmos e desejos por coisas mundanas, mesquinhas, auto-afirmação e auto-exaltação sempre são mentiras demoníacas que são disseminadas onde jamais deveriam estar - pelo contrário, tais deturpações devem ser combatidas pela pregação e pelo ensino fiéis às Escrituras para que os crentes sigam no caminho fiel e saudável da verdade de Deus que nos foi dada.

05/06/2024

A igreja brasileira precisa se arrepender do seu mundanismo e das suas omissões


A igreja evangélica brasileira precisa se arrepender do seu pecado de omissão, de egoísmo, das suas idolatrias e da perseverante ignorância das doutrinas do Senhor que, por consequência, fazem com que seja negligente como luz do mundo e sal da terra.

Com uma população de aproximadamente 30% de crentes evangélicos na população brasileira (provavelmente um pouco menos) seria IMPOSSÍVEL o Brasil ser tomado pela esbórnia e pelo mau-caratismo moral e político que nos acomete A NÃO SER QUE a suposta luz dessa gente toda seja predominantemente trevas e que o seu sal seja insípido. E, a considerar a qualidade no ensino escriturístico e a excessiva bunda-molice de uma liderança morna que trabalha por cargos e por autobajulação e não pela honra do Senhor Jesus, fica fácil constatar, infelizmente, que a balança que influencia o bem e a moral devido ao fato de ser coluna e baluarte da verdade, o organismo e organização a quem a Graça de Deus foi confiada está demasiadamente inflada por crentes carnais e está desajustada por um tipo de fé confusa, sincrética, muito emocional, pouco fundamentada na doutrina apostólica, muito amante das coisas deste mundo, demasiadamente apática e sem nenhum engajamento ou relevância num contexto em que as iniquidades se multiplicam nos espaços das suas omissões. Parece que a igreja, em sua maioria, não está engajada, lutando pelo Reino de Deus e pela sua justiça, mas pelo contrário, a maioria dos crentes está em busca apenas do seu próprio bem estar, e isso em níveis reduzidos apenas ao que se sente e não pelo que se faz. O crente médio brasileiro mal sabe em que crê. A mediocridade tem tomado os púlpitos que se rendem a variações de auto-ajuda com muitos fermentos da psicologia, de marketing e de outros mundanismos somados a misticismos ou a partes selecionadas do ensino bíblico em descarte de outros tantos que corrigiriam as coisas. Assim, muitas igrejas se resumem a clubes terapêuticos que se receiam de entrar em embates necessários nos nossos tempos, acomodando suas membresias a padrões cada vez mais baixos e a atuações fracas e inexpressivas, e assim reduzem a si mesmas a serem um tipo de sal insípido, imperceptível, mera caricatura deformada e reduzida da grandeza que deveria ser, reduzindo-se a uma coisa que para nada serve, a não ser para ser jogada no chão e ser pisada pelos homens, a ser humilhada.

É horrível, desonroso e vergonhoso ver que a bancada evangélica brasileira é um escândalo que reflete as péssimas qualidades dos frequentadores médios das igrejas, um tipo nanico de crentes que é o fruto de um tipo muito fraco e distorcido de pregação e de discipulado que vem sendo praticado em qualidades muito distantes dos elevados padrões bíblicos. A graça barata que é apregoada sem cruz, e sem a porta apertada e um caminho estreito onde poucos perseveram não é a Graça de Deus.

Jamais deveríamos nos conformar com a mediocridade. O nosso padrão é a excelência de buscarmos a conformidade do Senhor Jesus Cristo, e sem os rigores da doutrina e as disciplinas nos meios de Graça não haverá luz nenhuma a ser refletida neste mundo de trevas. E trevas nos ímpios é um efeito normal, é seu fruto condizente. Qualquer outro grupo religioso ou não coopera com a multiplicação de iniquidades no mundo, mas não a igreja de Cristo, uma barreira e resistência para esse avanço das iniquidades, uma força efetiva contra esse mal. Mas trevas na igreja é uma anomalia que requer arrependimento urgente, pois a sua vocação é ser luz e sal.

*O trecho do vídeo postado é parte de uma pregação que está neste link: https://youtu.be/l6gsRBsmURs?si=XSV_DU0PUVMclFx1

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2 pesos, 2 medidas.

Político n°1 fez piada durante um churrasco sobre um juiz da alta corte antes de assumir o atual mandato.

Político n°2 fez rachadinha (confiscou parte dos salários dos seus subordinados) antes de assumir o atual mandato.

Ambos cometeram seus delitos antes de assumirem seus mandatos, e a gravidade dos delitos é muito diferente entre os 2 casos - piada X confisco de salários.

