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23/06/2025

Vivendo como remidos por Cristo


Pregação feita em Colossenses 1, versos 1 a 23, na Igreja Reformada de Itapira no dia 22/06/2025.

*A convite do pastor local, Rev. Allan e do Presbítero Leonel.

A exposição bíblica trata do contexto da redação da carta aos Colossenses aplicado na igreja local enfatizando o processo de santificação dos crentes e da igreja a partir da fé no Evangelho, quando ocorre a salvação de quem crê. 

A partir daí, o crente, em comunidade, progride nas assimilações da verdade de Deus que nos é revelada em sua Palavra e os velhos conceitos e hábitos formados no contexto da perdição do pecado vão dando lugar à verdade de Deus, transformando, assim, a nossa consciência e nos conformando paulatinamente à imagem do Senhor Jesus Cristo. Assim é a nossa necessária e ordenada santificação.

** Eu não concluí toda a exposição do texto lido, deixando de explicar a parte que descreve a sublimidade do Senhor Jesus Cristo porque o tempo apertou, eu me alonguei mais do que devia...


Segue abaixo o texto lido de Colossenses 1:


"¹ Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, pela vontade de Deus, e o irmão Timóteo,

² aos santos e fiéis irmãos em Cristo que estão em Colossos.

  Que a graça e a paz de Deus, nosso Pai, estejam com vocês.

³ Damos sempre graças a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, quando oramos por vocês,

⁴ desde que ouvimos da fé que vocês têm em Cristo Jesus e do amor que vocês têm por todos os santos,

⁵ por causa da esperança que está guardada para vocês nos céus. Desta esperança vocês ouviram falar anteriormente por meio da palavra da verdade do evangelho,

⁶ que chegou até vocês. Esse evangelho está produzindo fruto e crescendo em todo o mundo, assim como acontece entre vocês, desde o dia em que ouviram e entenderam a graça de Deus na verdade.

⁷ Isso vocês aprenderam de Epafras, nosso amado conservo e, em relação a vocês, fiel ministro de Cristo,

⁸ o qual também nos contou do amor que vocês têm no Espírito.

⁹ Por esta razão, também nós, desde o dia em que soubemos disso, não deixamos de orar por vocês e de pedir que transbordem do pleno conhecimento da vontade de Deus, em toda a sabedoria e entendimento espiritual.

¹⁰ Dessa maneira, poderão viver de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus.

¹¹ Assim, vocês serão fortalecidos com todo o poder, segundo a força da sua glória, em toda a perseverança e paciência, com alegria,

¹² dando graças ao Pai, que os capacitou a participar da herança dos santos na luz.

¹³ Ele nos libertou do poder das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado,

¹⁴ em quem temos a redenção, a remissão dos pecados.

¹⁵ Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação.

¹⁶ Pois nele foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele.

¹⁷ Ele é antes de todas as coisas. Nele tudo subsiste.

¹⁸ Ele é a cabeça do corpo, que é a igreja. Ele é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para ter a primazia em todas as coisas.

¹⁹ Porque Deus achou por bem que, nele, residisse toda a plenitude

²⁰ e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus.

²¹ E vocês que, no passado, eram estranhos e inimigos no entendimento pelas obras más que praticavam,

²² agora, porém, ele os reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua morte, para apresentá-los diante dele santos, inculpáveis e irrepreensíveis,

²³ se é que vocês permanecem na fé, alicerçados e firmes, não se deixando afastar da esperança do evangelho que vocês ouviram e que foi pregado a toda criatura debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, me tornei ministro. "

Colossenses 1:1-23

03/05/2025

Três marcas da verdadeira igreja e as correlações lógicas entre essas práticas.


Três marcas da verdadeira igreja e as correlações lógicas entre essas práticas.

Uma igreja verdadeiramente cristã precisa ter, necessariamente, três marcas que as identificam:

- pregação fiel da Palavra de Deus,

- correta administração dos sacramentos (batismo e santa ceia do Senhor),

- prática da disciplina eclesiástica.


