26/07/2023

Por que a maioria dos artistas é de esquerda?

 Por que a maioria dos artistas é de esquerda?

Clique no mínimo comprometedor do casal de ativistas esquerdistas multimilionários Yoko e John

Por que grande parte dos artistas é esquerdista e, apesar da evidente inteligência, apoiam alguém como Lula?

Porque artistas são, predominantemente, utópicos e a produção artística da nossa época é movida por DINHEIRO. Suas mentes estão no mundo do "faz-de-conta", mas eles são interesseiros. Vivem em utopias similares a Nárnia ou no "País das Maravilhas" da Alice e gostam de desfrutar do bom e do melhor que o dinheiro pode comprar do mundo real.

A maioria não consegue nem gerir suas contas, nem o tempo e não se adequa à realidade. Mas gosta de emitir opiniões sobre tudo e costumam ser aplaudidos por suas entusiasmadas plateias.

Muitos, inclusive, potencializam a fuga da realidade de forma artificial por meio de entorpecentes. Muitas vezes as drogas são por eles usadas como aliadas para que suas mentes fluam fora dos eixos da realidade. 

E é exatamente esse mundo irreal que a esquerda fomenta, um mundo impossível de igualdade comunista em que todas as pessoas seriam boas e viveriam numa fraternidade igualitária. Mas ignoram, por ingenuidade ou por maldade, o problema central do pecado que corrompe a todos nós. Jamais seremos bons por nós mesmos, a não ser que o Redentor, Jesus, nos refaça de dentro para fora, e por isso o socialismo e seu desdobramento comunista são impraticáveis. Mas como ignoram o mal do pecado e só conseguem enxergar utopias, a maioria desses artistas caolhos ignora o mal histórico e reincidente praticado em todas as experiências de socialismos. Ignoram a tirania genocida e truculenta praticada por todos os seus líderes, sem excessão, e, obviamente e convenientemente, ignoram o mau-caratismo e o banditismo do Lula. Não lhes importa o rastro corrupções em torno da figura, o que lhes importa é a ideia vaga e impraticável de utopia, leia-se mentira, que ele representa.

No geral os artistas são inaptos para tratarem de política e de coisas sérias porque estão muito ocupados com o mundo fantasioso das suas imaginações. Eles deveriam focar apenas nas áreas em que têm competência, seja pintando quadros ou compondo canções. Porque noutras áreas são apenas palpiteiros semelhantes às crianças que se levam a sério demais quando brincam de piloto de avião.


Gene Simmons sobre militância política de artistas.

Nando Reis dando seus gritinhos de protesto e mandando ver nas verborragias durante uma entrevista.


Showzinho rebelde

O bom de ser artista celebrado que é tratado como semi-deus é que as suas óbvias humanidade e tolice ficam suplantadas pelo mito encenado nos brilhos dos palcos, e sob aplausos o nonsense entorpecido por utopias e pelo transe de irrealidade pode tagarelar besteiras, dar gritinhos de ordem idiotas e até vestir-se de carrasco nazista sem ser justamente cancelado.


Roger Waters trajado como oficial da SS, 
brincando de ser carrasco nazista durante 
um show provocativo na Europa.

Isso serve para esse sujeito aí, o "Roger Waters" como, também, pra turminha dos Titãs e pra toda estrela do show business, cuja maioria já ficou velha e deveria ter noção do ridículo, mas insistem nas tolices aborrecentes porque isso ainda dá muito lucro. Ou seja, o que os move é o dinheiro "do capital" capitalista em que tanto cospem, apesar de venderem a falsa ideia de um ideal socialista.

São apenas hipócritas, e de dar nojo.


Caricatura que fiz do Robert de Niro da ocasião em que ele xingava o seu presidente Donald Trump numa premiação de celebridades multimilionárias e ególotras de Hollywood.

SOBRE ARTISTAS QUE SÃO ECOS 
DOS OUTROS

É absolutamente irritante o quanto a "classe artística", incluindo a brasileira, não passa de lambe-botas do stablishment esquerdista que domina as mídias com sua hipocrisia. Ovacionaram um ator norte-americano como se fosse herói por ter chingado o seu presidente numa premiação, quando na verdade ele foi apenas patético, ridículo, vergonhoso.

Depois querem falar de arte, quando o que ocorre, na verdade, é uma uniformidade subserviente às vontades dos patrões, donos de empresas de mídia, de revistas, de veículos de informação e de clubinhos que têm poder de decisão em exposições e premiações. A máfia cobra que beijem sua cartilha como forma de ingresso e se você não for como eles, não falar a língua deles, não usar suas cores ou jargões estará fora, sem chances, sem o carimbo no passaporte dado por trambiqueiros que decidem se alguém vive ou morre no seu mundinho encantado. Não há liberdade crítica ou de criação, não se pode criticar os novos cânones sagrados do politicamente correto. O que se vê são apenas miquinhos dando cambalhotas conforme querem aqueles que dispõem de amendoins. Artista de sucesso é aquele que faz sua obra segundo as regras da nova cartilha onde está bem definido qual é o alvo onde se deve atirar e quem, e o que, deve ser exaltado.

A arte dessa nossa época é apenas business, não virtude. E o negócio da vez é contrariar a lógica e a natureza, promovendo perversões e imbecilidades como se fossem a nova verdade de uma nova era.

Escolas tornaram-se em centros de lacração.

 

Escolas tornaram-se em centros de lacração.

Um amigo e irmão em Cristo me enviou essa foto de uma página do material que está sendo usado pelas escolas públicas de SP, e resolvi compartilhar também aqui o que pensamos ser um problema sobre esse tipo de diretriz.

Em primeiro lugar, esse é um conteúdo destinado à educação, para a formação de conceitos em crianças que frequentam escolas públicas. Esse tipo de diretriz formará a cosmovisão, a moral e o comportamento das crianças que, como alunos são plateias cativas, totalmente disponíveis e indefesas quando expostas a programadores de suas consciências para que sejam inculcadas nelas o que devem pensar e como devem agir tendo por finalidade a formação dos cidadãos do futuro - mesmo que isso vá contra a natureza. Infelizmente os ambientes acadêmicos têm sido locais de fabricação de militância ideológica, uma perversão clara das funções das escolas e universidades.

Em segundo lugar, o conteúdo tem aparência de sabedoria mas trabalha, sutilmente, com a perversão de crianças.

Com o parágrafo onde é dito que meninos e meninas podem brincar juntos, isso é bom, não há como discordar e isso sempre aconteceu. Nunca as crianças foram impedidas de brincarem juntas, mas ao mesmo tempo, sempre foi claro que certas brincadeiras são mais apropriadas para meninos e outras para meninas.

O problema, que se apresenta sutil e com aparente sabedoria, é tratar como problema a ser mudado a separação de brincadeiras típicas de meninos e de meninas. Isso é um problema porque brincadeiras separadas por sexo e apropriadas a cada um ajudam a formar a consciência de si, ajudam na definição de papéis, são formas de aprendizado, de treinamento para a vida e reforçam as características típicas que devem existir nos homens como senso de luta, de competitividade, de força, perseverança, fraternidade (time), de inteligência estratégica, etc; e reforçam as características típicas que devem existir nas mulheres como cuidado (da família, dos filhos), vida social, beleza, capricho, administração (especialmente da casa), delicadeza, etc.