Mas o político n°1 é o ex juiz da Lava Jato e agora Senador Sérgio Moro. O atual desgoverno o detesta e já disse que quer vingança. Então a sua piada assumiu status de crime grave contra a honra de uma suprema-excelência e esse político sangrará impiedosamente sob as garras dos seus algozes, os mesmos que descondenaram e estão favorecendo todos os corruptos que estavam na mira da Lava Jato.

E o político n°2 é o detestável Deputado Janones, um "evangélico" que vem fazendo o trabalho sujo de propagar mentiras que ajudaram a promover o retorno do descondenado à Presidência do Brasil. O atual desgoverno é aliado desse minipolitico vassalo e por isso os seus crimes foram minimizados. Sendo assim, esse arruaceiro teve o seu processo arquivado, não responderá pelos seus comprovados crimes e continuará exercendo o seu maldito cargo político.

O cenário político brasileiro é revoltante, uma esbórnia! Que caia fogo sobre as cabeças desses ímpios soberbos que perderam a noção dos perigos a que estão expostos acerca da justa e necessária ira de Deus que sobre todos eles cairá no tempo oportuno. Suas soberbas não durarão muito tempo, mas seus lamentos serão eternos.

"O peso fraudulento e a medida falsa são abominação ao Senhor, tanto uma como outra coisa."

(Provérbios, 20: 10)

28/12/2023

Pecados suavizados nas abordagens modernas



Nas abordagens modernas não há mais espaço para se acusar perversidades, pois quase tudo tem sido tratado como modos não normativos de comportamentos, ou no máximo como distúrbios que fazem dos seus portadores vítimas, não culpados.

O sujeito não é um perverso predador de crianças, um pedófilo, pois já há quem defenda que isso é uma condição incompreendida e deve-se buscar soluções para a resolução desse problema, como por exemplo reduzir a idade do consentimento sexual para 10 ou 12 anos.

A criança não deve ter a sua orientação sexual definida pela educação realizada pelos pais de acordo com o seu sexo biológico, pois identidade sexual e biologia são coisas distintas e a criança deverá descobrir por si só (obviamente com as ingerências de professores militantes que infundirão suas ideologias de gênero e todo lixo esquerdista-progressista nas mentes vulneráveis e receptivas de crianças cujos pais tem sido cada vez mais cerceados nos seus deveres de educar) e assim, essas crianças poderão ser o que quiserem, incluindo a mudança para o sexo oposto através de cirurgias e procedimentos castradores e mutiladores que causam danos físicos e psíquicos profundos e irreversíveis, mas isso não será tratado como perversão e sim como práticas normais que devem ser celebradas.

E essas mesmas crianças poderão mudar o seu sexo, pois devem ser tratadas como conscientes e perfeitamente aptas para tão grave transformação, mas nunca deverão ser consideradas responsáveis pelos crimes que eventualmente possam praticar - pois ainda não têm maturidade para isso.

O sujeito não é um depravado, ele apenas se enquadra num espectro pouco compreendido de toda uma gama de opções de práticas sexuais que não se enquadram na ditadura da heteronormatividade, uma imposição do patriarcado judaico-cristão, e deve "sair do armário" para ser ele mesmo e ser feliz.

O sujeito não é um bandido que deve pagar por seus crimes, mas deve ser compreendido como vítima de uma sociedade que não lhe deu opções justas e que o oprimiu, sendo a sociedade a verdadeira responsável pelos crimes que forçou sua vítima a praticar.

A mulher que assassina o próprio filho em gestação não é uma assassina, mas é uma mulher que deve ser celebrada porque corajosamente se desprendeu das amarras a que foi historicamente oprimida e subjugada e que agora reassumiu as regras sobre o seu próprio corpo, num ato que também é político e libertador ao impor o seu direito de não ficar presa à condição de mãe, uma condição que atrapalha a sua realização profissional, financeira e social e, por isso, abortos são direitos que requerem aplausos, não a condenação pelo derramamento covarde e cruel de sangue inocente, pelo assassinato do próprio bebê, de uma outra pessoa que é totalmente indefesa.

E o que dizer da idolatria? Já faz muito tempo que passou a ser um "direito", quando na verdade continua sendo pecado que incorre em condenação, é crime contra a Lei de Deus mas acobertado e protegido pelas inferiores e débeis leis dos homens. E assim passamos a tratar como normal o que é ofensivo ao Senhor e nos esquecemos que pecados são, antes de tudo, contra o Senhor e contra a sua Lei muito antes de o serem contra pessoas e nos esquecemos que nunca nos foi dado por Deus nenhum direito de cometer nenhum tipo de pecado, porque todo pecado é e sempre será rebelião contra a Lei do Senhor e ofensa contra o Senhor.

E somam-se a esses pecados alistados, muitos que tem sido socialmente celebrados, como a banalização da quebra do dia do Senhor, da importância do matrimônio e a banalização dos adultérios, dos divórcios e recasamentos, das cobiças das coisas alheias, das muitas formas e sofisticações de mentiras e corrupções, etc, etc.

