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14/07/2025

O fato bíblico e histórico da ressurreição.


Pregação feita no culto da Capelania Evangélica do Hospital São Paulo dia 05/07/2025 em 1 Corintios 15  sobre o fato bíblico e histórico da ressurreição do Senhor Jesus.

A ressurreição do Senhor, um fato bíblico e histórico; e a ressurreição futura de todas as pessoas no futuro, na ocasião do retorno do Senhor quando parte da humanidade (os eleitos, crentes e salvos) ressuscitará para as glórias da eternidade com Deus e a parte dos incrédulos ressuscitará para o receberem a eterna danação no inferno, é tema central na fé cristã. 

Se não houvesse ressurreição nada faria sentido.

Veja também:
https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/09/se-nao-existe-ressurreicao-nao-existe.html

23/06/2025

Os caminhos dos homens são dirigidos pelo Senhor


Pregação feita no culto da Capelania Evangélica do Hospital São Paulo dia 07 de junho de 2025, baseada em Provérbios 20: 24 e em João 14: 1 a 6, sobre os caminhos dos homens.

27/05/2025

O mal do nosso tempo


A resistência e a luta contra as progressões das iniquidades do nosso tempo, abundantemente vistas nos poderes do nosso país, seriam menos difíceis e desgastantes se houvesse fraternidade, união de forças com aqueles que partilhamos a fé e a confiança nos mesmos princípios e, principalmente, no mesmo Senhor. A fraternidade dos crentes é otimizadora de virtudes, é fonte de refrigério, é bálsamo, é um meio eficaz de renovação das forças e de preparação para as batalhas justas com a segurança de que se está fazendo a coisa certa no seu breve tempo em que se vive na história.

Contudo esse nosso fragmento da história também é marcado não apenas pela decadência dos políticos, mas também por um tipo de cristianismo que é predominante e que é bastante apático e confuso, e não porque essa seja a natureza da fé no Senhor, mas sim porque os cristãos do nosso tempo são excessivamente mundanos, eles corromperam a sua fé pessoal e compartilhada numa mistura de convicções deturpadas, com suas leituras dos textos bíblicos poluídas por interesses pessoais, por ambições e com muitas reservas nas disposições de crer e de fazer o que a Bíblia claramente ensina para preservarem suas vidas duplas, seus desejos iníquos, seus desejos por primazia, sua estupidez pretensiosa de pensar que o Todo-Poderoso se sujeitaria às agendas dos homens e às suas corrupções, presunções e blasfêmias. Em suma, grande parte do que parece ser cristianismo é apenas o resultado de um grande bolo fermentado que cresceu, porque jogaram ao longo de anos muito fermento na massa que deveria formar um pão ázimo, um pão puro destituído de fermento, mas que agora é apenas um agigantamento deformado que pouco, ou nada, tem a ver com a verdadeira fé no Senhor Jesus e com o que deve ser a sua verdadeira igreja. O que vemos, tão destacadamente, são impérios religiosos liderados por homens pervertidos, amantes de si mesmos, gente detestável, repugnante, idólatra do deus-dinheiro e das suas ambições que blasfemam sistematicamente do Senhor na medida em que cooptam legiões de seguidores que também desenvolvem um tipo de fé adulterada, impura, miscigenada, poluída, sincrética, descaracterizada, cheia de misticismos e infiel ao Senhor - apesar de mencionarem o seu nome Santo e impoluto e de lerem as Escrituras repetidamente. Seus cultos são espetáculos teatrais feitos em palcos que dependem de música e de estímulos fabricados, seus ministros são atores preocupados com a sua desenvoltura e com o seu estatus, seus líderes são homens soberbos, são pessoas abjetas que manipulam seus rebanhos como se fossem senhores feudais ostantadores de luxos, seus frequentadores são ensinados seletivamente e de modo que sejam mantidos na subserviência, porque conhecer bem a fonte primária da fé, as Escrituras, é um perigo para líderes que querem manter seus rebanhos na dependência de quem controle suas consciências. Por isso o Deus da Verdade continua sendo tratado por esses corruptores da fé como se continuasse escondido da comunidade dos crentes pelo véu da separação, uma linha divisória que só pode ser administrada pelos ministros, os novos sacerdotes de um subtipo da fé cristã que está pulverizado em muitas subformas de cristianismos vistos em múltiplas igrejas onde cada líder cria a sua própria versão de espiritualidade e o seu próprio ideal de Jesus. Nas deturpações não existe unidade, não se vê nessa pluralidade "uma só fé, um só corpo e um só espírito", o que se vê é confusão e jogos de interesses. É cegueira. Mas Cristo é a Luz, sua Palavra é Luz para o nosso caminho e nEle não andamos em trevas. O que está acontecendo então? Por que tamanho disparate? Por causa da corrupção dos homens. Por causa das suas rebeliões contra o Senhor. Eles manipulam a Palavra, eles a adulteram para que ouçam apenas o que suas presunções querem ouvir. Eles agem contra o Senhor porque o detestam, mas querem suas bênçãos, querem o céu. Então eles mentem para si mesmos tentando condicionar o Senhor às suas concupiscências. Mas Deus não é como o ídolo da garrafa que pode ser aprisionado pelas presunções dos homens e acessado quando eles quiserem para atender aos seus desejos como quem aperta um botão de liga-desliga. Deus é Soberano, o Todo-Poderoso, e quem o homem pensa ser diante da sua magnitude? Pensam que podem se assenhorar da Igreja e fazer dela o que quiserem? Pensam que podem usar o seu Santo Nome em vão para mentirem, perverterem a verdade e engrandecerem a si mesmos? Deus resiste aos tais! Não há bençãos de Deus nas bocas dos falsos profetas. Não há nada de Cristo em falsos pastores e falsos mestres, esses lobos são anticristos a serviço da corrupção e da apostasia. Não há luz da verdade na mentira, não há salvação no falso Evangelho e não há glória de Cristo onde a decadência humana é glorificada na suntuosidade dos hipócritas e dos perversos. 

Então, com luzeiros apagados porque os homens se enganam e entretém a si mesmos com luzes falsas, incapazes de fazerem o que somente a pureza da verdade faria, dá-se que o mundo esteja mergulhado em trevas. Não há luz, pois quem deveria portá-la se omite ou a suprime, assim como o sal abundante mostra-se insípido, ineficaz, e então as carnes mortas no derredor estão em acelerada putrefação, pois não há sal, e o que temos é um subproduto desprezível digno de ser pisado pelos homens, subjugado.

O mundo decadente assim é porque os homens são amantes de si mesmos. São devotos dos seus pecados, não de Deus. E no distanciamento da verdade multiplicam-se os efeitos diversos da mentira, a corrupção, a degradação do pecado. E não tem como ter fraternidade quando a estupidez é celebrada e o mal atenuado por disfarces.

