A pregação do Evangelho requer a confrontação de pecados, o Evangelho exige o arrependimento de pecados. Sem a conclamação ao arrependimento de pecados não é possível desfrutar da Graça do Evangelho. Não existe fé salvadora sem conversão ao senhorio de Cristo. Não existe vida eterna sem renúncia do velho eu, do ser degenerado que vive sob a égide do pecado, é necessário o novo nascimento sob a Graça de Cristo com sua subsequente santificação.
O Evangelho deve ser pregado por toda parte, em todos os lugares, em tempo e fora de tempo. O confronto de pecados, sejam particulares ou públicos, pessoais ou coletivos é requisito na pregação do Evangelho.
Mas muitos pregadores perverteram o trabalho sagrado da pregação do Evangelho, pois tornaram-se tagarelas de um tipo estranho e esvaziado de cristianismo que convive muito bem com o pecado. Pecado, aliás, só é grave se for público (como alguns, maldosamente, pensam e já ouvi pregador defendendo isso)- então essa gente se aperfeiçoa nas artes da hipocrisia, de manter as coisas escondidas, disfarçadas - e esse é um hábito antigo que foi publicamente rechaçado do pelo Senhor Jesus. Como acontecia antigamente, as carreiras de muitos clérigos são marcadas por verdadeiros jogos políticos e de interesses onde se pratica o desprezível toma-lá-dá-cá numa corrupção institucionalizada cada vez mais descarada, e agindo assim nas instituições "sagradas", de onde essas autoridades eclesiásticas poderiam tirar alguma condição moral para denunciarem as corrupções políticas? Provavelmente isso explique porque temos visto tantos desses líderes frequentando coquetéis de autoridades políticas confabulando com quem deveriam confrontar. Mas não! Estão todos no mesmo saco e isso é nojento.
E assim, esses pregadores que ousam ter Deus em demasiado nas suas bocas sujas e sempre esvaziado dos seus inseparáveis significados quebram recorrentemente o terceiro mandamento e se desfiguram em profissionais de discursos estranhos que são ofensivos ao Senhor da Verdade e da Justiça, uma vez que reduziram a pregação cristã a discursos esvaziados ou distorcidos, e se reduziram a ser fantoches das ambições mundanas que não têm coragem nem caráter para pregarem o arrependimento de pecados e, como faziam os profetas bíblicos, denunciarem os pecados das autoridades da nação e do seu povo. Esses meninos de púlpitos que gostam de ser reverenciados são covardes que temem as consequências do confronto de pecados, e por isso apequenam a pregação do Evangelho, e é assim que a luz se apaga, com a corrupção da pregação da verdade, e assim o povo perde de vista o senhorio do Rei Jesus e se perde nas trevas das suas próprias concupiscências.
Considerando o alto percentual de cristãos (algo em torno de 30%) na população brasileira seria impossível o Brasil ser tão decadente e corrupto como é, pois se a luz do poder e da verdade de Cristo realmente brilhasse nesse povo, certamente ela iluminaria e influenciaria poderosamente todo o país. Então por que essa multidão é tão irrelevante? Por que temos tão grande incoerência? Isso é fruto do tipo frouxo de pregação feita numa abordagem (1) antropocêntrica em vez de ser cristocêntrica, (2) destituída do ensino dedicado das doutrinas bíblicas, (3) voltada para o bem-estar do "crente"(excesso de sentimentalismo) e (4) sem denúncia de pecados, sejam pessoais, culturais ou das autoridades, requerendo os seus necessários arrependimentos.
Nos casos das autoridades, o que vemos, é acomodação passiva e, pior, bajulação idólatra. Daí se decorre que a luz da pregação eficaz está comprometida porque grande parte dos que deveriam ser profetas (embora sempre existam os remanescentes fiéis - creio serem minoria e quase sempre estão fora dos holofotes) são apenas hipócritas, são meros profissionais de púlpito preocupados em dar às pessoas o tipo de bem-estar que elas querem ouvir em tipos domesticados e distorcidos de cristianismos infiéis ao Senhor.
A idolatria do púlpito e a corrupção na invenção de um tipo de sacerdócio distinto dos demais crentes.
A Palavra de Deus deve ser pregada, ensinada e crida.
Em toda a Bíblia ocorre a comunicação da Palavra de Deus aos seus receptores, aos ouvintes, um trabalho feito por mensageiros de Deus que receberam dele mesmo a mensagem a ser transmitida, sejam profetas, mestres, apóstolos, pastores e evangelistas. Mas não existe, em nenhum caso, descrições ou ensinos sobre a arte a ser aprendida para pregar. A ênfase bíblica está no conteúdo, nunca na forma. Não existem ensinos sobre oratória e retórica na Bíblia, não existem descrições de técnicas de comunicação, nem de persuasão - o que vemos em alguns casos é Deus dar a sua mensagem para alguém que não se mostra apto para pregá-la às outras pessoas. Às vezes o sujeito é gago, outras se mostra como uma criança, quase sempre é alguém absolutamente comum, um pescador ou um cuidador de rebanhos... Também não existem descrições de púlpitos como centralizadores da pregação da Palavra de Deus na Bíblia.
