Em 2013 uma revista fez uma matéria sobre "O Rei do Camarote" que virou meme.
02/04/2025
A futilidade da vida instagramável
21/03/2025
O descanso do crente
Não há opções aos discípulos do Senhor Jesus senão as de perseverar e de ser fiel até o fim.
Nessa trajetória, a que o próprio Senhor Jesus chamou de "caminho estreito e porta apertada" muitas circunstâncias, incluindo pessoas, conspirarão para a queda do crente no Senhor, mas todas elas, no fim das contas, estão sendo somadas ao fato de que todas as coisas, boas ou más, cooperam juntamente para o bem daqueles que (1) amam ao Senhor e que (2) foram chamados segundo os propósitos estabelecidos pelo próprio Deus - e qual é o propósito central e determinante de tudo? A glória de Deus que com todos os remidos será compartilhada no porvir.
Amar ao Senhor, e isso significa submeter-se à sua Lei, é evidência do chamamento de Deus, da sua eleição imposta aos remidos pelo sangue de Cristo, e isso porque só podemos amar ao Senhor se Ele nos amar primeiro, e quem ama ao Senhor guarda os seus mandamentos. Portanto a verdadeira relação do crente com Deus é comprovada na relação do homem com a Palavra de Deus e o nosso grande desafio de vida neste mundo é de manter-se fiel e praticante do Evangelho e, através dele, guardar a Lei de Deus - ou seja, crer no Evangelho traz uma série de desdobramentos na forma como o crente vive para Deus na sua família, na igreja, no trabalho e em todas as áreas da sua vida, agora como um embaixador do Reino de Deus neste mundo.
Afinidade com a Palavra de Deus é identificação e semelhança com Cristo - e essa é a ordenada santificação dos crentes, porque ser santo é ser um imitador de Jesus, e esse é um desafio de vida necessariamente marcado por muitas provações de fé em que somente os eleitos de Deus resistem em fidelidade crescente até o fim de suas vidas - ocasião em que os portais das glórias da eternidade se abrem para vivermos a insondável felicidade de desfrutarmos da presença e do senhorio triunfante do Senhor Jesus glorificado para todo o sempre - eis, enfim, o nosso descanso!
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Desvios, não apenas individuais, mas coletivos e institucionais.
Infelizmente, grande parte das igrejas evangélicas está enveredando por desvios já sedimentados no velho catolicismo: a invenção de crenças e de rituais, a relativização da Palavra de Deus, o culto às personalidades, a mistificação e sincretização da fé e da espiritualidade e a devoção exacerbada às instituições humanas.
Num ano recente eu tive o desprazer de testemunhar um "pastor reformado" conduzindo uma série de mensagens no período da "quaresma" em preparação para a "páscoa". Reformado? Não, um amálgama sincrético. Não existe "quaresma" realmente cristã, nem páscoa senão a Ceia do Senhor.
Se for considerado como "cristão" toda a diversidade de tradições e de crenças que existiu sob a suposta fé no Senhor Jesus, nós reconheceríamos como expressões legítimas de fé todas as heterodoxias, os desvios, as corrupções doutrinárias, as seduções do pai da mentira, as fés derivadas dos apócrifos, os gnósticos, os judaizantes, o arianismo, o catolicismo romano, o liberalismo teológico, o mormonismo, as testemunhas de Jeová, o adventismo do 7° dia, o feminismo, o evangelho socialista da libertação, o neopentecostalismo, etc - mas em seu tempo todos os Apóstolos combateram esses recorrentes, multiformes e persistentes desvios como obras do Diabo que tentam enfraquecer e perverter os crentes.
Ou seja, os desvios da fé são desvios da fé! Não há verdade nem eficácia quanto à obra de Cristo em seus enganos e corrupções.
A ordem aos crentes é a da fidelidade ao Senhor, e isso é praticado a partir da fidelidade doutrinária ao que ensinam as Escrituras, a verdade imutável da Palavra de Deus que deve ser ensinada, crida e praticada como tradição e autoridade recebida pelos Apóstolos do próprio Senhor Jesus e que deve ser transmitida sem adulterações à sua igreja de discípulos de geração a geração.
22/10/2024
Deus nos atribui grandiosíssimo valor
Nesta longa estrada da vida...
A Bíblia usa diversas figuras para descrever a vida: um sopro, erva do campo, um grão de areia...
