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25/04/2024

Culto de adoração a Deus - é principalmente para isso que fomos criados.



Culto de adoração a Deus - é principalmente para isso que fomos criados.

O culto verdadeiramente cristão, feito em adoração a Deus, reflete as glórias e a grandiosidade do Todo-Poderoso a quem o povo congregado está exposto sem o antigo véu de separação. 

Nada que façamos tem poder de fazer o que somente os atos do Senhor Jesus Cristo faz. Esqueçam o show dos homens, abandonem toda pirotecnia e as falsidades técnicas que impressionam nossa carne, mas não impressionam a Deus. Na prática, os esforços da carne estragam e comprometem o culto a Deus. Nas Escrituras Deus jamais aceita um culto adulterado, profanado pelas invenções e pelas supostas "boas-vontades" dos homens. Ou o culto é obediente e servil aos preceitos de Deus ou não é aceitável, não importando os inúteis esforços e malabarismos que as pessoas façam.

É o precioso sangue de Cristo que nos cobre e purifica para estarmos na presença real do Deus Santíssimo dentro do Santo dos Santos. Não há nada mais sublime do que isso. Nada pode ser mais eficiente e poderoso do que isso. Nada pode substituir isso. 

Nesse lugar, envolvidos por tão poderosa presença, sobra a nós nos curvarmos em santo e reverente temor, porque, paradoxalmente, estamos elevados às grandiosidades que antes nos eram inacessíveis. Somos como mendigos criminosos e blasfemos que são recebidos à mesa do mais poderoso de todos os reis e somos adotados como seus filhos, dignificados como príncipes, apesar de ser quem somos. E esse ato gracioso do Rei em nosso favor nos transforma gradualmente nessa nova identidade superior. Na presença do Deus Santo, a santidade de Deus nos fulminaria como fogo consumidor, pois santidade e pecado são opostos irreconciliáveis. Nosso único mérito é o de sermos pecadores, esse é o único poder que temos, o de sermos condenados com justiça ao inferno. Mas os méritos do Senhor Jesus Cristo nos cobrem, se impõem sobre nós, os que cremos no Evangelho. A obediência perfeita do Senhor Jesus à Lei de Deus e o derramamento do seu sangue na cruz com a sua morte em holocausto em nosso favor nos cobrem e nos faz verdadeiramente e plenamente aceitáveis diante da Santidade do Deus Todo-poderoso. Cristo morreu pelos nossos pecados e pagou por cada um deles diante da justiça que a Lei de Deus exige. É Cristo quem nos purifica, nos santifica e nos faz aceitáveis perante o Deus que é Santíssimo.

E então reagimos em contrição, em reconhecimento de que somos pecadores e também louvamos e proclamamos a beleza da Santidade que contemplamos. Sim, no culto cristão é Deus que deve ser contemplado! A comunhão entre nós e Deus realizada por Cristo e aplicada em nós pelo Espírito Santo é real, nós estamos num ajuntamento solene e santo que é muito maior do que a reunião entre pessoas, mas sim a reunião do povo de Deus com o próprio Deus Triúno, pois o Deus-Pai recebe a nossa adoração por meio da obra do Deus-Filho, adoração que fazemos na força do Deus-Espírito Santo, num ato sublime em que os próprios anjos se prostram! O culto de adoração a Deus é feito quando pecadores cobertos pelo sangue de Cristo adentram a Santidade de Deus para exaltá-lo, e nada pode ser mais sublime, elevado e digno do que isso. É um envolvimento de amor do Deus Santo que santifica pecadores para tê-los em sua poderosíssima presença e exercer sobre eles o seu Santo poder. No culto ao Senhor os céus dos céus descem sobre a igreja congregada e nós somos elevados à majestade divina e através das igrejas toda a Terra se enche da glória de Deus.

No culto verdadeiro nós nos maravilhados com o que contemplamos, cantamos e proclamamos as glórias do Deus que se revela por meio das Escrituras. São sobre os seus atributos, não sobre os nossos desejos ou qualidades que cantamos. É a santidade do Senhor e não nossas queixas e limitações que declaramos. Nossa humanidade está rendida e é acolhida pelo Deus cuja glória preenche todo o templo. E suas colunas tremem e o chão se abala com o peso de Glória que nos abate e exalta. 

E então Deus fala quando as Escrituras são lindas e fielmente pregadas. E isso com santa simplicidade! Porque toda contemplação e todo conhecimento que se pode ter acerca de Deus vem da sua Palavra e o Deus-conosco é um Pastor humilde de coração em quem só existe verdade.

