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30/06/2026

Igreja de Laodicéia


A igreja que parece ser predominante na nossa época é muito parecida com a repreensível igreja de Laodicéia, descrita em Apocalipse 3: 14 a 22. Ela é muito parecida com um clube, um encontro de gente que não se considera radical, nem tão santa, nem tão mundana, nem tão zelosa em todo o ensino bíblico, nem tão pecadora. Gente que acredita que está tudo bem em ser morna, que acredita que Deus se contenta com uma expressão de fé mediana, que se devota moderadamente a Deus mas sem radicalismos, sem sacrifícios, sem comprometer suas seguranças neste mundo, seus relacionamentos, seus negócios - afinal, eles se gabam do que são, do que têm, suas biografias são ostentatórias e diante desse precioso patrimônio eles não querem, em hipótese nenhuma, "queimar seu filme" com ninguém, nem com os impios. Ensinos bíblicos sobre a incompatibilidade entre os senhorios de Deus com o senhorio do mundo são relativizados por essa gente ("Infiéis, não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus."- Tiago, 4: 4). Pensam, essa gente morna que jura que a sabedoria é evidenciada em manter o equilíbrio entre a vida espiritual e a vida mundana e que para isso evitam temas sensíveis aos seus interesses ou aos dos seus colegas (e que por isso crucificariam ao Senhor Jesus novamente, se tivessem o constrangimento de ter que conviver com um Senhor tão radical, mas o fazem com os discípulos do Senhor como sempre fizeram e sempre que podem, cerceando-os e calando-os, seja por meio da decapitação, ou os jogando ao fogo ou ao limbo da inexistência local na tentativa de anular os mesmos constrangimentos), gente que se reúne com seus semelhantes em entretenimentos religiosos domesticados, superficiais e repletos de artificialidades, em cultos feitos sob medida para as pessoas se sentirem bem na medida em que são expostas a partes selecionadas da verdade de Deus num ambiente de grande apelo sentimental que é facilmente, e de propósito, confundido com o agir do Espírito Santo (e que por isso intensificam a gravidade dos seus pecados - Mateus 12: 32, 32), em reuniões onde a rebelião e a soberba da carne decidem os limites de até onde Deus deve se impor e manipulam a sua vontade revelada, como se essa ingerência fosse eficaz para impedir Deus de ser soberano e de agir como quer. Suas soberbas os fazem esquecer que nem um til da Lei pode ser invalidado.

Dessa igreja, não tão fiel a Deus mas não tão má, construtora de pontes e que, para isso, negocia a verdade e a fatia em pedaços com o descarte e a manipulação de partes "desagradáveis" que poderiam inviabilizar a empreitada, uma forma de igreja condescendente e morna que mantém o Senhor Jesus do lado de fora - Ele não faz parte do que ocorre lá dentro, não está recebendo esse tipo de culto, não é o cabeça nas suas deliberações, não é reconhecido nesse local, não é seu chefe, não é o seu Senhor nem o seu Rei. Na prática os cultos dessa "igreja" são  expressões de hedonismo, são antropocêntricos, feitos pelas pessoas para si mesmas, para a sua auto-legitimação, mas com alguma roupagem cristã que nessa miscelânea não passa de uma caricatura. Isso é grotesco para a santidade do Deus auto revelado em Cristo! 

Mas, mesmo assim, o Senhor está batendo na porta, pelo lado de fora, numa demonstração do seu amor salvador para que alguém o ouça e o deixe entrar para, então, existir comunhão de fato com Ele - e, obviamente, impor uma reforma real, um conserto, uma limpeza geral, pois tudo o que corrompia aquela igreja tem que deixar de existir para dar lugar às práticas saudáveis e fiéis ao Senhor.

Tudo o que ocorre dentro do recinto com aparência de igreja mas com a ausência do Senhor é inútil, pecaminoso e beira à blasfêmia. Isso porque o mal e a corrupção do pecado podem se apresentar numa embalagem agradável e a boa educação dos homens caídos nos parâmetros mundanos pode disfarçar o mal real. Alguém pode dizer que fulano é tão educado, distinto, cortez, saudável e bem-sucedido que parece nem precisar de salvação, e ele mesmo pode pensar que não precise de Cristo. Na verdade muita gente busca ser bem sucedida segundo os padrões do mundo e usa a Cristo como degrau para isso. Essa corrupção de colocar o ídolo do sucesso mundano como objetivo de fé e não ao próprio Senhor Jesus parece ser o grande mal da igreja de Laodicéia e também parece ser o grande mal da igreja predominante do nosso tempo. Em Laodicéia o descaramento da degradação é tão grande que seus participantes achavam que a fraternidade corrompida dos homens que se gabam do que possuem é equivalente e substitui a presença de Cristo. Eles trocaram a comunhão real com Deus pela confraria dos homens decadentes. Essa igreja virou um boteco goumetizado e seus frequentadores são tão tolos quanto um bêbado na sarjeta. 

Satanás é um sedutor experiente que penteia os cabelos, usa um bom perfume e escova os dentes para cochichar nos ouvidos dos incautos, e eles tolamente acreditam e se gabam de que essas seduções torpes são o melhor caminho.

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O texto de Apocalipse 3: 14 - 21 que descreve a igreja de Laodicéia:

"14. Ao anjo da igreja em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus:

15. Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente!

16. Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca.

17. Porquanto dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu;

18. aconselho-te que de mim compres ouro refinado no fogo, para que te enriqueças; e vestes brancas, para que te vistas, e não seja manifesta a vergonha da tua nudez; e colírio, a fim de ungires os teus olhos, para que vejas.

19. Eu repreendo e castigo a todos quantos amo: sê pois zeloso, e arrepende-te.

20. Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.

21. Ao que vencer, eu lhe concederei que se assente comigo no meu trono, assim como Eu venci e me assentei com meu Pai no seu trono.

22. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas."

23/06/2026

Toda a criação foi corrompida pelo pecado.



Toda a criação foi corrompida pelo pecado.

Eu vi essa cena de uma minhoca sendo atacada por um exército de formigas numa calçada, que registrei com meu celular, e isso me levou a uma sucessão de reflexões que resultaram no texto a seguir:

* Sobre a existência do mal e do caos no universo e da impossibilidade da existência de vida alienígena.

O capitulo três do livro de Gênesis descreve o pecado original e suas consequências não apenas na comunhão do homem com Deus mas também todas as consequências dessa ruptura. O ser humano, como cabeça da criação, a única criatura que tem em si o privilégio, a honra e a autoridade distintivos de ser feito imagem e semelhança do próprio Deus (Gênesis 1: 26 e 27) e que, por isso, dada a sua distinção das demais coisas criadas, com o seu pecado condenou tudo o que estava confiado à sua autoridade à degeneração que a rebelião do pecado lhe imputou.

Recebemos morte espiritual e física, como consequência da nossa inimizade com Deus, e além dessas coisas também fomos submetidos às consequências do nosso banimento da santidade de Deus nas múltiplas maneiras como o mal é cultivado e colhido não apenas nas nossas vidas, mas também em toda a criação. Todas as coisas que podemos conhecer da atual criação, sejam as coisas microscópicas ou as que fazem parte do universo ainda desconhecido, sejam os modos como vivem os seres vivos ou quaisquer ecossistemas, tudo foi afetado pelo mal do pecado e prossegue para a ruína do juízo. Embora haja ordem em todas as coisas criadas e todas elas apontem para as perfeições dos atributos conhecíveis do Deus criador, a criação está em agonia na expectativa pelo seu fim e renovação.

A nossa natureza foi transformada com o advento do pecado, nós fomos degenerados, não somos mais como éramos antes da queda de Adão. Mas não somente a nossa natureza, como também a natureza de toda a criação foi transtornada, subvertida e corrompida pela maculação do pecado no que outrora era santo. Quando Adão pecou o que antes era límpido tornou-se contaminado e houve severa ruptura entre Deus e nós porque santidade e pecado são opostos e irreconciliáveis - e esse problema só poderia ser resolvido pela obra vicária do Senhor Jesus Cristo e toda a criação "geme" numa expectativa pela redenção que será vista nos remidos por Cristo (Romanos 8: 19 - 22). 

