Mostrando postagens com marcador extraterrestre. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador extraterrestre. Mostrar todas as postagens

24/06/2026

A ciência pode ser manipulada para disseminar mentiras

 


A "ciência" pode ser um argumento idólatra.

Nessa semana estive num polo astronômico, um lugar que deveria servir à experiência científica baseada em fatos comprováveis. Grande engano!

Logo no início, o profissional que conduzia as experimentações que ainda veríamos, fez uma piada sobre as distinções entre um astrônomo e um astrólogo, deixando claro que a astronomia é a ciência da observação dos corpos celestes em contraste com os misticismos infundados de alguns supersticiosos, aqui tipificados nos astrólogos, que tentam ler as sortes nas estrelas. Até aí estava indo tudo bem, até o astrônomo enfiar a ideia da possibilidade de existir vida alienígena na conversa.

Seguimos, então, o roteiro do passeio e entramos no planetário para iniciar uma sessão de cinema projetado no teto em formato de cúpula que foi uma verdadeira tortura com cerca de 40/50 minutos baseada em especulações.

O filme começou bem, com projeções de constelações e algumas explicações sobre o sol e as estrelas. Mas logo partiu para o questionamento sobre a possibilidade de existência de vida em outros planetas e, daí em diante, apesar de assumir claramente que não existe nenhuma evidência da existência de vida alienígena, toda a narrativa foi baseada em especulações sobre como seriam esses seres alienígenas numa pregação de crenças enfadonhas que empobreceu a experiência e corrompeu o propósito supostamente científico da exposição num conteúdo que parecia um irmão pobre dos cenários e criaturas bizarras do filme Avatar.

Ao ir ao planetário, pensei que iríamos ver projeções sobre fatos, sobre planetas, cometas, estrelas, buracos negros e constelações. Mas em lugar disso vimos um show de especulações sobre vida alienígena, ainda que se tenha assumido que do ponto de vista científico não existem evidências dessa existência. Mas se não existem evidências, por que usar da roupagem científica para pregar uma suposição especulativa que não passa de crença? O que vi naquele planetário foi o uso do aparato científico para propagar ideias não científicas, uma desonestidade imposta numa armadilha, quando o ingresso comprado era para se ver ciência, evidências, fatos que não podemos apreciar a olho nu, mas não servir como plateia cativa para a propagação de ideias infundadas como as crenças em ETs e em seres supostamente mais desenvolvidos do que a humanidade. Apesar da piada inicial que procurou distinguir astrônomos de astrólogos, a narrativa do aparato astrônomo em questão incorreu em puro misticismo.

Ao sair da torturante experiência de lavagem cerebral no planetário, seguimos para ver os telescópios do local para a apreciação real das constelações. Aí sim a experiência foi excelente, sem filminho propagador de crendices travestidas de ciência, mas pura observação de realidades que a olho nu não conseguimos contemplar. Pena que quando os astrônomos tiveram voz ativa eles usaram o argumento da ciência para propagar suas próprias crenças aos seus ouvintes - e eu estou certo de que esse hábito corruptor também é usual e muito comum por parte de todas as categorias de cientistas que usam da sua autoridade no assunto em que se especializaram para embutir em suas narrativas e pareceres as suas predileções, as suas crenças pessoais e as suas distorções, e isso possibilitado também pelos interesses de quem financia o fazer científico, gente que também está interessada na fabricação de narrativas, talvez, para vender um produto - farmacêutico, por exemplo. Até que ponto, por exemplo, essa manipulação no "fazer ciência" não se desdobrou em manipulação das massas como a feita durante a pandemia? A fórmula é simples: adota-se um discurso, dão a ele um rótulo científico para lhe conferir autoridade inquestionável e vende-se uma ideia ou tecnologia que estejam alinhados à premissa. Pronto, muita gente acumula riqueza com essa fórmula, a de se usar o rótulo da "ciência" para validar uma ideia que é imposta à sociedade como verdade inquestionável. O certo é que não existe ciência feita com total isonomia, pureza e honestidade, pois todo o fazer científico é maculado, seja pelo seu financiador que deseja ter os resultados previamente desejados, seja pelo operador da ciência que não é imune às corrupções dos processos e que tem, ele mesmo, as crenças próprias que evidentemente quer comprovar no tipo de ciência que faz. No planetário, por exemplo, ficou evidente que os astrônomos locais queriam sugerir à sua plateia que aliens não apenas podem, mas que muito provavelmente existem - mesmo não existindo nenhuma evidência que corrobore essa ideia meramente especulativa, mas que fizeram parecer ser cientificamente fundamentada. 

