Mostrando postagens com marcador salvação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador salvação. Mostrar todas as postagens

23/06/2025

Os caminhos dos homens são dirigidos pelo Senhor


Pregação feita no culto da Capelania Evangélica do Hospital São Paulo dia 07 de junho de 2025, baseada em Provérbios 20: 24 e em João 14: 1 a 6, sobre os caminhos dos homens.

14/04/2025

É possível um crente desviar-se e apostatar da fé?



É possível um crente desviar-se e apostatar da fé?

Sim, é possível.

É possível um salvo perder a salvação?

Não, não é possível. 

Um verdadeiro salvo jamais perde a fé, muito embora a sua fé seja provada e oscile, pois a salvação é ato irrevogável de Deus e a verdadeira fé é evidência da sua Graça salvadora em contraste com a fé não perseverante que é evidência da vontade humana de abrigar-se em qualquer coisa ou ideia que lhe pareça, de alguma forma, vantajosa. 

Ou seja, a verdadeira fé é um dom de Deus que nos leva irresistivelmente à aproximação verdadeira dEle, e que nos sujeita e amolda a Ele, e que é aperfeiçoada num caminho de aprendizado, de provações e de necessária e evidente santificação, enquanto que as expressões de fé que partem da vontade humana levam as pessoas a idealizarem seus deuses e ídolos conforme suas aspirações pecaminosas querem, e que evidenciam incompatibilidade com o Deus Santo e verdadeiro plenamente revelado na pessoa e na obra do Senhor Jesus. Por isso todos os idólatras (e isso inclui os manipuladores das religiões) odeiam e repelem ao Senhor Jesus e é por isso que falsos crentes não perseveram no caminho estreito da verdade que conduz à vida, esse é o motivo dos religiosos contemporâneos do Senhor o terem matado, e é o motivo dos falsos profetas costumarem ter bom êxito dentro e fora da cristandade e é por isso que as falsas religiões e o ateísmo prosperam, pois o homem natural caído e escravo do pecado, e da idolatria, odeia ao Senhor, à sua santidade e à sua Lei e, como diz o Salmo 2, conspira contra o Senhor.

O caminho da verdadeira fé no Senhor Jesus Cristo só pode ser trilhado até o fim pelos verdadeiros salvos, os eleitos de Deus para a salvação e para as glórias do porvir, e isso é obra da Graça de Deus, não nossa, sendo a fé verdadeira o meio pelo qual essa Graça poderosa nos é imposta, nos transforma e nos atrai em sujeição a Deus nos padrões da sua Palavra.

05/04/2025

01/04/2025

Crentes e o esgotamento psicológico

 


Verdadeiros crentes no Senhor Jesus adoecem e também sofrem de males como esgotamentos e depressões - e isso não é contraditório à fé - Elias experimentou isso, Charles Surgeon também, e com muita severidade!

O Senhor Jesus é a nossa força e é a nossa paz, e é por isso que a despeito das muitas lutas e sofrimentos que nós perseveramos na fé, mesmo que contrariando e tentando superar as nossas fraquezas que são muito comuns.

A angústia é avassaladora, mas Cristo é o nosso rochedo seguro - eu sei o que é isso.

Ter a fraternidade dos verdadeiros irmãos, e suas orações, são bálsamos que Deus usa para nos ajudar e fortalecer mutuamente. Deus age por meio do Corpo de Cristo no mundo, a igreja (mas não estou pensando no subproduto da questionável coisa institucional e cheia de corrupções aqui, eu me refiro à fraternidade dos verdadeiros irmãos na fé, os crentes realmente convertidos, os santos que praticam a verdadeira piedade cristã) - mas ter falta dessa fraternidade é desolador como estar perdido num deserto.

Além disso, os poetas, os artistas (eu me incluo aí, ainda que relutante por anos) costumam ser os mais sensíveis aos sofrimentos interiores pois, penso eu, experimentam e idealizam belezas e contrastes que costumam castigar nossos corações para dali extrair a arte e as reflexões que produzem, sendo crentes ou não (porque a arte verdadeira é fruto da graça comum de Deus e não está restrita aos crentes).

Que o bondoso Senhor tenha suas graciosas mãos sobre o estimado irmão Stênio (a imagem acima é de uma postagem a seu respeito). Ele não está sozinho em seus sofrimentos e, todos eles são ínfimas partículas se comparadas ao insuportável e terrível sofrimento que o nosso Senhor e Salvador Jesus suportou para nos salvar.

"Meus irmãos, tende por motivo de grande gozo o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé produz a perseverança; e a perseverança tenha a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, não faltando em coisa alguma."

(Tiago, 1: 2 - 4)


Depoimento do pastor Marco Granconato sobre o pastor Paulo Júnior.

P.S - nos últimos anos eu experimentei "burnout" devido às crises com meu trabalho e com minhas recorrentes lutas nas igrejas por onde passei, e tive diagnóstico de depressão (e outras suspeitas...) que, evidentemente, têm afetado, e muito, o meu desempenho em muitas coisas. Mas persevero, oscilante, às vezes cambaleante, mas persevero porque a ordem do Senhor Jesus aos crentes é a de perseverarem até o fim.
"Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo." (Mateus, 24: 13)

A minha força não é minha, ela é a da rocha da minha salvação. Se ela faltar eu morro. Mas eu bendigo ao Deus da minha salvação porque, diferente de mim, Ele não falha e cumpre todos os seus desígnios e promessas. É o seu braço forte, não o meu, que me sustenta.

Leia também:

Minha relação de amor e angústia com a igreja. 

Por que eu sou um cristão?

Aprendendo com Barnabé.

Uma reflexão sobre o mistério da Trindade.

13/03/2025

As duas sentenças do Evangelho.

"Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração."
(Hebreus, 4: 12)

Crer no Evangelho - isto é, saber que o Senhor Jesus é o Filho de Deus que veio ao mundo para salvar pecadores através da sua morte substitutiva na cruz, e que essa salvação nos é dada exclusivamente por meio da fé em quem Ele é e no que fez - implica em, necessariamente, saber que os descrentes no Senhor permanecem no estado de condenação devida ao seu estado de rebelião contra Deus, permanecem à mercê do poder do pecado e da sua justa condenação ao total banimento de Deus e da sua Graça.

E, considerando que de Deus procede todo o bem e verdade, o banimento dEle na realidade do inferno é a total destituição de todo bem que se pode conhecer. É a ausência completa do amor, da felicidade, da esperança, do bem estar, do desejo pelo bem, da capacidade de fazer algum bem. É a permanente condição da necessidade sem que haja nenhuma esperança de satisfação. É a sede absoluta sem que se possa saciá-la, é uma fome profunda sem que nunca mais se tenha o prazer do alimento, é o estado de completa consciência de justiça mas não como consolo, e sim como imposição de uma pena justa. Se uma mãe nesse mundo pôde amar ao seu filho, será sabido que esse amor sempre foi graça comum de Deus, um favor imerecido, uma manifestação do ser de Deus na criatura que teve o privilégio de portar talentos que lhes foram emprestados. Mas aos descrentes todos esses talentos serão retirados e então sobrará somente a crueza maligna do pecado. A inclinação para o mal, antes refreada pela graça de Deus, será integral, imunda, repelente a tudo o que de Deus procede porque odeia ao Deus de toda Graça e odeia à sua santidade. E então os homens caídos incorversos serão apenas a brutalidade do horror do pecado, agora destituídos dos adornos que nunca lhes pertenceram. E esse será um tipo de existência miserável, consciente mas destituído de tudo o que se pode entender por vida. Por isso é a morte eterna.