Ah, mas isso corrobora a tese de que "ninguém nasce mulher, mulher se faz" (da feminista Simone de Beauvoir) que defende que o ser mulher em suas características femininas (e o ser homem em suas características masculinas) é fruto da cultura, mera construção social, de forjar nas crianças por meio de uma educação formatadora quais devem ser suas características e papéis?

NÃO! E isso porque homens e mulheres têm caraterísticas diferentes intrínsecas que lhes são naturais e a educação que reconhece essas diferenças os prepara, treina, para desempenhá-las ao longo da vida de forma mais saudável. Ou seja, onde se perverte as diferenças desde o fase da educação, na infância, terá como efeito a desordem em adultos desajustados, mal-resolvidos, angustiados pelo senso irremediável da inadequação entre uma formação educacional com o inculcamento de padrões que não se encaixam com a sua natureza. Homens feminilizados e mulheres masculinizadas são deturpações da natureza distinta de ser macho e fêmea, como Deus assim os criou.

Ao se forçar brincadeiras indistintas para meninas e meninos, impõe-se que meninas aprendam comportamentos de meninos e sejam masculinizadas e que meninos aprendam comportamentos de meninas e sejam feminilizados. Contrário a isso, as separações reforçam e potencializam suas qualidades diferentes que são naturais.

Os progressistas sabem muito bem que investir na mistura desses papéis nas brincadeiras de crianças não é mera questão de diversão, é combater as claras e necessárias diferenças que existem na natureza (por Deus criada) de homens e de mulheres, semelhantes em muitas coisas mas diferentes em outras. 

A má semente da "ideologia de gênero" (ou dos nomes que se quiser dar) que com sua loucura feminista masculiniza mulheres, feminiliza homens, cria uma lista interminável de perversões sexuais (LGBT+etc) que pregam que cada pessoa pode ser o que quiser ser e tenta impor novas normativas morais, inclusive no uso de pronomes e de banheiros neutros numa iniqüidade cada vez mais celebrada, numa evidência claríssima de perda de referências (derivada das luzes escondidas debaixo do alqueire e dos sais insípidos...), da perda de noções de certo e de errado por parte do "sistema" que ainda produzirá uma pandemia de desajustados e de suicidas por terem se deixado influenciar pela mentira que afirma que as identidades sexuais são fluídas, que uma pessoa pode se identificar com algum gênero diferente do seu sexo biológico mas que, no final das contas, se comprovará apenas um engano atestado na prática da vida de quem o tomou para si, uma auto-violação, uma demostração de ódio de si mesmo - porque uma mulher que se mutila e consome hormônios ou um homem que faz o mesmo para tentarem assumir outra identidade sexual, tudo o que essas pessoas fizeram foi praticar o ódio por si mesmas, mentindo para si mesmas tentando construir uma pessoa que nunca serão através da mutilação, da castração e da mentira insustentável que inevitavelmente culminará em ruína. Quando a ficha cair será tarde demais e os danos nunca poderão ser corrigidos, daí o desdobramento lógico de uma avalanche de suicídios numa pandemia certa que ocorrerá em alguns anos. Esse sangue ainda será cobrado dos proponentes, dos defensores e dos que celebram essa violência que tem sido inculcada nas pessoas desde a infância, uma fase absolutamente indefesa da vida (a não ser que seus pais ajam responsavelmente em obediencia a Dt. 6 - coisa rara) assim como esse sangue será cobrado dos omissos - e essa omissão já tem sido amplamente vista em pais que já perderam os seus filhos nessa tensão de influências uma vez que não cumpriram as ordens de Deus na educação dos seus próprios filhos, pois, ao invés de assumirem, eles, as rédeas conforme Dt. 6, eles terceirizaram a educação dos filhos que Deus lhes confiou, confiando-as a lobos que muitas vezes se travestem de ovelhas - uma irresponsabilidade compartilhada com igrejas e com líderes que preferem a "isenção" em certos assuntos "para não ferir quem pensa diferente". Esquecem-se que igreja não é para respeitar pluralidades, é para se acatar os preceitos de Deus? Igreja deve zelar pela santidade, não por um amálgama onde tudo é tolerado.

Ou seja, esse progressismo que já se impôs ao sistema educacional é diabólico e quem tem filhos em idade escolar deve ter um trabalho redobrado com cautelas e zelos, sendo uma possibilidade real a de proporcionar aos filhos um modelo de educação diferente (por isso o "home schooling" tem crescido no Brasil como opção) e eu penso que as igrejas deveriam passar a tratar dessa questão mais acuradamente como parte dos cuidados que devem ter dos seus rebanhos no Senhor.

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Campanha de lavagem cerebral das crianças pró agenda LGBT+

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/08/selecao-brasileira-feminina-de-futebol.html



24/07/2023

Aprendendo com Barnabé


Evidentemente, o maior modelo que temos que seguir, e amar, e admirar é o do nosso Senhor Jesus Cristo. A Ele, e somente a Ele seja toda a nossa devoção nas qualidades conjuntas de Rei, Senhor e Deus.

Mas as Escrituras nos presenteiam com testemunhos de servos do Senhor que também nos ensinam a seguir a Cristo e a perseverar na fé em Deus, pois vemos neles evidências da sua Graça. Ao ler sobre os homens e mulheres de fé nas Escrituras, nós temos retratos muito humanos com quem podemos nos identificar, pois os textos sagrados evidenciam tanto as suas virtudes como as suas fraquezas e pecados, e essa honestidade pedagógica da Palavra de Deus serve, em muito, para nos animar na nossa caminhada de fé, porque muitas vezes nós podemos ver nesses homens e mulheres de Deus os reflexos de nós mesmos, e isso porque a Bíblia é também como um espelho onde nos vemos, e nos identificamos nas nossas inconstâncias, acertos e fracassos e, apesar dessas inconstâncias evidenciadas, Deus sempre se mostra misericordioso e usou (e ainda usa e usará) os seus servos com poder, e isso porque tanto a obra como as glórias da obra são de Deus.

Nesse sentido, admiro e amo com destaque a Elias, o profeta do Antigo Testamento, e ao crente comum de grandes iniciativas, mas que não fazia milagres, o nobre Barnabé, contemporâneo dos Apóstolos no início da igreja.

Elias era um profeta que Deus usava de forma extraordinária. Fogo caía do céu durante o seu ministério, num tempo de grande apostasia do povo que se rendia a falsos deuses como Baal e que vivia tempos de repreensão e de disciplina da parte de Deus. Elias era o profeta que conclamava o povo ao retorno à fé exclusiva no Senhor, e Deus o usava com sinais sobrenaturais, com milagres. Mas ainda assim Elias oscilava entre uma fé por vezes poderosa que desdenhava da grandiosidade cúltica das grandes aparências e das centenas de sacerdotes do falso deus Baal, mas que se alternava numa fé insegura e medrosa quando Elias achou que estava sozinho na ocasião em que foi ameaçado. Apesar de toda a grandiosidade que Elias contemplava, ele parecia sofrer de depressão, evidenciando uma humanidade e fraqueza surpreendentes em alguém que tinha diante de si manifestações do poder impressionante do Deus Todo-Poderoso; e o Senhor evidenciou um cuidado surpreendentemente carinhoso por Elias, mandando uma brisa suave ao seu servo para o consolar quando ele precisava. Além disso Elias teve o privilégio, também surpreendente, de não conhecer a morte numa raríssima exceção compartilhada apenas com Enoque. Em Elias eu vejo Deus amando ao seu servo, mesmo sendo esse servo frágil e birrento aos olhos de Deus, embora parecesse poderoso aos olhos dos outros.