Olhamos para Jesus, o autor e consumador da fé, reconhecendo-o nas Escrituras, tanto no Antigo como no Novo Testamentos. Nelas vemos os seus atos e nos alegramos com sua glória. E quando vemos ao Filho nós também vemos ao Pai. E nisso o Deus Eterno é glorificado nas nossas tão efêmeras vidas que são alçadas à eternidade.

A fé cristã é simples. O culto verdadeiro a Deus é simples, e é santíssimo, perfeito, eficaz. Por que tantos o complicam? Por que o maculam e estragam com invenções tolas, tanta parafernália, um espetáculo da carne? Por que o tornam inaceitável a Deus e ineficaz em seus efeitos com profanações mundanas? Muitos dirigentes de culto estragam tudo ao serem tomados por presunção e por orgulho e querem "ajudar" ao Deus Todo-Poderoso e todo sábio com suas contribuições e invencionices? Você não tem que "contagiar a galera" - Que audácia! Não faça as coisas do teu jeito. Nadabe e Abiú foram exterminados por Deus por motivos semelhantes, pois trouxeram fogo estranho ao altar. Vocês impressionam pessoas volúveis e sugestionáveis, não a Deus. NEle vocês causam ânsias de vômito, causam nojo! Seus shows o ofendem. Por que adulteram a pregação bíblica por técnicas empresariais, por psicologia e por marketing? Assim vocês profanam o culto ao Senhor, o inutilizam e o estragam!  Não existe culto a Deus quando se serve à carne. Apenas leiam as Escrituras, debrucem-se humildemente sobre elas, seu autor e mestre é o Espírito Santo, aquele que nos ilumina e que tem muito mais interesse do que nós possamos ter em que façamos a coisa certa ao oferecer a Deus um culto fiel e a Ele agradável. Obedeçam-no! Sigamos os parâmetros bíblicos, somente! Por que tentar mudar os fundamentos pétreos dos Apóstolos? Pensam que Deus se submeterá às prevaricações de homens infiéis? Por que transformar o culto a Deus num show dos homens decadentes? Pensam que Deus é um romântico sentimental que pode ser seduzido pelos corações humanos que supostamente se derramam em cultos emocionais ao som de música e clichês de sentimentos passageiros? Isso é ridículo, é um patético atentado contra as glórias do Senhor e Ele não as divide com ninguém. Não é a homens que devemos contemplar assim como não há nada a ser contemplado em nenhum de nós, mas sim ao Senhor Jesus somente, o único que é digno de receber honra, louvor, glória e adoração, o único que deve ser contemplado, apreciado, então não se esforce para aparecer onde é necessário que o Senhor apareça e nós todos diminuamos. Não adorar a Deus corretamente, sendo esse o propósito principal da nossa existência, é incorrer no grave pecado de idolatria. Então a adoração fiel a Deus é sempre uma ordem viável e praticável e nada justifica a sua omissão, rebelião ou perversão.

Arrependam-se!

Eliminem o show dos cultos ao Senhor. Muito do que chamam de culto não passa de profanação, de ofensa, de desperdício. Como adorar a Deus num ajuntamento supostamente cristão onde as pessoas estão sendo estimuladas a pensar no "eu" e em buscar o seu próprio bem e os seus próprios interesses? Isso é apenas um culto antropocêntrico e hedonista disfarçado de culto ao Senhor. Cultuam a si mesmos e o fazem em nome de Jesus? Que disparate! Seus cânticos e suas pregações são para que se sintam bem e Deus é tratado por essa gente como uma espécie de mordomo e de vassalo dos interesses dos homens. E isso não existe! Seria ótimo se retirassem também os palcos e as patéticas projeções das pessoas dos cultos, porque se comparados às glórias do Deus que se revela e que requer adoração, toda glória e estrelismo das pessoas é esterco e lixo. Parem com as invencionices sem base bíblica que cabem em shows, em teatros, em espetáculos, todas expressões da carne, mas não cabem no culto a Deus! Essa parafernália é eficaz para produzir emoções, uma obra da carne que comumente e deliberadamente é confundida com o "mover de Deus", com as ações do Espírito Santo. É o erro idólatra de se produzir e de se criar uma dependência de "sentir a presença de Deus" nos ajuntamentos cristãos como se nós pudéssemos validar a presença de Deus através dos nossos sentidos enquanto absolutamente nada nas Escrituras ensina nem promete que os crentes "sentiriam a presença de Deus nos cultos" porque a nossa relação com Ele é por meio da fé e não pelos nossos sentidos. E isso é muito grave! A persistência nessas artificialidades pragmáticas e carnais estão próximas do limiar do pecado imperdoável de blasfêmia contra o Espírito Santo, ao se atribuir a Ele obras e ações que não são dEle. As pessoas produzem emoções umas nas outras através de artifícios e atribuem a Deus esses resultados que as entorpecem. O mal disso é um tipo de idolatria, a crença num ideal divino que foi inventado por homens, um pecado persistente e que é praticado de múltiplas formas. Isso é um mal semelhante ao falso-profetismo, quando se atribui a Deus falas que Ele não disse e não ordenou, mas nesse caso, atribui-se a Deus experiências sentimentais extravagantes que são apenas obras da carne, não ações de Deus. Parem com essas corrupções do culto! Preguem somente a simplicidade das Escrituras e adotem modelos de louvores verdadeiramente congregacionais, pois é a igreja reunida que está em adoração e é o povo de Deus que deve louvá-lo com cânticos que proclamam e enaltecem a obra do Cordeiro e os atributos de Deus. A glória no culto é a do Deus que se revela, não das artificialidades humanas. Séries de mensagens antropocêntricas? Arrependa-se dessa porcariada bajuladora! Toda Escritura é sobre Cristo, é sobre a sua obra e sobre a sua glória que devemos falar.