A violência da "natureza" degenerada pelo mal do nosso pecado com seus "cardos e abrolhos" (uma descrição de Gênesis 3: 18 que sintetiza essa degeneração decorrente do pecado original) é um mal comum em toda a criação, tanto nesse nosso mundo como também em todo o restante do universo, um mal que será mudado apenas quando forem feitos "novos céus e nova Terra" após o retorno do Senhor Jesus a este mundo e a realização do juízo final (Apocalipse 21: 1 - 4; Isaías 65: 17; 2 Pedro 3: 13), uma esperança bíblica que mostra que a rebelião do homem contra Deus evidenciada no pecado original de Adão afetou não apenas a sua própria natureza e do seu mundo como também toda a criação, todo o universo, todo o Cosmo. Essa esperança bíblica, uma promessa, ensina que todas as coisas, céus e Terra, serão recriadas por Deus como efeito completo da obra de redenção que já foi realizada pelo Senhor Jesus na cruz do Calvário (Colossenses 1: 20), pois na sua obra vicária o Senhor Jesus reconciliou toda a criação com Deus, o seu Criador, e essa é uma obra que está se concretizando ao longo da história que ainda vivenciamos.


Um desdobramento desses fatos bíblicos...

Podem existir formas de vida ou outras criações além do que é descrito nas Escrituras?

Diante desses fatos das doutrinas bíblicas acerca da criação, da queda, da redenção e da consumação, a conclusão lógica é a de que este nosso mundo com o destaque que é dado à humanidade são centrais e determinantes para a existência e para o destino de todo o restante da criação de Deus em todo o universo. O pecado de Adão condenou toda a criação aos efeitos do seu pecado e a obra salvadora realizada por Cristo está redimindo não somente a humanidade degenerada, mas também toda a criação, com o iminente juízo para a atual realidade de todas as coisas maculadas pelo mal do pecado. O centro do universo é a história da redenção, tendo a glória do Salvador como o seu fundamento. Diante disso torna-se impossível presumir a existência de vida relevante (física e material) em outros lugares do universo a não ser a vida existente neste nosso mundo, pois se existirem formas de vida fora do planeta Terra, elas também estariam sujeitas às maldições do pecado de Adão e também careceriam da redenção do Senhor Jesus - uma hipótese que não lhes foi oferecida. Quando a atual criação for destruída pelo juizo de Deus para dar lugar a novos céus e nova Terra, os mundos dos supostos aliens e seus OVNIS também seriam destruídos como efeito das aplicações das penas decorrentes do pecado de Adão, não importando se esses supostos seres fossem mais ou menos desenvolvidos dos pontos de vista tecnológico, biológico ou até mesmo moral, do que nós, humanos. E o Senhor Jesus é Deus que se fez homem neste mundo (Filipenses 2), não extraterrestre. Ou seja, não existe previsibilidade bíblica nenhuma para as teorias meramente especulativas sobre a existência de alienígenas e fica biblicamente impossível presumir que existam formas de vida mais desenvolvidas do que a vida humana em algum lugar material e físico (porque formas de "vida" espirituais existem - os anjos e demônios - mas esse é outro assunto) além do que existe no planeta Terra. 

Embora a teoria do geocentrismo tenha sido superada pelas descobertas científicas da astronomia e da física, o fato bíblico é o de que o que acontece no lugar que antes tinha o Éden, e que é a habitação dos homens que foram feitos à imagem e semelhança do próprio Deus e que posteriormente foi o lugar onde o Deus encarnado viveu, morreu e ressuscitou é o centro definidor dos destinos de toda a abrangência do universo. É aqui que tudo se define.


Veja também:

A ciência pode ser manipulada para disseminar mentiras - https://atitudeprotestante.blogspot.com/2026/06/toda-criacao-foi-corrompida-pelo-pecado.html

A obra do Senhor Jesus Cristo https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/11/a-obra-do-senhor-jesus-cristo.html

22/05/2026

Pregadores do Evangelho são profetas.


Pregadores do Evangelho são profetas. 

A pregação do Evangelho requer a confrontação de pecados, o Evangelho exige o arrependimento de pecados. Sem a conclamação ao arrependimento de pecados não é possível desfrutar da Graça do Evangelho. Não existe fé salvadora sem conversão ao senhorio de Cristo. Não existe vida eterna sem renúncia do velho eu, do ser degenerado que vive sob a égide do pecado, é necessário o novo nascimento sob a Graça de Cristo com sua subsequente santificação.

O Evangelho deve ser pregado por toda parte, em todos os lugares, em tempo e fora de tempo. O confronto de pecados, sejam particulares ou públicos, pessoais ou coletivos é requisito na pregação do Evangelho. 

Mas muitos pregadores perverteram o trabalho sagrado da pregação do Evangelho, pois tornaram-se tagarelas de um tipo estranho e esvaziado de cristianismo que convive muito bem com o pecado. Pecado, aliás, só é grave se for público (como alguns, maldosamente, pensam e já ouvi pregador defendendo isso)- então essa gente se aperfeiçoa nas artes da hipocrisia, de manter as coisas escondidas, disfarçadas - e esse é um hábito antigo que foi publicamente rechaçado do pelo Senhor Jesus. Como acontecia antigamente, as carreiras de muitos clérigos são marcadas por verdadeiros jogos políticos e de interesses onde se pratica o desprezível toma-lá-dá-cá numa corrupção institucionalizada cada vez mais descarada, e agindo assim nas instituições "sagradas", de onde essas autoridades eclesiásticas poderiam tirar alguma condição moral para denunciarem as corrupções políticas? Provavelmente isso explique porque temos visto tantos desses líderes frequentando coquetéis de autoridades políticas confabulando com quem deveriam confrontar. Mas não! Estão todos no mesmo saco e isso é nojento.

E assim, esses pregadores que ousam ter Deus em demasiado nas suas bocas sujas e sempre esvaziado dos seus inseparáveis significados quebram recorrentemente o terceiro mandamento e se desfiguram em profissionais de discursos estranhos que são ofensivos ao Senhor da Verdade e da Justiça, uma vez que reduziram a pregação cristã a discursos esvaziados ou distorcidos, e se reduziram a ser fantoches das ambições mundanas que não têm coragem nem caráter para pregarem o arrependimento de pecados e, como faziam os profetas bíblicos, denunciarem os pecados das autoridades da nação e do seu povo. Esses meninos de púlpitos que gostam de ser reverenciados são covardes que temem as consequências do confronto de pecados, e por isso apequenam a pregação do Evangelho, e é assim que a luz se apaga, com a corrupção da pregação da verdade, e assim o povo perde de vista o senhorio do Rei Jesus e se perde nas trevas das suas próprias concupiscências.

Considerando o alto percentual de cristãos (algo em torno de 30%) na população brasileira seria impossível o Brasil ser tão decadente e corrupto como é, pois se a luz do poder e da verdade de Cristo realmente brilhasse nesse povo, certamente ela iluminaria e influenciaria poderosamente todo o país. Então por que essa multidão é tão irrelevante? Por que temos tão grande incoerência? Isso é fruto do tipo frouxo de pregação feita numa abordagem (1) antropocêntrica em vez de ser cristocêntrica, (2) destituída do ensino dedicado das doutrinas bíblicas, (3) voltada para o bem-estar do "crente"(excesso de sentimentalismo) e (4) sem denúncia de pecados, sejam pessoais, culturais ou das autoridades, requerendo os seus necessários arrependimentos.

Nos casos das autoridades, o que vemos, é acomodação passiva e, pior, bajulação idólatra. Daí se decorre que a luz da pregação eficaz está comprometida porque grande parte dos que deveriam ser profetas (embora sempre existam os remanescentes fiéis - creio serem minoria e quase sempre estão fora dos holofotes) são apenas hipócritas, são meros profissionais de púlpito preocupados em dar às pessoas o tipo de bem-estar que elas querem ouvir em tipos domesticados e distorcidos de cristianismos infiéis ao Senhor.

Os corruptores da fé são inimigos de Cristo.

03/06/2025

Caminhamos para a venezuelização do Brasil?


Caminhamos para a venezuelização do Brasil?

(Sobre o pecado da omissão e as consequências da progressão de certas iniquidades)

Era evidente que o atual desgoverno do descondenado seria uma tragédia. Era óbvio que a corrupção e a estupidez seriam celebrados numa intensidade e descaramento ainda maiores do que nas outras oportunidades em que essas quadrilhas disfarçadas de partidos políticos tiveram acesso aos cofres públicos e aos balcões dos poderes. 