E Barnabé, para mim é um mestre excelente!

Esse crente comum, que foi pastor em Antioquia, recebeu dos Apóstolos o nome "Barnabé", que significa "o filho da exortação", dando indícios de que ele já era muito sábio, como o livro dos Atos comprova. A primeira descrição desse irmão foi da sua voluntariedade e amor pela obra de Deus, pois dele começou a descrição dos investimentos na expansão da igreja e dos cuidados dos seus necessitados, pois vendeu um campo para dar o dinheiro à administração dos Apóstolos.

Foi Barnabé quem trouxe Paulo à presença dos até então desconfiados Apóstolos, pois Paulo era recém convertido de fariseu perseguidor dos cristãos à fé no Senhor Jesus, mas todos ainda se receavam dele pois o seu histórico impunha medos. Então Barnabé foi uma espécie de fiador, a garantia, a ponte para a construção da confiança entre o colégio apostólico e a desconfiada igreja de Jerusalém com aquele que ainda viria a se tornar no Apóstolo dos gentios. Barnabé era um crente de verdade que apostava tudo na obra de Deus. Ele deu o produto do seu campo, ele apostou em Paulo, anos depois ele apostou no vacilante João Marcos (que posteriormente escreveu o Evangelho de Marcos), mesmo contrariando o Apóstolo Paulo. Não tinha um sujeito mais empenhado em dar uma nova chance a alguém como Barnabé, e ele investia nisso, e agia como um fiador que tomava posição firme por alguém em quem ele acreditava, em quem ele via potencial para servir ao Senhor. Barnabé é o tipo de pastor que toda igreja deveria ter, um visionário expansionista que cria na providência de Deus e que dava tudo de si na formação de obreiros para os serviços do Reino.

Em Barnabé nós vemos um discipulador excelente, o melhor modelo de tutor possível. O "filho da exortação", era um pastor excelente que "apadrinhou" e protegeu a Paulo quando ainda havia resistência à sinceridade da sua conversão. E Barnabé levou a Paulo consigo em suas viagens missionárias, mas logo foi superado pelo seu tutorado. Primeiro se dizia: "Barnabé e Paulo", mas logo passou-se a dizer: "Paulo e Barnabé". Os frutos de Barnabé são tão excelentes que o superam! Que glória pode ser maior para um servo de Deus do que ver os frutos do seu trabalho no Senhor ficando maiores e melhores do que você? A virtude de Barnabé é oposta à mesquinharia, ao orgulho e ao desejo de deter o controle das coisas - um comportamento cretino visto em líderes de orgulho sensível que desejam ter seus nomes em placas de ouro e que procuram se cercar de companheiros que lhes pareçam inferiores para nunca terem o seu cargo ou proeminência ameaçados. Nessa relação de Barnabé com Paulo nós vemos o que é ser um exortador de qualidade, um mestre excelente, o melhor tutor possível: o bom mestre é aquele que dá tudo de si para ficar para trás, ser superado pelo seu discípulo porque, para ele, assim como para João Batista, é necessário que Cristo cresça e que ele diminua. Não é o seu nome que deve ser engrandecido, é o do Senhor Jesus; e se para o Senhor ter o seu santo nome exaltado o meu nome tiver que ser apagado de todas as citações, que essa seja a minha glória!

E nesse sentido eu me alegro no Senhor porque o meu primeiro e mais importante discípulo já me superou! Meu filho é um crente que ama ao nosso Senhor, um evangelista desejoso por ver pessoas se rendendo a Cristo e que já colhe seus frutos e tem suas próprias iniciativas nesse campo de trabalho. Ele não depende que lhe digam o que fazer, e mobiliza outros a irem consigo para a seara do Senhor, incluindo o amigo por quem perseverou evangelizando e orando e que agora é um irmão na fé.

Sou falho, pecador, mas vejo um pouco de Elias em minhas oscilações e me glorio em ter o privilégio de ser superado como o bom Barnabé pôde ser no tão dedicado, necessário e extraordinário ministério do Apóstolo Paulo.

Glórias a Deus pelo meu filho Leonardo!



O servo sofredor


Você tem sofrido algum tipo de perseguição por causa da tua fé no Senhor Jesus Cristo?

A figura do "servo sofredor" é uma constante nas Escrituras. 

O Senhor Jesus como o "Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo" é a demonstração máxima e perfeita desse servo de Deus que sofre no mundo durante o exercício da sua missão (Isaías 53). De fato, Cristo padeceu por nossos pecados e foi severamente hostilizado pelos seus opressores e Ele, somente Ele realizou a obra da expiação de pecados dos eleitos de Deus. 

Contudo, não é somente o Senhor Jesus que é o servo sofredor de Deus. Na verdade, desde o Antigo Testamento os servos do Senhor sofreram neste mundo porque cumpriam uma missão conflitante com os ditames mundanos e suas práticas pecaminosas. Isso porque não cabe aos servos de Deus praticarem a omissão, aos servos de Deus é requerido que se posicionem sobre a vontade de Deus revelada perante o mundo do seu tempo. Os profetas do Antigo Testamento sofreram como mensageiros das ordens de Deus que conclamavam seus contemporâneos aos arrependimentos de pecados, e na maioria das vezes eles eram hostilizados e alguns morreram por isso.

A mesma coisa aconteceu com todos os discípulos do Senhor Jesus, que no exercício dos seus apostolados, todos foram severamente perseguidos, punidos e injustamente martirizados - e não somente os Apóstolos, mas os crentes da igreja dos primeiros séculos também sofreram provações e perseguições, em variados graus, por causa da sua fé evidente no Senhor Jesus Cristo.

No tempo presente continua sendo exatamente do mesmo jeito de sempre, pois a mensagem de Deus é a mesma e o mundo é o mesmo e o embate entra a luz do Evangelho contra as trevas de um mundo mergulhado no pecado continua sendo o mesmo. Os crentes fiéis são servos sofredores de Deus porque portam em si mesmos a luz de Cristo, a Graça de Deus, num mundo tomado pelas trevas do pecado. Crentes anunciam verdades que o mundo muitas vezes não quer ouvir (e esse "mundo" é muitas vezes personificado em gente querida ou próxima, como pai, mãe, irmãos, amigos, colegas de trabalho, patrões, etc) e, por vezes, reage com intolerância, perseguições, cancelamentos, cerceamentos e até violência - e é aqui que reside parte do problema, pois para evitarem esses confrontos, e por antecipação, muitos crentes fazem opção pela omissão perseverante, deixando de tomar posição clara nas celebrações de diversos pecados no seu entorno e se apegaram a um tipo de fé distorcida, inventada, que faz parecer que está tudo bem em ser omisso e covarde, em esconder reincidentemente sua suposta luz sob um alqueire a pretexto de autopreservação, e ainda costumam dar o nome de "sabedoria" para essa desonra ao Senhor, num raciocínio falacioso que é convencionado em igrejas muito pouco fiéis que se empenham por nivelar a vida cristã nos níveis mais baixos e indignos possíveis.

