21/03/2025

O descanso do crente


Não há opções aos discípulos do Senhor Jesus senão as de perseverar e de ser fiel até o fim.

Nessa trajetória, a que o próprio Senhor Jesus chamou de "caminho estreito e porta apertada" muitas circunstâncias, incluindo pessoas, conspirarão para a queda do crente no Senhor, mas todas elas, no fim das contas, estão sendo somadas ao fato de que todas as coisas, boas ou más, cooperam juntamente para o bem daqueles que (1) amam ao Senhor e que (2) foram chamados segundo os propósitos estabelecidos pelo próprio Deus - e qual é o propósito central e determinante de tudo? A glória de Deus que com todos os remidos será compartilhada no porvir.

Amar ao Senhor, e isso significa submeter-se à sua Lei, é evidência do chamamento de Deus, da sua eleição imposta aos remidos pelo sangue de Cristo, e isso porque só podemos amar ao Senhor se Ele nos amar primeiro, e quem ama ao Senhor guarda os seus mandamentos. Portanto a verdadeira relação do crente com Deus é comprovada na relação do homem com a Palavra de Deus e o nosso grande desafio de vida neste mundo é de manter-se fiel e praticante do Evangelho e, através dele, guardar a Lei de Deus - ou seja, crer no Evangelho traz uma série de desdobramentos na forma como o crente vive para Deus na sua família, na igreja, no trabalho e em todas as áreas da sua vida, agora como um embaixador do Reino de Deus neste mundo.

Afinidade com a Palavra de Deus é identificação e semelhança com Cristo - e essa é a ordenada santificação dos crentes, porque ser santo é ser um imitador de Jesus, e esse é um desafio de vida necessariamente marcado por muitas provações de fé em que somente os eleitos de Deus resistem em fidelidade crescente até o fim de suas vidas - ocasião em que os portais das glórias da eternidade se abrem para vivermos a insondável felicidade de desfrutarmos da presença e do senhorio triunfante do Senhor Jesus glorificado para todo o sempre - eis, enfim, o nosso descanso!

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Desvios, não apenas individuais, mas coletivos e institucionais.

Infelizmente, grande parte das igrejas evangélicas está enveredando por desvios já sedimentados no velho catolicismo: a invenção de crenças e de rituais, a relativização da Palavra de Deus, o culto às personalidades, a mistificação e sincretização da fé e da espiritualidade e a devoção exacerbada às instituições humanas.

Num ano recente eu tive o desprazer de testemunhar um "pastor reformado" conduzindo uma série de mensagens no período da "quaresma" em preparação para a "páscoa". Reformado? Não, um amálgama sincrético. Não existe "quaresma" realmente cristã, nem páscoa senão a Ceia do Senhor.

Se for considerado como "cristão" toda a diversidade de tradições e de crenças que existiu sob a suposta fé no Senhor Jesus, nós reconheceríamos como expressões legítimas de fé todas as heterodoxias, os desvios, as corrupções doutrinárias, as seduções do pai da mentira, as fés derivadas dos apócrifos, os gnósticos, os judaizantes, o arianismo, o catolicismo romano, o liberalismo teológico, o mormonismo, as testemunhas de Jeová, o adventismo do 7° dia, o feminismo, o evangelho socialista da libertação, o neopentecostalismo, etc - mas em seu tempo todos os Apóstolos combateram esses recorrentes, multiformes e persistentes desvios como obras do Diabo que tentam enfraquecer e perverter os crentes.

Ou seja, os desvios da fé são desvios da fé! Não há verdade nem eficácia quanto à obra de Cristo em seus enganos e corrupções.

A ordem aos crentes é a da fidelidade ao Senhor, e isso é praticado a partir da fidelidade doutrinária ao que ensinam as Escrituras, a verdade imutável da Palavra de Deus que deve ser ensinada, crida e praticada como tradição e autoridade recebida pelos Apóstolos do próprio Senhor Jesus e que deve ser transmitida sem adulterações à sua igreja de discípulos de geração a geração.

13/03/2025

O espírito me revelou (revelou nada, Mané!)


"O espírito me revelou..."

(revelou nada, Mané!)

Nós, cristãos, temos o dever de não reconhecer como ações de Deus o falso profetismo tão comum na nossa época. Nós devemos condenar esses desvios, essas aberrações como distorções graves da fé cristã.

Pregações, revelações e profecias tipicamente evidenciadas com expressões como "deus me mostrou", "o espírito santo revelou", "eis que te digo" e outras coisas semelhantes NÃO são ações de Deus, mas, ao contrário disso, são ações influenciadas pelo pervertedor da fé e da verdade, são ações do pai da mentira que se utiliza da inclinação perversa dos corações e dos maus desejos humanos decorrentes do pecado e quem pratica essas coisas é falso profeta, falso pastor e falso mestre, estando, portanto, a serviço do Diabo na corrupção do culto a Deus e da fé no Senhor.

São abundantes os casos de pervertedores da fé e da verdade, e em vários níveis de "credibilidade". Dentre esses falsos profetas destacam-se figuras influentes no meio evangélico, "pastores" renomados que estrelam congressos e lideram legiões de discípulos; pastores e "pastoras" coaching e que agem de acordo com uma "espiritualidade" volátil, carnal, sensível e manipulada que é erroneamente atribuída ao Espírito Santo (um pecado grave!) e adolescentes e crianças que sequer tiveram tempo para estudarem responsavelmente a Bíblia, mas que já têm agendas concorridas e milhares de seguidores em suas redes sociais por serem considerados "pregadores mirins".

