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01/04/2025

O gotejamento que enche o cálice da ira de Deus

Os homens se vendem muito facilmente, até mesmo a maioria dos que se julgam íntegros e fiéis aos seus princípios. 

Basta alguma argumentação que o fruto proibido será mordido. Basta um pouco de fome e a primogenitura será vendida por qualquer prato de lentilhas. Basta parecer agradável aos olhos e homens que parecem ser bons cedem alegremente às quebras dos mandamentos de Deus através de artifícios que façam com que pecados pareçam ser aceitáveis, pois desde o Éden, o pai da mentira tem se dedicado em fazer com que o mal seja tratado como um bem desejável, ele vende a morte em embrulhos desejáveis nas cores e brilhos que costumam seduzir as pessoas - pois o Diabo é um vendedor hábil e muito experiente que costuma estar nas capas das revistas sob múltiplos disfarces e, principalmente, nas sombras de tudo o que este mundo celebra.

E é assim que não tem mais problema que se tenham incontáveis outros deuses e coisas que as pessoas adoram (ah, o dinheiro! Quem não está disposto a fazer sacrifícios por ele ou pela exaltação do próprio ego?); e não tem mais problema nenhum fazerem imagens de deuses, e do próprio Senhor para tornar mais "didática" a sua assimilação (imagens como a do "cristo redentor" não honram ao Senhor, o profanam); e não tem mais problema profanar o dia dedicado à sua adoração, bem como profanar o culto, fazendo nele o que nos dá prazer (ah, o edonismo, o homem como centro, as canções repletas do "eu"...); e não tem problema banalizar o nome do Senhor Jesus, usando-o em vão como se fosse uma "marca" num mercado "gospel", uma fonte de lucro, um "filão" mercadológico, uma alternativa aos jogos de sorte ou qualquer misticismo barato - porque, pensa-se, a cultura evangélica "honra" e "serve" ao Senhor (grande engano!); e é discutível se devemos honrar pai e mãe (pais e família são temas a serem superados nesses nossos "desenvolvidos" tempos); não tem mais problema matar, odiar, desprezar, destruir reputações (o mundo é uma arena e para me dar bem eu tenho que pisar nos outros); nem cobiçar, invejar (ah Instagram...); nem adulterar, divorciar, recasar (um mito antiquado e há tempos superado - embora a Lei de Deus seja ETERNA); nem mentir, deturpar, defraudar, apropriar-se do que pertence a outro (que mal tem se todo mundo faz?)... O que importa é o que você sente, é a tua FELICIDADE... 

E é assim que o pecado perdeu a gravidade e a importância, assim como a imutável santidade de Deus e a obra de Cristo têm sido constantemente banalizados. E também é assim, sem que muitos tenham a real consciência dos fatos, porque estão entorpecidos com seus olhos cheios de falsidades e suas mentes cauterizadas pelo pecado, que eles acumulam a ira justa e santa de Deus sobre si como o gotejar de muitas culpas que em breve fará transbordar o cálice da justiça de Deus, mas não a favor e sim contra estes.

*A figura do cálice é recorrente na Bíblia. Ela é comumente relacionada à ira de Deus, numa ilustração do gotejamento dos pecados dos homens, e das nações, que enchem o cálice até que ele transborde numa reação de Deus sobre eles, derramando sobre eles a sua justa punição, a ira justa e santa de Deus. Não é por acaso que o Senhor Jesus orou ao seu Deus e Pai no jardim do Getsêmani pedindo que, se possível, afastasse dEle aquele cálice, ou seja, o Senhor Jesus estava para sofrer a justa e santa ira do seu Deus e Pai em punição pelos pecados dos seus eleitos. Ele sofreu a pena do que seria todo o nosso inferno. O cálice também está presente na celebração de textos como o Salmo 23 e na santa ceia instituída pelo Senhor em memorial eterno do seu sangue e como celebração da sua vitória perante os seus inimigos (que por Ele foram e ainda serão esmagados) e está presente nas profecias e descrições do "Dia do Senhor", eventos em que Deus exerce o seu juízo sobre povos e nações e que terá o momento final e culminante na ocasião do retorno do Senhor Jesus glorificado a este mundo para exercer o seu juízo final, levando os remidos às glórias da eternidade, punindo os réprobos ao inferno e estabelecendo novos céus e nova Terra.