Marca 1 - o tipo de pregação. 

A pregação e o ensino praticados numa igreja verdadeira é da Palavra de Deus, não as corrupções mundanas ou os conhecimentos meramente humanos. É Deus quem fala e instrui o seu povo, não os homens e suas aspirações. A verdadeira igreja é formada por pessoas que aprendem aos pés de Cristo, o seu Senhor, Redentor e Rei, sobre como viver de acordo com os padrões de Deus nesse mundo tendo a fé na verdade que do Senhor recebemos - as Escrituras - tidas como única regra de fé e de prática vistas na submissão e no cumprimento das doutrinas dos Apóstolos e nas aspirações do porvir baseadas nas promessas do Senhor. 

Se uma suposta igreja cristã dá voz a especuladores, às ciências dos homens caídos, às suas ilusões e corrupções, às inovações de modismos que alteram as doutrinas dos Apóstolos (como são praticadas essas deturpações em muitos casos), essa congregação está sendo liderada por lobos, por falsos pastores, falsos profetas e falsos mestres, sendo, portanto, uma igreja falsa e esse tipo de desvio, uma apostasia, tem sido amplamente praticado e de muitas formas, fazendo com que nas pregações e nos ensinos sejam ditas quaisquer coisas que Deus não disse, seja alterando o sentido correto dos textos bíblicos para satisfazer aos anseios dos corações decadentes das pessoas e dos desejos dos pecadores, seja deturpando os textos segundo o academicismo humanista e incrédulo da teologia liberal, ou segundo a ideologia marxista da teologia da libertação, ou dos misticismos que blasfemam do Espírito Santo que descaradamente são praticados nos contextos pentecostal e neopentecostal com seus profetismos, revelações e outros sensacionalismos, ou do baixo balcão de negócios praticados na teologia da prosperidade, e de tantos outros formatos blasfemos que se tornaram muito comuns e que formaram muitos pregadores e igrejas que compõem o confuso e herético evangelicalismo do nosso tempo.

O que define uma igreja verdadeira é, acima de tudo, a fidelidade à Palavra de Deus, onde se crê no Cristo bíblico, o verdadeiro, e não na diversidade com muitas opções de diferentes formas de cristianismos com profissões de fé vagas e heterodoxas onde cabem toda a miscelânea mística e ecumênica de muitas formas divergentes e idealizadas pelas corrupções dos homens que resultam em formas subjetivas e inventadas de falsos "Jesus cristos", que são verdadeiros ídolos que têm apenas o homônimo do Senhor, mas que são esvaziados do seu Espírito e da sua verdade, numa pluralidade perversa e idólatra em que o freguês escolhe o modelo de cristianismo que quer, afinal existem igrejas para todas as freguesias, podendo ser um modelo de "Jesus" inclusivista, um defensor das pautas progressistas, um profeta Woke, ou um justiceiro social, tem aquele que é mero modelo moral, ou um espírito evoluído que se materializou, um revolucionário incompreendido, ou o "meu chapa", um surfista, um sujeito da tribo de jah ou qualquer ideia mentirosa que as múltiplas imaginações caídas e ideológicas possam inventar numa pluralidade semelhante aos shoppings centers em que qualquer consumidor escolhe o modelo do seu sapato ou o sabor da sua pizza como o seu padrão ou vontade desejam.

O Senhor Jesus é imutável, Santo e soberano. Ele é a própria verdade, verdade que é perfeitamente expressa na sua revelação especial, a Bíblia, e o nosso dever é examiná-la humilde e servilmente para nos submetemos a ela e sermos amoldados aos seus padrões, tornando-nos gradualmente mais e mais parecidos com o Senhor que as Escrituras revelam. Somos nós que nos conformamos ao Senhor e não é Ele que se conforma às nossas projeções ou desejos. E essa é a ordem de Deus, assim é a nossa santificação: o processo de nos tornarmos parecidos com o Senhor Jesus na medida em que aprendemos e praticamos a Palavra de Deus. Nós devemos nos submeter a Ele, não o contrário.