Diante da grandiosidade de todo o universo e da infinitude do tempo nós somos muito pequenos e limitados, o nosso tempo por aqui nesta vida é ínfimo e as nossas realizações variam de grandeza e importância se compararmos o que as pessoas fazem entre si, mas sempre serão minúsculas se comparadas à grandeza do que Deus, o Criador e sustentador do universo, fez e faz.
E é Deus, o soberano e Todo-Poderoso que é muitíssimo distinto de nós, tanto em grandeza como em poder, em infinitude e santidade, que apesar da nossa pequenez nos atribui grandiosíssimo valor na medida em que nos fez à sua imagem e semelhança e, mesmo com a nossa degeneração pelo pecado nos amou, mandando o seu Filho Santo e amado, Jesus, para vir ao mundo, fazendo de si mesmo um de nós em nossa humanidade para dar a sua própria vida pela nossa para redimir a muitos da condenação do pecado e nos elevarmos à digníssima e graciosa condição de sermos, também, filhos de Deus.
Não existe dignidade maior que algo tão efêmero possa receber quanto o amor de Deus que foi evidenciado na vida e na obra do Senhor Jesus Cristo em nos salvar da maldição do pecado e nos conceder a graça do perdão e da vida eterna como participantes da sua glória na presença do, agora, nosso Deus e Pai.
Volte-se para o Senhor Jesus, Ele é a ressurreição e a vida, a nossa verdadeira esperança e refúgio salvador. É nele que encontramos o amor de Deus. Todos somos como crianças feridas e cansadas que são recebidas pelos seus braços.
"Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas?"
Mateus, 6: 26
"Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas."
Mateus, 11: 28, 29
Veja também:
Quem ensinou aos pássaros?
https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/12/quem-ensinou-aos-passaros-dependerem.html
15/06/2014
Algumas reflexões sobre o amor cristão
O amor é como a fome e é semelhante à sede, quem experimenta essas coisas não pode ficar inerte pois essas sensações precisam ser saciadas.
O amor é o desejo resultante em ações que buscam a felicidade do outro; é uma necessidade que nos faz usar de esforços e sacrifícios pelo bem concretizado na vida de outra pessoa; é a virtude em sua manifestação máxima para a dignidade e manutenção da vida.
A melhor definição de amor foi o ato divino diante da completa imersão no pecado da sua criatura humana. Por causa do seu amor por nós Deus enviou seu filho Jesus a este mundo, à nossa semelhança, para nos mostrar o caminho da verdade e da vida e para nos salvar dos nossos pecados pagando por eles com sua própria condenação à morte na cruz.
Outra evidência do poder do amor que foi revelado em Cristo é que o verdadeiro amor nunca acaba, sempre vence triunfante, assim como Cristo venceu a morte e triunfou do que era para ser a nossa condenação ao ressuscitar. É por amor que Ele fez tudo o que era necessário para nos salvar.
Deus nos ama e nos quer para si e a fé no filho de Deus é a única resposta possível que podemos dar ao seu chamado de amor e de vida.
"E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento.
E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas." (Mateus 22:37-40)
Resistimos ao amor de Deus quando o ignoramos, quando dedicamos maior zelo às coisas mundanas do que à sua glória; quando deturpamos a compreensão da sua graça fazendo com que pareça ser similar aos mesquinhos valores mundanos, quando rebaixamos a grandeza do seu amor ou da sua justiça ou quando nos elevamos a graus indevidos como se isso pudesse minimizar ou relativizar a grandeza e a importância do Criador.
O desamor por Deus é irmão gêmeo da mentira, pois só pode ser justificado com as mais desonestas maneiras de subversão da verdade a fim de que pensemos equivocadamente que de Deus não precisamos ou que não é necessário tributar-lhe a devida honra. Esse desamor só existe com o auto-engano que alimentamos em quase tudo o que fazemos e que coloca nos altares dos nossos corações qualquer ídolo caricato e inútil que inventamos para nos satisfazer, sejam nossos próprios interesses ou sonhos, sejam coisas materiais, valores ocos e manipuláveis ou até a própria subversão na compreensão do ser de Deus com a posição extremada de alguns de negá-lo.
E como conseqüência do desamor por Deus, de não atentarmos para a grandeza do seu ser e nos submetermos agradecidos em adoração a Ele, nosso coração vazio da sua glória se preenche com tristes deformações da verdade e ficamos incapacitados de amar as outras pessoas como deveríamos amar (e deveríamos porque é mandamento divino e esse mandamento ficou marcado na nossa alma). Na nossa incapacidade de amar verdadeiramente, tratamos as pessoas como bens, como coisas, como objetos que podem ser descartados e esse desamor, de forma coletiva, é a causa principal das injustiças que assolam as pessoas em todo o mundo.