O que existe é a ordem dada aos discípulos de eles mesmos propagarem a mensagem recebida. São os discípulos, aqueles que aprenderam as doutrinas do Senhor, que devem comunicá-las às outras pessoas, fazendo outros novos discípulos. São os crentes no Evangelho que receberam a comissão dada pelo Senhor de evangelizarem todo o mundo. E como eles devem fazer isso, centralizando a pregação do Evangelho nos púlpitos? Não! Eles mesmos devem fazer a evangelização e o discipulado nas formas naturais de convivência com as outras pessoas, no "indo" conforme irem por aí, conforme suas vivências se desenrolarem no andamento da história.
Pregação não é, portanto, apenas um trabalho profissionalizado que alguma casta distinta dos crentes tem a prerrogativa de fazer. Não! Esse é um trabalho de semeadores, de gente comum que espalha as sementes da Palavra de Deus por toda parte.
Nós temos uma ideia estrutural de igreja que herdou práticas do catolicismo e que deveriam ser corrigidas. Ainda preservamos a ideia do clero, uma invencionice que reinventou um sacerdócio distinto, um ofício que existia apenas no contexto do Antigo Testamento por causa dos serviços cultuais que eram feitos no Templo, mas que caducaram com os atos do Senhor Jesus quando Ele se entregou no holocausto da cruz. Não existem mais sacrifícios oferecidos no Templo porque essas coisas eram sombras que apontavam para o Cordeiro de Deus entregando a sua vida na cruz, e como não existem mais serviços cúlticos no Templo também não existem mais a figura do operador desses serviços, o ofício dos sacerdotes. Portanto, não existem sacerdotes destacados no corpo de Cristo, pois todos os crentes são igualmente ministros do Evangelho e são igualmente participantes dos tesouros da sua Graça. Contudo, ainda que não exista mais o caducado ofício dos sacerdotes cultuais, evidentemente existe hierarquia na igreja, que deve ser liderada, sob o senhorio do Rei Jesus, por anciãos (os mais velhos, sábios - ênfase na experiência), pastores (cuidadores de ovelhas - ênfase na função), bispos (superintendentes - ênfase administrativa) ou presbíteros (equivalente ao ancião de uma assembleia), todos esses termos são equivalentes, são sinônimos e intercambiáveis e que mudam conforme os textos apenas em função das ênfases do que cada uma dessas expressões significa. Então, a hierarquia na igreja é formada pela liderança de irmãos mais velhos na experiência cristã, os mais conhecedores das Escrituras e por isso mais aptos e sábios para ensinar as verdades da fé cristã aos demais a fim de que os outros também possam aprender, praticar e ensinar outros novos crentes. O ministério da Palavra na igreja é, nessa perspectiva, como uma corrida de bastão em que uma geração de crentes passa o conhecimento da Palavra de Deus para a geração seguinte, que por sua vez faz a mesma coisa com a próxima, fazendo assim com que a Palavra de Deus seja disseminada por todo o mundo e por toda a história, disseminando as sementes que o Senhor fará brotar onde Ele mesmo quiser, produzindo salvação por toda parte.
Por isso, a distinção hierárquica no governo da igreja não é a mesma coisa que ter nela uma casta sacerdotal mais privilegiada espiritualmente e que seja distinta dos crentes comuns, como muitos pensam ser, pois o Senhor Jesus é o nosso único suficiente Sumo Sacerdote (e debaixo dEle todos os crentes são sacerdotes no mundo) e Ele é o único Mediador entre Deus e os homens. Debaixo dEle todos estamos nivelados e os líderes na igreja estão muito mais para professores numa sala de aula do que para o ideário corrupto que é praticado pelo catolicismo romano.
Assim, a ideia centralizadora na pregação da Palavra também tem causado danos no pleno ministério de todos os crentes, pois muitos tem se acomodado numa pregação centralizada em torno da qual os crentes orbitam, acomodados, quase como se o púlpito representasse novas formas de se praticar o santo lugar - e nesse sentido é praticada uma forma de idolatria. Para muitos é ali que Deus fala, e a palavra de Deus é o que o pregador falará a partir dos desdobramentos do texto lido, e não o próprio texto. Na prática, muita gente pratica a corrupção que diz que a Bíblia "contém" a palavra de Deus - uma vez que é seu subproduto pregado que seria a palavra revelada ou a "porção de Deus para aquela ocasião" - quando na verdade a Bíblia é , em si mesma, a Palavra de Deus, cabendo ao pregador apenas expô-la fielmente. Não são poucas as corrupções praticadas na idolatria dos púlpitos...