Mas, graças a Deus, ainda que todo o mundo sucumba nas múltiplas formas de mentiras, nada podemos contra a verdade. Seja Deus verdadeiro e todo homem mentiroso, e, Deus sempre manterá um remanescente fiel. Os remidos pelo Senhor nunca estarão sozinhos, ainda que vez por outra se sintam assim. Dentre os inúmeros covardes sempre despontarão os fiéis do Senhor Jesus e a fraternidade dos crentes, a Igreja, segue em marcha triunfal até o fim, mesmo que às vezes subsista em pequeninos rebanhos do Supremo Pastor.

O mal virá ao nosso tempo como efeito justíssimo que Deus imporá sobre as legiões de réprobos e de apóstatas. Mas Cristo também virá, em breve, para impor o seu juízo e as glórias na eternidade aos Seus, porque Ele é digno.

11/05/2025

Justificação pela fé


Pregação feita no culto da Capelania Evangélica do Hospital São Paulo sobre a nossa justificação pela fé no Senhor Jesus, baseada em Romanos capítulo 5.

14/04/2025

É possível um crente desviar-se e apostatar da fé?



É possível um crente desviar-se e apostatar da fé?

Sim, é possível.

É possível um salvo perder a salvação?

Não, não é possível. 

Um verdadeiro salvo jamais perde a fé, muito embora a sua fé seja provada e oscile, pois a salvação é ato irrevogável de Deus e a verdadeira fé é evidência da sua Graça salvadora em contraste com a fé não perseverante que é evidência da vontade humana de abrigar-se em qualquer coisa ou ideia que lhe pareça, de alguma forma, vantajosa. 

Ou seja, a verdadeira fé é um dom de Deus que nos leva irresistivelmente à aproximação verdadeira dEle, e que nos sujeita e amolda a Ele, e que é aperfeiçoada num caminho de aprendizado, de provações e de necessária e evidente santificação, enquanto que as expressões de fé que partem da vontade humana levam as pessoas a idealizarem seus deuses e ídolos conforme suas aspirações pecaminosas querem, e que evidenciam incompatibilidade com o Deus Santo e verdadeiro plenamente revelado na pessoa e na obra do Senhor Jesus. Por isso todos os idólatras (e isso inclui os manipuladores das religiões) odeiam e repelem ao Senhor Jesus e é por isso que falsos crentes não perseveram no caminho estreito da verdade que conduz à vida, esse é o motivo dos religiosos contemporâneos do Senhor o terem matado, e é o motivo dos falsos profetas costumarem ter bom êxito dentro e fora da cristandade e é por isso que as falsas religiões e o ateísmo prosperam, pois o homem natural caído e escravo do pecado, e da idolatria, odeia ao Senhor, à sua santidade e à sua Lei e, como diz o Salmo 2, conspira contra o Senhor.

O caminho da verdadeira fé no Senhor Jesus Cristo só pode ser trilhado até o fim pelos verdadeiros salvos, os eleitos de Deus para a salvação e para as glórias do porvir, e isso é obra da Graça de Deus, não nossa, sendo a fé verdadeira o meio pelo qual essa Graça poderosa nos é imposta, nos transforma e nos atrai em sujeição a Deus nos padrões da sua Palavra.

01/04/2025

Crentes e o esgotamento psicológico

 


Verdadeiros crentes no Senhor Jesus adoecem e também sofrem de males como esgotamentos e depressões - e isso não é contraditório à fé - Elias experimentou isso, Charles Surgeon também, e com muita severidade!

O Senhor Jesus é a nossa força e é a nossa paz, e é por isso que a despeito das muitas lutas e sofrimentos que nós perseveramos na fé, mesmo que contrariando e tentando superar as nossas fraquezas que são muito comuns.

A angústia é avassaladora, mas Cristo é o nosso rochedo seguro - eu sei o que é isso.

Ter a fraternidade dos verdadeiros irmãos, e suas orações, são bálsamos que Deus usa para nos ajudar e fortalecer mutuamente. Deus age por meio do Corpo de Cristo no mundo, a igreja (mas não estou pensando no subproduto da questionável coisa institucional e cheia de corrupções aqui, eu me refiro à fraternidade dos verdadeiros irmãos na fé, os crentes realmente convertidos, os santos que praticam a verdadeira piedade cristã) - mas ter falta dessa fraternidade é desolador como estar perdido num deserto.

Além disso, os poetas, os artistas (eu me incluo aí, ainda que relutante por anos) costumam ser os mais sensíveis aos sofrimentos interiores pois, penso eu, experimentam e idealizam belezas e contrastes que costumam castigar nossos corações para dali extrair a arte e as reflexões que produzem, sendo crentes ou não (porque a arte verdadeira é fruto da graça comum de Deus e não está restrita aos crentes).

Que o bondoso Senhor tenha suas graciosas mãos sobre o estimado irmão Stênio (a imagem acima é de uma postagem a seu respeito). Ele não está sozinho em seus sofrimentos e, todos eles são ínfimas partículas se comparadas ao insuportável e terrível sofrimento que o nosso Senhor e Salvador Jesus suportou para nos salvar.

"Meus irmãos, tende por motivo de grande gozo o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé produz a perseverança; e a perseverança tenha a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, não faltando em coisa alguma."

(Tiago, 1: 2 - 4)


Depoimento do pastor Marco Granconato sobre o pastor Paulo Júnior.

P.S - nos últimos anos eu experimentei "burnout" devido às crises com meu trabalho e com minhas recorrentes lutas nas igrejas por onde passei, e tive diagnóstico de depressão (e outras suspeitas...) que, evidentemente, têm afetado, e muito, o meu desempenho em muitas coisas. Mas persevero, oscilante, às vezes cambaleante, mas persevero porque a ordem do Senhor Jesus aos crentes é a de perseverarem até o fim.
"Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo." (Mateus, 24: 13)

A minha força não é minha, ela é a da rocha da minha salvação. Se ela faltar eu morro. Mas eu bendigo ao Deus da minha salvação porque, diferente de mim, Ele não falha e cumpre todos os seus desígnios e promessas. É o seu braço forte, não o meu, que me sustenta.

Leia também:

Minha relação de amor e angústia com a igreja. 

Por que eu sou um cristão?

Aprendendo com Barnabé.

Uma reflexão sobre o mistério da Trindade.

21/03/2025

O descanso do crente


Não há opções aos discípulos do Senhor Jesus senão as de perseverar e de ser fiel até o fim.

