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01/04/2025

Discordâncias exegéticas

 


Pastores Marcos Granconato e Carlos Augusto Vailatti - ambos são pastores batistas, mas Granconato é Calvinista e Vailatti é arminiano, ambos usando ferramentas da exegese e do exame das línguas originais, porém, chegando a conclusões divergentes.

A exegese e o conhecimento das línguas originais não são suficientes para se ter uma conclusão teológica segura e não são suficientes para promover a unidade da fé.

Para a boa teologia deve-se recorrer às ferramentas que dispomos para o entendimento das Escrituras a partir dos seus contextos originais, mas não somente isso, deve-se sobretudo seguir as instruções dadas pelo Senhor Jesus para o correto e fiel entendimento da sua Palavra:

  1. O verdadeiro Mestre das Escrituras é o seu autor. É o Espírito Santo, o mesmo que inspirou os autores humanos que escreveram todos os textos bíblicos, quem ilumina os crentes que receberam esses textos para os compreenderem corretamente - João 14: 26; 1 João 2: 27.
  2. O verdadeiro entendimento das Escrituras é cristocêntrico, tudo nelas aponta para a vida, a obra e a glória do Senhor Jesus Cristo - Lucas 24: 25 - 27 e 44 - 47.
  3. As profecias não têm interpretações particulares e não são produzidas por homens, mas procedem de Deus - 2 Pedro 1: 20, 21.
  4. Deus não muda de ideia e não mente! Seus desígnios são insondáveis, a não ser a verdade plenamente suficiente que Ele já nos revelou por inteiro, a Biblia - Tiago 1: 17; Hebreus 6: 17 e 18; 2 Timóteo 3: 16; Romanos 11: 33 - 36.
  5. A palavra de Deus deve ser entendida conforme os discípulos do Senhor Jesus a receberam, por Ele foram ensinados e então eles foram preparados, comissionados e receberam autoridade para ensinarem outros, fazendo novos discípulos que, por sua vez foram imbuídos a passar a doutrina recebida para as gerações futuras. A igreja tem, portanto, o ministério de levar adiante a Palavra recebida assim como uma corrida de bastão em que um atleta corre um percurso e passa o bastão para outro atleta continuar a corrida, que passa para outro e outro até que toda a trajetória seja cumprida - Gálatas 1: 8, 9 e 12; 1 Coríntios 11: 23; Mateus 28: 19 e 20; 2 Tessalonicenses 3: 6.
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Todos tem sua própria versão dos fatos.

Todo mundo tem sua narrativa. 

Mas será que toda narrativa é certa?

Até mesmo o Faraó confrontado por Deus através de Moisés pensava que seus motivos eram legítimos...

"Essa gente de qualidade inferior, meros escravos, está se multiplicando, estão tendo muitos filhos, e pode ser que, numerosos, venham a se transformar numa ameaça à nossa civilização, aos nossos costumes, à nossa cultura. E isso seria terrível, semelhante a um bote traiçoeiro da serpente que criamos, afinal nós abrigamos esse povo sem terra em nossas terras, demos comida, moradia, meios de subsistência em troca de trabalho, algo justo nas nossas leis. Então temos que impedí-los de se rebelarem em ingratidão, vamos controlá-los pelo medo, pela dor, pela desarticulação. Vamos matar os seus primogênitos!" - texto meu, meramente especulativo.

Você concordaria com os motivos dados por Faraó para agir como agiu?

E quanto às razões apresentadas por Satanás à Eva no Éden ou para Jesus no deserto?

E quanto às razões de Hitler acerca do holocausto nazista? Muita gente concordou com ele. Ou dos escravagistas argumentando a favor dos benefícios dessa exploração para seus negócios? Ou daqueles que pensam ter boas razões para praticarem abortos? Ou os argumentos dos idólatras e dos ateus contra a Graça do Evangelho? Ou os argumentos daqueles que deturpam a verdade e dos que querem atualizar a Bíblia? Afinal, segundo um tipo de pensamento que tem recebido ampla adesão nesses nossos tempos, a verdade é fluída, cada um tem ou forma a sua, ela é plural ou pode ser que nem exista.

Para quase tudo existe ampla argumentação. 

Mas as argumentações são suficientes para que se possua a verdade? Não neste mundo, pois todos temos um parâmetro sempre limitado e comprometido das coisas. Mas existiria uma solução muito especifica, e se a verdade descesse da plenitude para se mostrar entre nós, no nosso mundo? Foi exatamente isso que o Senhor Jesus Cristo fez...

"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai." - João, 1: 14

"Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus, o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz." - Filipenses, 2: 5 - 8

A verdade manifestada de forma plena e que pode ser perfeitamente conhecida é uma pessoa, é o Senhor Jesus Cristo, o Deus que se fez homem.

"Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." - João, 14: 6

E essa verdade (para a qual fomos feitos e nenhum de nós pode negar) só pode ser recebida por nós através da sua auto-manifestação, através da suficiência da pregação do Evangelho, e ela deve recebida com fé - e isso é inegociável.

Leia também:

O Evangelho 

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/08/o-evangelho.html

06/12/2024

A mentira não serve à glória da verdade.


O uso do espantalho no embate de ideias.

Infelizmente, muitos, para defenderem a sua ideia sobre qualquer coisa, importante ou não, usam do expediente da criação de um espantalho para se referir à ideia do outro, do seu oponente. 

Assim, no embate de ideias, o defensor de uma ideia costuma expor para seus ouvintes, que ele deseja que sejam convertidos em seus partidários, não os fatos verdadeiros e justos sobre o seu oponente, mas muitas vezes cria-se um espantalho sobre o que o seu adversário pensa ou faz, fazendo dele um execrável boneco do Judas, digno de ser malhado, uma narrativa baseada em distorções, em preconceitos, em desonestidade, em exageros e em mentiras para que seus ouvintes desenvolvam repulsa por ele sem que necessariamente tenham compreendido os seus pontos de vista, e por isso se tornem adeptos das suas ideias.

É como dizer que, como historicamente foi feito, "cristãos são canibais", uma mentira absurda baseada numa interpretação maldosa do sacramento da ceia que alguns opositores do cristianismo propagaram em determinados contextos para fazer com que muitas pessoas reajam com ódio e preconceito aos cristãos, mantendo distância desta fé.

Ou seja, muitas vezes a adesão à alguma ideia não é porque o ouvinte do debatente compreendeu a verdade, mas sim porque ele reagiu à uma propaganda enganosa. 

Infelizmente esse tipo de desonestidade é usado por muitos tanto no campo da política, ou da religião, ou em qualquer área em que exista o embate de ideias. Se para atrair alguém para o meu lado eu menti sobre o meu adversário, a pessoa que está ao meu lado foi enganada e não está ali de forma verdadeiramente consciente e pode ser que, quando estiver mais consciente, ela mude de opinião e de lado.

A verdade não se receia de coisa nenhuma, nada podemos fazer contra ela (2 Coríntios 13: 8) e para fazê-la resplandecer sobre quaisquer ideias ou coisas nós jamais deveríamos usar de corrupções dos fatos, ainda que esses fatos digam respeito ao meu adversário. Não coopera com o triunfo da verdade o uso de desonestidade, de manipulações nem de mentiras. Para a evidência da verdade deveria-se usar sempre apenas a verdade. Somente ela satisfaz a nossa consciência e nos proporciona um fundamento verdadeiramente seguro. E se você não tem muito conhecimento sobre os fatos que digam respeito ao seu adversário, atenha-se em apenas se dedicar na exposição e defesa daquilo que você realmente sabe.

"Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a VERDADE, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim."