Deus fala com qualquer crente que foi reconciliado com Ele pela eficácia do sangue de Cristo. E ele o faz pelas Escrituras na iluminação do seu autor, o Espírito Santo, seja no culto público de adoração ou em qualquer circunstância. Por isso, não acontece nada de mais especial quando a Bíblia é lida e pregada num púlpito do que quando é lida e ensinada numa singela devocional familiar, pois a Palavra de Deus em todos os casos é a mesma, o Espírito Santo que inspirou o texto sagrado e que ilumina os crentes na sua leitura é o mesmo e o sacerdócio dos crentes é universal, sujeito aos mesmos poderes do Deus que nos fortalece na verdade tanto no culto dominical que nos foi ordenado, quanto numa leitura bíblica feita por qualquer crente verdadeiro de forma individual ou compartilhada.
Não é do ensino bíblico que se formou toda uma tecnocracia em torno da pregação e do ministério da Palavra centralizada nos púlpitos, e sim da filosofia grega e dos modos com que os filósofos aperfeiçoaram sua comunicação, sua dialética, por meio de técnicas de oratória e retórica - técnicas essas que certamente podem ser usadas no trabalho dos crentes e das igrejas, e elas foram absorvidas pelas igrejas desde o início da história do cristianismo, mas com o necessário discernimento de mantê-las no campo a que pertencem, como meras técnicas e habilidades humanas que são, coisas da carne que por natureza não são nem espirituais nem ordenadas por Deus e, portanto, não são centrais para que a Palavra de Deus seja pregada e ensinada. São apenas acessórios adicionais tanto quanto são a guitarra e a bateria para a realização dos louvores. Tire os instrumentos musicais e a eficácia dos louvores será rigorosamente a mesma - pode ser que a música fique menos agradável aos nossos ouvidos, mas não o será para o Deus que contempla os corações. Tire o aparato técnico e cênico das pregações, e pode ser que elas não sejam mais tão agradáveis aos nossos ouvidos, mas isso será irrelevante para o Deus que fala na força do seu poder e que convence pecadores acerca da verdade sempre e exclusivamente pela atuação e poder do Espírito Santo. Deus é o poder da eficácia da sua mensagem que a toda a igreja foi confiada para praticar e disseminar.
Ensinemos a Palavra de Deus! Por mim a figura dos púlpitos deveria dar lugar às conversas de mesa (e como eu as tenho preferido ultimamente!), nelas todos os crentes têm os seus "púlpitos", ou nos sofás, nas praças, nos parques, nos bancos dos ônibus, etc e em todos os lugares nós podemos comunicar as mesmas verdades de Deus, cada qual com o seu jeito de comunicar e se expressar, pois todos somos como vasos de barro, sempre imperfeitos e multiformes, mas que carregam em si um riquíssimo tesouro e nós podemos distribuir a riqueza e o poder do Evangelho sem a dependência centralizadora dos púlpitos - eles podem ter importância como modelo organizacional, uma técnica para que haja ordem e decência nos cultos feitos para Deus, contudo os púlpitos nunca foram ordenados por Deus e, portanto, nunca foram e não são imprescindíveis. O profissionalismo dos operadores do púlpito tem sido um desdobramento do ministério pastoral que em inúmeros casos tem sido corrompido. A institucionalização da igreja a tem corrompido sistematicamente, fazendo com que a potência da verdade seja condicionada aos interesses corporativistas de verdadeiras castas que, a pretexto de a servirem, em muitos casos a manipulam e subvertem - coitados desses homens! Deus os cobrará.
Pregação baseada no Salmo 4 sobre as tentações mundanas para menosprezar a glória de Deus em contraste do dever dos crentes de viverem para a glória do Senhor Jesus Cristo.
As pregações abaixo estão apenas em áudio. Foram gravadas em celular durante as exposições dos textos lidos (uso esse recurso para controlar o meu tempo) e disponibilizadas no YouTube para serem ouvidas.
🔹 Pregação dia 21/09/2024 em Mateus 22 , versos 34 a 40 sobre os grandes mandamentos de amar a Deus e amar ao próximo como a nós mesmos.
🔹 Pregação dia 15/06/2024 em João 14: 1 a 4 sobre a misericórdia de Deus demonstrada na perfeita empatia do Senhor Jesus acerca dos nossos sofrimentos e fraquezas.
🔹Pregação dia 17/12/2022 no culto de Natal dos funcionários do Hospital São Paulo dirigido pela Capelania Evangélica. Texto: Isaías 9, versos 2 a 7: "O nascimento do Messias"
O Senhor Jesus nos ensinou a enxergar que tudo no nosso derredor faz parte do campo missionário da igreja (João 4: 35).
Assim, devemos pregar o Evangelho como parte das misericórdias dadas por Deus também às pessoas que estão nos hospitais. E a Capelania Evangélica tem feito um ótimo e reconhecido trabalho (reconhecido pela administração dos hospitais) de assistência espiritual aos pacientes de muitos hospitais, dentre eles o Hospital São Paulo.
E tem sido um prazer colaborar com esse trabalho voluntário feito por diversos irmãos de diversas origens e diversas igrejas, a maioria deles anônimos, e nesse caso sob a liderança eficiente do pastor Nino Ribeiro.
Hoje (20/05/2023) um irmão fez breves registros do "culto" que é realizado em todos os sábados, e sempre temos a grata satisfação de testemunhar a Graça de Deus revigorando pessoas fragilizadas, intervindo em histórias de vidas e salvando a diversas pessoas.