Nessa trajetória, a que o próprio Senhor Jesus chamou de "caminho estreito e porta apertada" muitas circunstâncias, incluindo pessoas, conspirarão para a queda do crente no Senhor, mas todas elas, no fim das contas, estão sendo somadas ao fato de que todas as coisas, boas ou más, cooperam juntamente para o bem daqueles que (1) amam ao Senhor e que (2) foram chamados segundo os propósitos estabelecidos pelo próprio Deus - e qual é o propósito central e determinante de tudo? A glória de Deus que com todos os remidos será compartilhada no porvir.

Amar ao Senhor, e isso significa submeter-se à sua Lei, é evidência do chamamento de Deus, da sua eleição imposta aos remidos pelo sangue de Cristo, e isso porque só podemos amar ao Senhor se Ele nos amar primeiro, e quem ama ao Senhor guarda os seus mandamentos. Portanto a verdadeira relação do crente com Deus é comprovada na relação do homem com a Palavra de Deus e o nosso grande desafio de vida neste mundo é de manter-se fiel e praticante do Evangelho e, através dele, guardar a Lei de Deus - ou seja, crer no Evangelho traz uma série de desdobramentos na forma como o crente vive para Deus na sua família, na igreja, no trabalho e em todas as áreas da sua vida, agora como um embaixador do Reino de Deus neste mundo.

Afinidade com a Palavra de Deus é identificação e semelhança com Cristo - e essa é a ordenada santificação dos crentes, porque ser santo é ser um imitador de Jesus, e esse é um desafio de vida necessariamente marcado por muitas provações de fé em que somente os eleitos de Deus resistem em fidelidade crescente até o fim de suas vidas - ocasião em que os portais das glórias da eternidade se abrem para vivermos a insondável felicidade de desfrutarmos da presença e do senhorio triunfante do Senhor Jesus glorificado para todo o sempre - eis, enfim, o nosso descanso!

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Desvios, não apenas individuais, mas coletivos e institucionais.

Infelizmente, grande parte das igrejas evangélicas está enveredando por desvios já sedimentados no velho catolicismo: a invenção de crenças e de rituais, a relativização da Palavra de Deus, o culto às personalidades, a mistificação e sincretização da fé e da espiritualidade e a devoção exacerbada às instituições humanas.

Num ano recente eu tive o desprazer de testemunhar um "pastor reformado" conduzindo uma série de mensagens no período da "quaresma" em preparação para a "páscoa". Reformado? Não, um amálgama sincrético. Não existe "quaresma" realmente cristã, nem páscoa senão a Ceia do Senhor.

Se for considerado como "cristão" toda a diversidade de tradições e de crenças que existiu sob a suposta fé no Senhor Jesus, nós reconheceríamos como expressões legítimas de fé todas as heterodoxias, os desvios, as corrupções doutrinárias, as seduções do pai da mentira, as fés derivadas dos apócrifos, os gnósticos, os judaizantes, o arianismo, o catolicismo romano, o liberalismo teológico, o mormonismo, as testemunhas de Jeová, o adventismo do 7° dia, o feminismo, o evangelho socialista da libertação, o neopentecostalismo, etc - mas em seu tempo todos os Apóstolos combateram esses recorrentes, multiformes e persistentes desvios como obras do Diabo que tentam enfraquecer e perverter os crentes.

Ou seja, os desvios da fé são desvios da fé! Não há verdade nem eficácia quanto à obra de Cristo em seus enganos e corrupções.

A ordem aos crentes é a da fidelidade ao Senhor, e isso é praticado a partir da fidelidade doutrinária ao que ensinam as Escrituras, a verdade imutável da Palavra de Deus que deve ser ensinada, crida e praticada como tradição e autoridade recebida pelos Apóstolos do próprio Senhor Jesus e que deve ser transmitida sem adulterações à sua igreja de discípulos de geração a geração.

06/12/2024

O Deus odiado


O Deus odiado

Deus se revelou perfeitamente na pessoa do seu filho Jesus (João 1: 14; Hebreus 1: 3)

E o mundo, quase todo mundo, detestou o que conheceu e viu em Jesus, a ponto da multidão e da liderança religiosa clamar pela morte do Senhor da pior forma possível, e sem que houvesse algum motivo para isso, pois Ele era inocente, jamais pecou e nunca cometeu nenhum crime.

Mataram Jesus porque Ele era a expressão exata do ser de Deus. Porque Ele disse a verdade sobre quem Ele era: o Filho de Deus, sendo, portanto, de igual natureza do Pai (Mateus 26: 62 - 66).

Por natureza, todos odiamos a Deus - até que essa natureza nos seja mudadas por Deus (se Ele a mudar). Nossos contrastes nos repelem, Ele é Santo e nós somos pecadores. 

Se a humanidade pudesse, ela mataria o próprio Deus, muito embora todos sintamos uma necessidade que só pode ser satisfeita nEle. Por isso a maioria de nós recorre ao efeito placebo das falsificações de Deus e da religião.

É por isso que a maioria das pessoas prefere criar o seu próprio ideal de "deus", seja por devoção a qualquer ídolo de qualquer religião falsa ou deturpando o conhecimento do Deus auto-revelado em Cristo, adulterando o ensino e a pregação da sua Palavra, ou omitindo, acrescentando e corrompendo partes do seu ensino.

De toda a multidão que seguia Jesus por causa dos seus milagres, permaneceram com o Senhor enquanto Ele agonizava na cruz somente algumas das mulheres, dentre elas a sua mãe, e entre elas estava um único dos seus doze discípulos, João.

E após a ressurreição do Senhor, permaneceram em Jerusalém, orando e aguardando a promessa do Espírito Santo, apenas cento e vinte crentes, a igreja primordial.

Embora multidões sejam atraídas a Jesus, a maioria das pessoas quer somente suas bênçãos. Mas elas odeiam quem Ele é, por isso, incontáveis pregadores oferecem versões distorcidas do Senhor para manterem suas igrejas cheias. E é por isso que em muitas igrejas a doutrina fiel e bíblica não tem aceitação e, em lugar de pregações expositivas faz-se a opção por abordagens que servem como difusoras de incontáveis coisas, onde o texto bíblico lido é usado como um trampolim para os pensamentos do pregador visando as satisfações emocionais e carnais das suas plateias e a adequação dessas pessoas à visão espiritual e moral daquele grupo - e nem sempre essa adequação ao grupo ou a adesão ao sistema religioso corresponde à conversão verdadeira ao Senhor.

"Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos."

(Mateus, 22: 14)

"Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele."

(João, 14: 21)

02/11/2024

Deus não tem um "plano B"


Deus não tem um "plano B"

Considerando quem Deus é, Todo-Sábio, Santíssimo, Impecável, Oniscienciente, Eterno e dotado de tantos outros atributos que apontam para as suas perfeições, nós podemos facilmente constatar que Deus não erra e não tem um "plano B" para tudo o que faz ou ordena.

