A proeminência do mal sempre será apenas provisória e parcial, com vitórias pontuais e danos reais mas passageiros ao longo do desenvolvimento da história.
Mas o final da era presente será marcado pelo triunfo do Senhor Jesus Cristo, que em sua primeira vinda cumpriu a função de servo sofredor como Cordeiro de Deus para ser entregue no holocausto da cruz, em contraste com a sua segunda vinda, a volta iminente do Senhor Jesus ressurreto, vitorioso e glorificado, que virá como Leão de Judá em poder e glória para acabar com o tempo presente, julgar o mundo, impor seu severo juízo sobre os réprobos e o seu Reino de justiça com os fiéis.
"...para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai."
(Filipenses, 2: 10, 11)
__________________________________________
A história do mundo corrompido é a história do embate de civilizações, de culturas e de povos com seus interesses, intercalados por tragédias de grandes dimensões que alteram todo o quadro e contribuem para a alternância dos poderes.
Mas o poder maior e soberano que é exercido sobre tudo e todos é o do Senhor da história, em quem nós, os cristãos, descansamos.
__________________________________________
A história humana é uma história cíclica de alternância de poderes, do surgimento de impérios que dominam reinos mais fracos; de ascenção, glória e queda desses poderes que podem durar anos ou séculos, mas que são sempre transitórios; da sucessão de potências dominadoras de colônias, de vassalos que terão alguns rebeldes que lutarão por liberdade - na maioria das vezes sufocados, vencidos e suprimidos.
Nossa história nesse mundo caído, de caos e sem justiça verdadeira, é a história do opressor, do imperador, do tirano, do comunista, nazista, do multimilionário capitalista impondo suas ambições sobre terceiros, sobre vassalos, e alguns vassalos esperneiam, então a dor lhes é imposta, mas pode ser que alguns consigam justiça...
Os ventos sopram para tempos ruins. Depois da calmaria sempre vem a tempestade. Nunca houve tão duradouro tempo de relativa paz e prosperidade no mundo, mas o atual modelo está ruindo e temos uma massa humana como nunca houve para servir a um novo modelo de império que se aproxima.
Mas, a despeito do caos de um mundo caído, nossas consolações e esperanças residem no fato de que existe um Deus Soberano que é Todo-Poderoso e que jamais deixou de exercer seu domínio numa história que caminha para a glória completa do Senhor Jesus Cristo ao lado do seu povo.
__________________________________________
Israel como "relógio de Deus" na história?
É evidente que o Israel de Deus sempre foi a igreja, os eleitos de Deus que existem dentro e fora do povo judeu. Mas a aliança espiritual estabelecida em Abraão que apontava para a obra do Senhor Jesus coexiste com as promessas feitas à descendência carnal de Abraão.
Então sim, parece-me óbvio e evidente que Deus usou a história de Israel no passado e continua usando essa história de forma especial conforme apontam as Escrituras, especialmente no Antigo Testamento.
De fato, Deus não revoga seus dons e o que Ele decretou será feito.
Karl Barth, o teólogo mais influente do século 20, era um cristão em sintonia com a visão de retorno dos judeus a Sião, terra histórica do povo da Bíblia. De tradição reformada, via a soberania de Deus na história. Em contraste com vários teólogos de tradição sua tradição reformada, que tratam a rejeição de Israel suficiente para quebrar a aliança de Deus com Israel, Barth de fato cria que "o dom de Deus é irrevogável" e que a soberania divina domina a história a despeito das falhas humanas. Para o suíço Barth, que confrontou o nazismo e o liberalismo, a criação do Estado de Israel, em 1948, era uma ‘parábola secular’, um símbolo da ressurreição e do reino de Deus. Conforme Karl Barth, o retorno dos judeus em grandes contingentes para a terra deles, no século anterior, foi cumprimento de profecias bíblicas. Os profetas hebreus previram uma história de Deus com o povo judeu que chega até nossos dias. O teólogo cria que os ossos secos em Ezequiel que tornam à vida (Ez 37) são uma profecia da restauração de Israel a sua terra. Barth advertiu para o fato de que toda nação que se opusesse a Israel não prosperaria a longo prazo.” O grande teólogo sabia que o povo voltaria a Sião para de lá nunca ser mais desarraigado (Am 9). Isso não significa que Israel é perfeito ou que não pode ser desafiado, como qualquer outra nação. Mas, conforme Barth: "o povo escolhido, de um modo que não compreendemos, tem sobre si a mão de Deus, e, quando as nações deparam com ele, é com Deus que deparam.”
Luiz Sayão
__________________________________________
Sobre civilizações antigas.
Pode ser um engano a ideia de que a nossa civilização é a mais desenvolvida na história humana do ponto de vista científico. A história humana não é um contínuo linear, muitos registros se perderam junto com conhecimentos antigos por causa do embate de civilizações e toda sorte de tragédias. O incêndio da grande biblioteca de Alexandria é um exemplo dessas irreparáveis perdas.
