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30/06/2026

Igreja de Laodicéia


A igreja que parece ser predominante na nossa época é muito parecida com a repreensível igreja de Laodicéia, descrita em Apocalipse 3: 14 a 22. Ela é muito parecida com um clube, um encontro de gente que não se considera radical, nem tão santa, nem tão mundana, nem tão zelosa em todo o ensino bíblico, nem tão pecadora. Gente que acredita que está tudo bem em ser morna, que acredita que Deus se contenta com uma expressão de fé mediana, que se devota moderadamente a Deus mas sem radicalismos, sem sacrifícios, sem comprometer suas seguranças neste mundo, seus relacionamentos, seus negócios - afinal, eles se gabam do que são, do que têm, suas biografias são ostentatórias e diante desse precioso patrimônio eles não querem, em hipótese nenhuma, "queimar seu filme" com ninguém, nem com os impios. Ensinos bíblicos sobre a incompatibilidade entre os senhorios de Deus com o senhorio do mundo são relativizados por essa gente ("Infiéis, não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus."- Tiago, 4: 4). Pensam, essa gente morna que jura que a sabedoria é evidenciada em manter o equilíbrio entre a vida espiritual e a vida mundana e que para isso evitam temas sensíveis aos seus interesses ou aos dos seus colegas (e que por isso crucificariam ao Senhor Jesus novamente, se tivessem o constrangimento de ter que conviver com um Senhor tão radical, mas o fazem com os discípulos do Senhor como sempre fizeram e sempre que podem, cerceando-os e calando-os, seja por meio da decapitação, ou os jogando ao fogo ou ao limbo da inexistência local na tentativa de anular os mesmos constrangimentos), gente que se reúne com seus semelhantes em entretenimentos religiosos domesticados, superficiais e repletos de artificialidades, em cultos feitos sob medida para as pessoas se sentirem bem na medida em que são expostas a partes selecionadas da verdade de Deus num ambiente de grande apelo sentimental que é facilmente, e de propósito, confundido com o agir do Espírito Santo (e que por isso intensificam a gravidade dos seus pecados - Mateus 12: 32, 32), em reuniões onde a rebelião e a soberba da carne decidem os limites de até onde Deus deve se impor e manipulam a sua vontade revelada, como se essa ingerência fosse eficaz para impedir Deus de ser soberano e de agir como quer. Suas soberbas os fazem esquecer que nem um til da Lei pode ser invalidado.

Dessa igreja, não tão fiel a Deus mas não tão má, construtora de pontes e que, para isso, negocia a verdade e a fatia em pedaços com o descarte e a manipulação de partes "desagradáveis" que poderiam inviabilizar a empreitada, uma forma de igreja condescendente e morna que mantém o Senhor Jesus do lado de fora - Ele não faz parte do que ocorre lá dentro, não está recebendo esse tipo de culto, não é o cabeça nas suas deliberações, não é reconhecido nesse local, não é seu chefe, não é o seu Senhor nem o seu Rei. Na prática os cultos dessa "igreja" são  expressões de hedonismo, são antropocêntricos, feitos pelas pessoas para si mesmas, para a sua auto-legitimação, mas com alguma roupagem cristã que nessa miscelânea não passa de uma caricatura. Isso é grotesco para a santidade do Deus auto revelado em Cristo! 

Mas, mesmo assim, o Senhor está batendo na porta, pelo lado de fora, numa demonstração do seu amor salvador para que alguém o ouça e o deixe entrar para, então, existir comunhão de fato com Ele - e, obviamente, impor uma reforma real, um conserto, uma limpeza geral, pois tudo o que corrompia aquela igreja tem que deixar de existir para dar lugar às práticas saudáveis e fiéis ao Senhor.

Tudo o que ocorre dentro do recinto com aparência de igreja mas com a ausência do Senhor é inútil, pecaminoso e beira à blasfêmia. Isso porque o mal e a corrupção do pecado podem se apresentar numa embalagem agradável e a boa educação dos homens caídos nos parâmetros mundanos pode disfarçar o mal real. Alguém pode dizer que fulano é tão educado, distinto, cortez, saudável e bem-sucedido que parece nem precisar de salvação, e ele mesmo pode pensar que não precise de Cristo. Na verdade muita gente busca ser bem sucedida segundo os padrões do mundo e usa a Cristo como degrau para isso. Essa corrupção de colocar o ídolo do sucesso mundano como objetivo de fé e não ao próprio Senhor Jesus parece ser o grande mal da igreja de Laodicéia e também parece ser o grande mal da igreja predominante do nosso tempo. Em Laodicéia o descaramento da degradação é tão grande que seus participantes achavam que a fraternidade corrompida dos homens que se gabam do que possuem é equivalente e substitui a presença de Cristo. Eles trocaram a comunhão real com Deus pela confraria dos homens decadentes. Essa igreja virou um boteco goumetizado e seus frequentadores são tão tolos quanto um bêbado na sarjeta. 

Satanás é um sedutor experiente que penteia os cabelos, usa um bom perfume e escova os dentes para cochichar nos ouvidos dos incautos, e eles tolamente acreditam e se gabam de que essas seduções torpes são o melhor caminho.

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O texto de Apocalipse 3: 14 - 21 que descreve a igreja de Laodicéia:

"14. Ao anjo da igreja em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus:

15. Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente!

16. Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca.

17. Porquanto dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu;

18. aconselho-te que de mim compres ouro refinado no fogo, para que te enriqueças; e vestes brancas, para que te vistas, e não seja manifesta a vergonha da tua nudez; e colírio, a fim de ungires os teus olhos, para que vejas.

19. Eu repreendo e castigo a todos quantos amo: sê pois zeloso, e arrepende-te.

20. Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.

21. Ao que vencer, eu lhe concederei que se assente comigo no meu trono, assim como Eu venci e me assentei com meu Pai no seu trono.

22. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas."

22/05/2026

Pregadores do Evangelho são profetas.


Pregadores do Evangelho são profetas. 

A pregação do Evangelho requer a confrontação de pecados, o Evangelho exige o arrependimento de pecados. Sem a conclamação ao arrependimento de pecados não é possível desfrutar da Graça do Evangelho. Não existe fé salvadora sem conversão ao senhorio de Cristo. Não existe vida eterna sem renúncia do velho eu, do ser degenerado que vive sob a égide do pecado, é necessário o novo nascimento sob a Graça de Cristo com sua subsequente santificação.

O Evangelho deve ser pregado por toda parte, em todos os lugares, em tempo e fora de tempo. O confronto de pecados, sejam particulares ou públicos, pessoais ou coletivos é requisito na pregação do Evangelho. 

Mas muitos pregadores perverteram o trabalho sagrado da pregação do Evangelho, pois tornaram-se tagarelas de um tipo estranho e esvaziado de cristianismo que convive muito bem com o pecado. Pecado, aliás, só é grave se for público (como alguns, maldosamente, pensam e já ouvi pregador defendendo isso)- então essa gente se aperfeiçoa nas artes da hipocrisia, de manter as coisas escondidas, disfarçadas - e esse é um hábito antigo que foi publicamente rechaçado do pelo Senhor Jesus. Como acontecia antigamente, as carreiras de muitos clérigos são marcadas por verdadeiros jogos políticos e de interesses onde se pratica o desprezível toma-lá-dá-cá numa corrupção institucionalizada cada vez mais descarada, e agindo assim nas instituições "sagradas", de onde essas autoridades eclesiásticas poderiam tirar alguma condição moral para denunciarem as corrupções políticas? Provavelmente isso explique porque temos visto tantos desses líderes frequentando coquetéis de autoridades políticas confabulando com quem deveriam confrontar. Mas não! Estão todos no mesmo saco e isso é nojento.

E assim, esses pregadores que ousam ter Deus em demasiado nas suas bocas sujas e sempre esvaziado dos seus inseparáveis significados quebram recorrentemente o terceiro mandamento e se desfiguram em profissionais de discursos estranhos que são ofensivos ao Senhor da Verdade e da Justiça, uma vez que reduziram a pregação cristã a discursos esvaziados ou distorcidos, e se reduziram a ser fantoches das ambições mundanas que não têm coragem nem caráter para pregarem o arrependimento de pecados e, como faziam os profetas bíblicos, denunciarem os pecados das autoridades da nação e do seu povo. Esses meninos de púlpitos que gostam de ser reverenciados são covardes que temem as consequências do confronto de pecados, e por isso apequenam a pregação do Evangelho, e é assim que a luz se apaga, com a corrupção da pregação da verdade, e assim o povo perde de vista o senhorio do Rei Jesus e se perde nas trevas das suas próprias concupiscências.