O curso dos acontecimentos em toda a criação caminha para a celebração das perfeições do seu Criador, Senhor e Sustentador. Todas as coisas são para a sua glória e não tem como haver acidentes de percurso. Ou Deus é o Todo-Poderoso que leva a cabo todos os seus desígnios, ou Ele não é quem diz ser. Deus não dorme, não se distrai, sempre está atento a tudo, fazendo cumprir os seus desígnios à perfeição, sem jamais vacilar. Tudo o que Ele determina e promete se cumpre perfeitamente. Porém, nós vivemos num patamar muito abaixo do Altíssimo e nesse sentido nós temos muitas dificuldades com as assimilações da verdade e, por isso, muitas coisas nos parecem não ter propósito, e isso é por causa da nossa perspectiva limitada de pessoas imersas que somos numa pequena fração da história e num pequeno espaço e recorte da realidade sem que tenhamos condições de termos a dimensão da plenitude. Além disso, nossas compreensões não são apenas limitadas, mas também são adulteradas porque não conseguimos ver nem compreender a realidade sem a interferência contaminadora do pecado que corrompeu também a nossa consciência e a clareza das nossas assimilações. Se não compreendemos as perfeições de Deus que são evidenciadas na criação, isso se dá porque a nossa visão das coisas é limitada por estarmos imersos num estreitíssimo espaço de tempo e de lugar, e porque o nosso entendimento das coisas está prejudicado pelas corrupções do pecado. Contudo, em todos os casos, o erro é de perspectiva, é nosso, é na forma como podemos compreender as coisas, mas não dos desígnios de Deus. E, ainda que os desígnios de Deus sejam perfeitos, neles cabem o fato de que nós erramos, nós pecamos, nós agimos mal, contudo sem termos poder de impedir o bem, a justiça e as perfeições que de Deus procedem - e nas nossas limitadas assimilações, fica o paradoxo do mal que experienciamos em contraste com as perfeições do Deus que é imutável. Por isso, é somente por meio da redenção realizada por Cristo que nós, iluminados por Ele, pela Verdade, e tendo as nossas consciências transformadas, podemos assimilar a Glória de Deus que se manifesta em toda a criação e principalmente através da sua revelação especial, a Bíblia, e assim podemos compreender, ainda que gradualmente, a "boa, perfeita e agradável vontade de Deus" (Romanos 12: 2).

*Por Deus não ter um "plano B" que nós, crentes, devemos resistir a qualquer vento de doutrina que procura adulterar o que a Palavra de Deus ensina.


"Quanto a Deus, o seu caminho é perfeito; a promessa do Senhor é provada; ele é um escudo para todos os que nele confiam."

(Salmos, 18: 30)


"Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!

Pois, quem jamais conheceu a mente do Senhor? ou quem se fez seu conselheiro?

Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado?

Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém."

(Romanos, 11: 33 a 36)

01/09/2024

Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo

Pregação no Evangelho de Mateus, capítulo 16, versos 13 a 20 sobre "A Confissão de Pedro" em que o Senhor Jesus pergunta aos seus discípulos quem o povo diz que Ele é, e diante de várias respostas (Elias, Jeremias, João Batista ou outros profetas) o Senhor pergunta aos discípulos "e vocês, quem dizeis quem eu sou?" ao que Pedro respondeu: "tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo" e o Senhor Jesus complementa: "bem-aventurado, Simão Barjonas, porque não foi carne ou sangue que te revelou, mas meu Pai que está nos ceus. Também te digo que tu és Pedro, e sobre esta rocha edificarei a minha igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do Reino e o que lugares na terra será ligado no céu e o que desligardes na terra será desligado no céu."


Essa mensagem está no YouTube apenas em áudio.

24/06/2024

Começar direito e terminar errado.

Começar direito e terminar errado.


"Sois vós tão insensatos? tendo começado pelo Espírito, é pela carne que agora acabareis?"

(Gálatas, 3: 3)

É possível um obreiro ou toda uma comunidade de fé começarem servindo bem e fielmente ao Senhor e se perverterem pelo caminho?

Sim, infelizmente.

E quais são os principais motivos da apostasia?

"Nesse tempo muitos hão de se escandalizar, e trair-se uns aos outros, e mutuamente se odiarão. Igualmente hão de surgir muitos falsos profetas, e enganarão a muitos; e, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará."

(Mateus, 24: 10 a 12)

1) Escândalos (mau testemunho, hipocrisia, comportamentos contrários a fé conforme ensinada nas Escrituras); 2) traições; 3) ódios (evidências de desobediência às ordens do Senhor de fidelidade, de lealdade às Escrituras acima de tudo e de descumprimento do amor cristão, não o idealizado e subjetivo que é convencionado pelo mundo, mas sim o amor santo e sacrificial conforme é ensinado na Bíblia).

4) Surgimento de falsos profetas, de corruptores da fé, de falsos mestres e falsos pastores que distorcem o ensino bíblico para corromperem a verdade. São pregadores de falsos Cristos (Mateus 24: 24) e de falsas redenções por meio de doutrinas infiéis às doutrinas que recebemos do Senhor por meio dos seus Apóstolos e que as corrompem e mudam para produzirem outros tipos de ensinos que norteiam religiões corrompidas com seus cultos que não podem ser considerados cristãos em igrejas falsas que apenas ostentam o nome de Cristo mas que estão destituidas da sua verdade e do seu Espírito, mas que se multiplicam para enganar a muitos, ainda que sutilmente, e assim fazem errar o caminho de muitos incautos através de um tipo de fé distorcida e falsa que se baseia num ideal de deus que é falso, uma criatura das imaginações caídas de gente perversa, um ídolo morto a que se pode atribuir o nome de Jesus, mas que não corresponde ao verdadeiro.

5) Multiplicação das iniquidades como efeito da pregação de falsos evangelhos que, por não comunicarem a verdade de Deus, são ineficazes para promoverem o combate aos pecados, e sem o poder que os coíbem (o verdadeiro Evangelho), esses pecados se multiplicam, seus males são minimizados nas pregações para atordoar consciências (mas nunca nos seus efeitos amaldiçoantes e condenatórios), alguns pecados são endossados, apoiados, celebrados - como fazer imagens de Deus tornou-se hábito comum; a idolatria, especialmente de si mesmo e a plena devoção ao deus-dinheiro são estimulados; a guarda do dia do Senhor é tratada como bobagem; divórcios perderam a gravidade, recasamentos são normais, a homossexualidade e a avalanche de perversões sexuais e de disforias de gênero são gradualmente toleradas, apoiadas, celebradas... cobiças, mentiras, distorções, ódios, abortos (assassinato de bebês em gestação)... tudo tornou-se relativo e ninguém pode julgar os motivos de ninguém sob pena de judicialização por intrometimentos em questões alheias. A multiplicação das iniquidades ocorre como consequência da descaracterização e da indefinição da verdade. Diante do seu vazio cada pessoa se define como quer e a verdade tem sido tratada como uma piada indefinível (é de Deus que zombam).