O fato é que não conseguimos explicar como construções engenhosas antigas foram feitas, como encaixaram tão perfeitamente pedras brutas que parecem ter sido modeladas, como edificaram as grandes pirâmides e tantas outras façanhas que são tratadas como mitos. Mas, a despeito da falta de respostas convincentes para essas e outras perguntas, o fato é que muitos dos nossos ancestrais dominavam artes e ciências de modos que ainda desconhecemos.
Sempre, em toda a história das civilizações, houve injustiças, houve tiranos, e oportunistas, e aproveitadores, e gente que perdeu tudo, que sofreu, que teve o seu sangue derramado e seus clamores sufocados. Sempre houve lágrimas nem sempre consoladas e sempre ouviram-se gargalhadas daqueles que lucram às custas do sofrimento alheio. Sempre teve quem se impusesse aos outros e na maioria das vezes esses outros foram reduzidos ao esquecimento.
Não há justiça nem esperança neste mundo, pois a justiça dos homens é parte dos negócios que envolvem os interesses dos tiranos e se a realidade fosse circunscrita apenas ao que podemos experienciar e ver, seria então coerente concluir que não há propósito em coisa alguma que acontece debaixo do céu - e alguns se arriscam a dizer que esse despropósito inclui o que há acima desses céus conhecidos que são tingidos de azul nos dias ensolarados e que ficam salpicados de infinitas estrelas no escuro da noite. Mas aí nos deparamos com um paradoxo quando, então, a lógica do pessimismo se desfaz no confronto da constatação da beleza das coisas criadas. Como pode não haver propósito em tamanha beleza e ordem numa criação que proclama as glórias do seu Criador?
De fato, a humanidade está imersa numa angustiante realidade em que parece não haver justiça, mas essa lógica superficial fica notadamente denunciada na sua falsidade quando consideramos a realidade superior que não pertence à decadência dos homens, pois, acima de todos nós existe o Criador que a tudo criou e que sustenta a tudo o que fez. E se o mundo dos homens nos parece ser marcado pelo caos nós só podemos concluir que o Criador que sustenta toda obra que fez deve ou deveria, também, interferir no mundo dos homens e é exatamente isso que ele já fez no milagre da encarnação do Cristo, o próprio Deus criador que se fez homem verdadeiro na vida e na obra do Senhor Jesus. E porque houve essa interferência do Criador na história nós podemos confiar na Justiça do Todo-Poderoso que será imposta às injustiças dos homens e das suas degenerações.
A obra da redenção realizada por Cristo é para a salvação dos que crêem no seu Evangelho mas muito mais. É para impor a Justiça do Santo Criador sobre a sua criação que, por causa do poder corruptor do pecado, está por hora degenerada.
Portanto, nós não estamos à deriva nesse grande transcurso da história e se por hora nos parece que são as injustiças que têm prevalecido é porque nós ainda não sabemos de tudo e essa história ainda tem capítulos pela frente, a grande história ainda não terminou e antes que cesse ficará clara a prevalência da justiça contra todas as formas de injustiça na manifestação das glórias do Senhor da história.
Há alguns dias (em 06 de junho) fiz o seguinte desabafo sobre a realidade brasileira e a inércia do seu povo:
Brasil!
Terra do futebol, apesar de ocupar o 22º lugar no ranking da Fifa.
Na mente dos gringos é a terra da safadeza, das mulheres-objeto (e das crianças-objeto), do sexo fácil, do carnaval, da avacalhação e da exploração de gente ignorante que faz de tudo por uns trocados.
Na mente dos brasileiros é uma terra abençoada, sem terremotos ou vulcões, com sol na maior parte do tempo... um lugar propício à vida-mansa, do pouco pensar e do pouco realizar. Se o samba tá tocando, se a cerveja tá gelada, se a mulata tá dando mole e se o time estiver ganhando não importa se o resto estiver desabando! Eita gente egoísta e burra! Incapaz de olhar para o futuro, de construir, de ter disciplina! Fomos formados apenas para cantar, não para pensar, criar, debater e construir. E cantamos de forma irresponsável.
Essa é a terra da corrupção institucionalizada, do jeitinho e da trapaça, onde a população quer se dar bem a qualquer custo, mesmo sem dar duro, mesmo sem estudo. É onde os malandros são celebrados e alguns chegam ao topo do poder para mandarem e desmandarem de acordo com seus caprichos, sempre visando altos ganhos, seus e de seus aliançados.
É a terra que fornece energia, matéria-prima e alimento para muitos em troca de serviços péssimos, de exploração, de má-vontade, de lixo. Nossa economia é poderosa mas nosso povo é demasiadamente servil e vazio. Nossa telefonia é péssima, nossos carros são péssimos, nossa infra-estrutura é péssima, nosso cuidado com o povo-gado é péssimo... mas celebramos a chegada da Copa do Mundo, mesmo capotando ladeira abaixo.
Diante disso, as opções:
1º) apagar a luz, fechar a porta e mudar para o Chile, Austrália ou Groenlândia;
2º) chutar o balde e quebrar tudo, incitar uma revolução civil com enforcamentos dos corruptos;
3º) apelar à consciência da população brasileira para sua mobilização... sim, eu sei que isso não é opção, é uma piada utópica, pois essa população só se mobiliza por assuntos banais, é propositadamente ignorante e confere poder aos idiotas;
4º) com paciência e boa vontade fazer minha pequena parte na esperança de somar-me a outros que lançam mão ao arado sem olhar para trás, mesmo sabendo que, provavelmente, meu trabalho será inexpressivo diante de toda desordem.