Marca 2 - a obediência às ordenanças - a correta administração dos sacramentos. 

As igrejas verdadeiras praticam a correta administração dos sacramentos. O Senhor ordenou aos seus discípulos que preguem a sua Palavra, que espalhem o Evangelho por todo o mundo. E a pregação da verdade produzirá fé e promoverá a conversão de outras pessoas, os eleitos de Deus que também serão discípulos do Senhor e ajuntados à família da fé. A essas pessoas foram ordenados os meios de Graça que são o batismo e a Ceia do Senhor, atos visíveis da Graça invisível de Deus, sendo o Batismo o ato simbólico e público do lavar a pessoa que creu no Evangelho com água (por efusão, imersão ou aspersão - tanto faz) e da sua purificação pela obra redentora do Senhor Jesus. Com o batismo o crente passa a ser, de fato, parte do povo da Aliança, pois aí foi celebrado o ato pactual com o Deus da nossa salvação, que na antiga aliança era praticado na circuncisão dos meninos mas na nova aliança é praticado no batismo de todos os crentes. Pais crentes introduzem seus filhos no mesmo pacto com o Deus da Aliança, apresentando-os no batismo das crianças, pois no povo da Aliança estão incluídas as famílias dos crentes em toda teologia/narrativa bíblica desde os primórdios do Antigo Testamento. Crentes que não se submetem à prática ordenada do batismo resistem ao Senhor e perseveram em rebelião contra Ele, não sendo, portanto, verdadeiros cristãos.

A ceia do Senhor é um sacramento ordenado aos discípulos do Senhor que já possuem consciência para discernir o Corpo do Senhor, e discernir, compreender, separar questões santas das caídas. Esse é um exercício de consciência e de auto-exame ordenado àqueles que comungam. A Ceia do Senhor é um meio de Graça reservado aos que estão em luta verdadeira contra o pecado e para a santificação pessoal e de toda a igreja. Para isso crentes precisam saber o que estão fazendo. Eles devem entender o que é a obra de Cristo realizada na cruz, devem entender quem é o seu Senhor, devem conhecê-lo conforme as Escrituras e não de acordo com crendices ou subjetividades que são muito comuns nas falsas igrejas e nas igrejas que são fracas doutrinariamente. Devem conhecer as doutrinas concernentes ao Corpo do Senhor. Devem saber e crer que o Senhor Jesus é o Deus-Filho que se fez homem para viver entre nós para nos salvar, oferecendo a si mesmo no holocausto da cruz para a nossa salvação. Devem saber e crer que a morte não o deteve, mas que o Senhor ressuscitou dentre os mortos, vencendo os poderes da morte, do pecado e do inferno. Devem saber e crer que aos crentes foram reservadas essas mesmas vitórias e que os crentes devem compactuar dessa mesma fé, e são unidos nela pelo poder do Espírito Santo numa fraternidade espiritual e verdadeira que é a Igreja do Senhor, o Corpo de Cristo que está atuante neste mundo e sendo Ele mesmo, o Senhor Ressurreto, o cabeça da Igreja, numa reunião dos crentes de todos os lugares e em todos os tempos que é especialmente celebrada na Santa Ceia do Senhor, momento de sublime comunhão onde o próprio Senhor está espiritualmente e de fato presente para nos nutrir espiritualmente com a singeleza da partilha do pão e do vinho, elementos que tipificam o oferecimento e partilha do seu próprio corpo e o derramamento do seu sangue para nos salvar do poder condenatório e amaldiçoante do pecado, e assim nos nutrimos da graça concedida por Deus numa celebração que proclama os atos salvíficos feitos pelo Senhor até que Ele volte. A Ceia do Senhor é um ato litúrgico que proclama o Evangelho. Por isso, a participação no sacramento da ceia é reservado apenas aos crentes que têm consciência do que estão fazendo, aos discípulos do Senhor, com a advertência severa de que quem o faz sem discernir o corpo de Cristo come e bebe para a sua própria condenação. 