Ao Senhor Jesus toda a glória!
"Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;
Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;
Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e foste me ver.
Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber?
E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos?
E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te?
E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes."
É um comportamento remanescente do vicariato romanista, uma distorção grave na relação de muitos cristãos com Deus, a prática recorrente de tratar o sermão como "fala de Deus" mais do que a própria Escritura.
É como se os segredos de Deus se manifestassem magicamente apenas nos púlpitos através do trabalho e das falas de pastores ungidos.
Não! A Palavra de Deus está aberta e disponível a todo crente verdadeiro e não existe outro Mediador entre Deus e os homens, em todos os sentidos, além da suficiência plena do Senhor Jesus Cristo; e não existe outro poder capacitador que infunde nos crentes os benefícios da Graça de Deus senão as ações do Espírito Santo.
Não é raro ver a máxima "o pastor disse" como uma espécie de selo e de validação de expressões derivadas de uma reflexão que o pregador expôs, pouco importando se é correta ou não, fiel ou imprecisa, e assim muitos rebanhos prosseguem desenvolvendo pouca afinidade pessoal e intelectual com as Escrituras, desenvolvendo, também, escassa relação espiritual com Deus porque persevera na dependência de alguém que faça o trabalho por ele, uma espécie de mediador humano no que deveria ser, para todo crente, uma relação aberta e comum.
O erro dessa dependência de um mediador humano precisa ser corrigido. Pastores não são sacerdotes sobre o povo, esse ofício deixou de existir quando o Senhor Jesus consumou seu sacrifício na cruz e o templo perdeu suas funções. Pastores são servos dentre o povo de Deus que devem pregar e ensinar as Escrituras com o cuidado de jamais parecerem ser o que não são - não são mediadores entre o povo e Deus. Eles são (ou deveriam ser) mestres nas Escrituras, anciãos, que têm por função liderar as igrejas sob o reinado do Senhor Jesus Cristo e na formação de discípulos do Senhor, discípulos que desenvolvem afinidades pessoais com o Senhor e que podem, até mesmo, superar seus mestres nas suas práticas próprias de piedade.
Infelizmente há pastores que são vazios de Escritura, de teologia saudável e necessária, e vazios do Espírito Santo, mas são cheios da pujança do maldito vicariato. Suas autoridades são derivadas simplesmente do cargo, ainda que vazio das prerrogativas que deveriam fazer o cargo. Não é incomum o sujeito ser infiel teologicamente, heterodoxo e até mesmo herético, mas é tratado como sacerdote porque suas orações são consideradas como mais poderosas ou ungidas do que as feitas pelos crentes comuns e suas pregações são mais "espirituais" do que as reflexões fiéis que todo crente deveria fazer das Escrituras. Já ouvi gente justificando maus pastores com verdadeiras carteiradas como "gostando ou não, ele é pastor" ou "não toqueis no ungido do Senhor" - ridículo! Esse desvio grave é o principal motivo do estabelecimento de uma relação de poder que muitos líderes apreciam ter sobre o povo - e muitas, muitas vezes o poder corrompe ou é simplesmente um desdobramento de uma corrupção sendo praticada. Nesse entendimento incorreto o sujeito é "ungido", foi ordenado para ter uma autoridade intrínseca para se impor ao povo como se fosse uma antena parabólica que recebe comandos do céu (porque é um tipo de sacerdote, um "vigário") e, estando certo ou errado, ele e somente ele tem a ordenação para o papel que cumpre.
Balela! Embusteiros assim não são pastores. São os ladrões usurpadores a que se refere o Senhor Jesus em João 10: 10 (aliás, leia o capítulo inteiro).
Pastores fiéis ao Senhor Jesus devem ser apoiados e honrados por todos os que por eles são servidos. Os infiéis devem ser resistidos.
Títulos intercambiáveis / sinônimos:
Pastor - descrição da função de quem cuida do rebanho/ igreja;
Bispos - supervisores/ administradores da igreja;
Presbíteros - integrante da liderança colegiada que é eleito pela congregação local. Na IPB são divididos em Docentes (pastores que fizeram seminário e foram ordenados ao Ministério da Palavra e dos Sacramentos) e em Regentes (Presbíteros leigos que são eleitos pela congregação local para serem ordenados e comporem o Concílio que governa a igreja - modelo equivalente ao sistema Parlamentarista e representativo de governo).
A ORIGEM DA PALAVRA "PRESBÍTERO"
A palavra presbítero é uma transliteração aportuguesada do grego presbyterós, que significa literalmente ancião. No sentido do Novo Testamento, quando se refere à liderança da Igreja Cristã, indica uma pessoa que possuí um ofício de autoridade, mas, em outros contextos do grego coinê [1] pode-se referir simplesmente a um homem idoso. A palavra presbyterion encontrado em Lc 22:66, At 22:5 e 1 Tm 4:14 significa “concílio de anciãos”. Herman Ridderbos observa que o ofício de presbítero “certamente possuí antecedentes patriarcais e se originou no judaísmo, onde é a designação de uma classe social.” [2] Então, não era necessariamente a liderança realizada somente por homens idosos, mas idôneos. O que concedia o direito de participar na liderança era a sua sensatez, sabedoria e capacidade de influência. A palavra indica no Novo Testamento não a maturidade biológica, mas a espiritual, ou seja, não especificamente a sua idade, mas a transformação que o discípulo de Cristo alcançou sobressaindo aos demais, deixando de ser considerado neófito (1 Tm 3:6).
