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19/11/2024

A Armadura de Deus


Pregação em Efésios 6: 10 - 20 em atividade missionaria no dia 16/11/2024.

Texto:

"Finalmente, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder.

Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes permanecer firmes contra as ciladas do Diabo; pois não é contra carne e sangue que temos que lutar, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes do mundo destas trevas, contra as hostes espirituais da iniquidade nas regiões celestes.

Portanto tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, permanecer firmes.

Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça, e calçando os pés com a preparação do evangelho da paz,

16. tomando, sobretudo, o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno.

Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; com toda a oração e súplica orando em todo tempo no Espírito e, para o mesmo fim, vigiando com toda a perseverança e súplica, por todos os santos, e por mim, para que me seja dada a palavra, no abrir da minha boca, para, com intrepidez, fazer conhecido o mistério do evangelho, pelo qual sou embaixador em cadeias, para que nele eu tenha coragem para falar como devo falar."

(Efésios, 6: 10 a 20)




08/08/2023

A luta pela fidelidade à verdade

 


Crentes em Jesus sempre estão no campo de batalha. E mais importante do que as batalhas pelas causas pessoais é a luta constante pelo Evangelho, para que a verdade do Senhor seja reconhecida e crida. 

Mas o Evangelho, como tudo nas Escrituras, está no campo do conhecimento, é texto, e como tal pode ser manipulado, torcido, interpretado e aplicado de forma equivocada, sendo os erros de menor ou maior gravidade, intencionais ou não. 

Portanto a nossa luta espiritual é no campo das ideias, na pregação, no ensino, na apologética, na confrontação do erro religioso, e não porque somos perfeitos (porque estamos muito longe de o ser), mas sim porque é o nosso dever velar pela verdade como parte da nossa própria santificação e dos deveres que temos diante do Senhor que nos salvou. A perfeição da doutrina deve ser mantida e está acima das nossas qualidades pessoais, e essa perfeição não se baseia nas nossas qualidades ou méritos, jamais. Porque a glória das Escrituras pertence unicamente ao Senhor. Nós é que temos que nos amoldar aos seus elevados padrões, nunca o contrário.

Mas, muitas vezes (ou quase sempre) essa luta pela verdade se dá a partir de dentro do ambiente religioso. Sempre foi assim nas Escrituras, foi assim com o próprio Senhor Jesus e com os seus discípulos. Isso porque a religião também pode ser manipulada, pois é fonte tentadora de poder. Os fariseus, os saduceus e a elite religiosa nos tempos do Evangelho adoravam suas proeminências clericais e muitos dos profissionais da religião reproduzem exatamente os mesmos pecados de se assenhorarem da igreja e da verdade de Deus como se não existisse um Rei, um Senhor e um único Cabeça, porque tanto o Evangelho como a igreja têm um SENHOR que não tolera ser usurpado, enquanto que a nós, crentes, cabe apenas serví-lo.

Mas muitos homens o negligenciam, se rebelam, se articulam politicamente para fazerem as coisas concernentes à religião do seu próprio modo. Nas sombras fazem seus acordos, compram e vendem apoios, armam botes, mostram os dentes, abusam das autoridades que seus idolatrados filactérios ostentam. E os defensores da pureza da verdade como coisa imaculável, são tratados como ratos, como oportunistas, como ervas daninhas cujas ideias precisam ser resistidas antes que causem desordem e descontrole. São tratados como intrusos, como ilegítimos (assim como faziam os líderes das sinagogas quando o intruso Paulo ousava lhes pregar o Evangelho nos seus redutos) como aqueles engenheiros enxeridos que vem fiscalizar construção feita por outros - mas a obra é de Deus, é ou não é? Se a obra for "do homem" então que sejam cultuados os méritos dos homens. Mas igreja é uma cooperação dinâmica de muitas partes que se ajustam, se complementam, se corrigem, se aperfeiçoam... Mas esses reformadores que apontam para a necessidade de se voltar para os velhos fundamentos (os chatos) serão acusados não por serem seguidores de Jesus ou porque crêem no Evangelho (até porque quase todo mundo segue ao "Jesus", mesmo que seja o simulacro das abordagens progressistas) mas sim por coisas derivadas de uma cosmovisão ortodoxa, como serem acusados de fundamentalistas, de enxeridos, de sabichões, arrogantes, intolerantes, de homofóbicos (anota aí), transfóbicos, misóginos, legalistas, reacionários, puritanos, etc e essas acusações darão todo o embasamento para que sejam censurados, cancelados, sabotados, perseguidos, caçados, e se possível decapitados, jogados aos leões e, por que não, crucificados? Já fizeram isso antes, e várias vezes... Normal.