6) E o efeito desses males é o óbvio esfriamento do amor de muitos, e só pode esfriar, diminuir, enfraquecer, algo que em algum momento foi aquecido, foi visível, forte. O esfriamento do amor é o enfraquecimento naquilo que o Senhor Jesus tratou como sendo o resumo da Lei de Deus, é a ausência do seu fundamento, do seu espírito. É o enfraquecimento no cumprimento das ordens primárias de se "amar ao Senhor nosso Deus com toda a nossa força, alma e entendimento e também ao nosso próximo como a nós mesmos" (Marcos 12: 30, 31). Mas os falsos mestres têm feito um trabalho frutífero! Veja, as palavras do Senhor Jesus afirmam que MUITOS são levados pelos seus enganos. E se fala muito de "amor" em meio à impiedade, todos os falsos mestres falam sobre amor. Mas que amor é esse? Certamente não é o amor bíblico, cristão, mas sim um tipo de amor diferente do amor que foi por Deus ordenado e que é diferente, uma corrupção do amor por Ele praticado e demonstrado no envio do seu Unigênito para a salvação de muitos. O amor mundano é meramente sentimental, é hedonista e é descartável, frágil, volúvel e superficial. Assim, o esfriamento do amor denunciado pelo Senhor Jesus consiste na substituição do amor bíblico e cristão por uma deformação pecaminosa dele e esse amor falso é visto no modo como muitos "cultuam" a Deus, pois a adoração a Deus vai deixando de ser focada na glória dEle para tornar-se cada vez mais antropocêntrica, terapêutica, humanista, hedonista. É para o nosso bem que a fazemos, não mais para a glória do Deus que é conhecido em Cristo. Deus não é mais tratado como deve ser, como Deus que é com todos os seus atributos (quase não os mencionamos em nossos louvores, nem são temas das nossas pregações), mas o tratamos como instrumento para a satisfação humana, um garçom que nos serve. Tudo é focado no nosso, em nós, para nós e não de Cristo, por Cristo e para Cristo (Romanos 11: 36). E o amor cristão ao próximo, principalmente demonstrado nas ordens do Senhor de se praticar as boas obras do perdão, do serviço e de se evangelizar, fazer discípulos e missões, trabalhando pela salvação de pecadores e pela edificação na fé e santificação mútuas são facilmente descartados diante de qualquer empecilho em que o amor próprio costuma ter primazia - primeiro minhas necessidades, desejos e ambições, depois "se" sobrar tempo o damos a Deus e às causas de Cristo - aliás, numa cosmovisão caída em que as prioridades são materiais, a busca das autossatisfações, as devoções a Deus têm sido muito facilmente trocadas por dar dinheiro às igrejas, porque dinheiro resolve quase tudo e parece que muitas lideranças eclesiásticas têm gostado bastante disso. Além disso, o esfriamento do amor está diretamente relacionado com os falsos ensinos dos falsos profetas que, por relativizarem pecados fazem com que muitos incautos desenvolvam simpatia pelo que deveria ser motivo de tristeza, de repulsa e de arrependimento, e assim já não se toma o necessário posicionamento contra iniquidades, que agora são toleradas, fomentadas, e esse amor condescendente não pode ser considerado amor, à luz das Escrituras, porque não é santo, não está amparado na vontade de Deus mas é uma expressão de rebelião contra Ele. O amor iníquo é, portanto, uma corrupção do amor, uma evidência do esfriamento do que deveria ser o amor cristão, é deturpar o amor para fazer dele um instrumento de promoção da iniquidade, do mal, do pecado, enquanto o amor de Deus é manifestado para nos livrar e salvar do pecado.

E o que faz com que alguém que começou no Espírito e terminou na carne, ou seja, começou corretamente na fidelidade ao Senhor por meio da fidelidade aos ensinos dos Apóstolos em submissão às diretrizes do Espírito Santo mas se perverteu, se perdeu pelo caminho, dando lugar às inclinações da carne e à iniquidade e terminando por apostatar da fé?

Esse sujeito sucumbiu às seduções do mundo, provando que entre as tensões do amor pelo Senhor ou pelo mundo, ele preferiu o mundo (Deuteronômio 28).

"Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele."

(1 João, 2: 15)

E o que fazer para não se perder na jornada?

"Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo."

(Mateus, 24: 13)

A perseverança na mesma antiga, imutável e única verdadeira doutrina do Senhor conforme nos foi transmitida pelo ensino dos seus Apóstolos. Esse é o único fundamento da igreja, a rocha inabalável onde devemos permanecer firmes até o fim.

"Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim."

(João, 14: 6)

Inovações e adulterações nas doutrinas que definem o caminho de Cristo são malditas! (Gálatas 1: 8, 9)

"Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz à vida, e poucos são os que a encontram."

(Mateus, 7: 13, 14)

23/06/2024

A doutrina no novo nascimento.

 A doutrina no novo nascimento.


Mensagem baseada no Evangelho de João, capitulo 2, versos 23 a 25 e no capítulo 3, versos 1 a 15, que descrevem que muitas pessoas iam até Jesus por interesse nos seus milagres e que o Senhor não se confiava a elas. 

Então as Escrituras destacam uma dessas pessoas, o fariseu Nicodemos, e o texto sagrado descreve a conversa entre ele e o Senhor Jesus, conversa em que o Senhor diz ser necessário nascer de novo para que se veja o Reino de Deus.

https://youtu.be/cuxZXSdC8aM?si=XaM8teBQea-Giq1C

28/03/2024

Minha relação de amor e de angústia com a Igreja.

Minha relação de amor e de angústia com a Igreja.

Já fui expulso de igrejas evangélicas 2 vezes - e debaixo de porrada, e sob acusações mentirosas respondi a um processo porque comecei a comparar as práticas das igrejas com os ensinamentos da Bíblia.

Já tive crises profundas de fé e fui tomado por desesperança a respeito das igrejas da nossa época. Já as quis fechadas e hoje trabalho pela sua expansão.

Sofro de persistente sentimento de inquietação e descontentamento quando penso no poder e na Graça da igreja ideal que a Bíblia me faz almejar em contraste com as igrejas políticas, pouco atuantes, interesseiras, marqueteiras, infantilizadas, sentimentais, orgulhosas, antropocêntricas e divididas que temos na atualidade.

Mas não desisto!

A noiva de Cristo é linda e deve estar à altura da Glória do seu Salvador. Porcarias não servem!

* Texto de 27/11/2016 que ainda é uma realidade para mim.

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Viver de arte no Brasil.

