05/10/2024

O vazio do mundo em contraste com a obra de Cristo



O vazio do mundo em contraste com a obra realizada por Cristo.

Eclesiastes 4: 1 - 3 e Hebreus 12: 1 - 3

Pregação feita no culto da Capelania Evangélica do Hospital São Paulo sobre a impossibilidade de existir verdadeira justiça e sentido para a vida nas coisas criadas deste mundo decadente em contraste com as glórias da nossa salvação realizada pelo Senhor Jesus Cristo.


Trecho da pregação feita em Ec. 3 e Hb.12

Eclesiastes, 4: 1 a 3

"1. Depois volvi-me, e atentei para todas as opressões que se fazem debaixo do sol; e eis as lágrimas dos oprimidos, e eles não tinham consolador; do lado dos seus opressores havia poder; mas eles não tinham consolador.
2. Pelo que julguei mais felizes os que já morreram, do que os que vivem ainda.
3. E melhor do que uns e outros é aquele que ainda não é, e que não viu as más obras que se fazem debaixo do sol."

Hebreus, 12: 1 a 3

"1. Portanto, nós também, pois estamos rodeados de tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com perseverança a carreira que nos está proposta,
2. fitando os olhos em Jesus, autor e consumador da nossa fé, o qual, pelo gozo que lhe está proposto, suportou a cruz, desprezando a ignomínia, e está assentado à direita do trono de Deus.
3. Considerai, pois aquele que suportou tal contradição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos canseis, desfalecendo em vossas almas."

01/10/2024

Cultos que são superproduções imersivas.


Cultos que são superproduções imersivas.

Vivemos uma epidemia apóstata da tendência de transformação do culto a Deus em eventos de imersão em experiências sensoriais. 

O verdadeiro culto cristão é a prática de um conjunto de ações que são biblicamente orientadas para a adoração a Deus, somente. 

O Evangelho é a nossa reconciliação com Deus, realizada pela obra redentora do Senhor Jesus Cristo, o único Mediador entre o povo e Deus. Portanto, por meio do Senhor Jesus Cristo o povo congregado está na presença santíssima e sublime do Todo-Poderoso, e nós devemos adorá-lo em cumprimento do propósito primeiro da nossa existência, pois fomos criados para adorarmos a Deus e desfrutar dEle. 

A adoração a Deus que nos é requerida é feita por meio de Cristo e jamais se baseia em nossos méritos. Nós nos baseamos somente nos méritos do Senhor Jesus, pois somente Ele cumpriu toda a Lei e se ofereceu como sacrifício perfeito, o Cordeiro de Deus oferecido no holocausto da cruz para pagar pelos nossos pecados, e assim somente Ele satisfaz às exigências da Lei e da santidade de Deus e assumiu, perante Ele, as maldições das nossas dividas, sofrendo a santa e justa ira de Deus em nosso lugar, nos outorgando o seu perdão pleno, fazendo-nos, então, aceitáveis diante da suprema santidade do Deus-Pai que nos adota como filhos com o seu Unigênito, agora Primogênito dentre muitos irmãos.

Diante disso, o culto a Deus não consiste em nós, no que queremos, no que julgamos serem as nossas prioridades, mas sim na glória do Cordeiro de Deus que nos resgatou e que ressuscitou dos mortos, triunfando da morte, do pecado e do inferno, e que vive e reina para sempre. O verdadeiro culto cristão é focado no Senhor, na sua obra e na sua glória e não em nós. E por estar focado e baseado no Deus que é Espírito, e que não pode ser visto, nem sentido pelos nossos atributos carnais, mas conhecido pela fé somente, e que é Santo e incontaminável, o culto a Deus deve estar fundamentado nesses mesmos fatos e nesses elevadíssimos valores que nós não podemos reproduzir - não no que vemos, não nas nossas obras, mas somente no que de Deus conhecemos pela sua auto-revelação que é feita nas Escrituras. 

O culto é a adoração a Deus na beleza da sua santidade. O culto tem um destino definido, tem uma beleza definida e tem um modo santo e incontaminável definido. É Deus que deve ser contemplado, apreciado, e nós só o podemos conhecer pela sua auto-revelação que é por meio das Escrituras somente. Portanto apreciamos o que as Escrituras dizem sobre Ele, o verdadeiro louvor a Deus é a proclamação dos seus atos e dos seus atributos. Nós não inventamos coisas sobre Deus, nós proclamamos o que sabemos sobre Ele, o que Ele mesmo diz. Nossas invencionices não cabem nesse contexto.

O culto é um serviço congregacional oferecido a Deus, é quando os crentes, os santos de Deus, que são chamados de santos porque Deus os comprou com o precioso sangue de Cristo, separando-os do mundo para si, se reúnem para cumprir o que Deus requer deles como povo de sua propriedade exclusiva. Esse povo adora a Deus declarando seus atributos, as virtudes que de Deus conhecemos na mesma medida em que delas desfrutamos em santa e solene reunião. Não são as belezas que podemos produzir nem as virtudes que podemos praticar que saudamos ou louvamos, nós exaltamos o Deus invisível que preenche o recinto com a sua glória excelsa, porque podemos adentrar o Santíssimo lugar sob a cobertura justificadora e santificadora do seu Filho, o nosso Redentor. E a Palavra de Deus que diz respeito ao próprio Filho de Deus encarnado, porque toda ela se refere a Ele, nos é proclamada, e nela as grandezas do Todo-Poderoso se evidenciam e nós as assimilamos, e a nossa fé é edificada, e somos santificados, limpos, guiados, fortalecidos e instruídos. A glória do Deus Espírito nos preenche e transforma a nossa consciência à semelhança de Cristo. Mas o que fazemos enquanto as glórias do Todo-Poderoso se tornam evidentes é a simplicidade de quem não tem coisas semelhantes às grandezas recebidas para oferecer. Tudo o que temos para oferecer é o esvaziamento de nós mesmos. São petições de suplicantes, não exigências. São louvores aos atributos de Deus, e à beleza da sua santidade, e aos seus grandiosos feitos, não expressões da vaidade humana. O eu diminui em contraste com a evidência da sublimidade das glórias do Deus Santo que nos concede a graça de estarmos numa presença tão grandiosa e incomparável. O comportamento adequado da nossa parte, então, é de contrição, de quebrantamento e humilhação, de santo temor e de consciência da nossa finitude e pequenez diante da glória suprema do Santo dos santos. Não é lugar para auto-exaltação, nem de palavras de ordem. Diante do Senhor toda a Terra deve se calar pois é Ele quem tem a prerrogativa da fala.

