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20/10/2023

Cristianismos esvaziados do Senhor Jesus Cristo e as utopias por paz

 

Martin Luther King Jr.
Um herói dos direitos civis nos EUA
mas um teólogo liberal, um pastor muito questionável na sua fidelidade ao Senhor.

Os perigos das boas mensagens e das virtudes esvaziadas do Senhor.

Não é uma característica recente a propagação de ideais cristãos destituídas da pessoa do Senhor Jesus (essa é uma característica do pós-cristianismo, um subproduto cultural amplamente praticado por quem despreza a fé no Senhor mas quer ter suas virtudes morais), e isso pode ter efeitos práticos positivos em causas pontuais como a defesa dos direitos civis mas não tem nenhum efeito nas causas que importam mais e que são os objetivos primários e fundamentais do Senhor e do seu Evangelho - a nossa reconciliação com Deus.

É óbvio que a igualdade das gentes é causa importante, que os direitos civis devem ser igualitários, que deve haver liberdade e justiça, mais ainda que todos os dilemas humanos e suas injustiças sejam solucionados, tais coisas seriam apenas bens provisórios e efêmeros e não resolvem o nosso problema primário e fundamental: somos pecadores que carecem de salvação, da reconciliação com Deus, o autor e sustentador da vida.

O problema das causas e das militâncias que se apropriam de princípios cristãos como igualdade, justiça, amor e perdão mas as desvinculam da pessoa onde essas e outras virtudes subsistem é que, necessariamente, todas essas virtudes passarão a ser aquelas que o gênero humano corrompido pelo pecado pode praticar, e assim, todas elas serão frutos corrompidos pela nossa natureza corrompida, serão meras caricaturas decadentes das verdades que o cristianismo prega.

Não é possível comunicar ou praticar as excelências do Senhor sem que se proclame a sua pessoa e a sua obra. Não é possível ter a justiça e a fraternidade apontadas por Cristo sem que Cristo esteja presente. E esse foi o defeito, crasso, cometido por muitos líderes cristãos que se tornaram em figuras proeminentes por suas militâncias aparentemente justas, pois os ideais do mundo exigiram deles que retirassem a exclusividade do senhorio, da proeminência e da glória do Cordeiro de Deus, o Senhor Jesus Cristo, dos seus discursos para que esses ideais, agora mais fluidos e despersonalizados, tivessem maior aceitação em contextos plurais e laicos, incluindo naqueles contextos onde se desejam as virtudes de Cristo sem o seu senhorio. Vendeu-se, assim, a verdade, reduzindo-a ao que ela não é.

Essa é uma das formas de secularização, de mundanismo da igreja e da sua apostasia. Pois às vezes no afã de militar nas causas do mundo as igrejas e suas lideranças se rendem às suas pautas e se submetem às exigências do mundo em lugar das exigências do Senhor 

Não existe cristianismo sem a glória, a primazia e a proeminência do senhorio exclusivo do Senhor Jesus Cristo.

No Evangelho, ou você aceita e se submete a tudo, ou não tem nada de Deus. Não há acordo.

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Castelos de areia

Não existe e jamais existirá qualquer possibilidade de redenção humana com o homem procurando em si mesmo e nos seus esforços os meios de se alcançar um ideal de paz, de harmonia e de felicidade. Todos os esforços por fraternidade são efêmeros, incapazes de produzir o bom fruto desejado, pois todos estamos sob a maldição do pecado, naturalmente quebrados no que deveria ser o nosso fundamento, estamos destituídos de Deus e entregues às vaidades das nossas imaginações sempre inclinadas para a oposição da santidade do Criador, pois a sua luz nos repele e o seu fogo nos consome, e nada do que façamos nos restaurará. 

Na condição de pecadores, e sob essa maldição, nós somos autodestrutivos. A história humana é a história do embate entre civilizações, das disputas dos poderes, das ambições e da rapina. O homem é o lobo do homem e esse é um dos efeitos da sua miséria como raça banida de Deus e destinada à morte.

Nessa condição miserável do pecado os nossos esforços por paz e fraternidade são como os risíveis riscos que traçamos na areia de uma praia, no subir da maré tudo desaparecerá. Nossos tratados de paz são apenas fumaça. Basta um passo errado e todos os esforços e acordos dos homens viram ruínas. O problema não está baseado nas fragilidades das relações humanas, mas sim na quebra da nossa comunhão com a fonte de todo bem, verdade e justiça. O nosso problema é com o Deus que é o Criador, e Sustentador de todas as coisas e que é a única fonte possível da nossa necessária redenção.

