24/05/2026

Motivos porque sou contrário à ideia da salmodia exclusiva



Por que eu sou contrário à salmodia exclusiva ou à ideia de que o Saltério é o único hinário adequado ao culto cristão?

1) eu creio na inspiração divina, por consequência, na inerrância de toda a Bíblia - tanto de todos os textos que compõem o Antigo Testamento como os que compõem o Novo Testamento; e sei que os Salmos são, como parte dos textos do Antigo Testamento da Bíblia, igualmente inspirados e inerrantes e que esse mesmo saltério que temos nas nossas bíblias foi usado nos tempos em que existiu um Templo em Jerusalém a partir do reinado de Davi, sendo o livro "oficial" de louvores, dado pelo próprio Deus ao seu povo para cultuá-lo corretamente num tempo de esperança messiânica.

2) ainda que todos os textos que compõem os 66 diferentes livros da Bíblia sejam igualmente inspirados por Deus e inerrantes, existem claras diferenças entre eles quanto à revelação de Deus e da sua vontade, sendo essa revelação da verdade gradual e progressiva, sendo que todos os textos do Antigo Testamento estão num contexto de SOMBRAS (Hebreus 10: 1), pois apontavam para a vinda do Messias, na "plenitude dos tempos" (Gálatas 4: 4), o ponto mais sublime da história por causa da plenitude da revelação de Deus na pessoa encarnada do seu Unigênito, o Senhor Jesus Cristo. 

3) todos os Salmos estão no contexto das SOMBRAS, o contexto da esperança do Messias e da revelação de Deus em sua completude. Essa revelação ocorre quando o Senhor veio ao mundo, uma verdade anunciada pelo EVANGELHO e explicada em todo o Novo Testamento. Assim, o Antigo Testamento é a preparação para a plenitude conhecida no Evangelho e explicada doutrinariamente nos textos do Novo Testamento, contexto em que os modos de se cultuar a Deus da velha aliança CADUCARAM, pois o imperfeito (no sentido de incompleto) deu lugar ao perfeito (a revelação completa de Deus em Cristo).

4) no Novo Testamento existem exemplos de hinos em diversas partes dele, todos cantando claramente a obra de Cristo e exaltando a sua ressurreição e triunfo. Tal clareza proclamatória não é vista em nenhum dos 150 Salmos, que são todos eles textos inspirados e inerrantes mas que apontavam para aquele que viria mais tarde, JESUS, estando então carentes da completude que se revelou ao mundo muitos séculos depois. Nenhum dos Salmos menciona o nome do Senhor Jesus, nome que está sobre todo nome e que é digno de todo louvor, toda glória e adoração. Nos hinos do Novo Testamento, porém, essa completude é claramente cantada e todos os Salmos, para atenderem ao louvor devido ao Senhor, requerem o complemento cristocêntrico.

5) podemos e devemos cantar os Salmos em adoração a Deus, contudo restringir os louvores ao saltério eliminaria do louvor congregacional o louvor devido ao nome do Senhor e o louvor proclamatório do Evangelho - essa sim, a mensagem que deve ser proclamada por ser o poder de Deus para a salvação de todo o que crê (Rm. 1: 16; Mc. 16: 15). Nos Salmos o Evangelho ainda não está completamente claro, o contexto de todos os textos do Antigo Testamento é de sombras, não de plenas luzes, algo que só aconteceu com a vinda de Cristo ao mundo (João 1). Para ser louvor perfeito, na Nova Aliança, os Salmos requerem a complementação daquilo que eles apontavam - e essa é a realidade de todos os textos do Antigo Testamento, a sua explicação na vida e na obra do Senhor Jesus, assim como Ele mesmo ensinou os seus discípulos sobre como deveriam ler todas as Escrituras (Lucas 24: 27, 44).

6) não existe nenhum texto em toda a Bíblia que ordene ou ensine que deve mos cantar apenas os Salmos nos cultos cristãos, contudo existem textos no Novo Testamento (Cl. 3: 16, Ef. 5:19) orientando os crentes a cantarem salmos, hinos e cânticos espirituais (considerados formas de instrução úteis para a edificação da fé dos crentes) e dentre os próprios salmos temos orientações aos crentes que cantem ao Senhor um novo cântico (Salmos 96, 98, 149) deixando claro que ainda que a coleção do saltério esteja encerrada nos seus 150 Salmos isso não significa que devamos nos restringir a eles para cantar ao Senhor e que é esperado dos crentes que sejam feitas novas composições para serem cantadas em louvor ao Senhor.

7) evidentemente existem muitas tolices e distorções que são cantadas em muitos cultos cristãos e a correção desses tipos de corrupção do louvor ao Senhor deve ser feita pelo exercício constante do zelo e fidelidade às doutrinas bíblicas, extraindo delas o que deve ser cantado e não a adoção de regras sem embasamento bíblico, caindo assim no pecado do legalismo.

8) o argumento para a adoção da salmodia exclusiva baseado nas práticas adotadas em certos períodos da história da igreja, por mais admiráveis que sejam, não passa de saudosismo de um modelo cultural e de tradições de homens que não têm força canônica. Toda cultura e toda tradição dos homens são efêmeros.

9) as formas como os Salmos eram cantados nos tempos do Templo de Jerusalém se perderam na história e as tentativas de resgate desse costume não reproduzem a métrica, a poesia e a musicalidade da língua original na cultural original. Necessariamente cantar Salmos requer adaptação cultural e impor certos modos como se fossem mais espirituais do que outras é atribuir valor espiritual ou canônico a coisas que não têm esse poder, caindo-se assim numa idolatria da forma.

10) usar qualquer texto do Antigo Testamento sem o exercício apostólico (nosso fundamento) de ler esses textos na vida e na obra do Senhor Jesus Cristo não nos faz diferentes dos mestres da Lei que foram contemporâneos do Senhor e que apesar de conhecerem a Lei e os Salmos de cor e salteado mataram o Senhor, o mesmo Messias que o seu saltério apontava - ou seja, a leitura não cristocêntrica dos textos do Antigo Testamento não tem validade espiritual nenhuma.