Diante desses e de tantos outros pecados que atualmente têm sido erroneamente interpretados como direitos, desajustes e formas diferentes de se ser, a única solução continua sendo a mesma velha ordem:

"Arrependei-vos, e crede no evangelho."
(Marcos, 1: 15)

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Se um pregador da Palavra aderir à ideia mundana de "fluidez" e de relativismos da verdade, tenha-o como um apóstata, porque a Palavra de Deus não reforça e não se submete às sutilezas do engano demoníaco que tentam colocar em dúvida os fundamentos da fé, pois a Palavra de Deus não se rende a modismos, nem às filosofias que mudam conforme mudam os tempos, mas sempre reforça e proclama a solidez inalterável da verdade.

Acesse também:

Sobre o amor de Deus e o inferno:

A luta pela fidelidade à verdade:

Cristianismos esvaziados do Senhor Jesus:

29/06/2023

Diante dos pecados de perversões sexuais não cabe o orgulho, mas sim o arrependimento

 Não dá para consentir. Não é possível apoiar a degeneração humana. Não é o orgulho que deve existir diante do pecado, mas sim o arrependimento.

Não é normal, não é bonito. É indigno, imundo e passível da ira de Deus.

Manifestações de LGBT+ com adultos nus pervertidos se exibindo diante de crianças que são levadas a essas manifestações por seus próprios pais (irresponsáveis) onde os atentados ao pudor e as violações das consciências das crianças são orgulhosamente praticados.

Professores fazendo proselitismo engajado aos alunos (crianças e adolescentes) para inculcarem neles, por lavagem cerebral, que perversões de identidade e de práticas sexuais devem ser motivos de orgulho.

Ideologias de desordem de identidade e social disfarçadas de falsa ciência que é propagada por cínicos na política, nas escolas, nas mídias, na imprensa, nas campanhas publicitárias e nas políticas de empresas que sabem que estão mentindo, mas aderem ao modismo pervertido que está se estabelecendo como norma moral, como se a perversão de si mesmo fosse coisa normal e correta.

A degeneração sexual numa sociedade é uma evidência de juízo e da ira de Deus. O Senhor entregou tais pessoas às suas próprias concupiscências.


Uma descrição bíblica desse contexto:

"Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si;

pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!

Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza;

semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro.

E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes,

cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores,

caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais,

insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia.

Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem."

Romanos 1: 24-32

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Abominação!


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Isso foi copiado de uma revista de artes, e por artes deveria existir lógica, consciência de beleza e de virtude. 



Mas não, a civilização está capotando no lamaçal da loucura numa inexplicável onda massificada de retardamento lógico-cognitivo e de decadência moral em que são impostos absurdos estéticos e comportamentais como se o grotesco fosse beleza, delicadeza, direito e virtude. Tudo o que fazem nesse tipo de campanha é degenerarem e destruírem a si mesmos.

Do jeito que a onda das loucuras prossegue, não vai demorar para que se normatizem uniões erroneamente chamadas de afetivas, mas que são apenas bizarros descaramentos e perversões sexuais, em taras de desajustados com crianças, com cães, com porcos e logo haverão quem veja beleza e direito em quem come excrementos.

Mas o errado é dizer que essas coisas são erradas e por isso nós chegamos à pitoresca época em que é errado dizer que a grama é verde.

22/06/2022

Todo bem que fazemos são interferências de Deus em nós



Da mesma maneira como as árvores só podem frutificar em conformidade com a sua natureza, as pessoas só podem fazer, por si mesmas, o que a sua natureza está condicionada a fazer.

O que se pode esperar de um ímpio, senão, que ele pratique impiedade? - a não ser que uma força maior do que ele interfira no que ele é...

Esperar ações diferentes da natureza do coração é tolice. Somente dos corações regenerados pela Graça do Evangelho de Cristo deve-se esperar verdadeira piedade, e isso é um bem operado graciosamente por Deus ao transformar a natureza má de alguém para passar a agir conforme uma natureza nova e santificada, capacitando-a a ser imitadora do Senhor Jesus Cristo. Todo o resto, os não remidos por Cristo, ainda vivem conforme a velha natureza caída, e quando fazem algum bem, coisa abundante, esse bem é uma intervenção da graça comum de Deus refreando o mal potencial dos homens e fazendo com que produzam coisas boas. É por meio dessa graça que Deus age nas pessoas e através delas, quer creiamos ou não, para sustentar e conduzir a criação e a história conforme seus propósitos soberanos.

Se uma mãe ama seu filho, se um médico trata doentes, se um professor instrui alunos, se um cientista desenvolve conhecimentos, se um engenheiro projeta moradias, se algum artista produz belas artes ou um compositor faz belas canções, tudo isso, sem excessão, é obra da graça comum de Deus sustentando e conduzindo a sua criação pois, se a humanidade em pecado fosse deixada para agir apenas por si mesma ela produziria apenas os frutos horríveis condizentes com a sua natureza degenerada e perversa.