Sobre pecados, a ordem do Senhor não é a de nos acostumarmos nem nos amoldarmos a eles (embora sejamos constantemente tentados a fazer isso), mas sim de nos arrependermos deles, de abandonarmos suas práticas em sujeição ao senhorio de Cristo na obediência à Lei de Deus.

A oferta do Evangelho começa com o chamamento ao arrependimento. 

18/06/2024

Você é uma boa pessoa?

 


Você é uma boa pessoa?

Nenhum pecador é, de fato, bom, nem justo, nem coisa nenhuma além de reprovável.

Se existe alguma bondade em alguém, algum amor e algum senso de justiça, tais virtudes que nos são necessárias são expressões da Graça de Deus que estão presentes em tudo o que Ele criou e sustenta. Ele nos reveste com a sua bondade, com o seu poder.

O homem se gaba das suas qualidades, da sua inteligência, e chega a zombar de Deus na sua arrogância de achar-se suficiente. Mas espere Deus retirar a sua Graça com a plena separação que será aplicada aos ímpios e então esse homem verá a si como de fato é. Ao ser desnudando da Graça que lhe confere bens e virtudes, coisas que nunca lhe pertenceram de fato, mas que lhe foram confiadas como que num empréstimo, sobrará a esse homem a sua verdadeira aparência e a essência de um réprobo agonizante, um moribundo miserável em permanente agonia cuja dor, desespero, fome e sede jamais serão aplacados porque a salvação oferecida no tempo certo, em vida, foi desprezada. E ele terá a consciência eterna do mal que é e fez num eterno remorso, mas impossibilitado de perdão e de redenção, pois estes privilégios nos são possibilitados somente nesta vida. É em vida que nos é oferecida a Graça da salvação pela fé no Evangelho e é requisito para essa salvação que nos arrependamos dos nossos pecados e decidamos seguir a Cristo com a renúncia de nós mesmos, uma escolha que foi ordenada por Ele. Todo réprobo preferiu o caminho da perdição em lugar da salvação e receberá o justo castigo.

Somente a redenção em Cristo nos livra da justiça que será imposta aos pecadores descrentes. A diferença é que os crentes também são pecadores, mas se refugiaram no Salvador por meio da fé. A única salvação possível é a fé no Filho de Deus, no seu Evangelho. Do Senhor Jesus Cristo é toda a glória e nEle os salvos desfrutarão da sua Graça eterna.

15/08/2023

O que é o pecado?

 


Pecado é o estado de corrupção da criação em decorrência da rebelião humana contra a Lei de Deus. O pecado é o mal que degenerou a natureza e nos colocou em inimizade contra Deus. 

O estado atual das coisas não é o que era em sua origem, pois toda a natureza está maculada, corrompida, adulterada pelo mal do pecado que a tudo afetou. A natureza de todas as coisas criadas foi degenerada, tornando-se repulsiva para o elevado padrão da santidade do Criador. Fomos, então, banidos dEle. O Deus Santo é totalmente separado dessa sua criação, Ele é inacessível a nós mas nós não somos inacessíveis aos seus atos de misericórdia e de Graça, e por esses atos Ele age na criação. 

Por causa do pecado existe uma ruptura entre o Deus Criador e nós, suas criaturas, uma separação intransponível para nós e que só pode ser reparada pelo próprio Deus. 

Sendo Deus a fonte inesgotável de vida e o sustentador de toda a criação, a ruptura do pecado nos impôs morte e destruição. O destino da criação, então, é o colapso e a morte. A criação está em agonia, caminhando para a sua ruína, para o seu fim que será imposto pela manifestação de Deus no retorno glorioso do Senhor Jesus, o Juízo final. Então a atual criação será destruída pelo fogo (o poder da santidade de Deus se impondo à criação) e serão criados uma nova Terra e novos céus, sem pecado e sem os seus efeitos, em plena santidade e perfeição.