Em contrapartida aos crentes a situação será oposta à dos réprobos. Os salvos que agora também conhecem a graça de Deus em parte a terão em estado absoluto, imensurável para os nossos atuais padrões. Se agora conhecemos o amor, na glória do porvir ele será hiperdimensionado, multiplicado porque já não existirão nos santos as máculas e defeitos do pecado. Se agora podemos experimentar alegrias, essas coisas não terão mais os contrapontos limitantes de nenhum tipo de lamento ou dor. Nas glórias da redenção a realidade é de vida eterna no seu estado mais abundante, pois não estaremos mais sob os efeitos do pecado, mas agora estaremos face a face com o Redentor, a fonte de todo o bem, de toda verdade e da vida. 

Crer no Evangelho significa saber que os crentes são salvos e que os não crentes irão para o inferno. E nenhuma realidade pode ser tão boa quanto as glórias da redenção nos novos céus e nova Terra assim como nenhuma realidade pode ser tão terrível quanto a do inferno.


"E, como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma só vez para levar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação."

(Hebreus, 9: 27 e 28)


Leia mais sobre:

O amor de Deus e o inferno 

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/04/o-amor-de-deus-e-o-inferno.html

O Evangelho 

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/08/o-evangelho.html


19/11/2024

A sujeição às doutrinas do Senhor é um imperativo aos cristãos verdadeiros.

A sujeição às doutrinas do Senhor é um imperativo aos cristãos verdadeiros.


Erra-se muito quando se dá ênfase no crer em Jesus em distinção do andar nos seus caminhos, reduzindo-se a importância da santificação na obra da salvação. Isso é pecado.

A obra da salvação operada pelo Senhor em favor dos crentes não se resume a crer nEle quando cremos no Evangelho. Esse é o passo inicial, é a "porta" através da qual nós somos inseridos no "caminho", a jornada que todo crente, agora nascido de novo, tem pela frente como filho adotado em Cristo pelo seu Deus e Pai. A fé no Evangelho inclui o processo de transformações da nossa mente, da nossa vida, na medida em que assimilamos e praticamos as doutrinas que são decorrentes da Graça do Evangelho, fazendo com que nos identifiquemos paulatinamente com o Senhor e nos tornemos mais e mais parecidos com Ele. 

Todos estávamos deteriorados pelo pecado, estávamos mortos espiritualmente, e agora temos um longo trabalho pela frente para sermos conformados à imagem perfeita e santa daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Nós não somos salvos se andarmos nos padrões da Palavra de Deus, a salvação não é obtida como resultado dos nossos esforços, mas necessariamente somos salvos para andarmos nos padrões da Palavra, pois a salvação implica em os salvos se esforçarem para se adequarem aos padrões de Deus e servirem o seu Reino. E se não estamos dispostos a isso, então não fomos salvos. 

Nós só podemos imitar a Jesus quando temos clareza sobre o que Ele fez, quando olhamos para as mesmas coisas que Ele, quando praticamos o que Ele nos ordenou. E tudo isso é aprendido nas Escrituras, e não pode ser fruto das nossas imaginações, mas é fruto de assimilação pelo estudo bíblico, uma bênção disponível a todos os crentes com a prometida atuação do Espírito Santo, que é tanto o autor que inspirou toda a Escritura como é quem nos ilumina na sua assimilação, pois Ele é o verdadeiro Mestre da Igreja que atua através dos dons que Ele deu para ela. Mas essa bênção, a da assimilação das Escrituras, tem sido negligenciada por grande parte dos crentes, talvez porque isso exija esforço, dedicação, o fazer escolhas e mudanças e as pessoas, no geral, preferem manter certas idolatrias e misticismos nos seus corações enganosos. Muitos preferem sujeitar a Palavra de Deus aos seus conceitos (como se isso fosse possível) em lugar de sujeitar os seus conceitos à Palavra de Deus. A conformação aos padrões bíblicos, o seguir ao Senhor Jesus, requer de nós a sempre inegociável e imperativa renúncia de si mesmo - e é aí que muitos dos crentes param.

A exigida imitação do Senhor, como alguém que conhece e cumpre as Escrituras é a nossa identificação com Ele e é a maior evidência da nossa santificação, afinal, Ele é Santo e requer dos seus discípulos que sejam santos também. E sem essa identificação, que é a santificação, ninguém verá a Deus. Ou seja, se alguém diz crer no Evangelho mas despreza as doutrinas do Senhor sobre o que Deus requer de nós nas demandas da vida e de como deve ser crido, adorado e servido; e não guarda os seus mandamentos, tal pessoa despreza as transformações que a assimilação das doutrinas de Deus faz na vida de um verdadeiro crente, e portanto, essa pessoa jamais creu no Evangelho verdadeiramente e, por consequência, nunca foi salva de fato.

E são muitos os que querem apenas desfrutar das bênçãos do Evangelho sem estarem realmente comprometidos com as exigências decorrentes dele. Esses querem entrar pela porta, mas se negam a percorrer o caminho por constatarem que ele é estreito e requer renúncias e transformações servis. E pensam que está tudo bem em ficar apenas na porta, que dá para ser salvo apesar das suas escolhas de permanecerem negligentes, rebeldes, mundanos e sem a exigida santificação na conformação de si mesmos aos elevados padrões das doutrinas da Palavra de Deus. Eles querem ter liberdade de pensamento e de procedimento em rebelião aos padrões do Senhor mas acham que seus cultos hipócritas (e com altos níveis de sincretismos) satisfarão ao Deus que é Santo, e ainda requerem dEle as suas bênçãos. Esse tipo de gambiarra tem sido legitimada por muitos líderes de igrejas que têm adequado suas pregações e ensinos a níveis baixos, fazendo parecer que a Graça de Deus é barata e condescendente - mas isso é mentira, pois ainda que a salvação seja pela Graça, por meio da fé e não por obras, nós fomos salvos para as boas obras, especialmente na produção dos bons frutos condizentes com o fato de que agora estamos ligados à videira, ao Senhor Jesus. Então o nosso proceder deve ser obediente e santo, e os cultos de adoração a Deus devem ser santos também - ou seja, devem ser feitos apenas de acordo com as prescrições bíblicas - nada de invencionices, nem sincretismos!

A verdadeira salvação implica no pecador crer no Evangelho, e assim esse pecador se arrepende da sua vida de pecados e se empenha num caminho de obediência a Deus e de adequação aos padrões da sua Palavra - e isso é santificação, é tornar-se imitador de Jesus, um requisito que é praticado pelos verdadeiros salvos que agora prosseguem rumo às glórias do porvir.

Jesus é tanto a porta de entrada como também é o caminho da salvação, e ambos são estreitos.

** A obra da salvação implica em algumas "etapas": os decretos de Deus nos tempos eternos, pois partiu da sua soberana vontade eleger aqueles que lhe pertencem e isso foi baseado na obra de Cristo; a encarnação do Unigênito para redimir pecadores pela sua obra na cruz; o chamamento do Evangelho que produz fé salvadora e justificadora nos eleitos, fazendo com que saiam da condição de morte espiritual e de escravos do pecado para a liberdade dessa escravidão na vida redimida por Cristo, reconciliada com Deus e com o arrependimento real dos seus pecados; a santificação dos regenerados no seu novo caminho de vida, agora sob o Senhorio de Cristo e em imitação obediente a Ele; a glorificação final quando todos os remidos, muitos ressuscitados e outros transformados, todos agora livres dos efeitos do pecado e plenamente santificados, forem reunidos com o seu Senhor e Salvador na sua volta triunfal a este mundo para cumprir o seu Juízo e estabelecer novos céus e nova Terra, onde todos os crentes reinarão para sempre junto do Senhor Jesus glorificado.



"Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz à vida, e poucos são os que a encontram."

(Mateus, 7: 13, 14)


"Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim."

(João, 14: 6)


"Em seguida dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me.

Pois quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim, esse a salvará."

(Lucas, 9: 23, 24)


"Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o viticultor. Toda vara em mim que não dá fruto, ele a corta; e toda vara que dá fruto, ele a limpa, para que dê mais fruto."

(João, 15: 1, 2)


"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie. Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus antes preparou para que andássemos nelas."