Vê Hitler ou qualquer caso de pessoa destacadamente perversa? Essencialmente esses não são muito diferentes de qualquer um de nós, caso Deus não interferisse no nosso mal potencial ou não nos tivesse remido. Quando Deus diminui a porção da sua graça operando em nós sobra apenas o livre potencial do pecado e sua monstruosidade, e é isso que acontece quando as pessoas se entregam ao pecado, elas se afundam nos seus males em rebelião contra Deus e repelem a sua graça.

Por isso a ordem ao arrependimento de pecados, e não a aceitação, nem a celebração, é tão necessária.

04/02/2015

AUTORIDADES INDIGNAS DEVEM SER RESISTIDAS.

Corrupção, uma ideia doentia de que se é uma prioridade, de que regras sociais devem ser negligenciadas para seu próprio bem, um conceito patético de que se tem um "rei na barriga", a síndrome da "otoridade", a "lei do jeitinho" (e que os outros se danem) - um mal endêmico que está presente da base ao topo da nossa doente e miserável sociedade.
A maioria de nós é tão corrupta quanto os boçais que foram por nós colocados no poder. A diferença é que eles estão no poder (e representam os valores que temos - da maioria, isso é "democracia") enquanto que nós temos que nos contentar com nossas torpes fraudes, mentiras, vantagens e golpes de cada dia.
Se você que paga guardas para se livrar de uma multa de trânsito fosse o presidente da Petrobrás, provavelmente as coisas por lá não seriam muito diferentes da vergonha que temos visto. Se você tem o hábito de furar filas, não seria difícil esse "inocente" hábito evoluir para coisas maiores como, por exemplo, participar de uma licitação fraudando as regras ou, como deputado, aceitar uma "comissãozinha inocente" para agilizar algum negócio. Ou ainda, como presidente da República (já pensou?), mexer os pauzinhos para facilitar as coisas para a sua "cumpanheirada" e enriquecer toda a sua parentela às custas do povo, afinal, que mal há nisso, não é mesmo? Quem não quer prosperar, ficar rico, resolver seus problemas sem fila e sem burocracia? Ninguém precisa saber e todo mundo faz esse tipo de coisa mesmo. Não precisamos ser idealistas, mas realistas. Acomode-se...
Até em muitas igrejas por aí as "otoridades de deus" saem prometendo às pessoas (mentem) a felicidade e a riqueza desde que assumam um compromisso de "fé" e paguem suas "taxas" fielmente (um estelionato desprezível). Outros tantos praticam uma outra forma de corrupção, mais disfarçada, quando usam de tráfico de influência para garantirem seus postos de influência e liderança em jogos do poder, de cargos e de benefícios com cartas marcadas onde se usa de bajulação e de descarado nepotismo. A prática de trazer pessoas dos seus currais para garantirem que a coisa seja mantida de um jeito que sua "cumpanheirada" tenha garantido um lugar de sombra e água fresca é um mal comum e lamentável que imprime um mau costume onde deveria-se trabalhar com virtude e com ética... "Ah, danem-se esses valores! Eles são indicados para discursos, não para práticas..." - embora essa expressão não seja dita ela é reiteradamente praticada...
Tudo isso precisa mudar. Arrependimento (mudança de conduta) e punição aos corruptos são necessidades urgentes! Se estamos experimentando tempos de progressiva calamidade moral e social, esse caminho por onde estamos caminhando e a maneira como estamos lidando com as coisas precisam ser revistos, seja na política, na vida comum, no trabalho e até na igreja.
"E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus." (Romanos 12:2)
"SÃO SÓ CINCO MINUTINHOS"
Uma viatura da CET foi flagrada pelo ouvinte Daniel Aveiro estacionada em uma vaga para pessoas com deficiência em uma agência bancária na rua Gentil de Moura, na zona sul da cidade.

26/08/2014

O Perdão Eficaz de Deus e a Impossibilidade de se Perder a Salvação.



O perdão de pecados por Deus é dado às pessoas única e exclusivamente por causa dos atos de Cristo - por causa do seu sofrimento e morte na cruz (seguida pela sua ressurreição) para pagar as penas devidas pelas nossas transgressões da Lei de Deus - e esse perdão completo e eficaz é concedido aos eleitos, os salvos, àqueles que são transformados em filhos de Deus pelo seu próprio poder e exclusivamente por obra da sua Graça.