(João, 14: 6)

Considere que servir ao Senhor Jesus, pregando sobre Ele, sobre a Palavra de Deus, está se servindo à Verdade que, em última instância, diz respeito ao Ser de Deus que nos foi plenamente e perfeitamente revelado na pessoa do seu Filho Jesus Cristo - Ele é a personificação da Verdade, sendo a própria Verdade plena e absoluta em todos os sentidos, seja espiritual, filosófico, empírico, histórico e testemunhal. Ele é a razão de ser de todas as coisas existentes, sejam deste mundo ou das realidades espirituais que para nós ainda permanecem misteriosas. Ele é o princípio e o fim, seja do tempo, da história e do universo. Dele, para Ele e por Ele são todas as coisas e essa potência onde tudo reside, a base e a razão de ser de todas as coisas, se apequenou no milagre da encarnação do homem Jesus numa pequena fração da história, um fato extraordinário que as Escrituras chamam de "plenitude dos tempos", o Pleroma, o ponto crucial da história e do universo, o tempo em que o Deus criador andou entre os homens como homem de fato, sujeitando-se à própria criação para redimir à sua criatura. E anunciar a Cristo, a Verdade, implica em jamais criar espantalhos sobre o que não é a Verdade do Senhor, ainda que sejam as multiformes mentiras dos homens e de Satanás. Mentir sobre as mentiras é cair em cilada, é usar do expediente do inimigo e tornar-se semelhante a ele. Para resplandecer a verdade eu não posso usar da desonestidade, nem da mentira, pois isso é desonroso para a evidência da verdade.

Para pregar o Evangelho eu devo conhecer apenas ao Senhor Jesus conforme nos ensinam as Escrituras. Essa verdade é gloriosa e isso basta!

12/06/2024

Nem toda aparência de "evangélico" é Evangelho.


Nem toda aparência de "evangélico" é Evangelho.

Na verdade, muitos deles são armadilhas.

Não é porque apresenta a si mesmo como "servo de Deus" que realmente o seja.

Muitos lobos se apresentam como ovelhas, e muitas vezes como pastores - e tá cheio desses charlatões por aí - em variados graus, como acorre em qualquer tipo de corrupção - uns são mais, outros menos, mas todo corruptor é corrupto. Nesses nossos tempos parece que os cretinos estão em maior proeminência! 

Gente indigna de confiança costuma atrair legiões de incautos como seus seguidores. E nessa feira-livre de ofensas ao Senhor ninguém é inocente, nem o enganador, nem seus enganados. Se a proposta for um estudo bíblico responsável ou uma reunião de oração biblicamente orientada sempre aparecem poucos crentes. A resistência e a má vontade imediatamente se manifestam. Mas se for um evento temático, um "culto da vitória", um louvorzão, aí a casa enche. 

Os cultos bíblicos têm sido recorrentemente descartados, substituídos pelo bundalelê gospel, pela fanfarra das emoções, pela psicologização da fé, pela empresatização das igrejas e pelas contemporanizações, porque a forma fiel e ordenada de adoração a Deus não enche as igrejas (e não dá muito dinheiro) e seria "ultrapassada e ridícula", conforme alguns, prepotentemente, dizem - e ainda acusam de "orgulhosos"e de "soberbos" os que resistem à essa mundanização (adjetivos que eu ouço há anos). 

Enganadores reagem às exposições dos seus erros contra-atacando. Normalmente eles dizem que é "capricho" insistir no que é certo à luz (apenas) das Escrituras, que é "mimimi" fazer apontamentos no que precisa ser corrigido, que é "murmuração" expor os descaminhos e os maus ensinos da fé e que é "muito santo" (termo infelizmente usado de forma pejorativa) quem busca os altos padrões das Escrituras. 

A exposição de pecados gera, necessariamente, um dos dois frutos: ou o desejável arrependimento evidenciado na correção dos erros ou o endurecimento do coração comprovado na continuidade e na justificação desses erros. E, infelizmente muitos líderes religiosos têm preferido reiterar seus erros, desvios e rebeliões com justificativas espúrias e mundanas, ou pior, adulterando o sentido das Escrituras para legitimar seus erros. O fruto visto nesses casos, então, é o deplorável endurecimento do coração, o oposto do que a santificação produziria. E no caso do endurecimento comprovado, sendo perseverante, o seu transcurso será a indesejável apostasia. Se errou o caminho, errará também o destino.

Infelizmente, nessa luta pela verdade, alguns pastores que a conhecem a têm relativizado para proteger a sua condição, as suas escolhas, seus feitos e ambições. Já não é incomum afrouxarem a proclamação doutrinária para, em seu lugar, porem em dúvida a boa teologia ortodoxa. Esses são infelizes que se perdem na autoconfiança. Ideias contemporâneas de fluidez já foram acrescidas às convicções de muitos, como um câncer que adoece e como ferrugem que corrói a fé que deveria ser professada e proclamada sem alterações, exatamente como a recebemos dos Apóstolos do Senhor. Não se teme mais beber água do esgoto, pois a presunção de quem o faz o entorpece, levando-o a crer que poderá discernir o bem do mal num amontoado de confusões do qual se alimenta. E assim o afrouxador e relativizador da fidelidade à verdade tem tido seus crescentes pique-niques no parque com o pai da mentira, crendo, tolamente, que sairá imune do veneno transtornador que bebeu na medida em que deu ouvidos à Satanás. 

Não seja o trouxa que se deixa conduzir por falsos mestres e falsos profetas. A Palavra de Deus está aberta, disponível a todos. Confira se o que teu pastor diz corresponde ao ensino do Senhor Jesus Cristo que foi confiado aos seus Apóstolos para conduzir a igreja até o último Dia. Ah, mas como você poderá conferir se não estuda a Bíblia, se não tem base nenhuma para checar as coisas, se a tua leitura é apenas rasa, superficial, sempre se contentando com o mínimo possível, sendo, portanto, estéril e subserviente a quem te manipula?

O conhecimento das coisas de Deus é um tesouro que se adquire paulatinamente. O conhecimento da Palavra de Deus é uma riqueza acumulada ao longo do tempo e que é consolidada por muitas provações e desafios de fé ao longo da vida. O verdadeiro conhecimento de Deus não pode ser meramente teórico, as palavras do Senhor são "espírito e vida". Sem o teste da prática o saber torna-se inútil e sem o conhecimento das Escrituras toda provação resultará em reprovação da fé de um crente que é muito frágil porque foi muito mal fundamentada na rocha.

A ignorância em pessoas adultas não é resultado, apenas, da negligência pessoal, é também (e, talvez, principalmente) o resultado intencional de algum projeto de poder que quer as pessoas subservientes devido ao baixíssimo potencial crítico, seja esse projeto político, religioso ou qualquer outra forma de se ter poder sobre os outros - afinal, qual líder corruptor quer ser questionado por algum dos seus subordinados? Qual tirano deseja ser confrontado pela verdade? Só deseja o conhecimento da verdade, um bem libertador, quem de fato a ama - e o Senhor Jesus é a personificação máxima da verdade. E a verdade deve ser CONHECIDA e os bons líderes devem serví-la, fazendo-a conhecida!

Uma vez um pastor me disse: 

_ Eu sei o que você pensa de mim, pensa que eu sou um falso mestre.

Ao que lhe respondi:

_ Falso mestre é quem ensina falsa doutrina. Ensine o certo e não será um falso mestre.

Diante da feira-livre vigente em que as vozes prevalecentes têm vendido uma fé corrompida e ajustada aos gostos da freguesia, uma realidade em que as distorções e mentiras têm prosperado e elevado perversos ao estrelato religioso, o que fazer? Sempre existe ESPERANÇA, pois o Senhor sempre preserva o seu remanescente fiel - mas será que você é parte disso? É o teu amor pela verdade que comprovará isso. Enquanto muitos têm pervertido o Evangelho (em diferentes graus) uns punhados de crentes fiéis estão perseverando fora dos holofotes - esses crentes sempre existirão! Provavelmente você não encontrará o caminho de Cristo na feira-livre, você terá que buscá-lo de todo o coração, não nas superfícies, e o Senhor mesmo te conduzirá pela verdade, mas ela está num caminho estreito e apertado, não nos holofotes nem nas facilidades, pois conhecer a Cristo é uma jornada de redenção, de auto-renúncia e de mortificação do pecado em perseverante santificação.