Considerando o alto percentual de cristãos (algo em torno de 30%) na população brasileira seria impossível o Brasil ser tão decadente e corrupto como é, pois se a luz do poder e da verdade de Cristo realmente brilhasse nesse povo, certamente ela iluminaria e influenciaria poderosamente todo o país. Então por que essa multidão é tão irrelevante? Por que temos tão grande incoerência? Isso é fruto do tipo frouxo de pregação feita numa abordagem (1) antropocêntrica em vez de ser cristocêntrica, (2) destituída do ensino dedicado das doutrinas bíblicas, (3) voltada para o bem-estar do "crente"(excesso de sentimentalismo) e (4) sem denúncia de pecados, sejam pessoais, culturais ou das autoridades, requerendo os seus necessários arrependimentos.

Nos casos das autoridades, o que vemos, é acomodação passiva e, pior, bajulação idólatra. Daí se decorre que a luz da pregação eficaz está comprometida porque grande parte dos que deveriam ser profetas (embora sempre existam os remanescentes fiéis - creio serem minoria e quase sempre estão fora dos holofotes) são apenas hipócritas, são meros profissionais de púlpito preocupados em dar às pessoas o tipo de bem-estar que elas querem ouvir em tipos domesticados e distorcidos de cristianismos infiéis ao Senhor.

Os corruptores da fé são inimigos de Cristo.

16/04/2026

Meus tempos de pentecostal canelinha de fogo

Meus tempos de pentecostal canelinha de fogo.

https://youtu.be/0QrLUjJoD1Q?feature=shared

Entre os anos de 1995 e 1997 eu frequentei essa igreja (do link acima), a "Época da Graça", na Vila Prudente, em São Paulo. E foi um período muito importante na minha vida. Esse vídeo é de 1995, um dos cultos típicos, chamados de "proféticos" que eram realizados nas terças-feiras e nos domingos. Eu estava no meio dessa multidão nesse dia, a igreja estava sempre cheia de gente esperançosa por um milagre, por uma palavra de revelação ou profética, por um toque do poder de Deus.

Foi nessa igreja que eu conheci aquela que veio a ser a minha esposa e com quem formei família. Na verdade foi ela que recebeu a mim e aos meus amigos, oriundos de outra igreja,  na primeira vez que fomos a este lugar. Com poucos meses eu passei a "trazer uma palavra" nos cultos da mocidade, e das mulheres nas quintas-feiras, e poucas vezes nas sextas. As mensagens eram do tipo "palavra revelada", conforme os costumes locais, sem preparo prévio, então eu tinha que estar sempre preparado para a possibilidade sempre real de ser chamado para trazer uma palavra. Isso não era combinado antes. Um dia, na primeira vez que fui no culto de quinta, a dirigente do culto (irmã Zilda) simplesmente desceu do púlpito e veio até mim, no fundo da igreja, que estava lotada, me puxou pela mão dizendo que era eu que ia pregar naquela tarde e me levou até o púlpito. Era assim que funcionava. 

Eu era participante dos "mistérios" que eram cultivados nessa forma mística de fé, como o falar em línguas estranhas e ser tomado no mistério (transe religioso) e em 1996 o pastor subiu no púlpito onde eu estava terminando de pregar num culto da mocidade (lembro que foi em Deuteronômio 28) numa noite de sábado para me dizer que eu estava em observação para ser consagrado pastor dos jovens. Eu tinha 19 anos. 

Mas a leitura constante da Bíblia foi, gradualmente, me esclarecendo acerca das suas verdades e isso me colocou em conflito com as práticas místicas típicas do pentecostalismo com seus transes, suas revelações, as profecias, os mistérios, as línguas estranhas, as visões de anjos, a acepção de pessoas... e então eu passei a pregar contra essas coisas que eram estranhas às Escrituras, coisas que faziam parte das minhas próprias práticas (eu passei a pregar, primeiro, contra mim mesmo), estranhezas que eram lideradas pelo pastor local (o carismático Arlen) e que atraíam multidões por causa de um tipo de espiritualidade que parece ser palpável, que causa entorpecimento mas que não corresponde aos ensinamentos bíblicos. 

Eu e três amigos que compartilhavam das mesmas queixas solicitamos uma reunião com a diretoria da igreja para tratarmos das questões de divergências entre as práticas da igreja com o ensino bíblico. A reunião foi feita, éramos nós quatro e uns quinze integrantes da liderança da igreja, incluindo o pastor líder e todos os demais pastores. A reunião foi tensa, mas ouviram alguns dos nossos apontamentos, que por alguns deles foram tratados como "capricho" - é capricho, detalhe dispensável acatar o ensino bíblico quando o modelo praticado funciona, pois, segundo eles a igreja está cheia de gente sendo salva - esse é o tipo de argumento mais usado por quem defende as corrupções da fé cristã (igrejas como a IURD estão cheias de gente ouvindo a "palavra"). Pediram, então, que nada falássemos sobre o que conversamos com as pessoas de fora, a reunião tinha que ser mantida em segredo, e foi combinado de voltarmos a tratar das questões para buscarmos o entendimento numa outra oportunidade - que nunca houve.

Mas na primeira ocasião em que fomos à igreja num culto após essa reunião nós fomos hostilizados, agredidos e expulsos com o forjamento de denúncias falsas contra nós na polícia, e com o endosso de um Vereador que estava na delegacia para dar peso às denúncias.

Nesse dia, em 1997, eu e aqueles 3 amigos fomos arrancados à força de um culto. O diácono que era o chefe de segurança do Tribunal de Justiça de SP, um homem muito grande (e quem me conhece sabe que tenho míseros 1,60 m) e com equipamento de rádio veio até mim e falou baixo: "Joãozinho, você não é mais bem vindo aqui" e em seguida me segurou pelo pescoço com o seu braço e me arrastou para fora da igreja, até a calçada. Eu não tinha a menor chance. Ali já estava armada uma confusão, dois dos meus amigos foram agredidos com socos enquanto outras pessoas gritavam conosco. Os dois casos mais tristes que ficaram na minha memória foram ver um dos pastores que até então era um irmão querido batendo palmas diante de mim enquanto dizia "parabéns, é isso que vocês conseguiram"; e o outro, o próprio diácono que me arrastou e me dizia "Joãozinho, não interessa o que você diga, o pastor orou e meu filho foi liberto das drogas" - aprendi muito naquela noite sobre os efeitos do ministério da mentira na cauterização das consciências acerca da verdade. Na sequência chegaram viaturas da Polícia que nos levaram à delegacia da Vila Alpina, onde já estavam alguns líderes da igreja fazendo denúncias contra nós e um Vereador de São Paulo que tinha ligações com a igreja para dar peso de autoridade política a essas denúncias. Fizeram Boletim de Ocorrência contra nós por tumulto no culto e por e agressão física contra os diáconos, ambas mentiras - eu respondi processo judicial por agressão ao diácono gigantesco que era também chefe de segurança do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, uma inverdade absurda.

Ali mesmo na delegacia a delegada de plantão deu um sermão àquela turba mentirosa dizendo "se vocês que são parte da igreja não conseguem resolver seus problemas, que esperança sobra para nós?" Foi ridículo.

Respondi processo judicial por agressão, o juiz entendeu que o inquérito não procedia, ficou claro que não fizemos nada e que houve truculência corporativa para simplesmente acabar conosco - e ali foi enterrada pela primeira vez a minha "ordenação pastoral", uma pendência até hoje muito mal resolvida para mim. Este juiz apenas nos aconselhou a nunca mais voltarmos naquela igreja, coisa que eu fiz em 2011, catorze anos depois para fazer o meu trabalho de pesquisa de campo para o meu Trabalho de Disciplina Interdisciplinar, o trabalho de conclusão do meu curso superior de teologia, que fiz na EST Mackenzie. O meu trabalho final foi sobre misticismo e paranormalidade (psicologia anomalística) inspirado na minha própria experiência e usando as práticas da igreja Época da Graça, que analisei para entender certos fenômenos que são nela, mas não somente nela, praticados - e por isso a banca examinadora decidiu tirar 1/2 ponto da minha nota 10, pois entendeu que eu procurava vingança com o meu trabalho de pesquisa. A banca examinadora não entendeu que eu não procurava vingança, mas que eu procurava entender os fatos que por anos me angustiavam e, graças a Deus, em grande parte eu os entendi: os fenômenos anômalos que são amplamente praticados nos contextos pentecostal e neopentecostal e que normalmente são atribuídos aos dons e ao mover do Espírito Santo são apenas obras de entorpecimento coletivo, são obras naturais e decadentes da carne, são práticas muito comuns nas religiões primitivas que nada tem a ver com a fé e a espiritualidade biblica e cristã - algumas evidências desse tipo de transe religioso e de estado alterado de consciência são amplamente vistos neste vídeo de um culto em 1995 que eu estava presente.


