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12/06/2024

Nem toda aparência de "evangélico" é Evangelho.


Nem toda aparência de "evangélico" é Evangelho.

Na verdade, muitos deles são armadilhas.

Não é porque apresenta a si mesmo como "servo de Deus" que realmente o seja.

Muitos lobos se apresentam como ovelhas, e muitas vezes como pastores - e tá cheio desses charlatões por aí - em variados graus, como acorre em qualquer tipo de corrupção - uns são mais, outros menos, mas todo corruptor é corrupto. Nesses nossos tempos parece que os cretinos estão em maior proeminência! 

Gente indigna de confiança costuma atrair legiões de incautos como seus seguidores. E nessa feira-livre de ofensas ao Senhor ninguém é inocente, nem o enganador, nem seus enganados. Se a proposta for um estudo bíblico responsável ou uma reunião de oração biblicamente orientada sempre aparecem poucos crentes. A resistência e a má vontade imediatamente se manifestam. Mas se for um evento temático, um "culto da vitória", um louvorzão, aí a casa enche. 

Os cultos bíblicos têm sido recorrentemente descartados, substituídos pelo bundalelê gospel, pela fanfarra das emoções, pela psicologização da fé, pela empresatização das igrejas e pelas contemporanizações, porque a forma fiel e ordenada de adoração a Deus não enche as igrejas (e não dá muito dinheiro) e seria "ultrapassada e ridícula", conforme alguns, prepotentemente, dizem - e ainda acusam de "orgulhosos"e de "soberbos" os que resistem à essa mundanização (adjetivos que eu ouço há anos). 

Enganadores reagem às exposições dos seus erros contra-atacando. Normalmente eles dizem que é "capricho" insistir no que é certo à luz (apenas) das Escrituras, que é "mimimi" fazer apontamentos no que precisa ser corrigido, que é "murmuração" expor os descaminhos e os maus ensinos da fé e que é "muito santo" (termo infelizmente usado de forma pejorativa) quem busca os altos padrões das Escrituras. 

A exposição de pecados gera, necessariamente, um dos dois frutos: ou o desejável arrependimento evidenciado na correção dos erros ou o endurecimento do coração comprovado na continuidade e na justificação desses erros. E, infelizmente muitos líderes religiosos têm preferido reiterar seus erros, desvios e rebeliões com justificativas espúrias e mundanas, ou pior, adulterando o sentido das Escrituras para legitimar seus erros. O fruto visto nesses casos, então, é o deplorável endurecimento do coração, o oposto do que a santificação produziria. E no caso do endurecimento comprovado, sendo perseverante, o seu transcurso será a indesejável apostasia. Se errou o caminho, errará também o destino.

Infelizmente, nessa luta pela verdade, alguns pastores que a conhecem a têm relativizado para proteger a sua condição, as suas escolhas, seus feitos e ambições. Já não é incomum afrouxarem a proclamação doutrinária para, em seu lugar, porem em dúvida a boa teologia ortodoxa. Esses são infelizes que se perdem na autoconfiança. Ideias contemporâneas de fluidez já foram acrescidas às convicções de muitos, como um câncer que adoece e como ferrugem que corrói a fé que deveria ser professada e proclamada sem alterações, exatamente como a recebemos dos Apóstolos do Senhor. Não se teme mais beber água do esgoto, pois a presunção de quem o faz o entorpece, levando-o a crer que poderá discernir o bem do mal num amontoado de confusões do qual se alimenta. E assim o afrouxador e relativizador da fidelidade à verdade tem tido seus crescentes pique-niques no parque com o pai da mentira, crendo, tolamente, que sairá imune do veneno transtornador que bebeu na medida em que deu ouvidos à Satanás. 

Não seja o trouxa que se deixa conduzir por falsos mestres e falsos profetas. A Palavra de Deus está aberta, disponível a todos. Confira se o que teu pastor diz corresponde ao ensino do Senhor Jesus Cristo que foi confiado aos seus Apóstolos para conduzir a igreja até o último Dia. Ah, mas como você poderá conferir se não estuda a Bíblia, se não tem base nenhuma para checar as coisas, se a tua leitura é apenas rasa, superficial, sempre se contentando com o mínimo possível, sendo, portanto, estéril e subserviente a quem te manipula?