2) A repulsa inicial pelas manifestações por causa da violência e depredação
Mas fui surpreendido com grandes manifestações que a princípio repudiei por causa da depredação e da violência:
COMO JUSTIFICAR O LINCHAMENTO DE UM POLICIAL POR MOLEQUES DE FACULDADE?
Revolta histérica de jovens órfãos de uma causa que saem por aí mascarados para confrontar um sistema que os serve inspirada por histórias sobre uma ditadura de uma época em que esses mimados sequer haviam nascido.
"IPHONE Um manifestante do grupo que voltou à avenida Paulista após os primeiros confrontos com a Polícia Militar desferiu cinco "voadoras" até conseguir quebrar um dos vidros da entrada da estação Trianon do metrô. Após destruir o vidro, sacou seu iPhone e registrou o feito."
O quê dizer sobre isso? O cara que quebrou patrimônio público após cinco voadoras e sacou seu IPHONE (custa R$ 2.399,00!!!- comprado pelo papai) para postar seu feito no feicebuqui... por causa de R$ 0,20 no aumento na tarifa de Ônibus!
"Valores extremamente equivocados estão sendo disseminados em algumas faculdades, um verdadeiro subproduto ideológico carente e estúpido ávido por depredação gratuita.
Dê-lhes políticos corruptos e eles ficarão calados, coloque muita injustiça social diante dos seus olhos e eles fingirão que nada vêem. Mas não lhes tirem o pirulito e não ousem aumentar em R$ 0,20 a passagem do ônibus, pois nesses casos eles não apenas espernearão, mas farão todos pagarem o preço por sua carência de uma causa justa."
__________________________
3) Sinais de um despertar! O gigante acordou?
E depois de ver a violenta reação policial diante das agressões que eles haviam sofrido na véspera (como o policial que foi covardemente agredido na porta do Tribunal de Justiça) eu também pensei que esses movimentos poderiam incluir causas mais amplas e transformadoras para o bem de toda sociedade.
Vídeo mostrando início de manifestação pacífica mas brutalmente reprimida pela polícia.
"Acho que esses protestos estão sim assumindo uma força política muito importante, não de partidos corrompidos pelo poder, mas de uma população que resolveu agir. Se assim for sou partidário."
"Não vamos pagar para ver e assistir de camarote o cenário turbulento. Temos que atuar, sejamos apontadores de caminhos e inspiradores de ideias em tempos em que os caminhos e as ideias vigentes estão ruindo. Certamente oportunistas se apresentarão diante desse cenário e cabe à Igreja ser sempre a voz profética que aponta para o caminho seguro.
Podemos optar pela omissão ou pela atuação. A missão primordial da Igreja é com o Reino de Deus. Mas estamos no mundo e temos que trabalhar nele. Neste momento, muitas aspirações desses movimentos têm muito a ver com noções de justiça e de verdade, reflexos pálidos e idealizados da justiça e verdade em sua manifestação plena, coisas confiadas por Deus à Igreja de Cristo. Ou seja, nós somos os portadores daquilo que muitas dessas pessoas, em essência, buscam."
4) Os pontos negativos desses movimentos
Sinais de perigo:
I - a falta de organização e de propostas:
Líderes do Passe-Livre no programa Roda-Viva de 17/06 que mostra que a única reivindicação desse movimento é a questão da tarifa de ônibus e o movimento não tem propostas para viabilizar o que exigem.
"Assistindo aos protestos pipocando por todo o Brasil, me parece que este movimento popular é um basta a um sistema político obsoleto e, por isso, cada vez mais ineficiente e sujeito à corrupção - independente de esquerda ou direita. A população está bradando contra "o que" não quer, mas sem qualquer proposta sobre "como" isso deve mudar. E essa falta de proposta objetiva deixa o movimento sem direção.
Faz lembrar Nietzsche: "Não basta se libertar de, é preciso se libertar para!" (Marco André Regis)
"Infelizmente essa afirmação parece ser muito verdadeira. O protesto tem fundamento mas faltam objetivos concretos e não faltarão oportunistas para se aproveitarem dessa situação."
__________________________
II - a continuidade de violência gratuita por parte de diversos manifestantes, especialmente no centro do RJ e em SP:
Depredações, vandalismos, agressões, invasões e destruições de prédios públicos no Rio de Janeiro e em São Paulo.
"Essa é a parte estúpida e desnecessária das manifestações e isso deve sim ser reprimido. Trata-se de crime, de violência desnecessária praticada por descontrolados mascarados que mancham os propósitos pacifistas. Lamentável..."