Ver também 

Meu trabalho de graduação: https://atitudeprotestante.blogspot.com/2024/02/trabalho-de-graduacao-interdisciplinar.html

21/03/2026

Tempos de paz diante do fim?


 Tempos de paz diante do fim?

Nas décadas recentes vivemos um período de utopia, de relativa paz entre os povos (ou boa parte deles), uma época de "globalização" sob as sombras de um país hegemônico - os EUA, com sua proeminência cultural, bélica e econômica - que, à semelhança da "pax romana", nos permitem interagir com relativa segurança, viajar pelo mundo, trocar experiências e produtos. Nunca antes, em toda a história das civilizações, se viveu tamanha "paz" - claro, não perfeita nem plenamente, porque nunca deixaram de ocorrer conflitos e guerras pontuais. 

Mas parece que esse tempo de "paz" do atual globalismo está ruindo, está caminhando para o fim, para um novo período que começa a se desenhar. Os tempos de relativa paz exigiram dos países mais desenvolvidos que afrouxassem suas fronteiras, e assim os povos com suas culturas locais foram enfraquecidos a ponto de às vezes parecerem estar em vias de serem apagados pela substituição por outros povos com suas culturas, que migraram dos seus decadentes locais de origem para se imporem nos locais onde o desenvolvimento com suas promessas de bem estar eram maiores. O multiculturalismo inevitavelmente produziria, como já se vê, a reação das culturas locais em reação, e defesa, contra aqueles que se impõem como parasitas que se assenhoram do que foi cultivado e que pertence a outros. Na história das cilivizações, o outro povo sempre tende a ser uma ameaça, um inimigo - e essa distinção do outro sempre é percebida na distinção religiosa, ou de costumes, ou da cor da pele, ou da origem geográfica, da língua, ideologia, etc. O outro é o "não eu" e portanto é uma ameaça ao que eu sou, a cosmovisão do outro não pode coexistir com a "minha" cosmovisão. O homem é o lobo do homem e a sua história sempre foi, e será, a história do embate das civilizações, de um povo tentando tomar as terras e riquezas do outro povo, e tentando impor sobre ele a sua cultura, domínio, religião e cosmovisão.

A relativa paz que temos, até então, nunca foi fruto de uma ampla fraternidade e aceitação. Mas sim a imposição por força de quem poderia obrigar os demais a aceitar os termos do dono do tabuleiro. E, apesar da imposição à força, o ideal do "destino manifesto" dos EUA forjou um mundo mais inclusivo e global. Se na história sempre se tem um reino impositivo, parece-me que a proeminência histórica e ainda vigente dos EUA fez do mundo um local relativamente mais justo, embora, obviamente, sempre despótico - nenhum "senhor" é realmente democrático. Mas nos bastidores todos conspiram, armam reações, ciladas, e era perfeitamente previsível, se considerarmos a natureza humana exposta pela nossa história, que a falsa e forçada paz dos nossos tempos um dia iria colapsar. Muito provavelmente estamos vivendo os últimos tempos de um tipo de civilização sob as sombras e a proeminência dos EUA. Os outros "reinos" (ou nações) também querem o seu destaque e hegemonia. Os povos não são iguais, são rivais, e todos anseiam pelo seu tempo de glória. Sempre foi assim e sempre será assim. E a alternância dos poderes na reorganização do mundo sob uma nação, reino ou cultura dominante sempre é feita através da disputa de forças, sempre é por meio da guerra.

Provavelmente as peças do tabuleiro do jogo do poder no mundo estão se organizando para uma nova guerra de proporções mundiais em que boa parte da população mundial (atualmente mais de 8 bilhões de pessoas - um número excessivo e problemático) morrerá, não acidentalmente, mas intencionalmente a fim de que se reconfigure, também, o fluxo das coisas e a economia mundial.

Essa realidade perversa foi apontada pelo Senhor Jesus:

"Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; eu não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize." (João, 14: 27)

Palavras ditas pelo Senhor Jesus Cristo aos seus discípulos para distinguir a paz que Ele dá ao seu povo (à igreja, como embrião do seu Reino neste mundo perverso) em contraste com a "pax romana" como modelo transitório, decadente e inconsistente da paz mundana.

17/07/2025

A venezuelização do Brasil, sob Lula, era óbvia.





A venezuelização do Brasil é decorrente da passividade de muitos

Há 3 anos eu fiz essa *postagem (texto copiado abaixo) no meu Facebook sobre a ameaça da venezuelização do Brasil, caso o descondenado vencesse as eleições presidenciais de 2022, como infelizmente "venceu" (de forma corrupta, graças às ingerências do STF/ TSE).

Não foi apenas esse texto, eu fiz várias postagens sobre isso (e muitas outras pessoas também fizeram, tentando alertar a quem pudesse) e eu fui CANCELADO na época, inclusive recebendo ligação telefônica de um dos líderes da igreja onde eu servia ao Senhor que, como emissário daquele conselho de líderes absolutamente decadentes, me proibiram de tratar de questões políticas nos canais da igreja porque "muita gente pensa diferente e isso cria problemas", como se houvesse dicotomia entre o pensamento cristão e toda a diversidade da vida, incluindo política - a Palavra de Deus diz respeito a TODAS AS COISAS. Mas a maioria prefere abordar a Palavra de Deus de forma apenas seletiva, sempre fazendo bem, terapeuticamente, aos egos das suas plateias.

Desde então eu desenvolvi um verdadeiro repúdio à hipocrisia de muitos que lideram igrejas como se fossem empresas e vendem entretenimento religioso domesticado e neutro, inofensivo para a progressão das iniquidades no mundo. E culpo essas lideranças corruptas pela passividade de igrejas inteiras que como luzeiros omitidos e sal insípido a que se resumem, são as principais responsáveis pela liberalidade na expansão das iniquidades e corrupções diversas no mundo ao derredor. Sem profecia o povo perece, sem as denúncias de pecados que os profetas devem fazer, o povo se enfia mais e mais no pecado. Sem a iluminação feita pela igreja, as trevas se multiplicam e se impõem.

Se temos cínicos nocivos como o Descondenado na presidência, os juízes tiranos na alta corte e políticos bandidos nos poderes, isso é juízo de Deus (a fonte de toda autoridade) porque o povo cultivou os males que colhe e porque quem deveria apontar para o lado certo das coisas fica se refestelando em abordagens recorrentes apenas sobre "graça" barata e esvaziada das responsabilidades e das ações de uma igreja que é chamada por Deus para a santificação e para a militância no mundo.

O movimento evangelical brasileiro tão abundantemente representado na vergonhosa bancada evangélica e que tem deteriorado muitas denominações, incluindo a IPB, com seus progressismos, relativizações e politicagens é um CÂNCER. Deus não endossa o esvaziamento dos seus rigores e o empobrecimento da missão da sua igreja que os vendilhões dos púlpitos cinicamente propagam. Esses deturpadores servem ao Diabo, o pai da mentira e corruptor da fé, com os seus fermentos.

Arrependam-se, lobos cretinos!

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A *postagem feita em 27 de outubro de 2022 no meu Facebook:

Nestas eleições para presidente temos 2 candidatos em que nenhum cristão deveria votar com alegria, mas ainda assim bastante diferentes:

- nos 2 lados temos populistas. Enquanto um sempre foi explorador das imagens de crianças pobres o outro gosta de aglomerar apoiadores. Ambos fazem uso da exploração religiosa e trabalham a imagem de si mesmos como "mitos", personalidades de exacerbada admiração popular que chegam a ser "cultuadas" (em ambos pode-se aplicar o "mito do herói", sendo que sobre um deles já foi feito um filme - "Lula, o filho do Brasil", de 2009);

- nos 2 lados temos homens pecadores. Enquanto um tem histórico militar reprovável, histórico como parlamentar polêmico, recasamentos e tem fala grosseira o outro é mentiroso contumaz, criminoso condenado pela justiça, chefe de uma grande estrutura de poder, de corrupção e de crimes que incluem assassinatos e desvios de bilhões de Reais dos cofres públicos.