É absurdamente irritante e inaceitável que muitos pastores conscientes quanto a fé têm sido coniventes e têm legitimado esses tipos de abominações. Tem sido recorrente ver figurões como o Rev. Hernandes Dias Lopes e outros líderes que deveriam primar pelo zelo teológico e pela fidelidade ao Senhor Jesus atuarem, lado a lado, com falsos apóstolos modernos e com faladores de línguas estranhas e de falso profetismo como o Luciano Subirá, por exemplo.



Não, não são profetas de Deus.
São falsos profetas a serviço do Diabo.

"...e não vos associeis às obras infrutuosas das trevas, antes, porém, condenai-as..."

(Efésios, 5: 11)

"Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos, e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas."

(2 Timóteo, 4: 3, 4)

"Em verdade vos digo: Todos os pecados serão perdoados aos filhos dos homens, bem como todas as blasfêmias que proferirem; mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca mais terá perdão, mas será réu de pecado eterno."

(Marcos, 3: 28 - 29)


Confissão de Fé de Westminster

CAPÍTULO I - DA ESCRITURA SAGRADA

I. Ainda que a luz da natureza e as obras da criação e da providência de tal modo manifestem a bondade, a sabedoria e o poder de Deus, que os homens ficam inescusáveis, contudo não são suficientes para dar aquele conhecimento de Deus e da sua vontade necessário para a salvação; por isso foi o Senhor servido, em diversos tempos e diferentes modos, revelar-se e declarar à sua Igreja aquela sua vontade; e depois, para melhor preservação e propagação da verdade, para o mais seguro estabelecimento e conforto da Igreja contra a corrupção da carne e malícia de Satanás e do mundo, foi igualmente servido fazê-la escrever toda. Isto torna indispensável a Escritura Sagrada, tendo cessado aqueles antigos modos de revelar Deus a sua vontade ao seu povo.

Sl. 19: 1- 4; Rm. 1: 32, e 2: 1, e 1: 19-20, e 2: 14-15; I Co. 1:21, e 2:13-14; Hb. 1:1-2; Lc. 1:3-4; Rm. 15:4; Mt. 4:4, 7, 10; Is. 8: 20; I Tm. 3: I5; II Pe 1: 19.


Leia também:

Falsos profetas e pastores fiéis 

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2024/04/falsos-profetas-e-pastores-fieis.html

O problema da validação 

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2024/11/o-problema-da-validacao.html

Referenciais errados 

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/11/referenciais-errados.html

A armadura de Deus 

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2024/11/a-armadura-de-deus.html

Guerra espiritual 

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/04/guerra-espiritual.html

As duas sentenças do Evangelho.

"Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração."
(Hebreus, 4: 12)

Crer no Evangelho - isto é, saber que o Senhor Jesus é o Filho de Deus que veio ao mundo para salvar pecadores através da sua morte substitutiva na cruz, e que essa salvação nos é dada exclusivamente por meio da fé em quem Ele é e no que fez - implica em, necessariamente, saber que os descrentes no Senhor permanecem no estado de condenação devida ao seu estado de rebelião contra Deus, permanecem à mercê do poder do pecado e da sua justa condenação ao total banimento de Deus e da sua Graça.

E, considerando que de Deus procede todo o bem e verdade, o banimento dEle na realidade do inferno é a total destituição de todo bem que se pode conhecer. É a ausência completa do amor, da felicidade, da esperança, do bem estar, do desejo pelo bem, da capacidade de fazer algum bem. É a permanente condição da necessidade sem que haja nenhuma esperança de satisfação. É a sede absoluta sem que se possa saciá-la, é uma fome profunda sem que nunca mais se tenha o prazer do alimento, é o estado de completa consciência de justiça mas não como consolo, e sim como imposição de uma pena justa. Se uma mãe nesse mundo pôde amar ao seu filho, será sabido que esse amor sempre foi graça comum de Deus, um favor imerecido, uma manifestação do ser de Deus na criatura que teve o privilégio de portar talentos que lhes foram emprestados. Mas aos descrentes todos esses talentos serão retirados e então sobrará somente a crueza maligna do pecado. A inclinação para o mal, antes refreada pela graça de Deus, será integral, imunda, repelente a tudo o que de Deus procede porque odeia ao Deus de toda Graça e odeia à sua santidade. E então os homens caídos incorversos serão apenas a brutalidade do horror do pecado, agora destituídos dos adornos que nunca lhes pertenceram. E esse será um tipo de existência miserável, consciente mas destituído de tudo o que se pode entender por vida. Por isso é a morte eterna.

Em contrapartida aos crentes a situação será oposta à dos réprobos. Os salvos que agora também conhecem a graça de Deus em parte a terão em estado absoluto, imensurável para os nossos atuais padrões. Se agora conhecemos o amor, na glória do porvir ele será hiperdimensionado, multiplicado porque já não existirão nos santos as máculas e defeitos do pecado. Se agora podemos experimentar alegrias, essas coisas não terão mais os contrapontos limitantes de nenhum tipo de lamento ou dor. Nas glórias da redenção a realidade é de vida eterna no seu estado mais abundante, pois não estaremos mais sob os efeitos do pecado, mas agora estaremos face a face com o Redentor, a fonte de todo o bem, de toda verdade e da vida. 

Crer no Evangelho significa saber que os crentes são salvos e que os não crentes irão para o inferno. E nenhuma realidade pode ser tão boa quanto as glórias da redenção nos novos céus e nova Terra assim como nenhuma realidade pode ser tão terrível quanto a do inferno.


"E, como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma só vez para levar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação."