Pode ser que essas hostilidades por parte do mundo sobre os crentes não sejam tão frequentemente vistas no mundo atual (embora eu conheço casos de quem as sofra e certamente existem lugares onde essas perseguições são mais severas - como a Coréia do Norte, países africanos, etc), e talvez a tranquilidade do mundo caído em relação aos cristãos seja porque nele já existe ampla profusão da fé cristã em tipos prevalecentes de cristianismos bastante adaptados ao mundo, bastante mundanizados e apáticos em suas capacidades de ameaçar as práticas pecaminosas e a moral decaída no seu entorno. É um tipo de acordo entre um mundo tolerante e uma igreja repleta de crentes inofensivos cuja luz é muito fraca, opaca, pouquíssimo impactante nas trevas do mundo que convive bem com suas verdades adocicadas com intervenções na pureza da verdade de Deus, como fermentos misturados na massa para torná-la mais palatável e menos exigente para as freguesias do mundo. Por isso temos produzido muitos frequentadores de igrejas, que exercem ministérios e lideranças, inclusive, mas que, pode ser, jamais se converteram de verdade, haja vista a sua amizade colorida com o mundo (Tg. 4: 4).

Isso descreve bem uma realidade aparentemente conflitante nas Escrituras, a de que nos últimos tempos o Evangelho do Reino será pregado por todo o mundo e, ao mesmo tempo, haverá grande apostasia dos crentes e as iniqüidades se multiplicarão no mundo com.o clímax na manifestação do Anticristo - conforme indica, no Novo Testamento, serem alguns dos sinais que precedem o retorno do Senhor Jesus.

Como a igreja evangelizará o mundo, ela apostatará e o mundo ficará ainda pior?

Pela lógica não seria o contrário? Com a ampla evangelização do mundo a igreja deveria ser fortalecida e as iniqüidades do mundo deveriam ser enfraquecidas! Mas não é isso o que acontece. A igreja prega, em grande parte se enfraquece e o mundo evangelizado reage multiplicando iniqüidades. E por quê? Porque a igreja como luz do mundo e sal da terra tem por função iluminar o mundo com a verdade de Deus e assim detém o avanço da podridão do pecado. A igreja é uma espécie de balança de Deus no mundo. Uma igreja fiel resulta em maior iluminação do mundo e na detenção no avanço dos efeitos do pecado; em contrapartida uma igreja pouco fiel ilumina pouco o mundo e permite o avanço da podridão do pecado em todas as esferas da vida. E assim tem sido a igreja da nossa época: mundana, pouco fiel e pouco ativa no mundo, ao passo que a iniqüidade no mundo tem se multiplicado de forma acelerada, e isso ainda desembocará na manifestação do Anticristo.

A nossa época tem sido marcada pelo Evangelho sendo amplamente pregado,  distribuído por toda parte, mas numa qualidade cada vez menor em sua fidelidade escriturística e nas práticas subjetivas de gente que considera a si mesmo cristã, mas com muita infidelidade bíblica, e isso com a validação dos sistemas religiosos cada vez mais secularizados, e que têm cada vez menos da obra redentora de Cristo evidenciada - e isso pode ser comprovado na forma irrelevante como as práticas da sua apática fé interagem no mundo. É nula, ou quase isso, é agonizante. Isso porque por apostasia nós podemos entender 2 coisas concomitantes: 1 - o abandono da fé visto em pessoas que deixam de ser cristãs; e 2 - o desvio da fé em crentes e em sistemas religiosos que relativizam a necessária fidelidade escriturística, adotando novas diretrizes e as misturando numa fé adulterada e sincrética.

O Senhor Jesus Cristo requer daqueles que querem seguí-lo nada menos do que o todo das nossas vidas - e isso inclui fidelidade escriturística e posicionamento perante o mundo. Aqueles que tentam um equilíbrio entre os seus senhores (Deus e o mundo) estão se enganando, pois servem somente ao deus iníquo do mundo e apenas enganam a si mesmos com suas práticas religiosas superficiais, uma vez que Deus não divide a sua glória com ninguém. 

Muito provavelmente a maioria dos cristãos do nosso tempo não sabe o que é ser um servo sofredor e não sofre perseguições por causa da fé simplesmente porque a qualidade dos cristianismos da nossa época é predominantemente mundana e, consequentemente, como frutos e promotores de sistemas comprometidos que são, eles ainda estão em cima do muro, são omissos relativizadores da fé e não são servos evidentes do Senhor Jesus - e isso requer arrependimento e a firme decisão de servir ao Senhor não conforme os ditames das instituições religiosas secularizadas, mundanizadas (cujos defensores - normalmente seus líderes - acusam os reformistas de serem divisionistas, de trabalharem contra a união dos irmãos, de serem orgulhosos, arrogantes, de se sentirem os donos da verdade, de serem insubmissos, ingratos, etc) mas sim, a decisão mesmo contra toda a maré de prosseguir unicamente em submissão aos preceitos de Deus nas Escrituras (eis um aspecto importante da perseverança dos santos), um dever que toda igreja que se propõe a ser fiel ao Senhor acata e milita submissa, ainda que isso seja uma raridade vista na sempre minoria dos remanescentes fiéis.

"E na verdade todos os que querem viver piamente em Cristo Jesus padecerão perseguições."

2 Timóteo, 3: 12


"Em seguida dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me.

Pois quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim, esse a salvará."

Lucas, 9: 23, 24


"Amados, não estranheis a ardente provação que vem sobre vós para vos experimentar, como se coisa estranha vos acontecesse; mas regozijai-vos por serdes participantes das aflições de Cristo; para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e exulteis. Se pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória, o Espírito de Deus."

1 Pedro, 4: 12 - 14


"Infiéis, não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus."

Tiago, 4: 4


"Era desprezado, e rejeitado dos homens; homem de dores, e experimentado nos sofrimentos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum.

Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e carregou com as nossas dores; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.

Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.

Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós.

Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a boca; como um cordeiro que é levado ao matadouro, e como a ovelha que é muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a boca.

Pela opressão e pelo juízo foi arrebatado; e quem dentre os da sua geração considerou que ele fora cortado da terra dos viventes, ferido por causa da transgressão do meu povo? 

E deram-lhe a sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte, embora nunca tivesse cometido injustiça, nem houvesse engano na sua boca.

Todavia, foi da vontade do Senhor esmagá-lo, fazendo-o enfermar; quando ele se puser como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias, e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos.

Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo justo justificará a muitos, e as iniqüidades deles levará sobre si."

(Isaías, 53: 3 a 11)


Sejamos mais corajosos!

http://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/07/pastores-e-cristaos-sejamos-mais.html?m=1

Local sagrado

 


A ideia de um lugar sagrado físico, geográfico para peregrinações religiosas é totalmente estranha ao cristianismo autêntico e original. 

Tradições posteriores incrementaram diversas ideias à religião a ponto de a desfigurarem nas invenções de muitas formas diferentes de cristianismos, resultando em diversas vertentes que por vezes se resumem a expressões culturais da religião cristã, em simulacros, em sincretismos religiosos que absorveram práticas de outras crenças, de idolatrias e paganismos, acarretando em distorções em vários níveis e de falsificações da verdadeira fé no Senhor.