- nos 2 lados temos opostos.

Bolsonaro representa a centro-direita, tem política mais conservadora e liberal, mais propícia ao empreendedorismo e ao desenvolvimento do país. Sua política é garantidora das liberdades individuais, incluindo liberdades de pensamento e de expressão. Em contraste, Lula é de esquerda, defensor de um Estado totalitário e controlador, levando a população a uma relação de dependência das suas benesses, regulando as liberdades individuais e de expressão, fazendo dos cargos e dos recursos públicos instrumentos de barganha no poder, fazendo da corrupção uma ferramenta de governo. Sua política é progressista, revisora dos valores morais estabelecidos e promotora de novos costumes como a progressão do aborto, do feminismo, das pautas LGBT+, das causas identitárias, pois a erosão social é um caminho sempre necessário para a implementação do seu ideal socialista/comunista, já em curso nos países da América Latina.

- Bolsonaro é uma barreira à implementação da ameaça de Lula. Bolsonaro é Brasil livre, Lula é a sua Venezuelização.

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Veja também:

Brasil corrupto e as mãos sujas de sangue de grande parte da igreja
https://atitudeprotestante.blogspot.com/2025/03/brasil-corrupto-e-as-maos-sujas-de.html

24/06/2025

Igreja fast-food

 


Igrejas fast-food de entretenimento espiritual.

Muitas igrejas por aí adotaram o modelo de um restaurante genérico que serve de tudo, relativizando os seus deveres na fidelidade escriturística ao Senhor.

03/06/2025

Caminhamos para a venezuelização do Brasil?


Caminhamos para a venezuelização do Brasil?

(Sobre o pecado da omissão e as consequências da progressão de certas iniquidades)

Era evidente que o atual desgoverno do descondenado seria uma tragédia. Era óbvio que a corrupção e a estupidez seriam celebrados numa intensidade e descaramento ainda maiores do que nas outras oportunidades em que essas quadrilhas disfarçadas de partidos políticos tiveram acesso aos cofres públicos e aos balcões dos poderes. 

Era para termos aprendido com o Mensalão, com o Petrolão, com a Copa das Copas, as Olimpíadas... Mas não! E agora a roubalheira institucionalizada do INSS, o escândalo das impunidades, o agigantamento do Estado, a pompa crescente da classe política, a proteção ao crime organizado, o populismo insustentável, as alianças com tiranos do resto do mundo, a celebração da injustiça e a Tirania do STF com possíveis restrições e punições... estamos afundando no mesmo tipo de lama onde a Venezuela e outros países tiranizados por insanos atolaram. O caos, a desordem e a pobreza nacional são frutos decorrentes de uma insanidade cultivada.

O Senhor Jesus nos dá uma lição em Mateus 12, versos 43 a 45, que deve nos servir como modelo:

"Ora, havendo o espírito imundo saído do homem, anda por lugares áridos, buscando repouso, e não o encontra. Então diz: Voltarei para minha casa, donde saí. E, chegando, acha-a desocupada, varrida e adornada. Então vai e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele e, entretanto, habitam ali; e o último estado desse homem vem a ser pior do que o primeiro. Assim há de acontecer também a esta geração perversa."

Nessa parábola vemos a ilustração de um homem que foi liberto da possessão demoníaca, mas que depois teve o seu estado muito piorado. E essa história serve para ilustrar a piora daquela geração de israelitas (ou da civilização) que mesmo sendo abençoada pelo Senhor o renega, abrindo espaço para o agravamento da sua má situação anterior. E ela serve como ilustração e advertência para um mal que foi eliminado mas que depois pode ser muito intensificado, como é o fato de uma estrutura de poder corrupta que foi retirada e inicialmente punida, mas que depois volta ao poder, à cena do crime, para agir com muito mais descaramento do que agiu outrora, intensificando suas más condutas porque agora não tem receios de punições e se sente muito mais desimpedida para praticar seus crimes e mentiras com muito mais cinismo. Qualquer mal removido, mas que não é definitivamente eliminado e que não é substituído por um bem permanente retornará com mais força, assim como uma erva daninha, ou como qualquer parasita ou um câncer que se alastra.

Era de se esperar que a estupidez cultivada em populações inteiras apoiasse quem condicionou legiões à subserviência em troca de benesses sociais. Os governos corruptos ensinaram seus currais de eleitores a serem parasitas histéricos em lugar de assumirem suas funções como gente racional e responsável. Mas não é de se esperar que gente esclarecida assuma o papel de "isentões" como se a neutralidade favorecesse virtudes como a verdade e a justiça. As omissões sempre fortalecem o descaminho.

A omissão e a neutralidade são equiparáveis à mornidão dos covardes. E eles são causa de repúdio, são mais do que desprezíveis, são vomitáveis.

"Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente!

Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca."

Palavras do Senhor Jesus glorificado em Apocalipse, 3: 15 a 16, acerca da igreja de Laodicéia, um "tipo" de comunidade cristã que fechou as portas para o Senhor, Ele está do lado de fora batendo à porta para entrar, está excluído, e essa comunidade apóstata se transformou numa fraternidade do erro que tem muito orgulho de si, tendo por base a sua aparência e riqueza, uma organização religiosa ostentatória e vaidosa, mas que é decadente e mundana. É uma descrição para quem acredita que o seu modelo não radical é saudável, nem tão compromissada com os altos padrões das exigências divinas, nem tão comprometida com o mundo, a que chama, orgulhosa, de "equilíbrio", mas que o senhor Jesus chama de mornidão causador de vômito, um tipo de arranjo hipócrita que dá nojo nEle.

E o que a religião cristã tem a ver com política? Todo cristão é embaixador do Reino de Deus neste mundo decadente. E não fazemos distinção entre as realidades espirituais das materiais, afinal, a espiritualidade cristã diz respeito ao todo da existência e a Lei de Deus tem implicações na vida comum e coletiva. O que é certo é certo em todas as circunstâncias e o que é errado também é errado em todas as esferas. Nossos deveres incluem fazer apontamentos e tomar posições em todas as esferas da vida e não apenas no que ocorre na vida privada dos crentes ou dentro das igrejas. A Lei de Deus está posta sobre todos e o pecado é global e deve ser confrontado no lugar onde ocorre, porque do Senhor é a Terra e toda a sua plenitude. Não existe um único centímetro em toda a criação que não pertença ao senhorio absoluto e irrestrito do Senhor Jesus Cristo (Colossenses 1: 15 - 20). Ao contrário do que muitos pensam, a Palavra de Deus não se refere ou aplica apenas aos crentes. Ela é universal.

Na negação do Reino de Cristo os homens são, temporariamente, subjugados por déspotas iníquos - e esse mal que oscila, mas que é generalizado, só será de uma vez por todas totalmente purgado quando o Senhor Jesus Cristo retornar a este mundo, em glória, para tomar o que lhe pertence e julgar o mundo dos homens iníquos.

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27/05/2025

O mal do nosso tempo


A resistência e a luta contra as progressões das iniquidades do nosso tempo, abundantemente vistas nos poderes do nosso país, seriam menos difíceis e desgastantes se houvesse fraternidade, união de forças com aqueles que partilhamos a fé e a confiança nos mesmos princípios e, principalmente, no mesmo Senhor. A fraternidade dos crentes é otimizadora de virtudes, é fonte de refrigério, é bálsamo, é um meio eficaz de renovação das forças e de preparação para as batalhas justas com a segurança de que se está fazendo a coisa certa no seu breve tempo em que se vive na história.