22/05/2026

Pregadores do Evangelho são profetas.


Pregadores do Evangelho são profetas. 

A pregação do Evangelho requer a confrontação de pecados, o Evangelho exige o arrependimento de pecados. Sem a conclamação ao arrependimento de pecados não é possível desfrutar da Graça do Evangelho. Não existe fé salvadora sem conversão ao senhorio de Cristo. Não existe vida eterna sem renúncia do velho eu, do ser degenerado que vive sob a égide do pecado, é necessário o novo nascimento sob a Graça de Cristo com sua subsequente santificação.

O Evangelho deve ser pregado por toda parte, em todos os lugares, em tempo e fora de tempo. O confronto de pecados, sejam particulares ou públicos, pessoais ou coletivos é requisito na pregação do Evangelho. 

Mas muitos pregadores perverteram o trabalho sagrado da pregação do Evangelho, pois tornaram-se tagarelas de um tipo estranho e esvaziado de cristianismo que convive muito bem com o pecado. Pecado, aliás, só é grave se for público (como alguns, maldosamente, pensam e já ouvi pregador defendendo isso)- então essa gente se aperfeiçoa nas artes da hipocrisia, de manter as coisas escondidas, disfarçadas - e esse é um hábito antigo que foi publicamente rechaçado do pelo Senhor Jesus. Como acontecia antigamente, as carreiras de muitos clérigos são marcadas por verdadeiros jogos políticos e de interesses onde se pratica o desprezível toma-lá-dá-cá numa corrupção institucionalizada cada vez mais descarada, e agindo assim nas instituições "sagradas", de onde essas autoridades eclesiásticas poderiam tirar alguma condição moral para denunciarem as corrupções políticas? Provavelmente isso explique porque temos visto tantos desses líderes frequentando coquetéis de autoridades políticas confabulando com quem deveriam confrontar. Mas não! Estão todos no mesmo saco e isso é nojento.

E assim, esses pregadores que ousam ter Deus em demasiado nas suas bocas sujas e sempre esvaziado dos seus inseparáveis significados quebram recorrentemente o terceiro mandamento e se desfiguram em profissionais de discursos estranhos que são ofensivos ao Senhor da Verdade e da Justiça, uma vez que reduziram a pregação cristã a discursos esvaziados ou distorcidos, e se reduziram a ser fantoches das ambições mundanas que não têm coragem nem caráter para pregarem o arrependimento de pecados e, como faziam os profetas bíblicos, denunciarem os pecados das autoridades da nação e do seu povo. Esses meninos de púlpitos que gostam de ser reverenciados são covardes que temem as consequências do confronto de pecados, e por isso apequenam a pregação do Evangelho, e é assim que a luz se apaga, com a corrupção da pregação da verdade, e assim o povo perde de vista o senhorio do Rei Jesus e se perde nas trevas das suas próprias concupiscências.

Considerando o alto percentual de cristãos (algo em torno de 30%) na população brasileira seria impossível o Brasil ser tão decadente e corrupto como é, pois se a luz do poder e da verdade de Cristo realmente brilhasse nesse povo, certamente ela iluminaria e influenciaria poderosamente todo o país. Então por que essa multidão é tão irrelevante? Por que temos tão grande incoerência? Isso é fruto do tipo frouxo de pregação feita numa abordagem (1) antropocêntrica em vez de ser cristocêntrica, (2) destituída do ensino dedicado das doutrinas bíblicas, (3) voltada para o bem-estar do "crente"(excesso de sentimentalismo) e (4) sem denúncia de pecados, sejam pessoais, culturais ou das autoridades, requerendo os seus necessários arrependimentos.

Nos casos das autoridades, o que vemos, é acomodação passiva e, pior, bajulação idólatra. Daí se decorre que a luz da pregação eficaz está comprometida porque grande parte dos que deveriam ser profetas (embora sempre existam os remanescentes fiéis - creio serem minoria e quase sempre estão fora dos holofotes) são apenas hipócritas, são meros profissionais de púlpito preocupados em dar às pessoas o tipo de bem-estar que elas querem ouvir em tipos domesticados e distorcidos de cristianismos infiéis ao Senhor.

Os corruptores da fé são inimigos de Cristo.

16/04/2026

Meus tempos de pentecostal canelinha de fogo

Meus tempos de pentecostal canelinha de fogo.

https://youtu.be/0QrLUjJoD1Q?feature=shared

Entre os anos de 1995 e 1997 eu frequentei essa igreja (do link acima), a "Época da Graça", na Vila Prudente, em São Paulo. E foi um período muito importante na minha vida. Esse vídeo é de 1995, um dos cultos típicos, chamados de "proféticos" que eram realizados nas terças-feiras e nos domingos. Eu estava no meio dessa multidão nesse dia, a igreja estava sempre cheia de gente esperançosa por um milagre, por uma palavra de revelação ou profética, por um toque do poder de Deus.

Foi nessa igreja que eu conheci aquela que veio a ser a minha esposa e com quem formei família. Na verdade foi ela que recebeu a mim e aos meus amigos, oriundos de outra igreja,  na primeira vez que fomos a este lugar. Com poucos meses eu passei a "trazer uma palavra" nos cultos da mocidade, e das mulheres nas quintas-feiras, e poucas vezes nas sextas. As mensagens eram do tipo "palavra revelada", conforme os costumes locais, sem preparo prévio, então eu tinha que estar sempre preparado para a possibilidade sempre real de ser chamado para trazer uma palavra. Isso não era combinado antes. Um dia, na primeira vez que fui no culto de quinta, a dirigente do culto (irmã Zilda) simplesmente desceu do púlpito e veio até mim, no fundo da igreja, que estava lotada, me puxou pela mão dizendo que era eu que ia pregar naquela tarde e me levou até o púlpito. Era assim que funcionava. 