Então, por mais gloriosa que seja a natureza de um culto a Deus, o que fazemos nele é singelo, simples, humilde e cheio de santo temor. A grandeza não está no que fazemos, mas sim do Deus que é adorado. Da nossa parte, começamos alinhando nossas consciências para que a congregação esteja num mesmo espírito e propósito. Uma reflexão quieta em preparação e uma oração coletiva na adoração iniciada. Nela agradecemos pela oportunidade de obedecermos às ordens da adoração congregacional no dia do Senhor para desfrutarmos do seu amor, e suplicamos a benção do Deus-Espírito em receber e dirigir a nossa adoração coletiva. E imploramos o seu perdão pelos pecados cometidos para, purificados, podermos adentrar o Santo lugar, não as instalações físicas do prédio onde estamos, isso não é um templo, mas o local espiritual onde o Todo-Poderoso exerce sua soberania sobre todas as coisas nos céus e na Terra. E assim, adentramos com ousadia na sua santíssima presença onde anjos não ousam descobrir seus rostos por temerem a grandeza do Senhor de todos, mas nós, cobertos pelo sangue de Cristo podemos contemplar o que antes nos era impossível. E então nós o louvamos, apreciando assim as suas virtudes, os seus feitos, a sua glória. E enquanto o adoramos Ele se agrada de nós e como verdadeiro Pai que é nos ama, nos cura, nos instrui e transforma. O culto de adoração a Deus é a forma mais excelente de desfrutarmos da sua comunhão, verdadeira intimidade e conhecimento. E quando terminamos o nosso louvor, coisa simples porém feita em submissão às Escrituras e de todo o coração, força e entendimento, Ele nos dá mais de si, da sua graça na medida em que pregação fiel da sua Palavra é feita ao povo.  O culto é uma dialética, uma conversa entre o povo congregado com o Deus que é adorado. E Ele responde.

É assim o culto de adoração a Deus, nós estamos reunidos como congregação na presença de Deus por meio de Cristo para adorá-lo na beleza da sua santidade, e não para nos impactarmos uns aos outros com qualquer coisa que nós possamos fazer. 

Cultos imersivos em emoções fabricadas pelo homem estão colocando a glória baixíssima dos homens caídos no lugar da sublimidade da glória do Deus Santo e Todo-Poderoso, e isso é uma inaceitável corrupção do culto, é uma profanação dele, é uma idolatria porque está se praticando a adoração às coisas criadas em lugar do Criador. Cansa ver "ministros" de louvor se esforçando para "contagiar" sua plateia enquanto agem como animadores de auditório em cima de palcos como em shows, teatros e em circos. Mas essas desgraças são pragmáticas, elas funcionam, atendem bem aos desejos hedonistas daqueles que repudiam o culto santo ao Deus Santo porque, em última instância, o odeiam. Os shows exigem mais trabalho por parte dos que os produzem, mas atendem aos apetites dos sentidos ao promoverem o entorpecimento das emoções a quem chamam, equivocadamente, de "mover de deus".

É o entorpecimento, as fortes emoções induzidas por um conjunto de coisas embaladas por luzes, músicas muito bem produzidas (aliás, o que seria do movimento evangélico sem o movimento gospel com sua indústria musical?), muita técnica e pirotecnia, palavras de ordem e abordagens emocionais com a odiosa despersonalização e a descentralização de Deus no culto para em seu lugar ser praticada a ênfase no "eu", e no que "eu sinto", e no "meu bem estar", no meu acolhimento e empoderamento, na minha validação quanto à espiritualidade feita sob medida para mim num mercado religioso de múltiplas opções em que o senhor é o meu arbítrio. A corrupção do culto de adoração ao Senhor se transformou numa epidemia crescente de deturpação do ministério da igreja, que em muitíssimos casos tem se prostituído com modelos pragmáticos de se praticar o hedonismo, o culto das pessoas por elas mesmas e das suas emoções na busca do seu próprio bem-estar projetadas num "deus" idealizado que reflita as suas perspectivas e que costuma ser chamado de Jesus, um homônimo vazio do verdadeiro. Eis um culto idólatra e pagão que enche facilmente igrejas em franca apostasia e que profanam cada vez mais o Evangelho e que quebram todos os mandamentos ao adorarem ideais e deuses inventados enquanto invocam o nome do Senhor em vão para tentarem validar suas egolatrias.

O verdadeiro culto a Deus é desprezado pela maioria das pessoas porque elas simplesmente odeiam a Deus. Todos nós já fomos mortos espirituais, inimigos de Deus e da sua santidade, e por isso nos refugiávamos nas nossas idolatrias como desdobramento do nosso pecado, da nossa rebelião. E esse é o padrão humano à parte de Cristo até que o Evangelho nos salve, antes de tudo, de nós mesmos.

