30/06/2026

Igreja de Laodicéia


A igreja da nossa época é muito parecida com a repreensível igreja de Laodicéia, descrita em Apocalipse 3: 14 a 22. Ela é muito parecida com um clube, um encontro de gente que não se considera radical, nem tão santa, nem tão mundana, nem tão zelosa em todo o ensino bíblico, nem tão pecadora. Gente que se devota moderadamente a Deus e que se reúne com seus semelhantes num entretenimento religioso domesticado e repleto de artificialidades, feito sob medida para as pessoas se sentirem bem na medida em que são expostas a partes selecionadas da verdade de Deus num ambiente de grande apelo sentimental que é facilmente, e de propósito, confundido com o agir do Espírito Santo, numa reunião onde a carne decide os limites de até onde Deus deve se impor e a manipulam, como se essa ingerência fosse possível.

Dessa igreja, não tão fiel a Deus mas não tão má, boazinha e morna, o Senhor Jesus está do lado de fora, Ele não faz parte do que ocorre lá dentro, não está recebendo o culto realizado, que na prática é hedonista e antropocêntrico, feito pelas pessoas para si mesmas; e o Senhor está batendo na porta, pelo lado de fora, para que alguém o ouça e o deixe entrar para, então, existir comunhão de fato. Tudo o que ocorre dentro do recinto com aparência de igreja mas com a ausência do Senhor é inútil, pecaminoso e beira à blasfêmia. Isso porque o mal e a corrupção do pecado podem se apresentar numa embalagem agradável e a boa educação dos homens caídos disfarça o mal real. 

Satanás é um sedutor experiente que penteia os cabelos, usa um bom perfume e escova os dentes para cochichar nos ouvidos dos incautos.