A intransponível separação entre a criação e Deus, por causa da ruptura da queda no pecado é a impossibilidade de união entre a santidade de Deus e a degeneração de todas as coisas, não apenas do homem, mas do mundo e do universo onde o ser humano foi estabelecido por Deus como "cabeça" da criação, o jardineiro do Éden, o administrador, o cuidador e líder de tudo o que podemos ver e entender por criação, por mundo e por universo. Isso porque fomos criados de uma forma que nos distingue de todas as outras coisas criadas - somente o ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus, moldado pelas mãos hábeis, cuidadosas e poderosas do Criador. Somos seres dotados de elevadíssima e exclusiva dignidade, e foi-nos dada a ordem de cuidar da criação, de cumprirmos mandatos espirituais, sociais e culturais estabelecidos pelo próprio Deus e, dentre as ordens dadas por Deus havia uma única Lei restritiva que previa severas penas: De todas as árvores Adão podia comer dos seus frutos, exceto uma! Ele não podia comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Adão tinha diante de si todo o universo para conhecer, de tudo podia usufruir, mas tinha uma única árvore que lhe outorgava a liberdade de escolher permanecer numa realidade de perfeição e de santidade ou podia escolher conhecer o bem e o mal, recebendo todas as sansões previamente anunciadas por Deus, a morte e as consequências de ser banido da sua santidade e, portanto, ser amaldiçoado e assim degenerar tanto a si como a tudo que lhe foi submetido. Somente Adão, dentre toda a humanidade, tinha, de fato, o livre-arbítrio. Pois somente ele, e nenhum de nós, podia escolher permanecer na perfeição ou decair no pecado. Diferente dele, desde então, todos somos escravos do pecado (até que Deus nos salve dele) e temos "livre-agência" apenas dentro de um contexto limitado em que não temos como desfazer o que Adão fez e nos foi imputado. Então, ainda no Éden, Satanás pôde se aproximar da esposa de Adão, nas proximidades da árvore proibida, e tentou à Eva, que deu ouvidos à proposta em que foi pervertida a palavra de Deus (as mentiras do Diabo costumam ser sutis), Eva, então, atentou para a beleza convidativa dos frutos da árvore proibida, comeu do seu fruto e o deu também a Adão, selando, assim, a nossa rebelião contra Deus. Isso porque em Adão toda a humanidade estava representada, ele era o "cabeça"da humanidade, todos estávamos nele e todos faríamos (ou fizemos) o que ele fez, e todos herdamos a sua degeneração, as maldições da queda e da imposição da separação de Deus. Quando pecamos em nosso pai Adão (onde todos estávamos representados) nós caímos em desgraça e em maldição, corrompendo a nós mesmos e submetendo a criação que nos foi confiada a todos os danos da separação de Deus.

E nessa separação a Santidade qualifica a Deus como o "totalmente outro", porque santidade é SEPARAÇÃO. Embora Deus seja onipresente (Ele se faz presente, mas não é parte das coisas), Ele está totalmente "substancialmente" separado da criação, embora se imponha sobre ela e a sustente. Deus e criação (incluindo a humanidade) são totalmente distintos - aqui se comprova que crenças animistas e que atribuem divindade às coisas criadas são falsas. 

A santidade de Deus é o seu atributo onde todos os demais são fundamentados - o amor de Deus é santo, o poder de Deus é santo, a sabedoria de Deus é santa, etc. Deus é santíssimo, puríssimo, incontaminável, incorruptível, impecável. Para nós, portanto, Ele é um fogo consumidor, pois se nos aproximarmos dEle em nossa atual condição de pecadores a sua santidade nos fulminaria. Por isso Deus deve ser temido.

A santidade e o pecado são opostos, são incomunicáveis, são realidades impossíveis de serem unidas. E suas forças são de tal forma desproporcionais que a santidade fulmina, incinera a todo pecador pois não existe a possibilidade do pecado resistir à presença Santa do Todo-Poderoso. E esse poder repelente não é passivo da parte de Deus, é intencional, pois Deus odeia e não tolera o pecado, sendo todo pecado e todo pecador objetos da sua justiça, da sua ira.

Estamos de tal forma separados e postos em contraste a ponto de Deus e sua glória serem o mais letal inimigo para o nosso estado de degeneração. Nós que originalmente fomos feitos para o apreço de Deus agora, por causa do pecado, somos objetos do seu juízo (por isso o inferno é um fogo que não se apaga, é Deus impondo as justas penas com todos os rigores da sua santidade - porque a sua Lei é santa), porque o pecado nos corrompeu de tal forma que, apesar de termos um indelével senso de necessidade de Deus, nós odiamos a santidade de Deus (e isso só é mudado, pelo próprio Deus, na ação do Espírito Santo de transformar o nosso coração e consciência, através do poder do Evangelho) e é exatamente por isso que os nossos corações enganosos são fábricas de ídolos, pois temos consciência de que precisamos de Deus, mas enquanto estivermos sob o domínio do pecado nós teremos aversão ao verdadeiro Deus e por isso inventamos deuses falsos para devoções idólatras. Nós, em nosso estado natural de pecado, estamos em guerra contra Deus.

