Pregadores do Evangelho são profetas.
A pregação do Evangelho requer a confrontação de pecados, o Evangelho exige o arrependimento de pecados. Sem a conclamação ao arrependimento de pecados não é possível desfrutar da Graça do Evangelho. Não existe fé salvadora sem conversão ao senhorio de Cristo. Não existe vida eterna sem renúncia do velho eu, do ser degenerado que vive sob a égide do pecado, é necessário o novo nascimento sob a Graça de Cristo com sua subsequente santificação.
O Evangelho deve ser pregado por toda parte, em todos os lugares, em tempo e fora de tempo. O confronto de pecados, sejam particulares ou públicos, pessoais ou coletivos é requisito na pregação do Evangelho.
Mas muitos pregadores perverteram o trabalho sagrado da pregação do Evangelho, pois tornaram-se tagarelas de um tipo estranho e esvaziado de cristianismo que convive muito bem com o pecado. Pecado, aliás, só é grave se for público (como alguns, maldosamente, pensam e já ouvi pregador defendendo isso)- então essa gente se aperfeiçoa nas artes da hipocrisia, de manter as coisas escondidas, disfarçadas - e esse é um hábito antigo que foi publicamente rechaçado do pelo Senhor Jesus. Como acontecia antigamente, as carreiras de muitos clérigos são marcadas por verdadeiros jogos políticos e de interesses onde se pratica o desprezível toma-lá-dá-cá numa corrupção institucionalizada cada vez mais descarada, e agindo assim nas instituições "sagradas", de onde essas autoridades eclesiásticas poderiam tirar alguma condição moral para denunciarem as corrupções políticas? Provavelmente isso explique porque temos visto tantos desses líderes frequentando coquetéis de autoridades políticas confabulando com quem deveriam confrontar. Mas não! Estão todos no mesmo saco e isso é nojento.
E assim, esses pregadores que ousam ter Deus em demasiado nas suas bocas sujas e sempre esvaziado dos seus inseparáveis significados quebram recorrentemente o terceiro mandamento e se desfiguram em profissionais de discursos estranhos que são ofensivos ao Senhor da Verdade e da Justiça, uma vez que reduziram a pregação cristã a discursos esvaziados ou distorcidos, e se reduziram a ser fantoches das ambições mundanas que não têm coragem nem caráter para pregarem o arrependimento de pecados e, como faziam os profetas bíblicos, denunciarem os pecados das autoridades da nação e do seu povo. Esses meninos de púlpitos que gostam de ser reverenciados são covardes que temem as consequências do confronto de pecados, e por isso apequenam a pregação do Evangelho, e é assim que a luz se apaga, com a corrupção da pregação da verdade, e assim o povo perde de vista o senhorio do Rei Jesus e se perde nas trevas das suas próprias concupiscências.
Considerando o alto percentual de cristãos (algo em torno de 30%) na população brasileira seria impossível o Brasil ser tão decadente e corrupto como é, pois se a luz do poder e da verdade de Cristo realmente brilhasse nesse povo, certamente ela iluminaria e influenciaria poderosamente todo o país. Então por que essa multidão é tão irrelevante? Por que temos tão grande incoerência? Isso é fruto do tipo frouxo de pregação feita numa abordagem (1) antropocêntrica em vez de ser cristocêntrica, (2) destituída do ensino dedicado das doutrinas bíblicas, (3) voltada para o bem-estar do "crente"(excesso de sentimentalismo) e (4) sem denúncia de pecados, sejam pessoais, culturais ou das autoridades, requerendo os seus necessários arrependimentos.
Nos casos das autoridades, o que vemos, é acomodação passiva e, pior, bajulação idólatra. Daí se decorre que a luz da pregação eficaz está comprometida porque grande parte dos que deveriam ser profetas (embora sempre existam os remanescentes fiéis - creio serem minoria e quase sempre estão fora dos holofotes) são apenas hipócritas, são meros profissionais de púlpito preocupados em dar às pessoas o tipo de bem-estar que elas querem ouvir em tipos domesticados e distorcidos de cristianismos infiéis ao Senhor.
Os corruptores da fé são inimigos de Cristo.