Eu era participante dos "mistérios" que eram cultivados nessa forma mística de fé, como o falar em línguas estranhas e ser tomado no mistério (transe religioso) e em 1996 o pastor subiu no púlpito onde eu estava terminando de pregar num culto da mocidade (lembro que foi em Deuteronômio 28) numa noite de sábado para me dizer que eu estava em observação para ser consagrado pastor dos jovens. Eu tinha 19 anos. 

Mas a leitura constante da Bíblia foi, gradualmente, me esclarecendo acerca das suas verdades e isso me colocou em conflito com as práticas místicas típicas do pentecostalismo com seus transes, suas revelações, as profecias, os mistérios, as línguas estranhas, as visões de anjos, a acepção de pessoas... e então eu passei a pregar contra essas coisas que eram estranhas às Escrituras, coisas que faziam parte das minhas próprias práticas (eu passei a pregar, primeiro, contra mim mesmo), estranhezas que eram lideradas pelo pastor local (o carismático Arlen) e que atraíam multidões por causa de um tipo de espiritualidade que parece ser palpável, que causa entorpecimento mas que não corresponde aos ensinamentos bíblicos. 

Eu e três amigos que compartilhavam das mesmas queixas solicitamos uma reunião com a diretoria da igreja para tratarmos das questões de divergências entre as práticas da igreja com o ensino bíblico. A reunião foi feita, éramos nós quatro e uns quinze integrantes da liderança da igreja, incluindo o pastor líder e todos os demais pastores. A reunião foi tensa, mas ouviram alguns dos nossos apontamentos, que por alguns deles foram tratados como "capricho" - é capricho, detalhe dispensável acatar o ensino bíblico quando o modelo praticado funciona, pois, segundo eles a igreja está cheia de gente sendo salva - esse é o tipo de argumento mais usado por quem defende as corrupções da fé cristã (igrejas como a IURD estão cheias de gente ouvindo a "palavra"). Pediram, então, que nada falássemos sobre o que conversamos com as pessoas de fora, a reunião tinha que ser mantida em segredo, e foi combinado de voltarmos a tratar das questões para buscarmos o entendimento numa outra oportunidade - que nunca houve.

Mas na primeira ocasião em que fomos à igreja num culto após essa reunião nós fomos hostilizados, agredidos e expulsos com o forjamento de denúncias falsas contra nós na polícia, e com o endosso de um Vereador que estava na delegacia para dar peso às denúncias.

Nesse dia, em 1997, eu e aqueles 3 amigos fomos arrancados à força de um culto. O diácono que era o chefe de segurança do Tribunal de Justiça de SP, um homem muito grande (e quem me conhece sabe que tenho míseros 1,60 m) e com equipamento de rádio veio até mim e falou baixo: "Joãozinho, você não é mais bem vindo aqui" e em seguida me segurou pelo pescoço com o seu braço e me arrastou para fora da igreja, até a calçada. Eu não tinha a menor chance. Ali já estava armada uma confusão, dois dos meus amigos foram agredidos com socos enquanto outras pessoas gritavam conosco. Os dois casos mais tristes que ficaram na minha memória foram ver um dos pastores que até então era um irmão querido batendo palmas diante de mim enquanto dizia "parabéns, é isso que vocês conseguiram"; e o outro, o próprio diácono que me arrastou e me dizia "Joãozinho, não interessa o que você diga, o pastor orou e meu filho foi liberto das drogas" - aprendi muito naquela noite sobre os efeitos do ministério da mentira na cauterização das consciências acerca da verdade. Na sequência chegaram viaturas da Polícia que nos levaram à delegacia da Vila Alpina, onde já estavam alguns líderes da igreja fazendo denúncias contra nós e um Vereador de São Paulo que tinha ligações com a igreja para dar peso de autoridade política a essas denúncias. Fizeram Boletim de Ocorrência contra nós por tumulto no culto e por e agressão física contra os diáconos, ambas mentiras - eu respondi processo judicial por agressão ao diácono gigantesco que era também chefe de segurança do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, uma inverdade absurda.

Ali mesmo na delegacia a delegada de plantão deu um sermão àquela turba mentirosa dizendo "se vocês que são parte da igreja não conseguem resolver seus problemas, que esperança sobra para nós?" Foi ridículo.

Respondi processo judicial por agressão, o juiz entendeu que o inquérito não procedia, ficou claro que não fizemos nada e que houve truculência corporativa para simplesmente acabar conosco - e ali foi enterrada pela primeira vez a minha "ordenação pastoral", uma pendência até hoje muito mal resolvida para mim. Este juiz apenas nos aconselhou a nunca mais voltarmos naquela igreja, coisa que eu fiz em 2011, catorze anos depois para fazer o meu trabalho de pesquisa de campo para o meu Trabalho de Disciplina Interdisciplinar, o trabalho de conclusão do meu curso superior de teologia, que fiz na EST Mackenzie. O meu trabalho final foi sobre misticismo e paranormalidade (psicologia anomalística) inspirado na minha própria experiência e usando as práticas da igreja Época da Graça, que analisei para entender certos fenômenos que são nela, mas não somente nela, praticados - e por isso a banca examinadora decidiu tirar 1/2 ponto da minha nota 10, pois entendeu que eu procurava vingança com o meu trabalho de pesquisa. A banca examinadora não entendeu que eu não procurava vingança, mas que eu procurava entender os fatos que por anos me angustiavam e, graças a Deus, em grande parte eu os entendi: os fenômenos anômalos que são amplamente praticados nos contextos pentecostal e neopentecostal e que normalmente são atribuídos aos dons e ao mover do Espírito Santo são apenas obras de entorpecimento coletivo, são obras naturais e decadentes da carne, são práticas muito comuns nas religiões primitivas que nada tem a ver com a fé e a espiritualidade biblica e cristã - algumas evidências desse tipo de transe religioso e de estado alterado de consciência são amplamente vistos neste vídeo de um culto em 1995 que eu estava presente.