Por isso, o passo fundamental que é requerido pelo Senhor Jesus daqueles que pretendem seguí-lo é a renúncia de si mesmos, é a auto-negação e não a auto-aceitação nem a auto-validação, pois conversão é olhar para Jesus e não mais olhar para si mesmo, é esvaziar-se de si para se preencher com Ele.

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Os pilares da igreja são a Palavra de Deus pregada, crida e praticada em fidelidade, somente.

O fundamento da igreja é a doutrina dos Apóstolos, é a obra de Cristo e os seus desdobramentos e não as obras da carne, as ingerências dos homens caídos.

Mas nos nossos tempos os oportunistas têm envenenado a muitos com suas ideias inovadoras, com seus relativismos e ideias do marketing, com conceitos pragmáticos do ambiente corporativo, com abordagens da psicologia, da pedagogia e tantas outras intromissões que não são doutrinas nem ordens do Rei da igreja ao seu povo.

Essa sanha pragmática por resultados produzidos por técnica, controle humano e tecnologias para tornar a igreja num negócio que se expande artificialmente é um câncer em metástase no contexto religioso-evangélico e que fomenta ideias humanistas, meramente terapêuticas e sensoriais, contextos em que a Palavra de Deus é tratada como um meio de se obter algum bem estar e o próprio Deus é reduzido a um mordomo dos homens, algo que Ele não é. 

Essa aberração anticristã tem prosperado inclusive no contexto reformado onde, em muitos casos, o culto de adoração a Deus tem sido desfigurado num espetáculo sensorial feito aos homens que perderam a consciência da glória do Cordeiro e que buscam se sentir bem numa espiritualidade que sirva aos seus hedonismos - e, obviamente, por detrás desse circo existe um comércio oportunista que se agiganta, pois esse fermento levedador da massa do que deveria ser a pureza do Evangelho é sempre a mesma e velha obra da carne que, por sedução do Diabo, corrompe as coisas que deveriam ser santas sem parecer que essa degeneração faz com que rebanhos inteiros apostatem da fé genuína enquanto estão entorpecidos com as fortes luzes artificiais que são embaladas por meias verdades, ou melhor, verdades torcidas a ponto de tornarem-se em mentiras.


Um contraste com os modismos, um modelo santo.

26/09/2024

A miséria dessa nossa realidade

 A miséria dessa nossa realidade 

Um viver cinzento

Não tão claro quanto a glória de Deus pode fazer, porque a maldição do pecado o enubria, perverte e corrompe;

Mas não tão escuro pelo poder do pecado, porque a graça comum de Deus refreia o seu mal potencial e nos faz desfrutar de todo o bem que de Deus procede.

Portanto...

Este mundo é o mais próximo do inferno que os remidos por Cristo conhecerão e este mesmo mundo é o mais próximo do paraíso que os ímpios conhecerão.

Sabia que o niilismo (como absoluta falta de sentido existencial) é abordado no raciocínio do Apóstolo Paulo no Novo Testamento? (1 Coríntios 15: 32)

"Se os mortos não são ressuscitados, comamos e bebamos, porque amanhã morreremos."

O capítulo 15 da primeira carta aos Contintos é uma defesa da ressurreição como fato definidor tanto dos destinos como do sentido da vida. 

Toda a angústia da filosofia em associar a verdade com o sofrimento está correta, essa é a construção racional dos que despertam para a crueza da existência com suas dores e aparente despropósito que só pode encontrar sentido ou redenção se existir uma realidade além dessa que vemos e que se desdobra por detrás do cenário que nos limita, um desdobramento que só nos é acessível se alguém que estava do lado de lá vier até onde estamos para nos permitir dar um salto que antes não podíamos. As misérias da realidade limitada que conhecemos aqui são reais, mas isso aqui não é tudo.

"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai."

(João, 1: 14)

Na encarnação do "Verbo" Deus se fez homem e a promessa da vinda do redentor se cumpriu. Com a morte do Filho do Homem, do Cordeiro de Deus no holocausto da cruz, o seu trabalho foi realizado, sua obra foi consumada como que numa semeadura de uma boa semente que deve ser enterrada na terra para vingar. Mas com a ressurreição do Filho de Deus essa semente germinou e cresce dando os frutos do seu penoso trabalho, pois foi assim que o Senhor Jesus triunfou da morte, e do pecado, e do inferno e agora vive e reina à destra do seu Deus e Pai em glória para todo o sempre - e se não houvesse RESSURREIÇÃO, tudo estaria perdido, até mesmo a encarnação do Filho de Deus e o seu holocausto na cruz seriam inconclusivos e nada faria sentido e tudo o que nos sobraria para essa existência efêmera seria desfrutar dos seus prazeres passageiros como que para anestesiar a dor de uma existência vazia. Se não houvesse a ressurreição nós seríamos, de fato, meras poeiras da galáxia que vagam despropositadamente num caos insolúvel que ruma sem nenhuma importância para a danação.

Mas, assim como o Senhor Jesus triunfou da morte e ressuscitou, voltando a viver no mesmo corpo carnal que foi concebido pelo Espírito Santo na gravidez miraculosa da sua mãe, a virgem Maria, TODOS NÓS, também ressuscitaremos neste mesmo corpo que agora temos, porém para destinos distintos, sendo os crentes destinados à glória de Deus na eternidade, agora possuidores de um corpo físico plenamente santificado, incorruptível e revestido das glórias do Cordeiro para viver com Ele para toda a eternidade, enquanto os réprobos, os descrentes e ímpios ressuscitarão para receberem as penas por suas perseveranças nas rebeliões contra a Lei de Deus e contra o Evangelho do Salvador, e serão condenados à eternidade consciente ao inferno, agora destituídos da graça comum de Deus que desfrutamos nessa vida, e serão destituídos de todo amor, de toda alegria, dos prazeres, da esperança, da paz e de qualquer manifestação da graça e do bem que de Deus procedem e que sempre foram intervenções suas nesta criação e nas nossas vidas para que as degenerações do pecado não fossem plenas - nesse sentido, Sem a interferência da graça de Deus todo condenado será uma expressão pura do seu próprio pecado, mas agora plenamente consciente de culpa e sem arrependimento, sem perdão e sem misericórdia - até porque não terão consciência do bem, uma vez que a graça comum de Deus lhes será tirada, e então esses condenados sequer o desejarão, ficando evidente que toda condenação ao inferno é perfeitamente justa.