O conhecimento das coisas de Deus é um tesouro que se adquire paulatinamente. O conhecimento da Palavra de Deus é uma riqueza acumulada ao longo do tempo e que é consolidada por muitas provações e desafios de fé ao longo da vida. O verdadeiro conhecimento de Deus não pode ser meramente teórico, as palavras do Senhor são "espírito e vida". Sem o teste da prática o saber torna-se inútil e sem o conhecimento das Escrituras toda provação resultará em reprovação da fé de um crente que é muito frágil porque foi muito mal fundamentada na rocha.

A ignorância em pessoas adultas não é resultado, apenas, da negligência pessoal, é também (e, talvez, principalmente) o resultado intencional de algum projeto de poder que quer as pessoas subservientes devido ao baixíssimo potencial crítico, seja esse projeto político, religioso ou qualquer outra forma de se ter poder sobre os outros - afinal, qual líder corruptor quer ser questionado por algum dos seus subordinados? Qual tirano deseja ser confrontado pela verdade? Só deseja o conhecimento da verdade, um bem libertador, quem de fato a ama - e o Senhor Jesus é a personificação máxima da verdade. E a verdade deve ser CONHECIDA e os bons líderes devem serví-la, fazendo-a conhecida!

Uma vez um pastor me disse: 

_ Eu sei o que você pensa de mim, pensa que eu sou um falso mestre.

Ao que lhe respondi:

_ Falso mestre é quem ensina falsa doutrina. Ensine o certo e não será um falso mestre.

Diante da feira-livre vigente em que as vozes prevalecentes têm vendido uma fé corrompida e ajustada aos gostos da freguesia, uma realidade em que as distorções e mentiras têm prosperado e elevado perversos ao estrelato religioso, o que fazer? Sempre existe ESPERANÇA, pois o Senhor sempre preserva o seu remanescente fiel - mas será que você é parte disso? É o teu amor pela verdade que comprovará isso. Enquanto muitos têm pervertido o Evangelho (em diferentes graus) uns punhados de crentes fiéis estão perseverando fora dos holofotes - esses crentes sempre existirão! Provavelmente você não encontrará o caminho de Cristo na feira-livre, você terá que buscá-lo de todo o coração, não nas superfícies, e o Senhor mesmo te conduzirá pela verdade, mas ela está num caminho estreito e apertado, não nos holofotes nem nas facilidades, pois conhecer a Cristo é uma jornada de redenção, de auto-renúncia e de mortificação do pecado em perseverante santificação.

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11/12/2022

Jesus não nasce no coração de ninguém!


É dever dos cristãos, os que são verdadeiramente crentes que professam a fé da Bíblia, a verdadeira autoridade acerca das verdades de Deus, que creiam, que professem e ensinem SOMENTE o que a Bíblia diz sobre quem Deus é, e isso inclui quem é o Senhor Jesus e a sua obra.

Esse dever é ainda mais rigoroso aos pregadores, aos ministros da Palavra, aos pastores que foram devidamente treinados e que receberam a autoridade de pregar e de ensinar o que a Escritura diz, essa sim, Palavra de Deus e expressão da verdade digna de fé.

A Bíblia ensina que o Senhor Jesus nasceu num momento histórico, em Belém, na Judéia, nos tempos do reinado de Herodes, quando Israel estava subjugada pelo império Romano. Os primeiros capítulos dos Evangelhos de Mateus e de Lucas descrevem bem como foi o nascimento do Senhor, um fato histórico que foi profetizado no Antigo Testamento. O Senhor Jesus nasceu de fato uma única vez, uma pessoa real, a encarnação do Filho. NEle Deus se fez verdadeiramente homem para ser o Cordeiro de Deus destinado à cruz do Calvário e, depois de morrer pelos pecados do povo eleito de Deus, Ele ressuscitou, triunfando da morte e agora está assentado ao lado do Pai, na glória, de onde exerce o seu senhorio sobre toda a criação e intercede pelo seu povo, aguardando o grande Dia do Senhor, o grande evento do seu retorno para impor o fim da era presente, instaurar o Juízo e iniciar novos céus e nova terra junto do seu povo, as pessoas que creram, os seus redimidos.

Nosso dever, como Igreja do Senhor, é pregar ESSAS VERDADES, sem acréscimos, sem distorções, sem subjetividades. 

