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19/11/2024

A sujeição às doutrinas do Senhor é um imperativo aos cristãos verdadeiros.

A sujeição às doutrinas do Senhor é um imperativo aos cristãos verdadeiros.


Erra-se muito quando se dá ênfase no crer em Jesus em distinção do andar nos seus caminhos, reduzindo-se a importância da santificação na obra da salvação. Isso é pecado.

A obra da salvação operada pelo Senhor em favor dos crentes não se resume a crer nEle quando cremos no Evangelho. Esse é o passo inicial, é a "porta" através da qual nós somos inseridos no "caminho", a jornada que todo crente, agora nascido de novo, tem pela frente como filho adotado em Cristo pelo seu Deus e Pai. A fé no Evangelho inclui o processo de transformações da nossa mente, da nossa vida, na medida em que assimilamos e praticamos as doutrinas que são decorrentes da Graça do Evangelho, fazendo com que nos identifiquemos paulatinamente com o Senhor e nos tornemos mais e mais parecidos com Ele. 

Todos estávamos deteriorados pelo pecado, estávamos mortos espiritualmente, e agora temos um longo trabalho pela frente para sermos conformados à imagem perfeita e santa daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Nós não somos salvos se andarmos nos padrões da Palavra de Deus, a salvação não é obtida como resultado dos nossos esforços, mas necessariamente somos salvos para andarmos nos padrões da Palavra, pois a salvação implica em os salvos se esforçarem para se adequarem aos padrões de Deus e servirem o seu Reino. E se não estamos dispostos a isso, então não fomos salvos. 

Nós só podemos imitar a Jesus quando temos clareza sobre o que Ele fez, quando olhamos para as mesmas coisas que Ele, quando praticamos o que Ele nos ordenou. E tudo isso é aprendido nas Escrituras, e não pode ser fruto das nossas imaginações, mas é fruto de assimilação pelo estudo bíblico, uma bênção disponível a todos os crentes com a prometida atuação do Espírito Santo, que é tanto o autor que inspirou toda a Escritura como é quem nos ilumina na sua assimilação, pois Ele é o verdadeiro Mestre da Igreja que atua através dos dons que Ele deu para ela. Mas essa bênção, a da assimilação das Escrituras, tem sido negligenciada por grande parte dos crentes, talvez porque isso exija esforço, dedicação, o fazer escolhas e mudanças e as pessoas, no geral, preferem manter certas idolatrias e misticismos nos seus corações enganosos. Muitos preferem sujeitar a Palavra de Deus aos seus conceitos (como se isso fosse possível) em lugar de sujeitar os seus conceitos à Palavra de Deus. A conformação aos padrões bíblicos, o seguir ao Senhor Jesus, requer de nós a sempre inegociável e imperativa renúncia de si mesmo - e é aí que muitos dos crentes param.

A exigida imitação do Senhor, como alguém que conhece e cumpre as Escrituras é a nossa identificação com Ele e é a maior evidência da nossa santificação, afinal, Ele é Santo e requer dos seus discípulos que sejam santos também. E sem essa identificação, que é a santificação, ninguém verá a Deus. Ou seja, se alguém diz crer no Evangelho mas despreza as doutrinas do Senhor sobre o que Deus requer de nós nas demandas da vida e de como deve ser crido, adorado e servido; e não guarda os seus mandamentos, tal pessoa despreza as transformações que a assimilação das doutrinas de Deus faz na vida de um verdadeiro crente, e portanto, essa pessoa jamais creu no Evangelho verdadeiramente e, por consequência, nunca foi salva de fato.

E são muitos os que querem apenas desfrutar das bênçãos do Evangelho sem estarem realmente comprometidos com as exigências decorrentes dele. Esses querem entrar pela porta, mas se negam a percorrer o caminho por constatarem que ele é estreito e requer renúncias e transformações servis. E pensam que está tudo bem em ficar apenas na porta, que dá para ser salvo apesar das suas escolhas de permanecerem negligentes, rebeldes, mundanos e sem a exigida santificação na conformação de si mesmos aos elevados padrões das doutrinas da Palavra de Deus. Eles querem ter liberdade de pensamento e de procedimento em rebelião aos padrões do Senhor mas acham que seus cultos hipócritas (e com altos níveis de sincretismos) satisfarão ao Deus que é Santo, e ainda requerem dEle as suas bênçãos. Esse tipo de gambiarra tem sido legitimada por muitos líderes de igrejas que têm adequado suas pregações e ensinos a níveis baixos, fazendo parecer que a Graça de Deus é barata e condescendente - mas isso é mentira, pois ainda que a salvação seja pela Graça, por meio da fé e não por obras, nós fomos salvos para as boas obras, especialmente na produção dos bons frutos condizentes com o fato de que agora estamos ligados à videira, ao Senhor Jesus. Então o nosso proceder deve ser obediente e santo, e os cultos de adoração a Deus devem ser santos também - ou seja, devem ser feitos apenas de acordo com as prescrições bíblicas - nada de invencionices, nem sincretismos!