Esse nosso modo de viver em que ainda se convive, ao mesmo tempo, com a graça de Deus e com o pecado, e que por isso não pode ser tão bom, pleno e perfeito como só poderá ser na glória e que não pode ser tão mau, terrível e danoso como só poderá ser no inferno, terá fim no Dia do Senhor, o momento glorioso e cataclísmico da volta do Senhor Jesus Cristo em glória e poder, quando Ele, enfim, reivindicará a Justiça, o Reino e as glórias que lhe pertencem e acabará com esse mundo para dar lugar a um novo céu e a uma nova Terra.



É porque neste mundo o poder da graça de Deus ainda convive com as forças do pecado que nós podemos ver homens santos de Deus caindo em pecados e homens descrentes fazendo coisas boas e elogiáveis. Nos crentes ainda persiste a luta contra o pecado enquanto que Deus refreia o mal potencial dos ímpios para promover o bem de muitas maneiras.

24/09/2024

A idolatria é uma grande balada entorpecedora, uma perversidade socialmente celebrada

Igreja de Aparecida e a multidão de devotos da santa

Meca e a multidão de peregrinos muçulmanos 

Vídeo feito por inteligência artificial 

E se as seduções da Babilônia forem socialmente celebradas?

E se a idolatria e as degenerações humanas forem praticadas, também, nos entorpecimentos de shows e de baladas?

E se ofender ao Senhor Deus for divertido e a autodestruição humana for precedida por prazeres da carne?

E se tudo isso fosse celebrado em shows, raves e espetáculos repletos de jovens saudáveis que só querem se divertir?

Isso NÃO faria com que o pecado deixasse de ser pecado, que o arrependimento deixe de ser necessário, que o Evangelho deixe de ser a única verdade salvadora. Ainda que TODO O MUNDO se una contra Deus e a sua verdade, isso não invalidaria o seu justo juízo e a única misericórdia oferecida à humanidade continua sendo exatamente a mesma - o Evangelho.

"...seja Deus verdadeiro, e todo homem mentiroso..."

(Romanos, 3: 4)

Daniel 3: versos 1 a 30 - O grande ídolo da Babilônia e a fidelidade dos jovens judeus ao Senhor seu Deus comprovada na recusa de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego de se curvarem diante do grande ídolo conforme foi ordenado pelo rei Nabuconosor a toda a sua nação numa idolatria imposta por Lei.

Texto bíblico:

1 O rei Nabucodonosor fez uma imagem de ouro que tinha sessenta côvados de altura e seis de largura; levantou-a no campo de Dura, na província da Babilônia.

2 Então, o rei Nabucodonosor mandou ajuntar os sátrapas, os prefeitos, os governadores, os juízes, os tesoureiros, os magistrados, os conselheiros e todos os oficiais das províncias, para que viessem à consagração da imagem que o rei Nabucodonosor tinha levantado.

3 Então, se ajuntaram os sátrapas, os prefeitos, os governadores, os juízes, os tesoureiros, os magistrados, os conselheiros e todos os oficiais das províncias, para a consagração da imagem que o rei Nabucodonosor tinha levantado; e estavam em pé diante da imagem que Nabucodonosor tinha levantado.

4 Nisto, o arauto apregoava em alta voz: Ordena-se a vós outros, ó povos, nações e homens de todas as línguas:

5 no momento em que ouvirdes o som da trombeta, do pífaro, da harpa, da cítara, do saltério, da gaita de foles e de toda sorte de música, vos prostrareis e adorareis a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor levantou.

6 Qualquer que se não prostrar e não a adorar será, no mesmo instante, lançado na fornalha de fogo ardente.

7 Portanto, quando todos os povos ouviram o som da trombeta, do pífaro, da harpa, da cítara, do saltério e de toda sorte de música, se prostraram os povos, nações e homens de todas as línguas e adoraram a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor tinha levantado.

8 Ora, no mesmo instante, se chegaram alguns homens caldeus e acusaram os judeus;

9 disseram ao rei Nabucodonosor: Ó rei, vive eternamente!

10 Tu, ó rei, baixaste um decreto pelo qual todo homem que ouvisse o som da trombeta, do pífaro, da harpa, da cítara, do saltério, da gaita de foles e de toda sorte de música se prostraria e adoraria a imagem de ouro;

11 e qualquer que não se prostrasse e não adorasse seria lançado na fornalha de fogo ardente.

12 Há uns homens judeus, que tu constituíste sobre os negócios da província da Babilônia: Sadraque, Mesaque e Abede-Nego; estes homens, ó rei, não fizeram caso de ti, a teus deuses não servem, nem adoram a imagem de ouro que levantaste.

13 Então, Nabucodonosor, irado e furioso, mandou chamar Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. E trouxeram a estes homens perante o rei.

14 Falou Nabucodonosor e lhes disse: É verdade, ó Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que vós não servis a meus deuses, nem adorais a imagem de ouro que levantei?

15 Agora, pois, estai dispostos e, quando ouvirdes o som da trombeta, do pífaro, da cítara, da harpa, do saltério, da gaita de foles, prostrai-vos e adorai a imagem que fiz; porém, se não a adorardes, sereis, no mesmo instante, lançados na fornalha de fogo ardente. E quem é o deus que vos poderá livrar das minhas mãos?