Mas o perdão eficaz exige um requisito: o arrependimento. Para ser perdoado por algo o pecador deve arrepender-se do que fez, caso contrário o perdão que lhe seria concedido seria um desperdício de virtudes e uma demonstração de complacência diante do mal, seria como liberar o criminoso de suas penas sem que esse criminoso realmente se importasse com o que fez, seria um ato de injustiça. Mas, no conceito divino, a relação perdão-arrependimento-regeneração funciona diferente das noções humanas de justiça pelo simples fato de que o padrão da justiça divina é muitíssimo elevado se comparado com as imperfeitas e decadentes virtudes humanas. Nossas mais elevadas virtudes não passam de farelo sujo com ofensas em comparação com o alto padrão da santidade de Deus. Por isso não há como satisfazermos as exigências elevadas do perdão de Deus com nosso suposto arrependimento, que de tão débil cede facilmente a outros pecados consecutivamente – pedimos perdão pelo pecado de hoje, mas amanhã ou depois cometemos outro - ao passo que o perdão divino é definitivo, Deus não mente e não se contradiz e uma vez perdoados por Ele o mal que cometemos não será levado em conta, mas é lançado no fundo do mar do esquecimento.

Então, no que diz respeito à nossa relação com Deus como pecadores e Ele Santo e perdoador, essa dinâmica é bastante diferente daquilo que julgaríamos justo nas nossas relações humanas: o próprio Deus garante os meios necessários para a eficácia do seu perdão mesmo diante dos sucessivos e fracos arrependimentos humanos porque Ele é o principal interessado em nossa salvação – pelo menos o único interessado até que tal interesse e virtude sejam em nosso coração plantados por Ele mesmo através do trabalho transformador do Espírito Santo. Ou seja, até mesmo o desejo e a alegria pela salvação, assim como o arrependimento, o amor por Deus e a fé (entre outros dons e virtudes) são coisas dadas por Deus às pessoas e não são produzidas em nós por nossa vontade ou esforço e também não fazem parte da nossa natureza. Os milagres da regeneração e da santificação são operados por Deus na vida dos crentes, incluindo os princípios, os meios e os fins para a sua realização.

Assim, sobre a relação perdão- arrependimento, devemos entender que o arrependimento é um comportamento que não pode se restringir apenas ao início da vida cristã na chamada conversão, mas é uma prática constante na vida de um cristão ao passo que durante toda a vida somos tentados, e muitas dessas vezes caímos em pecados diversos, em graus maiores ou menores, e que durante todo esse processo que é viver em Cristo, a Graça divina sempre apontará para a santificação continuada, para a virtude e para a verdade numa luta constante de influências onde a salvação nunca poderá ser perdida e onde a Graça triunfará. Ou seja, a salvação é perfeita porque é um ato divino e definitivo ao passo que o arrependimento é imperfeito na medida em que é uma resposta humana à Graça de Deus. Os nossos arrependimentos, assim como qualquer virtude humana, sempre estarão manchados por nossas imperfeições e limitados por nossa finitude.

Esse trabalho divino nas vidas dos crentes, regeneração (fazer nascer uma vida nova) e a santificação (o aperfeiçoamento progressivo em semelhança ao caráter de Jesus), terá somente na Glória, na vida futura com Cristo no paraíso, a sua completa manifestação – somente lá seremos perfeitos e imunes ao pecado e aos seus efeitos e enquanto essa plenitude de vida não é alcançada nós a vislumbramos por fé, baseados nas promessas de Deus enquanto vivemos essa vida, na qual ainda lutamos contra o pecado e ainda somos suscetíveis a ele - mas também estamos seguros por causa da Graça de Deus que nos foi dada e na qual devemos nos firmar - a fé e o amor por Deus são evidências da segurança da salvação. Essa talvez seja a principal batalha pessoal dos cristãos (mas não é a única): perseverarmos no caminho de Cristo enquanto lutamos contra nossa própria natureza suscetível às diversas formas de pecado num mundo caído e hostil à Graça de Deus e que já está condenado à ira da implacável e perfeita justiça do Todo-Poderoso.

Nessa trajetória da vida nós sofremos altos e baixos e infelizmente ela pode ser marcada por fortes crises ou pelo enfraquecimento de fé diversas vezes, uma ameaça real que pode nos levar a sucumbir e ceder novamente à prática de pecados. Somos fracos... Por isso, infelizmente é possível que um salvo por Deus experimente verdadeiros “vales de sombras e de morte” através de angústias, sofrimentos, enfermidades, medos, etc... ou pior, esses vales podem ser vivenciados através de pecados pessoais, de vícios, de traições, de crimes e entre muitos outros pecados mais ou menos extremos alguns acabam se rendendo  à proposta tentadora de fuga que o suicídio oferece (porque na maioria das vezes quem tira a própria vida o faz porque está procurando não acabar com sua existência, mas, num estado de falta de lucidez, acabar com sua profunda angústia, sem contar os casos motivados por graves doenças psicológicas ou cerebrais, coisa de ordem química e biológica). 