(Hebreus, 9: 27 e 28)


Leia mais sobre:

O amor de Deus e o inferno 

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/04/o-amor-de-deus-e-o-inferno.html

O Evangelho 

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/08/o-evangelho.html


03/03/2025

Divisão por 12 e regras do comportamento masculino


Não é esquisito pensarmos 

que nossa numeração é de 

base 10 e o Sistema Internacional 

de Unidade também conta com 

múltiplos e submúltiplos de 10, 

mas ainda encontramos nas 

prateleiras dos mercados e 

nas feiras a cartela de ovos 

vendida em caixas 

de 12 ovos?


Por que 12 e não 10, 11, 13, 14 ou 15? 


Por que ‘dúzia’ e não 'ônzia’ ou ‘trêzia’? 


O que tem nesse número que faz com que se destaque na venda de 

muitos produtos? 


Um engradado de cerveja tem duas dúzias de garrafas; bolas de golfe são vendidas em caixas de 12; um buquê de rosas contém 12 flores. 


E muito mais é vendido em  dúzias: caranguejos, coxinhas, 

toras de eucalipto, frutas, milho, pratos, etc.


A resposta está láááá na Antiguidade.


Na Matemática, ‘base’ é a 

quantidade de unidades que deve constituir uma unidade de ordem 

imediatamente superior. 


Nossa base atual é 10 e o sistema de numeração é decimal. 


Veja que, a cada dez números 

numa contagem, os algarismos 

se repetem e a ordem de 

grandeza é múltipla de 10: 

unidade, dezena, centena, 

milhar, dezena de milhar...


O sistema de numeração decimal apareceu primeiramente no 

Egito Antigo, cerca de 3000 a.C., muito provavelmente pela 

facilidade de se contar as coisas pelos dedos de nossas duas mãos. 


É assim que ensinamos as crianças.


A contagem de 10 foi adotada pela Grécia Antiga e se seguiu na 

Roma Antiga, com o detalhe de que davam mais atenção à base 5. 


É por isso que os algarismos romanos se repetem de 5 em 5, 

que tinha uma letrinha só para ele.


O sistema binário, de base 

2, funciona muito bem na 

Informática, que também 

usa o sistema octal (base 8) 

e o hexadecimal (base 16). 


É por isso que 

1 byte = 8 bits; e 

1 kB = 1024 bytes.


Nessa onda de bases de 

sistemas de numeração, 

os mesopotâmios, povo da 

Antiguidade que viveu no 

Oriente Médio entre os rios 

Tigre e Eufrates, utilizavam 

o sistema duodecimal, 

de base 12. 


Especula-se que a origem 

está na contagem das 

falanges de cada dedo 

duma mão, com exceção 

do polegar.


A base 12 influenciou toda 

a contagem do tempo feita 

pelos babilônios, do século 

XIX a.C. ao VI a.C., pois 

dividiam o ano em 12 ciclos 

lunares (12 meses) e o dia 

em 12 partes (o que 

influenciou nossa divisão 

em duas metades 

de 12 horas). 


Por isso, não é coincidência 

haver 12 signos do Zodíaco, 

já que a Astronomia grega 

bebeu muito da babilônica.


Aliás, os gregos 

adoravam o 

número 12! 


Eram 12 deuses em seu panteão, que eram precedidos 

por 12 titãs. 


Héracles (Hércules para os romanos) realizou 

12 trabalhos. 


As cidades-estado se 

organizavam em grupos de 12, chamados dodecápolis. 


Os julgamentos por júri 

contavam com 12 jurados.


E podemos ir longe na presença do 12 na humanidade...


Jesus tinha 12 apóstolos. 


Do Natal à Epifania, passam-se 12 dias. 


O bíblico Jacó teve 12 filhos, que deram origem às Doze Tribos 

de Israel. 


No Livro do Apocalipse, cada uma dessas tribos possui 12 mil indivíduos marcados.


Para os hititas, havia 12 deuses do Submundo. 


O deus Suria, da mitologia hindu, tem 12 nomes; a deusa Aditi teve 12 filhos. 


Também Odin, da mitologia 

nórdica, teve 12 descendentes. 


Na lenda asturiana, a Távola Redonda do Rei Arthur tinha 12 cavaleiros.


Temos 12 vértebras torácicas, 12 pares de costelas e 12 pares 

de nervos cranianos. 


O duodeno (primeira parte

do intestino delgado) tem 

esse nome porque tem perto 

de 12 dedos (‘duodeno 

digitorum’, em latim).


Geralmente, um cacho de 

bananeira tem 12 pencas e 

cada penca tem 12 bananas. 


No basquete, o tempo de 

um quarto dura 12 minutos. 


Nos computadores, as teclas de função vão até F12. 


Contando o Ensino Fundamental 

e o Médio, o aluno de hoje 

passa 12 anos na escola.


Bom, fato é que, ainda lá 

na Roma Antiga, o sistema 

de pesos e medidas funcionava 

bem na base 12. 


Uma libra (cerca de 328 g) 

valia 12 onças (27,4 g); 

um sesteiro (5,4 L) valia 

12 ciatos (0,45 L); e um 

pé (296 mm) valia 12 

polegadas (24,6 mm). 


Certo, mas por que essa 

base 12 e não a 10?


Eles empregavam a base 

10 para muitas unidades de 

medida, mas, no dia a dia, 

a base 12 era mais prática 

para o fracionamento. 

Olha só: você só consegue 

dividir um grupo de 10 

unidades em inteiros se for 

em 2 ou 5 partes. 


Já um conjunto de 12 é 

possível ser fracionando 

por 2, 3, 4 e 6 partes. 


Um quarto (¼), por exemplo, 

de uma dúzia de ovos é 

possível, mas de uma 

dezena, não.