Mas, infelizmente há quem pregue distorções de fatos históricos e bíblicos a pretexto de tornar a mensagem do Evangelho mais "receptível" aos ouvintes. Esses MENTEM! Seu erro consiste em impor sua arrogância travestida de falsa humildade de que podem "aperfeiçoar" o que já é perfeito. Nada podemos fazer para "melhorar" o Evangelho uma vez que ele é obra de Deus e não de homens, expressando então os elevados desígnios de Deus e, por isso, o Evangelho é perfeito como é, pois é o "poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê" (Romanos 1: 16)

Dentre as muitas formas de distorção do Evangelho, um labor tipicamente satânico (todas as vezes em que vemos Satanás, o pai da mentira, descrito na Bíblia, ele está pervertendo a palavra de Deus e às vezes ele o faz sutilmente a fim de adulterar as convicções e as práticas na fé em Deus, pois o tentador nos incita a pecar e pecado é sempre rebelião contra a Palavra de Deus - e isso inclui adulterá-la), uma dessas formas é a de se "ensinar" que "Jesus nasce no coração das pessoas" - mas esse ensino não tem base nas Escrituras, é mentiroso pois Jesus nasceu apenas uma vez num fato histórico e essa ideia de que ele nasce nos corações é uma subjetividade abstrata inaceitável à verdadeira fé, é uma mentira que deforma a ideia que se tem acerca da verdade do Senhor e uma concepção errônea do Evangelho. Por isso esse tipo de pregação é HERESIA e, apesar da falsa humildade é um ANÁTEMA (Gálatas 1: 8) por ser um tipo de "evangelho" corruptor do verdadeiro.

Quando recebemos o Evangelho do Senhor com fé no coração, não é o Senhor que está "nascendo também no coração além de ter nascido na manjedoura em Belém", nós o estamos recebendo como Senhor e Salvador da nossa vida e somos nós que estamos sendo regenerados pela conversão, obra soberana do Espírito Santo, ao recebermos um novo coração de carne, apto para crer e para servir a Deus em troca do velho coração de pedra que estava morto pelo pecado.

O nosso dever é o de pregar a verdade, não abstrações que a corrompem. O Senhor é verdade e é vivo independentemente de as pessoas crerem, Ele simplesmente "é" e os nossos deveres são de fidelidade perante Ele ainda que essa fidelidade nos coloque contra todo resto do mundo.

O ministério da mentira, da iniquidade que se multiplica, tem agido sordidamente e muitas vezes com cara de cordeiro, e por isso às vezes temos dificuldade de fazer resistência às setas inflamadas de Satanás porque seus agentes nos parecem amigáveis. Mas como a prioridade é a fidelidade ao Senhor é o nosso dever, também "não compactuar com as obras infrutíferas das trevas, mas condená-las." (Efésios 5: 11), refutando a todo tipo de engano com reafirmações da VERDADE.

"sempre seja Deus verdadeiro, e todo o homem mentiroso" - Romanos 3: 4

04/03/2016

Carisma - sobre a capacidade que algumas pessoas tem de "enfeitiçar" outras pessoas


Carisma é uma habilidade que algumas poucas pessoas têm para angariar simpatizantes de uma forma pouco explicável.

Algumas pessoas tem a capacidade de "enfeitiçar" outras pessoas com o seu modo de falar, de gesticular, de olhar...

Elas transmitem uma falsa confiabilidade.

Uma pessoa carismática consegue seguidores quando fala verdades (quando usa seu "dom" para esse fim - poucos fazem isso), mas também consegue, inexplicavelmente, muitos seguidores ao falar mentiras - nesse caso o seu carisma foi mais determinante para conquistar devoções vulneráveis do que a racionalidade. Uma pessoa carismática pode ser reconhecida em psicopatas como Charles Manson, em ditadores como Hitler ou, como no nosso caso Tupiniquim, no líder da quadrilha petista chamado Lula - ouví-lo é quase que ser enfeitiçado, é ser inclinado, contra todas as evidências, a acreditar que ele é mesmo a alma mais pura e bondosa desse país.

Nunca, nunca dê ouvidos ao Diabo, ele é sedutor, dotado de uma capacidade de enfeitiçar, é carismático mas é mentiroso e homicida ao passo que nem sempre a verdade vem dentro de embalagens agradáveis à vista, pois é nua, crua e não teme ser investigada.

A verdade fere por ser implacável e exigente de um alto padrão ao passo que a mentira só pode subsistir sob disfarces que agradam os nossos enganáveis sentidos.