16 Responderam Sadraque, Mesaque e Abede-Nego ao rei: Ó Nabucodonosor, quanto a isto não necessitamos de te responder.

17 Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das tuas mãos, ó rei.

18 Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste.

19 Então, Nabucodonosor se encheu de fúria e, transtornado o aspecto do seu rosto contra Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, ordenou que se acendesse a fornalha sete vezes mais do que se costumava.

20 Ordenou aos homens mais poderosos que estavam no seu exército que atassem a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego e os lançassem na fornalha de fogo ardente.

21 Então, estes homens foram atados com os seus mantos, suas túnicas e chapéus e suas outras roupas e foram lançados na fornalha sobremaneira acesa.

22 Porque a palavra do rei era urgente e a fornalha estava sobremaneira acesa, as chamas do fogo mataram os homens que lançaram de cima para dentro a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego.

23 Estes três homens, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, caíram atados dentro da fornalha sobremaneira acesa.

24 Então, o rei Nabucodonosor se espantou, e se levantou depressa, e disse aos seus conselheiros: Não lançamos nós três homens atados dentro do fogo? Responderam ao rei: É verdade, ó rei.

25 Tornou ele e disse: Eu, porém, vejo quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, sem nenhum dano; e o aspecto do quarto é semelhante a um filho dos deuses.

26 Então, se chegou Nabucodonosor à porta da fornalha sobremaneira acesa, falou e disse: Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, servos do Deus Altíssimo, saí e vinde! Então, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego saíram do meio do fogo.

27 Ajuntaram-se os sátrapas, os prefeitos, os governadores e conselheiros do rei e viram que o fogo não teve poder algum sobre os corpos destes homens; nem foram chamuscados os cabelos da sua cabeça, nem os seus mantos se mudaram, nem cheiro de fogo passara sobre eles.

28 Falou Nabucodonosor e disse: Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que enviou o seu anjo e livrou os seus servos, que confiaram nele, pois não quiseram cumprir a palavra do rei, preferindo entregar o seu corpo, a servirem e adorarem a qualquer outro deus, senão ao seu Deus.

29 Portanto, faço um decreto pelo qual todo povo, nação e língua que disser blasfêmia contra o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego seja despedaçado, e as suas casas sejam feitas em monturo; porque não há outro deus que possa livrar como este.

30 Então, o rei fez prosperar a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego na província da Babilônia.

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O mal descrito no grande ídolo de Babilônia é repetido incontáveis vezes nas diversas formas de idolatrias que provocam a ira justa e santa de Deus todos os dias e em todos os lugares.

E a fornalha acesa não é mais a de Nabuconosor, mas será o inferno preparado para os réprobos.

Veja também:

Apostasia homeopática (Cold Play)

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/04/apostasia-homeopatica.html

Sobre o inferno

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/04/o-amor-de-deus-e-o-inferno.html

O Evangelho 

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/08/o-evangelho.html

22/09/2024

O grande mandamento: o amor por Deus e pelo próximo.

 


Pregação feita no culto da Capelania Evangélica do Hospital São Paulo (somente áudio) baseada em Mateus 22: 34 a 40, texto em que o Senhor Jesus nos fala sobre os dois grandes mandamentos.

Texto:

"Entretanto, os fariseus, sabendo que ele fizera calar os saduceus, reuniram-se em conselho. E um deles, intérprete da Lei, experimentando-o, lhe perguntou: Mestre, qual é o grande mandamento na Lei?

Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento.

O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas."

Mateus 22: 34 a 40.




Veja também:
Pregações feitas na Capelania Evangélica do Hospital São Paulo 

20/09/2024

Servindo ao Senhor "pero no mucho"


Sabe por que MUITOS PASTORES (e eu me refiro aos que são teologicamente conscientes, aos REFORMADOS, e não aos que se movem por sandices resultantes do desconhecimento bíblico/ teológico/ reformado) não mexem uma única palha a respeito da progressão das iniquidades da nossa época, não mobilizam suas igrejas às orações pelas autoridades como nos é ordenado (1 Tm. 2: 1, 2), não fazem resistência clara contra as autoridades e candidatos políticos que ferem claramente a Lei de Deus (como fizeram TODOS os profetas até João Batista, servindo como paradigma para a igreja militante e do seu papel profético no mundo) e não ensinam cosmovisão cristã aplicada à política (sobre examinar pautas, ideologias e valores à luz das Escrituras)?

Porque muitos deles estão se sentindo muito CONFORTÁVEIS nos seus cargos, nos seus empregos, nas suas carreiras do jeito como as coisas estão. Pra que mexer no que está, pessoalmente, bom? Porque falar coisas na igreja que será constrangedor para muitos (esquerdistas, por exemplo) e correr o risco dessa gente ir embora e, consequentemente, ver o faturamento das igrejas cair, e ter os salários e benefícios de muitos pastores ameaçados? Pra que correr o risco de ficar mal na foto com o político do bairro que às vezes faz trocas de favores? Pra que criar animosidades com colegas de ministério que são progressistas, inimigos do Senhor que estão infiltrados para corromper a igreja e com isso ferir a imagem da instituição perante o público? Pra que focar na verdadeira igreja, a dos santos, dos remidos, como todo o Novo Testamento requer, quando se pode administrar o shopping center religioso que atende aos interesses do joio? E daí se isso condena o trigo à inanição, se esse método voltado para "a igreja visível" é pragmático, embora seja uma gambiarra praticada em detrimento da "igreja invisível" - uma distinção que é doutrina de homens, uma invencionice acomodadora e tola. O que tem importado é que esses tipos de abordagem da fé tem dado lucro e tem enchido a igreja! Afinal, a "palavra de Deus" está sendo pregada e muita gente tem se achegado - não importa se os cultos tem sido profanados ao serem transformados em espetáculos emotivos para as pessoas se sentirem bem, "os fins justificam os meios"!