Era para termos aprendido com o Mensalão, com o Petrolão, com a Copa das Copas, as Olimpíadas... Mas não! E agora a roubalheira institucionalizada do INSS, o escândalo das impunidades, o agigantamento do Estado, a pompa crescente da classe política, a proteção ao crime organizado, o populismo insustentável, as alianças com tiranos do resto do mundo, a celebração da injustiça e a Tirania do STF com possíveis restrições e punições... estamos afundando no mesmo tipo de lama onde a Venezuela e outros países tiranizados por insanos atolaram. O caos, a desordem e a pobreza nacional são frutos decorrentes de uma insanidade cultivada.

O Senhor Jesus nos dá uma lição em Mateus 12, versos 43 a 45, que deve nos servir como modelo:

"Ora, havendo o espírito imundo saído do homem, anda por lugares áridos, buscando repouso, e não o encontra. Então diz: Voltarei para minha casa, donde saí. E, chegando, acha-a desocupada, varrida e adornada. Então vai e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele e, entretanto, habitam ali; e o último estado desse homem vem a ser pior do que o primeiro. Assim há de acontecer também a esta geração perversa."

Nessa parábola vemos a ilustração de um homem que foi liberto da possessão demoníaca, mas que depois teve o seu estado muito piorado. E essa história serve para ilustrar a piora daquela geração de israelitas (ou da civilização) que mesmo sendo abençoada pelo Senhor o renega, abrindo espaço para o agravamento da sua má situação anterior. E ela serve como ilustração e advertência para um mal que foi eliminado mas que depois pode ser muito intensificado, como é o fato de uma estrutura de poder corrupta que foi retirada e inicialmente punida, mas que depois volta ao poder, à cena do crime, para agir com muito mais descaramento do que agiu outrora, intensificando suas más condutas porque agora não tem receios de punições e se sente muito mais desimpedida para praticar seus crimes e mentiras com muito mais cinismo. Qualquer mal removido, mas que não é definitivamente eliminado e que não é substituído por um bem permanente retornará com mais força, assim como uma erva daninha, ou como qualquer parasita ou um câncer que se alastra.

Era de se esperar que a estupidez cultivada em populações inteiras apoiasse quem condicionou legiões à subserviência em troca de benesses sociais. Os governos corruptos ensinaram seus currais de eleitores a serem parasitas histéricos em lugar de assumirem suas funções como gente racional e responsável. Mas não é de se esperar que gente esclarecida assuma o papel de "isentões" como se a neutralidade favorecesse virtudes como a verdade e a justiça. As omissões sempre fortalecem o descaminho.

A omissão e a neutralidade são equiparáveis à mornidão dos covardes. E eles são causa de repúdio, são mais do que desprezíveis, são vomitáveis.

"Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente!

Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca."

Palavras do Senhor Jesus glorificado em Apocalipse, 3: 15 a 16, acerca da igreja de Laodicéia, um "tipo" de comunidade cristã que fechou as portas para o Senhor, Ele está do lado de fora batendo à porta para entrar, está excluído, e essa comunidade apóstata se transformou numa fraternidade do erro que tem muito orgulho de si, tendo por base a sua aparência e riqueza, uma organização religiosa ostentatória e vaidosa, mas que é decadente e mundana. É uma descrição para quem acredita que o seu modelo não radical é saudável, nem tão compromissada com os altos padrões das exigências divinas, nem tão comprometida com o mundo, a que chama, orgulhosa, de "equilíbrio", mas que o senhor Jesus chama de mornidão causador de vômito, um tipo de arranjo hipócrita que dá nojo nEle.

E o que a religião cristã tem a ver com política? Todo cristão é embaixador do Reino de Deus neste mundo decadente. E não fazemos distinção entre as realidades espirituais das materiais, afinal, a espiritualidade cristã diz respeito ao todo da existência e a Lei de Deus tem implicações na vida comum e coletiva. O que é certo é certo em todas as circunstâncias e o que é errado também é errado em todas as esferas. Nossos deveres incluem fazer apontamentos e tomar posições em todas as esferas da vida e não apenas no que ocorre na vida privada dos crentes ou dentro das igrejas. A Lei de Deus está posta sobre todos e o pecado é global e deve ser confrontado no lugar onde ocorre, porque do Senhor é a Terra e toda a sua plenitude. Não existe um único centímetro em toda a criação que não pertença ao senhorio absoluto e irrestrito do Senhor Jesus Cristo (Colossenses 1: 15 - 20). Ao contrário do que muitos pensam, a Palavra de Deus não se refere ou aplica apenas aos crentes. Ela é universal.

Na negação do Reino de Cristo os homens são, temporariamente, subjugados por déspotas iníquos - e esse mal que oscila, mas que é generalizado, só será de uma vez por todas totalmente purgado quando o Senhor Jesus Cristo retornar a este mundo, em glória, para tomar o que lhe pertence e julgar o mundo dos homens iníquos.

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17/04/2025

É muito bom ganhar dinheiro e ficar famoso "servindo ao Senhor"

Que delícia "servir" ao Senhor e ainda poder capitalizar com venda de congressos, de viagens, de livros, de serviços e emplacar seu celebrado nome no rol de fama da cristandade... Já deram até um jeito de revitalizar o Concílio de Nicéia!

As coisas em torno da temática "Jesus" são garantia de um comércio de sucesso! (Êxodo 20: 7)

Só que não!

Quem trabalha pelas recompensas ou reconhecimentos dos homens pelo suposto serviço espiritual que presta está trabalhando pelas recompensas deste mundo e não há galardão da parte do Senhor por receber. (Mateus 5: 2, 5, 16, 19 e 24; Mateus 21: 12, 13)

Trabalhou pelo dinheiro e foi pago? Trabalhou pelo reconhecimento e o teve? Então tá pago, miserável! (Gálatas 6: 7)

Acha que faz muito, mas da forma errada? Então não tem nada com o Senhor... (Mateus 7: 21 - 23)

Ah, mas é justo o trabalhador ser pago pelo seu trabalho... Mas o trabalho para o Senhor não é feito segundo as mesquinharias idólatras dos homens caídos, onde o deus dinheiro é o motivador e o recompensador. Se o trabalho é para o Senhor esse trabalho segue parâmetros sacrificiais onde Ele é o mantenedor e galardoador dos seus servos. (Mateus 16: 24, 25)

O problema é que quase tudo o que se empreende gira em torno do dinheiro e do reconhecimento mundano, logo, esse tipo de coisa está essencialmente corrompida pela ganância e pela idolatria. (1 Timóteo 6: 10)

Consegue imaginar algum Apóstolo ou profeta bíblico cobrando ingresso para suas pregações sendo transformadas em eventos? (2 Coríntios 2: 17)

Melhor ainda se for num resort 5 estrelas "all inclusive". 

Ah, e não esqueça de montar o cenário instagramável com a típica prateleira de livros para demonstrar inteligentice e ostente um MacBook na sua mesa. E crie um bordão para ser a tua marca, isso é infalível. Funcionou com Steve Jobs, com os maiores influencers e cases de sucesso do marketing e funcionará com você!

Coisa alguma que recebemos por dádiva do poderoso e gracioso Senhor de todas as coisas pode ser transformada num produto vendável. Mercadejar a Graça de Deus é pervertê-la e a ordem que recebemos do Senhor é a de darmos de graça o que de graça recebemos (Mateus 6: 24 - 26; Mateus 10:8)


Veja também:

O novo concílio de Nicéia 

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2024/11/um-novo-concilio-de-niceia-ou-apenas.html

Igrejas boas X igrejas más 

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2024/10/igrejas-mas-x-boas.html

19/11/2024

A morte em decorrência do pecado e a vida como Graça recebida pela obra de Cristo.


Pregação feita no culto da Capelania Evangélica do Hospital São Paulo dia 16/11/2024 em Efésios 2: 1 a 5, sobre o tema da morte em decorrência do pecado e da vida decorrente da obra salvadora realizada pelo Senhor Jesus, a Graça de Deus que recebemos pela fé no Evangelho.

"Ele vos vivificou, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais outrora andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos de desobediência, entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como também os demais.

Mas Deus, sendo rico em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)..."

(Efésios, 2: 1 - 5)

22/09/2024

O grande mandamento: o amor por Deus e pelo próximo.

 


Pregação feita no culto da Capelania Evangélica do Hospital São Paulo (somente áudio) baseada em Mateus 22: 34 a 40, texto em que o Senhor Jesus nos fala sobre os dois grandes mandamentos.