A Ceia do Senhor é um ato litúrgico que todo verdadeiro discípulo do Senhor, já batizado e de fé consciente, deve participar após um exame de consciência por si mesmo.

A Ceia do Senhor não deve, portanto, ser ministrada aos crentes que ainda não foram batizados, nem às crianças batizadas que ainda não têm capacidade de discernir o corpo de Cristo e muito menos a descrentes ou aos crentes em disciplina.

Igrejas que administram os sacramentos ou ordenanças do Senhor de formas errôneas não são igrejas fiéis ao Senhor.


Marca 3 - a disciplina eclesiástica. 

As igrejas verdadeiras praticam a disciplina eclesiástica. Aos discípulos do Senhor é ordenado que perseverem na fé, no caminho estreito de Cristo, em crescimento na santificação e no progressivo assemelhamento com o Senhor Jesus. Por isso os crentes devem aprender a Palavra de Deus e devem praticá-la em obediência ao seu Rei e Senhor, o Cabeça da Igreja, a fim de exercerem seus ministérios no mundo, onde são sal e luz porque evidenciam em si mesmos, nas verdades que proclamam e nos atos que praticam, a Graça, a verdade e o poder do Senhor que os salvou. 

Contudo, dentre os crentes existem os réprobos infiltrados e os crentes que erram. E as igrejas receberam ordens do Senhor, incluindo a sua organização e o seu governo humano que deve ser a Ele subordinado e que é formado por pastores (também chamados de presbíteros, bispos ou anciãos) e diáconos, e todos devem zelar pelo cumprimento das ordens recebidas. Dentre essas ordens, os crentes devem obediência ao Senhor, sendo aos desobedientes as ordens das correções e punições. A igreja jamais deve tomar as formas do mundo, não deve amoldar-se aos baixos padrões dos pecadores e não deve tolerar desvios doutrinários nem de condutas. 

Aos desviantes devem ser exercidas as justas, santas e sábias correções visando seus arrependimentos e conversões das suas práticas más e dos seus maus caminhos ou, em casos irreparáveis, suas exclusões. Se um irmão pecar e não se arrepender por si mesmo, ele deve ser corretamente repreendido visando o seu arrependimento e conserto, a fim de que volte à fidelidade ao Senhor. Se houver perseverança no pecado em lugar do necessário arrependimento, a disciplina deve ser aumentada, a critério do governo da igreja em submissão e prática dos padrões e exigências bíblicas. Mas se mesmo assim esse pecador perseverar na sua insubmissão ao Senhor da Igreja, a igreja deve expulsá-lo, considerando esse insubmisso como gentil (inconverso), no sentido de que não é um regenerado, é um réprobo, porque os que são de Cristo ouvem e acatam as suas ordens, as ovelhas do Senhor ouvem a sua voz e quem não ouve não é sua ovelha e, portanto, não deve estar entre os crentes numa igreja do Senhor. 

Os discípulos do Senhor devem ter discernimento a ponto de saberem quando devem cessar de insistir num terreno rochoso, não devem dar aos cães o que é santo nem pérolas aos porcos (ilustrações fortes usadas pelo próprio Senhor Jesus), numa demonstração incisiva de que certas pessoas devem ser entendidas, infelizmente, como indignas de continuarem recebendo o que para os discípulos é santo e precioso. 