O motivo de termos muitos bundas-moles passadores de pano para corrupções que estão tagarelando covardias, meias-verdades travestidas de erudição, meras receitas de bolos para fés cada vez mais mornas e muita seletividade cômoda que tem produzido tipos de cristianismos (as opções são muitas conforme requerem os fregueses) bastante apáticos e desnutridos é que, na prática, é ao "deus" MAMON que se está servindo. Primeiro são os "meus interesses", minha segurança, meu DINHEIRO e a Deus dá-se as SOBRAS (como se Ele as aceitasse...).

O Evangelho é o poder de Deus (manifestado no mundo) para a salvação de quem crê (Rm.1: 16) e, diante desse poder confiado à igreja, considerando que os crentes evangélicos são quase 30% da população brasileira, seria simplesmente inexplicável a decadência crescente do nosso país a não ser que as coisas estejam sendo feitas erradas ou relaxadamente (Jr. 48:10). Como disse o Senhor Jesus no sermão do monte, sal insípido (igreja não reconhecida pelo seu testemunho da verdade) para nada serve além de ser pisada pelos homens (Mt. 5: 13). Em parte, podemos entender o problema: muitos conduzem as igrejas como se fossem empresas, nivelando o dever de se fazer discípulos a níveis medíocres e com baixíssimo rigor doutrinário em abordagens rasas e cada vez mais secularizadas (confira as EBDs!) enquanto muitos pastores estão preocupados com suas carreiras, com política dentro da igreja (e isso é desprezível) e têm se sentido muito à vontade em entregarem um serviço decadente, ao passo em que têm desfrutando de muitas benesses e prestígios. Dá nojo ver pastores ostentando unhas feitas, pele tratada, roupinhas de corte fino e exaltando seus diplomas e conferências enquanto reduzem igrejas a meros negócios desse mundo. Já se esqueceram das exigências do Rei e Senhor da Igreja? (Lc. 9: 23; Mt. 6: 19-24)

Na prática, a corrupção religiosa praticada pela acomodação institucional é uma ameaça recorrente em toda a Bíblia. Nela vemos os sacerdotes do Antigo Testamento se corrompendo recorrentemente assim como os vemos cheios de autobajulação e hipocrisia no tempo em que o Senhor Jesus exerceu o seu ministério. Não há nada de novo na corrupção atualmente praticada por muitos dos profissionais da religião que a pervertem porque dela se beneficiam.

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Crentes de vida sossegada

"Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguiram e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa."

(Mateus, 5:11)

"E na verdade TODOS os que querem viver piamente em Cristo Jesus padecerão perseguições."

(2 Timóteo, 3: 12)

Crente que não sofre sanções, represálias e perseguições por causa da sua fé NÃO ESTÁ SERVINDO AO SENHOR JESUS DIREITO. Servir ao Senhor necessariamente implica em perdas neste mundo (Lc.9: 23-25), pois não se pode servir a dois senhores (o Deus Santo e o sistema mundano que é corrupto) que são opostos entre si (Mt.6: 24; 1 Jo.2: 15).

"Ah, mas na nossa época não temos sofrido perseguições porque temos liberdade religiosa, uma bênção!" - Não é isso, filhote!, o problema é que a cristandade dessa nossa época é muito volumosa mas é predominantemente frouxa, rasa, ególatra e infiel. É muito sal insípido, incapaz de refrear a crescente putrefação do mundo, é uma grande massa de inofensivos contra o mal que se encoraja.

Pesquise sobre os candidatos políticos.

Eleições 

Pesquise sobre os candidatos para prefeito e para vereador no site do TSE.

Lá você poderá ver a origem do dinheiro das campanhas políticas, os gastos com as campanhas, os patrimônios declarados, as propostas de cada candidato, etc.

https://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga

Obs. Dá NOJO constatar que campanhas políticas são majoritariamente bancadas com o dinheiro dos impostos. Veja lá, tem candidato que não colocou a mão no bolso para financiar a sua aventura política porque é fácil para eles "surfarem" com o dinheiro dos trabalhadores que são destinados às campanhas através de "doações" e investimentos de partidos (mas partidos produzem riqueza? Não!). Ou seja, são desperdiçados através do FUNDÃO ELEITORAL R$ 4,9 BILHÕES com campanhas políticas! Dessa forma o dinheiro arrecadado com impostos que deveria ser revertido para o bem da população é usado como investimento em políticos para iludirem os eleitores através de propaganda e autobajulação.

A escola pública é uma porcaria porque o dinheiro que deveria ser usado para ela ser boa é despejado no lugar errado, e é gasto com desvios e com corrupção, e na produção de milhares de bandeirinhas de propaganda política que estão espalhadas por aí, e na compra de apoiadores que continuarão fingindo que defendem a democracia, e no branqueamento dos dentes dos políticos, e no botox e outras harmonizações faciais nas caras de pau dos candidatos para que pareçam bonitos, jovens, saudáveis e confiáveis e, assim, cativem o eleitorado tonto para tudo continuar meticulosamente injusto e fora do lugar, exatamente como sempre esteve.

Quer ser político? Filie-se a algum partido, faça alguma média com algum cacique e consiga a sua bênção. Na sequência você obterá um gordo patrocínio do papai Estado para você viver a tua aventura. Faça o teu nome brilhar como a luz da aurora, afinal, você é a esperança do povo! (que patético...)