(Efésios, 2: 8 - 10)


"Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos; e aos que predestinou, a estes também chamou; e aos que chamou, a estes também justificou; e aos que justificou, a estes também glorificou."

(Romanos, 8: 29, 30)


"Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor"

(Hebreus, 12: 14)

________________________________________

Arte de Norman Rockwell 

Cristo, o nosso modelo.

Nós, crentes, costumamos dizer que o nosso modelo maior é o do Senhor Jesus Cristo, que nós devemos imitá-lo, que devemos ser parecidos com Ele - e essa afirmação é verdadeira!

Contudo esse aperfeiçoamento não é subjetivo, nem feito conforme queremos ou imaginamos. Ele é objetivo, doutrinário, é escriturístico.

Lemos nos quatro Evangelhos quem o Senhor Jesus é e o que Ele ensinou e fez. Lemos em todo o Antigo Testamento os apontamentos sobre a obra do Messias, especialmente sobre o culto a Deus todo feito em torno dos significados de Cristo como o guia, salvador e purificador do seu povo, e vemos nisso o sempre necessário auto-exame, o exercício da consciência de si e do seu pecado tendo como parâmetro a santidade do Deus que está diante de si e do povo, e lemos em todo o Novo Testamento sobre como se vive a fé que temos no Senhor, tanto no âmbito da fraternidade cristã, do culto a Deus, da vida privativa, familiar e em sociedade.

E aprendemos que seguir a Cristo é sempre um processo de santificação, de nos tornarmos parecidos com Ele na medida em que aprendemos os elevados desígnios de Deus, conforme nos são evidenciados nas Escrituras, e nos sujeitamos cada vez mais à sua vontade revelada, à sua Lei, numa obediência servil e praticante das suas doutrinas.

A Escritura é um tipo de espelho, e nela vemos quem somos e vemos quem Cristo, o nosso parâmetro, é. Nesse sentido, então, todo homem deve examinar a si mesmo pelos padrões da Palavra de Deus e todo crente é um discípulo de Cristo, já redimido mas que ainda está em construção. A plenitude dos salvos será na glória, depois que o nosso Senhor voltar para nos reunir com Ele no seu Reino, e isso não será no atual sistema de coisas caídas deste mundo.

A morte em decorrência do pecado e a vida como Graça recebida pela obra de Cristo.


Pregação feita no culto da Capelania Evangélica do Hospital São Paulo dia 16/11/2024 em Efésios 2: 1 a 5, sobre o tema da morte em decorrência do pecado e da vida decorrente da obra salvadora realizada pelo Senhor Jesus, a Graça de Deus que recebemos pela fé no Evangelho.

"Ele vos vivificou, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais outrora andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos de desobediência, entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como também os demais.

Mas Deus, sendo rico em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)..."

(Efésios, 2: 1 - 5)

13/11/2024

Vossos velhos sonharão



Dia 09/11 eu tive o privilégio, junto de alguns irmãos que também são voluntários na Capelania Evangélica do Hospital São Paulo, de servirmos ao Senhor num culto evangelístico no Centro Geriátrico Paulista.

Quando fui convidado para pregar neste trabalho, logo me veio em mente o texto de Joel 2: 28, especificamente a promessa sobre o derramamento do Espírito Santo, profecia que foi cumprida no início da igreja em Atos 2 e que entre outras bênçãos faz com que os velhos tenham sonhos.

E foi essa a mensagem àqueles idosos, foi sobre a bênção de poderem sonhar, de poderem anelar pela realidade gloriosa que é esperada por aqueles que crêem em Cristo e que foram salvos por Ele.

Ouça essa mensagem no YouTube e um trecho no recorte abaixo.




22/10/2024

Deus nos atribui grandiosíssimo valor


Nesta longa estrada da vida...

A Bíblia usa diversas figuras para descrever a vida: um sopro, erva do campo, um grão de areia...

Diante da grandiosidade de todo o universo e da infinitude do tempo nós somos muito pequenos e limitados, o nosso tempo por aqui nesta vida é ínfimo e as nossas realizações variam de grandeza e importância se compararmos o que as pessoas fazem entre si, mas sempre serão minúsculas se comparadas à grandeza do que Deus, o Criador e sustentador do universo, fez e faz. 

E é Deus, o soberano e Todo-Poderoso que é muitíssimo distinto de nós, tanto em grandeza como em poder, em infinitude e santidade, que apesar da nossa pequenez nos atribui grandiosíssimo valor na medida em que nos fez à sua imagem e semelhança e, mesmo com a nossa degeneração pelo pecado nos amou, mandando o seu Filho Santo e amado, Jesus, para vir ao mundo, fazendo de si mesmo um de nós em nossa humanidade para dar a sua própria vida pela nossa para redimir a muitos da condenação do pecado e nos elevarmos à digníssima e graciosa condição de sermos, também, filhos de Deus.

Não existe dignidade maior que algo tão efêmero possa receber quanto o amor de Deus que foi evidenciado na vida e na obra do Senhor Jesus Cristo em nos salvar da maldição do pecado e nos conceder a graça do perdão e da vida eterna como participantes da sua glória na presença do, agora, nosso Deus e Pai. 

Volte-se para o Senhor Jesus, Ele é a ressurreição e a vida, a nossa verdadeira esperança e refúgio salvador. É nele que encontramos o amor de Deus. Todos somos como crianças feridas e cansadas que são recebidas pelos seus braços.

"Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas?"

Mateus, 6: 26

"Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas."

Mateus, 11: 28, 29


Veja também:

Quem ensinou aos pássaros?

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/12/quem-ensinou-aos-passaros-dependerem.html

26/09/2024

A miséria dessa nossa realidade

 A miséria dessa nossa realidade 

Um viver cinzento

Não tão claro quanto a glória de Deus pode fazer, porque a maldição do pecado o enubria, perverte e corrompe;

Mas não tão escuro pelo poder do pecado, porque a graça comum de Deus refreia o seu mal potencial e nos faz desfrutar de todo o bem que de Deus procede.

Portanto...

Este mundo é o mais próximo do inferno que os remidos por Cristo conhecerão e este mesmo mundo é o mais próximo do paraíso que os ímpios conhecerão.

Sabia que o niilismo (como absoluta falta de sentido existencial) é abordado no raciocínio do Apóstolo Paulo no Novo Testamento? (1 Coríntios 15: 32)

"Se os mortos não são ressuscitados, comamos e bebamos, porque amanhã morreremos."

O capítulo 15 da primeira carta aos Contintos é uma defesa da ressurreição como fato definidor tanto dos destinos como do sentido da vida. 

Toda a angústia da filosofia em associar a verdade com o sofrimento está correta, essa é a construção racional dos que despertam para a crueza da existência com suas dores e aparente despropósito que só pode encontrar sentido ou redenção se existir uma realidade além dessa que vemos e que se desdobra por detrás do cenário que nos limita, um desdobramento que só nos é acessível se alguém que estava do lado de lá vier até onde estamos para nos permitir dar um salto que antes não podíamos. As misérias da realidade limitada que conhecemos aqui são reais, mas isso aqui não é tudo.

"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai."

(João, 1: 14)

Na encarnação do "Verbo" Deus se fez homem e a promessa da vinda do redentor se cumpriu. Com a morte do Filho do Homem, do Cordeiro de Deus no holocausto da cruz, o seu trabalho foi realizado, sua obra foi consumada como que numa semeadura de uma boa semente que deve ser enterrada na terra para vingar. Mas com a ressurreição do Filho de Deus essa semente germinou e cresce dando os frutos do seu penoso trabalho, pois foi assim que o Senhor Jesus triunfou da morte, e do pecado, e do inferno e agora vive e reina à destra do seu Deus e Pai em glória para todo o sempre - e se não houvesse RESSURREIÇÃO, tudo estaria perdido, até mesmo a encarnação do Filho de Deus e o seu holocausto na cruz seriam inconclusivos e nada faria sentido e tudo o que nos sobraria para essa existência efêmera seria desfrutar dos seus prazeres passageiros como que para anestesiar a dor de uma existência vazia. Se não houvesse a ressurreição nós seríamos, de fato, meras poeiras da galáxia que vagam despropositadamente num caos insolúvel que ruma sem nenhuma importância para a danação.