III - a não inclusão por parte do movimento Passe-Livre em sua agenda de diversas questões que fizeram com que muitas outras pessoas aderissem às manifestações:
Postagem do Passe-Livre em sua página do Facebook conclamando as pessoas a novas manifestações até que as tarifas de ônibus sejam reduzidas. Tentam responsabilizar o prefeito e governador de SP pelo caos visto no centro da cidade, ao passo que foi o Passe-Livre que planejou as manifestações que estão fugindo do controle e da civilidade enquanto os políticos estão tentando encontrar soluções emergenciais possíveis. O Passe-Livre é que é intransigente e suas exigências penalizarão a população, especialmente em outras áreas públicas (como educação, saúde e segurança...):
O protesto generalizado que ocorreu hoje em São Paulo tornou claro o nível de indignação da população em torno do aumento da tarifa. Os atos se espalharam não somente pelo centro como por diversas regiões da periferia da cidade, como Cidade Dutra, Raposo Tavares, Socorro e M’Boi Mirim. São Paulo vive dias de revolta popular.
O tamanho das últimas manifestações e a radicalidade assumida pelos manifestantes em episódios como os que ocorreram nessa terça em frente à Prefeitura e segunda em frente ao Palácio do Governo só evidenciam o caráter insustentável da opção de Alckmin e Haddad pela intransigência. Ambos têm ignorado a pressão popular pela revogação do aumento das passagens. Até quando eles irão esperar?
Até lá, continuaremos nas ruas!
__________________________
IV - reivindicações estúpidas se multiplicando em meio a toda confusão:
Clamores por IMPEACHMENT!
Alguns querem o IMPEACHMENT da Presidenta Dilma. Ok... mas será que esses sabem quem ocuparia seu lugar? Pela ordem, o primeiro a ocupar o cargo seria o seu vice: Michel Temer (presidente eterno do sombrio PMDB), e depois dele o Presidente da Câmara dos Deputados, nosso ilustre claramente corrupto Renan Calheiros!
Por isso, mais do que simplesmente exigir o impeachment de forma impensada e irresponsável de alguém, precisamos urgentemente de uma REFORMA POLÍTICA, além da necessidade de APRENDERMOS A VOTAR!
Ah, antes de exigirmos o impeachment do Governador ou do Prefeito, precisamos considerar que o vice do Governador Alckmin é Guilherme Afif Domingos (que acumula os cargos de vice-governador de SP e de Ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa - "fenômeno" que prova que em nenhum desses cargos o político efetivamente "trabalha" - não creio que o queiramos "não-trabalhando" no governo de SP) e que o vice do Prefeito de SP, Fernando Haddad, é uma tal de Nádia Campeão (?), uma espécie de tapa-buraco emergencial e mal-arranjado do PC do B que substituiu a então candidata a vice, Luiza Erundina, que não abriu mão dos seus princípios quando Haddad se aliançou com Paulo Maluf nas eleições municipais do ano passado.
__________________________
V - um movimento sem direção e objetivos claros que cresce por motivações diversas e também pela falta de motivos definidos por parte de muitos - rebeldia sem causa:
"Seriam essas manifestações uma opção de entretenimento, um tipo de "balada" meramente fantasiada de ideologia passageira e facilmente posta à venda, um movimento orquestrado para atender a interesses de manipuladores obscuros ou um movimento legítimo que surgiu de aspirações idealistas?
Foi assim com os caras-pintadas em 1992: Naquela época, participar das passeatas pelo Impeachment do presidente Collor era a maior "curtição". Por quê estávamos lá? poucos sabiam, mas era legal à beça. Era como malhar o Judas com milhares de heróis juvenis fazendo história. Sem perceber, acabamos por servir, alegremente, como massa pouco consciente do que estava acontecendo, mas de grande impacto para manobras políticas que atendiam aos interesses obscuros de terceiros. Grandes corporações e mafiosos políticos aplaudiram. Seria esse o caso atual?
Lindbergh Farias (http://pt.wikipedia.org/wiki/Lindberg_Farias), antigo líder do movimento estudantil, hoje é Senador (assim como o Judas "impeachmentado" Collor), um servidor desse sistema político atual e de reputação questionável por, adivinhe: CORRUPÇÃO.
O porvir responderá..."
__________________________
Passei a considerar que esse volumoso movimento precisa de uma análise crítica mais séria e depois das manifestações de irracionalidade, de fúria, de intransigência e falta de civilidade eu concluo que esse movimento passou a ser perigoso não apenas para as instituições, mas para a DEMOCRACIA.
Os movimentos de protesto que temos visto estão provando que têm fraca objetividade e fraca capacidade de organização, infelizmente.
O Passe-livre afirma que seu objetivo é apenas o valor da passagem e não é capaz de apresentar propostas para a viabilização da sua única reivindicação. Outras questões, reivindicações, denúncias e protestos são acréscimos - legítimos - que muita gente está apresentando por conta própria, sem articulações, sem propostas claras.
A ênfase dos articuladores desse movimento não é a corrupção, não é a segurança, educação ou saúde, não são os impostos abusivos com escasso retorno em serviços públicos, não são as injustiças sociais, não é a causa dos pobres, não é a cracolândia, não é o tráfico de drogas, não é a prostituição infantil, não é a situação dos presídios, não é o PCC, não é o investimento alto com a Copa do mundo ou outras coisas que agridem a população de bem. Nenhuma dessas questões foi debatida e as reivindicações das pessoas ecoam desorganizadas, sem rumo, sem objetivos concretos, o que faz desse movimento uma multidão desorganizada com reivindicações dispersas, algo impossível de compreender, de assimilar, debater ou atender. Isso tudo corre o risco de ser uma grande massa oca, uma empreitada mal-planejada, mal-resolvida e obviamente mal-sucedida.