A verdadeira salvação implica no pecador crer no Evangelho, e assim esse pecador se arrepende da sua vida de pecados e se empenha num caminho de obediência a Deus e de adequação aos padrões da sua Palavra - e isso é santificação, é tornar-se imitador de Jesus, um requisito que é praticado pelos verdadeiros salvos que agora prosseguem rumo às glórias do porvir.

Jesus é tanto a porta de entrada como também é o caminho da salvação, e ambos são estreitos.

** A obra da salvação implica em algumas "etapas": os decretos de Deus nos tempos eternos, pois partiu da sua soberana vontade eleger aqueles que lhe pertencem e isso foi baseado na obra de Cristo; a encarnação do Unigênito para redimir pecadores pela sua obra na cruz; o chamamento do Evangelho que produz fé salvadora e justificadora nos eleitos, fazendo com que saiam da condição de morte espiritual e de escravos do pecado para a liberdade dessa escravidão na vida redimida por Cristo, reconciliada com Deus e com o arrependimento real dos seus pecados; a santificação dos regenerados no seu novo caminho de vida, agora sob o Senhorio de Cristo e em imitação obediente a Ele; a glorificação final quando todos os remidos, muitos ressuscitados e outros transformados, todos agora livres dos efeitos do pecado e plenamente santificados, forem reunidos com o seu Senhor e Salvador na sua volta triunfal a este mundo para cumprir o seu Juízo e estabelecer novos céus e nova Terra, onde todos os crentes reinarão para sempre junto do Senhor Jesus glorificado.



"Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz à vida, e poucos são os que a encontram."

(Mateus, 7: 13, 14)


"Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim."

(João, 14: 6)


"Em seguida dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me.

Pois quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim, esse a salvará."

(Lucas, 9: 23, 24)


"Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o viticultor. Toda vara em mim que não dá fruto, ele a corta; e toda vara que dá fruto, ele a limpa, para que dê mais fruto."

(João, 15: 1, 2)


"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie. Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus antes preparou para que andássemos nelas."

(Efésios, 2: 8 - 10)


"Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos; e aos que predestinou, a estes também chamou; e aos que chamou, a estes também justificou; e aos que justificou, a estes também glorificou."

(Romanos, 8: 29, 30)


"Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor"

(Hebreus, 12: 14)

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Arte de Norman Rockwell 

Cristo, o nosso modelo.

Nós, crentes, costumamos dizer que o nosso modelo maior é o do Senhor Jesus Cristo, que nós devemos imitá-lo, que devemos ser parecidos com Ele - e essa afirmação é verdadeira!

Contudo esse aperfeiçoamento não é subjetivo, nem feito conforme queremos ou imaginamos. Ele é objetivo, doutrinário, é escriturístico.

Lemos nos quatro Evangelhos quem o Senhor Jesus é e o que Ele ensinou e fez. Lemos em todo o Antigo Testamento os apontamentos sobre a obra do Messias, especialmente sobre o culto a Deus todo feito em torno dos significados de Cristo como o guia, salvador e purificador do seu povo, e vemos nisso o sempre necessário auto-exame, o exercício da consciência de si e do seu pecado tendo como parâmetro a santidade do Deus que está diante de si e do povo, e lemos em todo o Novo Testamento sobre como se vive a fé que temos no Senhor, tanto no âmbito da fraternidade cristã, do culto a Deus, da vida privativa, familiar e em sociedade.

E aprendemos que seguir a Cristo é sempre um processo de santificação, de nos tornarmos parecidos com Ele na medida em que aprendemos os elevados desígnios de Deus, conforme nos são evidenciados nas Escrituras, e nos sujeitamos cada vez mais à sua vontade revelada, à sua Lei, numa obediência servil e praticante das suas doutrinas.