Contudo esse nosso fragmento da história também é marcado não apenas pela decadência dos políticos, mas também por um tipo de cristianismo que é predominante e que é bastante apático e confuso, e não porque essa seja a natureza da fé no Senhor, mas sim porque os cristãos do nosso tempo são excessivamente mundanos, eles corromperam a sua fé pessoal e compartilhada numa mistura de convicções deturpadas, com suas leituras dos textos bíblicos poluídas por interesses pessoais, por ambições e com muitas reservas nas disposições de crer e de fazer o que a Bíblia claramente ensina para preservarem suas vidas duplas, seus desejos iníquos, seus desejos por primazia, sua estupidez pretensiosa de pensar que o Todo-Poderoso se sujeitaria às agendas dos homens e às suas corrupções, presunções e blasfêmias. Em suma, grande parte do que parece ser cristianismo é apenas o resultado de um grande bolo fermentado que cresceu, porque jogaram ao longo de anos muito fermento na massa que deveria formar um pão ázimo, um pão puro destituído de fermento, mas que agora é apenas um agigantamento deformado que pouco, ou nada, tem a ver com a verdadeira fé no Senhor Jesus e com o que deve ser a sua verdadeira igreja. O que vemos, tão destacadamente, são impérios religiosos liderados por homens pervertidos, amantes de si mesmos, gente detestável, repugnante, idólatra do deus-dinheiro e das suas ambições que blasfemam sistematicamente do Senhor na medida em que cooptam legiões de seguidores que também desenvolvem um tipo de fé adulterada, impura, miscigenada, poluída, sincrética, descaracterizada, cheia de misticismos e infiel ao Senhor - apesar de mencionarem o seu nome Santo e impoluto e de lerem as Escrituras repetidamente. Seus cultos são espetáculos teatrais feitos em palcos que dependem de música e de estímulos fabricados, seus ministros são atores preocupados com a sua desenvoltura e com o seu estatus, seus líderes são homens soberbos, são pessoas abjetas que manipulam seus rebanhos como se fossem senhores feudais ostantadores de luxos, seus frequentadores são ensinados seletivamente e de modo que sejam mantidos na subserviência, porque conhecer bem a fonte primária da fé, as Escrituras, é um perigo para líderes que querem manter seus rebanhos na dependência de quem controle suas consciências. Por isso o Deus da Verdade continua sendo tratado por esses corruptores da fé como se continuasse escondido da comunidade dos crentes pelo véu da separação, uma linha divisória que só pode ser administrada pelos ministros, os novos sacerdotes de um subtipo da fé cristã que está pulverizado em muitas subformas de cristianismos vistos em múltiplas igrejas onde cada líder cria a sua própria versão de espiritualidade e o seu próprio ideal de Jesus. Nas deturpações não existe unidade, não se vê nessa pluralidade "uma só fé, um só corpo e um só espírito", o que se vê é confusão e jogos de interesses. É cegueira. Mas Cristo é a Luz, sua Palavra é Luz para o nosso caminho e nEle não andamos em trevas. O que está acontecendo então? Por que tamanho disparate? Por causa da corrupção dos homens. Por causa das suas rebeliões contra o Senhor. Eles manipulam a Palavra, eles a adulteram para que ouçam apenas o que suas presunções querem ouvir. Eles agem contra o Senhor porque o detestam, mas querem suas bênçãos, querem o céu. Então eles mentem para si mesmos tentando condicionar o Senhor às suas concupiscências. Mas Deus não é como o ídolo da garrafa que pode ser aprisionado pelas presunções dos homens e acessado quando eles quiserem para atender aos seus desejos como quem aperta um botão de liga-desliga. Deus é Soberano, o Todo-Poderoso, e quem o homem pensa ser diante da sua magnitude? Pensam que podem se assenhorar da Igreja e fazer dela o que quiserem? Pensam que podem usar o seu Santo Nome em vão para mentirem, perverterem a verdade e engrandecerem a si mesmos? Deus resiste aos tais! Não há bençãos de Deus nas bocas dos falsos profetas. Não há nada de Cristo em falsos pastores e falsos mestres, esses lobos são anticristos a serviço da corrupção e da apostasia. Não há luz da verdade na mentira, não há salvação no falso Evangelho e não há glória de Cristo onde a decadência humana é glorificada na suntuosidade dos hipócritas e dos perversos. 

Então, com luzeiros apagados porque os homens se enganam e entretém a si mesmos com luzes falsas, incapazes de fazerem o que somente a pureza da verdade faria, dá-se que o mundo esteja mergulhado em trevas. Não há luz, pois quem deveria portá-la se omite ou a suprime, assim como o sal abundante mostra-se insípido, ineficaz, e então as carnes mortas no derredor estão em acelerada putrefação, pois não há sal, e o que temos é um subproduto desprezível digno de ser pisado pelos homens, subjugado.

O mundo decadente assim é porque os homens são amantes de si mesmos. São devotos dos seus pecados, não de Deus. E no distanciamento da verdade multiplicam-se os efeitos diversos da mentira, a corrupção, a degradação do pecado. E não tem como ter fraternidade quando a estupidez é celebrada e o mal atenuado por disfarces.

Mas, graças a Deus, ainda que todo o mundo sucumba nas múltiplas formas de mentiras, nada podemos contra a verdade. Seja Deus verdadeiro e todo homem mentiroso, e, Deus sempre manterá um remanescente fiel. Os remidos pelo Senhor nunca estarão sozinhos, ainda que vez por outra se sintam assim. Dentre os inúmeros covardes sempre despontarão os fiéis do Senhor Jesus e a fraternidade dos crentes, a Igreja, segue em marcha triunfal até o fim, mesmo que às vezes subsista em pequeninos rebanhos do Supremo Pastor.

O mal virá ao nosso tempo como efeito justíssimo que Deus imporá sobre as legiões de réprobos e de apóstatas. Mas Cristo também virá, em breve, para impor o seu juízo e as glórias na eternidade aos Seus, porque Ele é digno.

03/05/2025

Três marcas da verdadeira igreja e as correlações lógicas entre essas práticas.


Três marcas da verdadeira igreja e as correlações lógicas entre essas práticas.

Uma igreja verdadeiramente cristã precisa ter, necessariamente, três marcas que as identificam:

- pregação fiel da Palavra de Deus,

- correta administração dos sacramentos (batismo e santa ceia do Senhor),

- prática da disciplina eclesiástica.


Marca 1 - o tipo de pregação. 

A pregação e o ensino praticados numa igreja verdadeira é da Palavra de Deus, não as corrupções mundanas ou os conhecimentos meramente humanos. É Deus quem fala e instrui o seu povo, não os homens e suas aspirações. A verdadeira igreja é formada por pessoas que aprendem aos pés de Cristo, o seu Senhor, Redentor e Rei, sobre como viver de acordo com os padrões de Deus nesse mundo tendo a fé na verdade que do Senhor recebemos - as Escrituras - tidas como única regra de fé e de prática vistas na submissão e no cumprimento das doutrinas dos Apóstolos e nas aspirações do porvir baseadas nas promessas do Senhor. 

Se uma suposta igreja cristã dá voz a especuladores, às ciências dos homens caídos, às suas ilusões e corrupções, às inovações de modismos que alteram as doutrinas dos Apóstolos (como são praticadas essas deturpações em muitos casos), essa congregação está sendo liderada por lobos, por falsos pastores, falsos profetas e falsos mestres, sendo, portanto, uma igreja falsa e esse tipo de desvio, uma apostasia, tem sido amplamente praticado e de muitas formas, fazendo com que nas pregações e nos ensinos sejam ditas quaisquer coisas que Deus não disse, seja alterando o sentido correto dos textos bíblicos para satisfazer aos anseios dos corações decadentes das pessoas e dos desejos dos pecadores, seja deturpando os textos segundo o academicismo humanista e incrédulo da teologia liberal, ou segundo a ideologia marxista da teologia da libertação, ou dos misticismos que blasfemam do Espírito Santo que descaradamente são praticados nos contextos pentecostal e neopentecostal com seus profetismos, revelações e outros sensacionalismos, ou do baixo balcão de negócios praticados na teologia da prosperidade, e de tantos outros formatos blasfemos que se tornaram muito comuns e que formaram muitos pregadores e igrejas que compõem o confuso e herético evangelicalismo do nosso tempo.