NOTAS:
[1] Este era o grego usual no século I, todos os livros do Novo Testamento foram escritos em grego coinê, ou seja, o grego comum. Assim, chamado por ser o grego falado e escrito em comum por políticos, comerciantes, militares, escravos e etc.. William D. Mounce, The Analyitical Lexicon to the Greeek New Testament (Zondervan Publishing House, 1992), p. 389.
[2] Herman Ridderbos, El Pensamiento del Apóstol Pablo (Grand Rapids, Libros Desafio, 2000), p. 592.
Via Ewerton B. Tokashiki
Ancião - irmão mais velho. Denota sabedoria, conhecimento e experiência para liderar.
Requisitos bíblicos para o pastorado:
"Fiel é esta palavra: Se alguém aspira ao episcopado, excelente obra deseja.
É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, temperante, sóbrio, ordeiro, hospitaleiro, apto para ensinar;
não dado ao vinho, não espancador, mas moderado, inimigo de contendas, não ganancioso;
que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com todo o respeito
pois, se alguém não sabe governar a sua própria casa, como cuidará da igreja de Deus?;
não neófito, para que não se ensoberbeça e venha a cair na condenação do Diabo.
Também é necessário que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em opróbrio, e no laço do Diabo."
(1 Timóteo, 3: 1 - 7)
A orientação do Apóstolo Paulo, Palavra de Deus inspirada pelo Espírito Santo, corroborada em Tito 1, é norma do Novo Testamento, do contexto da Graça, ordenação dada à Igreja. Não é, portanto, Lei do Antigo Testamento que aponta nossas insuficiências e pecados e que não pode ser em algum ponto negligenciada nem relativizada, mas é norma que deve ser integralmente acatada, e em não sendo, comete-se PECADO de insubmissão:
Somado ao desejo pessoal (aspiração) de se querer se presbítero (ou pastor, bispo, ancião que são termos intercambiáveis) é necessário que se tenha:
Conduta irrepreensível (evidentemente isso é diferente de perfeição). O modo como a pessoa vive deve testificar que ela é crente e segue ao Senhor Jesus, e essa conduta deve ser observada nas demais exigências;
Tenha um único casamento (deve ser modelo para a igreja) ou admite-se não ser casado (casto, celibatário - embora o texto não mencione essa opção, era esse o caso do escritor dessa carta, o Apóstolo Paulo, e do seu destinatário, o jovem pastor Timóteo). Homens divorciados ou recasados (exceto os viúvos) ficam desqualificados e se tornam inaptos para o presbiterato/ pastorado. Os que já eram ordenados/ empossados e se recasam deveriam abdicar dessas funções ou deveriam ser destituídos delas pois se tornaram inaptos e perderam suas qualificações para esse ministério;
Sóbrio, consciente, racional, não dado a entorpecimentos e que não tenha problemas mentais;
Ordeiro, responsável, que sabe colocar as coisas em ordem, líder organizado para manter a igreja com ordem e decência;
Hospitaleiro, que recebe pessoas em sua casa, especialmente os irmãos. Sua casa é uma extensão da igreja. Tem braços e coração abertos. É confiável. É dado a dividir, a amparar. Não é mesquinho nem egoísta;
Apto para ensinar, tem conhecimento e experiência (ancião) especialmente das Escrituras. É professor de Bíblia e das suas doutrinas experimentado. É um formador de discípulos;
Não dado ao vinho, não é alcoólatra, não se entrega aos prazeres, não prioriza contextos em que o vinho (como um tipo para bebidas alcoólicas e outros entorpecentes) fazem parte. Não é um frequentador de ambientes permissivos;
Não espancador, não é um agressor, um sujeito que resolve seus assuntos na imposição da força física ou de ameaças. Não agride sua esposa nem seus filhos (a esses, exceto por necessária e comedida disciplina, que é diferente de espancar). Não participa de brigas físicas (isso é diferente do embate de ideias), não é violento, mas é moderado - também não é um pacifista, pois sabe bem quando precisa lutar por algo que seja correto e justo - "a paz se possível, a verdade a qualquer custo" (Martinho Lutero). Pacifista (um negociador entre divergentes) e pacificador (um anunciador do Evangelho com suas implicações na paz entre Deus e seus redimidos) são termos diferentes;
Inimigo de contendas, tem aversão às brigas, às disputas hostis. Mas luta pelo que é certo e não pelo prazer da luta. Não é movido pelas hostilidades, pelas ambições, mas sim pelos interesses do Senhor. Os discípulos do Senhor discutiam com seus oponentes para propagar a Verdade. O inimigo de contendas procura sempre o caminho da razão e da verdade mas nunca abre mão da verdade e procura o caminho da persuasão, não da contenda;