Oras, se ciência for exame de fatos, então a forte sugestão especulativa vendida não é ciência, é pregação de crença, e esse tipo comum de deturpação da ciência já vendeu ideias como as neuroses coletivas sobre o fim do petróleo, o buraco na camada de ozônio, a superpopulação da Terra, o aquecimento global, etc. O ex presidenciável dos EUA que vendeu seu discurso viral em "Uma verdade inconveniente" ficou muito mais rico com o que na época parecia ser um alerta mas que hoje se comprovou falso - tudo supostamente científico...


Veja também:

Toda a criação foi afetada pelo pecado do homem (também sobre a impossibilidade da existência de vida alienígena)- https://atitudeprotestante.blogspot.com/2026/06/toda-criacao-foi-corrompida-pelo-pecado.html

A obra do Senhor Jesus Cristo https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/11/a-obra-do-senhor-jesus-cristo.html

23/06/2026

Toda a criação foi corrompida pelo pecado.



Toda a criação foi corrompida pelo pecado.

Eu vi essa cena de uma minhoca sendo atacada por um exército de formigas numa calçada, que registrei com meu celular, e isso me levou a uma sucessão de reflexões que resultaram no texto a seguir:

* Sobre a existência do mal e do caos no universo e da impossibilidade da existência de vida alienígena.

O capitulo três do livro de Gênesis descreve o pecado original e suas consequências não apenas na comunhão do homem com Deus mas também todas as consequências dessa ruptura. O ser humano, como cabeça da criação, a única criatura que tem em si o privilégio, a honra e a autoridade distintivos de ser feito imagem e semelhança do próprio Deus (Gênesis 1: 26 e 27) e que, por isso, dada a sua distinção das demais coisas criadas, com o seu pecado condenou tudo o que estava confiado à sua autoridade à degeneração que a rebelião do pecado lhe imputou.

Recebemos morte espiritual e física, como consequência da nossa inimizade com Deus, e além dessas coisas também fomos submetidos às consequências do nosso banimento da santidade de Deus nas múltiplas maneiras como o mal é cultivado e colhido não apenas nas nossas vidas, mas também em toda a criação. Todas as coisas que podemos conhecer da atual criação, sejam as coisas microscópicas ou as que fazem parte do universo ainda desconhecido, sejam os modos como vivem os seres vivos ou quaisquer ecossistemas, tudo foi afetado pelo mal do pecado e prossegue para a ruína do juízo. Embora haja ordem em todas as coisas criadas e todas elas apontem para as perfeições dos atributos conhecíveis do Deus criador, a criação está em agonia na expectativa pelo seu fim e renovação.

A nossa natureza foi transformada com o advento do pecado, nós fomos degenerados, não somos mais como éramos antes da queda de Adão. Mas não somente a nossa natureza, como também a natureza de toda a criação foi transtornada, subvertida e corrompida pela maculação do pecado no que outrora era santo. Quando Adão pecou o que antes era límpido tornou-se contaminado e houve severa ruptura entre Deus e nós porque santidade e pecado são opostos e irreconciliáveis - e esse problema só poderia ser resolvido pela obra vicária do Senhor Jesus Cristo e toda a criação "geme" numa expectativa pela redenção que será vista nos remidos por Cristo (Romanos 8: 19 - 22). 