É essa vantagem que fez 

a dúzia (do latim vulgar 

‘duocina’) persistir até 

hoje como um conjunto 

tão  bem-sucedido 

no comércio. 


(Exceto por essas 

recentes caixas 

de ovo... 


Para engambelar o 

consumidor, muitos 

produtores mantiveram 

o preço, mas diminuíram 

a quantidade para 10.).


Fonte : Diego Chimango

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15 Regras não escritas para os homens:


1. Nunca aperte a mão sentado.

2. Nunca fale mal da comida quando você é o convidado.

3. Não coma o último pedaço de algo que você não comprou.

4. Proteja quem está atrás de você e respeite quem está ao seu lado.

5. Nunca faça a primeira oferta em uma negociação.

6. Não fique com o crédito pelo trabalho que você não fez.

7. Vista-se bem, não importa a ocasião.

8. Fale honestamente: diga o que pensa e pense o que diz.

9. Pergunta mais do que respondes.

10. Deixe a linguagem obscena para os menos educados.

11. Evite colocar o telefone na mesa quando você comer com alguém.

12. Ouça, sorria e, acima de tudo, faça contato visual.

13. Se não for convidado, não peça para ir.

14. Nunca tenha vergonha das suas origens.

15. Não implore por um relacionamento.


Autor desconhecido

26/01/2025

A tentação de Jesus

 


Pregação feita no culto da Capelania Evangélica do Hospital São Paulo dia 18 de janeiro de 2025 baseada no texto de Lucas 4, versos 1 a 13, sobre a tentação do Senhor Jesus pelo Diabo enquanto esteve por 40 dias no deserto.

Preguei esse mesmo texto em duas ocasiões diferentes nesse mesmo dia, de manhã no hospital e de tarde numa atividade missionária.

Nesse dia me despedi dessas duas atividades com as quais contribuí como voluntário nos últimos três anos.

As mensagens estão apenas em áudio.


Texto:

"1. Jesus, pois, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão; e era levado pelo Espírito no deserto,

2. durante quarenta dias, sendo tentado pelo Diabo. E naqueles dias não comeu coisa alguma; e terminados eles, teve fome.

3. Disse-lhe então o Diabo: Se tu és Filho de Deus, manda a esta pedra que se torne em pão.

4. Jesus, porém, lhe respondeu: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem.

5. Então o Diabo, levando-o a um lugar elevado, mostrou-lhe num relance todos os reinos do mundo.

6. E disse-lhe: Dar-te-ei toda a autoridade e glória destes reinos, porque me foi entregue, e a dou a quem eu quiser;

7. se tu, me adorares, será toda tua.

8. Respondeu-lhe Jesus: Está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.

9. Então o levou a Jerusalém e o colocou sobre o pináculo do templo e lhe disse: Se tu és Filho de Deus, lança-te daqui abaixo;

10. porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito, que te guardem;

11. e: eles te susterão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra.

12. Respondeu-lhe Jesus: Dito está: Não tentarás o Senhor teu Deus.

13. Assim, tendo o Diabo acabado toda sorte de tentação, retirou-se dele até ocasião oportuna."

(Lucas, 4)

Igreja insípida

 


Igreja insípida

Há quase 2 anos eu recebi um telefonema de um dos líderes da igreja onde eu servia (obviamente esse líder era emissário que representava o conselho de líderes locais) para me "proibir" de usar os meios de comunicação da comunidade para promover o necessário debate político como desdobramento da cosmovisão cristã.

Aquele emissário, cheio de arrogância num tom de quem manda, disse que esse tipo de assunto "causa problemas que precisam ser evitados com quem pensa diferente", como se o apoio às transgressões que fazem parte da ideologia esquerdista devesse ser respeitado como expressão legítima de pensamento no seio da igreja. A ordem dada era a da omissão diante de opressores, era de ficar em cima do muro diante das questões do nosso tempo, era a de se fazer a impossível e descabida dicotomia entre a fé espiritual e a prática cristã consciente e influente nas demandas da vida, incluindo a sociedade e a política - e esse tipo de posicionamento pela covardia explica, em grande parte, a progressão e multiplicação das iniquidades no nosso tempo, pois, como é sabido, o mal se multiplica com a omissão dos bons.

Eu ri daquele emissário, um riso nervoso de quem não estava acreditando naquela ordem patética, e afirmei que errado não era quem propunha o debate, mas sim quem o proibia. E eu não podia me submeter àquele posicionamento errático, estúpido e desalinhado com o pensamento cristão reformado que foi tomado por aquela liderança que, para angariar numerosa audiência, optou por evitar tocar em assuntos tidos erroneamente como delicados. Em casos assim, o respeito aos posicionamentos das pessoas se impôs às exigências do Senhor da igreja.

E é assim, fazendo a escolha por caminhos cada vez mais largos e flexibilizados numa abordagem constante de graça barata e cada vez mais esvaziada dos rigores doutrinários do Evangelho que fazem com que os crentes tenham consciência da gravidade e da abrangência da missão dos cristãos, que cada vez mais igrejas inteiras estão se transformando em sal insípido e em luzeiros escondidos debaixo de um alqueire - irrelevantes, mornos, apáticos e dignos de serem pisoteados pelos homens.

E eu lamento profundamente por isso. Isso me deprime, corrói, abate, assombra. Mas eu tenho que prosseguir.