O que define uma igreja verdadeira é, acima de tudo, a fidelidade à Palavra de Deus, onde se crê no Cristo bíblico, o verdadeiro, e não na diversidade com muitas opções de diferentes formas de cristianismos com profissões de fé vagas e heterodoxas onde cabem toda a miscelânea mística e ecumênica de muitas formas divergentes e idealizadas pelas corrupções dos homens que resultam em formas subjetivas e inventadas de falsos "Jesus cristos", que são verdadeiros ídolos que têm apenas o homônimo do Senhor, mas que são esvaziados do seu Espírito e da sua verdade, numa pluralidade perversa e idólatra em que o freguês escolhe o modelo de cristianismo que quer, afinal existem igrejas para todas as freguesias, podendo ser um modelo de "Jesus" inclusivista, um defensor das pautas progressistas, um profeta Woke, ou um justiceiro social, tem aquele que é mero modelo moral, ou um espírito evoluído que se materializou, um revolucionário incompreendido, ou o "meu chapa", um surfista, um sujeito da tribo de jah ou qualquer ideia mentirosa que as múltiplas imaginações caídas e ideológicas possam inventar numa pluralidade semelhante aos shoppings centers em que qualquer consumidor escolhe o modelo do seu sapato ou o sabor da sua pizza como o seu padrão ou vontade desejam.

O Senhor Jesus é imutável, Santo e soberano. Ele é a própria verdade, verdade que é perfeitamente expressa na sua revelação especial, a Bíblia, e o nosso dever é examiná-la humilde e servilmente para nos submetemos a ela e sermos amoldados aos seus padrões, tornando-nos gradualmente mais e mais parecidos com o Senhor que as Escrituras revelam. Somos nós que nos conformamos ao Senhor e não é Ele que se conforma às nossas projeções ou desejos. E essa é a ordem de Deus, assim é a nossa santificação: o processo de nos tornarmos parecidos com o Senhor Jesus na medida em que aprendemos e praticamos a Palavra de Deus. Nós devemos nos submeter a Ele, não o contrário.


Marca 2 - a obediência às ordenanças - a correta administração dos sacramentos. 

As igrejas verdadeiras praticam a correta administração dos sacramentos. O Senhor ordenou aos seus discípulos que preguem a sua Palavra, que espalhem o Evangelho por todo o mundo. E a pregação da verdade produzirá fé e promoverá a conversão de outras pessoas, os eleitos de Deus que também serão discípulos do Senhor e ajuntados à família da fé. A essas pessoas foram ordenados os meios de Graça que são o batismo e a Ceia do Senhor, atos visíveis da Graça invisível de Deus, sendo o Batismo o ato simbólico e público do lavar a pessoa que creu no Evangelho com água (por efusão, imersão ou aspersão - tanto faz) e da sua purificação pela obra redentora do Senhor Jesus. Com o batismo o crente passa a ser, de fato, parte do povo da Aliança, pois aí foi celebrado o ato pactual com o Deus da nossa salvação, que na antiga aliança era praticado na circuncisão dos meninos mas na nova aliança é praticado no batismo de todos os crentes. Pais crentes introduzem seus filhos no mesmo pacto com o Deus da Aliança, apresentando-os no batismo das crianças, pois no povo da Aliança estão incluídas as famílias dos crentes em toda teologia/narrativa bíblica desde os primórdios do Antigo Testamento. Crentes que não se submetem à prática ordenada do batismo resistem ao Senhor e perseveram em rebelião contra Ele, não sendo, portanto, verdadeiros cristãos.

A ceia do Senhor é um sacramento ordenado aos discípulos do Senhor que já possuem consciência para discernir o Corpo do Senhor, e discernir, compreender, separar questões santas das caídas. Esse é um exercício de consciência e de auto-exame ordenado àqueles que comungam. A Ceia do Senhor é um meio de Graça reservado aos que estão em luta verdadeira contra o pecado e para a santificação pessoal e de toda a igreja. Para isso crentes precisam saber o que estão fazendo. Eles devem entender o que é a obra de Cristo realizada na cruz, devem entender quem é o seu Senhor, devem conhecê-lo conforme as Escrituras e não de acordo com crendices ou subjetividades que são muito comuns nas falsas igrejas e nas igrejas que são fracas doutrinariamente. Devem conhecer as doutrinas concernentes ao Corpo do Senhor. Devem saber e crer que o Senhor Jesus é o Deus-Filho que se fez homem para viver entre nós para nos salvar, oferecendo a si mesmo no holocausto da cruz para a nossa salvação. Devem saber e crer que a morte não o deteve, mas que o Senhor ressuscitou dentre os mortos, vencendo os poderes da morte, do pecado e do inferno. Devem saber e crer que aos crentes foram reservadas essas mesmas vitórias e que os crentes devem compactuar dessa mesma fé, e são unidos nela pelo poder do Espírito Santo numa fraternidade espiritual e verdadeira que é a Igreja do Senhor, o Corpo de Cristo que está atuante neste mundo e sendo Ele mesmo, o Senhor Ressurreto, o cabeça da Igreja, numa reunião dos crentes de todos os lugares e em todos os tempos que é especialmente celebrada na Santa Ceia do Senhor, momento de sublime comunhão onde o próprio Senhor está espiritualmente e de fato presente para nos nutrir espiritualmente com a singeleza da partilha do pão e do vinho, elementos que tipificam o oferecimento e partilha do seu próprio corpo e o derramamento do seu sangue para nos salvar do poder condenatório e amaldiçoante do pecado, e assim nos nutrimos da graça concedida por Deus numa celebração que proclama os atos salvíficos feitos pelo Senhor até que Ele volte. A Ceia do Senhor é um ato litúrgico que proclama o Evangelho. Por isso, a participação no sacramento da ceia é reservado apenas aos crentes que têm consciência do que estão fazendo, aos discípulos do Senhor, com a advertência severa de que quem o faz sem discernir o corpo de Cristo come e bebe para a sua própria condenação. 

A Ceia do Senhor é um ato litúrgico que todo verdadeiro discípulo do Senhor, já batizado e de fé consciente, deve participar após um exame de consciência por si mesmo.

A Ceia do Senhor não deve, portanto, ser ministrada aos crentes que ainda não foram batizados, nem às crianças batizadas que ainda não têm capacidade de discernir o corpo de Cristo e muito menos a descrentes ou aos crentes em disciplina.

Igrejas que administram os sacramentos ou ordenanças do Senhor de formas errôneas não são igrejas fiéis ao Senhor.


Marca 3 - a disciplina eclesiástica. 

As igrejas verdadeiras praticam a disciplina eclesiástica. Aos discípulos do Senhor é ordenado que perseverem na fé, no caminho estreito de Cristo, em crescimento na santificação e no progressivo assemelhamento com o Senhor Jesus. Por isso os crentes devem aprender a Palavra de Deus e devem praticá-la em obediência ao seu Rei e Senhor, o Cabeça da Igreja, a fim de exercerem seus ministérios no mundo, onde são sal e luz porque evidenciam em si mesmos, nas verdades que proclamam e nos atos que praticam, a Graça, a verdade e o poder do Senhor que os salvou. 

Contudo, dentre os crentes existem os réprobos infiltrados e os crentes que erram. E as igrejas receberam ordens do Senhor, incluindo a sua organização e o seu governo humano que deve ser a Ele subordinado e que é formado por pastores (também chamados de presbíteros, bispos ou anciãos) e diáconos, e todos devem zelar pelo cumprimento das ordens recebidas. Dentre essas ordens, os crentes devem obediência ao Senhor, sendo aos desobedientes as ordens das correções e punições. A igreja jamais deve tomar as formas do mundo, não deve amoldar-se aos baixos padrões dos pecadores e não deve tolerar desvios doutrinários nem de condutas. 

Aos desviantes devem ser exercidas as justas, santas e sábias correções visando seus arrependimentos e conversões das suas práticas más e dos seus maus caminhos ou, em casos irreparáveis, suas exclusões. Se um irmão pecar e não se arrepender por si mesmo, ele deve ser corretamente repreendido visando o seu arrependimento e conserto, a fim de que volte à fidelidade ao Senhor. Se houver perseverança no pecado em lugar do necessário arrependimento, a disciplina deve ser aumentada, a critério do governo da igreja em submissão e prática dos padrões e exigências bíblicas. Mas se mesmo assim esse pecador perseverar na sua insubmissão ao Senhor da Igreja, a igreja deve expulsá-lo, considerando esse insubmisso como gentil (inconverso), no sentido de que não é um regenerado, é um réprobo, porque os que são de Cristo ouvem e acatam as suas ordens, as ovelhas do Senhor ouvem a sua voz e quem não ouve não é sua ovelha e, portanto, não deve estar entre os crentes numa igreja do Senhor. 