Leia também:

Crentes servindo neste mundo

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Igreja de Laodicéia 

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Beber água do esgoto

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Falsos profetas e pastores fiéis 

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28/03/2024

Minha relação de amor e de angústia com a Igreja.

Minha relação de amor e de angústia com a Igreja.

Já fui expulso de igrejas evangélicas 2 vezes - e debaixo de porrada, e sob acusações mentirosas respondi a um processo porque comecei a comparar as práticas das igrejas com os ensinamentos da Bíblia.

Já tive crises profundas de fé e fui tomado por desesperança a respeito das igrejas da nossa época. Já as quis fechadas e hoje trabalho pela sua expansão.

Sofro de persistente sentimento de inquietação e descontentamento quando penso no poder e na Graça da igreja ideal que a Bíblia me faz almejar em contraste com as igrejas políticas, pouco atuantes, interesseiras, marqueteiras, infantilizadas, sentimentais, orgulhosas, antropocêntricas e divididas que temos na atualidade.

Mas não desisto!

A noiva de Cristo é linda e deve estar à altura da Glória do seu Salvador. Porcarias não servem!

* Texto de 27/11/2016 que ainda é uma realidade para mim.

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Viver de arte no Brasil.

Texto de 15/02/2016

Como desenhista autônomo eu, muitas vezes, enfrento crises. E não sou o único.

Assim respondi a um desabafo de um colega que está pensando em abandonar, nem que seja por um tempo, esse ofício:

"... também sou desenhista e cristão, desenhar é minha profissão - autônoma - marcada por altos e baixos, alegrias e frustrações e já tive expectativas sobre usar meus desenhos para servir à fé, e fazer disso o meu ganha-pão, mas entendi que não funciona assim. Sempre, sempre teremos que nos virar, encontrar meios de emplacar trabalhos que no Brasil não são tão valorizados como em alguns países onde as artes são mais apreciadas. Por isso essa tua frustração eu conheço bem, já quis largar os desenhos algumas vezes e esse ofício solitário e muitas vezes desvalorizado é marcado por uma relação de amor e ódio. Contudo, trata-se de uma dádiva, não como são os dons espirituais mas desenhar e pintar são artes de captar o mundo ao redor e reinterpretá-los às vezes com beleza e outras com feiúra, com críticas, com alegria ou com dor. Dessa forma, mesmo essa frustração pode ser uma ferramenta proveitosa para aprimoração da tua arte, para consolidar o artista que subsiste e persevera a despeito de crises e que não pode ser regido nem por dinheiro, nem pelo reconhecimento das outras pessoas. Todo artista verdadeiro assim o é por causa de uma sensibilidade diferente e que pode ser ainda muito mais potencializada por ser um cristão, alguém que aprende com Cristo a colocar seu coração nas coisas corretas. Por isso, a despeito de um momento de crise - que também experimento vez por outra - as boas e ruins experiências não podem extinguir o que tua capacidade criativa produz com os traços das tuas mãos."


15/03/2024

A luta pela verdade


 Na luta contra as diversas formas de abordagens que tentam minar a velha e sã doutrina da fé cristã, todos os relativismos, releituras e progressismos que se multiplicam nos nossos tempos são como os moleques na luta em que o mais velho representa a perseverança no que jamais deve ser mudado - mesmo que nessa luta a gente perca diversas batalhas, a causa é nobre e não deve ser negligenciada mesmo ao custo do nosso bem pessoal e mesmo ao custo da própria vida, porque os desígnios de Deus são eternos e a sua Lei não muda.

O Evangelho do Senhor Jesus Cristo é a verdade e não aceita relativizações.

A Armadura de Deus 

"10. Finalmente, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder.

11. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes permanecer firmes contra as ciladas do Diabo;

12. pois não é contra carne e sangue que temos que lutar, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes do mundo destas trevas, contra as hostes espirituais da iniqüidade nas regiões celestes.

13. Portanto tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, permanecer firmes.

14. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça,

15. e calçando os pés com a preparação do evangelho da paz,

16. tomando, sobretudo, o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno.

17. Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus;

18. com toda a oração e súplica orando em todo tempo no Espírito e, para o mesmo fim, vigiando com toda a perseverança e súplica, por todos os santos."

(Efésios, 6)

30/01/2024

Temendo o mundo.

 


Temendo o mundo.

"Digo-vos, amigos meus: Não temais os que matam o corpo, e depois disso nada mais podem fazer.
Mas eu vos mostrarei a quem é que deveis temer; temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno; sim, digo, a esse temei.

Quando, pois, vos levarem às sinagogas, aos magistrados e às autoridades, não estejais solícitos de como ou do que haveis de responder, nem do que haveis de dizer."
(Lucas, 12: 4, 5 e 11)

Um famoso congresso cristão no nordeste do Brasil teria dentre os seus preletores um pregador que é odiado por progressistas por causa da sua teologia fiel - isso porque na carta do Apóstolo Paulo a Filemon, o Apóstolo intercede por Onésimo para ser aceito novamente como servo do seu senhor num texto neotestamentário que não toma partido na causa da escravidão - isso porque o Evangelho visa a salvação do homem para um Reino vindouro e não visa uma redenção social, nem a restauração deste mundo como desejam os progressistas, um ensino simples e evidente reafirmado pelo preletor detestado, um escândalo para quem faz "teologia" social em lugar de teologia bíblica. 

Em pouco tempo a horda de progressistas arregimentou um exército barulhento nas redes sociais e ameaçaram transtornar o evento caso esse pregador participasse dele. Diante disso a direção do evento temeu pelas possíveis consequências e cedeu às pressões, cancelando a participação do preletor indesejado pelos progressistas - isso foi uma vitória deles!

Agora, "empodeirados", eles poderão refazer as mesmas pressões quando quiserem se qualquer preletor for contra quaisquer pautas progressistas. O cara tem posicionamento contra a causa LGBT+? Cancelem esse evento homofóbico ou quebraremos tudo! Não terão pastoras dentre os palestrantes? Cancelem, é misoginia! Não terão palestrantes representantes de outras crenças? Cancelem por intolerância religiosa! Falem somente o que queremos ou incendiaremos tudo!

Diante da concessão feita, agora a militância está mais empoderada. Está como o "Zé Pequeno", do filme "Cidade de Deus", que, no avanço dos seus domínios intimidava os outros "donos de bocas" dizendo "quem disse que a boca é tua, mané?" ou, aplicado ao contexto do congresso, os ímpios estão se impondo soberbamente e já estão decidindo quem pode e o que deve ser dito num congresso cristão - e se eles se sentirem um pouco mais encorajados, e isso pode ser questão de tempo, poderão dar outros passos para impor as mesmas ingerências às igrejas e aos seus cultos: "vocês não têm direito de falar em pecado, isso é discurso de ódio!"

Tem outro filme (muito ruim) cujo título soa como princípio que deveríamos considerar: "Retroceder nunca, render-se jamais!". Em questões de fé e de prática onde a verdade de Deus é evidente nós jamais deveríamos recuar. Nós estamos em guerra espiritual e não podemos ceder diante das ameaças do inimigo. Suas investidas não cessarão.