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Sermões rasos sabotam as Escrituras

Um sermão baseado numa reflexão rasa e cheia de opiniões pessoais acerca de um texto qualquer das Escrituras pode mais obscurecer do que esclarecer as verdades contidas nesse ou em qualquer outro texto bíblico.

O pecado de muitos pregadores de imporem as suas desnecessárias opiniões numa exposição preguiçosa dos textos bíblicos em suas trágicas pregações é um dos principais causadores do desconhecimento que grande parte das pessoas que se dizem cristãs têm acerca da fé que afirmam professar e, por consequência disso, grande parte dessa cristandade é inapta para desempenhar o seu papel de discípulos de Cristo neste nosso tempo.


O máximo que esses maus pregadores, que são sabotadores do Evangelho de Cristo, conseguem fazer com o seu falatório religioso é reduzir a grandeza da Palavra de Deus a algo que ela não é: em seus sermões ela é reduzida a regras e fardos reguladores de costumes e de práticas meramente morais voltados para a manutenção de um sistema religioso sem nunca alcançarem efetivamente o propósito transformador, libertador, redentivo e glorioso do Evangelho.

15/06/2014

Algumas reflexões sobre o amor cristão


1) Uma tentativa de explicar o amor, algo que deve ser vivido:

O amor é como a fome e é semelhante à sede, quem experimenta essas coisas não pode ficar inerte pois essas sensações precisam ser saciadas.

O amor é o desejo resultante em ações que buscam a felicidade do outro; é uma necessidade que nos faz usar de esforços e sacrifícios pelo bem concretizado na vida de outra pessoa; é a virtude em sua manifestação máxima para a dignidade e manutenção da vida.

A melhor definição de amor foi o ato divino diante da completa imersão no pecado da sua criatura humana. Por causa do seu amor por nós Deus enviou seu filho Jesus a este mundo, à nossa semelhança, para nos mostrar o caminho da verdade e da vida e para nos salvar dos nossos pecados pagando por eles com sua própria condenação à morte na cruz.

Outra evidência do poder do amor que foi revelado em Cristo é que o verdadeiro amor nunca acaba, sempre vence triunfante, assim como Cristo venceu a morte e triunfou do que era para ser a nossa condenação ao ressuscitar. É por amor que Ele fez tudo o que era necessário para nos salvar.

Deus nos ama e nos quer para si e a fé no filho de Deus é a única resposta possível que podemos dar ao seu chamado de amor e de vida.


2) Sobre a nossa dificuldade dificuldade de praticar o amor:

A grande corrupção humana está na sua incapacidade de cumprir os dois principais mandamentos da Lei de Deus: o amor a Deus e o amor às pessoas.

"E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento.
E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas." (Mateus 22:37-40)

Resistimos ao amor de Deus quando o ignoramos, quando dedicamos maior zelo às coisas mundanas do que à sua glória; quando deturpamos a compreensão da sua graça fazendo com que pareça ser similar aos mesquinhos valores mundanos, quando rebaixamos a grandeza do seu amor ou da sua justiça ou quando nos elevamos a graus indevidos como se isso pudesse minimizar ou relativizar a grandeza e a importância do Criador.

O desamor por Deus é irmão gêmeo da mentira, pois só pode ser justificado com as mais desonestas maneiras de subversão da verdade a fim de que pensemos equivocadamente que de Deus não precisamos ou que não é necessário tributar-lhe a devida honra. Esse desamor só existe com o auto-engano que alimentamos em quase tudo o que fazemos e que coloca nos altares dos nossos corações qualquer ídolo caricato e inútil que inventamos para nos satisfazer, sejam nossos próprios interesses ou sonhos, sejam coisas materiais, valores ocos e manipuláveis ou até a própria subversão na compreensão do ser de Deus com a posição extremada de alguns de negá-lo.

E como conseqüência do desamor por Deus, de não atentarmos para a grandeza do seu ser e nos submetermos agradecidos em adoração a Ele, nosso coração vazio da sua glória se preenche com tristes deformações da verdade e ficamos incapacitados de amar as outras pessoas como deveríamos amar (e deveríamos porque é mandamento divino e esse mandamento ficou marcado na nossa alma). Na nossa incapacidade de amar verdadeiramente, tratamos as pessoas como bens, como coisas, como objetos que podem ser descartados e esse desamor, de forma coletiva, é a causa principal das injustiças que assolam as pessoas em todo o mundo.