Texto:

"Entretanto, os fariseus, sabendo que ele fizera calar os saduceus, reuniram-se em conselho. E um deles, intérprete da Lei, experimentando-o, lhe perguntou: Mestre, qual é o grande mandamento na Lei?

Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento.

O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas."

Mateus 22: 34 a 40.




Veja também:
Pregações feitas na Capelania Evangélica do Hospital São Paulo 

19/09/2024

O amor de Deus e o inferno

 


O amor de Deus e o inferno

Ninguém jamais evidenciou tanto amor verdadeiro, de forma dedicada, qualitativa e quantitativa quanto o Senhor Jesus. 

Ele veio ao mundo por causa do amor de Deus-Pai pela sua criação para redimí-la das maldições do pecado, para nos reconciliar com Deus e nos livrar do inferno. 

E mesmo sendo Ele, a manifestação plena do amor de Deus sendo praticado e comprovado neste mundo, ninguém falou e ensinou tanto quanto o Senhor Jesus sobre a realidade do juízo de Deus sobre os réprobos - aqueles que desprezam a Graça do Evangelho e que resistem à sua ordem do arrependimento porque perseveram na vida de pecado em rebelião contra Deus ao persistirem como não convertidos. O pecado é tão grave perante Deus que o modo de vida em rebelião às suas leis faz de nós objetos da sua ira, da sua justiça, porque a Santidade de Deus e o pecado são irreconciliáveis e isso faz de nós inimigos, sendo o homem um blasfemo produtor de ídolos, um iníquo que se opõe à Lei e à santidade do Deus que é o criador e o sustentador de todas as coisas e que não tem essa humanidade por inocente. E por isso Deus exercerá o seu juízo santo, banindo todo iníquo da sua presença abençoadora, impondo sobre eles as duras e eternas consequências por terem amado e se devotado às suas rebeliões numa morte eterna, porém plenamente consciente e destituída de todo bem que de Deus procede, de toda Graça comum que está derramada no mundo - e isso é o inferno, um mal iminente que só pode ser mudado se o Messias de Deus assumir as condenações e pagar por elas em lugar dos culpados, substituindo-os em seus suplícios, e foi exatamente isso que o Senhor Jesus fez, ao morrer no lugar de muitos pecadores no holocausto da cruz. A morte do Senhor foi substitutiva, Ele morreu em nosso lugar para nos arrancar da maldição do pecado, nos outorgar perdão e atribuir a sua vida, a sua justiça e as suas glórias vindouras - e isso é o Evangelho!

Na Bíblia é Jesus Cristo quem mais ensina e alerta sobre a realidade do inferno - e nEle se prova que a exposição do amor de Deus à humanidade perdida neste mundo caído deve ser acompanhada da exposição da igualmente verdadeira realidade do juízo de Deus, porque o amor de Deus é Santo, e Deus é tanto amor quanto é justo, sendo o amor e a justiça dois atributos de Deus que não existem em separado.

A pregação da Graça de Deus, como expressão do seu amor, destituída das responsabilidades humanas diante da sua Lei e do Juízo é uma forma de se perverter a concepção, nas pessoas, do que é a Graça de Deus. Igrejas que não advertem sobre a gravidade dos pecados e da realidade do inferno não estão pregando o Evangelho direito. 

A exposição do amor de Deus começa na conscientização do pecado e do juízo vindouro: "arrependei-vos e crede no Evangelho!"


Veja também, o ódio à santidade de Deus:

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/07/o-odio-santidade-de-deus.html


E se os mártires da igreja primitiva fossem adeptos do politicamente correto?

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2017/03/e-se-os-martires-da-igreja-primitiva.html

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Ed René Kivitz, mais uma vez vociferando contra Deus, contra sua Santidade e contra os seus justos e elevados desígnios. Eis um inimigo da fé, e de Cristo, e da sua igreja. Eis um profeta do anticristo, um vassalo de Satanás, o pai da mentira. Eis a voz do diabo sendo ouvida através de um filho seu. Sofismas são construções de falsa sabedoria, são armadilhas para arrastar incautos. Foi o Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus encarnado e a manifestação máxima do amor de Deus Pai quem mais nos falou sobre a eternidade do inferno. 

Não haverá um único filho de Deus no inferno, mas certamente haverá um inferno para todos os que perseverarem em rebelião contra o único Deus Santo, Justíssimo e Todo-Poderoso. Ed René Kivitz está pagando para ver e suavizando o caminho da perdição para seus incautos ouvintes.

03/08/2024

Integridade e solidão no primeiro Salmo.

 


Integridade e solidão no primeiro Salmo.

"Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores; antes tem seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e noite."

(Salmos, 1, versos 1 e 2)

Tem muitos textos bíblicos que celebram a fraternidade. Mas a verdadeira fraternidade, na Bíblia, é seletiva, pois se baseia na santidade de Deus que nos é comunicada, nas exigências espirituais e morais feitas por Deus por meio da sua Palavra ao seu povo, que deve distinguir a missão de estar no mundo e nele refletir a luz que de Deus procede, de estar no mundo para ser pelo mundo influenciado e assim corromper os deveres santos do povo de Deus.

O ser humano é uma criatura essencialmente social. E para fazer parte de um grupo social nós temos que nos sujeitar às suas regras sociais. E quando fazer parte de um grupo inclui a celebração do erro, do pecado?

O primeiro Salmo abre a coleção de 150 poemas inspirados por Deus elogiando aqueles que não se unem aos ajuntamentos que Ele reprova - e chama a atenção o saltério começar com essa distinção, pois em muitos dos Salmos a união dos crentes, do povo de Deus é celebrada, mas aqui fica claro que nem todo ajuntamento é aceitável por Deus, pois o Senhor abençoa quem não se junta aos ímpios, aos pecadores e aos escarnecedores. Note que a bem-aventurança do texto sagrado é daqueles que não se juntam aos pecadores e, assim, não consentem e não corroboram com as suas práticas. Ou seja, o Senhor não nos quer unidos a eles e eles não podem fazer parte da fraternidade do povo de Deus enquanto perseverarem nas práticas que os definem nesses termos, pois, embora esse texto não trate de arrependimentos de pecados, o arrependimento é uma verdade bíblica que é requerida de todos os pecadores para serem justificados pela fé, e serem salvos e unidos na fraternidade dos santos. Essa é uma mudança celebrada nas Escrituras, pois todos somos pecadores, todos já estivemos do lado errado das coisas, mas uma vez purificados pela regeneração nós não podemos voltar a nos unir com o mal que deve ficar para trás. O Salmo 1 aponta para essa separação e celebra a distinção entre o povo Santo de Deus e os réprobos com alguns detalhes no subtexto e seus desdobramentos que devem ser considerados.

A afirmação de bem-aventurança é uma imputação, uma descrição de quem olha a pessoa de fora e o descreve, e não é uma descrição de bem-aventurança (satisfação, felicidade) que necessariamente é percebida pelos sentidos dessa pessoa, pois a sua condição inicial é de exclusão e de isolamento, de não estar junto de outras pessoas que parecem estar socialmente melhores, pois têm conselheiros à sua disposição para terem algum êxito no modo de vida que é ímpio (destituída de piedade ou contrária a ela) pois não considera a Deus nem à sua Lei como devemos considerar. Essa é uma ideia de que existe ampla fraternidade em oposição a Deus, e que esse tipo de união e colaboração é aconselhada e portanto é intencional, é comunicada e é ensinada. Por isso, podemos ser seduzidos a condescender e aceitar os termos da impiedade para fazer parte do clube (qualquer que seja), e se você não aceitar os termos não poderá desfrutar dos benefícios dessa agremiação, dessa aceitação social.

Além disso, o bem-aventurado do texto tem que ser seletivo quanto aos seus companheiros de caminho, de jornada, de vida. Em nenhum texto da Bíblia nos é ordenado a confiar nas pessoas, pois confiança custa caro e deve ser conquistada. Nós devemos ser confiáveis e dispostos a ser amigos, a cultivar fraternidade, comunhão e hospitalidade mas essas coisas são construções que precisam ter as coisas de Deus como fundamento e critério. Amizades verdadeiras são chamadas de tesouro nos Provérbios e a fraternidade de crentes custou o altíssimo preço do sangue derramado pelo Senhor Jesus no Calvário, portanto o companheirismo de jornada não deve ser desperdiçado com quem se dedica ao pecado, e isso limita bastante com quem devemos andar (e essa deve ser a regra de ouro também para o casamento).