Para muitos esses são movimentos de transformação política e social, o "gigante" teria acordado nos brados e cartazes destes. Mas ainda é um gigante sonolento, que não pensou bem antes de agir e que não sabe o que fazer.
Para outros, essa é a oportunidade de aparecer, de se crescer. Partidos nanicos, gente frustrada, gente que confundiu isso com balada e abutres oportunistas não perderão a oportunidade de se aproveitar da fraqueza ou exposição de uns, do novo modismo e da falta de orientação da maioria.
Para outros, os grandes imbecis, esses movimentos são oportunidades para depredar e arruinar. Aliás, é esse tipo de "gente", quase sempre mascarada, que é capaz de linchar policiais (servidores públicos, pais de família), depredar patrimônio público e privado. Esses devem sim ser impedidos de praticar seus delitos, a polícia deve sim recriminá-los, se preciso, à força. São criminosos e não podemos permitir que instituições públicas estabelecidas pela democracia selam cerceadas e destruídas por bandidos que estão participando, ou se aproveitando, desses movimentos. Alguns dirão: - "eles não são dos nossos!" - mas o fato é que o movimento deu força aos vândalos também e que não é capaz de impedi-los. Isso mostra o quanto esse movimento tem fraca capacidade de organização, apesar de ter conseguido juntar tanta gente. Gente aliás que, em sua maioria, está participando não por causa de 20 centavos, mas por diversas razões que julgam ser mais importantes. Por causa dos vândalos eu penso que já é hora de parar, afinal o recado sobre o valor das passagens já foi dado.
Além disso, se a causa desse movimento for mesmo apenas a tarifa de ônibus, provavelmente a massa que aderiu por outras reivindicações ficará enfraquecida, se sentirá traída e suas diversas causas perderão força. Será um tiro no próprio pé. Vejam que os corruptos ainda estão no poder e não se sentem minimamente ameaçados.
Por fim, este movimento acabou revelando que nossos governantes e nossos policiais estão despreparados. Não são capazes de lidar com algo assim, não previram as conseqüências, agiram de forma inconstante, às vezes reprimindo e às vezes pateticamente elogiando. Nossos políticos se deixaram cercear apesar de estarem ocupando cargos legítimos em conformidade com a democracia e era de se esperar que fossem mais determinados, mais decididos e mais preparados para agir, para negociar e para resolver problemas que lhes dizem respeito. A coisa está demorando demais.
Obs. Eu não votei no Haddad mas ele é, gostemos ou não, o Prefeito legitimamente eleito pela população paulistana através do voto, da DEMOCRACIA. Não podemos tolerar os bandidos que depredaram nosso patrimônio público, nossos símbolos (bandeiras e prefeitura) e que confrontam nossa sociedade com seus atos de vandalismo, violência e intolerância. Esses BANDIDOS devem prestar contas à sociedade e à justiça e o PASSE-LIVRE tem o dever moral de colaborar com isso, ajudando na sua identificação!
Um dos bandidos misturados às manifestações depredando patrimônio público.
5) Respostas mais amplas aos clamores
Rev. Martin Luther King em manifestação pacífica por direitos civis nos anos 60.
Manifestantes cantam o Hino Nacional Brasileiro na estação Pinheiros do Metrô em 17/ 06/ 2013.
Os ideais de justiça e de verdade e o amor crescente que move muitas pessoas para fazerem de sua cidade ou país um lugar mais justo e que proporcione maior felicidade à sua população são coisas que podem dar um importante, mas incompleto significado de existência e de causa.
Mesmo os mais elevados ideais e as grandes realizações ou conquistas não podem preencher a alma humana de forma duradoura. Mesmo os mais belos atos humanos não podem ser totalmente imunes a uma natureza transgressora presente em todos nós e que tem a incrível capacidade de estragar o que é belo, corromper a justiça e transformar verdadeiros paraísos em infernos. Somos suscetíveis ao mal. Não existe perfeição em nossos atos, nem em nós mesmos. Não há justiça completa e integridade na obscuridade na qual estamos mergulhados. Lutamos nesse mundo e nessa vida à procura de algo que idealizamos, e que podemos querer muito, mas tentamos encontrar satisfação em coisas que sabemos não serem capazes de satisfazer nossa necessidade de uma vida plena em justiça, em amor, realizada e repleta de sentido. Nessa nossa condição decaída podemos idealizar, sonhar, lutar, construir e realizar importantes coisas, mas essas coisas sempre serão maculadas por uma natureza efêmera e pecaminosa que num tempo constrói e no outro subverte e destrói. A humanidade é assim.