Mas, assim como o Senhor Jesus triunfou da morte e ressuscitou, voltando a viver no mesmo corpo carnal que foi concebido pelo Espírito Santo na gravidez miraculosa da sua mãe, a virgem Maria, TODOS NÓS, também ressuscitaremos neste mesmo corpo que agora temos, porém para destinos distintos, sendo os crentes destinados à glória de Deus na eternidade, agora possuidores de um corpo físico plenamente santificado, incorruptível e revestido das glórias do Cordeiro para viver com Ele para toda a eternidade, enquanto os réprobos, os descrentes e ímpios ressuscitarão para receberem as penas por suas perseveranças nas rebeliões contra a Lei de Deus e contra o Evangelho do Salvador, e serão condenados à eternidade consciente ao inferno, agora destituídos da graça comum de Deus que desfrutamos nessa vida, e serão destituídos de todo amor, de toda alegria, dos prazeres, da esperança, da paz e de qualquer manifestação da graça e do bem que de Deus procedem e que sempre foram intervenções suas nesta criação e nas nossas vidas para que as degenerações do pecado não fossem plenas - nesse sentido, Sem a interferência da graça de Deus todo condenado será uma expressão pura do seu próprio pecado, mas agora plenamente consciente de culpa e sem arrependimento, sem perdão e sem misericórdia - até porque não terão consciência do bem, uma vez que a graça comum de Deus lhes será tirada, e então esses condenados sequer o desejarão, ficando evidente que toda condenação ao inferno é perfeitamente justa.

Esse nosso modo de viver em que ainda se convive, ao mesmo tempo, com a graça de Deus e com o pecado, e que por isso não pode ser tão bom, pleno e perfeito como só poderá ser na glória e que não pode ser tão mau, terrível e danoso como só poderá ser no inferno, terá fim no Dia do Senhor, o momento glorioso e cataclísmico da volta do Senhor Jesus Cristo em glória e poder, quando Ele, enfim, reivindicará a Justiça, o Reino e as glórias que lhe pertencem e acabará com esse mundo para dar lugar a um novo céu e a uma nova Terra.



É porque neste mundo o poder da graça de Deus ainda convive com as forças do pecado que nós podemos ver homens santos de Deus caindo em pecados e homens descrentes fazendo coisas boas e elogiáveis. Nos crentes ainda persiste a luta contra o pecado enquanto que Deus refreia o mal potencial dos ímpios para promover o bem de muitas maneiras.

19/09/2024

O amor de Deus e o inferno

 


O amor de Deus e o inferno

Ninguém jamais evidenciou tanto amor verdadeiro, de forma dedicada, qualitativa e quantitativa quanto o Senhor Jesus. 

Ele veio ao mundo por causa do amor de Deus-Pai pela sua criação para redimí-la das maldições do pecado, para nos reconciliar com Deus e nos livrar do inferno. 

E mesmo sendo Ele, a manifestação plena do amor de Deus sendo praticado e comprovado neste mundo, ninguém falou e ensinou tanto quanto o Senhor Jesus sobre a realidade do juízo de Deus sobre os réprobos - aqueles que desprezam a Graça do Evangelho e que resistem à sua ordem do arrependimento porque perseveram na vida de pecado em rebelião contra Deus ao persistirem como não convertidos. O pecado é tão grave perante Deus que o modo de vida em rebelião às suas leis faz de nós objetos da sua ira, da sua justiça, porque a Santidade de Deus e o pecado são irreconciliáveis e isso faz de nós inimigos, sendo o homem um blasfemo produtor de ídolos, um iníquo que se opõe à Lei e à santidade do Deus que é o criador e o sustentador de todas as coisas e que não tem essa humanidade por inocente. E por isso Deus exercerá o seu juízo santo, banindo todo iníquo da sua presença abençoadora, impondo sobre eles as duras e eternas consequências por terem amado e se devotado às suas rebeliões numa morte eterna, porém plenamente consciente e destituída de todo bem que de Deus procede, de toda Graça comum que está derramada no mundo - e isso é o inferno, um mal iminente que só pode ser mudado se o Messias de Deus assumir as condenações e pagar por elas em lugar dos culpados, substituindo-os em seus suplícios, e foi exatamente isso que o Senhor Jesus fez, ao morrer no lugar de muitos pecadores no holocausto da cruz. A morte do Senhor foi substitutiva, Ele morreu em nosso lugar para nos arrancar da maldição do pecado, nos outorgar perdão e atribuir a sua vida, a sua justiça e as suas glórias vindouras - e isso é o Evangelho!

Na Bíblia é Jesus Cristo quem mais ensina e alerta sobre a realidade do inferno - e nEle se prova que a exposição do amor de Deus à humanidade perdida neste mundo caído deve ser acompanhada da exposição da igualmente verdadeira realidade do juízo de Deus, porque o amor de Deus é Santo, e Deus é tanto amor quanto é justo, sendo o amor e a justiça dois atributos de Deus que não existem em separado.

A pregação da Graça de Deus, como expressão do seu amor, destituída das responsabilidades humanas diante da sua Lei e do Juízo é uma forma de se perverter a concepção, nas pessoas, do que é a Graça de Deus. Igrejas que não advertem sobre a gravidade dos pecados e da realidade do inferno não estão pregando o Evangelho direito. 

A exposição do amor de Deus começa na conscientização do pecado e do juízo vindouro: "arrependei-vos e crede no Evangelho!"


Veja também, o ódio à santidade de Deus:

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/07/o-odio-santidade-de-deus.html


E se os mártires da igreja primitiva fossem adeptos do politicamente correto?

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2017/03/e-se-os-martires-da-igreja-primitiva.html

___________________________________

Ed René Kivitz, mais uma vez vociferando contra Deus, contra sua Santidade e contra os seus justos e elevados desígnios. Eis um inimigo da fé, e de Cristo, e da sua igreja. Eis um profeta do anticristo, um vassalo de Satanás, o pai da mentira. Eis a voz do diabo sendo ouvida através de um filho seu. Sofismas são construções de falsa sabedoria, são armadilhas para arrastar incautos. Foi o Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus encarnado e a manifestação máxima do amor de Deus Pai quem mais nos falou sobre a eternidade do inferno. 

Não haverá um único filho de Deus no inferno, mas certamente haverá um inferno para todos os que perseverarem em rebelião contra o único Deus Santo, Justíssimo e Todo-Poderoso. Ed René Kivitz está pagando para ver e suavizando o caminho da perdição para seus incautos ouvintes.

23/06/2024

A doutrina no novo nascimento.

 A doutrina no novo nascimento.


Mensagem baseada no Evangelho de João, capitulo 2, versos 23 a 25 e no capítulo 3, versos 1 a 15, que descrevem que muitas pessoas iam até Jesus por interesse nos seus milagres e que o Senhor não se confiava a elas. 

Então as Escrituras destacam uma dessas pessoas, o fariseu Nicodemos, e o texto sagrado descreve a conversa entre ele e o Senhor Jesus, conversa em que o Senhor diz ser necessário nascer de novo para que se veja o Reino de Deus.

https://youtu.be/cuxZXSdC8aM?si=XaM8teBQea-Giq1C

07/02/2024

Lista de pregações que fiz e que estão disponíveis no YouTube

Lista de pregações que fiz que estão disponíveis no YouTube.

