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14/04/2025

É possível um crente desviar-se e apostatar da fé?



É possível um crente desviar-se e apostatar da fé?

Sim, é possível.

É possível um salvo perder a salvação?

Não, não é possível. 

Um verdadeiro salvo jamais perde a fé, muito embora a sua fé seja provada e oscile, pois a salvação é ato irrevogável de Deus e a verdadeira fé é evidência da sua Graça salvadora em contraste com a fé não perseverante que é evidência da vontade humana de abrigar-se em qualquer coisa ou ideia que lhe pareça, de alguma forma, vantajosa. 

Ou seja, a verdadeira fé é um dom de Deus que nos leva irresistivelmente à aproximação verdadeira dEle, e que nos sujeita e amolda a Ele, e que é aperfeiçoada num caminho de aprendizado, de provações e de necessária e evidente santificação, enquanto que as expressões de fé que partem da vontade humana levam as pessoas a idealizarem seus deuses e ídolos conforme suas aspirações pecaminosas querem, e que evidenciam incompatibilidade com o Deus Santo e verdadeiro plenamente revelado na pessoa e na obra do Senhor Jesus. Por isso todos os idólatras (e isso inclui os manipuladores das religiões) odeiam e repelem ao Senhor Jesus e é por isso que falsos crentes não perseveram no caminho estreito da verdade que conduz à vida, esse é o motivo dos religiosos contemporâneos do Senhor o terem matado, e é o motivo dos falsos profetas costumarem ter bom êxito dentro e fora da cristandade e é por isso que as falsas religiões e o ateísmo prosperam, pois o homem natural caído e escravo do pecado, e da idolatria, odeia ao Senhor, à sua santidade e à sua Lei e, como diz o Salmo 2, conspira contra o Senhor.

O caminho da verdadeira fé no Senhor Jesus Cristo só pode ser trilhado até o fim pelos verdadeiros salvos, os eleitos de Deus para a salvação e para as glórias do porvir, e isso é obra da Graça de Deus, não nossa, sendo a fé verdadeira o meio pelo qual essa Graça poderosa nos é imposta, nos transforma e nos atrai em sujeição a Deus nos padrões da sua Palavra.

05/04/2025

03/09/2023

Imperfeição e devoção

 

Imperfeição e devoção 

Não está em nós nenhuma capacidade de cumprir com qualquer ação verdadeiramente cristã em sua plenitude, ainda que toda ação ou virtude cristã sejam óbvias para qualquer pessoa.

Não somos capazes de amar, nem a Deus, nem ao próximo como a Bíblia requer;

Não somos capazes de perdoar como Deus exige;

Não somos capazes de ter fé inabalável, nem de sustentar nossas esperanças em todo o tempo, nem de orar a Deus como deveríamos, nem de adorá-lo adequadamente;

Não conseguimos sustentar o nosso testemunho cristão em todo o tempo, nem somos misericordiosos sempre, não somos inteiramente piedosos, nem fiéis e por vezes nem verdadeiros.

Ainda somos fracos, miseráveis e imperfeitos. Somos pecadores em santificação. Nós, que cremos, fomos agraciados pelo poder salvador do Evangelho, mas ainda estamos em luta com nossas imperfeições numa caminhada repleta de altos e baixos para as glórias do porvir.

Jesus é a nossa força e é o poder também em toda a nossa devoção.

E nessa caminhada o Senhor Jesus é tanto o nosso Salvador como o nosso Sustentador e Guia. Ele é a perfeição que cobre nossas imperfeições.

Jesus é nossa justiça, nele estão as virtudes que não temos plenamente. NEle está o perdão pleno que nos é impossível. Ele é a segurança da fé, a rocha eterna onde temos alicerce. Quando nossos corações e consciências falham, Ele permanece. Ele é a certeza quando as esperanças estão por um fio. Ele é o nosso intercessor persistente mesmo quando nossas orações estão cessando. Ele nos assiste perante Deus Pai e o serve perfeitamente, de forma plena e suficiente e nos cobre em todas as todas as nossas imperfeições. Suas virtudes preenchem as falhas constantes das nossas pretensas virtudes, nossas imperfeições são cobertas pelas perfeições do Senhor.

Nele nosso fraco perdão aos outros torna-se perdão verdadeiro. Nele nossas devoções sempre maculadas pelas nossas imperfeições são corrigidas, aperfeiçoadas e potencializadas. Nossos pequenos atos, sempre falhos, alcançam a plenitude. Nosso apático amor por Deus e pelas pessoas torna-se real. Nossa fé relutante é inabalável. Nossa esperança é firme. 

Mas nada disso nos é intrínseco. As misérias do nosso pecado maculam qualquer virtude. Mas em Cristo todas tornam-se eficazes, apesar de nós, porque Ele se impõe e prevalece sobre nós. Ele age em nós e através de nós.

E assim, apesar de ainda sermos pecadores e de termos nossas misérias expostas, o Senhor Jesus é visto e atua eficazmente nos seus servos. 

"Cristo é tudo, e em todos."

(Colossenses 3: 11)

"Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente."

(Romanos 11: 36)

Pecadores falando de coisas santas https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/04/pecadores-falando-de-coisas-santas.html

22/06/2022

Todo bem que fazemos são interferências de Deus em nós



Da mesma maneira como as árvores só podem frutificar em conformidade com a sua natureza, as pessoas só podem fazer, por si mesmas, o que a sua natureza está condicionada a fazer.

O que se pode esperar de um ímpio, senão, que ele pratique impiedade? - a não ser que uma força maior do que ele interfira no que ele é...

Esperar ações diferentes da natureza do coração é tolice. Somente dos corações regenerados pela Graça do Evangelho de Cristo deve-se esperar verdadeira piedade, e isso é um bem operado graciosamente por Deus ao transformar a natureza má de alguém para passar a agir conforme uma natureza nova e santificada, capacitando-a a ser imitadora do Senhor Jesus Cristo. Todo o resto, os não remidos por Cristo, ainda vivem conforme a velha natureza caída, e quando fazem algum bem, coisa abundante, esse bem é uma intervenção da graça comum de Deus refreando o mal potencial dos homens e fazendo com que produzam coisas boas. É por meio dessa graça que Deus age nas pessoas e através delas, quer creiamos ou não, para sustentar e conduzir a criação e a história conforme seus propósitos soberanos.

Se uma mãe ama seu filho, se um médico trata doentes, se um professor instrui alunos, se um cientista desenvolve conhecimentos, se um engenheiro projeta moradias, se algum artista produz belas artes ou um compositor faz belas canções, tudo isso, sem excessão, é obra da graça comum de Deus sustentando e conduzindo a sua criação pois, se a humanidade em pecado fosse deixada para agir apenas por si mesma ela produziria apenas os frutos horríveis condizentes com a sua natureza degenerada e perversa.

Vê Hitler ou qualquer caso de pessoa destacadamente perversa? Essencialmente esses não são muito diferentes de qualquer um de nós, caso Deus não interferisse no nosso mal potencial ou não nos tivesse remido. Quando Deus diminui a porção da sua graça operando em nós sobra apenas o livre potencial do pecado e sua monstruosidade, e é isso que acontece quando as pessoas se entregam ao pecado, elas se afundam nos seus males em rebelião contra Deus e repelem a sua graça.

Por isso a ordem ao arrependimento de pecados, e não a aceitação, nem a celebração, é tão necessária.