Ver também 

Meu trabalho de graduação: https://atitudeprotestante.blogspot.com/2024/02/trabalho-de-graduacao-interdisciplinar.html

15/04/2026

Época do entorpecimento.

 Época do entorpecimento.


Época das imersões sensoriais, do espetáculo, de ideias pragmáticas que deveriam ser motivo de vergonha e de repreensões e da canonização de confusões e de perversões. 

Você tem notado a tendência dos cultosa Deus da nossa época de estarem cada vez mais parecidos com espetáculos? Quase toda igreja tem um palco, nele vemos performances de artistas que confundem cada vez mais qualquer coisa da carne, como o entretenimento e o estímulo de emoções com adoração a Deus. Da mesma forma em cada vez mais púlpitos vemos tagarelas ególatras preocupados com a sua performance e reconhecimento diante de suas plateias do que empenhados no seu necessário apequenamento para que seja dada toda a ênfase no Senhor Jesus Cristo através da exposição zelosa e dedicada da sua Palavra. Aliás, o zelo doutrinário e a responsabilidade confessional têm dado lugar a toda sorte de lixo moderno tanto quanto as novas modas mudam. Se soprar um vento novo de doutrina, de ideias estranhas oriundas da psicologia ou da pedagogia, por exemplo (áreas do conhecimento que não têm nenhuma autoridade na teologia) logo essas inovações serão incorporadas à fé ou ao culto em diversas igrejas. Se houver uma ideia nova, por mais esdrúxula que seja, prontamente muitos tagarelas de púlpito que são devotos da nossa senhora da performance abrirão mão das velhas e seguras doutrinas para as trocar pelas novas quinquilharias por estarem mais alinhadas com as novas tendências, provavelmente porque coisas mais pragmáticas encham mais o teatro, aumentando também as contribuições financeiras. Sempre as corrupções enriquecem, esse é um acordo que o Diabo pode fazer. São muitas luzes, técnica, artificialidades, barulho, movimentos, egos, doutrinas de homens, modernices - tudo parte do "espírito da época" para gerar espetáculo e engajar as pessoas. Vivemos a epidemia do culto do entorpecimento e da estupidificação vista na proliferação de muitas falas ditas por quem deveria estar calado, como aprendiz ou como alguém que deveria estar arrependido, mas que, ao invés disso, em sua obstinação presunçosa esses tagarelas arrastam atrás de si multidões de zumbis hipnotizados feito insetos atraídos pela falsa luz da armadilha. Essa gente promete o suposto bem que não pode oferecer, mas suas mentiras disfarçadas cumprem o mal das suas promessas: elas resultam em condenação.

No campo cada vez mais raso da consciência, em que as pessoas consomem apenas resumos e facilidades processadas de internet, a verdade é vendida em versões fluídas, subjetivas, fragmentadas em partículas em pacotinhos chamativos que a descaracterizam, além de ser maquiada e acrescida de muito fermento das mais variadas cores para ser atraente, resultando numa coisa disforme que parece ser algo bom, embora seja puro enxerto de enganações como um glacê cancerígeno. É pura mentira que tem apenas o sabor de verdade. Desse comércio, cada pessoa toma para si apenas as partes que convém às suas concupiscências dentre as múltiplas prateleiras que oferecem seus produtos ao gosto dos fregueses, gente ímpia regida por seus corações enganosos, corruptos e insaciáveis mas que é exigente para que lhes seja servido o prato com o tempero que seu gosto requer, afinal, fizeram ele acreditar que é o chefe, pois é ele que está pagando e o cliente sempre tem razão, e esse estabelecimento comercial, qualquer que seja, tem que atender às suas aspirações. O rato caiu direitinho na ratoeira, fizeram ele acreditar que pode ser e desfrutar do que quiser e o seu destino não será um acidente de percurso, será a aplicação severa da justiça. Não é porque o alecrim dourado decidiu não crer na Lei que ela deixou de ser verdade.

O pai da mentira é um administrador eficiente do seu supermercado de mentiras, e ele sabe cativar sua freguesia muito bem. Ele faz parecer que seu cliente é um reizinho, quando na verdade é apenas um escravo que pensa ser mais do que sua insignificância de fato é: pó. Mas pode chamar esse ser esquizofrênico de qualquer coisa, pode der de piolho de macaco ou de senhor imperador doutor Julius III - tanto faz, ele continua a ser pó, um sopro de névoa lançado à dispersão no inferno que apenas portou um crachá com uma nomenclatura fantasiosa por um brevíssimo tempo.

E desse conjunto de obscuridades impõem-se as mentiras e corrupções em que somente o reino satânico do pecado e suas submissas franquias, as sucursais do inferno que dependem das mentiras para subsistirem, prosperam sempre que a verdade é negligenciada, mas essa prosperidade sempre é temporária assim como é a natureza de qualquer névoa. E a carne, como escrava do pecado, se deleita nesse engodo, pois o seu mal incorrigível é o de ser pervertida.

Não tem como existir justiça onde a luz da verdade é ignorada e acobertada por camadas sobrepostas, feito cortinas que impedem a luz de passar, formadas por manipulações, hipocrisias, adulterações e relativizações, normalmente motivados pelo ídolo da moderação (ah, a moderação... o ídolo dos que sempre mataram profetas na tentativa de calar a verdade), mas que sempre implicam em negligências com a Lei de Deus e com as doutrinas do Evangelho, uma apostasia e rebelião que, necessariamente produzem seus maus frutos de injustiça e de muitas corrupções - não por acaso, coisas muito abundantes nessa nossa época. 

Isso só é possível porque a luz está omissa e o sal está insípido, ou seja, se o Brasil (e o mundo todo) está num lamaçal crescente, isso só é possível porque o portador da luz de Cristo tem sido negligente.


Veja também:

Por que a maioria dos artistas é de esquerda?