A Escritura é um tipo de espelho, e nela vemos quem somos e vemos quem Cristo, o nosso parâmetro, é. Nesse sentido, então, todo homem deve examinar a si mesmo pelos padrões da Palavra de Deus e todo crente é um discípulo de Cristo, já redimido mas que ainda está em construção. A plenitude dos salvos será na glória, depois que o nosso Senhor voltar para nos reunir com Ele no seu Reino, e isso não será no atual sistema de coisas caídas deste mundo.

09/09/2024

Santidade


SANTIDADE

Deus é Santo (Ele é separado das contaminações do pecado, é puríssimo, não é parte da criação, subsistindo à parte dela mas está presente e exerce poder total sobre ela) e a santidade de Deus é o atributo distintivo de Deus que qualifica todos os seus outros atributos, é a virtude das suas perfeições em torno da qual todos as demais orbitam (o amor de Deus é Santo, sua onipresença, onipotência e onisciência são santos, sua justiça e bondade são santas, etc - Deus é incontaminável pelo mal do pecado, santidade e pecado são opostos irreconciliáveis)

E esse seu atributo, a santidade de Deus, é compartilhado com o seu povo de duas formas, sendo a primeira exercida na redenção, que é quando Deus separa o remido para si, retirando-o do mundo e do domínio das coisas comuns da corrupção e da servidão do pecado para o pertencimento exclusivo de Deus, fazendo dos remidos a sua propriedade particular, seus filhos, seu povo, seus ministros e sacerdotes, aqueles que reinarão com Cristo em seu Reino por toda a eternidade. Essa redenção foi realizada de uma vez por todas através da obra do Senhor Jesus Cristo na cruz, quando Ele foi obediente ao Pai e cumpriu perfeitamente a Lei de Deus oferecendo a si mesmo no holocausto da cruz para remir, comprar com o seu sangue, o povo de Deus, os crentes, os remidos de todas as épocas e de todos os lugares do mundo, a igreja una e santa, o verdadeiro Israel, o Reino de Deus.

E a santidade é também requerida das pessoas que lhe pertencem como algo que deve ser buscado no esforço dessas pessoas que foram remidas por Cristo para se amoldarem aos seus elevados padrões de santidade na medida em que se adequam e aperfeiçoam na conformidade de si mesmas, dos seus pensamentos e das suas ações à Lei de Deus, submetendo-se integralmente aos padrões santos da Palavra de Deus. Isso é tornar-se semelhante ao Senhor Jesus Cristo, é assim que nos conformamos à sua imagem, ao seu modelo, aos seus padrões, e é assim que o imitamos numa jornada de vida servil e progressiva de transformações visando a nossa perfeita identificação com o nosso Senhor e Salvador, algo que só é possível com a ajuda sempre presente do Espírito Santo, o selo dos crentes.

Os crentes são como vasos de barro que estão sendo moldados por Deus ao longo da caminhada de fé na jornada da vida, tendo como objetivo sermos vasos perfeitos - uma realidade que somente será plena quando o Senhor Jesus vir nos resgatar deste mundo.

Santidade é, portanto, adequar-se aos padrões santos da Palavra de Deus e não é ter experiências místicas que não sejam biblicamente orientadas nem que lhe sejam sujeitas - isso é histeria, obra da carne, é confusão que deve ser purgada pela santificação correta, pela assimilação da Palavra de Deus.

A santidade é o atributo de Deus que é mais atacado, blasfemado, profanado pelos homens que perseveram nas trevas do pecado; e pelo mundo decadente cujos valores pervertidos jazem no Maligno e pelas forças demoníacas que não toleram o poder da Glória de Deus. Antes de qualquer outra virtude ou atributo, é a santidade que os escravos do pecado mais odeiam. Mas essas forças são desiguais, incomparáveis, pois como um fogo consumidor a santidade de Deus destruirá todas as forças do pecado quando o Senhor Jesus Cristo retornar a este mundo para impor o seu santo Juízo.

"Fala a toda a congregação dos filhos de Israel, e dize-lhes: Sereis SANTOS, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou SANTO."

(Levítico, 19: 2)

"Sede vós, pois, PERFEITOS, como é PERFEITO o vosso Pai celestial."

(Mateus, 5: 48)

"Como filhos obedientes, não vos conformeis às concupiscências que antes tínheis na vossa ignorância; mas, como é SANTO aquele que vos chamou, sede vós também SANTOS em todo o vosso procedimento; porquanto está escrito: SEREIS SANTOS, PORQUE EU SOU SANTO."

(1 Pedro, 1: 14 a 16)

"Segui a paz com todos, e a SANTIFICAÇÃO, sem a qual ninguém verá o Senhor, tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem."

(Hebreus, 12: 14 e 15)