A verdadeira fraternidade dos crentes, o Corpo de Cristo, é formada apenas por remidos que caminham em santificação - eles não são melhores em nada em suas naturezas caídas do que quaisquer pecadores, eles apenas acatam e se submetem às ordens do salvador em contraste com quem não acata e não se submete ao Senhor (o joio não é parte da igreja, mas, conforme as palavras do Senhor Jesus, são infiltrados plantados pelo Diabo) - e essas diferenças nas escolhas que as pessoas fazem sobre obediência ou desobediência diante do Senhor revelam as diferenças do que essas pessoas são (trigo X joio) e são distintivos entre os filhos de Deus dos filhos do Diabo. Nós não recebemos autorização do Senhor para ficar procurando o joio infiltrado, mas sim de focar nas ordens de santificação dos verdadeiros filhos de Deus. A igreja não pode ser adaptada aos padrões baixos dos homens caídos, mas deve mirar na sublimidade do Senhor. É na beleza da sua santidade que deve estar toda a nossa aspiração, e por isso devemos nivelar toda a nossa ministração nos seus elevados e gloriosos padrões, pois o Senhor está plenamente acessível aos remidos, com quem estamos perfeita união. Por causa dos atos redentivos do Senhor, todo crente verdadeiro tem livre acesso a Deus pois, no seu holocausto na cruz o véu da separação entre Deus e o seu povo foi rasgado, eliminando de uma vez por todas qualquer impossibilidade da nossa comunhão real com Ele. Por isso, somente os remidos, os santos do Senhor, podem adorar a Deus, somente os salvos têm suas orações ouvidas por Deus, somente os crentes verdadeiros compõem a igreja verdadeira e o cultuam verdadeiramente porque somente eles estão cobertos pelo poder do sangue de Cristo. Os não convertidos não têm esses privilégios e permanecem banidos da presença de Deus como cegos e mortos em seus delitos e pecados, e por isso, eles não compõem a igreja de fato e não fazem parte do Corpo de Cristo - a não ser que se convertam ao Senhor de verdade. E nós, os crentes, devemos discernir isso enquanto perseveramos na pregação e na prática do Evangelho exortando a todas as pessoas a que se arrependam dos seus pecados e creiam no Senhor, conforme as Escrituras.

A igreja não é formada por mundanos que querem continuar em rebelião contra o Senhor nas práticas dos seus pecados enquanto se misturam aos crentes, contaminando-os com suas imundícies, pois quem o faz ofende ao Senhor que morreu na cruz para nos salvar, justamente, dos nossos pecados. A Escritura ordena aos infiltrados dentre o povo que notadamente perseveram no pecado em resistência às ordens da santificação, que sejam entregues a Satanás pelo governo da igreja local, que esses sejam excluídos da comunidade da fé, pois, nesses casos, infelizmente ficou evidente, e de muitas formas, que as ministrações da misericórdia e da graça foram desdenhadas no reincidente desprezo que tais ímpios demonstram pelos meios de Graça de Deus que são ministrados pelos seus obreiros, um deboche que os ímpios infiltrados na igreja demonstram na perseverança cínica dos seus pecados, uma prevaricação ofensiva contra Deus e que, por isso, já não resta mais nada para os servos de Deus fazerem, a não ser, expulsar esses réprobos da comunidade da fé, porque se essa resolução extrema não for tomada, certamente o mau comportamento do pecador contumaz e rebelde contra o Senhor contaminará o comportamento de outros irmãos suscetíveis a essa má influência, assim como um pouco de fermento faz levedar a massa. Em toda a Escritura Deus ordena ao seu povo que não se contamine com os costumes dos ímpios, que se separe deles ao preço de se contaminarem com eles caso rejeitem as ordens do Senhor. Esse tipo de contaminação, de deixar-se influenciar pelos pecados dos outros, é chamado de prostituição, na Bíblia. O pecado é um mal contagioso e sempre deve ser tratado e purgado no seio da igreja antes que se espalhe feito um câncer com potencial de metástase. 

Aos pecadores cínicos que são indiferentes às ordens da santificação e que desprezam a submissão aos padrões bíblicos já não resta nada a ser feita por esses a quem o próprio Senhor compara aos animais imundos dos tempos bíblicos, e esses réprobos devem ser entregues aos tormentos da exclusão da comunidade da fé, porque pode ser que somente assim, nesse estado de escassez espiritual, caiam em si e se arrependam enquanto estiverem sob o poderio de Satanás na serventia do pecado, e não mais sob os cuidados pastorais da graça e a autoridade da igreja, estando agora numa situação gravíssima onde pode ser que reste algum escasso fio de esperança, coisa muitíssimo remota circunscrita à própria consciência desse pecador contumaz que agora está destituído dos poderes de ministração da Graça de Deus através da igreja. Ele está por conta própria, e que arque com as consequências das suas reiteradas rebeliões.