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/03/por-que-maioria-dos-artistas-e-de.html

21/03/2026

Tempos de paz diante do fim?


 Tempos de paz diante do fim?

Nas décadas recentes vivemos um período de utopia, de relativa paz entre os povos (ou boa parte deles), uma época de "globalização" sob as sombras de um país hegemônico - os EUA, com sua proeminência cultural, bélica e econômica - que, à semelhança da "pax romana", nos permitem interagir com relativa segurança, viajar pelo mundo, trocar experiências e produtos. Nunca antes, em toda a história das civilizações, se viveu tamanha "paz" - claro, não perfeita nem plenamente, porque nunca deixaram de ocorrer conflitos e guerras pontuais. 

Mas parece que esse tempo de "paz" do atual globalismo está ruindo, está caminhando para o fim, para um novo período que começa a se desenhar. Os tempos de relativa paz exigiram dos países mais desenvolvidos que afrouxassem suas fronteiras, e assim os povos com suas culturas locais foram enfraquecidos a ponto de às vezes parecerem estar em vias de serem apagados pela substituição por outros povos com suas culturas, que migraram dos seus decadentes locais de origem para se imporem nos locais onde o desenvolvimento com suas promessas de bem estar eram maiores. O multiculturalismo inevitavelmente produziria, como já se vê, a reação das culturas locais em reação, e defesa, contra aqueles que se impõem como parasitas que se assenhoram do que foi cultivado e que pertence a outros. Na história das cilivizações, o outro povo sempre tende a ser uma ameaça, um inimigo - e essa distinção do outro sempre é percebida na distinção religiosa, ou de costumes, ou da cor da pele, ou da origem geográfica, da língua, ideologia, etc. O outro é o "não eu" e portanto é uma ameaça ao que eu sou, a cosmovisão do outro não pode coexistir com a "minha" cosmovisão. O homem é o lobo do homem e a sua história sempre foi, e será, a história do embate das civilizações, de um povo tentando tomar as terras e riquezas do outro povo, e tentando impor sobre ele a sua cultura, domínio, religião e cosmovisão.

A relativa paz que temos, até então, nunca foi fruto de uma ampla fraternidade e aceitação. Mas sim a imposição por força de quem poderia obrigar os demais a aceitar os termos do dono do tabuleiro. E, apesar da imposição à força, o ideal do "destino manifesto" dos EUA forjou um mundo mais inclusivo e global. Se na história sempre se tem um reino impositivo, parece-me que a proeminência histórica e ainda vigente dos EUA fez do mundo um local relativamente mais justo, embora, obviamente, sempre despótico - nenhum "senhor" é realmente democrático. Mas nos bastidores todos conspiram, armam reações, ciladas, e era perfeitamente previsível, se considerarmos a natureza humana exposta pela nossa história, que a falsa e forçada paz dos nossos tempos um dia iria colapsar. Muito provavelmente estamos vivendo os últimos tempos de um tipo de civilização sob as sombras e a proeminência dos EUA. Os outros "reinos" (ou nações) também querem o seu destaque e hegemonia. Os povos não são iguais, são rivais, e todos anseiam pelo seu tempo de glória. Sempre foi assim e sempre será assim. E a alternância dos poderes na reorganização do mundo sob uma nação, reino ou cultura dominante sempre é feita através da disputa de forças, sempre é por meio da guerra.

Provavelmente as peças do tabuleiro do jogo do poder no mundo estão se organizando para uma nova guerra de proporções mundiais em que boa parte da população mundial (atualmente mais de 8 bilhões de pessoas - um número excessivo e problemático) morrerá, não acidentalmente, mas intencionalmente a fim de que se reconfigure, também, o fluxo das coisas e a economia mundial.

Essa realidade perversa foi apontada pelo Senhor Jesus:

"Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; eu não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize." (João, 14: 27)

Palavras ditas pelo Senhor Jesus Cristo aos seus discípulos para distinguir a paz que Ele dá ao seu povo (à igreja, como embrião do seu Reino neste mundo perverso) em contraste com a "pax romana" como modelo transitório, decadente e inconsistente da paz mundana.

24/12/2025

Feliz Natal!




Chegamos a mais um Natal, uma data convencionada como o dia em que nasceu Jesus e este é um dia especial para a maioria das pessoas porque as faz pensar em alguns valores importantes como o amor, a paz, a esperança, a solidariedade e a confraternização.

Normalmente estamos por demais ocupados e isso acaba sendo tratado como uma justificativa para que valores como esses sejam reavivados apenas em datas especiais como esta que chamamos de Natal. Nessa época nos tornamos mais sensíveis, amáveis, acolhedores... mas logo retomamos nosso modo corrido de viver esperando que os novos tempos sejam melhores que os tempos atuais e isso pode ser observado nos votos e nos anseios de Ano-novo.

Na verdade, vivemos uma rotina de pequenos sonhos intercalados com realidades nem sempre fáceis de serem vivenciadas e datas como o Natal suavizam nossa dura realidade. Os sonhos de paz, de amor, de esperança, de solidariedade são interrompidos pelo desamor, pelo medo, pelo egoísmo...

Será que o Natal é isso? Apenas um modo de se fingir que a felicidade existe? Uma fuga? Uma alegria passageira conseguida com presentes e comidas?

Não! Definitivamente o Natal não é um sonho! Jesus Cristo é mais do que um remendo para a dor e a infelicidade, Ele é muito mais do que isso! Ele faz novas todas as coisas (Apocalipse 21. 5) e esse seu poder de refazer o Universo, de refazer a vida daquele que nEle crê (João 1.12 e 13) foi a nós dado quando Ele se manifestou em nosso meio, nascendo da virgem Maria (Lucas 1.26 - 38) por obra milagrosa de Deus para que aqueles que viessem a crer nEle pudessem receber vida abundante e eterna (João 3.15 e 10.10). A esses é dado o direito de comemorar o verdadeiro Natal, o nascimento de Cristo e, por consequência disso, o renascimento de quem crê nEle. Cristo nasceu para dar-nos as suas bênçãos por meio de sua própria morte, ocasião em que os nossos pecados foram pagos na cruz (Colossenses 1.20 e 2.14) e, somente por causa disso, podemos obter a verdadeira paz (João 14.27), o verdadeiro amor (Romanos 8.39), viver a verdadeira comunhão e confraternização (Romanos 12.10), podemos ser solidários pois por termos Jesus Cristo em nossos corações (Hebreus 10.24), podemos compartilhá-lo e assim fazendo compartilhamos também a vida abundante e eterna que Cristo é e dá.