Será que perderam a salvação aqueles que verdadeiramente foram salvos um dia, aqueles que demonstraram uma fé verdadeira e um amor verdadeiro por Deus durante uma importante etapa de suas vidas? Se considerarmos que a verdadeira fé e o verdadeiro amor por Deus são dádivas dadas por Ele mesmo, e que Ele não comete injustiças e que seus dons são irrevogáveis, nós podemos concluir, com confiança, que quem possui fé verdadeira nunca o negará verdadeiramente e quem ama a Deus de verdade esse amor nunca deixará de existir, porque essas virtudes são apenas reflexos de algo maior e mais poderoso que é a Graça divina, e absolutamente nada pode separar alguém do poder do seu amor, nem mesmo tormentos que podem ocorrer em tempos de fraqueza pessoal e que podem levar um salvo e filho de Deus a desesperar-se. Podemos afirmar que os verdadeiros salvos nunca perderão a sua salvação, ao passo que os falsos convertidos nunca foram salvos de fato (e não existe salvação para ser perdida nesses casos). Também não cabe a nós tentar discernir os falsos dos verdadeiros crentes, o joio do trigo. Esse julgamento pertence somente a Cristo e quem se atreve nisso comete pecado. 

Mas temos que atentar para a verdade de que se um crente enfraquece em sua fé e acaba cedendo ao pecado é exclusivamente por fraqueza e irresponsabilidade dele em não utilizar-se adequadamente dos meios de Graça (oração, comunhão, vigilância, etc) para manter-se firme que um estado de obscuridade espiritual o atormenta. Todos colhemos o que plantamos, tanto para bem como para o mal - essa é uma lei universal, e na vida cristã não deveria haver espaço para a indolência espiritual. Mas mesmo esse estado decadente, que pode ser provisório e que é comum a todos, não é capaz de anular o que Deus fez, faz e fará. 

Somente poderemos entender a eficácia da salvação quando entendermos que ela não é e nunca esteve baseada nas pessoas e que ela não se concretiza por causa do que fazemos, sejam atos bons e virtuosos para que a salvação se cumpra ou atos ruins e reprováveis para que a salvação seja perdida. Ela não existe e não é realizada por causa da igreja, também não é alcançada como consequência da fé pessoal – embora a fé seja fundamental para a salvação no sentido de que a fé é um dom divino que nos é dado para respondermos positivamente ao seu chamado para seguir a Cristo e para viver em fidelidade à sua vontade em sua presença, embora não o possamos ver (ou sentir e comprovar sua existência concretamente - de acordo com os meios materiais humanos) enquanto vivemos nessa atual realidade transitória. A fé é uma resposta necessária e real, uma reação vivificadora do Evangelho (a boa notícia) que desperta nossos sentidos para realidades maiores que as limitações materiais, porém a fé é posterior a uma ordenação divina para a vida, a sua Graça salvadora.

Os cristãos são chamados para a virtude, mas ainda são suscetíveis ao mal e por isso suas vidas devem ser marcadas pela submissão servil a Deus, pela perseverança e pela vigilância. Os resultados dessa disciplina é uma vida cristã vibrante e frutífera! Mas todos nós sabemos que vacilamos freqüentemente e a própria Palavra de Deus é repleta de registros sobre essa realidade, afinal “o bem que desejo eu não faço, mas o mal que reprovo esse eu faço... miserável homem que sou!”

Para os salvos, todos os seus pecados já foram vencidos, pagos e perdoados por Cristo antes mesmo desses pecados terem sido praticados e antes mesmo dessas pessoas existirem. Deus não está limitado naquilo que nós chamamos de tempo. Cristo manifestou-se no mundo naquilo que o Novo Testamento chama de plenitude dos tempos no sentido em que toda salvação, todo perdão divino e toda salvação ocorridas em todos os tempos ao longo da história, e a isso estão incluídas todas as pessoas que viveram muito antes ou muito depois de Cristo e em todos os lugares... Todos os eleitos de Deus foram salvos exclusivamente pelos atos do Filho de Deus, e esses atos ocorreram num momento histórico e numa época central em toda a existência em conformidade com os planos divinos que incluem toda a eternidade. De um ponto específico na história fluiu toda a Graça necessária para cobrir toda a eternidade. Cristo veio ao mundo uma vez como cordeiro para ser sacrificado para salvar e para reivindicar para si tudo o que lhe pertence, e um dia Ele voltará para apropriar-se, vitorioso, do seu prêmio: pessoas redimidas, salvas e um mundo refeito para a sua glória numa nova realidade chamada de “novos céus e nova Terra”. 

Porém, os que não foram salvos permanecerão como são por natureza: réprobos, amantes dos seus pecados e eternamente banidos do Deus Santo que é a fonte de toda vida e por isso esse estado miserável de existência à parte de Deus no chamado inferno é um lugar de juízo e de uma terrível morte eterna (ausência da Graça de Deus, mas não da sua justiça) – afinal foi baseados nisso que esses viveram suas vidas...