Essas demonstrações de temor diante das pressões do mundo não são vistas apenas em congressos cristãos ou nas mídias e nas redes sociais, mas também são amplamente vistas em outras esferas da vida pública, nas atitudes dos cristãos de se omitirem e de se esconderem diante dos mais variados avanços da iniqüidade. Lá na empresa foi adotada uma política de promoção da causa LGBT+ e os cristãos ficaram caladinhos por medo de sofrerem sanções e de perderem seus empregos. Agora a onda é promover as causas identitárias, os empoderamentos e o aborto tem sido tratado como se fosse uma causa justa, e os cristãos da empresa, da faculdade ou de qualquer outra coisa fingem que não vêem ou que não tem nenhum problema em pecados serem celebrados como bandeiras que nossos atuais contextos defendem.

Não percebem que é exatamente esse o princípio da "marca da besta" de Apocalipse 13: 16 - 18, o de ter em sua testa (consciência) e na sua mão (trabalho) o domínio de um sistema regulador anticristão que lhe permita comprar e vender sob a autoridade do pecado agindo no mundo a quem você é subserviente? São muitos os cristãos que têm vendido sua atuação como testemunhas da verdade do Senhor pelas benesses do sistema de um mundo caído e condenado.

"Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.
Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não vem do Pai, mas sim do mundo.
Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus, permanece para sempre."
(1 João, 2: 15 - 17)

Esqueceram?

Ceder aos inimigos não é próprio à fé. Omitir-se não é opção dada aos cristãos.

Leia sobre isso neste link:

"Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; nem os que acendem uma candeia a colocam debaixo do alqueire, mas no velador, e assim ilumina a todos que estão na casa." (Mateus, 5: 14, 15)

Se os ímpios estão se organizando para nos atacar, que venham. Nós os confrontaremos com a pregação do Evangelho. Nisso teremos oportunidades para dar maior testemunho do nosso Senhor. A fé implica em sofrer por seus valores, como ensinou e predisse o Senhor Jesus, o autor e consumador da fé:

"Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguiram e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa.
Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós."
(Mateus, 5: 10 - 12)

Fonte:

28/01/2024

Nada podemos contra a verdade

 "Porque nada podemos contra a verdade, porém, a favor da verdade." (2 Coríntios, 13: 8)

A Palavra de Deus é a manifestação da verdade, e contra os seus desígnios nada podemos fazer, não podemos retardar os decretos de Deus, não podemos anular sua Lei e seus efeitos, sobrando a nós, apenas, nos submetermos ao que Deus diz e assim cooperar com a sua vontade, ou, em casos de rebelião e de insubmissão, arcarmos com as consequências do Juízo divino.

Mas existe um hiato, um tempo entre a palavra dita, ensinada e proclamada, que deve ser crida ou que pode ser resistida e o seu cumprimento por completo. O Senhor Jesus Cristo glorificado ainda não retornou a este mundo condenado para impor o seu juízo, e enquanto Ele não vem nós "podemos" crer ou não crer, e pior, podemos manipular o que jamais deveria ser manipulado.

Como Palavra de Deus, atualmente temos um livro, a Bíblia, e como qualquer literatura ela pode ser lida e as suas interpretações variam em grau das cuidadosas e tementes até as mais variadas formas de escracho e manipulação feitas por embusteiros mal-intencionados. E, infelizmente, muitos são os cínicos que parecem se assenhorar dos textos bíblicos para manipulá-los como se Deus pudesse ser sujeito aos seus desmandos, como se a verdade pudesse ser torcida e a usam para os mais variados propósitos, incluindo o uso político, a busca por poder e riquezas ou usam a manipulação religiosa como instrumento de opressão. Eles mentem usando a verdade exatamente como Satanás fez em todo relato bíblico em que aparece.

Vivemos, então, um triste, lamentável e decadente tempo, amplamente predito nas Escrituras, de grande apostasia  (Mt. 24, 1 Tm. 4; 2 Tm. 4) em que parece que a verdade de Deus tem sido amplamente proclamada e ensinada, mas por causa das variadas distorções tem se produzido um tipo estranho de fé e de vida cristã que é muito diferente do padrão escriturístico e temos visto cultos que são verdadeiras adorações ao próprio ego disfarçados em conceitos inventados e idólatras de Deus e de falsificações do seu Cristo em lugar de cultos bíblicos e cristocêntricos que se baseiam na glória de Deus somente.

Esses agentes da apostasia pensam que está tudo bem em agirem como agem, porque lhes parece que a verdade pode ser relativizada e a santidade de Deus ignorada. Mas seus pensamentos são enganos porque é só passar o hiato do tempo presente para colherem o juízo por toda afronta à verdade que cultivaram.

A verdade é clara, é auto-evidente, é poderosa, transformadora, indomável e libertadora. Ela não pertence a homens nem às suas organizações, mas foi graciosamente concedida à igreja para serví-la, para desfrutar dela a a anunciar ao mundo, porque a Verdade é a pessoa e a obra do Senhor Jesus Cristo, o Deus encarnado que se revelou neste mundo para salvar ao seu povo - e nada podemos contra seus feitos.

06/11/2023

Guerra ideológica

"E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus."

(Romanos, 12: 2)

Todas as épocas foram, são e serão de confronto do mundo e das suas cosmovisões e ideologias contra as verdade de Deus, especialmente a verdade revelada do Senhor Jesus Cristo e que foi confiada à sua Igreja, de quem o sistema mundano é inimigo e a quem combate, incansavelmente.

E, ainda que estejamos em "guerra" (Ef. 6: 10) constantemente, as demandas da igreja de uma época são as demandas da SUA época. Ou seja, o tempo da nossa atuação como embaixadores do Reino do Senhor é o tempo PRESENTE, com as demandas que se apresentam no AGORA, porque esse é o nosso tempo e é o nosso campo de ações.

E nessa guerra constante, mas comumente dissimulada das múltiplas mentiras com suas perversões contra a verdade, nós precisamos estar atentos para os meios como a imposição da mentira tem se instrumentalizado. E temos que tomar precaução e medidas contra essas coisas.

Já não existe mais imprensa no Brasil. 

Sobre o poder da corrupção, das distorções dos fatos e das massificações.


O que temos são empresas de mídia subservientes aos poderes constituídos. São profissionais de mídia, de jornalismo e das comunicações prostrados sob a tirania dos togados do STF, vendidos para as verbas governamentais de publicidade e cerceados pelas ordens no que devem ou não devem comunicar, apoiar ou noticiar. 

Os poderosos dos conglomerados de mídia são comerciantes das informações voltadas ao grande público. São domadores de carneiros e de ratos no atacado. Eles vendem, a altos preços, o que seus clientes querem que seja noticiado. E o grande cliente, nesse momento, é o desgoverno petista do descondenado. E esse desgoverno tem à sua disposição rios de dinheiro vindos da corrupção que é bancada com o aumento desordenado de impostos. Você é apenas o gado que abastece a vilania, um estúpido de boca aberta para receber o feno que te dão para te tomarem a tua carne. Como dizia um âncora de um famoso telejornal, a audiência deles é mero Homer Simpson, o estereótipo do imbecil.

Você que ainda dá audiência para a Globo e suas ramificações, ou que se instrui ou atualiza pela Folha de SP, Estadão e grandes portais da internet, você está apenas sendo DOUTRINADO, manipulado, lobotomizado, desrespeitado e usado como massa de manobra.

Liberte-se ou seja estúpido!

E nos diziam que gado era quem apoiava o ex presidente...


Ridículos e absurdos!

Sobre movimentos de manada e a facilidade de se promover manifestações acaloradas baseadas em distorções dos fatos e motivadas por bandeiras ideológicas especialmente contrárias aos valores bíblicos.


Num vídeo a militância mentirosa, oportunista e panfletária do sr Júlio Lancelotti, um "padre" que confunde a fé cristã com a luta de classes marxista. Um verdadeiro anticristão.