Esses últimos anos foram de grande sofrimento para mim, principalmente por causa da minha atribulada relação com a igreja, especialmente com a comunidade onde me dediquei a colaborar. Mas o crescente progressismo mundano praticado e a descaracterização acelerada com a identidade reformada vista não apenas na cosmovisão, mas principalmente na degeneração do culto e no zelo doutrinário me obrigam a concluir que essa convivência não é mais possível pois eu não posso endossar a metástase acelerada numa comunidade de fé e na instituição local de forma patrocinada. Os caras estão investindo na doença, não na cura. E esses erros não são praticados e impostos apenas pelas lideranças que estão se perdendo, mas também pelas próprias membresias, as comunidades que as endossam, acatam e celebram.

Eu creio nas Escrituras, creio no Senhor da Igreja e creio na igreja. Não consinto com qualquer ideia de "desigrejados", mas também não creio que a igreja dominada por homens mal-intencionados, por políticos eclesiásticos, a instituição humana que de corrompe pelos jogos de interesses mesquinhos seja a igreja real e ideal. Esses líderes que são políticos, profissionais e comerciantes da fé e que manipulam suas comunidades conforme determinam seus interesses são lobos infiltrados que devem ser resistidos na expectativa de que se arrependam ou sejam repelidos e expulsos.

A Igreja tem um Rei e Ele é o Soberano Senhor Jesus, não o conluio dos homens. A igreja fiel não é o que se vê na superfície, pois ela é formada somente pelos santos e perseverantes fiéis do seu Redentor e Senhor.

O caminho é estreito e difícil, mas é o único caminho possível.


Veja, também:

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2024/12/apostasia-moderna.html

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2024/11/o-problema-da-validacao.html

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2024/10/igrejas-mas-x-boas.html

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2024/06/comecar-direito-e-terminar-errado.html

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/11/referenciais-errados.html

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2024/05/laodiceia.html

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2024/04/falsos-profetas-e-pastores-fieis.html

23/01/2025

O Destino Manifesto dos EUA


Donald Trump e o Destino Manifesto 

A ideologia do "Destino Manifesto" gostamos ou não, marcou a consolidação dos EUA como nação líder do mundo, aquela que crê ter a vocação divina para ditar um caminho global e assim, na sua proeminência, todo o mundo seja beneficiado. 


A nação da liberdade e da oportunidade que jamais teve uma colônia de fato, mas que considera a si mesma como "América", minimizando todos os outros países das Américas do Norte, Central e do Sul a coadjuvantes, meros acessórios que orbitam em torno dos seus interesses; e que usa de imposições da sua política, cultura e economia para ter amplos domínios sobre toda a Terra, e assim, termos alguma harmonia - como de fato o atual mundo globalizado tem. 


Na prática, se existe alguma harmonia no mundo é porque o dono do tabuleiro impõe as regras do jogo e só pode brincar quem acatar as regras do chefe. Em sendo assim o jogo flui "harmoniosamente".


Todos somos, de alguma forma, impactados e condicionados a aderir à locomotiva norte-americana: o dólar é a moeda da economia mundial - e todos gostaríamos de ganhar em dólares - quem não iria ficar contente num bom emprego em Nova Iorque, na Califórnia ou em Washington? Muitos brasileiros sonham e lutam pelo paraíso na Flórida - até o esquerdista-verborrágico tupiniquim Wagner Moura se mudou para o império americano para batalhar por algum espaço em Hollywood, e isso porque o socialismo soa bem nos discursos idealistas de uns fumadores de cannabis, mas na prática ninguém é bobo de desprezar uma oportunidade verdadeiramente capitalista).


E o inglês é a língua mundial (e não é por causa da Inglaterra). 


E a cultura estado-unidense é a dominante - outro exemplo: o sonho da Fernandinha Torres, tal como o da sua festejada mãe, não é ganhar o Globo de Ouro, muito menos o Otelo, mas sim um Oscar - e não apenas na sub-categoria de "filme estrangeiro", um subprêmio outorgado a todo o resto que não é feito naquele país. E quem não ama a Disney? E, além do cinema, tem toda a cultura americana com sua música através do pop, do rock, do blues, do jazz (astros do rock britânico, por exemplo, se mudaram no atacado para os EUA para terem sucesso mundial através de um "show business" que realmente importa - e a esquerdista Anitta também entendeu o pragmatismo que o malvadão capitalismo oferece).


O "Destino Manifesto" nos impôs a forma como os estado-unidenses vivenciam a sua religião, mesmo que, na verdade, seja praticada em tipos diversos de cristianismos, em formas plurais de religião que são praticados lá, assim como no resto do mundo, mas que nos é "imposta" numa síntese pragmática que não corresponde fielmente às fontes primárias (me refiro ao cristianismo), mas que, tem evidentes efeitos nas noções morais que estão mundialmente consolidadas - muito embora temos sofrido um dos vários efeitos da glorificação de uma nação em detrimento das outras: um preletor ou escritor norte-americano, por exemplo, sempre será incomparavelmente mais festejado do que qualquer similar que teve a "sorte" de nascer por aqui - no Brasil sofre-se a síndrome do "vira-latas" pois sempre tendemos a ver os norte-americanos e tudo o que procede do hemisfério norte como superiores a tudo o que existe nas nossas bandas, e isso é resultado de um massivo condicionamento cultural que nos menospreza e inferioriza - e essa inferiorização é aplicada em todas as áreas, nós nunca veremos uma banda famosa de rock norte-americana abrir algum show para uma banda famosa brasileira.


As empresas e tecnologias americanas, já a tempos, são as líderes propulsoras do progresso e da tecnologia (o fordismo, a internet com suas redes sociais, etc etc etc) - até mesmo gênios criativos e empreendedores como o tubarão-predador sul-africano Elon Musk se rendem como bajuladores do "Destino Manifesto" como se pertencessem ao clube, porque sabem que seus sucessos só acontecerão se tiverem os aliados certos, e é porque são ambiciosos que estão atrás dos seus sonhos de progresso que esses corredores se sujeitam às regras da nação que tem força para ditar as regras do jogo, porque se não for por elas, as chances de se ter algum êxito são mínimas.