Igrejas que não praticam as disciplinas eclesiásticas conforme ensinam as Escrituras desdenham das ordens de santificação que o Senhor impôs ao seu povo e, consequentemente, são comunidades infiéis que se deixam influenciar pelo espírito pecaminoso e blasfemo do mundo.

O objetivo final de toda disciplina eclesiástica é fazer com que o crente insubmisso ao Senhor seja restaurado na fé verdadeiramente bíblica e fiel ao Senhor para a santificação e edificação de toda a igreja, ainda que para isso seja necessário cortar galhos podres dela.


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19/11/2024

A sujeição às doutrinas do Senhor é um imperativo aos cristãos verdadeiros.

A sujeição às doutrinas do Senhor é um imperativo aos cristãos verdadeiros.


Erra-se muito quando se dá ênfase no crer em Jesus em distinção do andar nos seus caminhos, reduzindo-se a importância da santificação na obra da salvação. Isso é pecado.

A obra da salvação operada pelo Senhor em favor dos crentes não se resume a crer nEle quando cremos no Evangelho. Esse é o passo inicial, é a "porta" através da qual nós somos inseridos no "caminho", a jornada que todo crente, agora nascido de novo, tem pela frente como filho adotado em Cristo pelo seu Deus e Pai. A fé no Evangelho inclui o processo de transformações da nossa mente, da nossa vida, na medida em que assimilamos e praticamos as doutrinas que são decorrentes da Graça do Evangelho, fazendo com que nos identifiquemos paulatinamente com o Senhor e nos tornemos mais e mais parecidos com Ele. 

Todos estávamos deteriorados pelo pecado, estávamos mortos espiritualmente, e agora temos um longo trabalho pela frente para sermos conformados à imagem perfeita e santa daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Nós não somos salvos se andarmos nos padrões da Palavra de Deus, a salvação não é obtida como resultado dos nossos esforços, mas necessariamente somos salvos para andarmos nos padrões da Palavra, pois a salvação implica em os salvos se esforçarem para se adequarem aos padrões de Deus e servirem o seu Reino. E se não estamos dispostos a isso, então não fomos salvos. 

Nós só podemos imitar a Jesus quando temos clareza sobre o que Ele fez, quando olhamos para as mesmas coisas que Ele, quando praticamos o que Ele nos ordenou. E tudo isso é aprendido nas Escrituras, e não pode ser fruto das nossas imaginações, mas é fruto de assimilação pelo estudo bíblico, uma bênção disponível a todos os crentes com a prometida atuação do Espírito Santo, que é tanto o autor que inspirou toda a Escritura como é quem nos ilumina na sua assimilação, pois Ele é o verdadeiro Mestre da Igreja que atua através dos dons que Ele deu para ela. Mas essa bênção, a da assimilação das Escrituras, tem sido negligenciada por grande parte dos crentes, talvez porque isso exija esforço, dedicação, o fazer escolhas e mudanças e as pessoas, no geral, preferem manter certas idolatrias e misticismos nos seus corações enganosos. Muitos preferem sujeitar a Palavra de Deus aos seus conceitos (como se isso fosse possível) em lugar de sujeitar os seus conceitos à Palavra de Deus. A conformação aos padrões bíblicos, o seguir ao Senhor Jesus, requer de nós a sempre inegociável e imperativa renúncia de si mesmo - e é aí que muitos dos crentes param.

A exigida imitação do Senhor, como alguém que conhece e cumpre as Escrituras é a nossa identificação com Ele e é a maior evidência da nossa santificação, afinal, Ele é Santo e requer dos seus discípulos que sejam santos também. E sem essa identificação, que é a santificação, ninguém verá a Deus. Ou seja, se alguém diz crer no Evangelho mas despreza as doutrinas do Senhor sobre o que Deus requer de nós nas demandas da vida e de como deve ser crido, adorado e servido; e não guarda os seus mandamentos, tal pessoa despreza as transformações que a assimilação das doutrinas de Deus faz na vida de um verdadeiro crente, e portanto, essa pessoa jamais creu no Evangelho verdadeiramente e, por consequência, nunca foi salva de fato.