No outro a micareta nonsense dos esquerdistas, que à semelhança do patético "levante por Maduro" agora canta:

"Ôoo, em 79 foi o Irã

Em 2000 o Hesbolá

Em 21 o Talibã

Agora é hora do Hamas

Ôoo, Hamas olê olê olê

Hamas olê olê olê"

Desprezíveis!

Veja: 

"Governo amigo dos terroristas "

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/10/desgoverno-amigo-dos-terroristas.html

"É preciso orar..."

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/10/e-preciso-orar-para-que-o-senhor.html

"Minha oração recorrente pelas autoridades"

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/03/minha-oracao-recorrente-pelas.html

Não seja um cretino antissemita!

Sobre a facilidade de se mobilizar multidões para praticarem a caça e o cerceamento de quem for rotulado como desafeto ou inimigo e que muito facilmente pode acarretar em perseguições, hostilidades e genocídios - em breve praticados contra os cristãos (Ah, não se preocupem, "crentes" progressistas ou isentões, o problema nunca será contra vocês, pois vocês são partes centrais do problema).

Para entender, pelo menos um pouco, sobre as disputas entre Israel e o povo palestino e os recorrentes conflitos com os países muçulmanos vizinhos e não correr o risco de ser um néscio que adota discursos antissemitas e que acaba cometendo o grave e estúpido pecado de apoiar organizações terroristas como o Hamás, recomenda-se o mínimo de discernimento moral e conhecimento de história - e um recomendável caminho para para isso é o serviço prestado pelo Professor Hoc no seu canal do YouTube:

https://youtube.com/@ProfessorHOC?si=jHvuESBMgJ6GlBpW


Veja: 
"Os judeus que rejeitam ao Senhor Jesus"

"Crentes corajosos"

"Possível desdobramento da guerra:"

O ENEM é uma piada!

Sobre a massificação empreendida pelo Estado para promover o inculcamento de valores pervertidos nos jovens, suas completas subserviências e a cauterização das consciências nas gerações futuras.

(A única PROTEÇÃO e o único ANTÍDOTO para esse mal é praticar e obedecer Deuteronômio 6 - os PAIS devem educar seus filhos inculcando neles a Palavra de Deus - pais negligentes entregam seus filhos a Moloque e Mamon)

Quando se fala numa prova de conhecimentos o esperado é que fatos e coisas verdadeiras sejam os temas das questões. Mas não! No ENEM existe todo um direcionamento para uma ideologia esquerdista que quem faz a prova deve subscrever, mesmo que sua consciência negue seus abusos e absurdos. 

A prova foi um grande panfleto em que o examinado deveria responder não o que sabe, nem sempre sobre fatos, nada de historia nem de geografia, mas muito de causas identitárias, de luta de classes, de feminismo, de celebração de religiões animistas e de todo um enlatado de ideologias que o novo marxismo está empreendendo para desconstruir os fundamentos da civilização. 

Então o exercício de quem fez a prova não foi comprovar conhecimentos, mas sim o de fazer o sofrível exercício de pensar como o inimigo e fazer a prova como se tivesse a cosmovisão pervertida dos esquerdistas, e assim responder o que essa militância venenosa quer que seja respondido numa prova de falsidades.

Essa prova não atesta conhecimentos, ela seleciona militantes. E se a mente militante é a desejada para as universidades não fica difícil prever que o futuro deste país será tenebroso e lastimável.

Provavelmente o maior problema do Brasil na atualidade, um problema sobre o qual poucos estão atentos mas que a muitos têm impactado, é o da esquerda ter cooptado o sistema educacional fazendo de grande parte das crianças e dos jovens reféns cativos das abordagens profundamente ideológicas de um exército de "educadores" que têm se dedicado a fazer dos seus alunos os futuros militantes do novo marxismo. Nesse esgoto educacional incontáveis pais, cristãos inclusive, têm perdido os seus filhos para as garras ideológicas que em todas as suas abordagens miram na desconstrução dos fundamentos da civilização e, especialmente, nos fundamentos e nos valores cristãos.


Em todo ENEM ou Vestibular caem textos de figurinhas carimbadas como Chico Buarque, Caetano Veloso e outros "heróis canônicos" que marcaram a produção artística da esquerda brasileira nos tempos da ditadura militar.

Mas e se o próprio "herói" não souber resolver a subjetividade de uma questão do ENEM que tenha algum dos seus textos?

Tem certo ou errado nisso ou o que vale é a imposição subjetiva dos militantes que montam, que aplicam e que corrigem essas provas?

O certo seria cancelar a questão.

Veja:

"Educação dos filhos"

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/02/educacao-dos-filhos.html

"Estamos em guerra"

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/06/estamos-em-guerra.html

"Tática de subversão do ocidente em curso"

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/08/tatica-de-subversao-do-ocidente-em-curso.html

"O cobiçado topo da civilização"

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/08/o-topo-cobicado-da-civilizacao.html

14/07/2023

Somente Jesus Cristo basta - a fé cristã é exclusivista e é excludente.


 Somente Jesus Cristo basta!

Alguém que, de fato, crê no Evangelho do Senhor Jesus Cristo, fé que é a única espiritualidade que verdadeiramente nos reconcilia com Deus e faz com que tenhamos comunhão real com Ele, e que é suficiente e eficaz em todos os seus efeitos por ser completa; não recorrerá a muletas complementares como se a fé cristã delas precisasse, como se pudesse ser aperfeiçoada, como se a perfeita mediação feita pelo Senhor Jesus Cristo entre Deus-Pai e nós fosse incompleta, imprecisa ou carecesse de ajuda. 

As expressões religiosas que se utilizam de Jesus mas que recorrem a complementos que vão além da fé suficiente na pessoa e na obra do Senhor são perversões da verdade, são adulterações ofensivas a Deus.

A devoção de recorrer às supostas intercessões de Maria, a bem-aventurada mãe do Senhor, é um incremento estranho à verdadeira fé cristã, ainda que seja um costume antigo que é amplamente praticado e de várias formas. A longa persistência dos homens no erro não torna esse erro aceitável. A mentira continua sendo mentira mesmo quando é repetida muitas e muitas vezes por multidões que a tratam como se fosse verdade. Essas pessoas estão enganando a si mesmas.

Maria não ouve orações de ninguém e as devoções às suas múltiplas imagens constituem pecado de idolatria. Como verdadeira serva do Senhor, Maria jamais tomaria para si uma prerrogativa que é exclusiva do Senhor, ela não é intercessora e não é mediadora entre nós e Deus pois essas funções pertencem ao Senhor Jesus Cristo somente.

Semelhantemente, o crente em Jesus não acrescentará à sua fé no Evangelho, que é suficiente, a devoção aos santos, nem fará orações a eles, nem aos anjos, nem a quaisquer outras coisas, pessoas ou espíritos, sejam invisíveis ou visíveis, ainda que tenham aparência de piedade ou que tenham testemunho notadamente cristão repleto de virtudes. Há um único Mediador a ser invocado e no nome de quem oramos, Jesus, e nada, nem ninguém, pode ser objeto de devoções além da excelência, perfeição e completude do Senhor Jesus, o Deus-encarnado que ressuscitou dos mortos, triunfando da cruz e que agora está assentado à destra de Deus-Pai, de onde reina sobre toda a criação e intercede pelo seu povo eleito que foi comprado pelo seu precioso sangue derramando no Calvário.