Acesse no link: https://youtube.com/playlist?list=PLiYo9ILRQsYtn4FOSdO3JsdIhSK8b4E98&si=ZmQLH9Kc5ouJPYWq


 
O atentado de Eúde contra o rei Eglom
Juízes 3: 12 a 31 


A fuga de Davi
1 Samuel, 21 e 22


O adultério de Davi com Bate Seba
2 Samuel 11: 1 a 27


Absalão conspira contra Davi
2 Samuel 15: 1 a 18


Davi instrui a Salomão e morre
1 Reis 2: 1 a 12


A profecia de Aías contra Jeroboão
1 Reis 14: 1 a 20


Elias e a providência de Deus
1 Reis 17


Eliseu faz flutuar um machado
2 Reis 6: 1 a 7


Jesus o pão da vida
João 6: 22 a 71


O reinado de Jeoacaz
2 Reis 13: 1 a 9


Um menino nos nasceu
Isaías 9: 1 a 7


Em tudo dai graças  (apenas áudio)
1 Tessalonicenses 5: 18
Pregação feita em festa de Ação de Graças



A oração sacerdotal de Jesus (apenas áudio)
João 17
Pregação feita na Igreja Batista Reformada



O Evangelho sendo proclamado 700 anos antes de Jesus vir ao mundo
Isaías 55  (apenas áudio)
Equipe de visitas com missionário Francisco



O vale dos ossos secos (apenas áudio)
Ezequiel 37
Equipe de visitas com missionário Francisco



Castelo Forte é o nosso Deus.


Veja também - lista de pregações feitas na Capelania Evangélica do Hospital São Paulo:

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/03/pregacoes-no-culto-da-capelania.html


Pregações feitas na Congregação de Guararema:

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/03/pregacoes-na-igreja-presbiteriana.html


18/11/2023

A obra do Senhor Jesus Cristo


Pregação feita no culto da Capelania Evangélica do Hospital São Paulo no dia 18 de novembro de 2023 baseada no texto do Evangelho de João, partes dos capítulos 2 e 3, em que o Senhor Jesus expulsa os vendilhões do templo de Jerusalém, demonstra não confiar nas multidões dos seus seguidores, fala para Nicodemus da necessidade de um novo nascimento para que as pessoas possam entrar no Reino de Deus e mostra o que Deus fez, como ato do seu amor, para que as pessoas pudessem ser reconciliadas com Deus, serem salvas.

Trecho do momento de louvores durante o culto da Capelania.

07/08/2023

O Evangelho


Deus se faz conhecer através da mensagem proclamada da vida e da obra do Senhor Jesus Cristo.

O Evangelho não é apenas racional. Ele é um conhecimento racional e comunicável racionalmente (doutrina) mas é, também, místico, pois os seus efeitos não estão limitados ao intelecto de quem o comunica ou recebe.

"O Evangelho é o poder de Deus para a salvação do que crê" - Romanos 1: 16.

E como se manifesta esse poder?

De duas formas, 1) na história e 2) nos seus efeitos.

A manifestação histórica é o Evangelho quando ocorreu, e por Evangelho entende-se o fato mais importante em toda a história: a vinda do Messias, a encarnação do Filho de Deus, um ato sublime e milagroso, pois o Senhor, mesmo sendo Deus, o Criador revestido de glória e de majestade, esvaziou-se de si mesmo e fez de si um verdadeiro homem, tendo nascido de uma jovem virgem para ensinar às pessoas as verdades sobre Deus e sobre elas mesmas, e para resolver um problema que nós não podíamos resolver, o mal do pecado que a todos aprisiona com suas sentenças de morte, tendo o Senhor Jesus servido como o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo, dos seus eleitos, ao oferecer-se em sacrifício de si mesmo no holocausto da cruz para pagar com os seus sofrimentos e com a sua morte pelos nossos pecados numa morte substitutiva, quando tomou sobre si as culpas dos nossos pecados e nos atribuiu a sua perfeita justiça. Por isso somos perdoados por Deus, justificados pela fé e regenerados para uma vida santificada e eterna com o Senhor. E, depois de ter morrido, o Senhor Jesus, o Santo de Deus, ressuscitou dos mortos vencendo a morte, e o pecado, e o inferno e reassumiu a Majestade ao lado do Pai de onde reina sobre todas as coisas e intercede pelos seus. E essa ressurreição para as glórias de uma vida eterna com o Senhor também acontecerá com os verdadeiros crentes, enquanto que os incrédulos, os que têm o Evangelho como loucura indigna de fé, esses receberão as justas condenações por perseverarem nos seus pecados - muito embora a pregação do Evangelho persistentemente os conclame ao arrependimento de pecados e à fé, sendo oferecidas a todos as misericórdias de Deus e a Graça da sua salvação.

Deus manifesta o seu poder pela sua palavra. Ele deu ordens e todas as coisas vieram a existir simplesmente porque Ele assim o disse. Deus é o criador e sustentador de todas as coisas através do poder da sua palavra. Ele nos deu a sua Lei e nos guia pela instrução da sua palavra. E foi pela palavra que a salvação foi anunciada na promessa do Messias. E então a Palavra se cumpriu, o Senhor Jesus Cristo já veio, a palavra de Deus, o Verbo, encarnou-se. O Evangelho é, então, a mesma palavra que tem em si o poder de criar todas as coisas existentes, mas essa palavra com todo o seu poder é a pessoa do Senhor Jesus que esteve entre nós. NEle vemos e conhecemos a Deus, nEle somos alcançados pelo seu poder de nos refazer em novas criaturas para o seu louvor. 

Este é o poder do Evangelho na sua manifestação histórica, pois nada pode ser mais sublime e poderoso do que a encarnação do próprio Deus Todo-Poderoso, na pessoa do Senhor Jesus Cristo, o Criador dos céus e da Terra, para agir na história e salvar pecadores. O ato mais poderoso de Deus em toda a história foi a vida e a obra do Senhor Jesus neste mundo.

E a segunda manifestação do poder do Evangelho é na sua proclamação. A mensagem do Evangelho tem em si mesma o poder sobrenatural de Deus. Não se trata de mero conhecimento comunicado numa atividade apenas racional. Ninguém é iluminado pela luz apenas com as descrições do que é uma luz. Ninguém mata a sua sede com descrições da água. Ninguém tem a fome saciada com explicações sobre a comida. Alguém só é iluminado quando é exposto ao poder da luz, alguém só tem sua sede ou fome saciados quando bebe ou come. Assim é o poder do Evangelho pregado: nós anunciamos a boa-nova de que Cristo veio e o que Ele fez, mas essa mensagem é carregada do poder de Deus de outorgar mesmo ao pior dos ouvintes, ao pior dos pecadores, os efeitos da obra do Senhor. Acatar como verdade uma história tão incomum e crer de todo o coração em alguém que esteve neste mundo há 2 mil anos, e por causa dessas verdades ter o seu interior e consciência mudados, resultando numa nova disposição de vida em devoção obediente ao Senhor - eis o poder do Evangelho se manifestando em seus efeitos naquele que crê! E tais efeitos não são apenas um resultado do intelecto, mas é místico, um poder sobrenatural e transcendente do próprio Deus comunicando Graça, concedendo fé, perdoando pecados, santificando e salvando a quem Ele ama, um amor sublime evidenciado na eficácia do Evangelho em redimir pecadores para fazer deles filhos do próprio Deus através dos atos do Senhor Jesus Cristo.


Evangelização:

07/12/2022

O verdadeiro conhecimento de Deus é um mistério revelado apenas aos seus eleitos

 O conhecimento de Deus é um mistério revelado aos seus eleitos.

O conhecimento, de fato, das verdades de Deus não é recebido apenas pela assimilação comum dos diversos conhecimentos que nos estão disponíveis.

Acerca de qualquer coisa, qualquer pessoa pode obter seu conhecimento pela explicação feita por outra pessoa, como uma aula, ou pelo estudo, pela leitura, mas o conhecimento eficaz das coisas de Deus não pode ser obtido assim. Esse conhecimento é uma exceção à regra sobre tudo o que se pode conhecer.