Além de ter nascido - o "Natal" - e morrido por nós na cruz, Jesus Cristo ressuscitou triunfando da morte e do pecado (Romanos 8.34, 1 Coríntios 15) e hoje está assentado ao lado do Pai em sua glória. Crer, confiar e conhecer a Cristo é participar da sua vitória sobre todas as coisas e os valores de uma data simbólica como o Natal são muito reais nessa nova vida que existe na pessoa de Jesus Cristo.

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.” (Isaías 9.6)

Agora sim, eu posso dizer: "FELIZ NATAL!"

Veja também:

31/10/2025

Lutero não criou uma nova religião cristã

Cartoon que desenhei do Lutero afixando suas 95 teses para o desespero do Papa.

Lutero não criou uma nova religião cristã nem inventou um novo tipo de cristianismo. E também não foi o único a se posicionar contra os desvios da instituição predominante. 

A Igreja Católica Romana é uma grande organização apóstata que ao longo dos séculos se perverteu em suas ambições por poder e riqueza e corrompeu o ensino da fé dando lugar a manipulações, crendices, superstições, dogmas e idolatrias que distanciaram multidões de devotos da fé verdadeira e bíblica no Senhor Jesus. E esses desvios, corrupções e abusos foram contestados por muitos cristãos ao longo dos séculos, mesmo muito antes de Lutero, e muitos deles foram martirizados por isso, até que em 1517 o monge Martinho Lutero teve bom êxito em suas contestações, abrindo, assim, caminho para a Reforma Protestante, nome dado para uma série de movimentos distintos de reforma do cristianismo empreendidos por diversos cristãos por quase toda a Europa do século XVI, e dos quais as igrejas protestantes descendem.

Nem Lutero, nem nenhum reformador fiel aos ensinos do Senhor Jesus, quiseram "fundar" uma nova igreja, mas sim, como o próprio nome atribuído ao movimento diz, pretendia-se "reformar" a igreja conforme os moldes apostólicos do seu único e verdadeiro fundador, Rei e Senhor - o Senhor Jesus Cristo - tirando a igreja dos domínios de pervertedores da fé.

Nós reformados cremos, portanto, que apesar de existirem muitas denominações dentro do cristianismo, existe UMA única igreja que é a composta pelos fiéis que foram REMIDOS por Cristo, os crentes verdadeiros que Ele salvou, sendo Ele o fundador da igreja como congregação dos salvos, o seu único Rei, Senhor e Cabeça. Jesus é o único e suficiente Mediador entre Deus e os homens e toda usurpação do seu senhorio é blasfema e toda corrupção da sua Palavra, pela qual Ele exerce o seu senhorio, é heresia. Portanto a Igreja Católica Romana é uma grande seita corruptora da fé no Senhor, e seus padres, os vigários (mediadores) e o seu Papa são usurpadores blasfemos do senhorio e das glórias de Cristo.

Infelizmente muitos dos movimentos religiosos que descendem da Reforma Protestante são tão (ou ainda mais) corruptos e blasfemos do que a ICAR. Muitos são os falsos mestres e falsos profetas que atuam como enganadores e pervertedores da fé. Mas esses lobos servos de Satanás nunca poderão anular o poder da Verdade e mesmo que todos os ímpios se unam contra o Evangelho nada pode impedir o ministério e o destino da verdadeira igreja, mesmo que ela seja uma pequena fração num grande oceano a que se dá o nome genérico de "cristandade".

Hino "Castelo Forte é o nosso Deus"

Composição de Martinho Lutero conhecida como o "hino da Reforma Protestante"

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Caricaturas que desenhei dos reformadores 
Martinho Lutero e João Calvino com os 5 solas.


Mês da Reforma Protestante.

Em outubro as igrejas protestantes celebram a Reforma Protestante, que foi uma série de movimentos reformadores empreendidos por diversos cristãos fiéis (e muitos deles foram martirizados por causa disso) para purificar a igreja da decadência moral e espiritual da instituição religiosa predominante. 

O marco da Reforma Protestante foi em 31 de outubro de 1517, com a afixação das 95 teses feitas pelo frade Martinho Lutero na entrada da Capela de Wittenberg, na atual Alemanha, contestando diversas práticas da Igreja Católica Romana - nessa época era comum a proposição de debates teológicos com a afixação de teses nas entradas das igrejas, e esse debate empreendido por Martinho Lutero teve ampla repercussão, tornando-se, então, num marco histórico do protestantismo.

Nesses vários movimentos de reforma da religião cristã, os reformadores buscaram retornar a prática religiosa aos padrões originais do período apostólico, purificando a igreja das invencionices desviantes, heréticas e idólatras da tradição corruptora do catolicismo romano, adotando como princípio de fé os "5 solas":

- Somente a fé,

- Somente as Escrituras,

- Somente Cristo,

- Somente a Graça,

- Somente a Glória de Deus.

A Reforma Protestante libertou a igreja cristã dos domínios da grande seita apóstata católica romana, fazendo com que os cristãos se voltassem para o Senhorio de Jesus Cristo através da observância da Palavra de Deus, tendo somente a Bíblia como regra de fé e de prática.


28/08/2025

Eu me calei - Martin Niemöller


Poema "Eu me calei" 

do pastor luterano alemão, Martin Niemöller - um lamento sobre o avanço do mal pelas omissões dos covardes.