O bem-aventurado, aquele que vive bem e de forma aprovada por Deus, é seletivo com quem se assenta, com quem conversa. Os escarnecedores têm ampla e fácil companhia à mesa, têm com quem se assentar, conversar. Escarnecer, zombar de Deus e das pessoas, rir da desgraça alheia, profanar, se engajar na ridicularização e nas distorções das coisas são agregadores fáceis em qualquer roda de conversa. Por isso os escarnecedores parecem ter muitos amigos, juntam fácil muitos parceiros para celebrarem a decadência, mas os bem-aventurados se retiram desses contextos, e os reprovam, e por vezes ficam isolados.

Então vem a coroação do contraste - os pecadores, os ímpios e os escarnecedores podem formar um grande ajuntamento, mas tudo o que eles têm é o vazio de si mesmos, e a necessidade de se empenharem naquilo que os torna reprováveis como num vício escravizante e cíclico. E assim eles se escoram na conduta reprovável, uns com os outros e isso é tudo o que eles têm, pois eles não tem a Deus, que se opõe a eles e ao que fazem. Junte um pouco de esterco a outros tantos e você terá uma montanha de esterco, será sempre isso, não importando a quantidade. A fraternidade dos homens que celebram o mal é a celebração das suas podridões. Pode ser que aos olhos humanos nos deixemos impressionar com a fina superfície das suas felicidades momentâneas e realizações, mas Deus vê o sentido das coisas, o seu verdadeiro valor, o espírito, e é por isso que uns grupos de pessoas são reprováveis em contraste com o bem-aventurado do Salmo 1, que apesar de parecer minoria no texto, numa aparente desvantagem do isolamento, do não pertencimento a muitos grupos sociais, porém, ele é bem-sucedido porque o seu companheiro de vida mais importante é o próprio Deus, o Todo-Poderoso que também é Justo Juiz e é o Deus-conosco. 

O que faz com que esse bem-aventurado seja distinto e abençoado é a ocupação que o define, o seu prazer não está nos prazeres e satisfações dos mundanos, dos pecadores, dos ímpios e dos escarnecedores, antes, em contraste, o seu prazer está na Palavra de Deus, em conhecer ao Senhor e aos seus desígnios mais profundamente e desfrutar desse prazer e companhia constantemente.

E o texto continua descrevendo as bençãos de ter ao Senhor como conselheiro, como caminho e como aquele com quem nós nos assentamos para conversarmos - isso porque meditamos na sua Palavra de dia e de noite e o Senhor Jesus está de fato lá, conosco, em perfeita e santa fraternidade e unidos espiritualmente com todos os remidos.

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Ainda sobre a reflexão no Salmo 1

E se esse conselho de ímpios (um concílio que despreza a santidade da piedade e promove distorções dela), esse caminho de pecadores (um descaminho que se desvia da verdade e da ortodoxia) e essa roda de escarnecedores (pessoas intementes e irreverentes quanto às coisas de Deus), for uma fraternidade do erro DENTRO de uma igreja, um ajuntamento de relativizadores da verdade do Senhor e que a tudo diz "não é bem assim", tal como fez Satanás em todas as vezes em que aparece nos relatos bíblicos, sempre relativizando a Palavra de Deus e propondo releituras dela para promover o desvio da verdade e a apostasia da fé como se Deus aceitasse desvios e infidelidades?


Não faça parte disso!

Feliz é quem não compactua com estes!

Feliz é quem se opõe às apostasias!

Feliz é quem resiste à mundanização da igreja.

03/06/2024

"Dia do orgulho" de ostentar pecados diante do Deus Santo.


"Dia do orgulho" de ostentar pecados diante do Deus Santo.

Não há nada a ser celebrado acerca de um grande ajuntamento de pessoas que se reúnem para reafirmar seus pecados e provocar o Senhor Deus à ira. Não há nada de bom quando as pessoas reafirmam mentiras até que se convençam de que são verdades e e as celebram em ostentações das suas perversões como se fossem virtudes. Suas alegrias com coisas perversas são agravantes das suas culpas, são evidências do quão distantes estão do Deus criador que requer das suas criaturas fidelidade e não rebelião. 

As festas da carne que celebram pecados são profanações que não deveriam ser feitas, não devem ser apoiadas e requerem repúdio e arrependimento dos seus apoiadores e participantes, pois a resposta do Santo e Todo-Poderoso Deus diante dessas provocações será o seu justo, santo e necessário juízo.


"Pois do céu é revelada a ira de Deus contra toda a impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça. Porquanto, o que de Deus se pode conhecer, neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis; porquanto, tendo conhecido a Deus, contudo não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes nas suas especulações se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se estultos, e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Por isso Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para serem os seus corpos desonrados entre si; pois trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura antes que ao Criador, que é bendito eternamente. Amém. Pelo que Deus os entregou a paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural no que é contrário à natureza; semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro. E assim como eles rejeitaram o conhecimento de Deus, Deus, por sua vez, os entregou a um sentimento depravado, para fazerem coisas que não convêm; estando cheios de toda a injustiça, malícia, cobiça, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, dolo, malignidade; sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais; néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, sem misericórdia; os quais, conhecendo bem o decreto de Deus, que declara dignos de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que as praticam."

(Romanos, 1: 18 - 32)

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Veja também:

  • O que é o pecado?

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/08/o-que-e-o-pecado.html

  • O projeto de colapso da civilização.

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2024/04/o-projeto-do-colapso-da-civilizacao.html

  • Vilipêndio e ignorância a respeito da cruz.

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2015/06/vilipendio-e-ignorancia-respeito-da-cruz.html

  • Parada gay e marcha para Jesus.

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2010/06/parada-gay-e-marcha-por-jesus.html

11/01/2024

Sobre ostentação.


Sobre ostentação.

(1 Tm. 2: 9-10)

Temos visto, com grande frequência, uma verdadeira devoção ao consumo de marcas por parte de muitos - essa prática por gente ímpia já é ridícula, mas por cristãos é inaceitável. 

Se considerarmos que todo seguidor do Senhor Jesus deve negar a si mesmo e não deve se devotar ao sistema mundano, sendo a devoção a Mamom incompatível e irreconciliável com a devoção ao Senhor, conclui-se facilmente ser PECADO a tentativa cínica de se viver a vida dúbia de suposto serviço ao Senhor nos domingos e em todos os demais dias se praticar a corrida desenfreada pelo estatus econômico a ponto de não se ter tempo nem para o Senhor, nem para a família durante a semana, sacrificando-se assim os necessários exercícios devocionais diários e a educação de filhos sob os deveres da aliança e fazendo com que pais "cristãos" perseverem escravos do mundo (por causa das suas ambições, da idolatria ao deus-dinheiro) e por isso terceirizem a educação, especialmente religiosa, dos filhos e, para compensar o abandono das exigências pactuais, os premiam com bobagens que lhes agradem a carne e inflam o ego com coisas escravizantes e com rótulos de alto valor econômico agregado ostentados em iPhones e em grifes que tem feito de muitos, pessoas fúteis, gente vazia e mimada que atribui valor descabido a coisas tolas e se deixam escravizar pela ostentação do que é vergonhoso.

Não tem sido raro de se ver menininhas precocemente sensualizadas, muitas filhas de crentes, se exibindo como cocotas e jovens absolutamente dependentes de futilidades como se vivessem numa bolha de Beverly Hills.

Aqui vemos uma demonstração grotesca de o quanto a estupidez supervaloriza a futilidade, que tem preço alto, o da injustiça.

"Luxo" (lixo) repugnante na ostentação do filho do ministro da "missão dada é missão cumprida".

E sim, é real:

https://www.gazetadopovo.com.br/republica/filho-ministro-stj-ostenta-roupas-grife-redes-sociais-video-viraliza/

Dias depois do vídeo acima tornar-se viral...


Não é mais errado cometer erros, como o escândalo das ostentações às custas de corrupção e do abuso do poder, mas sim, o erro agora, de acordo com a "justiça" praticada e imposta pelos magistrados do sistema injusto e corrupto, é demonstrar o erro e torná-lo conhecido - contrariando, assim, as ordens de Deus:

"...e não vos associeis às obras infrutuosas das trevas, antes, porém, condenai-as; porque as coisas feitas por eles em oculto, até o dizê-las é vergonhoso."
(Efésios, 5: 11, 12)


28/12/2023

Pecados suavizados nas abordagens modernas



Nas abordagens modernas não há mais espaço para se acusar perversidades, pois quase tudo tem sido tratado como modos não normativos de comportamentos, ou no máximo como distúrbios que fazem dos seus portadores vítimas, não culpados.