E são muitos os que querem apenas desfrutar das bênçãos do Evangelho sem estarem realmente comprometidos com as exigências decorrentes dele. Esses querem entrar pela porta, mas se negam a percorrer o caminho por constatarem que ele é estreito e requer renúncias e transformações servis. E pensam que está tudo bem em ficar apenas na porta, que dá para ser salvo apesar das suas escolhas de permanecerem negligentes, rebeldes, mundanos e sem a exigida santificação na conformação de si mesmos aos elevados padrões das doutrinas da Palavra de Deus. Eles querem ter liberdade de pensamento e de procedimento em rebelião aos padrões do Senhor mas acham que seus cultos hipócritas (e com altos níveis de sincretismos) satisfarão ao Deus que é Santo, e ainda requerem dEle as suas bênçãos. Esse tipo de gambiarra tem sido legitimada por muitos líderes de igrejas que têm adequado suas pregações e ensinos a níveis baixos, fazendo parecer que a Graça de Deus é barata e condescendente - mas isso é mentira, pois ainda que a salvação seja pela Graça, por meio da fé e não por obras, nós fomos salvos para as boas obras, especialmente na produção dos bons frutos condizentes com o fato de que agora estamos ligados à videira, ao Senhor Jesus. Então o nosso proceder deve ser obediente e santo, e os cultos de adoração a Deus devem ser santos também - ou seja, devem ser feitos apenas de acordo com as prescrições bíblicas - nada de invencionices, nem sincretismos!

A verdadeira salvação implica no pecador crer no Evangelho, e assim esse pecador se arrepende da sua vida de pecados e se empenha num caminho de obediência a Deus e de adequação aos padrões da sua Palavra - e isso é santificação, é tornar-se imitador de Jesus, um requisito que é praticado pelos verdadeiros salvos que agora prosseguem rumo às glórias do porvir.

Jesus é tanto a porta de entrada como também é o caminho da salvação, e ambos são estreitos.

** A obra da salvação implica em algumas "etapas": os decretos de Deus nos tempos eternos, pois partiu da sua soberana vontade eleger aqueles que lhe pertencem e isso foi baseado na obra de Cristo; a encarnação do Unigênito para redimir pecadores pela sua obra na cruz; o chamamento do Evangelho que produz fé salvadora e justificadora nos eleitos, fazendo com que saiam da condição de morte espiritual e de escravos do pecado para a liberdade dessa escravidão na vida redimida por Cristo, reconciliada com Deus e com o arrependimento real dos seus pecados; a santificação dos regenerados no seu novo caminho de vida, agora sob o Senhorio de Cristo e em imitação obediente a Ele; a glorificação final quando todos os remidos, muitos ressuscitados e outros transformados, todos agora livres dos efeitos do pecado e plenamente santificados, forem reunidos com o seu Senhor e Salvador na sua volta triunfal a este mundo para cumprir o seu Juízo e estabelecer novos céus e nova Terra, onde todos os crentes reinarão para sempre junto do Senhor Jesus glorificado.



"Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz à vida, e poucos são os que a encontram."

(Mateus, 7: 13, 14)


"Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim."

(João, 14: 6)


"Em seguida dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me.

Pois quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim, esse a salvará."

(Lucas, 9: 23, 24)


"Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o viticultor. Toda vara em mim que não dá fruto, ele a corta; e toda vara que dá fruto, ele a limpa, para que dê mais fruto."

(João, 15: 1, 2)


"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie. Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus antes preparou para que andássemos nelas."

(Efésios, 2: 8 - 10)


"Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos; e aos que predestinou, a estes também chamou; e aos que chamou, a estes também justificou; e aos que justificou, a estes também glorificou."