Ainda que tenhamos ao nosso dispor fontes estabelecidas pelo próprio Deus para conhecê-lo - a Bíblia, a pregação da Palavra, muita literatura teológica, estudos e pregações de internet, o testemunho dos crentes e a própria criação - nem mesmo a soma de todos esses recursos pode fazer com que alguém realmente conheça a Deus e assimile as suas verdades se Ele mesmo não fizer uso desses instrumentos para revelar-se, para fazer a si mesmo conhecido ao receptor das verdades bíblicas rompendo as barreiras da cegueira espiritual, da cauterização da consciência e da dureza do coração pelo pecado que são males comuns em todas as pessoas - até que sejam transformados pelo poder do próprio Deus.

Existe uma barreira comum a todas as pessoas para conhecermos a Deus pelos instrumentos comuns: espiritualmente estamos mortos em nossos delitos e pecados e não podemos reagir a estímulos espirituais feitos uns pelos outros, e a isso inclui-se o conhecimento das coisas de Deus que é dado de pessoas para pessoas, a não ser que o próprio Deus aja revertendo a impossibilidade humana de receber o que dEle procede, operando o milagre da regeneração em quem estava morto para somente então poder reagir positivamente a Ele. O ato de Deus nos dar vida mediante a pregação do Evangelho (salvação) é que nos habilita a conhecê-lo verdadeiramente.

Então, o verdadeiro conhecimento de Deus não é obtido pelo mero exercício intelectual nem da nossa comunicação humana, mas é ato dEle mesmo fazer uso desses instrumentos para revelar a si mesmo no espírito da pessoa, quando essa pessoa compreende, assimila, quem é o Deus que se revela na pessoa do Senhor Jesus Cristo e esse entendimento só pode ser realizado por obra soberana e sobrenatural do Espírito Santo no coração e na consciência de nem todas as pessoas que ouvem a pregação do Evangelho.

Isso explica, por exemplo, por que há tantos estudiosos, eruditos até, que mesmo sendo estudiosos da Palavra de Deus e da fé cristã jamais foram verdadeiramente convertidos a Cristo e que por isso perseveram céticos acerca de doutrinas fundamentais da fé, como a doutrina da obra vicária de Cristo. Porque a verdadeira assimilação das verdades de Deus é parte da conversão, é obra de Deus, é milagre restrito aos seus eleitos.

30/08/2016

Apenas pessoas comuns com suas fraquezas, mas envolvidas pela Graça de Deus.

“Porque Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, para com todos usar de misericórdia.” (Romanos 11:32)
Às vezes olhamos para certos textos bíblicos e corremos o risco de pensar que suas histórias e ensinamentos, os testemunhos e as conquistas narradas e o alto padrão dos mandamentos divinos estão muito distantes de nós. Somos tentados a achar que pessoas como Abraão, José, Moisés, Davi, Ester, Maria, Pedro, João e tantos outros personagens bíblicos eram pessoas melhores que nós, mais virtuosas ou mais dignas das bênçãos de Deus ou do seu amor.
Não é tão incomum ouvirmos um tipo de argumento escapista que diz mais ou menos assim: “Ah, mas ele era o Apóstolo Paulo e eu sou apenas uma pessoa comum!” - Grande engano!
O problema de distanciarmos a realidade bíblica da nossa realidade e de acharmos que não podemos nos enquadrar na sua grandiosidade é que podemos nos acomodar num tipo bastante ineficiente de cristianismo. Podemos pensar que os nossos “heróis” eram mais fortes, mais aptos, mais santos ou que tinham muito mais fé do que nós para fazerem as coisas que fizeram e concluímos erroneamente que nós não temos condições para nos equiparar às suas façanhas de fé. Daí caímos na cilada da estagnação e do nanismo de uma espiritualidade morna, meramente formal, irrelevante e infrutífera. O problema é que esse pensamento está errado, toda virtude está ao alcance de toda a Igreja porque a sua missão não cessará até que Cristo volte para buscá-la e reduzir a missão da igreja à inoperância é desviar-se e é pecado!
Saiba que nenhum desses personagens bíblicos foi naturalmente virtuoso ou digno da Graça que tinham. Eles eram pecadores também, essencialmente tão fracos quanto nós e igualmente condenados ao inferno se a Graça de Jesus não os tivesse resgatado. Eles eram exatamente como nós, ninguém foi salvo por obras da Lei, nem por méritos próprios e nada do que fizeram os fez mais dignos diante de Deus. A salvação que Moisés recebeu de Deus, por exemplo, foi concedida a ele exatamente da mesma maneira como foi dada a qualquer crente: Deus salva, santifica e concede todos os seus benefícios ao seu povo única e exclusivamente por causa da sua Graça e da fé que Ele mesmo concede como efeito da obra vicária que Jesus Cristo realizou na cruz, ao morrer em lugar de pecadores para comprá-los para Deus.
Todo mérito nas realizações grandiosas ou comuns feitas por pessoas de fé, sejam personagens bíblicos, ou os reformadores protestantes, ou os mártires no início da história da Igreja, ou os missionários que estão no Oriente, na África ou no Brasil, sejam os cristãos famosos ou os anônimos que viveram, que vivem e que ainda viverão... todo ato de fé que redunde em glória para Deus foi realizado por causa da Graça de Cristo que foi abundantemente derramada sobre o povo de Deus, a Igreja de Jesus. É somente por ação do Espírito Santo que somos transformados de pessoas condenadas em instrumentos eficazes nas mãos do Todo-poderoso Deus e foi exatamente isso que aconteceu com todos os heróis da fé que estão na Bíblia, e é exatamente isso que pode e deve acontecer conosco também.
Entender que existe muito mais em comum entre nós e os personagens bíblicos que admiramos deve nos animar, pois as verdades e o poder de Deus que foram vistos nas vidas deles também se aplicam e devem ser vistos nas nossas vidas – e com a mesma eficácia, mesmo em meio aos sofrimentos, lutas e fraquezas que eles e nós vivenciamos ao longo da vida (porque somos humanos) e de formas muitíssimo parecidas, mas sem abandonar a fé.

18/05/2016

Você não é bom! (Sobre a Graça de Deus)




Saiba-se que não existe nenhuma bondade natural em nenhum ser humano. Nenhuma alegria, nenhum amor, nenhuma justiça, nenhuma esperança, nenhum resquício das qualidades que definem, de acordo com o senso comum, a nossa humanidade.

O fato é que fomos criados à imagem e semelhança do nosso Criador e por isso compartilhávamos da sua natureza, dos seus atributos, das suas qualidades e das suas virtudes. Mas nos rebelamos contra Ele e por consequência da nossa rebelião, do nosso pecado, fomos banidos da comunhão que tínhamos com Ele e essa ruptura nos afastou também dos seus atributos como uma corrente que se quebra ou como um rio que se desconectou da sua nascente. Nos transformamos em seres vazios da natureza que deveríamos ter, em deformações daquilo que deveríamos ser.

O pecado que nos caracteriza e que nos perverte é oposto à santidade que caracteriza quem Deus é. Em nosso estado atual, uma natureza pervertida, somos o oposto de tudo o que fomos feitos para ser e o Deus que antes compartilhava conosco diversos dos seus atributos foi transformado, a partir da nossa obscurecida perspectiva, num completo desconhecido e inimigo porque o nosso estado de pecado nos faz ter repulsa à sua santidade. De Deus tentamos nos esconder, sua santidade revela como uma luz poderosa a podridão que tomou conta da nossa existência e esse nosso decadente estado nos faz procurar a escuridão da total ausência de Deus para praticarmos os nossos pecados sem que a luz da verdade divina nos exponha. Em contrapartida ao nosso pecado, a santidade de Deus é como um fogo purgador que consome o mal, é um luzeiro que tanto revela a fonte da nossa salvação como também nos revela o nosso estado decadente. Mas é na sua santidade que está a plenitude de vida que nós mesmos subvertemos.