Por isso, ainda que tentemos, não nos realizaremos. Não nesse mundo ou nessa querida Pátria chamada Brasil para a qual cantamos e por quem lutamos - ela também é efêmera, tal como os grandes impérios que já foram construídos e derrubados nesse nosso mundo. Assim também é efêmero o nosso cantar, nossa luta, nossa poesia, nosso amor, nossa história e nossa vida. Nosso canto é uma interpretação de um ideal maior que para muitos é desconhecido, mas ainda assim idealizado. Nossa alma carrega em si uma espécie de saudade que está sempre norteando os mais nobres ideais e as mais justas das causas. Um vazio que ecoa forte em nossos sentidos e que está plantado em nosso coração para que ele seja preenchido com a grande e única verdade que definitivamente o satisfaz, e isso para sempre: a poderosa e doce, Santa e transformadora presença de Deus preenchendo e acalentando, de uma vez por todas, o vazio dos nossos corações.
Ainda que a humanidade consiga, com seu trabalho, acabar com todas as injustiças e construir um tipo de sociedade que comporte bem a todos, ainda assim a sua miséria interior será latente e sua natureza pecaminosa estará intimamente apegada ao mal que a boa consciência reprova. Produzimos os infernos que nos atormentam tanto em vida como no porvir e nossa única esperança está na Graça do Deus que amou sua criatura humana e agiu para nos livrar de um estado de perdição que nos acomete nesta vida com consequências eternas. Nossos ideais de justiça, de verdade, de amor e nossas aspirações por um tipo de vida que não conhecemos neste tempo, mas que mesmo assim almejamos, são pálidas e distorcidas representações das verdades que não podem ser obtidas com nossos esforços, mas que inundam nosso coração quando Cristo é por nós recebido como Senhor e Salvador. Não como os mentirosos dizem, mas como nosso próprio coração anseia e como o próprio Deus diz.
Jesus Cristo, o ato supremo do amor de Deus, é o milagre maior que podemos experimentar, a manifestação do Deus criador através da efêmera criatura humana. Nele o próprio Deus se fez homem para nos apontar o caminho seguro da verdade. Ele agiu misericordiosamente para conosco e tomou sobre si a nossa corrupção, culpa e pecados e num sacrifício definitivo numa cruz as maldições que deveriam cair sobre todos nós não recairão sobre os que receberem sua Graça, porque essas maldições foram pagas em seu martírio. Jesus decidiu sofrer e morrer pelo seu povo para que seu povo receba a sua glória. E sua glória é eterna. E por ser Deus, poderoso e Santo, Jesus venceu também a morte e ressuscitou. Ele foi elevado aos céus, vive e reina sobre todo universo para sempre e o mesmo acontecerá com seu povo amado. Esta é a verdadeira e única realização que preenche nossas almas com os valores que antes podiam ser apenas idealizados, mas que precisam ser vividos. Ter a Deus em sua alma é a maior das realizações e isso nos destina a uma Pátria verdadeira e eterna e a uma morada muito mais elevada.
Crê-se, conforme ensina o Evangelho, no amor e na bondade de Deus. Crê-se na sua justiça e que seus ouvidos estão atentos àqueles que o invocam. Crê-se que Ele toma partido pelos fracos, pelos que sofrem e por isso os cristãos valorizam a fé e a esperança. Mas embora estas sejam características da fé cristã, muitas vezes a realidade nos faz cogitar que Deus tem se silenciado perante os clamores dos que clamam, perante a dor dos que sofrem, perante a injustiça descarada e continuada, perante genocídios, pestes, fome, desesperança, violência ou desastres naturais.
Quanta gente teve seu último suspiro sufocado pela desesperança, pela violência e pela dor? Muitos deles, nesses momentos de luta pela vida clamavam com o coração desesperado por misericórdia ou por socorro enquanto o fôlego se lhes esgotava. A vida deles cessou num contexto de sofrimento, de descaso e de um aparente silêncio daquele que cremos ser o salvador.
Deus se silencia? Se ausenta ou se omite?
A própria Bíblia registra, muitas vezes, tal sentimento humano: o sentimento de quem clama àquele que pode salvar e que é invocado na angústia, mas que se silencia diante de tal clamor. O próprio Senhor Jesus Cristo foi tomado por semelhante sentimento enquanto estava agonizando na cruz.
Eis que clamo: Violência! Porém não sou ouvido. Grito: Socorro! Porém não há justiça. Jó 19:7
Clamo a ti, porém, tu não me respondes; estou em pé, porém, para mim não atentas. Jó 30:20
Deus meu, eu clamo de dia, e tu não me ouves; de noite, e não tenho sossego. Salmos 22:2
E, à hora nona, Jesus exclamou com grande voz, dizendo: Eloí, Eloí, lamá sabactâni? que, traduzido, é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Marcos 15:34
Certamente Deus ouve aos clamores a Ele feitos, até mesmo os clamores daqueles que o desconhecem mas que suplicam por salvação, misericórdia, justiça ou livramento, pois tais coisas lhes são próprias e exclusivas. Mesmo aqueles clamores silenciosos que são bradados apenas pelos corações enquanto conseguem bater. Mas nem sempre os atos de salvação são vistos no mesmo tempo em que é feito um clamor ou no tempo da necessidade e enquanto "o dia" da salvação não chega, vivenciamos dias, e diversos e repetidos dias em que a salvação parece demorar para chegar.