Entendemos, então, que pecado não é apenas o que fazemos. Pecado é o nosso estado de corrupção após a queda. É a nossa natureza. Os pecados que cometemos são apenas os frutos condizentes com a natureza degenerada do pecado. Somos como uma espécie de árvore que foi alterada em sua genética, em sua natureza, e que sempre produzirá frutos impróprios para o consumo, putrificados e que estragam tudo no seu derredor, disseminando doenças em quem come dos seus frutos. Por isso o agricultor exterminará a todas essas árvores más da sua plantação. E isso é um direito seu, uma coisa boa a ser feita.

Nós não somos pecadores porque praticamos pecados, nós somos pecadores e por isso praticamos pecados. Os atos de  pecado são frutos da nossa natureza pecadora, contra a qual nada podemos fazer. Alguém não é pecador simplesmente porque mente, porque pratica adultério, porque adora Maria, porque é homossexual. Esses são alguns dos pecados, dentre tantos outros, que qualquer um de nós praticamos, são frutos diversos condizentes com a natureza de quem está separado da santidade de Deus. Todos nós nascemos corrompidos pelo pecado, mesmo um bebê recém nascido já é pecador. Pecador é o que somos, indistintamente. O pecado nos define, porque todos somos filhos de Adão, pecamos nele e fomos amaldiçoados com ele.

A Redenção

Mas Deus ama a sua criação e ama, especialmente, a sua criação humana. E por isso Ele fez o que nós não podíamos fazer: o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo foi enviado por causa do seu amor por nós, mesmo nós sendo ainda pecadores, e isso foi feito para nos salvar.

Diante da impossibilitado dos homens se salvarem, o abismo intransponível entre a santidade de Deus e a degeneração pelo pecado humano foi superado pela encarnação do Filho de Deus para cumprir uma penosa missão.

Jesus, o Unigênito de Deus, o criador de todas as coisas, a Palavra com todo o seu poder abriu mão da sua glória, glória que tinha junto ao Pai, esvaziou-se de si mesmo e fez-se homem nascido da jovem virgem Maria. Assim o Messias pré-anunciado em todo o Antigo Testamento viveu entre nós, um homem verdadeiro, um milagre sublime, o Santo de Deus ensinando a verdade aos pecadores e a sua missão era resolver o mal do pecado, algo impossível a nós, para nos reconciliar com Deus. Então, como Cordeiro de Deus Ele tomou sobre si as culpas dos eleitos de Deus e ofereceu-se em sacrifício no holocausto da cruz. Ali o Santo de Deus, o justo, sofreu em lugar dos depravados e dos injustos, as malignidades dos homens estavam sobre Ele e a ira de Deus o esmagou e puniu em nosso lugar. Sua morte foi substitutiva, pois pagou a nossa dívida, sofreu o nosso inferno, e nós, os que cremos nEle obtemos o perdão pelos nossos pecados, a nossa salvação, a justiça do Senhor Jesus Cristo nos é atribuída. Ter fé no Evangelho do Senhor é receber gratuitamente o poder da sua salvação. O meu inferno foi sofrido pelo Senhor Jesus Cristo para que eu receba os privilégios que pertenciam somente a Ele. Por isso os crentes são adotados por Deus como filhos, uma dignidade que pertencia somente a Jesus.

Aos pecadores é requerido que se arrependam dos seus pecados e que se convertam de uma vida de servidão aos mais variados pecados à fé servil ao Senhor Jesus Cristo, que creiam no Evangelho e vivam sob suas ordens, Graça e doutrinas.

Por isso, por meio do Senhor Jesus Cristo, nós temos a nossa comunhão com Deus restabelecida. Em nome do Senhor Jesus nós oramos ao Deus-Pai e Ele nos ouve. Através do Senhor Jesus nós adentramos no Santo dos Santos na presença de Deus para adorá-lo em espírito e em verdade e Ele recebe as nossas vidas, o nosso culto e a nossa adoração.