Os discípulos do Senhor devem ter discernimento a ponto de saberem quando devem cessar de insistir num terreno rochoso, não devem dar aos cães o que é santo nem pérolas aos porcos (ilustrações fortes usadas pelo próprio Senhor Jesus), numa demonstração incisiva de que certas pessoas devem ser entendidas, infelizmente, como indignas de continuarem recebendo o que para os discípulos é santo e precioso. 

A verdadeira fraternidade dos crentes, o Corpo de Cristo, é formada apenas por remidos que caminham em santificação - eles não são melhores em nada em suas naturezas caídas do que quaisquer pecadores, eles apenas acatam e se submetem às ordens do salvador em contraste com quem não acata e não se submete ao Senhor (o joio não é parte da igreja, mas, conforme as palavras do Senhor Jesus, são infiltrados plantados pelo Diabo) - e essas diferenças nas escolhas que as pessoas fazem sobre obediência ou desobediência diante do Senhor revelam as diferenças do que essas pessoas são (trigo X joio) e são distintivos entre os filhos de Deus dos filhos do Diabo. Nós não recebemos autorização do Senhor para ficar procurando o joio infiltrado, mas sim de focar nas ordens de santificação dos verdadeiros filhos de Deus. A igreja não pode ser adaptada aos padrões baixos dos homens caídos, mas deve mirar na sublimidade do Senhor. É na beleza da sua santidade que deve estar toda a nossa aspiração, e por isso devemos nivelar toda a nossa ministração nos seus elevados e gloriosos padrões, pois o Senhor está plenamente acessível aos remidos, com quem estamos perfeita união. Por causa dos atos redentivos do Senhor, todo crente verdadeiro tem livre acesso a Deus pois, no seu holocausto na cruz o véu da separação entre Deus e o seu povo foi rasgado, eliminando de uma vez por todas qualquer impossibilidade da nossa comunhão real com Ele. Por isso, somente os remidos, os santos do Senhor, podem adorar a Deus, somente os salvos têm suas orações ouvidas por Deus, somente os crentes verdadeiros compõem a igreja verdadeira e o cultuam verdadeiramente porque somente eles estão cobertos pelo poder do sangue de Cristo. Os não convertidos não têm esses privilégios e permanecem banidos da presença de Deus como cegos e mortos em seus delitos e pecados, e por isso, eles não compõem a igreja de fato e não fazem parte do Corpo de Cristo - a não ser que se convertam ao Senhor de verdade. E nós, os crentes, devemos discernir isso enquanto perseveramos na pregação e na prática do Evangelho exortando a todas as pessoas a que se arrependam dos seus pecados e creiam no Senhor, conforme as Escrituras.

A igreja não é formada por mundanos que querem continuar em rebelião contra o Senhor nas práticas dos seus pecados enquanto se misturam aos crentes, contaminando-os com suas imundícies, pois quem o faz ofende ao Senhor que morreu na cruz para nos salvar, justamente, dos nossos pecados. A Escritura ordena aos infiltrados dentre o povo que notadamente perseveram no pecado em resistência às ordens da santificação, que sejam entregues a Satanás pelo governo da igreja local, que esses sejam excluídos da comunidade da fé, pois, nesses casos, infelizmente ficou evidente, e de muitas formas, que as ministrações da misericórdia e da graça foram desdenhadas no reincidente desprezo que tais ímpios demonstram pelos meios de Graça de Deus que são ministrados pelos seus obreiros, um deboche que os ímpios infiltrados na igreja demonstram na perseverança cínica dos seus pecados, uma prevaricação ofensiva contra Deus e que, por isso, já não resta mais nada para os servos de Deus fazerem, a não ser, expulsar esses réprobos da comunidade da fé, porque se essa resolução extrema não for tomada, certamente o mau comportamento do pecador contumaz e rebelde contra o Senhor contaminará o comportamento de outros irmãos suscetíveis a essa má influência, assim como um pouco de fermento faz levedar a massa. Em toda a Escritura Deus ordena ao seu povo que não se contamine com os costumes dos ímpios, que se separe deles ao preço de se contaminarem com eles caso rejeitem as ordens do Senhor. Esse tipo de contaminação, de deixar-se influenciar pelos pecados dos outros, é chamado de prostituição, na Bíblia. O pecado é um mal contagioso e sempre deve ser tratado e purgado no seio da igreja antes que se espalhe feito um câncer com potencial de metástase. 

Aos pecadores cínicos que são indiferentes às ordens da santificação e que desprezam a submissão aos padrões bíblicos já não resta nada a ser feita por esses a quem o próprio Senhor compara aos animais imundos dos tempos bíblicos, e esses réprobos devem ser entregues aos tormentos da exclusão da comunidade da fé, porque pode ser que somente assim, nesse estado de escassez espiritual, caiam em si e se arrependam enquanto estiverem sob o poderio de Satanás na serventia do pecado, e não mais sob os cuidados pastorais da graça e a autoridade da igreja, estando agora numa situação gravíssima onde pode ser que reste algum escasso fio de esperança, coisa muitíssimo remota circunscrita à própria consciência desse pecador contumaz que agora está destituído dos poderes de ministração da Graça de Deus através da igreja. Ele está por conta própria, e que arque com as consequências das suas reiteradas rebeliões.

Igrejas que não praticam as disciplinas eclesiásticas conforme ensinam as Escrituras desdenham das ordens de santificação que o Senhor impôs ao seu povo e, consequentemente, são comunidades infiéis que se deixam influenciar pelo espírito pecaminoso e blasfemo do mundo.

O objetivo final de toda disciplina eclesiástica é fazer com que o crente insubmisso ao Senhor seja restaurado na fé verdadeiramente bíblica e fiel ao Senhor para a santificação e edificação de toda a igreja, ainda que para isso seja necessário cortar galhos podres dela.


Leia também:

Igreja insípida 

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O papado é o Anticristo 

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A sujeição às doutrinas do Senhor 

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Igrejas boas X igrejas más 

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Laodicéia 

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03/04/2025

Brasil corrupto e as mãos sujas de sangue de grande parte da igreja

 

Os maníacos só ascenderam ao poder e de lá exerce seus desmandos porque todo o sistema está podre de corrupções, porque predomina na população um comportamento idólatra e imoral repreensível e porque grande parte da igreja, que deveria ser um poderoso luzeiro que aponta para a justiça e para a verdade, está escondida no medo enquanto exerce tipos distorcidos de espiritualidade hedonista, ególatra e imperceptível enquanto está fechada em si mesma, numa injustificável apequenação do que deveria ser o ministério cristão exercido no mundo - eu mesmo já recebi telefonema de "presbítero" me "ordenando" parar de falar de política na, até então, igreja onde eu congregava porque isso "costumava criar problemas"...

Covardes!

Omissão é pecado, corrupção é pecado, perversão da justiça é pecado, usar o nome e a Palavra do Senhor para justificar erros e omissões é pecado e o Senhor não tolera nada disso. E Ele age!

Vocês cantam e ouvem superficialidades distorcidas acerca do Senhor em seus cultos profanados e pensam que está tudo bem? Tuas mentiras recorrentes os entorpece ao passo que somente a verdade liberta! Se o povo não se arrepender e se a igreja não assumir sua necessária vocação profética todos lamentarão e ainda questionarão ao Senhor dizendo "por quê sofremos tanto mal neste mundo?"

Plantou infidelidade? Colherá ira.

"Não vos enganeis; Deus não se deixa escarnecer; pois tudo o que o homem semear, isso também ceifará."

(Gálatas, 6:7)


Caminhamos para a venezuelização do Brejil?

Essa arapuca já estava armada. O conluio dos corruptos está atuando faz tempo, primeiro para reeleger o descondenado e agora para sufocar a democracia sob o coro de zumbis lobotomizados que aplaudem o consórcio dos cretinos enquanto repetem o mantra "sem anistia".

Resistir é uma necessidade urgente!

Os corruptos do conluio comemoram a injustiça.

O "crime":

Débora Santos "pixou" uma estátua em Brasília com a frase "Perdeu mané" que pouco tempo antes foi proferida pelo Ministro Barroso, do STF. Ela foi condenada a 14 anos de prisão e multa por:

- Abolição violenta do Estado Democrático de Direito SEM fazer uso de violência;
- Tentativa de golpe de Estado SEM que haja nenhuma tentativa real;
- Dano qualificado com violência SEM que haja dano verdadeiro, nem violência, nem feridos;
- Associação criminosa armada SEM armas;
- Deterioração de patrimônio tombado com o uso de um BATOM, coisa facilmente removível com água e sabão - como de fato foi limpo.