O sujeito não é um perverso predador de crianças, um pedófilo, pois já há quem defenda que isso é uma condição incompreendida e deve-se buscar soluções para a resolução desse problema, como por exemplo reduzir a idade do consentimento sexual para 10 ou 12 anos.

A criança não deve ter a sua orientação sexual definida pela educação realizada pelos pais de acordo com o seu sexo biológico, pois identidade sexual e biologia são coisas distintas e a criança deverá descobrir por si só (obviamente com as ingerências de professores militantes que infundirão suas ideologias de gênero e todo lixo esquerdista-progressista nas mentes vulneráveis e receptivas de crianças cujos pais tem sido cada vez mais cerceados nos seus deveres de educar) e assim, essas crianças poderão ser o que quiserem, incluindo a mudança para o sexo oposto através de cirurgias e procedimentos castradores e mutiladores que causam danos físicos e psíquicos profundos e irreversíveis, mas isso não será tratado como perversão e sim como práticas normais que devem ser celebradas.

E essas mesmas crianças poderão mudar o seu sexo, pois devem ser tratadas como conscientes e perfeitamente aptas para tão grave transformação, mas nunca deverão ser consideradas responsáveis pelos crimes que eventualmente possam praticar - pois ainda não têm maturidade para isso.

O sujeito não é um depravado, ele apenas se enquadra num espectro pouco compreendido de toda uma gama de opções de práticas sexuais que não se enquadram na ditadura da heteronormatividade, uma imposição do patriarcado judaico-cristão, e deve "sair do armário" para ser ele mesmo e ser feliz.

O sujeito não é um bandido que deve pagar por seus crimes, mas deve ser compreendido como vítima de uma sociedade que não lhe deu opções justas e que o oprimiu, sendo a sociedade a verdadeira responsável pelos crimes que forçou sua vítima a praticar.

A mulher que assassina o próprio filho em gestação não é uma assassina, mas é uma mulher que deve ser celebrada porque corajosamente se desprendeu das amarras a que foi historicamente oprimida e subjugada e que agora reassumiu as regras sobre o seu próprio corpo, num ato que também é político e libertador ao impor o seu direito de não ficar presa à condição de mãe, uma condição que atrapalha a sua realização profissional, financeira e social e, por isso, abortos são direitos que requerem aplausos, não a condenação pelo derramamento covarde e cruel de sangue inocente, pelo assassinato do próprio bebê, de uma outra pessoa que é totalmente indefesa.

E o que dizer da idolatria? Já faz muito tempo que passou a ser um "direito", quando na verdade continua sendo pecado que incorre em condenação, é crime contra a Lei de Deus mas acobertado e protegido pelas inferiores e débeis leis dos homens. E assim passamos a tratar como normal o que é ofensivo ao Senhor e nos esquecemos que pecados são, antes de tudo, contra o Senhor e contra a sua Lei muito antes de o serem contra pessoas e nos esquecemos que nunca nos foi dado por Deus nenhum direito de cometer nenhum tipo de pecado, porque todo pecado é e sempre será rebelião contra a Lei do Senhor e ofensa contra o Senhor.

E somam-se a esses pecados alistados, muitos que tem sido socialmente celebrados, como a banalização da quebra do dia do Senhor, da importância do matrimônio e a banalização dos adultérios, dos divórcios e recasamentos, das cobiças das coisas alheias, das muitas formas e sofisticações de mentiras e corrupções, etc, etc.

Diante desses e de tantos outros pecados que atualmente têm sido erroneamente interpretados como direitos, desajustes e formas diferentes de se ser, a única solução continua sendo a mesma velha ordem:

"Arrependei-vos, e crede no evangelho."
(Marcos, 1: 15)

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Se um pregador da Palavra aderir à ideia mundana de "fluidez" e de relativismos da verdade, tenha-o como um apóstata, porque a Palavra de Deus não reforça e não se submete às sutilezas do engano demoníaco que tentam colocar em dúvida os fundamentos da fé, pois a Palavra de Deus não se rende a modismos, nem às filosofias que mudam conforme mudam os tempos, mas sempre reforça e proclama a solidez inalterável da verdade.

Acesse também:

Sobre o amor de Deus e o inferno:

A luta pela fidelidade à verdade:

Cristianismos esvaziados do Senhor Jesus:

23/12/2023

Deus é amor


Deus é amor!

"Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor."

(1 João, 4: 8)

"O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei."

(João, 15: 12)

Muito se fala nas diversas abordagens cristãs sobre o amor de Deus e do dever cristão de se praticar o amor.

Mas a "sutileza" com que Satanás dissemina suas mentiras para perverter a verdade transtorna, inclusive as noções e as práticas do AMOR.

Será que toda "forma/ conceito" de amor é válido?

Não! Amor corrompido não é o amor bíblico.

Muitos falam de amor, falam de Jesus... Cuidado! Nem todas as abordagens são verdadeiras. Tenha o cuidado de acatar o amor bíblico que reflete a santidade de Deus, verdadeiramente cristão, não as abordagens mundanizadas e genéricas que repelem a santidade de Deus porque são coniventes com o pecado em suas diversas formas.

Há um único caminho de Cristo, e todo relativismo moderno tenta transtorná-lo.

Acesse também:

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/04/o-amor-de-deus-e-o-inferno.html

18/12/2023

O alarme soou, mas quem o ouviu?

 


"Porque, se a trombeta der sonido incerto, quem se preparará para a batalha?"

(1 Coríntios, 14: 8 e Ezequiel 33)

O confronto teológico baseado em doutrina cristocêntrica e histórica, expressão de fidelidade aos fundamentos apostólicos e não da tola opinião de quem absorve ventos de doutrinas, é, em última instância, demonstração de amor.

Isso porque o confronto aos erros visa a correção desses erros, visa a salvação dos que estão se refestelando num lamaçal de enganos e visa a santificação dos vacilantes.

Não existe salvação sem arrependimento de pecados. Nem mesmo a soma de todos os disfarces e todos os esforços dos homens e suas fraternidades do erro podem acobertar um único pecado diante de Deus. Somente o arrependimento é eficaz para se obter o perdão eficaz. E para haver arrependimento se faz necessário dizer ao pecador que ele deve se arrepender do seu pecado.

Mas nós vivemos a pitoresca época em que até mesmo diversos herdeiros da tradição reformada, mestres que sabem que seus pais afirmavam e ensinavam as velhas doutrinas dos Apóstolos mas que resolveram relativizar esses fundamentos, talvez porque estejam seduzidos por oportunidades de poder, e pelos confortos típicos dessa época, e por riquezas, e pelas fraternidades do erro, e por todas as vantagens que essas fraternidades políticas podem angariar, e assim, para consolidar seus erros, seus desvios, suas permissividades que dão força e poder a iniquidades e que paulatinamente introduzem apostasias nas igrejas, eles reduzem a velha teologia a mera opinião dentre tantas outras para desqualificá-la perante suas audiências como se o consentimento dos homens sugestionáveis fosse também o consentimento de Deus.

Esquecem-se que de Deus não se zomba?

Veja também: O amor de Deus e o inferno.

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/04/o-amor-de-deus-e-o-inferno.html

13/12/2023

Faz parte da missão da igreja lidar com as demandas do seu tempo.

 

"

Ó Deus, dá ao rei os teus juízes, e a tua justiça ao filho do rei.

Julgue ele o teu povo com justiça, e os teus pobres com eqüidade."

(Salmos, 72: 1, 2)

Faz parte da missão da igreja lidar com as demandas do seu tempo no período da história em que ela está estabelecida. Somos o sal da terra, o elemento que impede o avanço da putrefação das carnes mortas no mundo, o agente por Deus constituído para resistir aos avanços das iniquidades e as celebrações e normatizações dos pecados; e a luz do mundo, a ação iluminadora que traz conhecimento de todas as coisas à luz da Verdade da Palavra de Deus, que faz conhecida a malignidade do mal e do pecado assim como faz conhecido o bem e o caminho da salvação e que norteia os homens nos parâmetros da verdade, do bem e da justiça no tempo e no momento da história em que o Soberano Deus e Senhor nos estabeleceu. 