Também os cristãos não recorrerão às consultas aos espíritos dos mortos, pois além de ser uma afronta a suficiência de Cristo também constitui em consulta aos demônios enganadores, uma vez que os espíritos dos mortos não podem se comunicar com o mundo dos vivos. Os cristãos não recorrerão aos misticismos nem às mediunidades e não se devotarão aos falsos deuses nem aos ídolos das outras religiões, como se fosse possível uma cooperação entre diferentes crenças, como se o engano religioso e espiritual fosse aceitável pelo Santíssimo Deus que não tolera idolatrias, nem sincretismos religiosos, nem politeísmos, e que não divide a sua glória com ninguém. Não se põe o Senhor Jesus em igualdade ou sinergia, seja em devoção, nem no reconhecimento da sua verdade, nem do seu poder ao lado de Maomé, ou Buda, ou Krishna, ou de quaisquer outros nomes que as falsas religiões tratam como lideres religiosos, profetas ou manifestações da verdade divina. A fé cristã é exclusivista e é excludente. Perante a verdade sublime do Senhor Jesus Cristo as outras proposições religiosas, todas elas, são falsificações idólatras e ineficazes para nos dar qualquer tipo de acesso a Deus e às suas misericórdias, e todas essas expressões de falsa religião mentem e aumentam culpas aos pecados dos seus praticantes, condenado-os também pelo pecado da idolatria, e de subverter a mentira em verdade, e dos misticismos, e de recorrentes rebeliões contra o único Deus verdadeiro que nos dá acesso a si mesmo unicamente através da fé no Evangelho do Senhor Jesus Cristo.

Também aos crentes em Jesus é vedado recorrer aos antigos ritos religiosos do Antigo Testamento que estão presentes na religião judaica, pois esses ritos e a estrutura religiosa descritos e ensinados na Bíblia antes da vinda do Messias caducaram uma vez que todas essas coisas apontavam para o seu cumprimento, como sombras que foram dissipadas pela luz manifestada na encarnação do Deus-Homem, o Unigênito de Deus que cumpriu plenamente as Escrituras, os ritos da antiga religião e do antigo Templo que cumpriram o seu propósito de apontar para a vida e a obra do Senhor Jesus Cristo, o verdadeiro Cordeiro oferecido no holocausto da cruz, cumpridor da Lei de forma perfeita e definitiva.

A Graça de Deus consiste no fato de que Ele se faz acessível pela fé no Evangelho do Senhor Jesus Cristo, que é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. Por que, então, se perder nas crenças e nas práticas das falsas religiões quando a verdadeira nos é oferecida?

Creia no Senhor Jesus Cristo, somente nele, como prescreve a boa-nova do seu Evangelho, se arrependa dos pecados, incluindo o pecado dos enganos religiosos, abandone essas mentiras e siga ao Senhor Jesus, o único Mediador entre Deus e os homens e a única verdade pela qual somos salvos.

28/03/2017

E se os Mártires da Igreja Primitiva fossem adeptos do politicamente correto como muitas igrejas o são atualmente?

Fiz algumas montagens de imagens que representam algumas das cenas de martírio de cristãos da Igreja do Primeiro Século com mensagens que habitualmente são pregadas pelos pregadores modernos, líderes que evitam falar de pecados, que evitam se indispor e que primam pelo politicamente correto.

Será que combina?

Abaixo de cada montagem (quase que sacrilégios) eu postei alguns versos bíblicos que refutam as frases que estão dentro dos quadros.


"Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele." (1 João 2:15)

"Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus" (Mateus 5:10)


"E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo,

E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé;

Para conhecê-lo, e à virtude da sua ressurreição, e à comunicação de suas aflições, sendo feito conforme à sua morte;

Para ver se de alguma maneira posso chegar à ressurreição dentre os mortos." (Filipenses 3:8-11)


"Como está escrito:Não há um justo, nem um sequer.
Não há ninguém que entenda;Não há ninguém que busque a Deus.
Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis.Não há quem faça o bem, não há nem um só." (Romanos 3:10-12)


"Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê...
Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá pela fé."
(Romanos 1:16,17)


"Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino,
Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.
Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;
E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas."
(2 Timóteo 4:1-4)


"Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus." (Romanos 12:1,2)


"Saiba que aquele que fizer converter do erro do seu caminho um pecador, salvará da morte uma alma, e cobrirá uma multidão de pecados." (Tiago 5:20)
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IGREJAS "EQUILIBRADAS" QUE TENTAM CONCILIAR O EVANGELHO COM AS ALEGRIAS E REALIZAÇÕES NESTE MUNDO.

"Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele." (1 João 2: 15)

Segundo as palavras de Jesus, para que serve o sal que se tornou insípido senão para ser lançado no chão e ser pisado (subjugado, humilhado) pelos homens? (Mateus 5: 13)

A inutilidade de uma igreja predominantemente covarde, apática, envolvida com as preocupações dessa vida, com dinheiro, carreira e prestígios (lembremos da parábola do semeador quando trata dos espinhos sufocantes - Mateus 13: 22) e que se tornou morna (prestes a ser vomitada - Apocalipse 3: 16) são evidências alarmantes do desvio da sua função, da sua apostasia. O mundo mergulhado em iniquidade crescente é apenas uma consequência de uma luz que se apagou (Romanos 1: 21) e a primeira coisa que os "remanescentes" cristãos precisam fazer é, por meio do arrependimento praticado e conclamado, retornarem às práticas exigidas pelo Evangelho sem as misturas "conciliadoras" dos pensamentos modernos.

Onde estão as bem-aventuranças proclamadas por Jesus? (Mateus 5: 1 - 15)

É absurdamente frustrante o predominante reducionismo que se faz nas exposições bíblicas públicas na atualidade.

Quando tudo o que se procura são remédios para relacionamentos interpessoais, ou para dores, lutas e dramas humanos em lugar de se objetivar a glória do Deus que se revela numa pregação genuinamente bíblica e cristocêntrica, o que se alcança com esse reducionismo, um desvio de propósito, é o empobrecimento da fé vivenciada que se traduz no nanismo, na fraqueza e na irrelevância de igrejas inteiras que acabam descaracterizadas de tão incapazes de cumprirem a sua missão proclamatória da Graça e do Juízo de Deus.

E se a leitura sistemática do Evangelho te criar sérios problemas com o sistema em que você vive?

E se você perceber que Jesus não ensinou e não quer que os seus seguidores se adequem ao mundo ao redor?

E se Jesus te fizer entender que antes de você, Ele mesmo teve problemas porque pregou um tipo de amor - o de Deus - que não é complacente?

E se você perceber que muitas das abordagens que são feitas a respeito do Evangelho servem mais às resoluções dos problemas que o Evangelho causa, servem mais às adequações das pessoas ao seu mundo e servem mais à complacência que resulta em fraqueza de fé - coisas opostas do que pretende o Evangelho?

Não se engane! O cristianismo bíblico, verdadeiro, não é adepto das ideias atuais do "politicamente correto" porque a Verdade não pode ser adulterada, nem negada.

"O sangue dos mártires é a semente da igreja."
Tertuliano

04/03/2016

Carisma - sobre a capacidade que algumas pessoas tem de "enfeitiçar" outras pessoas


Carisma é uma habilidade que algumas poucas pessoas têm para angariar simpatizantes de uma forma pouco explicável.

Algumas pessoas tem a capacidade de "enfeitiçar" outras pessoas com o seu modo de falar, de gesticular, de olhar...

Elas transmitem uma falsa confiabilidade.

Uma pessoa carismática consegue seguidores quando fala verdades (quando usa seu "dom" para esse fim - poucos fazem isso), mas também consegue, inexplicavelmente, muitos seguidores ao falar mentiras - nesse caso o seu carisma foi mais determinante para conquistar devoções vulneráveis do que a racionalidade. Uma pessoa carismática pode ser reconhecida em psicopatas como Charles Manson, em ditadores como Hitler ou, como no nosso caso Tupiniquim, no líder da quadrilha petista chamado Lula - ouví-lo é quase que ser enfeitiçado, é ser inclinado, contra todas as evidências, a acreditar que ele é mesmo a alma mais pura e bondosa desse país.