Formar uma nação com o sentimento presunçoso de ser a líder do mundo, a maior potência mundial, o atual império dominante, a maior economia e força bélica, o país que dá as cartas e dita as regras aos demais, aquele que decide por sanções a desafetos e concede benesses aos aliados que se submetem e que o bajulam, a Nação que impera no atual sistema mundano e que impõe seus gostos, suas utopias, seus acertos e seus erros a todos os demais países do mundo são características de um país e sociedade que perseverou em certos ideais e valores que desde a sua fundação foram bem definidos e é isso que nos falta como Nação: termos uma identidade formada a partir de fundamentos que são compartilhados pela maioria do povo, e que nos fazem olhar para uma mesma direção, tendo o meu próximo como um aliado.


Para nós, que não temos um fundamento comum definido, mas que patinamos em mensalões, petrolões, e no terceiro desgoverno de um descondenado, e que temos uma alta corte do judiciário que é um escândalo mundial, e uma classe política degradante, e que o povo saqueia cargas de caminhões acidentados, um povo formado por um tipo de educação coletiva que nos mantém numa predominante e massiva inutilidade racional, e que, adequadamente, sofremos a "síndrome do vira-latas"... Sendo assim, como viver sob as sombras de um país que ousa decidir as regras do jogo pode nos soar ofensiva arrogância? Alguém tem que por ordem na bagunça e é natural que esse tirano priorize a arrumação da sua própria casa. Nós ainda temos muita lição de casa por fazer, e ainda não saímos do "bê-à-bá". Se considerarmos que no jogo do tabuleiro do mundo nós somos um país subdesenvolvido de terceiro mundo, o povo exótico da floresta que faz carnaval no hemisfério sul, um quase "café-com-leite" que sob o atual desgoverno é um "anão diplomático", uma "figura non grata", chega a soar patético querer dar um tapa na mesa do trator Donald Trump para impor nossas ideias como se falássemos em pé de igualdade com ele.

08/01/2025

Censura e o rompante de consciência a favor da liberdade de expressão do dono do Facebook


CENSURA.



Eu perdi a conta das vezes que fui censurado no feicibuqui na época (até anteontem) em que o Marquinhos Zuquinembergue rezava conforme requer a seita esquerdista-globalista-Lgbetista-woke.

Já faz tempo que minhas redes sociais têm uma tarja de alerta laranja, mais grave do que a amarela, apenas a um passo da vermelha.

Certamente isso restringiu minhas comunicações e o meu trabalho, que atualmente é muito influenciado pelos modos como os algoritmos tornam as coisas aceitáveis ou não.

Eles tentaram a todos custo inventar narrativas. O Descondenado é adepto desse discurso, fazendo com que mentiras, crimes e corrupções sejam reinterpretados como se fossem verdades e virtudes. Tanto é que no nosso país nós temos a infelicidade de ter um ocupante da presidência da República que é um criminoso condenado, mas que foi beneficiado pela invenção de uma narrativa que foi sustentada pelo consórcio formado por grandes empresas de mídia, por uma Suprema Corte corrupta e por políticos que são apenas facções criminosas que se estabeleceram no poder. É só por isso que temos essa vergonha de termos Lula no poder com seus comparsas, isso devido ao corporativismo elitista corrupto somado a um povo que se vende e se ilude facilmente.

Outra prova da estupidez coletiva que é tomada como verdade: A celebração demoníaca da causa Lgbt e o crescente movimento das mudanças de sexo, e em crianças, e a campanha de assassinato de bebês em gestação! Pouca coisa pode ser mais irracional do que essas práticas satânicas, mas hoje em dia é quase um crime se opor a essas perversidades. Muitas crianças estão sendo perversamente ensinadas, psicologicamente danificadas, fisicamente castradas, mutiladas, irremediavelmente destruídas e verdadeiramente assassinadas por causa de uma loucura que é celebrada como se fosse virtude e progresso.

Outra prova do poder da massificação controlada: a pandemia de Covid. De fato houve um surto mundial da doença, mas e os inúteis controles sociais que o estenderam por anos? E as vacinas feitas a toque de caixa com efeitos colaterais diversos? O mundo foi um grande laboratório, um experimento social que enriqueceu a muitos e o Marquinhos Zuquinembergue, que agora mudou de abordagem porque um presidente norteamericano conservador e impositivo está chegando, tem parte nisso junto de todos os "senhores" das massas deste mundo tenebroso. Mas todos eles estarão no banco dos réus do Senhor Jesus no Dia do Juízo, e nesse grande dia todos eles prantearão.

Ah, em meio a essas coisas eu fui censurado na minha igreja também! Coisa triste quando se deveria trabalhar pela Verdade e Justiça, mas em lugar disso faz-se a patética opção por políticas internas e pela frouxidão e infantilização da fé focada nas aparências do que é apresentado no palco. Tem muitos grupos de cristãos que infelizmente lutam para deixar a luz de Cristo escondida num alqueire e para fazer insípida a sua existência, tornando-se, então, irrelevantes - e eu lamento por tão triste decadência e desperdício.

Em outras palavras, comunidades cristãs que se esvaziaram da verdade ao se omitem das causas do seu tempo e que buscam construir uma relação amigável com o mundo, trabalham, ainda que indiretamente, para a promoção das pautas anticristãs do sistema mundano. Nisso elas dão provas da sua crescente apostasia.