Vivemos um "livro da história" e estamos apenas no meio dessa história em trânsito, onde somos personagens únicos e centrais segundo as nossas próprias perspectivas individuais, mas esta história da qual participamos é universal e somos apenas uma personagem dentre tantas que se suscedem geração após geração, apesar de cada pessoa ter uma importância única, pois cada um de nós possui a imagem impressa em si do próprio criador. Mas, o propósito maior é o todo nessa história e seu tema central é a evidência do amor do seu autor, que nem sempre é claramente percebido em certos momentos dessa história ou em muitas vidas que a compõem. Vemos que a aflição tem acometido gerações e culturas inteiras e como no exemplo bíblico do povo israelita escravizado no Egito, a salvação chegou a eles de forma poderosa mas até que chegasse, passaram-se mais de 400 anos de servidão. Muitos morreram no sofrimento antes que a poderosa mão de Deus se manifestasse e muitos teriam se deixado levar pela conclusão de estarem abandonados. Não, não estavam abandonados, mas a misericórdia chegou triunfante num futuro distante para alguns e que hoje é um passado distante para nós. Alguns poderiam deduzir que foi tarde demais, mas não o foi sob a óptica do todo, da história e do propósito. Esse acontecimento foi apenas um capítulo da história que ainda segue e da qual participamos, assim como seguem as tragédias e os sofrimentos aparentemente sem salvação ou resposta que vemos. As pessoas também não deixam de existir quando morrem e a esperança estrapola a presente vida.
Certamente Deus se pronunciará, pois haverá um dia em que a perfeita e imaculada justiça será feita, os injustiçados serão vingados, os clamores atendidos, os ofensores justamente punidos e a inviolável felicidade na eternidade alcançada por aqueles que no Senhor esperam. Mas a plenitude desses atos divinos se consumarão num tempo futuro, quando a atual e condenada época sucumbir dando lugar a um novo tempo, como já vem sendo sinalizado e cujos sinais podem ser vistos ao longo da história conforme Jesus Cristo ensinou (Mateus 25), como Ele "lia"a história.
Fomos destinados ao conhecimento do bem e do mal em suas manifestações diversas no tempo presente, nesta vida e criação, sejam por meio do amor vivenciado, do recebimento da Graça divina, da vivência familiar, do carinho, do abraço, dos sorrisos e dos sonhos como das dores e das fomes, das pestes e das catástrofes, da injustiça provisória e do silêncio divino indesejado enquanto que o discorrer de uma história passageira caminha para o seu desfecho. História essa que foi escrita à duas mãos, uma dos homens segundo o conselho de seus próprios corações com suas consequências desastrosas para si e para o seu mundo e outra divina, conforme sua soberania permitindo que o tempo presente fosse afetado pelo gênero humano, o corrompendo, para depois dar lugar a uma nova história escrita exclusivamente por Deus com o sangue de Jesus Cristo, sendo este o salvador triunfante de um estado caótico que faz parte do que somos e do lugar em que vivemos.
Sendo soberano, Deus fez da humanidade a sua mais estimada criatura, feita à sua própria imagem e semelhança e por isso dotada de certos atributos, como a possibilidade de viver fielmente em sua presença ou à parte dela. Qualquer que fosse a escolha, as consequências recairiam sobre o seu destino e sobre o seu mundo. A escolha humana foi a ambição e dela vieram os frutos da ruína. Mas o ato mais extraordinário do amor de Deus não está numa intervenção sua agora ou no futuro, mas foi vista quando Jesus Cristo, por amor a nós e sua criação, se fez homem para intervir de uma vez por todas no caos em que estamos inseridos a fim de nos resgatar para a sua glória, ensinando-nos a verdade sobre o amor de Deus e sua salvação e morrendo por nós para pagar pelas nossas culpas pelo caos que plantamos, a fim de que aqueles que por fé em sua pessoa e em seus atos, possam participar da felicidade que certamente porá um fim a esta história atual e que dará lugar a uma nova história, começada nesta, mas livre do caos e por isso, marcada por aquela felicidade que todo anseio humano busca, aquela salvação que todos queremos, aquela paz e felicidade, que no fundo dos nossos corações está apenas germinada.
Sim, Deus atende aos clamores e é salvador e todo aquele que o invocar será salvo e é exatamente por isso que a sua Palavra e salvação devem ser proclamadas.
Representação de Lutero
afixando suas 95 teses na porta da Capela de Wittemberg em 31 de outubro de
1517.
“Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e
pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o
príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da
desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as
inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e
éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais. Mas Deus, sendo
rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós
mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, — pela graça sois
salvos, e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares
celestiais em Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema
riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus. Porque pela
graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de
obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo
Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos
nelas.”
Efésios 2.1-10
No próximo
dia 31 de outubro comemoraremos 495 anos de Reforma Protestante. Um movimento
que aconteceu no século XVI iniciado por Martinho Lutero que não se conformou
com o caminho que a igreja cristã de então tomara, dominada pelo papado de
Roma, exigindo atitudes de seus fiéis como condições de salvação e de bênçãos
diante da igreja e de Deus. Enfrentando seus próprios pecados e disposto a
promover um repensar resolveu sugerir mudanças para a igreja que se corrompera
pelos interesses políticos e econômicos do clero cristão daquela época.