Só para efeito de comparação, o orçamento Federal para o SUS, em 2024, é de R$ 4,4 bilhões, ou seja, os candidatos políticos recebem mais patrocínio estatal do que a saúde pública que é destinada a TODOS os brasileiros - é assim que o papai Estado administra o dinheiro que nos é tomado através de impostos. Parabéns, otários!

Outra coisa que se vê é o quanto a maioria desses candidatos políticos é cínica. Dá uma olhada no item "patrimônio" e você verá que a maioria deles faz questão de parecer "pobre": é gente que declara ter pouco dinheiro no banco, que tem apartamentos e terrenos de valores simbólicos, candidatos de um lugar que moram em outro e a maioria tem carros de valores risíveis. Um show de mentiras!

Tem gente que parece ser honesta ali? Tem, mas é como encontrar agulha num palheiro.

Tudo são negócios, e do tipo mais mesquinho, mentiroso e predatório possível. Não creia em justiça e progresso vindo de gente que já começou errado, usando o mau uso do dinheiro de impostos, um desvio de finalidade institucionalizado, uma violência contra o trabalho e a dignidade das pessoas desviado para a autopromoção de hipócritas e para a corrupção.

E se algum candidato ousa se apresentar como representante de Deus, esse tal deveria ser escarrado. Deus não se alia a esse tipo de expediente grosseiro, injusto e degenerado.


Veja também:

Sobre a manifestação dia 07/09

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2024/09/manifestacao-7-de-setembro.html

19/09/2024

O amor de Deus e o inferno

 


O amor de Deus e o inferno

Ninguém jamais evidenciou tanto amor verdadeiro, de forma dedicada, qualitativa e quantitativa quanto o Senhor Jesus. 

Ele veio ao mundo por causa do amor de Deus-Pai pela sua criação para redimí-la das maldições do pecado, para nos reconciliar com Deus e nos livrar do inferno. 

E mesmo sendo Ele, a manifestação plena do amor de Deus sendo praticado e comprovado neste mundo, ninguém falou e ensinou tanto quanto o Senhor Jesus sobre a realidade do juízo de Deus sobre os réprobos - aqueles que desprezam a Graça do Evangelho e que resistem à sua ordem do arrependimento porque perseveram na vida de pecado em rebelião contra Deus ao persistirem como não convertidos. O pecado é tão grave perante Deus que o modo de vida em rebelião às suas leis faz de nós objetos da sua ira, da sua justiça, porque a Santidade de Deus e o pecado são irreconciliáveis e isso faz de nós inimigos, sendo o homem um blasfemo produtor de ídolos, um iníquo que se opõe à Lei e à santidade do Deus que é o criador e o sustentador de todas as coisas e que não tem essa humanidade por inocente. E por isso Deus exercerá o seu juízo santo, banindo todo iníquo da sua presença abençoadora, impondo sobre eles as duras e eternas consequências por terem amado e se devotado às suas rebeliões numa morte eterna, porém plenamente consciente e destituída de todo bem que de Deus procede, de toda Graça comum que está derramada no mundo - e isso é o inferno, um mal iminente que só pode ser mudado se o Messias de Deus assumir as condenações e pagar por elas em lugar dos culpados, substituindo-os em seus suplícios, e foi exatamente isso que o Senhor Jesus fez, ao morrer no lugar de muitos pecadores no holocausto da cruz. A morte do Senhor foi substitutiva, Ele morreu em nosso lugar para nos arrancar da maldição do pecado, nos outorgar perdão e atribuir a sua vida, a sua justiça e as suas glórias vindouras - e isso é o Evangelho!

Na Bíblia é Jesus Cristo quem mais ensina e alerta sobre a realidade do inferno - e nEle se prova que a exposição do amor de Deus à humanidade perdida neste mundo caído deve ser acompanhada da exposição da igualmente verdadeira realidade do juízo de Deus, porque o amor de Deus é Santo, e Deus é tanto amor quanto é justo, sendo o amor e a justiça dois atributos de Deus que não existem em separado.

A pregação da Graça de Deus, como expressão do seu amor, destituída das responsabilidades humanas diante da sua Lei e do Juízo é uma forma de se perverter a concepção, nas pessoas, do que é a Graça de Deus. Igrejas que não advertem sobre a gravidade dos pecados e da realidade do inferno não estão pregando o Evangelho direito. 

A exposição do amor de Deus começa na conscientização do pecado e do juízo vindouro: "arrependei-vos e crede no Evangelho!"


Veja também, o ódio à santidade de Deus:

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/07/o-odio-santidade-de-deus.html


E se os mártires da igreja primitiva fossem adeptos do politicamente correto?

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2017/03/e-se-os-martires-da-igreja-primitiva.html

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Ed René Kivitz, mais uma vez vociferando contra Deus, contra sua Santidade e contra os seus justos e elevados desígnios. Eis um inimigo da fé, e de Cristo, e da sua igreja. Eis um profeta do anticristo, um vassalo de Satanás, o pai da mentira. Eis a voz do diabo sendo ouvida através de um filho seu. Sofismas são construções de falsa sabedoria, são armadilhas para arrastar incautos. Foi o Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus encarnado e a manifestação máxima do amor de Deus Pai quem mais nos falou sobre a eternidade do inferno. 

Não haverá um único filho de Deus no inferno, mas certamente haverá um inferno para todos os que perseverarem em rebelião contra o único Deus Santo, Justíssimo e Todo-Poderoso. Ed René Kivitz está pagando para ver e suavizando o caminho da perdição para seus incautos ouvintes.

09/09/2024

Manifestação 7 de setembro



Minha placa fez sucesso, mas...

Eu fui na manifestação de 7 de setembro contra o Alexandre de Moraes porque acredito que ele e o Lula precisam ser confrontados e que a população deve se impor em luta porque a força da população consciente pode fazer mudar as coisas, pode fazer cair políticos e tiranos.