Não ganancioso, não age por ambições pessoais, é um servo e a igreja não é um projeto pessoal seu, nem do seu poder. É do Senhor. Seu coração não está nas coisas mundanas, mas nas celestiais. Não espera o seu ganho neste mundo, mas do Senhor, na glória;
Que governe bem a sua casa tendo os seus filhos em sujeição - sua casa é o seu primeiro ministério e é praticado com excelência. Sua esposa, embora o texto não a mencione, fica facilmente deduzido que é sua auxiliadora idônea e seus filhos são crentes que cumprem o mandamento de honrar pai e mãe. Sua família é prova de que a teologia do pacto é real e que o Deus da Aliança é fiel. Ele e a sua casa servem ao Senhor;
Não neófito, não é novo na fé, um novo convertido (e o jovem pastor Timóteo é prova de que jovens podem ser crentes experientes). Todo presbítero deve ser experiente na fé, experimentado. Daí o sinônimo "ancião". Somente homens mais experientes podem resistir às tentações que fariam com que os mais inexperientes fossem presas fáceis do Diabo. É normal a alguém novo convertido cair em contradições às vezes. Todos somos suscetíveis, mas os neófitos são muito mais vulneráveis. As tentações do poder são reais e cair em suas seduções não é uma possibilidade quando se é novo convertido, esse tipo de queda nos inexperientes é uma certeza quando se comete o erro de atribuir responsabilidades espirituais a neófitos;
Ter bom testemunho dos que são de fora (1, da sua família; 2, da própria igreja), o que dizem por aí sobre essa pessoa? É coerente, responsável, trabalhador? Somente homens decentes e de caráter devem liderar as igrejas.
Note que na lista de exigências impostas por Deus através do Apóstolo Paulo para a verificação de requisitos para o pastorado/ presbiterato NÃO EXISTEM qualificações que normalmente o sistema do mundo observaria para a escolha dos seus líderes. Não vemos, ali, nada sobre prosperidade financeira, sobre sucesso empresarial, sobre o currículo, sobre o quão empreendedor ou bem-sucedido o sujeito é e nada sobre sua eloquência ou capacidade de persuasão - talvez porque ainda não existia a parafernália dos púlpitos (que espanto!). Infelizmente, em muitos casos nas nossas igrejas adotam-se critérios não ordenados nas Escrituras e pensa-se que está tudo bem com isso - será que Deus se submete? É considerado se o fulano é um caso de sucesso, procede de boa família, é um advogado ou formado numa excelente escola de engenharia ou uma fonte segura para a contribuição financeira, um garantidor do orçamento com seus destacados dízimos e ofertas - porque dar cargos de chefia a um mantenedor seria um reconhecimento justo...
E se, hipoteticamente acontecer de não existirem homens numa igreja que cumpram todos os requisitos para o pastorado/presbiterato? Que tristeza seria... Em todos os casos a fidelidade ao Senhor não permite os improvisos das relativizações no descumprimento de alguma exigência. Se vocês queriam ter oito presbíteros mas somente três se encaixam nos requisitos bíblicos, adequem-se somente a esses três e trabalhem com eles para semear outros que serão colhidos no futuro. Isso porque formar discípulos é um trabalho que precisa começar nas bases do fundamento apostólico, e trabalho requer suor.
Bem, a falta de obreiros qualificados numa igreja que já tem certa idade não deveria acontecer se houvesse um trabalho de FORMAÇÃO de discípulos nas igrejas. Pois semeando-se a Palavra fiel certamente colhem-se seus frutos. Deus é cumpridor das suas promessas.
"Os anciãos que governam bem sejam tidos por dignos de duplicada honra, especialmente os que labutam na pregação e no ensino.
Porque diz a Escritura: Não atarás a boca ao boi quando debulha. E: Digno é o trabalhador do seu salário.
Não aceites acusação contra um ancião, senão com duas ou três testemunhas.
Aos que vivem no pecado, repreende-os na presença de todos, para que também os outros tenham temor."
(1 Timóteo, 5: 17 - 20)
"Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos falaram a palavra de Deus, e, atentando para o êxito da sua carreira, imitai-lhes a fé."
(Hebreus, 13: 7)
Pastores e líderes honrados e fiéis ao Senhor precisam de apoio e merecem ser honrados por seus liderados. A Escritura deixa claro que isso é importante e recomendável. Fonte da Graça de Deus é o amor fraternal, praticado também através do povo de Deus pelos seus pastores e presbíteros - os fiéis.
Quanto aos infiéis, os que pecam (e pecado aqui inclui quebrar os requisitos dados pelo Apóstolo Paulo) a Escritura aponta, também, para a necessidade de correção. Nunca deve haver acomodação no erro. Nunca devemos nos acostumar com qualquer tipo de pecado, seja no âmbito pessoal, da igreja, da sociedade ou dos governos. Nosso chamado é para a santificação e isso inclui corrigir erros cometidos pelas nossas lideranças.