Ou seja, uma FARSA desproporcional e injusta que somente imbecis que por pura perversidade, ou por fanatismo ideológico ou por incapacidade cognitiva defendem.

E cadê as filmagens dos circuitos de segurança dos prédios invadidos enquanto Flávio Dino, o visitante desprotegido dos territórios comandados por facções criminosas no RJ, via tudo passivamente da sua janela enquanto Lula fingia ter agenda em Araraquara... E quanto aos infiltrados que durante os protestos de 08 de janeiro eram denunciados ao vivo pelos manifestantes?

Aquilo tudo foi uma armação, foi uma armadilha para coibir os protestos que certamente se multiplicariam contra a farsa do atual desgoverno!


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O gigante acordou? - o retorno




Motivados pelo aumento das tarifas de ônibus sob o pior prefeito que São Paulo já teve (Fernando "poste do Lula" Haddad - o atual Ministro da Fazenda e da economia em declínio), em junho de 2013 ocorreram muitas manifestações por todo o Brasil onde se dizia que o "gigante acordou" e que o mundo veria "que o filho teu não foge à luta". 

Foi muito barulho, mas deu no que deu:

- Dilma inexplicavelmente reeleita,
- "Copa das Copas"/ circo da corrupção com 7X1, 
- Dilma impeachmada por pedaladas, 
- Bolsonaro eleito, pandemia... e cedeu ao centrão acabando com a Lava a Jato e qualquer possibilidade de justiça e fim da corrupção, abrindo caminho para...
- a VOLTA DO DESCONDENADO com suas hordas!

E toda a esbórnia está estabelecida agora, em 2025, com muito mais descaramento do que era em 2013.

Domingo tem manifestação na Paulista e eu ainda acredito que a pressão da população é importante. 

Mas funciona?
Se houver consistência, perseverança e ética, sim!

De nada adianta se manifestar contra uma situação reprovável mas dar projeção a outros corruptos. Isso é enxugar gelo.

Eu quero #ForaLula, #ForaXandão, #ForaLulaeSuaQuadrilha mas não quero a volta do clã #Bolsonaro.


26/01/2025

Igreja insípida

 


Igreja insípida

Há quase 2 anos eu recebi um telefonema de um dos líderes da igreja onde eu servia (obviamente esse líder era emissário que representava o conselho de líderes locais) para me "proibir" de usar os meios de comunicação da comunidade para promover o necessário debate político como desdobramento da cosmovisão cristã.

Aquele emissário, cheio de arrogância num tom de quem manda, disse que esse tipo de assunto "causa problemas que precisam ser evitados com quem pensa diferente", como se o apoio às transgressões que fazem parte da ideologia esquerdista devesse ser respeitado como expressão legítima de pensamento no seio da igreja. A ordem dada era a da omissão diante de opressores, era de ficar em cima do muro diante das questões do nosso tempo, era a de se fazer a impossível e descabida dicotomia entre a fé espiritual e a prática cristã consciente e influente nas demandas da vida, incluindo a sociedade e a política - e esse tipo de posicionamento pela covardia explica, em grande parte, a progressão e multiplicação das iniquidades no nosso tempo, pois, como é sabido, o mal se multiplica com a omissão dos bons.

Eu ri daquele emissário, um riso nervoso de quem não estava acreditando naquela ordem patética, e afirmei que errado não era quem propunha o debate, mas sim quem o proibia. E eu não podia me submeter àquele posicionamento errático, estúpido e desalinhado com o pensamento cristão reformado que foi tomado por aquela liderança que, para angariar numerosa audiência, optou por evitar tocar em assuntos tidos erroneamente como delicados. Em casos assim, o respeito aos posicionamentos das pessoas se impôs às exigências do Senhor da igreja.

E é assim, fazendo a escolha por caminhos cada vez mais largos e flexibilizados numa abordagem constante de graça barata e cada vez mais esvaziada dos rigores doutrinários do Evangelho que fazem com que os crentes tenham consciência da gravidade e da abrangência da missão dos cristãos, que cada vez mais igrejas inteiras estão se transformando em sal insípido e em luzeiros escondidos debaixo de um alqueire - irrelevantes, mornos, apáticos e dignos de serem pisoteados pelos homens.

E eu lamento profundamente por isso. Isso me deprime, corrói, abate, assombra. Mas eu tenho que prosseguir.

Esses últimos anos foram de grande sofrimento para mim, principalmente por causa da minha atribulada relação com a igreja, especialmente com a comunidade onde me dediquei a colaborar. Mas o crescente progressismo mundano praticado e a descaracterização acelerada com a identidade reformada vista não apenas na cosmovisão, mas principalmente na degeneração do culto e no zelo doutrinário me obrigam a concluir que essa convivência não é mais possível pois eu não posso endossar a metástase acelerada numa comunidade de fé e na instituição local de forma patrocinada. Os caras estão investindo na doença, não na cura. E esses erros não são praticados e impostos apenas pelas lideranças que estão se perdendo, mas também pelas próprias membresias, as comunidades que as endossam, acatam e celebram.

Eu creio nas Escrituras, creio no Senhor da Igreja e creio na igreja. Não consinto com qualquer ideia de "desigrejados", mas também não creio que a igreja dominada por homens mal-intencionados, por políticos eclesiásticos, a instituição humana que de corrompe pelos jogos de interesses mesquinhos seja a igreja real e ideal. Esses líderes que são políticos, profissionais e comerciantes da fé e que manipulam suas comunidades conforme determinam seus interesses são lobos infiltrados que devem ser resistidos na expectativa de que se arrependam ou sejam repelidos e expulsos.

A Igreja tem um Rei e Ele é o Soberano Senhor Jesus, não o conluio dos homens. A igreja fiel não é o que se vê na superfície, pois ela é formada somente pelos santos e perseverantes fiéis do seu Redentor e Senhor.

O caminho é estreito e difícil, mas é o único caminho possível.


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18/12/2024

Apostasia moderna


Apostasia

É de se esperar que o sistema mundano (Babilônia) se entregue à loucura em rebelião contra a verdade salvadora que de Deus procede, e que multiplique iniquidades e nisso invista contra os crentes no Senhor Jesus para calá-los.

Contudo, é um alento para esses crentes encontrar nos irmãos de fé a fraternidade que conforta e proporciona guarida e identificação. A igreja também é um exército composto por pessoas que lutam pela mesma fé e pela mesma verdade. Pode o mundo todo ir contra a igreja, mas esse corpo de Cristo é de tal forma edificado que não ruirá diante dos ataques do inimigo. Mas essa união de crentes, a igreja, precisa existir e ser acessível para que haja a partilha de forças, de encorajamento e de direção.

O problema é quando a própria comunidade dos crentes se volta contra a verdade e em busca de conforto mundano ela se vende como fazem os corruptos, afrouxando os seus padrões e em traição ao Senhor ela acaba unindo forças com o mundo na opressão contra aqueles que procuram manter posição fiel aos altos padrões do Deus que é Santo e Altíssimo, e que requer dos seus fiéis que não sejam amigos do mundo. Muitos, no que se diz ser igreja, beijam os pés dos corruptores porque esperam receber deles alguma vantagem através de ensinos e pregações que tratam o bem como mal e o mal como bem para perverter a missão da igreja como luz do mundo e sal da terra e, em seu lugar, fazer dela um balcão de mercenários e de prostitutos. E então, os poucos que perseveram fiéis nesses contextos podem não ter o abrigo, acolhida, fraternidade e identificação que são necessários no Corpo de Cristo para perseverarem, pois grande parte do que é chamado de igreja tem se desviado do caminho, tem apostatado, se mundanizado, por vezes se reduzindo a meras distrações que praticam cultos hedonistas e meramente terapêuticos em que o zelo com a verdade, a santidade e a missão já se perderam. E na mornidão que precede a morte de comunidades e de denominações inteiras o cada vez mais escasso remanescente fiel precisa lutar contra os constantes assaltos do desânimo, da tristeza e de desesperança, porque o bálsamo da fraternidade parece ter sido substituído por um vasto deserto e a bondade e suavidade advindas da união dos irmãos têm se tornado muito raras.

Assim, a apostasia não tem efeitos apenas nas comunidades que se desviam, mas também ferem e enfraquecem aqueles que resistem a esses desvios.