E o Senhor Jesus Cristo ressuscitou, a morte ocorrida na maldição cruz não pôde detê-lo, Ele venceu a morte, o pecado e o inferno e retomou a majestade nos céus, ao lado do Pai, de onde reina soberano sobre todas as coisas e intercede pelo seu povo até que chegue o glorioso dia do seu retorno. E então todos ressuscitaremos, os salvos para as glórias do porvir e os réprobos para receberem suas justas condenações.

O Evangelho

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/08/o-evangelho.html

O ódio pela santidade de Deus

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/07/o-odio-santidade-de-deus.html

O amor de Deus e o inferno

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/04/o-amor-de-deus-e-o-inferno.html

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pecado entrou na criação através de Adão e Eva. Mas ele já existia num contexto espiritual. A Serpente, Satanás, o Diabo já tinha caído em pecado, já o conhecia, já era corrompido e já era um corruptor que arrastou, num passado desconhecido, uma parte dos anjos à injustificável rebelião contra Deus. É para a condenação desses demônios que o inferno existe. Contudo os eventos que levaram anjos a se corromperem em tempos diferentes dos descritos no Éden são pouco descritos nas Escrituras e a ênfase da Bíblia como Palavra de Deus é na história da redenção da humanidade, cujo centro é a obra e a glória do Senhor Jesus Cristo.

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Ainda que o pecado tenha alterado e degenerado toda a criação, e especialmente à humanidade, ele não foi um "acidente de percurso".

Se considerarmos que o Senhor Deus é onipotente e onisciente, Ele necessariamente exerce sua soberania sobre todas as coisas e nada escapa do seu senhorio, do seu conhecimento, nem dos seus planos. 

Todas as coisas aconteceram exatamente como Deus predeterminou.

Efésios 1 descreve toda a Trindade agindo pela salvação dos eleitos e é dito que "Deus nos escolheu nEle (em Cristo) antes da fundação do mundo" - ou seja, antes de o mundo ser criado e antes da queda de Adão, Deus já tinha elegido a sua igreja (gente de todas as eras e lugares) e a salvou pelos atos redentivos do Senhor Jesus. Disso concluímos que a queda não foi acidental, mas estava dentro dos planos soberanos e sempre perfeitos de Deus, isso porque o plano de salvação já estava predeterminado tanto sobre os fins como nos seus meios. Se Cristo sempre foi o Cordeiro de Deus desde a fundação do mundo isso implica no fato de que os atos da cruz já estavam preordenados e que a redenção de pecados era parte central dos planos de Deus mesmo antes do pecado ter entrado no mundo e antes mesmo do mundo ter sido criado. Jesus, no Evangelho, é o "pleroma", a plenitude dos tempos, a plenitude de tudo, a glória de tudo por meio de quem tudo veio a existir e tudo converge para Ele, porque dEle, por Ele e para Ele são todas as coisas.

A humanidade não é o centro do mundo, o Senhor Jesus é quem é. E a história da redenção é o meio pelo qual se desenvolve a sua glória.

Na história da redenção, e especialmente no seu desfecho, na glorificação, percebemos que houveram coisas boas que só se evidenciaram por causa da queda: Adão não conheceria perdão, redenção, misericórdia e outras ações e atributos de Deus especialmente reconhecidos no Senhor Jesus Cristo, que nós conhecemos, e a glória do Cordeiro de Deus se impôs sobre a criação por causa da queda, da redenção e da glorificação.

Ou seja, conhecemos, como Deus disse, tanto o bem como o mal. Nós podemos conhecer a Deus como Adão jamais pôde.

18/04/2023

Para quê servem as distorções ensinadas e praticadas em muitas "igrejas"?

 

Para que servem as distorções da fé cristã que são tão comumente pregadas e praticadas em muitas "igrejas" e seus consequentes desvios de fé e escândalos?

Para atrair pessoas através dos desejos dos seus corações, evidenciando que não é a verdade do Deus Santo que querem, mas sim a concretização dos seus desejos através da instrumentalização da religião como se Deus pudesse ser manipulado por homens, numa prática de idolatria e de paganismo apenas disfarçados com um fino verniz de cristianismo.