Veja também:
João Calvino e Charles Spurgeon nunca foram ordenados pastores.
Vídeo de divulgação do congresso de Tim Keller em São Paulo em janeiro de 2019
Na última reunião com um Concílio eclesiástico que participei eu reclamei de um líder estrangeiro, recentemente falecido, que tem sido muito acatado e celebrado no meio religioso. Me queixei da sua prerrogativa equivocada e pela sua notória influência progressista e esquerdista. Ele dizia que "a igreja tornou-se irrelevante" na apresentação de um congresso feito no Brasil no início de 2019, ao que eu protestei ser isso impossível uma vez que o Soberano Deus a estabeleceu e sustenta e que nenhum dos eleitos de Deus poderá deixar de ser salvo. Assim, a igreja fiel, a remanescente, necessariamente cumpre sua função naquilo que ordenou o seu Senhor e Deus e é impossível a ela tornar-se irrelevante. E perguntei, "irrelevante para quem, para o mundo? É o Diabo que fala?" - ao que ouvi que ela se tornou irrelevante como instituição...
Hoje estou considerando que a institucionalização da igreja é que é um grande problema. Mas não sei se tem jeito para isso, pois a igreja é tanto uma obra de Deus como é um fazimento humano que reflete suas falhas e pecados. Junto das ordens bíblicas ela é repleta da invenção de regras e de práticas que são convencionadas pelos homens mas que jamais foram ordenadas pelo Senhor. A forma como homens tentam se assenhorar dela e fazer nela os seus negócios mundanos, seus comércios, seus esquemas políticos e seus jogos de poder também são formas de a macularem - e a história da igreja é notadamente marcada pelos pecados dos jogos de interesses dos homens com suas ambições disfarçadas de piedade, infelizmente.
Pregação (apenas áudio) que está disponível no YouTube baseada em Isaías 43, versos 15 a 21 com tradução em persa.
Pregar o Evangelho para povos não alcançados é muito diferente de pregar para pessoas mais familiarizadas com princípios cristãos.
Sábado, 29/07/2023, diversos membros da Igreja Presbiteriana da Mooca estiveram num "culto" (* entenda sobre o "Princípio Regulador do Culto") com refugiados de um país que tem sofrido com um regime totalitário que tem oprimido ao seu povo, gente estrangeira que está abrigada na ONG Aprisco, um local próximo de São Paulo que tem lhes dado muitas assistências como parte de uma rede de trabalhos humanitários onde coopera um casal de missionários (Marcos e Adriana) da nossa igreja (IPB Mooca).
A religião desse povo não é a cristã (são muçulmanos) e a sua cultura é profundamente influenciada pela religião oficial do seu país, que é hostil ao Evangelho.
Eu fui o encarregado de pregar a Palavra de Deus, e preguei em Isaías 43, versos 15 a 21 sobre "Deus ser o Senhor do caminho". O meu objetivo era apresentar o Senhor Jesus como o caminho verdadeiro para Deus, mas essa foi uma das experiências mais difíceis em pregações que eu já tive, pois, quando cheguei, me foi solicitado condensar a exposição da palavra a 20 minutos (porque outras coisas também deveriam acontecer naquela programação - e eu me atrasei na chegada, pois errei, que ironia, o caminho até lá) e eu tive que recortar a minha fala em frases curtas para viabilizar o trabalho do intérprete que fazia a tradução para a língua dos refugiados que estavam presentes no recinto. Quando cheguei o responsável pela ONG estava falando sobre o trabalho local e, intercalados por períodos com louvores, depois dele falaram a Adriana, a voluntária que tem trabalhado com refugiados, e o Francisco, o missionário da IPMooca que atua junto a encarcerados e seus familiares com o apoio de uma equipe de voluntários. Ambos fizeram uma exposição dos seus trabalhos.
E então chegou o momento da pregação, mas o intérprete pareceu ter sofrido com diversos dilemas ao deparar-se com a proclamação de uma fé que não era a sua. Dá para perceber suas relutâncias no áudio acima (no YouTube), ao não traduzir a oração inicial, suas longas pausas e a busca por ler os textos antes de falar. Pareceu claro, para mim, que ocorriam dilemas e lutas interiores do tradutor por ter que traduzir para aqueles ouvintes do seu povo conceitos e verdades sobre o Evangelho que, evidentemente, conflitavam com suas crenças - e eu não tenho como saber se ele traduziu a mensagem dada de forma fiel.