Num ato central na história – Cristo – a salvação foi consumada e não há absolutamente nada que possamos fazer para desfazê-la nas vidas daqueles que foram alcançados por seu poder soberano. Resta a nós simplesmente nos curvarmos ao seu senhorio em devoção e em adoração, dizendo-lhe do fundo dos nossos corações que precisamos do seu perdão e da sua salvação e que precisamos serví-lo.

03/04/2013

Que importa mais: dar ouvido às palavras dos homens ou à Palavra de Deus?


"...Mas Pedro e João, respondendo, lhes disseram: Julgai vós se é justo diante de Deus ouvir-nos antes a vós do que a Deus; pois nós não podemos deixar de falar das coisas que temos visto e ouvido."
Atos 4:19 e 20 

O cristianismo é a religião que o Deus encarnado, Jesus Cristo, criou. Ele nasceu de forma miraculosa, sendo concebido pelo próprio Deus na pessoa do Espírito Santo no ventre da virgem Maria. Nasceu o filho de Deus para cumprir a Escritura, para revelar à humanidade a Palavra de Deus e para salvar o seu povo por meio do seu sacrifício redentor e sua ressurreição. Em sua vitória final, em breve, Cristo retornará ao nosso mundo para exercer juízo e justiça, tomará o seu povo para si em seu Reino, que são aqueles que o receberam como Senhor de suas vidas por meio da fé, e triunfará sobre todas as coisas. Jesus é o Senhor de toda a história e de todo o Universo.

Sendo assim, as Escrituras (a Bíblia) possuem um caráter especial: são as revelações do próprio Deus acerca de si e acerca da humanidade. Trata-se do modo como Deus vê o mundo e os homens, maneira que foi comunicada por meio de homens que Ele mesmo inspirou e que agiram como profetas e como apóstolos em seus ministérios como anunciadores da Santa Palavra divinamente inspirada e necessária para trilharmos o caminho que Deus quer que trilhemos. A Bíblia é, portanto, a autoridade maior, a regra de fé e de prática que aqueles que querem caminhar na presença de Deus devem seguir. Quem me ama, disse Jesus, guarda a minha Palavra.

Uma característica da Bíblia é que ela é reveladora de quem realmente somos aos olhos de Deus e por isso ela aponta os nossos pecados, sendo que todos, sem exceção, somos pecadores e indignos de Deus. Não podemos nos apresentar limpos diante de Deus pois temos uma natureza inclinada para o pecado e nada podemos fazer a este respeito. Somente Deus, em seu filho Jesus, pôde fazer algo a respeito do imenso abismo que entre nós existia. O que a nós era impossível para Jesus não é: Ele, o Criador do Céu e da Terra, o Todo-Poderoso, aquele que não conheceu pecado e que era genuinamente Santo e inculpável, veio ao mundo e se fez homem para assumir as culpas dos pecadores, sendo condenado à morte numa cruz à semelhança de um bandido. Morreu e ressuscitou no 3° dia para reassumir o seu Trono no Reino Eterno para governar todas as coisas e para garantir a salvação aos pecadores que viessem a crer nEle e que, por isso, podem ser justificados pela fé em Cristo e gozar de sua presença, em seu Reino, como filhos amados de Deus para todo o sempre. Obter o perdão de pecados e a salvação, que consiste em ser livre do pecado condenatório é crer em Cristo, e fazemos isso quando ouvimos o que a sua Palavra diz e a praticamos como forma de crer, de servir e de seguir a Jesus.

Por essas razões, a Bíblia é um livro excepcional e a Igreja de Cristo, ou a congregação do povo que nEle crê é, simplesmente, um organismo vivo que tem por função primordial a proclamação desta Palavra que tem poder para nos reunir com Deus e o apontamento de pecados é necessário a fim de que haja a promoção do arrependimento para que esta salvação seja possível.

Assim, o cristianismo não é uma religião que se amolda aos interesses e aos costumes de uma época, qualquer que seja. Ao contrário disso, é a religião que tem por responsabilidade anunciar a Palavra daquele que tudo sabe e que tudo vê, em todos os tempos da história e em todos os lugares. É impossível crer em Jesus e tê-lo como Senhor se o Jesus crido não for aquele relevado pelas Escrituras. Muitos dizem crer em Jesus, mas acreditam num falso e inconsistente Jesus criado por mentes humanas decaídas conforme querem acreditar e não conforme é revelado pelas Escrituras. Muitos interpretam as Escrituras conforme suas mentes pecaminosas e corações enganosos querem interpretar, mas suas crenças são inconsistentes e não amparadas pela verdade. Por isso, a Bíblia não pode ser adulterada e nem suas partes podem ser omitidas conforme as vontades humanas querem fazer, ainda que suas leis assim determinem ou que as multidões assim o queiram. Muitos profetas ou apóstolos foram martirizados no passado por causa da mensagem que tinham que transmitir e esse ainda é o papel da Igreja de Cristo: pregar a Palavra e serví-la, mesmo que a mensagem não agrade e mesmo que sua mensagem resulte em perseguição. Essa é uma verdade fundamental: Não é a religião ou a Igreja a senhora da verdade. Não, não é! A Igreja ou os cristãos não têm o direto de adulterar a Palavra divina. A Igreja cristã é serva da verdade e não tem sobre ela poder, a não ser o de se submeter e de proclamá-la. Somente assim, os cristãos podem se favorecer das promessas contidas nas Escrituras, pois estão comprometidos com a Palavra de Deus em sua totalidade.