Para dar aos inimigos de Cristo motivos que validem seus ódios contra o Senhor, uma vez que não existem motivos reais para incriminar a fé, recorre-se ao expediente de usar os que fazem mau uso dela e que a pervertem para fazer deles motivos a serem usados contra toda a fé cristã e assim tentam justificar o desprezo e ódio pelo Senhor Jesus e pela sua igreja fiel.

Para santificar o povo de Deus, fazendo com que por meio de perseguições e do necessário esforço por se praticar e defender a pureza da fé fique claro que existe uma única verdade acerca de Deus e da sua vontade revelada em distinção a tantas mentiras e tantos desvios que prosperam no mundo dos homens caídos.

Para deixar claro que o mundo dos homens é corrupto e corruptor, digno da justiça santa do Santo Deus em claro contraste com a santidade da igreja fiel do Senhor Jesus, que é como uma ovelha enviada para o meio de lobos.

*Escrevi essa reflexão por ver tão frequentemente que igrejas infiéis que pervertem o ensino bíblico e o ministério da igreja prosperam muito, costumam ter milhares de adeptos e seus líderes ficam ricos e poderosos em total contraste com as igrejas bíblicas que normalmente perseveram com uma membresia modesta, sem ostentações, e que mantém um ministério simples de pregação e de ensino das Escrituras, e seus líderes têm um modo de vida simples sem nunca alcançarem o "estrelato" religioso com os luxos muito comuns dos falsos profetas - e, infelizmente, essa prosperidade dos ímpios costuma exercer alguma influência tentadora nos servos de Deus que lutam para se manterem fiéis (Salmo 73) pois correm riscos reais de, eventualmente, se sentirem frustrados quando comparam os números simplórios das igrejas fiéis em contraste com os superlativos numéricos das igrejas que corrompem o Evangelho.

Irmãos, não se fixem em números e nas prosperidades dos ímpios, antes, nos fixemos no Senhor e permaneçamos fiéis à sua Palavra!

23/03/2023

Minha oração recorrente pelas autoridades brasileiras


Minha oração recorrente pelas autoridades brasileiras:

Que Deus dê força e graça aos justos que estão revestidos de autoridade, e que esses tenham bom êxito e proeminência, e que Deus os ilumine e abençoe.

Quanto aos perversos que estão no poder, que são muitos, que sejam por Deus, que tudo pode, transformados, levados ao arrependimento dos seus graves pecados, e que assim o Senhor transforme o mal em bem.

Mas se o Senhor não quiser fazer isso, que Ele os quebre, os destitua dos poderes ou que os destrua.

Mas se o Senhor, que tudo pode, não quiser fazer isso, que Ele dê força e graça para os seus servos, para a sua igreja perseverar fiel ao Senhor, mesmo em desvantagens diante de autoridades perversas que são dignas do mais severo juízo, mas que por enquanto são toleradas por Deus para o cumprimento dos seus desígnios.

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Parece que não há justiça neste mundo...

Chamar protestos feitos por brasileiros contestadores das fraudes no último processo eleitoral para a presidência deste país de "atos antidemocráticos feitos por terroristas", prender os manifestantes de forma arbitrária e covarde e impedir investigação por CPI recorrendo ao velho expediente da compra de parlamentares e de ameaça a quem não se sujeitar; e depois impor sigilo aos fatos, tornando impossível investigar os atos de 08 de janeiro... isso é coisa de quem tem culpa, de quem se receia de investigações, de quem teme a justiça, de quem armou uma armadilha para os manifestantes em Brasília para criar uma narrativa visando enfraquecer toda e qualquer organização de manifestantes contrários ao atual desgoverno, de quem quer que a injustiça seja estabelecida.

Mas, graças a Deus, um dia o Senhor exercerá a sua Justiça e ela será perfeita, implacável. Nesse dia gente como o Lula e seus asseclas, toda a corja de injustos, de cínicos, de corruptos e corruptores, se perseverarem inconvertidos na atual iniquidade, todos serão esmagados pela pesada mão condenadora de Deus e receberão o peso da sua ira. E, ainda que gritem por misericórdia, ela já terá cessado.

Agora é o tempo da misericórdia, mas esse tempo cessará no dia do Juízo, quando Cristo voltar. Arrependam-se!