Foi Deus, o Criador e Senhor de todas as coisas, quem impôs inimizade entre os povos como consequência da rebelião de todos eles contra o Senhor (Gênesis 10), e essa inimizade que acarreta em disputas, opressões e guerras só pode ter fim sob o cetro e a coroa do Rei dos reis e Senhor dos senhores, com o domínio do nosso Redentor Jesus Cristo, aquele que nos reconcilia com Deus e também nos reconcilia uns com os outros. Sob o senhorio de Cristo os convertidos são todos irmãos reunidos numa única Igreja.

A única redenção possível está além de nós, e é a interferência do Deus de quem fomos banidos para, por meio da sua encarnação, morte na cruz e ressurreição, os maiores milagres em toda a história, sermos reconciliados.

A única salvação possível, a restauração da nossa plena humanidade conforme a imagem do Criador revelada no Senhor Jesus Cristo é o arrependimento e a fé no seu Evangelho. Em Cristo estão os feitos da nossa salvação, nele deve ser posta a nossa fé, a Ele devemos seguir e servir e Ele é o nosso modelo, fundamento e referência.

Todo o resto é utopia, engano, mentira e multiplicação de iniqüidade sobre iniqüidade. Crenças, descrenças, cientificismos, ideologias, niilismo, tradições, religiões... Não existem esperanças verdadeiras fora das misericórdias oferecidas pelo Evangelho do Senhor Jesus, o Deus encarnado e a plenitude em torno de quem tudo se fundamenta.

A única esperança está aberta e clamando diante de todos. O Evangelho é uma porta aberta para um caminho oferecido a todos para que se arrependam, creiam e sejam salvos. E quem tiver ouvidos que ouça e venha a Cristo - não há salvação sem Ele!


Veja também: O Evangelho 

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/08/o-evangelho.html

08/06/2023

Sobre a dificuldade de apoiar uma causa legítima liderada por um imperito

 

Você está no barco?

Depende de quem está no comando...

Fazer um trabalho bem-feito é quase tão necessário quanto fazer o trabalho.

Arrisco uma ilustração:

Era necessário pegar um barco para ir adiante e fazer a travessia. Mas o barco da vez era conduzido por um sujeito imperito, e apesar disso ele era tomado de excessiva auto-confiança e as pessoas não apontavam suas falhas porque se ressentiam, tomadas por um tipo de piedade desvirtuada pela falta de coragem, pois o sujeito se esforçava e, apesar da persistência nos seus erros, uma evidência de orgulho, ele se estabeleceu no seu posto em resultado de um pacto silencioso de omissões.

Entendi que era necessário trocar o barqueiro, mas como essa era uma prerrogativa que não me pertencia, então eu decidi esperar pelo próximo barco mesmo diante da necessidade de prosseguir, pois, ainda que o barqueiro imperito consiga chegar no destino, é certo que o trajeto será marcado por desnecessários riscos e tormentos, por vezes ocorridos em maior número dentro da embarcação, não no mar.

E assim foi o barqueiro imperito e auto-confiante, mas foi chateado porque o seu barco desatracou quase vazio, porque, afinal, o pacto silencioso de omissões não inclui submeter-se aos riscos de estar sob o comando desse condutor, e ele seguiu mar adentro em zigue-zague oscilante e enfrentando perigos sem que tenha reais condições para isso.

Nem sempre dá para confiar, nem endossar, ainda que a causa seja legítima.

02/05/2023

Você tem uma coisa importante a fazer. Mas faz errado...

Você tem uma coisa importante a fazer. Mas faz errado... 

Construiu um edifício sem alicerces fortes. 

Escreveu uma redação cheia de erros de concordância e inverdades. 

Fez a prova mas marcou com X a opção errada. 

Colocou sal no café e açúcar na salada. 

Casou para trair o cônjuge.

Pregação do Evangelho sem pregação da obra de Cristo, e em seu lugar fala de "coisas boas" e promove uma ação social. 

Exposição bíblica sem o exame das Escrituras, e em seu lugar um falatório sobre uma infinidade de coisas não bíblicas.

Culto a Deus que, na verdade, é um exercício compartilhado de auto-afirmação, um show antropocêntrico. 

Entre fazer o errado e não fazer, o que é melhor? (menos pior?)

Se for fazer algo, faça direito. Ou, talvez, seria melhor não fazer.

Desenhou errado? Apague! E refaça...