Vivemos tempos em que muitos tentam mudar o que a revelação de Deus determina e isso não é algo exclusivo do nosso tempo, pois no passado já tentaram calar aqueles que anunciavam as verdades divinas e por causa disso muitos crentes foram e ainda são perseguidos e até mesmo martirizados por causa da poderosa Palavra de Deus que eles anunciavam. Nosso tempo não é diferente e a Palavra foi e sempre será triunfante: ainda que não sobre nenhum crente, ela se mostrará verdadeira no final dos tempos como testemunho de que a verdade foi dada aos homens, mas muitos a recusaram, desprezaram e odiaram, recusando também a salvação oferecida ao passo que outros desfrutarão de sua promessas eternas ao lado do Pai porque creram.

Hoje, o pecado tem sido celebrado e sua corrupção tem sido exaltada. Querem fazer com que a Igreja se cale, querem fazer com que as verdades bíblicas sejam confundidas com mera opinião religiosa, querem fazer com que a igreja tenha uma fama de retrógrada, de preconceituosa. Outros querem fazer da Igreja um ajuntamento de corruptos, de charlatões, de fanáticos irresponsáveis, de meio de barganha com o sobrenatural... Querem mudar a Palavra de Deus como se Ele não soubesse o que diz!

Não há quem seja inocente de pecado neste mundo e pecado é tudo aquilo que a Bíblia diz que é. Em última análise, o pecado é algo que agrada à nossa carne, nossa natureza pecaminosa e autodestrutiva, algo que deforma a criação de Deus e que ofende ao próprio Deus, nos banindo irremediavelmente dEle. O único modo de sermos salvos é a Fé em Cristo e isso exige arrependimento, mudança de conduta e submissão às Escrituras. A conversão à Cristo é necessária à nossa salvação e todos precisamos disso.

Não adorar a Deus é pecado, incredulidade é pecado, idolatria é pecado, mentira é pecado, adultério é pecado, homossexualismo é pecado, luxúria é pecado, egoísmo é pecado, ganância é pecado, roubo é pecado, cobiça é pecado, corrupção é pecado, desamor é pecado, desonra aos pais é pecado, intolerância é pecado, injustiça é pecado, juízo temerário é pecado, omissão e covardia são pecados (e daí os cristãos não devem se calar)...

A Bíblia revela o que somos e a Igreja tem o papel de proclamar o que ela diz. Saber que somos pecadores nos faz conscientes de um estado que exige de nós uma decisão sobre o modo como viveremos a vida que temos: ou ignoramos o que a Bíblia diz e simplesmente continuamos a viver a vida do nosso modo, conforme a nossa vontade como se da nossa vida nós mesmos fôssemos os senhores – o que não é verdade, porque de tudo prestaremos contas no Juízo - ; ou, ao tomarmos consciência de quem realmente somos aos olhos de Deus e de vermos a imundície que nos cobre, nos arrependermos e buscarmos a Deus, a fim de que sejamos salvos – e essa é a vontade do próprio Deus, pois foi por amor que Ele enviou Jesus e nos deu as Escrituras.

Assim, não é a alegria passageira, a opinião da maioria, o prazer e as realizações mundanas ou pessoais que podem afirmar se estamos no caminho correto ou não, mas somente o que a própria Bíblia diz, a regra de Fé e de prática, inspirada por Deus e útil para toda a vida e eternidade.

Escolha: podemos dar ouvidos aos homens, mesmo que sejam uma multidão proclamando a uma só voz a mesma coisa; ou a Deus, que proclama a sua Palavra por meio do seu instrumento, a Igreja, mesmo quando perseguida por causa da sua missão. Eu prefiro ouvir a Deus, pois os efeitos disso são uma vida eterna em seu Reino, em sua gloriosa presença como um filho Seu; enquanto que aqueles que desprezarem sua Palavra simplesmente permanecerão eternamente banidos de sua presença num inferno onde não há esperança.

Que a misericórdia de Deus atinja nossos corações a fim de que nos arrependamos e sejamos salvos para a Sua glória e assim tenhamos a verdadeira vida, a verdadeira e eterna alegria e desfrutemos sempre do verdadeiro amor.