Marquinhos Zuquinembergue segue as tendências, ele anda na moda!

Quando eram os progressistas que estavam no poder e impunham suas ideologias esquerdistas pró Lgbtização, e a nefasta agenda Woke, e censuravam, cancelavam e demonizavam quem não se submetia e questionava suas imbecilidades, nesse contexto Marquinhos dava uma de "Migué", mas o fato é que os algoritmos das suas redes sociais cerceavam quem não era adepto da seita vigente.

Sim, a caça às bruxas era praticada.

Mas AGORA que um presidente turrão de direita reassumirá o poder nos EUA, e que por "COINCIDÊNCIA" diversas empresas estão abandonando a seita Lgbetista-woke, e que está em ascensão um movimento de reafirmação de valores tradicionais (como são os defendidos por um tal Bolsonaro), aí, "coincidentemente" ocorre um rompante de consciência no Marquinhos (agora de cachinhos) em defesa da liberdade de expressão. Ele cedeu e deu a mão à palmatória para seu colega Elon Musk - mas não pense que foi por bondade, são apenas negócios.

Que coisa, não?

Isso é ou não é uma confissão de que nos últimos anos houve forte manipulação ideológica na internet? 

Sempre foi óbvio.

E que o Xandão vá comer feno numa jaula!
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A hipocrisia das grandes corporações.

Há poucos dias o dono do Facebook fez um comunicado expondo as manipulações do sistema ao mesmo tempo em que um crescente número de grandes corporações estão abandonando a agenda Woke com toda a sua ideologia Lgbtista-abortista-esquerdista que durante os últimos anos patrocinaram e impuseram, emporcalhando inúmeras consciências com insanidades e destruindo milhões de jovens sugestionáveis com novos cânones que, agora, estão, paulatinamente renegando.

Não, isso não é um rompante de consciência e não é arrependimento, é apenas a constatação de que "quem lacra não lucra" somada ao MEDO do fato de que o rolo compressor capitalista-direitista, Donald Trump, reassumirá a presidência dos EUA com muito mais força do que no primeiro mandato, e que fará forte oposição às políticas progressistas.

E porque empresas existem para ganhar dinheiro num mundo que tem a "Mamom" como "deus", a ideologia Woke está sendo retirada de cena porque não combina mais com as "direitizes" reacionárias que estão se consolidando.


24/12/2024

Natal - não havia lugar para o menino Jesus.

 


"...e teve a seu filho primogênito; envolveu-o em faixas e o deitou em uma manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem."

(Lucas, 2: 7)

"Estava ele no mundo, e o mundo foi feito por intermédio dele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam."

(João, 1: 10, 11)

"Era desprezado, e rejeitado dos homens; homem de dores, e experimentado nos sofrimentos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum."

(Isaías, 53: 3)

Não havia lugar para o Senhor na estalagem na ocasião do seu nascimento. O mundo não o conheceu, os seus não o receberam. Sua vida neste mundo consistiu em amar e ser desprezado. Ele veio para salvar pecadores e para isso teve que morrer por eles numa cruz.

Não pense que é o "espírito natalino" que o Senhor espera encontrar nas pessoas. Não se engane com felicitações ao Senhor por causa do seu aniversário - como se Ele requeresse isso e se agradasse disso. O Natal é data efêmera que produz entorpecimentos, um afã de sentimentos provocados por festas e pelo comércio mas que não cumpre o que Deus requer de nós.

É claro que confraternizações e que abraçar pessoas queridas são coisas boas; que celebrar e sempre rememorar o nascimento do Senhor Jesus, a encarnação miraculosa do Primogênito de Deus como parte do Evangelho tributando ao Senhor as glórias que lhe são devidas é muito bom e recomendável. Mas é a devoção verdadeira ao Senhor numa fé perseverante na obediência à sua Palavra que Ele requer de nós, e não as emoções passageiras de uma festa sazonal.

Não existe adoração verdadeira em religiosidades superficiais, mas sim no comprometimento real dos convertidos de viverem para a glória de Deus através da verdadeira fé sendo praticada em obediência à Palavra de Deus, uma fé que proclama e se sujeita ao Senhor e Salvador Jesus Cristo, o Deus que se fez homem para salvar pecadores pelo holocausto de si mesmo na cruz e que ressuscitou vencendo a morte, ao pecado e a Satanás. 

São os efeitos da sua obra que o Senhor Jesus requer de nós. A nossa reconciliação com Deus, a nossa salvação que tem como efeito a nossa adoração a Ele.

Não foi apenas na ocasião do seu nascimento que não havia lugar para o Senhor. Não foi apenas na sua encarnação que ele foi negado, não reconhecido, blasfemado e execrado. Reincidentemente o mundo faz isso com ele, repete e persevera repetindo a negação do Filho de Deus, nosso Salvador. Blasfemam, distorcem, detestam o Cristo verdadeiro e adotam a ídolos em seu lugar. E o Natal tem servido, em grande parte, para isso. Valoriza-se um suposto "espírito cristão natalino" que é centrado nas satisfações humanas, não nas exigências de Deus, e que não costuma subsistir ao dia seguinte em contraste com as ordens de Deus que são para uma dedicação à fé no Senhor por toda a vida e para a glória dele. 

Você que celebra o nascimento do Deus-menino tem adorado a Deus constantemente como Ele requer? Confessa a Jesus como sendo o Senhor, o Deus que se fez homem para salvar pecadores, que morreu na cruz em nosso lugar mas que ressuscitou, que vive e reina para sempre à destra de Deus-Pai? Tem cultuado a esse Deus junto dos demais crentes em cultos verdadeiramente cristãos? Tem buscado a Deus de todo o coração como a Bíblia prescreve? Se não tem feito isso, a tua celebração de Natal é engodo, porque você também tem desprezado ao Senhor Jesus - contudo sempre é tempo de arrependimento, de verdadeiramente passar a seguir a Cristo.