Não há nenhum justo sequer. Não existe ninguém que seja imune ao pecado. Ninguém crê, conhece ou ama a Deus por mérito próprio.

Contudo Deus é gracioso, Ele compartilha, doa, do seu ser, a fonte de toda vida e de todo o bem, o amor em estado pleno, para que a vida de suas criaturas caídas desfrutem do bem que dEle provém.
Assim, se nós podemos ter alguma virtude, se uma mãe pode amar seus filhos, se temos noções de justiça, se podemos plantar e colher, se existe alguma compaixão, fraternidade ou esperança entre a humanidade não é porque tais qualidades nos são naturais. Essas virtudes são interferências de Deus no modo como vivemos, são manifestações da Graça Comum que de Deus procedem refreando o mal absoluto que nos dominaria por completo caso fôssemos deixados por nossa conta própria. É Deus quem impede que sejamos os monstros potenciais que nossa natureza depravada nos faria ser, verdadeiros demônios ávidos pelo pecado e totalmente possuídos pelo ódio a tudo que representa o ser divino. É a graça de Deus que nos impede de sermos completas antíteses miseráveis do que Ele é, e em todos os sentidos, tanto em atributos como em substância.

Por isso, ainda que alguém não creia em Deus, essa pessoa pode viver com bastante dignidade, pode amar e ser amado, pode realizar diversas coisas em sua vida, pode experimentar alegrias e esperanças, pode entender, ainda que parcialmente, algumas coisas grandiosas como justiça, bem e ciência, mas todo esse bem só é possível porque o Deus que pode ser negligenciado por nós nunca negligenciará a dignidade da vida humana que, ainda que esteja deformada e condenada por causa do pecado, foi criada nos moldes da mais sublime dignidade por ter sido feita à imagem e semelhança do Todo-Poderoso Criador.

Mas a Graça de Deus vai além. E um dia ela nos será tomada...

Além da Graça Comum de Deus, essa manifestação constante que refreia o nosso mal absoluto natural, Deus tem nos concedido a sua Graça Salvadora como consequência da vinda de Jesus Cristo a este mundo para, com a sua própria morte numa cruz, pagar pelas penas dos pecados de muitas pessoas perante Deus para que essas pessoas sejam inteiramente restauradas à comunhão com o Criador.

A Graça Salvadora é o que Deus fez na pessoa do Senhor Jesus para que diversas pessoas dentre toda a história e de todos os lugares desse mundo sejam reconciliadas com a sua santidade e com todos os seus atributos numa vitória plena obtida por Cristo sobre todos os efeitos do pecado. Por isso, por causa de Cristo, nós podemos ser perdoados dos nossos pecados, somos com Deus reconciliados, somos por Ele transformados, regenerados, santificados e somos salvos da condenação que virá sobre a humanidade quando, num futuro breve, Cristo retornar a este mundo para colocar um fim à esta nossa história a fim de que ela dê lugar ao estabelecimento do seu Reino numa nova e santa realidade destinada apenas para a sua glória que será eternamente compartilhada com o seu povo, que são as pessoas que responderam à Graça Salvadora de Cristo com a fé e baseadas na fé seguiram ao salvador.

Quando Cristo se manifestar num retorno triunfal, este mundo - como conhecemos - terá seu fim e Ele separará o seu povo de todas as eras das demais pessoas e instaurará o seu Juízo. A Graça Comum que nos refreia do mal absoluto será retirada dos réprobos e, nessa manifestação do Juízo Final, todos eles serão deixados em trevas absolutas, num limbo indescritível e inimaginável que chamamos de inferno, uma realidade descrita como lugar de choro e de ranger de dentes e de lago de fogo e de enxofre, porque ali as pessoas - ou os monstros deformados que sobrarem do que antes eram pessoas - estarão por conta própria, completamente dominados pela natureza destrutiva do pecado e pela consequente oposição a todos os atributos de Deus num completo banimento do seu ser. A retirada de qualquer vestígio do que seja ou represente o Deus revelado em Jesus Cristo da sua vida é, na verdade, uma realidade que todo pecador deseja, mas sem que se tenha nenhuma consciência de o quão terrível é continuar a viver sem a interferência da Graça de Deus e da sua santidade que constantemente afetam as vidas de todas as pessoas. Quando essa Graça Comum cessar não haverá mais nenhum amor, nenhuma esperança, nenhuma dignidade, nenhuma paz, nenhuma alegria, nenhuma virtude. Haverão apenas os opostos das virtudes divinas e essas "pessoas" serão a antítese completa do que Deus é. Neste inferno também existirá a eterna consciência de que houve a consumação da justiça em sua plenitude, restando aos condenados uma eterna sobrevivência indescritível e agonizante num completo banimento de Deus marcados por um inconsolável e eterno lamento.


08/06/2015

Vilipêndio e Ignorância a respeito da cruz.