Um texto originalmente pregado no contexto da omissão da igreja luterana alemã diante do crescimento do Nazismo nos anos 1930/40 e que é amplamente utilizado para responsabilizar os omissos e os covardes diante das opressões crescentes que são impetradas pelos tiranos contra seus críticos e contra grupos minoritários sem sofrerem resistência sob o argumento de que "não é conosco" ou "nada temos com isso". 

E é a igreja, como luz de Deus no mundo e portadora da Palavra de Deus para ser profeta na denúncia de pecados e nos apontamentos da justiça, a instituição mais necessária dentre todas as organizações humanas para confrontar tiranos e corruptores dos poderes humanos. Assim, portanto, a sua omissão, quando ocorre, é a mais grave dentre todas instituições.

É com a ausência da necessária resistência dos que deveriam resistir que o poder do opressor se consolida gradualmente e se impõe sobre todos os demais grupos que formam uma sociedade, incluindo a igreja - pois mostrou ser sal insípido e por isso será pisada, subjugada pelos homens (como predisse o seu Senhor).

Eis o texto de Niemöller e uma das suas muitas paráfrases ditas por um ator brasileiro (Abujamra, já falecido):

"Quando os nazistas levaram os comunistas, eu me calei; afinal de contas, eu não era comunista.

Quando eles prenderam os social-democratas, eu fiquei calado; eu não era social-democrata.

Quando eles levaram os sindicalistas, eu fiquei em silêncio; eu não era sindicalista.

Quando eles vieram por mim, não havia mais ninguém para protestar."



O texto acima, que tem muitas variações, é uma síntese e uma paráfrase de um sermão pregado por Niemöller, na Igreja Confessional de Frankfurt, em 6 de janeiro de 1946, e cuja tradução parcial é a seguinte:

"... então, as pessoas que foram colocadas nos campos eram comunistas. Quem se importava com elas? Nós sabíamos, estava estampado nos jornais. Quem levantou sua voz? A Igreja Confessional, talvez? Nós pensamos: comunistas, aqueles opositores da religião, aqueles inimigos dos cristãos - "eu deveria ser o guardião do meu irmão?".

Então eles se livraram dos doentes, os chamados incuráveis. Lembro-me de uma conversa que tive com uma pessoa que dizia ser cristã. Ela disse: 'Talvez seja certos, essas pessoas incuravelmente doentes apenas custam dinheiro para o Estado, são apenas um fardo para si mesmas e para as outras. Não é melhor para todos se elas forem tiradas do meio [da sociedade]? Só então a igreja como tal tomou conhecimento.

Então começamos a conversar, até que nossas vozes foram novamente silenciadas em público. Podemos dizer que não somos culpados/responsáveis?

A perseguição aos judeus, a forma como tratávamos os países ocupados, ou as coisas na Grécia, na Polônia, na Tchecoslováquia ou na Holanda, que foram escritas nos jornais. Acredito que nós, os cristãos da Igreja Confessional, temos todos os motivos para dizer: mea culpa, mea culpa! Podemos nos eximir com a desculpa de que teria me custado a cabeça se eu tivesse falado.

Preferimos ficar em silêncio. Certamente não estamos sem culpa/falha, e eu me pergunto repetidamente: o que teria acontecido, se, no ano de 1933 ou 1934 - podia ter havido alguma possibilidade -, 14.000 pastores protestantes e todas as comunidades protestantes na Alemanha tivessem defendido a verdade até a morte? Se tivéssemos dito, na época, que não é correto Hermann Göring simplesmente colocar 100.000 comunistas nos campos de concentração, a fim de deixá-los morrer. Posso imaginar que talvez 30.000 a 40.000 cristãos protestantes teriam tido suas cabeças cortadas, mas também posso imaginar que teríamos resgatado 30-40.000 milhões de pessoas, porque isso é o que nos está custando agora."




Pela lógica e similaridade no tema, nós podemos incluir aí frases como:

"Quando a tirania perseguiu os defensores das liberdades de pensamento e de expressão, eu me calei; afinal eu não era um deles.

Quando a tirania prendeu manifestantes tratando-os maldosamente como se fossem terroristas, eu me calei; afinal eu não era um deles.

Quando as forças opressoras do governo corrupto suprimiu os direitos e a liberdade dos seus opositores, eu me calei; afinal eu não era um deles.

Quando as ameaças iníquas de um poder político ímpio ainda podia ser debatida e resistida, eu me calei; afinal o problema não era meu.

Quando juízes corruptores da justiça impuseram injustiças, liberando bandidos e punindo os críticos do regime ideológico, eu me calei; afinal eu preferi me abster de problemas.

Quando as forças de uma ideologia marxista potencializaram a supressão de direitos e de propriedades, eu me calei; pois minha bolha parecia ser segura.

Quando a tirania se impôs sobre mim, eu não tinha mais como resistir, e fui arrastado com as consequências de um mal que não tentei evitar."


21/08/2025

Faço coro ao Silas Malafaia: Alexandre de Moraes deve ser impeachmado e preso!

 



O censor, Alexandre de Moraes, determinou outra sandice que mais uma vez escancara sua maligna megalomania: a apreensão do passaporte, do celular e a proibição de Silas Malafaia de exercer seu livre direito a falar o que quiser com quem quiser.

Oras, ridículo, patético, inadmissível e esse tipo de arbitrariedade deve sim ser resistida e combatida!

Obviamente eu não endosso os posicionamentos equivocados de Malafaia acerca da fé cristã - e seus erros devem ser tratados no contexto certo. Contudo o posicionamento político deste cidadão brasileiro traz a lume e faz corar de vergonha a frouxidão de incontáveis líderes, especialmente os cristãos devido aos seus deveres como profetas e como luzeiros do mundo, mas que muitos são negligentes, covardes, verdadeiros bundas-moles indignos de serem levados a sério. Tagarelas de púlpitos que não passam de homens-bananas que alimentam o joio, os progressistas e relativistas com suas mornidões que fedem a cafagestagem e apostasia!