Texto de 15/02/2016

Como desenhista autônomo eu, muitas vezes, enfrento crises. E não sou o único.

Assim respondi a um desabafo de um colega que está pensando em abandonar, nem que seja por um tempo, esse ofício:

"... também sou desenhista e cristão, desenhar é minha profissão - autônoma - marcada por altos e baixos, alegrias e frustrações e já tive expectativas sobre usar meus desenhos para servir à fé, e fazer disso o meu ganha-pão, mas entendi que não funciona assim. Sempre, sempre teremos que nos virar, encontrar meios de emplacar trabalhos que no Brasil não são tão valorizados como em alguns países onde as artes são mais apreciadas. Por isso essa tua frustração eu conheço bem, já quis largar os desenhos algumas vezes e esse ofício solitário e muitas vezes desvalorizado é marcado por uma relação de amor e ódio. Contudo, trata-se de uma dádiva, não como são os dons espirituais mas desenhar e pintar são artes de captar o mundo ao redor e reinterpretá-los às vezes com beleza e outras com feiúra, com críticas, com alegria ou com dor. Dessa forma, mesmo essa frustração pode ser uma ferramenta proveitosa para aprimoração da tua arte, para consolidar o artista que subsiste e persevera a despeito de crises e que não pode ser regido nem por dinheiro, nem pelo reconhecimento das outras pessoas. Todo artista verdadeiro assim o é por causa de uma sensibilidade diferente e que pode ser ainda muito mais potencializada por ser um cristão, alguém que aprende com Cristo a colocar seu coração nas coisas corretas. Por isso, a despeito de um momento de crise - que também experimento vez por outra - as boas e ruins experiências não podem extinguir o que tua capacidade criativa produz com os traços das tuas mãos."


07/02/2024

Lista de pregações que fiz e que estão disponíveis no YouTube

Lista de pregações que fiz que estão disponíveis no YouTube.

Acesse no link: https://youtube.com/playlist?list=PLiYo9ILRQsYtn4FOSdO3JsdIhSK8b4E98&si=ZmQLH9Kc5ouJPYWq


 
O atentado de Eúde contra o rei Eglom
Juízes 3: 12 a 31 


A fuga de Davi
1 Samuel, 21 e 22


O adultério de Davi com Bate Seba
2 Samuel 11: 1 a 27


Absalão conspira contra Davi
2 Samuel 15: 1 a 18


Davi instrui a Salomão e morre
1 Reis 2: 1 a 12


A profecia de Aías contra Jeroboão
1 Reis 14: 1 a 20


Elias e a providência de Deus
1 Reis 17


Eliseu faz flutuar um machado
2 Reis 6: 1 a 7


Jesus o pão da vida
João 6: 22 a 71


O reinado de Jeoacaz
2 Reis 13: 1 a 9


Um menino nos nasceu
Isaías 9: 1 a 7


Em tudo dai graças  (apenas áudio)
1 Tessalonicenses 5: 18
Pregação feita em festa de Ação de Graças



A oração sacerdotal de Jesus (apenas áudio)
João 17
Pregação feita na Igreja Batista Reformada



O Evangelho sendo proclamado 700 anos antes de Jesus vir ao mundo
Isaías 55  (apenas áudio)
Equipe de visitas com missionário Francisco



O vale dos ossos secos (apenas áudio)
Ezequiel 37
Equipe de visitas com missionário Francisco



Castelo Forte é o nosso Deus.


Veja também - lista de pregações feitas na Capelania Evangélica do Hospital São Paulo:

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/03/pregacoes-no-culto-da-capelania.html


Pregações feitas na Congregação de Guararema:

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/03/pregacoes-na-igreja-presbiteriana.html


30/01/2024

Temendo o mundo.

 


Temendo o mundo.

"Digo-vos, amigos meus: Não temais os que matam o corpo, e depois disso nada mais podem fazer.
Mas eu vos mostrarei a quem é que deveis temer; temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno; sim, digo, a esse temei.

Quando, pois, vos levarem às sinagogas, aos magistrados e às autoridades, não estejais solícitos de como ou do que haveis de responder, nem do que haveis de dizer."
(Lucas, 12: 4, 5 e 11)

Um famoso congresso cristão no nordeste do Brasil teria dentre os seus preletores um pregador que é odiado por progressistas por causa da sua teologia fiel - isso porque na carta do Apóstolo Paulo a Filemon, o Apóstolo intercede por Onésimo para ser aceito novamente como servo do seu senhor num texto neotestamentário que não toma partido na causa da escravidão - isso porque o Evangelho visa a salvação do homem para um Reino vindouro e não visa uma redenção social, nem a restauração deste mundo como desejam os progressistas, um ensino simples e evidente reafirmado pelo preletor detestado, um escândalo para quem faz "teologia" social em lugar de teologia bíblica. 

Em pouco tempo a horda de progressistas arregimentou um exército barulhento nas redes sociais e ameaçaram transtornar o evento caso esse pregador participasse dele. Diante disso a direção do evento temeu pelas possíveis consequências e cedeu às pressões, cancelando a participação do preletor indesejado pelos progressistas - isso foi uma vitória deles!

Agora, "empodeirados", eles poderão refazer as mesmas pressões quando quiserem se qualquer preletor for contra quaisquer pautas progressistas. O cara tem posicionamento contra a causa LGBT+? Cancelem esse evento homofóbico ou quebraremos tudo! Não terão pastoras dentre os palestrantes? Cancelem, é misoginia! Não terão palestrantes representantes de outras crenças? Cancelem por intolerância religiosa! Falem somente o que queremos ou incendiaremos tudo!

Diante da concessão feita, agora a militância está mais empoderada. Está como o "Zé Pequeno", do filme "Cidade de Deus", que, no avanço dos seus domínios intimidava os outros "donos de bocas" dizendo "quem disse que a boca é tua, mané?" ou, aplicado ao contexto do congresso, os ímpios estão se impondo soberbamente e já estão decidindo quem pode e o que deve ser dito num congresso cristão - e se eles se sentirem um pouco mais encorajados, e isso pode ser questão de tempo, poderão dar outros passos para impor as mesmas ingerências às igrejas e aos seus cultos: "vocês não têm direito de falar em pecado, isso é discurso de ódio!"

Tem outro filme (muito ruim) cujo título soa como princípio que deveríamos considerar: "Retroceder nunca, render-se jamais!". Em questões de fé e de prática onde a verdade de Deus é evidente nós jamais deveríamos recuar. Nós estamos em guerra espiritual e não podemos ceder diante das ameaças do inimigo. Suas investidas não cessarão.