Nunca, nunca dê ouvidos ao Diabo, ele é sedutor, dotado de uma capacidade de enfeitiçar, é carismático mas é mentiroso e homicida ao passo que nem sempre a verdade vem dentro de embalagens agradáveis à vista, pois é nua, crua e não teme ser investigada.

A verdade fere por ser implacável e exigente de um alto padrão ao passo que a mentira só pode subsistir sob disfarces que agradam os nossos enganáveis sentidos.


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Sermões rasos sabotam as Escrituras

Um sermão baseado numa reflexão rasa e cheia de opiniões pessoais acerca de um texto qualquer das Escrituras pode mais obscurecer do que esclarecer as verdades contidas nesse ou em qualquer outro texto bíblico.

O pecado de muitos pregadores de imporem as suas desnecessárias opiniões numa exposição preguiçosa dos textos bíblicos em suas trágicas pregações é um dos principais causadores do desconhecimento que grande parte das pessoas que se dizem cristãs têm acerca da fé que afirmam professar e, por consequência disso, grande parte dessa cristandade é inapta para desempenhar o seu papel de discípulos de Cristo neste nosso tempo.


O máximo que esses maus pregadores, que são sabotadores do Evangelho de Cristo, conseguem fazer com o seu falatório religioso é reduzir a grandeza da Palavra de Deus a algo que ela não é: em seus sermões ela é reduzida a regras e fardos reguladores de costumes e de práticas meramente morais voltados para a manutenção de um sistema religioso sem nunca alcançarem efetivamente o propósito transformador, libertador, redentivo e glorioso do Evangelho.

09/07/2015

Deus e a diversidade religiosa

Respondi assim a uma pergunta feita por uma pessoa muito querida sobre as diversas interpretações religiosas - são tantas as religiões e dentro do cristianismo são tantas igrejas diferentes... 

Será que haveria alguma verdadeira? Será que existe uma verdade sobre a salvação?

Graças a Deus, o Evangelho de Cristo pode ser conhecido sim! Nele aprendemos sobre o caminho de Cristo, sobre quem é Deus e sobre quem somos aos seus olhos. Mas muita gente, religiosa ou não religiosa, faz suas interpretações a bel-prazer, na maioria das vezes não conhecendo aquilo sobre o que palpitam e isso acaba criando uma diversidade tão grande de opiniões que na verdade têm muito pouca importância diante da verdade de Deus que é negligenciada.

Trata-se de uma escolha: opiniões ou verdadeiro conhecimento sobre o que o próprio Deus ensina sobre si? (Hebreus 1: 1 - 3)

Bem, a Bíblia está aí e o caminho de Cristo está aberto a quem quiser seguir (João 14: 6), mas esse caminho é estreito (Mateus 7:14), exige auto-renúncia e sacrifício (Mateus 16:24) e é diversas vezes muito mal interpretado (Mateus 23:13) tanto por desconhecimento como pela opção que muita gente faz de simplesmente continuar vivendo indiferente a Deus e servindo aos seus pecados.

Na verdade, a verdadeira pergunta é: quem quer ir por esse caminho? Essa mesma pergunta responde quem será salvo.


Trecho de uma pregação de John Piper sobre a Supremacia do conhecimento de Cristo


E sobre uma variedade tão grande de deuses e isso leva à inevitável pergunta:
Haveria algum deus ou religião verdadeiros?

Bem, diante dessa questão existem 2 possibilidades óbvias e uma terceira que faz parte do pensamento histórico cristão mas que, parece, não deve ser do conhecimento de muita gente. Mas vamos às 2 possibilidades óbvias primeiro para depois tratar da terceira:

1) Todos os deuses (e religiões) são verdadeiros, e dessa forma todos os caminhos levariam a "deus" (e deus pode ser um ser celestial, uma realidade, um sentimento, um ideal, um lugar, etc)...
Se pensarmos bem, isso não pode ser verdadeiro por uma razão muito simples - as religiões são excludentes, as doutrinas de uma religião não "casam" com o que é ensinado pela outra!
Veja: Cristo afirma que é o único caminho e que ninguém vai ao Pai a não ser através dele e a Bíblia ensina que somos somente salvos pela fé em Cristo, um ato da Graça de Deus e que vivemos somente essa vida e após ela teremos o juízo. Ou seja, o cristianismo é exclusivista - mas não só ele! O budismo de forma semelhante ao hinduísmo ensinam que por meio de reencarnações suscetivas nós evoluímos até alcançarmos a perfeição absoluta, mas essas crenças divergem radicalmente quando o hinduísmo cultua milhares de deuses enquanto que o budismo não cultua nenhum. Essas crenças reencarnacionistas foram fundidas a alguns princípios cristãos no espiritismo, que defende as reencarnações e a evolução humana por meio das boas obras que foram extraídas do ensino de Jesus mas reduziu Jesus a mero mestre cósmico ao lado de Buda e de tantos outros. No Islã acredita-se que Maomé teve revelações de Alá dadas por um anjo para reorganizar a bagunça que seria a diversidade religiosa sob uma única doutrina islâmica e reduziu Cristo a mero profeta equivalente a Moisés, Jeremias e tantos outros. No judaísmo acredita-se que a Lei de Deus foi dada a Moisés e eles ainda esperam o Messias que os cristãos dizem ser Jesus.

Vamos analisar: se Cristo for o único caminho então ele desclassifica o caminho apontado por Buda e por Maomé. Se o julgamento e a ressurreição ensinados pelo judaísmo, pelo cristianismo e pelo islamismo forem verdadeiros então a reencarnação pregada pelo budismo, pelo hinduísmo e pelo espiritismo não podem ser verdade. Se Cristo for quem ele diz quem é então Maomé não pode ter recebido revelações verdadeiras porque o que Cristo ensinou e fez seriam a plenitude do que Deus tinha a dizer para as pessoas neste mundo e se Maomé representar essa plenitude então quem mentiu foi Cristo...
Ah, sem contar tantas outras religiões de origem africana, guarani, nórdica, grega, egípcia, etc.

A questão é, falam todos a mesma coisa? Não! São todos verdadeiros? Se formos verdadeiramente honestos e racionais diremos que as religiões são diferentes demais para apontar uma mesma verdade... são, portanto excludentes e não podem ser todas verdadeiras.

2) Todos os deuses (e religiões) não são verdadeiros e são resultado da criação humana na busca de explicações sobre o pós-vida, sobre o significado da vida, sobre o desconhecido, etc de acordo com as diversas culturas em que seus idealizadores viviam. Bem, essa proposição tem feito muito sucesso hoje em dia, está na moda e parece ser muito confortável especialmente a uma geração que tem botado muita credibilidade nos avanços e nos encantos da ciência (um trabalho humano que reflete nossa falibilidade...). O ateísmo (a crença de que não existe deus) ou o agnosticismo (a crença de que pode até ser que deus exista, mas que não pode ser conhecido e que não é assunto importante) estão em expansão num mundo que está relativizando a fé e que está relativizando diversos valores e tradições que foram formados ao longo de séculos por influência da fé. Segundo essa forma pós-moderna de pensamento, para que se conheça a deus ele deveria se mostrar a nós, deveria nos dar provas da sua existência de forma empírica e como ele não faz isso então esse é um assunto que não deve receber importância ou que deve ser combatido. Fé seria coisa de gente fraca, sugestionável e dada a superstições...

Mas...

3) O conhecimento de Deus conforme o pensamento cristão histórico 
(veja http://www.monergismo.com/.../apo.../o-ser-Deus_hoeksema.pdf)
Como cristão eu afirmo que Deus pode ser conhecido, que Deus deve ser conhecido e que Deus se faz e se fará conhecido.
Como?