O irmão gêmeo do nosso desamor pelas pessoas é nossa avareza, é nosso insaciável desejo de auto-realização, de auto-satisfação, é o desejo intermitente de sermos celebrados, reconhecidos, cultuados e, paradoxalmente, de sermos amados. O desejo por ser amado de forma distorcida é uma evidência da nossa triste incapacidade de amar, porque se amássemos de verdade nós estaríamos satisfeitos, seríamos felizes de verdade e não mendicaríamos amor ou atenção dos outros - já estaríamos muito bem-resolvidos.

Nós fomos criados para amar (a Deus a ao nosso próximo) e amar é servir, é repartir, é doar, amar é encontrar integralmente o nosso lugar seguro, nossa missão, nossa realização existencial que só pode ser concretizada com o amor dedicado a Deus em primeiro lugar e ao nosso semelhante como uma conseqüência real e inegável do poder transformador desse amor.

Se alguém diz que ama a Deus mas não é capaz de amar ao seu próprio, saiba, você não ama a Deus. E se alguém trata ao seu próximo como coisa, como objeto útil, mas descartável, saiba, você está completamente perdido num estado miserável de existência e o único remédio para essa forma miserável de vida é encontrar o seu amor fundamental na pessoa de Jesus Cristo. 

As pessoas são tratadas como coisas descartáveis quando as coisas e não as pessoas são prioridade. E perceber isso é um processo desmistificador doloroso de certos valores que não passam de bengalas para muitos, pois a verdadeira fé sempre é acompanhada pelo amor e o verdadeiro amor é por pessoas e nunca por coisas.

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (João 3:16)


3) A Igreja como agente do amor:

Existe uma balança reguladora da Graça de Deus (o verdadeiro bem e a verdadeira vida) no mundo e ela é a Igreja de Cristo.

Quando a igreja se deixa dominar pela apatia ou por ensinos e práticas estranhas ao Evangelho, então o mundo perde de vista o seu referencial da verdade e é mergulhado mais fundo nas trevas do engano e do pecado.

Em contrapartida quando a igreja assume seu papel de anunciadora do Evangelho, pregado o amor de Deus com suas palavras e com suas ações de misericórdia e de justiça (e não pode dissociar essas duas formas de proclamação - pregação e ação), então o mundo vê um poderoso referencial da Graça de Deus agindo nas pessoas e apontando para o caminho da vida.

...e se o nosso mundo contemporâneo está ruindo, abraçando o pecado como norma e relativizando a verdade, conclui-se que a igreja contemporânea é um luzeiro quase apagado que precisa ser (re) aceso...

"Vós sois a luz do mundo"
"Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus." (Mateus 5:14 e 16)


4) A Igreja contemporânea predominante, relapsa na prática do amor:

Vida cristã que não sofre com as angústias desse mundo doente não é vida cristã. Também não é nem vida cristã, nem igreja, a simples confraternização de pessoas que apenas compartilham algumas crenças comuns que são pouquíssimo praticadas - e muitíssimo negligenciadas - mas que na verdade se juntam para se sentirem bem e em paz consigo mesmos numa alienação das angústias do mundo e na busca de proteção aos seus valores pessoais e egoístas paradoxalmente construídos em nome da sua fé. 

Na verdade muitos buscam, apenas, se proteger do campo de trabalho e de guerras neste mundo de ilusões e desejam viver uma vida regalada supondo que Deus se satisfaz com músicas sentimentais nos cultos de domingo, com dízimos e com uma vida relativamente moral. O cristão idealizado por muitos hoje em dia é um ser mediano, uma criatura apática e inexpressiva, mero cumpridor de rituais e de algumas regras, mas completamente incapaz de ser agente de salvação num mundo conturbado e vil. Essa caricatura de um cristão é alguém que está indisposto a amar ao seu próximo como a si mesmo, é alguém que estrutura sua fé no medo e que possui um tipo de fé infantilizada, mas bastante teorizada.

Se tem ALGO QUE PRECISA MUDAR na prática evangélica é a disfarçada e não confessada DOUTRINA DO MEDO.