Essas demonstrações de temor diante das pressões do mundo não são vistas apenas em congressos cristãos ou nas mídias e nas redes sociais, mas também são amplamente vistas em outras esferas da vida pública, nas atitudes dos cristãos de se omitirem e de se esconderem diante dos mais variados avanços da iniqüidade. Lá na empresa foi adotada uma política de promoção da causa LGBT+ e os cristãos ficaram caladinhos por medo de sofrerem sanções e de perderem seus empregos. Agora a onda é promover as causas identitárias, os empoderamentos e o aborto tem sido tratado como se fosse uma causa justa, e os cristãos da empresa, da faculdade ou de qualquer outra coisa fingem que não vêem ou que não tem nenhum problema em pecados serem celebrados como bandeiras que nossos atuais contextos defendem.

Não percebem que é exatamente esse o princípio da "marca da besta" de Apocalipse 13: 16 - 18, o de ter em sua testa (consciência) e na sua mão (trabalho) o domínio de um sistema regulador anticristão que lhe permita comprar e vender sob a autoridade do pecado agindo no mundo a quem você é subserviente? São muitos os cristãos que têm vendido sua atuação como testemunhas da verdade do Senhor pelas benesses do sistema de um mundo caído e condenado.

"Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.
Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não vem do Pai, mas sim do mundo.
Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus, permanece para sempre."
(1 João, 2: 15 - 17)

Esqueceram?

Ceder aos inimigos não é próprio à fé. Omitir-se não é opção dada aos cristãos.

Leia sobre isso neste link:

"Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; nem os que acendem uma candeia a colocam debaixo do alqueire, mas no velador, e assim ilumina a todos que estão na casa." (Mateus, 5: 14, 15)

Se os ímpios estão se organizando para nos atacar, que venham. Nós os confrontaremos com a pregação do Evangelho. Nisso teremos oportunidades para dar maior testemunho do nosso Senhor. A fé implica em sofrer por seus valores, como ensinou e predisse o Senhor Jesus, o autor e consumador da fé:

"Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguiram e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa.
Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós."
(Mateus, 5: 10 - 12)

Fonte:

18/11/2023

A obra do Senhor Jesus Cristo


Pregação feita no culto da Capelania Evangélica do Hospital São Paulo no dia 18 de novembro de 2023 baseada no texto do Evangelho de João, partes dos capítulos 2 e 3, em que o Senhor Jesus expulsa os vendilhões do templo de Jerusalém, demonstra não confiar nas multidões dos seus seguidores, fala para Nicodemus da necessidade de um novo nascimento para que as pessoas possam entrar no Reino de Deus e mostra o que Deus fez, como ato do seu amor, para que as pessoas pudessem ser reconciliadas com Deus, serem salvas.

Trecho do momento de louvores durante o culto da Capelania.

07/11/2023

Um efeito provável colateral da guerra.


Um efeito provável colateral da guerra. 

As crescentes manifestações contrárias às necessárias reações de Israel contra a organização terrorista do Hamás que usa, covardemente, os palestinos de Gaza como escudo, ainda poderão se desdobrar num crescente interesse, ainda que superficial, desses manifestantes pela religião islâmica.

A simpatia dos manifestantes de todo o mundo pelos palestinos e por sua causa ainda será revertida, em grande parte, por simpatia à sua religião como contraponto a tudo o que Israel e o judaísmo representam. O crescente antissemitismo poderá incluir as religiões desses povos e isso inevitavelmente traria consequências como as perseguições às fés judaica e cristã.

Somado a isso está o fato de que o islamismo está em crescimento por todo o mundo, especialmente nas partes onde existe o "pós-cristianismo", nos países em que outrora predominava a fé cristã, mas que há algumas gerações apostataram em modos de vida puramente materialista e secularizada, pois trocaram a fé pela prosperidade material e reduziram o cristianismo apenas às questões históricas e culturais. Mas, nesses países pós-cristãos agora se vê um crescente interesse pelo retorno às espiritualidades, mas não à fé cristã, e sim aos paganismos antigos das suas religiões originárias e também ao islamismo.

Receio que essa guerra fortalecerá o islamismo por todo o mundo e contribuirá para um aumento significativo de convertidos ao falso deus maometano e ainda fortalecerá os diversos grupos terroristas muçulmanos.

A igreja do Senhor está diante de um estreitamento nos seus caminhos e de severas provações e tribulações no breve porvir. E grande parte da atual geração de crentes não está suficientemente embasada no Senhor para resistir às tempestades que se desenham. Alguns pregadores têm afirmado que essa é a mais fraca geração de crentes na história da igreja, onde predominam a ignorância acerca das verdades de Deus, os egocentrismos, o materialismo e um exercício de fé bastante interesseiro e meramente sentimental. A apostasia poderá ser muito grande.

Quanto aos crentes fiéis, nós somos e seremos ainda mais odiados por todos os que querem celebrar pecados, porque ostentamos diante deles o Evangelho e as suas exigências de arrependimento e de fé. Nós mostramos as podridões do mundo e oferecemos a única cura possível, uma cura que muitos detestam, Cristo. Seremos odiados porque nós e a nossa mensagem estarão evidentes e nos quererão calar. Somos e seremos odiados pelos praticantes das religiões idólatras e pagãs que odeiam a verdade, a santidade e o senhorio exclusivo do Senhor Jesus Cristo; e por todos os que querem transtornar a justiça e impor injustiças; e por todos os que querem perverter o gênero humano, mudando homens, mulheres e crianças em coisas que não são; e por todos os inimigos infiltrados nas igrejas que foram semeados por Satanás para nos enfraquecer, nos calar, nos distrair e tentar nos tirar do trilho da fidelidade ao Senhor; e por todos os que desejam ofender ao Senhor Deus agredindo a sua Igreja.

"Não temas o que hás de padecer. Eis que o Diabo está para lançar alguns de vós na prisão, para que sejais provados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida."

(Apocalipse, 2: 10)

07/08/2023

O Evangelho


Deus se faz conhecer através da mensagem proclamada da vida e da obra do Senhor Jesus Cristo.

O Evangelho não é apenas racional. Ele é um conhecimento racional e comunicável racionalmente (doutrina) mas é, também, místico, pois os seus efeitos não estão limitados ao intelecto de quem o comunica ou recebe.

"O Evangelho é o poder de Deus para a salvação do que crê" - Romanos 1: 16.

E como se manifesta esse poder?

De duas formas, 1) na história e 2) nos seus efeitos.