São algumas as maneiras como Ele se faz conhecido:

A) nosso coração (pode chamar de alma, de essência, de interior, consciência, etc) sabe que existe "deus" mas esse nosso instinto natural não consegue definí-lo ou conhecê-lo verdadeiramente. É mero instinto, como a saudade muito distante de algo ou de alguém, que a teologia chama de "semente do divino". Esse sentimento comum a todas as pessoas em todas as culturas tem relação com o propósito para o qual fomos criados, fomos feitos para desfrutar do ser de Deus e para adorá-lo, então esse "sentimento" faz parte do que somos (http://www.monergismo.com/.../brevecatecismo_westminster.htm), faz parte do propósito para o qual fomos criados. Fomos "projetados" para estarmos intimamente ligados numa comunhão verdadeira com Deus mas essa comunhão foi quebrada pelo pecado e fomos separados de Deus (nossa natureza pecaminosa nos afasta da natureza santa e justa de Deus), sobrando-nos apenas um valor que marca nosso interior e que faz com que as pessoas em suas culturas e civilizações desenvolvam significados, explicações e crenças a partir de uma necessidade comum. É daí que surgiram as religiões. Elas têm muito mais em comum do que se pensa pois partiram de sentimentos e de definições abstratas a respeito de uma mesma verdade e que foram formadas nos mais diversos contextos e, por isso, assumiram as mais diversas formas. Ou seja, as religiões foram formadas não pela revelação de deuses, mas pela necessidade humana de reencontrar o nosso criador tendo somente a si mesmos para tentar definir o que somente Deus poderia oferecer. Em outras palavras, a sua origem não é divina, é humana.

B) a natureza, que a Bíblia chama de criação, ela proclama a existência de Deus. A criação indica a existência de um criador na medida em que ela mesma aspira pela revelação dos filhos de Deus, como ensina Paulo. Deus criou o universo com propósitos e o universo reflete quem Deus é, mas ainda assim não o faz conhecido. Pelo universo presumimos que existe deus, que ele deve ser poderoso, mas não podemos saber a sua vontade, seus planos ou onde encontrá-lo.

C) a auto-revelação de Deus - Deus se revelou na história humana de forma progressiva, gradual. A partir de uma cultura incipiente Ele fez sua Lei conhecida e deu aos homens valores éticos e um destino. A partir do povo de Israel recebemos a sua palavra de forma progressiva, diluída ao longo da história. Conhecemos um Deus que caminha com homens e essa auto-revelação divina (Deus só pode ser conhecido porque ele se fez conhecer) foi registrada em livros que foram juntados no que hoje chamamos de Antigo Testamento. Por essa revelação progressiva que foi escrita o seu povo soube que um dia viria um salvador, o Messias, para redimir o seu povo de um mundo condenado pelo pecado.

D) a plenitude da revelação de Deus ocorreu no que a Bíblia chama de plenitude dos tempos, quando Deus cumpriu suas promessas de enviar o salvador, o Messias (e esse anseio messiânico, ainda que de formas diferentes, é uma característica comum à maioria das crenças religiosas que foram formadas a partir do senso do divino comum a todas as culturas). Cristo é aquele que faria não somente a vontade de Deus conhecida, mas faria o próprio Deus conhecido (Ele é a manifestação de quem Deus é) e que pagaria com a sua própria morte e ressurreição pela salvação de muitas pessoas e essas pessoas ficariam livres, porque foram justificadas, perdoadas, das penas dos seus próprios pecados. Cristo é aquele que nos reconcilia com Deus, que com o seu sangue faz a ligação entre pecadores com a santidade divina, algo que era impossível tornou-se possível e o Deus desconhecido tornou-se conhecível. O conhecimento de Deus tem a sua origem no reconhecimento de quem Cristo é e só se pode conhecer a Cristo através daquilo que a sua palavra diz sobre Ele - esse é o Novo Testamento, o registro da história de Jesus seguido pelos escritos doutrinários dos seus discípulos, os apóstolos, e esse conjunto de escritos (a Bíblia), constitui a única regra de fé e de prática para os cristãos - e esse conhecimento, o conhecimento de um caminho, é um ato de fé, mas não um ato cego de fé, mas de uma fé produzida pelo próprio Deus por atuação do seu Espírito Santo no ato milagroso de fazer com que Deus preencha nosso interior e se faça a nós conhecido. Esse é um ato regenerador que a simples proclamação de Jesus Cristo provoca nos corações de muitas das pessoas que tinham aquele senso do divino e que vêem na mensagem do Evangelho uma saciedade completa daquele vazio que somente a Graça de Deus pode preencher. Por isso a mensagem de Cristo se chama "boa nova de salvação" pois essa "salvação" significa que essa vida vivida hoje já desfruta do ser de Deus e está destinada para isso por toda a eternidade. Trata-se de um resgate.

É possível explicar Deus de forma empírica ou científica? ainda não! Seu conhecimento é ato da soberana vontade e atuação do seu Espírito em nos convencer disso ao fazer com que o seu Evangelho encontre raízes no nosso coração. Mas esse tipo de conhecimento que é exigido pelo atual cientificismo num futuro breve será obtido quando, seja pela morte ou pelo iminente fim da nossa história (sim, este mundo acabará em breve) todos nós nos depararemos com Deus (então teremos um conhecimento empírico) para recebermos dele, agora manifestado diante de nós como juiz, os desdobramentos eternos da nossa atual caminhada. E, ainda sobre a diversidade religiosa, na verdade existem apenas 2 possibilidades e uma é Cristo e a outra é resultado de diversas imaginações provocadas pela inquietude coletiva dos corações humanos e que podem se transformar em pretexto para a resistência à boa-nova de Cristo.

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Mas, se a verdade de Deus pode ser conhecida, porque existe tantas igrejas diferentes?

Sobre a diversidade religiosa (a diversidade cristã), é preciso considerar uma verdade: Cristo disse que teriam pessoas de toda tribo, língua e nação crendo no seu Evangelho (a boa-notícia da salvação, que não pertence a igrejas ou a pessoas, mas que pertence a Deus e que foi confiada aos seus discípulos, seus seguidores, sua igreja). Se prestarmos atenção no seu ensino nós entenderemos que essa mensagem foi entregue a uma diversidade de pessoas, em diversas culturas e essas culturas que são um conjunto de valores e de costumes acabam influenciando o modo como as pessoas vivem suas vidas, incluindo sua fé cristã e na forma como elas definem diversos dos seus costumes e hábitos, inclusive religiosos. 

Então, o quê eu quero dizer com isso? 


Quero dizer que a verdade inegociável da Palavra de Deus convive muito bem com diversas diferenças de práticas e de costumes em questões menores, mas não nas fundamentais a respeito da fé cristã e isso significa que a igreja de Cristo (algo muito mencionado no Novo Testamento e que foi fundado pelo próprio Jesus) é muito mais do que denominações, vai muito além da Presbiteriana, da Batista, da Assembléia, etc. A igreja de Cristo, que significa "ajuntamento dos que crêem", inclui todas as pessoas que seguem a sua Palavra, mesmo que essas pessoas façam parte de igrejas que, por serem organizações humanas, são também influenciadas por nossos costumes, pela nossa cultura e por diversas formas de filosofias humanas. Ou seja, algumas diferenças são normais mas essas diferenças em coisas menores não invalida as semelhanças nas questões que são as mais importantes, especialmente sobre a fé no filho de Deus que veio ao mundo para salvar pecadores. A fé em Cristo é central nas igrejas separadas por denominações, e por isso, na verdade, de acordo com a Bíblia, essas igrejas constituem uma única Igreja pois ajuntam um único povo debaixo da Graça de um único Senhor e Salvador.