Fizemos o que foi possível fazer. O dever dos crentes é de pregar o Evangelho e não acobertá-lo, ainda que as verdades do Senhor se apresentem como uma espada que está ferindo aos seus ouvintes. Não existe outra forma de salvação de qualquer pessoa senão a oferecida pelo Evangelho que deve ser comunicado às pessoas. Ainda que pareça ter havido algum constrangimento por mim causado ao intérprete, eu estou consciente que a mensagem do Evangelho é a única Graça que pode salvá-lo, bem como ao seu povo (e eu tenho que confiar no poder daquele que ordenou a pregação). Caridades e assistencialismos não salvam ninguém, e pode ser que toda uma tragédia nos percursos de todo um povo tenha por propósito redirecionar os eleitos de Deus dentre essas pessoas para o Senhor Jesus. Deus é o Senhor da história, o Senhor Jesus é o Rei dos povos e nada escapa do seu poder soberano e perfeito! Sei que a proclamação do Evangelho é uma das maiores manifestações de amor que pode ser demonstrado por alguém, apesar dos possíveis constrangimentos, pois nada é tão dignificante quanto receber as verdades libertadoras do Senhor Jesus Cristo, e que o Espírito Santo opere naquelas consciências e transforme essas vidas - nos seus eleitos Ele o fará, impreterível e irresistivelmente.
Além dessa dificuldade em comunicar as verdades bíblicas, foi necessário condensar a exposição do sermão para que o tempo que dispúnhamos fosse utilizado também para as abordagens instrucionais sobre o trabalho social que é feito no local. Ou seja, condensar, mutilar e fracionar a pregação e confiar na complementação do trabalho feito na tradução de um descrente que é fiel de uma religião que normalmente induz seus seguidores a detestarem o Evangelho - isso seria uma receita de sucesso?
Só milagre! (Mas sempre é milagre!)
Ficou claro para mim que os pregadores e missionários que trabalham com povos não alcançados têm o seu trabalho dificultado em muitas vezes porque têm que trabalhar muito mais para criarem oportunidades reais de comunicação das verdades de Deus e essas oportunidades não são tão disponíveis e recorrentes quanto as que os crentes brasileiros estão acostumados, por causa das liberdades de expressão e de culto que temos disponíveis.
Ou seja, normalmente desperdiçamos nossos amplos recursos e aproveitamos muito pouco das vastas oportunidades que temos, inclusive para aprender/ensinar a Palavra de Deus e agir em missão cristã em contraste com aqueles que têm muito a fazer com pouquíssimos recursos. Olhando superficialmente, as coisas parecem injustas, a maioria de nós faz muito pouco com o muito que temos e muitos fazem muita coisa com o pouco que possuem.
Mas Deus, o Senhor da obra, faz os seus milagres, fazendo germinar as poucas sementes que são disseminadas por toda a parte e multiplicando frutos onde e quando Ele, soberanamente quiser, e se quiser. Pois a obra é dEle, a glória é dEle e nós, os seus servos, fomos chamados para sermos seus cooperadores, uma grande dignidade!
Uma mensagem que compartilhei na Capelania do Hospital São Paulo baseada no Salmo 46 e que compartilho agora com vocês:
Salmos 46
"Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.
Portanto não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares.
Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza.
Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo.
Deus está no meio dela; não se abalará. Deus a ajudará, já ao romper da manhã.
Os gentios se embraveceram; os reinos se moveram; ele levantou a sua voz e a terra se derreteu.
O SENHOR dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio.
Vinde, contemplai as obras do SENHOR; que desolações tem feito na terra!
Ele faz cessar as guerras até ao fim da terra; quebra o arco e corta a lança; queima os carros no fogo.
Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre os gentios; serei exaltado sobre a terra.
O SENHOR dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio"
Reflexão:
A primeira afirmação desse Salmo é sobre quem Deus é. Independentemente dos nossos atos Ele é diferente das coisas passageiras desse mundo e dessa vida, porque Ele é refúgio e é fortaleza e isso deve ser desfrutado por nós. Ele deseja que encontremos abrigo em sua presença, inclusive quando precisamos de socorro e quando estamos angustiados porque Deus se compadece de nós.
Essa verdade sobre Deus é suficientemente poderosa para afastar de nós todos os medos que nos cercam e nos encher de confiança. Nossos medos podem ser causados pelas incertezas que nos cercam e pelas instabilidades de tudo o que parecia ser seguro. Nada desse mundo e dessa vida pode nos dar segurança. Assim também é a vida, nosso corpo e nossos bens... tudo é transitório e frágil.
Mas Deus não é transitório e não é frágil! Ele é poderoso e nos faz saber que existe um lugar que, ao contrário desse mundo que conhecemos, não pode ser abalado porque esse lugar é sua habitação e lá existe plena alegria. Essa habitação é eterna e começa no coração que crê em Jesus Cristo.
Diante do poder da Palavra de Deus as coisas são criadas e também desfeitas, tudo o que acontece está sob seu domínio e é Ele mesmo quem convida seu povo para encontrar segurança e proteção em sua presença. Deus deseja ser conhecido e deseja salvar as pessoas! Ele é quem restaura a paz e sossega nossa inquietação quando compreendemos a dimensão do seu poder e essa é a boa notícia do Evangelho que afirma: Deus nos amou e por isso fez algo extraordinário para nos salvar ao enviar seu Filho Jesus Cristo, e todos os que tiverem fé nele não ficarão perdidos, serão chamados filhos de Deus e habitarão em sua gloriosa presença para sempre!