Desde o Antigo Testamento os profetas receberam de Deus os encargos sagrados de iluminarem suas épocas, denunciando pecados dos reis e do povo, apontando sempre para o caminho da retidão. Nunca, nenhum servo de Deus foi chamado às negligências e às omissões. Nunca nenhum servo de Deus foi ordenado para criar uma bolha, uma ideia falsa e superficial de segurança num reduto que ignora o mundo com suas demandas.

Felizmente temos algumas lideranças na IPB que se posicionam como vozes proféticas e que denunciam pecados e conclamam o povo de Deus à tomada de posicionamento e às orações biblicamente fiéis diante da progressão de iniquidades que a todos ameaçam a partir dos poderes.

Infelizmente grande parte das lideranças é omissa e muitos rangem os dentes quando essa omissão é contestada, e lideram seus rebanhos na permanência das omissões e da apatia de permanecer em cima do muro sem distinguir o que é certo do que é errado, o que é justo do que é injusto como se isso fosse saudável para a prática da fraternidade plural (leia-se fraternidade do erro) dentro dessas comunidades. Esses sequer oram.

A verdadeira igreja é luz do mundo e é sal da terra. Ela distingue o bem do mal, justiças de injustiças, e ela age!

Omissão nas demandas do nosso tempo é pecado. É deixar a podridão tomar conta sem que haja freios nem resistências. É investir na degeneração da própria igreja.

"Exorto, pois, antes de tudo que se façam súplicas, orações, intercessões, e ações de graças por todos os homens, pelos reis, e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranqüila e sossegada, em toda a piedade e honestidade. Pois isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador,"

(1 Timóteo, 2: 1 - 3)

"Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus."

(Mateus, 5: 10)

Estamos juntos, caro irmão pastor Arival Casimiro.

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Um paradigma bíblico para os homens de Deus, os cristãos, são as ordens dadas por Deus a Josué. Homens devem ser fortes em suas convicções, devem ir à luta sob os desígnios de Deus. 

Assim foi o nosso modelo maior, Jesus. Assim foram os profetas e os Apóstolos. Todos movidos pela fé (Rm. 1: 17; Hb. 10: 38).

"Esforça-te, e tem bom ânimo, porque tu farás a este povo herdar a terra que jurei a seus pais lhes daria.

Tão-somente esforça-te e tem mui bom ânimo, cuidando de fazer conforme toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; não te desvies dela, nem para a direita nem para a esquerda, a fim de que sejas bem sucedido por onde quer que andares.

Não se aparte da tua boca o livro desta lei, antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido.

Não te mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não te atemorizes, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus está contigo, por onde quer que andares."

(Josué, 1: 6 - 9)

Mas muitos preferem ser verdadeiros "pamonhas"...

E, para desviar a igreja das suas responsabilidades diante do mundo, por vezes se adotam cortinas de fumaça esdrúxulas e vexatórias para suplantar a necessária reflexão acerca das demandas do nosso tempo por... piadas (!!!), numa demonstração deplorável de decadência moral e de esvaziamento nos sensos de propósito e de missão da igreja.


Veja também: Concílios erram!

15/08/2023

O que é o pecado?

 


Pecado é o estado de corrupção da criação em decorrência da rebelião humana contra a Lei de Deus. O pecado é o mal que degenerou a natureza e nos colocou em inimizade contra Deus. 

O estado atual das coisas não é o que era em sua origem, pois toda a natureza está maculada, corrompida, adulterada pelo mal do pecado que a tudo afetou. A natureza de todas as coisas criadas foi degenerada, tornando-se repulsiva para o elevado padrão da santidade do Criador. Fomos, então, banidos dEle. O Deus Santo é totalmente separado dessa sua criação, Ele é inacessível a nós mas nós não somos inacessíveis aos seus atos de misericórdia e de Graça, e por esses atos Ele age na criação. 

Por causa do pecado existe uma ruptura entre o Deus Criador e nós, suas criaturas, uma separação intransponível para nós e que só pode ser reparada pelo próprio Deus. 

Sendo Deus a fonte inesgotável de vida e o sustentador de toda a criação, a ruptura do pecado nos impôs morte e destruição. O destino da criação, então, é o colapso e a morte. A criação está em agonia, caminhando para a sua ruína, para o seu fim que será imposto pela manifestação de Deus no retorno glorioso do Senhor Jesus, o Juízo final. Então a atual criação será destruída pelo fogo (o poder da santidade de Deus se impondo à criação) e serão criados uma nova Terra e novos céus, sem pecado e sem os seus efeitos, em plena santidade e perfeição.

A intransponível separação entre a criação e Deus, por causa da ruptura da queda no pecado é a impossibilidade de união entre a santidade de Deus e a degeneração de todas as coisas, não apenas do homem, mas do mundo e do universo onde o ser humano foi estabelecido por Deus como "cabeça" da criação, o jardineiro do Éden, o administrador, o cuidador e líder de tudo o que podemos ver e entender por criação, por mundo e por universo. Isso porque fomos criados de uma forma que nos distingue de todas as outras coisas criadas - somente o ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus, moldado pelas mãos hábeis, cuidadosas e poderosas do Criador. Somos seres dotados de elevadíssima e exclusiva dignidade, e foi-nos dada a ordem de cuidar da criação, de cumprirmos mandatos espirituais, sociais e culturais estabelecidos pelo próprio Deus e, dentre as ordens dadas por Deus havia uma única Lei restritiva que previa severas penas: De todas as árvores Adão podia comer dos seus frutos, exceto uma! Ele não podia comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Adão tinha diante de si todo o universo para conhecer, de tudo podia usufruir, mas tinha uma única árvore que lhe outorgava a liberdade de escolher permanecer numa realidade de perfeição e de santidade ou podia escolher conhecer o bem e o mal, recebendo todas as sansões previamente anunciadas por Deus, a morte e as consequências de ser banido da sua santidade e, portanto, ser amaldiçoado e assim degenerar tanto a si como a tudo que lhe foi submetido. Somente Adão, dentre toda a humanidade, tinha, de fato, o livre-arbítrio. Pois somente ele, e nenhum de nós, podia escolher permanecer na perfeição ou decair no pecado. Diferente dele, desde então, todos somos escravos do pecado (até que Deus nos salve dele) e temos "livre-agência" apenas dentro de um contexto limitado em que não temos como desfazer o que Adão fez e nos foi imputado. Então, ainda no Éden, Satanás pôde se aproximar da esposa de Adão, nas proximidades da árvore proibida, e tentou à Eva, que deu ouvidos à proposta em que foi pervertida a palavra de Deus (as mentiras do Diabo costumam ser sutis), Eva, então, atentou para a beleza convidativa dos frutos da árvore proibida, comeu do seu fruto e o deu também a Adão, selando, assim, a nossa rebelião contra Deus. Isso porque em Adão toda a humanidade estava representada, ele era o "cabeça"da humanidade, todos estávamos nele e todos faríamos (ou fizemos) o que ele fez, e todos herdamos a sua degeneração, as maldições da queda e da imposição da separação de Deus. Quando pecamos em nosso pai Adão (onde todos estávamos representados) nós caímos em desgraça e em maldição, corrompendo a nós mesmos e submetendo a criação que nos foi confiada a todos os danos da separação de Deus.

E nessa separação a Santidade qualifica a Deus como o "totalmente outro", porque santidade é SEPARAÇÃO. Embora Deus seja onipresente (Ele se faz presente, mas não é parte das coisas), Ele está totalmente "substancialmente" separado da criação, embora se imponha sobre ela e a sustente. Deus e criação (incluindo a humanidade) são totalmente distintos - aqui se comprova que crenças animistas e que atribuem divindade às coisas criadas são falsas. 

A santidade de Deus é o seu atributo onde todos os demais são fundamentados - o amor de Deus é santo, o poder de Deus é santo, a sabedoria de Deus é santa, etc. Deus é santíssimo, puríssimo, incontaminável, incorruptível, impecável. Para nós, portanto, Ele é um fogo consumidor, pois se nos aproximarmos dEle em nossa atual condição de pecadores a sua santidade nos fulminaria. Por isso Deus deve ser temido.

A santidade e o pecado são opostos, são incomunicáveis, são realidades impossíveis de serem unidas. E suas forças são de tal forma desproporcionais que a santidade fulmina, incinera a todo pecador pois não existe a possibilidade do pecado resistir à presença Santa do Todo-Poderoso. E esse poder repelente não é passivo da parte de Deus, é intencional, pois Deus odeia e não tolera o pecado, sendo todo pecado e todo pecador objetos da sua justiça, da sua ira.