O irmão gêmeo do nosso desamor pelas pessoas é nossa avareza, é nosso insaciável desejo de auto-realização, de auto-satisfação, é o desejo intermitente de sermos celebrados, reconhecidos, cultuados e, paradoxalmente, de sermos amados. O desejo por ser amado de forma distorcida é uma evidência da nossa triste incapacidade de amar, porque se amássemos de verdade nós estaríamos satisfeitos, seríamos felizes de verdade e não mendicaríamos amor ou atenção dos outros - já estaríamos muito bem-resolvidos.
Nós fomos criados para amar (a Deus a ao nosso próximo) e amar é servir, é repartir, é doar, amar é encontrar integralmente o nosso lugar seguro, nossa missão, nossa realização existencial que só pode ser concretizada com o amor dedicado a Deus em primeiro lugar e ao nosso semelhante como uma conseqüência real e inegável do poder transformador desse amor.
Se alguém diz que ama a Deus mas não é capaz de amar ao seu próprio, saiba, você não ama a Deus. E se alguém trata ao seu próximo como coisa, como objeto útil, mas descartável, saiba, você está completamente perdido num estado miserável de existência e o único remédio para essa forma miserável de vida é encontrar o seu amor fundamental na pessoa de Jesus Cristo.
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (João 3:16)
Quando a igreja se deixa dominar pela apatia ou por ensinos e práticas estranhas ao Evangelho, então o mundo perde de vista o seu referencial da verdade e é mergulhado mais fundo nas trevas do engano e do pecado.
Em contrapartida quando a igreja assume seu papel de anunciadora do Evangelho, pregado o amor de Deus com suas palavras e com suas ações de misericórdia e de justiça (e não pode dissociar essas duas formas de proclamação - pregação e ação), então o mundo vê um poderoso referencial da Graça de Deus agindo nas pessoas e apontando para o caminho da vida.
...e se o nosso mundo contemporâneo está ruindo, abraçando o pecado como norma e relativizando a verdade, conclui-se que a igreja contemporânea é um luzeiro quase apagado que precisa ser (re) aceso...
"Vós sois a luz do mundo"
"Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus." (Mateus 5:14 e 16)
Na verdade muitos buscam, apenas, se proteger do campo de trabalho e de guerras neste mundo de ilusões e desejam viver uma vida regalada supondo que Deus se satisfaz com músicas sentimentais nos cultos de domingo, com dízimos e com uma vida relativamente moral. O cristão idealizado por muitos hoje em dia é um ser mediano, uma criatura apática e inexpressiva, mero cumpridor de rituais e de algumas regras, mas completamente incapaz de ser agente de salvação num mundo conturbado e vil. Essa caricatura de um cristão é alguém que está indisposto a amar ao seu próximo como a si mesmo, é alguém que estrutura sua fé no medo e que possui um tipo de fé infantilizada, mas bastante teorizada.
Temos medo de interagir com outras comunidades cristãs para sermos de fato um só corpo em Cristo e uma única (multiforme) e universal igreja visando o Reino de Deus (João 17: 22) por medo de que interfiram em nosso modo de ser, por medo de que influenciem nossa doutrina e por medo de termos nossas tradições mudadas. Certamente haveria interferência mútua nessa união, mas é preciso reconhecer que todos somos imperfeitos e que nossos irmãos cristãos nos completam e que juntos somos eficazes em nossa missão cristã e que é errado pensarmos que essa ideia de corpo refere-se apenas à igreja ou comunidade local porque nossa verdadeira unidade é global, assim como a nossa missão é global (Romanos 12: 5).
Temos medo de abrir nossas portas e corações aos estranhos porque temos medo de que eles nos prejudiquem, temos medo de compartilhar, temos medo de perder o que temos e temos medo de colocar em jogo o nosso bem-estar e segurança (Mateus 5: 44). Mas é justamente para isso que fomos chamados: para dar, alimentar, cuidar, servir, amar e se for preciso perder! (Mateus 5)
Temos medo de sermos igreja exercendo sua missão no lugar correto: no mundo, também dentro, mas principalmente fora dos nossos muros (João 17: 18), onde há carência da Graça de Deus, do anúncio e manifestação do seu amor e do milagre do seu perdão restaurador. Mas ao invés disso nos encastelamos em prédios feitos por mãos humanas e lhes damos os equivocados nomes de igrejas e templos, para inventarmos ali ministérios, ocupações e missões como se Deus quisesse apenas que lhe ofereçamos nossos cultos nos domingos... temos medo de acatar às ordens do Senhor e por causa do nosso medo as relativizamos e as interpretamos de modo que nos proporcione paz e segurança (falsas).