Esse
acontecimento é de extrema importância na história da humanidade e da igreja
cristã. Pela ação do monge Martinho Lutero, de João Calvino, de Úlrico Zwínglio
dentre outros tantos conhecidos e anônimos reformadores, o mundo se
conscientizou de que a realidade poderia ser transformada a partir de atitudes
pessoais. Muitas mudanças e conquistas foram alcançadas e hoje toda a sociedade
desfruta de seus benefícios. A Renascença e o Iluminismo, períodos da história
onde avanços consideráveis foram estabelecidos na humanidade, foram frutos da
influência direta da Reforma Protestante que foi o embrião para quase todas as
transformações radicais nas áreas de tecnologia, ciência, economia e no âmbito
sociocultural dos séculos XVII e XVIII.
Com toda a
certeza quem mais recebeu influências e transformações advindas da Reforma foi
a Igreja. A Bíblia foi colocada nas mãos do povo que, até então, não tinha
acesso a ela. Lutero traduziu toda a Bíblia, primeiramente o Novo Testamento e
posteriormente o Antigo, para o alemão e incentivou a todos que a estudassem.
Muitas verdades foram estabelecidas e muitas mentiras foram desmascaradas,
mentiras de líderes religiosos com propósitos de enriquecimento e manutenção de
poder manipulando a consciência fragilizada dos menos favorecidos. Verdades
norteadoras foram fundamentadas, como os conhecidos Cinco Solas da
Reforma:
1. Sola Scriptura: que
reestabelece a Escritura Sagrada como inerrante e fonte única de revelação
divina escrita, única para constranger a consciência. A Bíblia sozinha ensina
tudo o que é necessário para nossa salvação do pecado, e é o padrão pelo qual
todo comportamento cristão deve ser avaliado;
2. Solus Christus: que
reafirma a salvação é realizada unicamente pela obra mediatória do Cristo
histórico. Sua vida sem pecado e sua expiação por si só são suficientes para
nossa justificação e reconciliação com o Pai;
3. Sola Gratia:
reafirmando que na salvação somos resgatados da ira de Deus unicamente pela sua
graça. A obra sobrenatural do Espírito Santo é que nos leva a Cristo,
soltando-nos de nossa servidão ao pecado e erguendo-nos da morte espiritual à
vida espiritual;
4. Sola Fide: a
justificação é somente pela graça, somente por intermédio da fé e somente por
causa de Cristo. Na justificação a retidão de Cristo nos é imputada como o
único meio possível de satisfazer a perfeita justiça de Deus, e;
5. Soli Deo Gloria:
reafirmando que, como a salvação é de Deus e realizada por Deus, ela é para a
glória de Deus e devemos glorificá-lo sempre. Devemos viver nossa vida inteira
perante a face de Deus, sob a autoridade de Deus, e para sua glória somente.
Observando
a sociedade em que vivemos nos deparamos com uma diluição de fundamentos e de
qualquer tipo de normatização, mesmo as mais essenciais e norteadoras de vida
são alvos de distorções e descréditos.
Reflitamos
nas Escrituras Sagradas que nos relembra a necessidade de um repensar a
respeito da vida e da espiritualidade levando-nos à consciência da necessidade
de voltarmos aos princípios da reforma em meio ao turbilhão em que vive a
igreja contemporânea. Paulo, o apóstolo, afirma em sua carta aos irmãos de
Éfeso, que a vida de Deus em nós se tornou possível somente por ele, e ele
somente. Foi exatamente isto que Deus fez em Cristo Jesus, e por isso, cada um
de nós, de forma integral, deve viver o Evangelho integral de Jesus Cristo.
Não
podemos nos esquecer da motivação de Deus em oferecer salvação ao perdido: sua
misericórdia e seu grande amor. “Pela Graça sois salvos mediante a fé,
isso não vem de vós, vem de Deus”. Essa é a grande mensagem da Reforma.
Amor e Misericórdia de Deus expressos claramente na ação histórica redentiva de
Cristo Jesus.
Quando
comemoramos o Dia da Reforma Protestante, é importante pensar sobre os ensinos
que levaram Lutero a tomar tal atitude. Batalhemos pela fé cristã como ele, fé
que foi entregue a nós (Judas 3).
Hoje é
tempo de um retorno aos princípios da Reforma – volta às Escrituras, volta à
vida de gratidão pelos atos de graça, bondade e misericórdia de Deus para
conosco.
Que o
Eterno Criador ajude-nos, ilumine-nos e conduza-nos diariamente nas verdades
fundamentais do evangelho e que cada um de nós viva em conformidade com o seu
precioso chamado.
Em Cristo,
Nosso Senhor.
Rev. Jorge
Diniz
Belo
Horizonte, outubro de 2012
Fonte: ASSESSORIA
DE COMUNICAÇÃO DA SEGUNDA IGREJA PRESBITERIANA DE BELO HORIZONTE