Na fé cristã, bíblica, nem mesmo a figura do templo, como lugar, existe mais, uma vez que esse local caducou (e já foi destruído) quando os serviços ali prestados cumpriram suas funções na ocasião em que o Senhor Jesus foi sacrificado na cruz, um acontecimento único e definitivo para o qual todo o cerimonial do Antigo Testamento apontava.

Templo é o local da habitação de Deus neste mundo, e desde que o Senhor Jesus Cristo realizou a sua obra redentora esse local é o povo de Deus que foi comprado e remido pelo Senhor. É na igreja que se reúne em qualquer lugar, e não em locais tidos como sagrados, que Deus se faz presente, porque os crentes é que são, e somente eles, o templo do Espírito Santo de Deus. 

E isso nos dá os privilégios de poder desfrutar da presença do Senhor em qualquer lugar, de orar a Deus e de ser por ele ouvido em qualquer lugar e em qualquer hora, de poder se reunir com outros crentes para a adoração comunitária, congregacional, em qualquer lugar e de comunicar a Graça de Deus às pessoas em qualquer hora e em qualquer lugar - porque como resultado da obra de Cristo, todo verdadeiro crente é sacerdote, é ministro da sua Graça e é embaixador do seu Reino.

"Nossos pais adoravam neste monte; vós, entretanto, dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar (disse a mulher samaritana).

Disse-lhe Jesus: Mulher, podes crer-me que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai;

Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus.

Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores.

Deus é Espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade."

(João 4:20-24)


"Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual possuís da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?

Porque fostes comprados por alto preço; glorificai pois a Deus no vosso corpo."

(1 Coríntios, 6: 19, 20)


"Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz."

(1 Pedro, 2: 9)

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Desde que o Messias, o Senhor Jesus, veio ao mundo, não existe mais um templo, nem nenhum local fisico sagrado, uma construção especial onde Deus se manifeste ou que seja o lugar que sirva como elo, como conexão entre este mundo e a manifestação divina. Nem Israel, nem Jerusalém, nem Roma, nem Meca, nem Santiago de Compostela, nem Lourdes, nem Aparecida do Norte, nem Juazeiro do Norte, nem Asbury servem como local mais espiritual, mais abençoado nem mais sagrado do que qualquer ajuntamento de crentes cristãos que se unem em qualquer lugar deste mundo, em QUALQUER LUGAR, para buscar ao Senhor em oração, leitura e ensino da Bíblia e louvor em adoração a Deus - pois o Senhor Jesus sempre se faz verdadeiramente presente no meio do seu povo congregado, mesmo sendo 2 ou 3 pessoas, mesmo em meio a poucas pessoas - pois todo ajuntamento de crentes constitui-se templo do Espírito Santo, e isso é igreja, uma construção feita de pessoas, não de tijolos.

E nenhum lugar é mais santo do que um coração contrito que busca a Deus em oração, pois Ele atende a todos os súplices, sendo encontrado por todos os que o buscam verdadeiramente, mesmo em orações feitas em secreto na solidão do teu quarto.

Quando o Senhor Jesus veio ao mundo Ele cumpriu todas as exigências cultuais do Templo de Jerusalém, sede do culto do Antigo Testamento que prefigurava em todos os seus ritos a obra completa e perfeita realizada pelo Senhor Jesus na cruz. Ele foi o verdadeiro e definitivo holocausto, Ele foi também o verdadeiro e definitivo sacerdote. Ele é o nosso caminho a Deus, é o único Mediador entre os homens e Deus, é a porta de entrada, agora sem véu, para a verdadeira comunhão com Deus no Santíssimo lugar - acessado a partir de qualquer lugar onde um adorador se rende e busca ao seu Senhor e Deus.


22/07/2023

Você não precisa experimentar para saber que algo é errado e mau.


Você não precisa experimentar para saber que algo é errado e mau.

Você não precisa ir ver pessoalmente, nem conferir para constatar se algo é ruim, nocivo, perigoso. Não se experimenta o pecado para se saber que é mau.

Nem tudo deve ser conferido porque muita coisa simplesmente dá os seus sinais à distância, a aparência do mal, o fedor podre e mal disfarçado do pecado.

O que nós precisamos conhecer é a régua de medir todas as coisas, o padrão de certo e de errado, o "cânon", as Escrituras. É da Palavra de Deus que conhecemos a verdade, a vontade de Deus revelada. Nela conhecemos ao próprio Deus que revela a si mesmo na pessoa do Senhor Jesus Cristo e nada é mais importante do que isso. Por isso Ele é a própria Verdade.

E olha que interessante: nós não o vemos, não tiramos a "prova real", não temos como ir conferir pessoalmente se seus atos são verdadeiros senão pelo testemunho interno do Espírito Santo que faz com que os crentes tenham fé absoluta no que está escrito sobre o Senhor. Nós não temos como ir conferir pessoalmente se os atos do Senhor Jesus Cristo como os seus milagres, o seu holocausto na cruz, a sua ressurreição ocorreram ou não. Nós simplesmente sabemos que ocorreram porque cremos no que a Bíblia diz a respeito, e isso porque a fé é dom de Deus. 

Ainda que estudos e ciências modernas como a arqueologia e os estudos sérios de história atestem a veracidade histórica de muitos fatos bíblicos - como a existência inquestionável de Jesus na história, um fato que atualmente parece não ser questionado por nenhum historiador sério, considerando-se as vastas provas da sua existência - e existem incontáveis escritos bíblicos dos tempos antigos que estão preservados em museus e que comprovam a historicidade dos fatos narrados; e tenhamos à nossa disposição diversos registros históricos entrelaçados que dão amplo testemunho desses fatos, tanto do ambiente interno da religião como de observadores externos dela (os escritos do Flavio Josefo, por exemplo) - NUNCA será esse tipo de recurso que CONVERTERÁ alguém. Não somos convertidos ao Evangelho por quaisquer possibilidade de comprovação científica de que seus fatos são verdadeiros, mas sim, e unicamente, nós somos convertidos pela obra soberana e exclusiva de convencimento interno que o Espírito Santo provoca nos eleitos de Deus, e isso é muito diferente de um convencimento argumentativo que não atinge o cerne do coração humano, sua essência, um lugar que somente a palavra de Deus tem poder de atingir, como uma espada manejada pelo próprio Deus. Sempre foi esse o método de Deus no convencimento das pessoas, sempre foi esse o método praticado na história da religião e sempre será assim até que o Senhor Jesus Cristo volte. E sempre será o testemunho interno do Espírito Santo operado na consciência mais profunda das pessoas que será suficiente para o estabelecimento e para a manutenção da verdadeira fé.

Nós somos testemunhas dessas coisas, da verdade dos atos de Deus na história (como a verdade do Senhor Jesus), como efeito do milagre de o próprio Espírito de Deus inculcar nos nossos corações as suas próprias convicções, um ato transcendente, porque Ele é a verdadeira testemunha que não apenas presenciou os fatos descritos na Bíblia como, também, Ele mesmo fez com que tais coisas acontecessem exatamente como estão descritas (escritos que foram por Deus determinados, inspirados) e que aconteceram exatamente como a sua vontade soberana decretou.