Temos medo de interagir com outras comunidades cristãs para sermos de fato um só corpo em Cristo e uma única (multiforme) e universal igreja visando o Reino de Deus (João 17: 22) por medo de que interfiram em nosso modo de ser, por medo de que influenciem nossa doutrina e por medo de termos nossas tradições mudadas. Certamente haveria interferência mútua nessa união, mas é preciso reconhecer que todos somos imperfeitos e que nossos irmãos cristãos nos completam e que juntos somos eficazes em nossa missão cristã e que é errado pensarmos que essa ideia de corpo refere-se apenas à igreja ou comunidade local porque nossa verdadeira unidade é global, assim como a nossa missão é global (Romanos 12: 5).

Temos medo de abrir nossas portas e corações aos estranhos porque temos medo de que eles nos prejudiquem, temos medo de compartilhar, temos medo de perder o que temos e temos medo de colocar em jogo o nosso bem-estar e segurança (Mateus 5: 44). Mas é justamente para isso que fomos chamados: para dar, alimentar, cuidar, servir, amar e se for preciso perder! (Mateus 5)

Temos medo de sermos igreja exercendo sua missão no lugar correto: no mundo, também dentro, mas principalmente fora dos nossos muros (João 17: 18), onde há carência da Graça de Deus, do anúncio e manifestação do seu amor e do milagre do seu perdão restaurador. Mas ao invés disso nos encastelamos em prédios feitos por mãos humanas e lhes damos os equivocados nomes de igrejas e templos, para inventarmos ali ministérios, ocupações e missões como se Deus quisesse apenas que lhe ofereçamos nossos cultos nos domingos... temos medo de acatar às ordens do Senhor e por causa do nosso medo as relativizamos e as interpretamos de modo que nos proporcione paz e segurança (falsas).

Temos medo de nos abrir para o que existe lá fora porque tememos que estraguem nossas igrejas, temos medo de que influenciem mal os nossos filhos, temos medo que deturpem nossa doutrina, temos medo de confrontar nossa fé e por isso nos empenhamos em proteger essas coisas e achamos que fazendo isso estamos fazendo o bem, quando na verdade tomamos em nossas mãos o papel do verdadeiro defensor de Igreja, seu único sustentador, seu rochedo, alicerce, fundamento, guarda, criador e protetor - o próprio Deus.

Jesus fazia das colinas da Galiléia a sua congregação, ele pregava nas margens do mar e ensinava nas sinagogas (igrejas da sua época), mas também nas casas, nas festas, nas ruas e nos lugares mais improváveis Ele fazia manifestada a Graça de Deus. Em todos os lugares o Todo-Poderoso era cultuado com seus gestos e com suas palavras porque Jesus sabia, e fez questão de ensinar aos seus discípulos (dos quais fazemos parte) que nossa missão são as pessoas. São nos corações das pessoas que está a terra que devemos semear e cultivar com sua Palavra.

Por isso, quem ama de verdade não precisa ter medo, não se encastela e não se priva dos riscos de amar ao seu próximo como a si mesmo.
"No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor." (1 João 4:18)


5) As ideologias mundanas contemporâneas que têm influenciado mal a igreja:

"Pós-Pós-modernismo"
O espírito mundano semeando desordem visando a reconstrução de uma nova sociedade alicerçada numa ideologia maligna que está sendo imposta:

1) Ocupe as escolas com ideias nocivas - Conteste valores fundamentais de forma gradual, eduque as novas gerações em ideologias revolucionárias, destrua as noções de verdade e de bem e faça os tiranos parecerem heróis e exemplos a serem seguidos. Mire furiosamente nas instituições tradicionais e as destrua (família e igreja), substituindo-as por novas, frágeis e falsas instituições.

2) Inviabilize governos - Semeie o caos, desestruture a ordem, multiplique e indefina discursos, faça com que os referenciais sejam perdidos, suborne os idealistas, plante mentiras e escândalos, crie armadilhas, compre as lideranças, estabeleça idiotas como líderes, faça dos sindicatos meros instrumentos de poder político e transforme os partidos políticos em empresas de poder e de lavagem de dinheiro. Coloque o bem comum numa escala secundária na pauta política e priorize o jogo do poder, a política pela política e pelo dinheiro. Transforme políticos em ricos mafiosos para serem desqualificados, tendo por fim a completa desqualificação da própria política e a descrença na Democracia. Na desordem fragilize a população, compre a gratidão dos pobres, manipule-os e frustre os outros grupos sociais. Faça com que todos fiquem confusos, desiludidos e desgarrados porque assim serão facilmente dominados. Abra espaço para uma nova forma de governo.