Cada culto ao Senhor deve ser um ajuntamento sublime e santo, e se não o for será um desperdício, um atentado contra a Glória e a Graça do Senhor, e isso será um grande pecado.

19/07/2023

O ódio à santidade de Deus

 


O ódio à santidade de Deus

O fator central da iniqüidade de se resistir à oferta da Graça de Deus para se perseverar no pecado é o ódio e o desprezo que todo amante da iniqüidade tem em relação à santidade de Deus e ao seu valor inegociável. 

Santidade é separação, incontaminação, é parte indissociável da glória inerente do ser de Deus. A santidade de Deus é um atributo que o define e todos os demais atributos são pela sua santidade plena e perfeita definidos também (o amor de Deus é santo, sua sabedoria e seus pensamentos são santos, seus atos são santos, sua justiça e a sua ira são santos, sua Lei e as suas palavras são santas, etc). 

Deus é Santo, Santíssimo, imaculado, incorruptível e a sua sabedoria, seu poder, seu amor - tudo nele é santo e nenhum dos seus atributos ou qualidades podem ser corrompidos, subvertidos, adequados ao pecado ou aos preceitos dos homens (por isso nem tudo o que se diz ser amor pode ser validado por Deus). É impossível a Deus negar-se a si mesmo, abdicar da sua santidade, pecar, mentir, não cumprir o que diz, ordena ou promete. Ele não é parte da criação (santo, separado dela) mas se impõe sobre ela e uma vez que sua santidade é incorruptível ocorre o confronto entre a santidade de Deus e o pecado que degenerou os homens e toda a criação que lhe foi sujeita. E nesse confronto não existe paridade de forças, pois a santidade de Deus repele a qualquer contaminação do pecado e a fulmina como um fogo destruidor. Nisso somos inimigos por natureza, Deus em sua Santidade, causa de admiração, adoração e de temor pelos santos anjos, e nós, pecadores e devotos das corrupções do pecado ao lado de anjos caídos, os demônios, todos inimigos de Deus em essencial aversão à sua santidade que nos representa o perigo do juízo iminente, da imposição inescapável da sua santa justiça 

Deus e a sua santidade (que é um fogo consumidor) são o que o pecado mais odeia. Por isso o ódio contra o Senhor Jesus Cristo, contra o seu Evangelho e contra o seu povo, sua Igreja, os portadores da Graça do Evangelho - porque é pela obra de Cristo, conforme impõe o Evangelho, que o problema do pecado é plenamente resolvido, reconciliando o homem com Deus e com sua santidade por meio da conversão em fé e do inegociável arrependimento de pecados - imposições feitas pelo próprio Deus que exige dos crentes a santificação, em imitação ao Senhor Jesus, sem a qual ninguém verá a Deus.