(Romanos, 8: 29, 30)


"Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor"

(Hebreus, 12: 14)

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Arte de Norman Rockwell 

Cristo, o nosso modelo.

Nós, crentes, costumamos dizer que o nosso modelo maior é o do Senhor Jesus Cristo, que nós devemos imitá-lo, que devemos ser parecidos com Ele - e essa afirmação é verdadeira!

Contudo esse aperfeiçoamento não é subjetivo, nem feito conforme queremos ou imaginamos. Ele é objetivo, doutrinário, é escriturístico.

Lemos nos quatro Evangelhos quem o Senhor Jesus é e o que Ele ensinou e fez. Lemos em todo o Antigo Testamento os apontamentos sobre a obra do Messias, especialmente sobre o culto a Deus todo feito em torno dos significados de Cristo como o guia, salvador e purificador do seu povo, e vemos nisso o sempre necessário auto-exame, o exercício da consciência de si e do seu pecado tendo como parâmetro a santidade do Deus que está diante de si e do povo, e lemos em todo o Novo Testamento sobre como se vive a fé que temos no Senhor, tanto no âmbito da fraternidade cristã, do culto a Deus, da vida privativa, familiar e em sociedade.

E aprendemos que seguir a Cristo é sempre um processo de santificação, de nos tornarmos parecidos com Ele na medida em que aprendemos os elevados desígnios de Deus, conforme nos são evidenciados nas Escrituras, e nos sujeitamos cada vez mais à sua vontade revelada, à sua Lei, numa obediência servil e praticante das suas doutrinas.

A Escritura é um tipo de espelho, e nela vemos quem somos e vemos quem Cristo, o nosso parâmetro, é. Nesse sentido, então, todo homem deve examinar a si mesmo pelos padrões da Palavra de Deus e todo crente é um discípulo de Cristo, já redimido mas que ainda está em construção. A plenitude dos salvos será na glória, depois que o nosso Senhor voltar para nos reunir com Ele no seu Reino, e isso não será no atual sistema de coisas caídas deste mundo.

29/04/2023

Pecadores falando de coisas santas. Contradição?


Alma moída e o dever de ter nos lábios a Palavra de Deus. 

Seria isso uma contradição?

Como pode o homem esmagado pela consciência da sua condição de pecador ser portador de algo grandioso e sublime que não tem origem nele, que não pode ser criado por sua consciência? O sublime fluindo do decadente.

Sim, isso me parece uma contradição, mas é um padrão.

Ao ler as Escrituras sempre vejo esse padrão, o de homens que vêem a si mesmos de forma real, sem os filtros dos enganos deste mundo, como o próprio Deus os vê, pecadores miseráveis, mas que a partir disso são preenchidos com uma Graça e poder que não vem deles mesmos, e que não lhes pertence. E por essa Graça não pertencer a eles, e sim a Deus, o Senhor, faz-se necessário que esses homens abatidos pela consciência do mal comum a todas as gentes preguem as verdades que neles foram depositadas, como um riquíssimo e puro conteúdo que foi colocado em pobres vasos de barro, porque é esse conteúdo, e não o vaso, que saciará e vivificará a muitos.

Cada vez mais eu compreendo o contraste explicitado no profeta Isaías, que ao se deparar com a sublimidade da glória e da santidade de Deus foi tomado por desespero pela consciência de que era pecador. E imediatamente foi constituído profeta para falar em nome do Senhor. Isso porque nós não pregamos a nós mesmos, mas todo pregador, todo evangelista, todo discípulo do Senhor Jesus que vai semeando a sua Palavra pelo caminho é, sempre, a combinação de um miserável pecador com um embaixador das glórias do Reino de Deus.

Nós somos contrastes, a combinação de sermos pecadores em luta pela santificação e, ao mesmo tempo, santos por imposição divina porque fomos pelo Senhor separados para  portar e anunciar a sua Graça. Nossa fraqueza aponta para o fato de que a glória da verdade e da salvação pertence a Deus somente, não a nós.