Contudo muito do que vi me causa frustração. Vi qua a idolatria do Bolsonaro está impregnada em muita gente que só consegue ver uma relação maniqueísta entre esquerda e direita representados no Lula e no Bolsonaro. Enquanto houver idolatria não haverá esperança.

Vi também um sincretismo doentio envolvendo noções rasas e impróprias do cristianismo com apelos da direita. Dói nos ouvidos ouvir versículos bíblicos totalmente deslocados dos seus contextos sendo tratados como gritos de guerra da direita; e ouvir líderes religiosos politizando a fé cristã em falas e em orações absurdas como se suas utopias e sandices correspondessem a estar sob a vontade de Deus ao som insurdecedor de músicas de baixíssima qualidade exaltando mitos humanos como se personalizassem as únicas esperanças que temos. 

Isso dá nojo!

Lula tem que cair, mas Bolsonaro não é esperança nenhuma! Esperança, no contexto político e social é por meio da consciência das coisas que gera ações corretas. E mesmo a consciência não se iguala à verdadeira esperança que é fundamentada no Senhor Jesus Cristo - mas isso é outra coisa muito diferente e superior ao debate político, é ministério da igreja, não dos políticos.

Reafirmo, fui para me opor ao bandido que está na presidência desse país para multiplicar suas corrupções e para me opor ao ministro do STF que tem agido ditatorialmente e com injustiça. Mas é terrível toda a idolatria que faz parte dessa mobilização.

Leia também:

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2024/08/xandao-o-megalomaniaco-que-nao-passa-de.html

Santidade


SANTIDADE

Deus é Santo (Ele é separado das contaminações do pecado, é puríssimo, não é parte da criação, subsistindo à parte dela mas está presente e exerce poder total sobre ela) e a santidade de Deus é o atributo distintivo de Deus que qualifica todos os seus outros atributos, é a virtude das suas perfeições em torno da qual todos as demais orbitam (o amor de Deus é Santo, sua onipresença, onipotência e onisciência são santos, sua justiça e bondade são santas, etc - Deus é incontaminável pelo mal do pecado, santidade e pecado são opostos irreconciliáveis)

E esse seu atributo, a santidade de Deus, é compartilhado com o seu povo de duas formas, sendo a primeira exercida na redenção, que é quando Deus separa o remido para si, retirando-o do mundo e do domínio das coisas comuns da corrupção e da servidão do pecado para o pertencimento exclusivo de Deus, fazendo dos remidos a sua propriedade particular, seus filhos, seu povo, seus ministros e sacerdotes, aqueles que reinarão com Cristo em seu Reino por toda a eternidade. Essa redenção foi realizada de uma vez por todas através da obra do Senhor Jesus Cristo na cruz, quando Ele foi obediente ao Pai e cumpriu perfeitamente a Lei de Deus oferecendo a si mesmo no holocausto da cruz para remir, comprar com o seu sangue, o povo de Deus, os crentes, os remidos de todas as épocas e de todos os lugares do mundo, a igreja una e santa, o verdadeiro Israel, o Reino de Deus.

E a santidade é também requerida das pessoas que lhe pertencem como algo que deve ser buscado no esforço dessas pessoas que foram remidas por Cristo para se amoldarem aos seus elevados padrões de santidade na medida em que se adequam e aperfeiçoam na conformidade de si mesmas, dos seus pensamentos e das suas ações à Lei de Deus, submetendo-se integralmente aos padrões santos da Palavra de Deus. Isso é tornar-se semelhante ao Senhor Jesus Cristo, é assim que nos conformamos à sua imagem, ao seu modelo, aos seus padrões, e é assim que o imitamos numa jornada de vida servil e progressiva de transformações visando a nossa perfeita identificação com o nosso Senhor e Salvador, algo que só é possível com a ajuda sempre presente do Espírito Santo, o selo dos crentes.

Os crentes são como vasos de barro que estão sendo moldados por Deus ao longo da caminhada de fé na jornada da vida, tendo como objetivo sermos vasos perfeitos - uma realidade que somente será plena quando o Senhor Jesus vir nos resgatar deste mundo.

Santidade é, portanto, adequar-se aos padrões santos da Palavra de Deus e não é ter experiências místicas que não sejam biblicamente orientadas nem que lhe sejam sujeitas - isso é histeria, obra da carne, é confusão que deve ser purgada pela santificação correta, pela assimilação da Palavra de Deus.

A santidade é o atributo de Deus que é mais atacado, blasfemado, profanado pelos homens que perseveram nas trevas do pecado; e pelo mundo decadente cujos valores pervertidos jazem no Maligno e pelas forças demoníacas que não toleram o poder da Glória de Deus. Antes de qualquer outra virtude ou atributo, é a santidade que os escravos do pecado mais odeiam. Mas essas forças são desiguais, incomparáveis, pois como um fogo consumidor a santidade de Deus destruirá todas as forças do pecado quando o Senhor Jesus Cristo retornar a este mundo para impor o seu santo Juízo.

"Fala a toda a congregação dos filhos de Israel, e dize-lhes: Sereis SANTOS, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou SANTO."

(Levítico, 19: 2)

"Sede vós, pois, PERFEITOS, como é PERFEITO o vosso Pai celestial."

(Mateus, 5: 48)

"Como filhos obedientes, não vos conformeis às concupiscências que antes tínheis na vossa ignorância; mas, como é SANTO aquele que vos chamou, sede vós também SANTOS em todo o vosso procedimento; porquanto está escrito: SEREIS SANTOS, PORQUE EU SOU SANTO."

(1 Pedro, 1: 14 a 16)

"Segui a paz com todos, e a SANTIFICAÇÃO, sem a qual ninguém verá o Senhor, tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem."

(Hebreus, 12: 14 e 15)