Sabemos o que é verdade e o que é bom sem que tenhamos, necessariamente, constatado, "in foco",  todas essas coisas. E da mesma forma nós também sabemos o que é mentira, o que é errado, mau ou injusto sem que necessariamente provemos todas essas coisas simplesmente porque temos um parâmetro, a régua, a Palavra de Deus que nos impõe os seus desígnios. Deus é a fonte que gera a consciência de todas as pessoas, pois todas têm noções intrínsecas de mal e de bem, da Lei de Deus que foi gravada nos nossos corações como um efeito primordial e indelével da queda no pecado, que é o conhecimento do bem e do mal.

Dessa forma eu não preciso passar pelo fogo para saber que me produzirá dor, não preciso tomar veneno para saber se me matará, de uma forma intrínseca nós sabemos que assassinar outra pessoa é muito errado, não preciso dar ouvidos aos discursos de iníquos quando o cheiro do pecado já se faz sentir à distância, não preciso ter um diálogo com Satanás para saber se ele mente (e quem cair nesse canto da sereia será presa fácil), não preciso ir conferir o teor do que é dito nas rodas de escarnecedores para somente depois de provar das suas companhias e obras eu poder decidir se continuo ou não com eles - e isso não é prática de juízo temerário, mas sim o necessário exercício de discernir as coisas tendo por base a verdade que nos foi dada.

Confie, portanto, na Palavra de Deus. Não existe possibilidade de verdadeira comunhão com Deus se o crente não tiver intimidade com a sua Bíblia.

21/07/2023

Turba

#Turba 

 Ajuntamento de pessoas de consciência fraca e que dependem do senso de pertencimento a algum tipo de manada para ter algum tipo de identidade por meio da concordância nas mesmas opiniões, da devoção à mesma ideologia política, ou de possuir a carteirinha de sócio numa mesma associação, ou de uma torcida organizada, ou qualquer outra forma de classificar gente pela fraternidade nas mesmas ideias e loucuras onde possam servir de papagaio das palavras de ordem que os lobotomizam e fazem côro a qualquer mantra, cartilha ou idiotice que sirva de pretexto para transformar covardes individuais (que muitas vezes se escondem sob perfis e identidades falsas) em valentões inflamados pelo senso de manada que vomita disposição para ameaças e linchamentos, agindo de forma hostil contra quem não reza a cartilha da sua turba e a quem, regularmente, desumanizam e desejam "extirpar" do seu caminho, eliminar da sociedade ou da existência - exatamente como fizeram os nazistas e seus irmãos gêmeos comunistas - que, apesar das semelhanças em seus ódios, loucuras, desumanizações dos outros e reincidentes genocídios, eles estranhamente se odeiam. 

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 P.S. - diferentemente das associações em manadas, a Igreja (a fé fiel, não as falsas) não se encaixa nessa categorização que fiz dos ajuntamentos ideológicos, as turbas em potencial. 

E por quê? 

Porque ideologias são frutos de ideias e desejos humanos a partir de perspectivas seculares que unem seus subscreventes em militâncias combativas, pecaminosas e sempre utópicas porque pretendem implementar seu sistema imaginado e utópico no tempo presente, mesmo que seja por meio do uso da força e de intolerâncias. Ideologias têm viés político. 

Diferente disso, os crentes unem-se na fraternidade cristã para a partilha e os serviços da fé comum sob o senhorio de Jesus Cristo a serviço de um Reino que não é deste mundo, e anunciam a redenção ofertada às pessoas do tempo presente pela pregação do Evangelho. A fé cristã ilumina os entendimentos e as ações dos homens, incluindo as suas políticas, mas não é política nem ideológica pois a sua fonte e destino são o próprio Deus.

Barbie

BARBIE

Há pouco tempo atrás a boneca Barbie era motivo de chorumes das militâncias "eco-feminasi-inclusivo-social-progressistas" (a composição do termo é fluido, conforme a moda reza) porque representava um ideal de beleza que teria sido imposto por décadas sobre seguidas gerações de meninas e teria ajudado a formar um senso de admiração a um determinado estereótipo (isso nos faz lembrar da balela da raça superior ariana que era cultivada pelos nazistas) e de desprezo das variadas formas e cores que não se enquadrassem no seu estereótipo canônico - Xuxas, Paquitas e suas derivações (que agora, paradoxalmente, se apresentam como paladinas do bom senso quando, na verdade, se consolidaram como produtos de consumo e de estímulo à precoce erotização infantil, o que faz dessas "celebridades" pessoas com ZERO qualificações para tagarelar sobre o que é certo, justo ou moral), num estereótipo de celebridades que teriam contribuído para consolidar essa ditadura "barbiana" do que é beleza feminina, a ponto de, nos anos que as sucederam, mesmo as mulheres de cor de pele escura (em variados tons) terem adotado tingimentos loiros em seus cabelos alisados artificialmente em composições totalmente incoerentes com seus biotipos, numa tentativa de auto-negação e de tentarem ser o que não são (será que vimos ali um embrionário das experiências "trans"?). 

Além da ditadura do seu estereótipo, a boneca Barbie simbolizava uma violência comercial que descartava quem não se encaixava no seu ideário de moça magra, loira, alta e rica num mundo cor-de-rosa, deixando claro que quem não a pudesse comprar não teria o direito de ingressar no "paraíso" do seu mundinho das futilidades dos riquinhos jovens, bonitos e sempre sorridentes de Beverly Hills. Ou seja, Barbie era uma opressora separadora de meninas aptas das inaptas, era um símbolo das castas mais altas da sociedade que ensinava às mais baixas ou que tinham outras formas diferentes do seu padrão canônico de beleza a se contentarem com a contemplação de toda a sua simbologia enquanto ficavam resignadas no seu lugar de inferioridade e de negação das vantagens que eram reservadas a poucos. 

Eis aí um exame "sociológico" (de botequim?) do fenômeno "Barbie", um caso duradouro de sucesso comercial de uma futilidade que deveria, pela lógica, ser tratado como uma ofensa às pautas progressistas e revanchistas das esquerdas. Mas como as esquerdas, a rigor, não seguem a lógica - e as pautas feministas escancaram isso, ao defenderem homens que se afirmam como mulheres atropelando as mulheres de verdade nas suas conquistas e direitos - então nós podemos ver o fenômeno da Barbie, como símbolo opressor, sendo celebrado num filme arrasa-quarteirões, o "blockbuster" do momento, um projeto soberbamente comercial, sendo aplaudido pelas esquerdas progressistas - apesar de que, muito provavelmente, essa avalanche cor-de-rosa (que prefiro não assistir) com o protagonismo de uma loira auto-afirmativa que carrega em si os mesmíssimos valores estéticos da Barbie e das Xuxas (e é só por isso que ela é mais um caso de sucesso) parece ser uma espécie de "Cavalo-de-Tróia" se apresentando em estereótipos e clichês facilmente reconhecidos (causadores de ânsia de vômito) para trazer em si uma série de progressismos óbvios e típicos da agenda WOKE. 

*** NÃO ASSISTA A ESSE TIPO DE FILME ***

Não submeta os teus filhos a esse tipo de influência, ela não é inócua! 
Não financie a Agenda WOKE!
Não patrocine a sexualização precoce dos seus filhos;
Não patrocine a feminilização dos meninos;
Não patrocine o feminismo e suas ideias demoníacas;
Não patrocine nenhum censo de futilidades nos teus filhos;
Não os faça consumistas, patricinhas, playboyzinhos mimados, fúteis e materialistas!