O amante da sua iniqüidade sempre tentará justificar o seu desprezo pela santidade de Deus em subterfúgios menores, como os desdobramentos pontuais que a santidade de Deus produz nos crentes nas suas práticas, nas suas defesas de valores e cosmovisões. Por exemplo, o iníquo justificará o seu posicionamento na descrença e na rebelião contra Deus numa discordância que tem em relação à "opinião" do crente sobre um determinado assunto de fé ou de prática (não concordo que a salvação seja somente pela fé em Jesus Cristo, não concordo que eu deva servir a Jesus frequentando uma igreja, não concordo com a divindade de Jesus, não concordo que as demais religiões estejam erradas, não concordo que aborto seja assassinato, não concordo que homossexualidade seja pecado, não concordo que mulheres devam ser submissas aos maridos, etc) e provavelmente o rotulará com termos pejorativos ou carregados de juízo conforme foram convencionados pelos valores morais (voláteis) de determinado grupo (fundamentalista, homofóbico, intolerante, ignorante, fanático, retrógrado, misógino, etc), mas, na verdade, o que eles odeiam é o desdobramento da santidade de Deus que se impõe sobre todas as coisas em confronto com todas as formas de degeneração pelo pecado nos múltiplos desdobramentos da vida na medida em que o Evangelho do Senhor Jesus a tudo ilumina, tornando evidentes todas as coisas que se apodreciam nas trevas do pecado e que agora, sob a luz do Evangelho foram expostas, se tornaram conhecidas e seus praticantes necessitam de transformação, de purificação e de redenção.

Tenho dúvidas se os crentes sempre devem procurar "fazer pontes" para compreenderem o lugar de fala e as proposições dos que resistem às misericórdias de Deus porque odeiam a sua santidade, uma vez que certas pontes exigem medidas de condescendência e de relativização em relação ao valor inegociável da santidade de Deus conforme muitos crentes contemporanizam e adequam suas mensagens aos seus ouvintes, tornando a Palavra de Deus palatável às exigências de quem quer decidir o quê e como devem receber, como se fossem senhores daquilo que consomem e reduzem Deus e a sua Graça a um produto (como se pudessem) semelhante a qualquer coisa que podem escolher numa prateleira. Não temos que compreender os discursos elaborados a partir das cosmovisões dos ímpios e do seu amor pelos mais diversos pecados a pretexto de ser a partir dessa "compreensão" que poderemos ter acesso e conquistar a confiança dessa gente para que nos dêem ouvidos quando lhes pregarmos o Evangelho - até porque todos nós já conhecemos muito bem o que é o pecado, um mal que a todas as pessoas é comum. Sob o pretexto de fazer pontes nós corremos o risco de cair nas seduções da serpente, porque certamente não podemos domar a sua malícia, não devíamos dar conversa ao homicida que é, também, o expert pai da mentira. O que temos que compreender é a Palavra de Deus e o severo nível de alienação que o mundo no pecado tem acerca de Deus e da sua verdade, e temos que iluminar esse mundo com a pregação sobre quem é Jesus Cristo e o que Ele fez para reconciliar pecadores com o Deus santíssimo, porque Ele, Jesus, é a luz do mundo perante quem todas as coisas devem ser esclarecidas. Muitas vezes as supostas pontes que alguns constroem são para tentar esconder a luz da Graça do Evangelho do Senhor Jesus debaixo das suas sombras. São tentativas de se ter algum poder de controle sobre o poder da sua luz.

Pregar as verdades de Deus tem eficácia por si mesmo, e a sua luz sempre produzirá um dos dois únicos efeitos possíveis: ou amolecerá o coração de quem for iluminado pela exposição do Evangelho ou endurecerá esse coração, isso porque o mesmo sol que amolece a cera faz o barro endurecer.

O Evangelho é, em si mesmo, o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. Nada pode ser maior demonstração do poder de Deus neste mundo do que o supremo milagre da encarnação do seu Unigênito com a finalidade de ser o Cordeiro de Deus que tira os pecados do seu povo, obra que Jesus realizou perfeitamente no holocausto de si mesmo na cruz, na qual Ele venceu as forças do pecado, e de Satanás, e da morte, da qual ressuscitou reassumindo a sua glória ao lado de Deus-Pai nos céus. E esse poder das boas-novas de salvação é eficazmente comunicado aos eleitos de Deus quando o Evangelho lhes chama à fé. 

Essa salvação realizada por Cristo é da condenação do justo juízo de Deus ao inferno. É a repulsa eterna da santidade de Deus e de arder para sempre, e conscientemente, no fogo consumidor do próprio Deus. E a fé é um dom que é dado por Deus para quem Ele soberanamente decide dar, mas sempre através da comunicação do Evangelho que nos redime, nos outorga o pleno perdão de pecados e nos santifica para desfrutarmos eternamente de Deus e das glórias da sua santidade, agora não como inimigos e sim como reconciliados pelo poder do Sangue do Cordeiro, o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo que nos torna santos assim como Ele é.