A violência da "natureza" degenerada pelo mal do nosso pecado com seus "cardos e abrolhos" (uma descrição de Gênesis 3: 18 que sintetiza essa degeneração decorrente do pecado original) é um mal comum em toda a criação, tanto nesse nosso mundo como também em todo o restante do universo, um mal que será mudado apenas quando forem feitos "novos céus e nova Terra" após o retorno do Senhor Jesus a este mundo e a realização do juízo final (Apocalipse 21: 1 - 4; Isaías 65: 17; 2 Pedro 3: 13), uma esperança bíblica que mostra que a rebelião do homem contra Deus evidenciada no pecado original de Adão afetou não apenas a sua própria natureza e do seu mundo como também toda a criação, todo o universo, todo o Cosmo. Essa esperança bíblica, uma promessa, ensina que todas as coisas, céus e Terra, serão recriadas por Deus como efeito completo da obra de redenção que já foi realizada pelo Senhor Jesus na cruz do Calvário (Colossenses 1: 20), pois na sua obra vicária o Senhor Jesus reconciliou toda a criação com Deus, o seu Criador, e essa é uma obra que está se concretizando ao longo da história que ainda vivenciamos.


Um desdobramento desses fatos bíblicos...

Podem existir formas de vida ou outras criações além do que é descrito nas Escrituras?

Diante desses fatos das doutrinas bíblicas acerca da criação, da queda, da redenção e da consumação, a conclusão lógica é a de que este nosso mundo com o destaque que é dado à humanidade são centrais e determinantes para a existência e para o destino de todo o restante da criação de Deus em todo o universo. O pecado de Adão condenou toda a criação aos efeitos do seu pecado e a obra salvadora realizada por Cristo está redimindo não somente a humanidade degenerada, mas também toda a criação, com o iminente juízo para a atual realidade de todas as coisas maculadas pelo mal do pecado. O centro do universo é a história da redenção, tendo a glória do Salvador como o seu fundamento. Diante disso torna-se impossível presumir a existência de vida relevante (física e material) em outros lugares do universo a não ser a vida existente neste nosso mundo, pois se existirem formas de vida fora do planeta Terra, elas também estariam sujeitas às maldições do pecado de Adão e também careceriam da redenção do Senhor Jesus - uma hipótese que não lhes foi oferecida. Quando a atual criação for destruída pelo juizo de Deus para dar lugar a novos céus e nova Terra, os mundos dos supostos aliens e seus OVNIS também seriam destruídos como efeito das aplicações das penas decorrentes do pecado de Adão, não importando se esses supostos seres fossem mais ou menos desenvolvidos dos pontos de vista tecnológico, biológico ou até mesmo moral, do que nós, humanos. E o Senhor Jesus é Deus que se fez homem neste mundo (Filipenses 2), não extraterrestre. Ou seja, não existe previsibilidade bíblica nenhuma para as teorias meramente especulativas sobre a existência de alienígenas e fica biblicamente impossível presumir que existam formas de vida mais desenvolvidas do que a vida humana em algum lugar material e físico (porque formas de "vida" espirituais existem - os anjos e demônios - mas esse é outro assunto) além do que existe no planeta Terra. 

Embora a teoria do geocentrismo tenha sido superada pelas descobertas científicas da astronomia e da física, o fato bíblico é o de que o que acontece no lugar que antes tinha o Éden, e que é a habitação dos homens que foram feitos à imagem e semelhança do próprio Deus e que posteriormente foi o lugar onde o Deus encarnado viveu, morreu e ressuscitou é o centro definidor dos destinos de toda a abrangência do universo. É aqui que tudo se define.


Veja também:

A ciência pode ser manipulada para disseminar mentiras - https://atitudeprotestante.blogspot.com/2026/06/toda-criacao-foi-corrompida-pelo-pecado.html

A obra do Senhor Jesus Cristo https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/11/a-obra-do-senhor-jesus-cristo.html