Sobre a futilização de tudo, veja:

Proteja-os inculcando neles a Palavra de Deus e não esses discursos débeis e multicoloridos do mundo!

Se teus filhos são exemplos do que há de pior no mundinho materialista e fútil, é um playboyzinho ou patricinha que adora marcas caras e já despertou sensualidade precoce, a culpa é TODA TUA!

   

Trecho de evidente "lacração" do filme copiado de postagem em redes sociais.
(copiado aqui 1 dia depois de ter feito essa postagem)

 

# Somos todos Barbie?
"Filme" de procedência e de humor duvidosos (zoeira) copiado de redes sociais


Para constatar que algo não é bom, nem recomendável aos filhos por se tratar de um produto com ideias nocivas, nós não precisamos "experimentar" e não precisamos pagar ingresso (caro, por sinal) e dar o lucro ao mau empreendimento que faz parte de toda uma obviedade ideológica que tem sido papagaiada por toda parte e que é fomentada por um movimento massivo dos novos cânones mundiais de uma nova moral fabricada por encomenda para uma nova ordem mundial multicolorida, ególotra e subserviente ao sistema que hipnotiza e tiraniza as massas - uma realidade já testada em patamares mais elevados e já aprovada de forma muito bem-sucedida na pandemia, por exemplo - porque o povo-gado adestrado e lobotomizado faz e fará o que os donos da fazenda ordenam.
No caso do filme que, como diria Paulo Francis "eu não vi e não gostei", sua proposta está escancaradamente exposta numa campanha de marketing multimilionária que já nos prestou o favor de nos fornecer amplos motivos para não embarcar e não patrocinar essa joça.


Mera adequação aos novos ditames comerciais. O objetivo é sempre lucrar, agora lacrando.
Print do corpo de um e-mail markerting que recebi da AMAZON aproveitando a "onda Barbie" para fazer campanhas comerciais - ÓBVIO! Tudo é COMÉRCIO de produtos e de massificações.


Puxa... 
Briga no fim do filme da Barbie num cinema em SP.
Me chama a atenção a masculinidade ogra das mulheres que saíram na mão e a feminilidade cóccix e barriguinha de fora do rapazinho. 
Coincidência ou coisa normal e típica da proposta?


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Copa do Mundo feminina e a campanha de celebração LGBT+:

19/07/2023

O ódio à santidade de Deus

 


O ódio à santidade de Deus

O fator central da iniqüidade de se resistir à oferta da Graça de Deus para se perseverar no pecado é o ódio e o desprezo que todo amante da iniqüidade tem em relação à santidade de Deus e ao seu valor inegociável. 

Santidade é separação, incontaminação, é parte indissociável da glória inerente do ser de Deus. A santidade de Deus é um atributo que o define e todos os demais atributos são pela sua santidade plena e perfeita definidos também (o amor de Deus é santo, sua sabedoria e seus pensamentos são santos, seus atos são santos, sua justiça e a sua ira são santos, sua Lei e as suas palavras são santas, etc). 

Deus é Santo, Santíssimo, imaculado, incorruptível e a sua sabedoria, seu poder, seu amor - tudo nele é santo e nenhum dos seus atributos ou qualidades podem ser corrompidos, subvertidos, adequados ao pecado ou aos preceitos dos homens (por isso nem tudo o que se diz ser amor pode ser validado por Deus). É impossível a Deus negar-se a si mesmo, abdicar da sua santidade, pecar, mentir, não cumprir o que diz, ordena ou promete. Ele não é parte da criação (santo, separado dela) mas se impõe sobre ela e uma vez que sua santidade é incorruptível ocorre o confronto entre a santidade de Deus e o pecado que degenerou os homens e toda a criação que lhe foi sujeita. E nesse confronto não existe paridade de forças, pois a santidade de Deus repele a qualquer contaminação do pecado e a fulmina como um fogo destruidor. Nisso somos inimigos por natureza, Deus em sua Santidade, causa de admiração, adoração e de temor pelos santos anjos, e nós, pecadores e devotos das corrupções do pecado ao lado de anjos caídos, os demônios, todos inimigos de Deus em essencial aversão à sua santidade que nos representa o perigo do juízo iminente, da imposição inescapável da sua santa justiça 

Deus e a sua santidade (que é um fogo consumidor) são o que o pecado mais odeia. Por isso o ódio contra o Senhor Jesus Cristo, contra o seu Evangelho e contra o seu povo, sua Igreja, os portadores da Graça do Evangelho - porque é pela obra de Cristo, conforme impõe o Evangelho, que o problema do pecado é plenamente resolvido, reconciliando o homem com Deus e com sua santidade por meio da conversão em fé e do inegociável arrependimento de pecados - imposições feitas pelo próprio Deus que exige dos crentes a santificação, em imitação ao Senhor Jesus, sem a qual ninguém verá a Deus.

O amante da sua iniqüidade sempre tentará justificar o seu desprezo pela santidade de Deus em subterfúgios menores, como os desdobramentos pontuais que a santidade de Deus produz nos crentes nas suas práticas, nas suas defesas de valores e cosmovisões. Por exemplo, o iníquo justificará o seu posicionamento na descrença e na rebelião contra Deus numa discordância que tem em relação à "opinião" do crente sobre um determinado assunto de fé ou de prática (não concordo que a salvação seja somente pela fé em Jesus Cristo, não concordo que eu deva servir a Jesus frequentando uma igreja, não concordo com a divindade de Jesus, não concordo que as demais religiões estejam erradas, não concordo que aborto seja assassinato, não concordo que homossexualidade seja pecado, não concordo que mulheres devam ser submissas aos maridos, etc) e provavelmente o rotulará com termos pejorativos ou carregados de juízo conforme foram convencionados pelos valores morais (voláteis) de determinado grupo (fundamentalista, homofóbico, intolerante, ignorante, fanático, retrógrado, misógino, etc), mas, na verdade, o que eles odeiam é o desdobramento da santidade de Deus que se impõe sobre todas as coisas em confronto com todas as formas de degeneração pelo pecado nos múltiplos desdobramentos da vida na medida em que o Evangelho do Senhor Jesus a tudo ilumina, tornando evidentes todas as coisas que se apodreciam nas trevas do pecado e que agora, sob a luz do Evangelho foram expostas, se tornaram conhecidas e seus praticantes necessitam de transformação, de purificação e de redenção.