Temos medo de nos abrir para o que existe lá fora porque tememos que estraguem nossas igrejas, temos medo de que influenciem mal os nossos filhos, temos medo que deturpem nossa doutrina, temos medo de confrontar nossa fé e por isso nos empenhamos em proteger essas coisas e achamos que fazendo isso estamos fazendo o bem, quando na verdade tomamos em nossas mãos o papel do verdadeiro defensor de Igreja, seu único sustentador, seu rochedo, alicerce, fundamento, guarda, criador e protetor - o próprio Deus.
Jesus fazia das colinas da Galiléia a sua congregação, ele pregava nas margens do mar e ensinava nas sinagogas (igrejas da sua época), mas também nas casas, nas festas, nas ruas e nos lugares mais improváveis Ele fazia manifestada a Graça de Deus. Em todos os lugares o Todo-Poderoso era cultuado com seus gestos e com suas palavras porque Jesus sabia, e fez questão de ensinar aos seus discípulos (dos quais fazemos parte) que nossa missão são as pessoas. São nos corações das pessoas que está a terra que devemos semear e cultivar com sua Palavra.
Por isso, quem ama de verdade não precisa ter medo, não se encastela e não se priva dos riscos de amar ao seu próximo como a si mesmo.
"No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor." (1 João 4:18)
O espírito mundano semeando desordem visando a reconstrução de uma nova sociedade alicerçada numa ideologia maligna que está sendo imposta:
1) Ocupe as escolas com ideias nocivas - Conteste valores fundamentais de forma gradual, eduque as novas gerações em ideologias revolucionárias, destrua as noções de verdade e de bem e faça os tiranos parecerem heróis e exemplos a serem seguidos. Mire furiosamente nas instituições tradicionais e as destrua (família e igreja), substituindo-as por novas, frágeis e falsas instituições.
2) Inviabilize governos - Semeie o caos, desestruture a ordem, multiplique e indefina discursos, faça com que os referenciais sejam perdidos, suborne os idealistas, plante mentiras e escândalos, crie armadilhas, compre as lideranças, estabeleça idiotas como líderes, faça dos sindicatos meros instrumentos de poder político e transforme os partidos políticos em empresas de poder e de lavagem de dinheiro. Coloque o bem comum numa escala secundária na pauta política e priorize o jogo do poder, a política pela política e pelo dinheiro. Transforme políticos em ricos mafiosos para serem desqualificados, tendo por fim a completa desqualificação da própria política e a descrença na Democracia. Na desordem fragilize a população, compre a gratidão dos pobres, manipule-os e frustre os outros grupos sociais. Faça com que todos fiquem confusos, desiludidos e desgarrados porque assim serão facilmente dominados. Abra espaço para uma nova forma de governo.
3) Idiotize a população, transforme-a num grande gado que pode ser dominado. Engane-a, faça do acesso à informação um meio de se obter muito conhecimento sobre todas as coisas, mas de forma superficial, rasa e manipulada. Plante valores que podem ser facilmente manipulados, como a corrida pela satisfação material e descartável - coisas que na verdade têm pouquíssima importância e relevância para a vida. O consumismo descartável manterá a engrenagem funcionando, sustentará o status quo, satisfará aos anseios das pessoas robotizadas e as escravizará. Elas ficarão de tal modo envolvidas, ocupadas, hipnotizadas que não se importarão com sua decadência espiritual, moral e existencial e serão subservientes.
Seria isso mera "teoria da conspiração" ou realmente caminhamos para uma redefinição da sociedade de forma previamente planejada?
(Alguns sintomas da decadência da igreja institucionalizada [e me refiro àquela que tem "zelo" doutrinário] são sua inexpressiva importância como referencial de valores e de impacto social e a dependência crescente do uso de entretenimento tanto para a realização de "evangelismos" cada vez mais parecidos com animações de buffet infantil como para manter sua frágil membresia.
Precisamos repensar nossas formas de ser igreja contemporânea, para não nos reduzirmos a ser meros clubes onde se faz palestras morais acompanhadas de músicas terapêuticas e emotivas, nem parquinhos de diversões pois essas coisas também são deturpações do Evangelho.)
6) Deus e o amor:



