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22/05/2026

Pregadores do Evangelho são profetas.


Pregadores do Evangelho são profetas. 

A pregação do Evangelho requer a confrontação de pecados, o Evangelho exige o arrependimento de pecados. Sem a conclamação ao arrependimento de pecados não é possível desfrutar da Graça do Evangelho. Não existe fé salvadora sem conversão ao senhorio de Cristo. Não existe vida eterna sem renúncia do velho eu, do ser degenerado que vive sob a égide do pecado, é necessário o novo nascimento sob a Graça de Cristo com sua subsequente santificação.

O Evangelho deve ser pregado por toda parte, em todos os lugares, em tempo e fora de tempo. O confronto de pecados, sejam particulares ou públicos, pessoais ou coletivos é requisito na pregação do Evangelho. 

Mas muitos pregadores perverteram o trabalho sagrado da pregação do Evangelho, pois tornaram-se tagarelas de um tipo estranho e esvaziado de cristianismo que convive muito bem com o pecado. Pecado, aliás, só é grave se for público (como alguns, maldosamente, pensam e já ouvi pregador defendendo isso)- então essa gente se aperfeiçoa nas artes da hipocrisia, de manter as coisas escondidas, disfarçadas - e esse é um hábito antigo que foi publicamente rechaçado do pelo Senhor Jesus. Como acontecia antigamente, as carreiras de muitos clérigos são marcadas por verdadeiros jogos políticos e de interesses onde se pratica o desprezível toma-lá-dá-cá numa corrupção institucionalizada cada vez mais descarada, e agindo assim nas instituições "sagradas", de onde essas autoridades eclesiásticas poderiam tirar alguma condição moral para denunciarem as corrupções políticas? Provavelmente isso explique porque temos visto tantos desses líderes frequentando coquetéis de autoridades políticas confabulando com quem deveriam confrontar. Mas não! Estão todos no mesmo saco e isso é nojento.

E assim, esses pregadores que ousam ter Deus em demasiado nas suas bocas sujas e sempre esvaziado dos seus inseparáveis significados quebram recorrentemente o terceiro mandamento e se desfiguram em profissionais de discursos estranhos que são ofensivos ao Senhor da Verdade e da Justiça, uma vez que reduziram a pregação cristã a discursos esvaziados ou distorcidos, e se reduziram a ser fantoches das ambições mundanas que não têm coragem nem caráter para pregarem o arrependimento de pecados e, como faziam os profetas bíblicos, denunciarem os pecados das autoridades da nação e do seu povo. Esses meninos de púlpitos que gostam de ser reverenciados são covardes que temem as consequências do confronto de pecados, e por isso apequenam a pregação do Evangelho, e é assim que a luz se apaga, com a corrupção da pregação da verdade, e assim o povo perde de vista o senhorio do Rei Jesus e se perde nas trevas das suas próprias concupiscências.

Considerando o alto percentual de cristãos (algo em torno de 30%) na população brasileira seria impossível o Brasil ser tão decadente e corrupto como é, pois se a luz do poder e da verdade de Cristo realmente brilhasse nesse povo, certamente ela iluminaria e influenciaria poderosamente todo o país. Então por que essa multidão é tão irrelevante? Por que temos tão grande incoerência? Isso é fruto do tipo frouxo de pregação feita numa abordagem (1) antropocêntrica em vez de ser cristocêntrica, (2) destituída do ensino dedicado das doutrinas bíblicas, (3) voltada para o bem-estar do "crente"(excesso de sentimentalismo) e (4) sem denúncia de pecados, sejam pessoais, culturais ou das autoridades, requerendo os seus necessários arrependimentos.

Nos casos das autoridades, o que vemos, é acomodação passiva e, pior, bajulação idólatra. Daí se decorre que a luz da pregação eficaz está comprometida porque grande parte dos que deveriam ser profetas (embora sempre existam os remanescentes fiéis - creio serem minoria e quase sempre estão fora dos holofotes) são apenas hipócritas, são meros profissionais de púlpito preocupados em dar às pessoas o tipo de bem-estar que elas querem ouvir em tipos domesticados e distorcidos de cristianismos infiéis ao Senhor.

Os corruptores da fé são inimigos de Cristo.

28/07/2025

Para que Jesus veio ao mundo?

Para que Jesus veio ao mundo?

João 18:37

“Deus proverá para si um cordeiro” 

“Respondeu Abraão: Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto; e seguiam ambos  juntos.” (narrativa da exigência que Deus fez a Abraão de oferecer seu filho Isaque em sacrifício -  Gênesis 22:8) 

A oferta (culto) de Abel é aceito por Deus, o de Caim não (Gn. 4: 3 – 7) 

Noé oferece holocausto a Deus após o dilúvio (Gn. 8:20) 

Deus faz aliança com Abrão (Gn. 15: 9, 10, 17)...

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A figura do cordeiro (ou de um outro animal conforme prescrições em todo o livro de Levíticos –  instruções sobre os serviços no tabernáculo/ Templo) está presente na prática do culto ao Senhor em  todo o Antigo Testamento. Trata-se de oferta feita em sacrifício a Deus especialmente para a remissão  de pecados e como forma de aliança/ pacto entre o ofertante e Deus. 

Leia Hebreus 9: 11 – 28 


“Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão.” (Hebreus 9:22) 


“Ora, visto que a lei tem sombra dos bens vindouros, não a imagem real das coisas, nunca jamais pode  tornar perfeitos os ofertantes, com os mesmos sacrifícios que, ano após ano, perpetuamente, eles  oferecem.” (Hebreus 10: v.1) 

“porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados.” (v.4) 

“Depois de dizer, como acima: Sacrifícios e ofertas não quiseste, nem holocaustos e oblações pelo  pecado, nem com isto te deleitaste (coisas que se oferecem segundo a lei), então, acrescentou: Eis aqui estou para fazer, ó Deus, a tua vontade. Remove o primeiro para  estabelecer o segundo. Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por  todas. 

Ora, todo sacerdote se apresenta, dia após dia, a exercer o serviço sagrado e a oferecer muitas vezes  os mesmos sacrifícios, que nunca jamais podem remover pecados; 

Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra  de Deus, aguardando, daí em diante, até que os seus inimigos sejam postos por estrado dos seus pés. Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados.” (vs. 8 -14)  

“...o mistério que estivera oculto dos séculos e das gerações; agora, todavia, se manifestou aos seus  santos; aos quais Deus quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre os gentios, isto é,  Cristo em vós, a esperança da glória…” (Colossenses 1:26,27 e Efésios 3: 1 – 13) 

A Bíblia, em sua revelação progressiva, ensina que os antigos ritos de culto a Deus que  envolviam sacrifícios apontavam, como sombras, para uma verdade que estava oculta, mas que  foi plenamente revelada na plenitude dos tempos na pessoa do Senhor Jesus Cristo. Todos os atos religiosos do Antigo Testamento apontam para Jesus, que é a única e verdadeira  eficácia de todos os ritos ordenados por Deus, o realizador do verdadeiro pacto entre Deus e a  sua criatura humana. 

“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de  bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis  perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de  sua vontade, para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado, no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça, que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e prudência, desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu  como as da terra; nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz  todas as coisas conforme o conselho da sua vontade, 

a fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo; em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação,  tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória.”

(Efésios 1:3-14) 


“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele  crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo  fosse salvo por ele. Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito  Filho de Deus. O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz;  porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem  arguidas as suas obras. Quem pratica a verdade aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque  feitas em Deus.”  

(João 3:16-21) 


“Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor ? 
Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem  formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. 
Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e,  como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso. Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o  reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. 
Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que  nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. 
Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor  fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. 
Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como  ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. 
Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra  dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido. 
Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca 
fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca.” (Isaías 53:1-9) 


“Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e  gloriamo-nos na esperança da glória de Deus. 
E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação  produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito  Santo, que nos foi outorgado. 
Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós  ainda pecadores. Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito  mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida; 
e não apenas isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio 
de quem recebemos, agora, a reconciliação.” (Romanos 5:1-11) 


“Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância  da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo. Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim  também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida. Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também,  por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos. Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça, a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida  eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor.” 

(Romanos 5:17-21) 

“Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: estando Maria, sua mãe, desposada com José, sem que  tivessem antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo. 

Mas José, seu esposo, sendo justo e não a querendo infamar, resolveu deixá-la secretamente. Enquanto ponderava nestas coisas, eis que lhe apareceu, em sonho, um anjo do Senhor, dizendo:  José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito  Santo. 

Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles. Ora, tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor por intermédio do profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer  dizer: Deus conosco).” (Mateus 1:18-23) 

“Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem. O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em  abundância. Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas.” (João 10:9-11) 

“Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores,  dos quais eu sou o principal.” (1 Timóteo 1:15) 

 

Confissão de fé de Westminster

CAPÍTULO VII - O PACTO DE DEUS COM O HOMEM 

I. Tão grande é a distância entre Deus e a criatura, que, embora as criaturas racionais lhe devam obediência como ao seu  Criador, nunca poderiam fruir nada dele como bem-aventurança e recompensa, senão por alguma voluntária condescendência  da parte de Deus, a qual foi ele servido significar por meio de um pacto. 

Jó 9:32-33; Sal. 113:5-6; At. 17:24-25; Luc. 17: 10. 

II. O primeiro pacto feito com o homem era um pacto de obras; nesse pacto foi a vida prometida a Adão e nele à sua  posteridade, sob a condição de perfeita obediência pessoal. 

Gal. 3:12; Rom. 5: 12-14 e 10:5; Gen. 2:17; Gal. 3: 10. 

III. O homem, tendo-se tornado pela sua queda incapaz de vida por esse pacto, o Senhor dignou-se fazer um segundo pacto,  geralmente chamado o pacto da graça; nesse pacto ele livremente oferece aos pecadores a vida e a salvação por Jesus Cristo,  exigindo deles a fé nele para que sejam salvos; e prometendo dar a todos os que estão ordenados para a vida o seu Santo  Espírito, para dispô-los e habilitá-los a crer. 

Gal. 3:21; Rom. 3:20-21 e 8:3; Isa. 42:6; Gen. 3:15; Mat. 28:18-20; João 3:16; Rom. 1:16-17 e 10:6-9; At. 13:48; Ezeq. 36:26-27;  João 6:37, 44, 45; Luc. 11: 13; Gal. 3:14. 

IV. Este pacto da graça é freqüentemente apresentado nas Escrituras pelo nome de Testamento, em referência à morte de  Cristo, o testador, e à perdurável herança, com tudo o que lhe pertence, legada neste pacto. 

Hb. 9:15-17. 

V. Este pacto no tempo da Lei não foi administrado como no tempo do Evangelho. Sob a Lei foi administrado por promessas,  profecias, sacrifícios, pela circuncisão, pelo cordeiro pascoal e outros tipos e ordenanças dadas ao povo judeu, prefigurando,  tudo, Cristo que havia de vir; por aquele tempo essas coisas, pela operação do Espírito Santo, foram suficientes e eficazes para  instruir e edificar os eleitos na fé do Messias prometido, por quem tinham plena remissão dos pecados e a vida eterna: essa  dispensarão chama-se o Velho Testamento. 

II Cor. 3:6-9; Rom. 6:7; Col. 2:11-12; I Cor. 5:7 e 10:14; Heb. 11:13; João 8:36; Gal. 3:7-9, 14. 

VI. Sob o Evangelho, quando foi manifestado Cristo, a substância, as ordenanças pelas quais este pacto é dispensado são a  pregação da palavra e a administração dos sacramentos do batismo e da ceia do Senhor; por estas ordenanças, posto que  poucas em número e administradas com maior simplicidade e menor glória externa, o pacto é manifestado com maior plenitude,  evidência e eficácia espiritual, a todas as nações, aos judeus bem como aos gentios. É chamado o Novo Testamento. Não há,  pois, dois pactos de graça diferentes em substância mas um e o mesmo sob várias dispensações. 


Col. 2:17; Mat. 28:19-2; I Cor. 11:23-25; Heb. 12:22-24; II Cor. 3:9-11; Luc. 2:32; Ef. 2:15-19;
Luc. 22:20; Gal. 3:14-16; At. 15: l 1; 
Rom. 3:21-22, 30 e 4:16-17, e 23-24; Heb. 1:1-2. 


Confissão de fé de Westminster

CAPÍTULO VIII - DE CRISTO O MEDIADOR 

I. Aprouve a Deus em seu eterno propósito, escolher e ordenar o Senhor Jesus, seu Filho Unigênito, para ser o Mediador entre  Deus e o homem, o Profeta, Sacerdote e Rei, o Cabeça e Salvador de sua Igreja, o Herdeiro de todas as coisas e o Juiz do  Mundo; e deu-lhe desde toda a eternidade um povo para ser sua semente e para, no tempo devido, ser por ele remido,  chamado, justificado, santificado e glorificado. 

Isa. 42: 1; I Ped. 1: 19-20; I Tim. 2:5; João 3:16; Deut. 18:15; At. 3:20-22; Heb. 5:5-6; Isa. 9:6-7; Luc. 1:33; Heb. 1:2; Ef. 5:23; At.  17:31; II Cor.5:10; João 17:6; Ef. 1:4; I Tim. 2:56; I Cor. 1:30; Rom.8:30. 

II. O Filho de Deus, a Segunda Pessoa da Trindade, sendo verdadeiro e eterno Deus, da mesma substância do Pai e igual a ele,  quando chegou o cumprimento do tempo, tomou sobre si a natureza humana com todas as suas propriedades essenciais e  enfermidades comuns, contudo sem pecado, sendo concebido pelo poder do Espírito Santo no ventre da Virgem Maria e da  substância dela. As duas naturezas, inteiras, perfeitas e distintas - a Divindade e a humanidade - foram inseparavelmente  unidas em uma só pessoa, sem conversão composição ou confusão; essa pessoa é verdadeiro Deus e verdadeiro homem,  porém, um só Cristo, o único Mediador entre Deus e o homem. 

João 1:1,14; I João 5:20; Fil. 2:6; Gal. 4:4; Heb. 2:14, 17 e 4:15; Luc. 1:27, 31, 35; Mat. 16:16; Col. 2:9; Rom. 9:5; Rom. 1:3-4; I  Tim. 2:5. 

III. O Senhor Jesus, em sua natureza humana unida à divina, foi santificado e sem medida ungido com o Espírito Santo tendo  em si todos os tesouros de sabedoria e ciência. Aprouve ao Pai que nele habitasse toda a plenitude, a fim de que, sendo santo,  inocente, incontaminado e cheio de graça e verdade, estivesse perfeitamente preparado para exercer o ofício de Mediador e  Fiador. Este ofício ele não tomou para si, mas para ele foi chamado pelo Pai, que lhe pôs nas mãos todo o poder e todo o juízo  e lhe ordenou que os exercesse. 

Sal. 45:5; João 3:34; Heb. 1:8-9; Col. 2:3, e 1:9; Heb. 7:26; João 1: 14; At. 10:38; Heb. 12:24, e 5:4-5; João 5:22, 27; Mat. 28:18. 

IV. Este ofício o Senhor Jesus empreendeu mui voluntariamente. Para que pudesse exercê-lo, foi feito sujeito à lei, que ele  cumpriu perfeitamente; padeceu imediatamente em sua alma os mais cruéis tormentos e em seu corpo os mais penosos  sofrimentos; foi crucificado e morreu; foi sepultado e ficou sob o poder da morte, mas não viu a corrupção; ao terceiro dia  ressuscitou dos mortos com o mesmo corpo com que tinha padecido; com esse corpo subiu ao céu, onde está sentado à destra  do Pai, fazendo intercessão; de lá voltará no fim do mundo para julgar os homens e os anjos. 

Sal. 40:7-8; Heb. 10:5-6; João 4:34: Fil. 2-8; Gal. 4:4; Mat. 3:15 e 5:17; Mat. 26:37-38; Luc.22:24; Mat. 27.46; Fil 2:8; At. 2:24, 27  e 13:37; I Cor.15:4; João 20:25-27; Luc. 24:50-51; II Ped. 3:22; Rom. 8:34; Heb. 7:25; Rom. 14:10: At. 1:11, João5:28-29; Mat.  13:40-42. 

V. O Senhor Jesus, pela sua perfeita obediência e pelo sacrifício de si mesmo, sacrifício que pelo Eterno Espírito, ele ofereceu a  Deus uma só vez, satisfez plenamente à justiça do Pai. e para todos aqueles que o Pai lhe deu adquiriu não só a reconciliação,  como também uma herança perdurável no Reino dos Céus. 

Rom. 5: 19 e :25-26; Heb. 10: 14; Ef. 1: 11, 14; Col.1:20; II Cor.5: 18; 20; João 17:2; Heb.9:12,15. 

VI. Ainda que a obra da redenção não foi realmente cumprida por Cristo senão depois da sua encarnação; contudo a virtude, a  eficácia e os benefícios dela, em todas as épocas sucessivamente desde o princípio do mundo, foram comunicados aos eleitos  naquelas promessas, tipos e sacrifícios, pelos quais ele foi revelado e significado como a semente da mulher que devia  esmagar a cabeça da serpente, como o cordeiro morto desde o princípio do mundo, sendo o mesmo ontem, hoje e para  sempre. 

Gal. 4:45; Gen. 3:15; Heb. 3:8. 

VII. Cristo, na obra da mediação, age de conformidade com as suas duas naturezas, fazendo cada natureza o que lhe é próprio:  contudo, em razão da unidade da pessoa, o que é próprio de uma natureza é às vezes, na Escritura, atribuído à pessoa  denominada pela outra natureza. 

João 10:17-l8; I Ped. 3:18; Heb. 9:14; At. 20:28; João3:13 

VIII. Cristo, com toda a certeza e eficazmente aplica e comunica a salvação a todos aqueles para os quais ele a adquiriu. Isto  ele consegue, fazendo intercessão por eles e revelando-lhes na palavra e pela palavra os mistérios da salvação, persuadindo os eficazmente pelo seu Espírito a crer e a obedecer, dirigindo os corações deles pela sua palavra e pelo seu onipotente poder  e sabedoria, da maneira e pelos meios mais conformes com a sua admirável e inescrutável dispensação. 

João 6:37; 39 e10:15-16; I João 2:1; João 15:15; Ef. 1:9; João 17:6; II Cor. 4:13; Rom. 8:9, 14 e 15:18-19; João 17:17; Sal. 90:1;  I Cor. 15: 25-26; Col. 2:15; Luc. 10: 19. 


“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1:29) 

“Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus  como Senhor e a nós mesmos como vossos servos, por amor  de Jesus.” (2 Coríntios 4:5)


14/07/2025

O fato bíblico e histórico da ressurreição.


Pregação feita no culto da Capelania Evangélica do Hospital São Paulo dia 05/07/2025 em 1 Corintios 15  sobre o fato bíblico e histórico da ressurreição do Senhor Jesus.

A ressurreição do Senhor, um fato bíblico e histórico; e a ressurreição futura de todas as pessoas no futuro, na ocasião do retorno do Senhor quando parte da humanidade (os eleitos, crentes e salvos) ressuscitará para as glórias da eternidade com Deus e a parte dos incrédulos ressuscitará para o receberem a eterna danação no inferno, é tema central na fé cristã. 

Se não houvesse ressurreição nada faria sentido.

Veja também:
https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/09/se-nao-existe-ressurreicao-nao-existe.html

23/06/2025

O povo de Israel vive - "Am Yisrael Chai" (עם ישראל חי)

 "O povo de Israel vive" 


"Veio para o que era seu, e os seus não o receberam." (João, 1: 11)

Sou um cristão reformado (calvinista), aliancista, não dispensacionalista. Creio, portanto, que a nação de Israel cumpriu o seu papel nos planos de Deus na história como berço do Reino de Deus, como local separado e abençoado para a vinda do seu Messias, que lamentavelmente foi rejeitado pela maioria do seu povo, o Senhor Jesus Cristo, o Rei de Israel, mas não somente dessa nação, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o Filho do único Deus verdadeiro, gerado mas não criado; o mesmo Deus que se revelou a Abraão e que nos deu a sua Lei através de Moisés. Creio que o Messias que já nos veio como servo sofredor é o Salvador dos pecadores que, arrependidos, crêem no seu Evangelho. E Ele mesmo voltará em breve, não mais como o cordeiro para o holocausto e sim como o Leão de Judá, o Senhor dos exércitos, aquele que luta para vencer e que virá para impor o seu Reino glorioso de justiça. 

Vivemos, agora, o período intermediário entre as duas vindas do Messias, do Senhor Jesus, sendo a primeira para morrer no holocausto da cruz e vencer os poderes da morte, do pecado e do inferno, e a segunda para reivindicar, em glória, os frutos do seu penoso trabalho, tudo o que lhe pertence - e Ele tem plenos direitos e poderes sobre toda a criação. Tudo é dele, por Ele e para Ele. Tudo é para a glória do Senhor!

Era em Israel que estava a maior parte dos crentes que formavam a igreja do Antigo Testamento, afinal nem todo israelita era crente de verdade, exatamente como nem todo cristão o é de fato. Mas no Novo Testamento a função da estrutura religiosa israelita com seus sacerdotes, os sacrifícios e o Templo de Jerusalém caducaram, pois tudo isso tipificava e apontava, assim como o próprio modelo de reinado, para a promessa da plenitude, o cumprimento das profecias, a esperança messiânica, a vida e o ministério do Cordeiro de Deus que veio ao mundo para remir pecadores, o Filho de Deus encarnado que nos fez conhecer perfeitamente ao Deus que antes era um mistério e que se revelou de forma progressiva ao longo da história de Israel até chegar ao ponto culminante e sublime quando o próprio Deus se fez homem na pessoa do Senhor Jesus. E Ele fez o que não poderíamos fazer para a nossa salvação da maldição do pecado, Ele sofreu o holocausto da cruz como o santo de Deus, ocasião em que o véu da separação do antigo Templo foi milagrosamente rasgado de cima abaixo, colocando um fim definitivo nas restrições de acesso à habitação do Deus Santíssimo, porque o Mediador entre Deus e os homens cumpriu perfeitamente o seu trabalho vicário e assim redimiu o seu povo e o ajuntou na sua igreja universal, instaurando o Reino de Deus, uma realidade que agora é apenas incipiente e que é visto no ministério global da igreja militante, que está espalhando a graça salvadora de Deus por todos o mundo na proclamação do Evangelho, conclamando as gentes ao arrependimento e à fé salvadora e fazendo novos discípulos do Senhor, um Reino que em breve nos será plenamente imposto e que será eterno e definitivo a partir da ocasião do retorno triunfal do Senhor Jesus ressuscitado e glorificado, no grande Dia em que, enfim, Ele julgará a todos os povos de todas as nações e estabelecerá novos céus e nova Terra. Sião, a Nova Jerusalém como tipo que é, será enfim uma realidade gloriosa e eterna.

Assim, não cremos nas esperanças falsas de uma Israel mundana que rejeitou a Cristo como sendo a nação separada por Deus. Isso não é verdade. Infelizmente Israel é uma nação não-cristã, apóstata e celebrante de pecados como quaisquer outras nações cujos sistemas são essencialmente anti-cristãos. Mas acredito, defendo e celebro o direito do povo judeu - que sim, tem bençãos distintivas de Deus (porque Ele é fiel às suas promessas que foram feitas no passado). Indiscutivelmente é desse povo que surgem as mentes mais brilhantes que têm abençoado o mundo, no âmbito da graça comum, nos campos das ciências, da administração e das artes. O mundo civilizado que conhecemos deve muito aos judeus. E, independentemente de qualquer coisa, esse povo milenar e resiliente deve ser respeitado como qualquer outro povo nos seus direitos de existir, de ter a sua própria terra e de ser uma nação.

Sendo assim, eu me oponho ao crescimento do antissemitismo no nosso tempo, visto de forma escancarada e reprovável na união de ideologias perversas, numa fraternidade maligna que deve ser rechaçada. 

Os judeus sofreram ao longo de milênios. Nos tempos bíblicos sofreram cativeiros e sofrimentos sob tiranos movidos sob o senhorio soberano do Senhor Deus que os disciplinava, enquanto infringiram sofrimentos aos seus profetas e profanavam seus deveres para com o Senhor. O povo de Deus do Antigo Testamento era um povo reincidentemente infiel, que desprezou ao seu próprio Rei e Messias, condenando-o à morte dos malditos. Então, esvaziados de Deus, do seu Templo não sobrou pedra sobre pedra e toda a nação de Israel foi submetida ao desterramento e à diàspora, tornando-se o seu povo disperso e peregrino em terras estranhas, sem a sua terra prometida. E sofreram perseguições religiosas dos séculos subsequentes, na era medieval foram caçados como minorias indesejáveis. Precisaram mudar de nome, de cultura, de fingir ser o que não eram para sobreviverem. No detestável nazismo, já numa época em que a civilização se gabava da sua cultura, erudição e ciência, vieram à toma o que existe de pior na humanidade e os judeus foram tratados como animais de abatedouro, foram desumanizados em guetos, roubados, amontoados em campos de concentração, fuzilados, condenados à fome, assados em fornalhas. Foram mais de seis milhões de assassinatos brutais. E quando se pensava que o mal do antissemitismo tinha sido cicatrizado, em outubro de 2023 os terroristas do Hamás reacenderam as chamas da inquisição, das jihads e do holocausto que estão se espalhando no absurdo e deplorável aumento do antissemitismo por todo o mundo. O que há de pior na humanidade tem sido direcionado contra os judeus 

Israel como nação e a etnia dos judeus provavelmente sejam as que mais evidenciam o mal comum de todos os povos. Todos somos pecadores, todos somos, ao mesmo tempo, aqueles que tanto exercem o mal como aqueles que os sofremos. Não há um único justo entre nós, não há inocentes verdadeiros no jogo do pecado e todos podemos ser vítimas do mal praticado pelo outro, pelo meu próximo, pelo outro povo ou nação, mas nada, absolutamente nada está à parte do Deus soberano que tudo vê e perscruta e que oferece salvação e redenção a todos os que a Ele recorrem em fé por meio do seu Filho em arrependimento de pecados. Deus é aquele que impõe justiças a este mundo de tempos em tempos, Ele pune reinos e nações mas oferece redenção em todo tempo até que Cristo volte.

Israelitas, Iranianos, Palestinos, Brasileiros, Norte-Americanos, Chineses, Russos, Egípcios, etc - Todos os povos precisam da luz do Evangelho do Senhor Jesus porque dentre todos os povos existem aqueles que serão salvos pela fé no Filho de Deus - mas todos os que rejeitam ao Senhor sofrerão o seu severo juízo e muitos poderão sofrer esse juízo a partir de agora.

03/05/2025

Escândalos à fé evangélica

Se você não conhece a verdade será presa fácil para a mentira.

O apóstolo Arnaldo é um personagem de humor que foi criado a partir das experiências pessoais do seu intérprete para fazer críticas, em tom jocoso, dos desvios muito comuns do meio evangélico. Não o acompanho, embora tenha visto diversos vídeos dele, pois apesar de ele ter muita razão em muitas de suas críticas, elas não podem servir de ocasião para o vitupério ao Santo Nome do Senhor, coisa que esse humorista faz sem demonstrar nenhum temor ou reverência a Deus.

Mas neste vídeo ele mostra, acertadamente, como funciona a escalada dos picaretas da religião, que infelizmente são muitíssimos. Manipuladores, gente ambiciosa, tagarelas, gente despreparada, cínicos, mentirosos, oportunistas sórdidos, enfim, a vantagem de termos liberdade religiosa somada à ignorância e às inclinações idólatras e místicas de muitos têm produzido efeitos colaterais danosos, verdadeiros escândalos à religião e muitas blasfêmias contra Deus - e isso não é de hoje.

Dentre os inimigos da fé destacam-se os inimigos internos da igreja: os pervertedores da verdade do Senhor, os pregadores de mentiras, os falsos mestres, falsos profetas e falsos pastores, gente blasfema que está a serviço do pai da mentira, Satanás, e isso dentro de igrejas vulneráveis por consequência da negligência de muitos crentes no seu dever de conhecer bem a Palavra de Deus - uma realidade em igrejas de todo tipo.

Essa realidade é descrita na advertência que o Apóstolo Paulo nos faz na carta de 2 Timóteo, capítulos 3 e 4.

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Profeta mirim?


Conselho Tutelar proíbe Miguel Oliveira de pregar e usar redes sociais

O afastamento é uma resposta direta à repercussão negativa de conteúdos em que ele afirma, entre outras coisas, curar doenças graves como câncer. 

Como parte das decisões definidas no encontro com o Conselho Tutelar, Miguel deverá retornar imediatamente às aulas presenciais.

Até então, ele cursava os estudos apenas de forma remota, por aplicativo, o que, segundo as autoridades e seu próprio pastor, já não era mais viável diante da sua exposição e das pressões envolvidas.

Em meio a uma série de controvérsias envolvendo suas pregações, o jovem missionário Miguel Oliveira, que vinha ganhando notoriedade no meio evangélico, foi oficialmente proibido de ministrar em igrejas e participar de eventos religiosos.

A medida, que não tem prazo para ser revertida, foi tomada após uma reunião realizada nesta terça-feira (29), na sede do Conselho Tutelar, com a presença dos pais do jovem e de seu líder espiritual, pastor Marcinho Silva.

Além da suspensão de suas atividades como pregador, Miguel também foi instruído a se afastar das redes sociais.

Fica vetada qualquer publicação relacionada a revelações espirituais ou atos de cura, prática que o jovem vinha realizando em vídeos que circulavam amplamente pela internet.

Um dos vídeos mais polêmicos mostra Miguel rasgando documentos que seriam laudos médicos, enquanto declara, diante da congregação: “Eu rasgo o câncer, filtro o teu sangue e curo a leucemia”.

As imagens, acompanhadas por gritos de celebração dos fiéis, provocaram reações intensas nas redes sociais. Críticos acusam o jovem de manipular a fé das pessoas e de simular manifestações espirituais sem respaldo teológico.

Entre líderes religiosos e teólogos, o comportamento do missionário também foi alvo de preocupação. Muitos apontam que suas mensagens apresentam pouco embasamento bíblico e se assemelham a padrões repetitivos comuns no meio neopentecostal, sugerindo falta de maturidade espiritual e conhecimento profundo da doutrina.

O Pastor Marcinho Silva explicou que o jovem demonstrou resistência ao ser informado da decisão, pois desejava continuar pregando nas igrejas. No entanto, o líder religioso classificou a medida como necessária, tanto para o desenvolvimento pessoal de Miguel quanto para sua proteção emocional e espiritual.

A interrupção da trajetória precoce de Miguel Oliveira nas pregações reflete o impacto que a superexposição digital pode causar na vida de jovens líderes religiosos.

A combinação de fama repentina, responsabilidade espiritual e falta de preparo formal tem levantado um debate urgente no meio evangélico sobre os limites da atuação juvenil em ministérios públicos.

Fonte: Assembleianos de Valor

Aposto que muitos oportunistas levantarão suas vozes em protesto contra o cerceamento imposto ao (falso) profeta mirim que se tornou famoso na internet por sua extravagância repleta de ofensas contra o Senhor, contra sua Palavra e contra a sua igreja. O rapaz foi proibido de pregar e isso pode soar como perseguição religiosa nos ouvidos de muitos que ainda se mostrarão solidários àquele que ainda será tratado como mártir, um perseguido pela causa de Cristo - mas isso é um engodo!

Esse caso (do falso profeta mirim) que escancara o grave nível de degradação que caracteriza grande parte do contexto evangélico (não apenas o neopentecostal) do nosso tempo, marcado por política rastejante de homens cobiçosos, pela exploração de incautos, por mentiras praticadas na manipulação da fé nas distorções da Palavra de Deus, nos curandeirismos, charlatanismos e profetismos muito comuns num modelo decadente de falso cristianismo caracterizado pelo forte apelo místico e comercial da parte de falsos pastores, falsos mestres e falsos profetas (e são muitos!) que têm usado a religião cristã para praticarem um tipo repugnante de comércio que escandaliza a fé, que blasfema do Senhor Jesus, que ofende e provoca a ira de Deus e que nada tem a ver com a verdadeira fé evangélica e bíblica. 

Eles mentem!

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Os cruzados foram cavaleiros medievais que se tornaram lendários como símbolos da defesa da fé cristã (ou, mais acertadamente, da civilização cristianizada - um subproduto da verdadeira fé) contra exércitos hostis (na época os muçulmanos) que disputavam o domínio e o controle de reinos e de cidades (como os arredores de Jerusalém). 

Como símbolos, esses cavaleiros, normalmente homens nobres, ilustram a disposição que os cristãos devem ter para lutar pela defesa da fé e dos seus princípios num mundo em que reincidentemente os adversários do Senhor Jesus e da sua igreja investem ostensivamente contra valores e práticas que devem ser mantidos e proclamados como luz para os povos. Nesse sentido os ímpios costumam agir por influência da pai da mentira e se afundam, com suas mentes cauterizadas pelo pecado, na devassidão de si mesmos e na multiplicação de iniquidades num mundo corrompido pelo mal do pecado e pelo ódio à santidade de Deus, o desprezo pela sua Lei, e por Cristo e pelo seu povo. Em contraste, os crentes lutam contra as forças hostis do pecado em obediência às ordens do Senhor como agentes da sua misericórdia e Graça na proclamação do Evangelho a fim de que muitas pessoas sejam salvas.

Tenho ouvido que não podemos mudar o mundo, que lutar pelo que é certo e justo pode nos custar muito caro e eu sei muito bem o alto preço que é imposto àqueles que se posicionam contra os avanços de todas as formas de iniquidade e de corrupção nas incontáveis áreas onde tais coisas operam, tanto no meu próprio interior como no nosso derredor. O provérbio "se não se pode vencê-los, junte-se a eles" é a solução adotada pela maioria dos que se apresentam nas fileiras do Senhor e que depois de lançarem mão ao arado acabam desistindo dele, a tentação da omissão, da covardia e da desistência surge como um gigante de vez em quando, mas a verdadeira lealdade ao Rei dos reis exige dos seus súditos que permaneçam nas trincheiras mesmo que isso lhe custe o bem-estar ou a própria vida. O nosso dever é de perseverar até o fim, e a salvação de Deus é a sua promessa aos que persistem.

A descrição perfeita dos guerreiros de Cristo está no texto de Efésios 6: 10 - 20


Veja também:

O "espírito" me revelou

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2025/03/o-espirito-me-revelou-revelou-nada-mane_13.html

Referenciais errados 

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/11/referenciais-errados.html

Falsos profetas e pastores fiéis 

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2024/04/falsos-profetas-e-pastores-fieis.html

21/03/2025

O descanso do crente


Não há opções aos discípulos do Senhor Jesus senão as de perseverar e de ser fiel até o fim.

Nessa trajetória, a que o próprio Senhor Jesus chamou de "caminho estreito e porta apertada" muitas circunstâncias, incluindo pessoas, conspirarão para a queda do crente no Senhor, mas todas elas, no fim das contas, estão sendo somadas ao fato de que todas as coisas, boas ou más, cooperam juntamente para o bem daqueles que (1) amam ao Senhor e que (2) foram chamados segundo os propósitos estabelecidos pelo próprio Deus - e qual é o propósito central e determinante de tudo? A glória de Deus que com todos os remidos será compartilhada no porvir.

Amar ao Senhor, e isso significa submeter-se à sua Lei, é evidência do chamamento de Deus, da sua eleição imposta aos remidos pelo sangue de Cristo, e isso porque só podemos amar ao Senhor se Ele nos amar primeiro, e quem ama ao Senhor guarda os seus mandamentos. Portanto a verdadeira relação do crente com Deus é comprovada na relação do homem com a Palavra de Deus e o nosso grande desafio de vida neste mundo é de manter-se fiel e praticante do Evangelho e, através dele, guardar a Lei de Deus - ou seja, crer no Evangelho traz uma série de desdobramentos na forma como o crente vive para Deus na sua família, na igreja, no trabalho e em todas as áreas da sua vida, agora como um embaixador do Reino de Deus neste mundo.

Afinidade com a Palavra de Deus é identificação e semelhança com Cristo - e essa é a ordenada santificação dos crentes, porque ser santo é ser um imitador de Jesus, e esse é um desafio de vida necessariamente marcado por muitas provações de fé em que somente os eleitos de Deus resistem em fidelidade crescente até o fim de suas vidas - ocasião em que os portais das glórias da eternidade se abrem para vivermos a insondável felicidade de desfrutarmos da presença e do senhorio triunfante do Senhor Jesus glorificado para todo o sempre - eis, enfim, o nosso descanso!

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Desvios, não apenas individuais, mas coletivos e institucionais.

Infelizmente, grande parte das igrejas evangélicas está enveredando por desvios já sedimentados no velho catolicismo: a invenção de crenças e de rituais, a relativização da Palavra de Deus, o culto às personalidades, a mistificação e sincretização da fé e da espiritualidade e a devoção exacerbada às instituições humanas.

Num ano recente eu tive o desprazer de testemunhar um "pastor reformado" conduzindo uma série de mensagens no período da "quaresma" em preparação para a "páscoa". Reformado? Não, um amálgama sincrético. Não existe "quaresma" realmente cristã, nem páscoa senão a Ceia do Senhor.

Se for considerado como "cristão" toda a diversidade de tradições e de crenças que existiu sob a suposta fé no Senhor Jesus, nós reconheceríamos como expressões legítimas de fé todas as heterodoxias, os desvios, as corrupções doutrinárias, as seduções do pai da mentira, as fés derivadas dos apócrifos, os gnósticos, os judaizantes, o arianismo, o catolicismo romano, o liberalismo teológico, o mormonismo, as testemunhas de Jeová, o adventismo do 7° dia, o feminismo, o evangelho socialista da libertação, o neopentecostalismo, etc - mas em seu tempo todos os Apóstolos combateram esses recorrentes, multiformes e persistentes desvios como obras do Diabo que tentam enfraquecer e perverter os crentes.

Ou seja, os desvios da fé são desvios da fé! Não há verdade nem eficácia quanto à obra de Cristo em seus enganos e corrupções.

A ordem aos crentes é a da fidelidade ao Senhor, e isso é praticado a partir da fidelidade doutrinária ao que ensinam as Escrituras, a verdade imutável da Palavra de Deus que deve ser ensinada, crida e praticada como tradição e autoridade recebida pelos Apóstolos do próprio Senhor Jesus e que deve ser transmitida sem adulterações à sua igreja de discípulos de geração a geração.