Nessa militância, Malafaia tem o meu apoio, pois há anos militamos, cada qual no seu campo, no dever e no direito dos brasileiros de se posicionarem contra a corruPTada e na busca por uma sociedade mais ética e justa.

#AlexandredeMoraes deve ser impeachmado e preso, assim como #Lula e boa parte da corja política que está ocupando os poderes do nosso decadente país.

#ForaLula
#ForaLulaeSuaQuadrilha
#ForaAlexandreDeMoraes
#STFVergonhaMundial
#ApoioMalafaia









Registros da festa de aniversário da esposa de 
Gilmar Mendes 

Estranho como oponentes são convertidos em apoiadores...




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Truculência absurda, desumana e inadmissível! 

É Alexandre de Moraes quem deveria ser submetido a semelhante humilhação publica. 




O advogado Lucas Brasileiro, preso por envolvimento nos atos de 8 de janeiro, recebeu autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para comparecer ao velório da avó, Joanice.

Apesar da liberação judicial, a presença foi marcada por forte aparato policial. O advogado chegou algemado e escoltado por um expressivo número de agentes de segurança.

Em vídeos registrados no local, é possível observar Lucas isolado por cordões de policiais, mantido à distância da família e dos demais presentes.

Mesmo autorizado a comparecer ao velório da avó, Joanice, o advogado Lucas Brasileiro, preso por envolvimento nos atos de 8 de janeiro, foi impedido de abraçar a própria mãe durante o sepultamento.

Em vídeos registrados no local, é possível ver o momento em que ela, aos prantos, implora para abraçá-lo, mas é informada por agentes que nenhum contato seria permitido. Chorando muito, ela gritava que o amava e dizia que ele vai conseguir sair do que chamou de injustiça, atribuída ao ministro Alexandre de Moraes, alem dos demais ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que votaram pela condenação.

A autorização para comparecimento ao velório foi concedida pelo judiciário, mas foi marcada por um forte aparato de segurança. Lucas chegou algemado e foi escoltado por diversos policiais. Durante toda a permanência no local, foi obrigado a estar sob isolamento por cordões de agentes, mantido à distância da família e dos demais presentes.
(Fonte: Conexão Política)


30/07/2025

A caótica política - as narrativas sobre o genocídio palestino e o cinismo dos que fazem política como quem joga truco.

As mentiras sobre o "genocídio palestino" praticado por Israel


A mídia lacradora-internacional- esquerdista-antissemita e a nacional capitaneada pela Rede Goebbels não vai jamais contar a verdade sobre a fome de Gaza, porque a verdade não faz parte da sua narrativa distorcida. 

 A verdade sobre a fome em Gaza é que mais de 2 milhões de toneladas de alimentos já entraram em Gaza desde o início da guerra — o suficiente para alimentar toda a população por 2 anos.

Mas a guerra ainda não completou 2 anos.

Então por que há fome?

Porque o Hamas rouba, estoca e vende a ajuda, enquanto usa sua própria população como arma de guerra.

É o hamas, o grupo terrorista mais brutal e selvagem do planeta o UNICO e verdadeiro culpado da existência da fome em Gaza. Quem não quer ver essa verdade ou é idiota ou está de má-fé.

Acusar Israel é cair na armadilha da propaganda terrorista.

(texto de Daniel M.)

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Sobre autoridades que fazem política como quem está jogando TRUCO

Sabe por que políticos brincam com a economia de países subdesenvolvidos com irresponsabilidade?

Porque países subdesenvolvidos sofrem o câncer da corrupção endêmica, e nesses países muito dificilmente os políticos e as autoridades temem possíveis punições por seus desmandos. A justiça é, nesses lugares, essencialmente corrupta.

Os políticos desses lugares, em primeiro lugar, asseguram a segurança das suas estabilidades, a manutenção dos seus prestígios e poderes. O que eles priorizam é a própria riqueza. Ainda que o país vá à bancarrota, os figurões dos poderes já terão garantidos os seus patrimônios em tesouros acumulados de formas lícitas e ilícitas, tanto em seus domicílios como no exterior. Por isso os Ministros do STF pareciam não se importar com a tal da Lei Magnitsky, e diante da sua iminência disseram, cinicamente, "sempre teremos Paris".

Veja que poderosos chefões de cidadezinhas e de Estados miseráveis não têm o menor constrangimento de ostentarem seus luxos acumulados em lugares escandalosamente atrasados como, por exemplo, o Estado do Maranhão, de onde surgiram figuras como Flávio Dino e todo o clã dos Sarney. 

E esse escracho não é uma privilégio daqui do Brasil, é um mal comum em toda republiqueta que dá poderes a tiranos - vejam os exemplos da Venezuela com o seu grotesco Nicolás Maduro, da Nicarágua com seu ditador Daniel Ortega, da favela que é Cuba, governada com mão de ferro e por fuzilamentos pelo clã dos Castro, cujos rebentos esbanjam ostentação nas redes sociais, e de todos os países que caíram na lorota dos revolucionários que submeteram suas populações a regimes por meio de utopias vendidas a legiões de incautos que sempre servem apenas como massa de manobra para o enriquecimento e a glorificação dos seus políticos e autoridades.

Recentemente, no seu embate com o presidente dos EUA sobre taxações, o cínico que está ocupando a presidência do Brasil discursou como um bêbado irresponsável que joga com a sorte de todo o país como quem está jogando TRUCO. Para o Descondenado tal irresponsabilidade não parece ser um problema, pois ele e a sua família já têm seus pés de meia feitos em fortunas acumuladas com muitos anos de corrupção e mentiras deslavadas.

Ignóbil e irresponsável,
Lula faz política como um bêbado num botequim.

Ignorante - o PT governou o Brasil na maior parte do tempo desde 2003

Blasfemo, Lula é um Anticristo.
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