A manifestação histórica é o Evangelho quando ocorreu, e por Evangelho entende-se o fato mais importante em toda a história: a vinda do Messias, a encarnação do Filho de Deus, um ato sublime e milagroso, pois o Senhor, mesmo sendo Deus, o Criador revestido de glória e de majestade, esvaziou-se de si mesmo e fez de si um verdadeiro homem, tendo nascido de uma jovem virgem para ensinar às pessoas as verdades sobre Deus e sobre elas mesmas, e para resolver um problema que nós não podíamos resolver, o mal do pecado que a todos aprisiona com suas sentenças de morte, tendo o Senhor Jesus servido como o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo, dos seus eleitos, ao oferecer-se em sacrifício de si mesmo no holocausto da cruz para pagar com os seus sofrimentos e com a sua morte pelos nossos pecados numa morte substitutiva, quando tomou sobre si as culpas dos nossos pecados e nos atribuiu a sua perfeita justiça. Por isso somos perdoados por Deus, justificados pela fé e regenerados para uma vida santificada e eterna com o Senhor. E, depois de ter morrido, o Senhor Jesus, o Santo de Deus, ressuscitou dos mortos vencendo a morte, e o pecado, e o inferno e reassumiu a Majestade ao lado do Pai de onde reina sobre todas as coisas e intercede pelos seus. E essa ressurreição para as glórias de uma vida eterna com o Senhor também acontecerá com os verdadeiros crentes, enquanto que os incrédulos, os que têm o Evangelho como loucura indigna de fé, esses receberão as justas condenações por perseverarem nos seus pecados - muito embora a pregação do Evangelho persistentemente os conclame ao arrependimento de pecados e à fé, sendo oferecidas a todos as misericórdias de Deus e a Graça da sua salvação.

Deus manifesta o seu poder pela sua palavra. Ele deu ordens e todas as coisas vieram a existir simplesmente porque Ele assim o disse. Deus é o criador e sustentador de todas as coisas através do poder da sua palavra. Ele nos deu a sua Lei e nos guia pela instrução da sua palavra. E foi pela palavra que a salvação foi anunciada na promessa do Messias. E então a Palavra se cumpriu, o Senhor Jesus Cristo já veio, a palavra de Deus, o Verbo, encarnou-se. O Evangelho é, então, a mesma palavra que tem em si o poder de criar todas as coisas existentes, mas essa palavra com todo o seu poder é a pessoa do Senhor Jesus que esteve entre nós. NEle vemos e conhecemos a Deus, nEle somos alcançados pelo seu poder de nos refazer em novas criaturas para o seu louvor. 

Este é o poder do Evangelho na sua manifestação histórica, pois nada pode ser mais sublime e poderoso do que a encarnação do próprio Deus Todo-Poderoso, na pessoa do Senhor Jesus Cristo, o Criador dos céus e da Terra, para agir na história e salvar pecadores. O ato mais poderoso de Deus em toda a história foi a vida e a obra do Senhor Jesus neste mundo.

E a segunda manifestação do poder do Evangelho é na sua proclamação. A mensagem do Evangelho tem em si mesma o poder sobrenatural de Deus. Não se trata de mero conhecimento comunicado numa atividade apenas racional. Ninguém é iluminado pela luz apenas com as descrições do que é uma luz. Ninguém mata a sua sede com descrições da água. Ninguém tem a fome saciada com explicações sobre a comida. Alguém só é iluminado quando é exposto ao poder da luz, alguém só tem sua sede ou fome saciados quando bebe ou come. Assim é o poder do Evangelho pregado: nós anunciamos a boa-nova de que Cristo veio e o que Ele fez, mas essa mensagem é carregada do poder de Deus de outorgar mesmo ao pior dos ouvintes, ao pior dos pecadores, os efeitos da obra do Senhor. Acatar como verdade uma história tão incomum e crer de todo o coração em alguém que esteve neste mundo há 2 mil anos, e por causa dessas verdades ter o seu interior e consciência mudados, resultando numa nova disposição de vida em devoção obediente ao Senhor - eis o poder do Evangelho se manifestando em seus efeitos naquele que crê! E tais efeitos não são apenas um resultado do intelecto, mas é místico, um poder sobrenatural e transcendente do próprio Deus comunicando Graça, concedendo fé, perdoando pecados, santificando e salvando a quem Ele ama, um amor sublime evidenciado na eficácia do Evangelho em redimir pecadores para fazer deles filhos do próprio Deus através dos atos do Senhor Jesus Cristo.


Evangelização:

23/06/2023

O caminho da fé

O fé cristã não é e nunca foi para você se sentir bem e realizado neste mundo decadente. Ela não existe para validar teus desejos e fomentar projetos pessoais.

A fé cristã, a boa-nova do Evangelho é exigente e o seu requisito é o arrependimento de pecados - e pecado é todo tipo de rebelião contra a Lei de Deus. Nós não inventamos o que é pecado, é Deus, o Senhor quem definiu o que e certo ou errado, o que lhe agrada ou ofende. E o Evangelho exige, também, a fé, crer e confiar de todo o coração na vida e na obra salvífica do Senhor Jesus Cristo, o Deus-encarnado que esteve entre nós para nos apontar o caminho e morrer na cruz por pecadores para salvá-los da ira vindoura concedendo-lhes Graça e perdão pelos seus pecados. 

Seguir nos caminhos do Senhor rumo à eternidade com Deus é uma trilha apertada de constante auto-mortificação, uma jornada de muitas renúncias, de auto-negação visando não as satisfações da carne, do ego, dos impulsos do pecado, mas lutando a cada instante pela nossa sujeição aos santos preceitos de Deus conforme ensinados e exigidos na sua Palavra. E assim, conforme caminhamos, vamos sendo cada vez mais conformados aos santos preceitos de Deus e nos assemelhando mais e mais com o Senhor Jesus Cristo, e esse é o processo de santificação sem o qual ninguém verá ao Senhor e que é exigido de todo discípulo verdadeiro de Cristo.

Para essa jornada, muitos são chamados, mas poucos são escolhidos.

Mas a porta está aberta. Venha!

24/01/2023

Facilidades não ajudam a forjar homens de valor.


Facilidades não ajudam a forjar homens de valor.

Personagens importantes da história do cristianismo não tiveram ao seu dispor recursos como as descobertas arqueológicas mais recentes que comprovam a veracidade histórica de fatos bíblicos; não tinham ao seu dispor viagens às terras bíblicas para testemunharem os locais onde suas histórias ocorreram; não tinham ao seu dispor um grande número de editoras, de livros, de publicações e de congressos que tratam de teologia e não tinham ao seu dispor as facilidades da internet com seu arsenal de vasto conteúdo e suas janelas abertas para todo o mundo; mas, muito diferente dessa geração em que predominam os raquíticos espirituais, eles serviram ao Senhor com coragem e fidelidade desbravando mundos desconhecidos, enfrentando hereges e pagãos e colocando suas vidas em risco simplesmente porque as Escrituras lhes eram o suficiente para depositarem nos seus ensinos e nas suas exigências toda a fé que dispunham até a última gota das suas consagradas existências.

As facilidades do tempo presente não têm cooperado para o desenvolvimento consistente de uma fé que vá além das aparências meramente superficiais e imediatistas.