Que tristes e miseráveis cenas o tolo orgulho pelos pecados produzem...
Se alguns pensam que podem contestar verdades com suas encenações, opiniões, imposições e prazeres, saibam que não podem, sobre isso todos somos impotentes...
Nunca existiu um vilipêndio ou escândalo maior do que um fato incomparável e que foi realizado num ato exclusivo que não pode ser reproduzido por ninguém.
Ninguém pode tornar mais ofensivo o que foi a maior de todas as ofensas; ninguém pode tornar mais escandaloso o que foi o maior de todos os escândalos; ninguém pode tornar mais humilhante o que foi a maior de todas as humilhações; ninguém pode tornar mais dolorosa o que foi a maior de todas as dores, de todas as angústias, de todos os sofrimentos...
A angústia, a humilhação e o martírio na cruz foi algo que somente Cristo pôde sofrer verdadeiramente. E de forma eficaz.
Ainda que todas as pessoas se insurjam contra esse fato que alguns reduziram a mero símbolo do cristianismo, a cruz, e ainda que todas as pessoas do mundo se unam para tripudiar desse símbolo, toda essa tentativa, todos esses esforços somados, todo o seu vilipêndio, todos os escárnios, todas as releituras e adaptações que as pessoas possam ousar propor jamais afetarão o verdadeiro significado e os efeitos verdadeiros do que foi a morte de Cristo na cruz. Nada pode ser mais ofensivo ou repulsivo do que aquilo que Cristo suportou na maldita cruz.
No máximo as encenações dos escarnecedores afetarão a subjetividade do sentimento religioso de alguns que nutrem simpatia pela cruz. Alguns podem se sentir ofendidos ou escandalizados, mas atos humanos nunca poderão afetar a verdade que o evento na cruz significa e proporciona.
Nada se compara ao vilipêndio sofrido por Cristo, o maior dos escândalos. Se alguém pensa que pode fazer da cruz um pretexto para a subversão, um meio para uma nova mensagem ou transformá-la num espetáculo grotesco, saiba-se que toda essa tentativa é inútil... semelhante tentativa é fruto de ignorância, é perversa, mas é mera ingenuidade. Na verdade esse tipo de atitude é apenas mais uma dentre incontáveis transgressões que fizeram a cruz de Cristo um fato necessário. Nossas transgressões, quaisquer que sejam apenas justificam o fato de que Cristo tinha que morrer de forma miserável numa cruz, tal como foi.
A morte de Cristo na cruz foi o maior de todos os vilipêndios. Na cruz foi evidenciado, como num espetáculo cruel, humilhante, sanguinário e perverso o quanto as nossas perversões e iniquidades são horrendas, ofensivas e destrutivas e nela também foi evidenciado que o amor do Criador pela sua criatura humana é maior que o mal que nutrimos em nós mesmos através dos nossos pecados e que ofende a sua santidade.
Deus, por meio da cruz, mostrou o quanto nos ama apesar de sermos a Ele ofensivos e são justamente os efeitos da cruz que nos faz aceitáveis por Deus.
Na cruz o Deus que criou todas as coisas tomou uma atitude extrema para reconciliar consigo a sua amada criatura humana, que por ter sido criada à sua imagem e semelhança pôde usar da sua liberdade para transgredir, para macular-se, para deformar seu próprio ser numa descaracterização destrutiva da sua natureza que, diante do alto padrão de Deus, da sua santidade, glória e perfeição, transformaram o ser humano em algo repulsivo.
O pecado é rebelião e é maldição e a sua consequência é o banimento de Deus. Ele é a fonte de toda vida e de todo bem e o pecado nos coloca num estado de banimento da Graça que de Deus emana. Nesse estado de banimento nos resta apenas um estado de trevas na irremediável condenação à morte.
O pecado nos macula e destrói e desse mal todos somos participantes. Não existe um único inocente, um único justo. Por causa do pecado nos tornamos avessos à santidade do Criador, ao passo que sua santidade repele o mal que nutrimos em nosso ser. Nós e Ele estamos separados. Em Deus está a nossa verdadeira identificação mas nós aprendemos a ignorá-lo, a detestá-lo e na necessidade de referenciais criamos outros deuses, feitos para satisfazer às nossas perversões e necessidades (e costumamos misturar essas coisas).
Cultuamos a nós mesmos, cultuamos os nossos bens e aos nossos prazeres deformados e esse nosso distanciamento de Deus nos reduziu a formas patéticas de humanidade, somos apenas sombras disformes e detestáveis do que deveríamos ser, sabemos o que é justo e bom mas transgredimos a lei moral de Deus que está impressa nas nossas consciências. Se um dia fomos o reflexo da imagem e da semelhança do Criador, porque foi assim que Ele nos concebeu, agora somos a imagem da sua deturpação e da sua desfiguração, somos seres repulsivos, blasfêmias ambulantes e semiconscientes que agonizam diante da morte iminente e que buscam formas de se entorpecer diante da desgraça sentida.
Todos somos assim, pecadores carregados do mal que o distanciamento de Deus produz em nós, tal como cânceres, tal como feridas que nos apodrecem de dentro para fora. Mas ainda somos! ainda existimos, sobrevivemos e acreditamos, equivocadamente, que merecemos aceitação e celebrações. Queremos que nossas chagas, que nossos pecados, com os quais tentamos nos acostumar, sejam celebrados como se fossem coisas naturais, queremos que os nossos horrores sejam considerados belos, queremos acreditar que o mal que nos assola é coisa boa! Enganamos a nós mesmos quando afirmamos que nossos ideais ou razões são verdadeiros. Estamos enganados a nosso próprio respeito, damos demasiada credibilidade às nossas limitações e utopias e a nossa negligenciada corrupção nos cega e enlouquece cada vez mais. E nessa loucura e cegueira apenas perseveramos no descaminho da autodestruição, do banimento e da morte.
O pecado é o que fazemos conosco, nos maculamos, nos distanciamos do Criador e nos entregamos às consequências de uma escuridão que primeiro devasta a nossa própria alma, é expressado em nosso comportamento, destrói o nosso mundo e por fim destrói a nossa existência. Nesse nosso estado atual, destituídos da Graça de Deus, não nos importamos mais com nossa desgraça, talvez nem a percebemos e está fora do nosso alcance qualquer reparação. A morte absoluta é uma consequência inevitável.
Mas Deus nos fez à sua imagem e semelhança... contudo hoje somos a desfiguração e o vilipêndio dessa imagem, é isso que fizemos conosco mesmos.
Contudo Deus ama a sua criatura humana e nem mesmo o nosso sacrilégio e profanação puderam confrontar a realidade poderosa e imutável do seu amor por nós.
E é por isso que Deus tomou uma atitude drástica: a cruz!
Nós não podemos mudar o mal que impregnou o que somos, não podemos mudar essa torpe natureza pecadora. Não podemos nos elevar ao Altíssimo, não podemos curar nossas feridas, não podemos apagar as marcas destrutivas do pecado e não podemos arcar com as dívidas decorrentes dos nossos erros, injustiças e maldades.
Mas Deus podia...
A quebra de toda Lei tem consequências, toda alma que pecar morrerá e sem derramamento de sangue não há remissão de pecados.
Então, o Todo-Poderoso, o Insondável, o Mistério que antes nos era desconhecido e que antes havia se apresentado como o "Eu Sou", o Deus Criador do Céu e da Terra rebaixou-se à nossa semelhança. O Deus Triúno não ficou impassível diante da nossa desgraça e então, a segunda Pessoa da Trindade se retirou, ainda que por um tempo, do seu alto e sublime trono e se humilhou, se fez homem na pessoa de Cristo, o Messias, a expectativa que todas as pessoas anelam por redenção, a manifestação da salvação divina. Nasceu milagrosamente o menino Jesus da virgem Maria, o verdadeiro Filho de Deus, seu unigênito. Ele cresceu e viveu entre nós para nos ensinar a respeito das verdades de Deus. Ele nos mostrou o caminho, a verdade e a vida e, mais do que simplesmente ensinar verdades e doutrinas Ele veio ao mundo para ser o Cordeiro que foi enviado por Deus para pagar, com o seu próprio sangue pelos pecados cometidos por muitos. Jesus, o Senhor de Toda a Glória veio ao mundo com uma missão específica: para ser humilhado e para MORRER pelos pecadores para livrá-los da maldição do pecado, assumindo Ele mesmo as culpas de outras pessoas diante da justiça de Deus, tomando sobre si os efeitos da nossas maldades, das nossas perversões, da nossa desgraça. Em Cristo a Justiça de Deus foi satisfeita, as penas que cabiam ao seu povo foram pagas com o derramamento do seu sangue. Em Cristo toda a impiedade dos homens foi confrontada, toda perversidade vencida. Ele foi moído pelas nossas transgressões e transpassado pelos nossos pecados. Todos nós o ferimos, todos nós escarnecemos dele, todos jogamos sobre Ele o nosso ódio e desprezo, todo vilipêndio e maldade foi jogada sobre seus ombros, esbofeteamos sua face com nossa ira, cuspimos nele todas as nossas perversões, o esmagamos com nosso desamor e incredulidade, zombamos dele com nossa idolatria, ferimos Ele e o fizemos sangrar até a morte com todo o mal que faz parte da nossa natureza pecaminosa e Deus aceitou a oferta, o sacrifício perfeito e o holocausto definitivo onde um justo pagou pelas penas de muitos para que muitos injustos pudessem ser justificados, pudessem ser perdoados, redimidos, santificados, recebidos como filhos adotados por Deus com todas as honrarias que pertenciam somente ao seu Unigênito.
Podemos aumentar o vilipêndio sofrido por Cristo com nossos atos tolos de insurgência ou de idealismo?
Não! Ele já foi esmagado por nós, por causa dos nossos atos, por causa do nosso pecado.
Mas esse não é o final da história.
O Rei dos reis e Senhor dos senhores morreu na cruz por amor aos pecadores, gente que o detestava, que não o compreendia e que não o conhecia. Mas Jesus Cristo é Deus, é Santo e é Todo-Poderoso, a morte não podia detê-lo e também a morte foi por Ele vencida, assim como o pecado, com a sua ressurreição. Hoje, Cristo vive e reina no seu trono celestial, Ele é soberano sobre todas as coisas e a nossa atual história é apenas uma página transitória que logo será virada pelo Senhor da história. Muitos irão para o seu Reino enquanto que muitos outros simplesmente perseverarão no seu descaminho de perdição e trevas rumo a completo banimento de Deus, o inferno.
Por isso, diante do evento da cruz de Cristo, cabe a nós apenas nos arrependermos dos nossos pecados, não celebrá-los, e seguirmos ao Senhor da vida no seu caminho verdadeiro da verdadeira dignidade humana: A SALVAÇÃO através da fé em Cristo.
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna."
João 3: 16
"De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,
Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus,
Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;
E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.
Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;
Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,
E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai."
Filipenses 2:5-11