E assim a parte da igreja que quer se mundanizar sem ser incomodada enche o seu próprio ventre com corrupções de toda sorte, com um ensino bíblico relativista, adocicado, moderado, feito sob medida para as plateias que pagam pelo serviço. Seus cultos são antropocêntricos, não focados nas exigências do Deus que requer adoração como a Bíblia prescreve, normas que relativizam; sua prática missional é omissa, negligente e facilmente dá lugar ao entretenimento.

Então, para se certificarem de que seus projetos, postos, ambições e outros bezerros de ouro não serão ameaçados, os líderes desses ajuntamentos em franca corrupção se lançam à política cada vez mais suja, impondo suas ingerências e pecados a um arraial que tem um dono que está sendo desprezado mas que se levantará em sua fúria.

Pode ser que os crentes que tentam ser fiéis sejam sabotados, desterrados, que aparentemente estejam em desvantagens. Por isso o juízo começa na igreja. Foi assim com todos os Apóstolos (a companhia é boa!). Mas não se engane, o Senhor Todo-Poderoso pode parecer que está distante e que esteja tudo ok com as prevaricações de muitos, mas Ele requerirá a glória que lhe pertence e nesse Dia os usurpadores sofrerão a sua ira. 

Sempre é melhor fazer as coisas direito e sempre, até que o Senhor Jesus Cristo volte, é tempo de se consertar as coisas.

Salmo 64

Estamos em guerra

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/06/estamos-em-guerra.html

12/04/2023

Guerra espiritual

 

Guerra espiritual

Inevitavelmente, todo seguidor do Senhor Jesus Cristo que se assume como seu discípulo publicamente e ostenta a sua luz perante o mundo será objeto das investidas do inimigo (já vencido) do Senhor. 

Contudo o Diabo, o pai da mentira, não pode tocar diretamente num filho do Deus Todo-Poderoso, e por isso ele rodeia o crente portando-se como um leão sanguinário e intimidador que procura uma brecha na armadura da sua presa para atacá-lo, numa evidência de que ele "estuda" seus inimigos e ao identificar seus pontos fracos Satanás os explora, jogando ali os seus dardos inflamados à distância, promovendo tentações e seduções para por meio desses pontos fracos e vulneráveis tentar enfermar um soldado de Cristo e derrubá-lo, fazendo com que caia no pecado e comprometa a sua atividade como servo de Cristo.

O campo de batalha mais difícil sempre será a luta contra as nossas fraquezas da carne, contra as nossas persistentes e traiçoeiras inclinações ao pecado. Inclinações que variam em intensidade e em área de atuação de uma pessoa para outra, mas uma luta persistente em todo crente.

Não se engane, todo crente que se posiciona como ordenou o Senhor será alvo das investidas de Satanás e todo o mundo caído poderá se levantar em oposição contra a igreja militante do Senhor. Por isso os crentes devem manter vigilância, orar e seguir em santificação constante, tomando como armadura e proteção a Palavra de Deus assimilada, guardada no coração e praticada.

E nessa guerra contra o pecado, contra Satanás, contra o mundo caído e contra a morte, é o Senhor Jesus Cristo quem luta pelo seu povo, a sua Igreja. E a vitória final do Senhor será um triunfo glorioso para o qual todo verdadeiro crente está destinado.

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Lições do Salmo 27

O maior temor de quem conhece ao Senhor e desfruta das bençãos da sua comunhão não são as ameaças exteriores, como a violência ou a malignidade das outras pessoas, mas sim as ameaças interiores de um coração que pode ser traiçoeiro e rebelde em qualquer momento e que pode incidir na perda dessa comunhão, ainda que temporariamente. 

A confiança no Senhor, em quem descansamos, não é auto-confiança - porque o "eu" não é digno de confiança e deve ser negado diante do Senhor Jesus Cristo.