Tenho dúvidas se os crentes sempre devem procurar "fazer pontes" para compreenderem o lugar de fala e as proposições dos que resistem às misericórdias de Deus porque odeiam a sua santidade, uma vez que certas pontes exigem medidas de condescendência e de relativização em relação ao valor inegociável da santidade de Deus conforme muitos crentes contemporanizam e adequam suas mensagens aos seus ouvintes, tornando a Palavra de Deus palatável às exigências de quem quer decidir o quê e como devem receber, como se fossem senhores daquilo que consomem e reduzem Deus e a sua Graça a um produto (como se pudessem) semelhante a qualquer coisa que podem escolher numa prateleira. Não temos que compreender os discursos elaborados a partir das cosmovisões dos ímpios e do seu amor pelos mais diversos pecados a pretexto de ser a partir dessa "compreensão" que poderemos ter acesso e conquistar a confiança dessa gente para que nos dêem ouvidos quando lhes pregarmos o Evangelho - até porque todos nós já conhecemos muito bem o que é o pecado, um mal que a todas as pessoas é comum. Sob o pretexto de fazer pontes nós corremos o risco de cair nas seduções da serpente, porque certamente não podemos domar a sua malícia, não devíamos dar conversa ao homicida que é, também, o expert pai da mentira. O que temos que compreender é a Palavra de Deus e o severo nível de alienação que o mundo no pecado tem acerca de Deus e da sua verdade, e temos que iluminar esse mundo com a pregação sobre quem é Jesus Cristo e o que Ele fez para reconciliar pecadores com o Deus santíssimo, porque Ele, Jesus, é a luz do mundo perante quem todas as coisas devem ser esclarecidas. Muitas vezes as supostas pontes que alguns constroem são para tentar esconder a luz da Graça do Evangelho do Senhor Jesus debaixo das suas sombras. São tentativas de se ter algum poder de controle sobre o poder da sua luz.

Pregar as verdades de Deus tem eficácia por si mesmo, e a sua luz sempre produzirá um dos dois únicos efeitos possíveis: ou amolecerá o coração de quem for iluminado pela exposição do Evangelho ou endurecerá esse coração, isso porque o mesmo sol que amolece a cera faz o barro endurecer.

O Evangelho é, em si mesmo, o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. Nada pode ser maior demonstração do poder de Deus neste mundo do que o supremo milagre da encarnação do seu Unigênito com a finalidade de ser o Cordeiro de Deus que tira os pecados do seu povo, obra que Jesus realizou perfeitamente no holocausto de si mesmo na cruz, na qual Ele venceu as forças do pecado, e de Satanás, e da morte, da qual ressuscitou reassumindo a sua glória ao lado de Deus-Pai nos céus. E esse poder das boas-novas de salvação é eficazmente comunicado aos eleitos de Deus quando o Evangelho lhes chama à fé. 

Essa salvação realizada por Cristo é da condenação do justo juízo de Deus ao inferno. É a repulsa eterna da santidade de Deus e de arder para sempre, e conscientemente, no fogo consumidor do próprio Deus. E a fé é um dom que é dado por Deus para quem Ele soberanamente decide dar, mas sempre através da comunicação do Evangelho que nos redime, nos outorga o pleno perdão de pecados e nos santifica para desfrutarmos eternamente de Deus e das glórias da sua santidade, agora não como inimigos e sim como reconciliados pelo poder do Sangue do Cordeiro, o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo que nos torna santos assim como Ele é.

18/07/2023

O Salmo 58, o desgoverno dos corruptos e as deturpações da Justiça pelos juízes ímpios

 


Lesmas!

É impossível não ver paralelos nas descrições do texto sagrado com a realidade dos poderes do Brasil, com o cinismo das nossas autoridades e com a corrupção da justiça imposta pela alta corte do nosso judiciário.

Que bálsamo ver as aspirações do salmista, autor inspirado por Deus num Salmo que, como em todos os Salmos, devem nos direcionar em nossas aspirações e nas nossas devoções a Deus, incluindo os modos certos de se orar. 

Nos Salmos entendemos a piedade praticada e ensinada pelo Senhor Jesus Cristo. E no Salmo 58 nós vemos o desejo do autor inspirado por Deus de ver essa corja que é comparada às víboras, de terem os seus dentes arrebentados por Deus; o desejo de vê-los sendo desfeitos como lesmas e de serem como abortos que não vêem o sol - palavreado fortíssimo, mas bíblico, santo e alinhado com as justas aspirações que procedem de Deus!

E este Salmo termina com o desejo da vingança (justiça) operada não pelas mãos dos homens justos, mas sim pelas poderosíssimas mãos de Deus - o que é muito pior e mais severo para quem a sofrer. E ver esse ato de Deus de aniquilar os subvertedores da justiça, derramando sob os pés do justo (vemos, aqui, uma indicação "do justo" como uma inferência ao Messias no fato de que o Senhor Jesus triunfou sobre os seus inimigos e esmagou a cabeça da serpente sob seus pés) o sangue desses ímpios é motivo de louvor a Deus numa aspiração dos santos pela vingança do Senhor que também é descrita no contexto do Novo Testamento (Apocalipse 6: 10) - ou seja, essa aspiração por justiça deve ser expressão da verdadeira piedade cristã tanto quanto as vemos em textos do Antigo Testamento (como nos chamados Salmos imprecatórios, por exemplo), isso porque a verdadeira piedade não nivela o bem e o mal, distingue a verdade da mentira e a justiça da injustiça e se empenha pela prevalência do bem sobre o mal operado pelos homens cínicos.

Nisso aprendemos que passividade subserviente é falsa piedade, pois a verdadeira piedade anseia por justiça e, por consequência, anseia pela descontinuidade (ou destruição) dos obreiros das perversidades - a não ser que essa gente se arrependa dos seus pecados e se converta ao Evangelho do Senhor Jesus Cristo, que é a única salvação possível aos pecadores por meio da fé.

Salmo 58

Falais verdadeiramente justiça, ó juízes? Julgais com retidão os filhos dos homens?

Longe disso; antes, no íntimo engendrais iniquidades e distribuís na terra a violência de vossas mãos.

Desviam-se os ímpios desde a sua concepção; nascem e já se desencaminham, proferindo mentiras.

Têm peçonha semelhante à peçonha da serpente; são como a víbora surda, que tapa os ouvidos,

para não ouvir a voz dos encantadores, do mais fascinante em encantamentos.

Ó Deus, quebra-lhes os dentes na boca; arranca, Senhor , os queixais aos leõezinhos.

Desapareçam como águas que se escoam; ao dispararem flechas, fiquem elas embotadas.

Sejam como a lesma, que passa diluindo-se; como o aborto de mulher, não vejam nunca o sol.

Como espinheiros, antes que vossas panelas sintam deles o calor, tanto os verdes como os que estão em brasa serão arrebatados como por um redemoinho.

Alegrar-se-á o justo quando vir a vingança; banhará os pés no sangue do ímpio.

Então, se dirá: Na verdade, há recompensa para o justo; há um Deus, com efeito, que julga na terra.


Minha oração recorrente:

Que o Senhor tenha misericórdia do povo e dos perversos que estão nos poderes e os converta, arrependidos, ao Evangelho.

Que o Senhor nos abençoe com líderes que tenham temor a Deus, homens capacitados e justos.

Mas se o Senhor não os quiser converter, que despedace aos perversos que transtornam e corrompem a justiça, o bem e a verdade que estão nos cargos de poder. Sejam eles como víboras que tiveram seus dentes quebrados pelas mãos fortes do Todo-Poderoso, como lesmas que derretem e como abortos que não verão a luz do sol a fim de que sejam abertos os caminhos para que homens justos e tementes ao Senhor sejam erguidos aos poderes.

Mas se o Senhor quiser que os perversos sejam mantidos nos cargos dos poderes sem que sejam convertidos, que o Senhor ajude à sua Igreja que é composta pelos verdadeiros crentes, seus eleitos, ainda que sejam poucos, a perseverarem fiéis mesmo diante de severas tribulações num mundo em que os ímpios prosperam em seus cinismos e iniquidades até que o Senhor os confronte e puna severamente no Dia do Juízo.