3) Idiotize a população, transforme-a num grande gado que pode ser dominado. Engane-a, faça do acesso à informação um meio de se obter muito conhecimento sobre todas as coisas, mas de forma superficial, rasa e manipulada. Plante valores que podem ser facilmente manipulados, como a corrida pela satisfação material e descartável - coisas que na verdade têm pouquíssima importância e relevância para a vida. O consumismo descartável manterá a engrenagem funcionando, sustentará o status quo, satisfará aos anseios das pessoas robotizadas e as escravizará. Elas ficarão de tal modo envolvidas, ocupadas, hipnotizadas que não se importarão com sua decadência espiritual, moral e existencial e serão subservientes.

Seria isso mera "teoria da conspiração" ou realmente caminhamos para uma redefinição da sociedade de forma previamente planejada?

E diante dessas ameaças a Igreja tem se fechado cada vez mais, ficando cada vez mais parecida com um clube... Igreja? Omissa, fechada em si mesma e fazendo de si um parquinho de diversões para entreter sua frágil membresia... Isso não é igreja!

(Alguns sintomas da decadência da igreja institucionalizada [e me refiro àquela que tem "zelo" doutrinário] são sua inexpressiva importância como referencial de valores e de impacto social e a dependência crescente do uso de entretenimento tanto para a realização de "evangelismos" cada vez mais parecidos com animações de buffet infantil como para manter sua frágil membresia. 
Precisamos repensar nossas formas de ser igreja contemporânea, para não nos reduzirmos a ser meros clubes onde se faz palestras morais acompanhadas de músicas terapêuticas e emotivas, nem parquinhos de diversões pois essas coisas também são deturpações do Evangelho.)

6) Deus e o amor:

O amor é um dos atributos morais de Deus e essa sua característica em seu estado pleno e perfeito define a Deus como a própria personificação do amor (1 João 4 v. 8 e 16).

O amor significa que Deus se dá, a si próprio, para o benefício, para abençoar aos outros e essa é uma característica do seu ser que ao mesmo tempo não permite que Ele seja indiferente diante de sua criação (que é objeto do seu amor) e nos atrai para Ele. Por amor Deus enviou seu filho Jesus para morrer pela humanidade na cruz, o mesmo Jesus que sempre se relacionou amorosamente com o Pai (Jo. 14.31; 17. 24). 

O amor de Deus nunca se acabará, é inistingüível, não pode ser afetado por forças exteriores (nem pelo nosso pecado), pois tal como Deus é, imutável e eterno, seus atributos também o são e, portanto, seu amor é imutável, pleno e prefeito. Se o amor visa o bem da pessoa amada, e o amor de Deus é o amor em sua totalidade e perfeição, deduz-se que não haja ninguém em toda a existência que queira e faça o bem como Deus o quer e faz e a manifestação plena do nosso bem é a nossa salvação - nossa regeneração, ou conversão, pela fé em Cristo. 

O amor é um atributo compartilhado com toda a humanidade em diferentes contextos e, portanto, é distribuído por toda a criação como um elemento da graça comum de Deus a fim de que a vida seja possível, desejada e possivelmente agradável. A mesma separação em “dois blocos” principais conforme o tipo também pode ser feita no que se refere aos tipos amor – o amor sentido pelos ímpios e o amor sentido pelos filhos de Deus. A razão humana costuma distinguir o amor em “tipos” conforme a aplicação, tal como o amor entre homem e mulher, o amor entre amigos, o amor de pais para com seus filhos e o amor de Deus. O ser humano é capaz de amar como resultado dessa graça comum, embora o seu amor seja extremamente afetado pela natureza pecaminosa que o deformou, fazendo com que seu amor seja uma deformação do amor perfeito de Deus – mas mesmo assim é amor (verdadeiramente, qualquer mãe “sadia”, apesar de ser pecadora, ama ao seu filho e muitas delas são capazes de dar suas vidas por eles). 

Os cristãos, por obra da regeneração operada pelo Espírito Santo na conversão são capazes de viver um amor aperfeiçoado e muito mais próximo daquele amor que Deus tem por suas criaturas e que é vivenciado entre a Trindade (Pai, Filho - Cristo - e o Espírito Santo), mas que mesmo assim ainda está eternamente distante da plenitude do amor que somente Deus tem e sente - esse distanciamento com sua imperfeição terminarão com a efetivação da nossa redenção (1 Coríntios 13 v. 12 e 13)