Estamos de tal forma separados e postos em contraste a ponto de Deus e sua glória serem o mais letal inimigo para o nosso estado de degeneração. Nós que originalmente fomos feitos para o apreço de Deus agora, por causa do pecado, somos objetos do seu juízo (por isso o inferno é um fogo que não se apaga, é Deus impondo as justas penas com todos os rigores da sua santidade - porque a sua Lei é santa), porque o pecado nos corrompeu de tal forma que, apesar de termos um indelével senso de necessidade de Deus, nós odiamos a santidade de Deus (e isso só é mudado, pelo próprio Deus, na ação do Espírito Santo de transformar o nosso coração e consciência, através do poder do Evangelho) e é exatamente por isso que os nossos corações enganosos são fábricas de ídolos, pois temos consciência de que precisamos de Deus, mas enquanto estivermos sob o domínio do pecado nós teremos aversão ao verdadeiro Deus e por isso inventamos deuses falsos para devoções idólatras. Nós, em nosso estado natural de pecado, estamos em guerra contra Deus.

Entendemos, então, que pecado não é apenas o que fazemos. Pecado é o nosso estado de corrupção após a queda. É a nossa natureza. Os pecados que cometemos são apenas os frutos condizentes com a natureza degenerada do pecado. Somos como uma espécie de árvore que foi alterada em sua genética, em sua natureza, e que sempre produzirá frutos impróprios para o consumo, putrificados e que estragam tudo no seu derredor, disseminando doenças em quem come dos seus frutos. Por isso o agricultor exterminará a todas essas árvores más da sua plantação. E isso é um direito seu, uma coisa boa a ser feita.

Nós não somos pecadores porque praticamos pecados, nós somos pecadores e por isso praticamos pecados. Os atos de  pecado são frutos da nossa natureza pecadora, contra a qual nada podemos fazer. Alguém não é pecador simplesmente porque mente, porque pratica adultério, porque adora Maria, porque é homossexual. Esses são alguns dos pecados, dentre tantos outros, que qualquer um de nós praticamos, são frutos diversos condizentes com a natureza de quem está separado da santidade de Deus. Todos nós nascemos corrompidos pelo pecado, mesmo um bebê recém nascido já é pecador. Pecador é o que somos, indistintamente. O pecado nos define, porque todos somos filhos de Adão, pecamos nele e fomos amaldiçoados com ele.

A Redenção

Mas Deus ama a sua criação e ama, especialmente, a sua criação humana. E por isso Ele fez o que nós não podíamos fazer: o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo foi enviado por causa do seu amor por nós, mesmo nós sendo ainda pecadores, e isso foi feito para nos salvar.

Diante da impossibilitado dos homens se salvarem, o abismo intransponível entre a santidade de Deus e a degeneração pelo pecado humano foi superado pela encarnação do Filho de Deus para cumprir uma penosa missão.

Jesus, o Unigênito de Deus, o criador de todas as coisas, a Palavra com todo o seu poder abriu mão da sua glória, glória que tinha junto ao Pai, esvaziou-se de si mesmo e fez-se homem nascido da jovem virgem Maria. Assim o Messias pré-anunciado em todo o Antigo Testamento viveu entre nós, um homem verdadeiro, um milagre sublime, o Santo de Deus ensinando a verdade aos pecadores e a sua missão era resolver o mal do pecado, algo impossível a nós, para nos reconciliar com Deus. Então, como Cordeiro de Deus Ele tomou sobre si as culpas dos eleitos de Deus e ofereceu-se em sacrifício no holocausto da cruz. Ali o Santo de Deus, o justo, sofreu em lugar dos depravados e dos injustos, as malignidades dos homens estavam sobre Ele e a ira de Deus o esmagou e puniu em nosso lugar. Sua morte foi substitutiva, pois pagou a nossa dívida, sofreu o nosso inferno, e nós, os que cremos nEle obtemos o perdão pelos nossos pecados, a nossa salvação, a justiça do Senhor Jesus Cristo nos é atribuída. Ter fé no Evangelho do Senhor é receber gratuitamente o poder da sua salvação. O meu inferno foi sofrido pelo Senhor Jesus Cristo para que eu receba os privilégios que pertenciam somente a Ele. Por isso os crentes são adotados por Deus como filhos, uma dignidade que pertencia somente a Jesus.

Aos pecadores é requerido que se arrependam dos seus pecados e que se convertam de uma vida de servidão aos mais variados pecados à fé servil ao Senhor Jesus Cristo, que creiam no Evangelho e vivam sob suas ordens, Graça e doutrinas.

Por isso, por meio do Senhor Jesus Cristo, nós temos a nossa comunhão com Deus restabelecida. Em nome do Senhor Jesus nós oramos ao Deus-Pai e Ele nos ouve. Através do Senhor Jesus nós adentramos no Santo dos Santos na presença de Deus para adorá-lo em espírito e em verdade e Ele recebe as nossas vidas, o nosso culto e a nossa adoração.

E o Senhor Jesus Cristo ressuscitou, a morte ocorrida na maldição cruz não pôde detê-lo, Ele venceu a morte, o pecado e o inferno e retomou a majestade nos céus, ao lado do Pai, de onde reina soberano sobre todas as coisas e intercede pelo seu povo até que chegue o glorioso dia do seu retorno. E então todos ressuscitaremos, os salvos para as glórias do porvir e os réprobos para receberem suas justas condenações.

O Evangelho

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/08/o-evangelho.html

O ódio pela santidade de Deus

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/07/o-odio-santidade-de-deus.html

O amor de Deus e o inferno

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pecado entrou na criação através de Adão e Eva. Mas ele já existia num contexto espiritual. A Serpente, Satanás, o Diabo já tinha caído em pecado, já o conhecia, já era corrompido e já era um corruptor que arrastou, num passado desconhecido, uma parte dos anjos à injustificável rebelião contra Deus. É para a condenação desses demônios que o inferno existe. Contudo os eventos que levaram anjos a se corromperem em tempos diferentes dos descritos no Éden são pouco descritos nas Escrituras e a ênfase da Bíblia como Palavra de Deus é na história da redenção da humanidade, cujo centro é a obra e a glória do Senhor Jesus Cristo.

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Ainda que o pecado tenha alterado e degenerado toda a criação, e especialmente à humanidade, ele não foi um "acidente de percurso".

Se considerarmos que o Senhor Deus é onipotente e onisciente, Ele necessariamente exerce sua soberania sobre todas as coisas e nada escapa do seu senhorio, do seu conhecimento, nem dos seus planos. 

Todas as coisas aconteceram exatamente como Deus predeterminou.

Efésios 1 descreve toda a Trindade agindo pela salvação dos eleitos e é dito que "Deus nos escolheu nEle (em Cristo) antes da fundação do mundo" - ou seja, antes de o mundo ser criado e antes da queda de Adão, Deus já tinha elegido a sua igreja (gente de todas as eras e lugares) e a salvou pelos atos redentivos do Senhor Jesus. Disso concluímos que a queda não foi acidental, mas estava dentro dos planos soberanos e sempre perfeitos de Deus, isso porque o plano de salvação já estava predeterminado tanto sobre os fins como nos seus meios. Se Cristo sempre foi o Cordeiro de Deus desde a fundação do mundo isso implica no fato de que os atos da cruz já estavam preordenados e que a redenção de pecados era parte central dos planos de Deus mesmo antes do pecado ter entrado no mundo e antes mesmo do mundo ter sido criado. Jesus, no Evangelho, é o "pleroma", a plenitude dos tempos, a plenitude de tudo, a glória de tudo por meio de quem tudo veio a existir e tudo converge para Ele, porque dEle, por Ele e para Ele são todas as coisas.

A humanidade não é o centro do mundo, o Senhor Jesus é quem é. E a história da redenção é o meio pelo qual se desenvolve a sua glória.

Na história da redenção, e especialmente no seu desfecho, na glorificação, percebemos que houveram coisas boas que só se evidenciaram por causa da queda: Adão não conheceria perdão, redenção, misericórdia e outras ações e atributos de Deus especialmente reconhecidos no Senhor Jesus Cristo, que nós conhecemos, e a glória do Cordeiro de Deus se impôs sobre a criação por causa da queda, da redenção e da glorificação.

Ou seja, conhecemos, como Deus disse, tanto o bem como o mal. Nós podemos conhecer a Deus como Adão jamais pôde.