É verdade que na ocasião do nascimento do Senhor Jesus Deus moveu diversas pessoas e de diversos contextos para honrarem ao Rei dos reis. Os sábios do oriente, os pastores das imediações, alguns crentes piedosos. Sim, o Senhor foi e deve ser honrado, celebrado, adorado, tanto pelo seu nascimento como pelo todo da sua vida e obra. Mas muitos dos que se aproximaram dele terminaram exigindo a sua crucificação, muitos interesseiros em seus benefícios na verdade odeiam a religião do Senhor porque odeiam a quem de fato o Senhor Jesus é.

O fato de sermos pecadores e de Deus ser santo nos separa. E é exatamente por isso que Jesus veio ao mundo, para nos salvar, nos reconciliar com Deus pelo derramamento do seu precioso sangue. O Senhor Jesus veio pagar as nossas dividas perante Deus arcando com as maldições dos nossos pecados ao ser punido no lugar dos seus eleitos. É somente pela fé nele que somos perdoados, justificados e reconciliados com Deus.

Você pode ser mais um dentre os que foram tocados pela Graça de Deus para receber ao Senhor Jesus Cristo pela fé, e de verdade o honrar assim como os poucos que tiveram a percepção da grandiosidade daquele nascimento.

Não há esperança no Jesus menino se não houver conversão ao Senhor Jesus Cristo ressuscitado que é o Rei dos reis e Senhor dos senhores. Não há celebração de Natal que satisfaça ao Senhor a não ser que a tua vida seja a Ele entregue em genuína conversão por meio da fé no Evangelho junto do arrependimento de pecados, pois é somente assim que se corresponde e se recebe ao amor de Deus: crendo e servindo ao seu Filho. 

Essa Graça da salvação está posta, acessível, diante de todos. 

Veja também:

Jesus não nasce no coração de ninguém:

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2022/12/jesus-nao-nasceu-nem-nascera-no-coracao.html

Feliz Natal!

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2009/12/feliz-natal.html

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Feliz Natal!

Não existe espírito de Natal sem Jesus.

"...mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo de lei, para resgatar os que estavam debaixo de lei, a fim de recebermos a adoção de filhos."

(Gálatas, 4: 4 - 5)


Veja: 

Teologia do Natal 

https://youtu.be/KdL23dP7fQU?si=CJhx4GeS0ye5Rky1

20/12/2024

Referenciais errados


Quando eu era criança a minha mãe dizia "macaco senta em cima do rabo e ri do rabo dos outros" numa lição de moral sobre apontar os erros dos outros enquanto se esconde os seus próprios erros.

Pois bem...

É comum o uso do recurso de apontar os erros dos outros, especialmente em certos redutos por parte de auto-legitimadores que costumam escolher exemplos grotescos para descer a lenha justamente porque esses exemplos escabrosos funcionam como espantalhos que merecem ser apedrejados por seus tão evidentes escândalos, e que, quando comparados conosco nos fazem sentir bem com o que somos. Esse tipo de comparação costuma nos legitimar e nos confere sensação de alívio a respeito dos nossos erros, porque eles são menores do que os erros absurdos dos outros. É a prática de se justificar dizendo que "eles são piores do que eu".

É muito bom para o nosso ego ter alguém pior do que nós para nos comparar. Esse exercício cretino parece nos legitimar, autenticar, nos valida em nossos pecados. É assim que o mentiroso irregular acredita ser uma pessoa honrada quanto está perante um mentiroso contumaz; um adúltero pensa que é um cidadão de bem quando se compara com um pervertido em grau piorado; um ladrão filiado ao crime organizado se considera boa gente quando comparado a um assassino de mulheres e de crianças; um crente mundano se sente um santo em comparação com um idólatra declarado; um crente que relativiza algum mandamento bíblico se considera muito fiel a Deus quando se compara com um pregador de mentiras da IURD; uma igreja progressista que enche o pão ázimo das doutrinas bíblicas com fermentos do mundo se sente ótima e se considera biblicamente fiel porque se compara com os piores casos do neopentecostalismo com sua nefasta teologia da prosperidade.

Nesse sentido, no caso das igrejas, apontar os desvios grosseiros e das falas heréticas de calibres pesados como o do Edyr Macedo, do Waldemiro chapelão ou do Ed René atualizador da Bíblia podem funcionar como alívios para aqueles que tentam legitimar os seus próprios desvios por considerá-los menores, mera "bobagem". E daí se temos pastores e presbíteros recasados? Os barões da Assembleia do Brás manipulam e torcem muito mais a Bíblia do que esse "pequeno detalhe discutível"... Para os corruptores comuns ter referenciais de corrupção maiores do que eles pode fazer com que se sintam validados. Considerando isso, podemos entender que o maior mal que os grandes promotores de escândalos ao Evangelho provocam não são os frutos diretos das suas corrupções nos seus rebanhos (até porque ninguém, nem os incautos, são inocentes), mas sim o fruto indireto das suas contaminações na relativização da fidelidade a Deus nos outros cristãos, nas outras igrejas, com o crescimento do descaramento e do cinismo naqueles que tomam os grandes escândalos como exemplos para atenuarem a gravidade dos seus próprios erros. Isso faz com que muitas igrejas se meçam por critérios cada vez mais baixos quanto à fidelidade a Deus. Por exemplo: em tal denominação pratica-se a corrupção política nas definições dos cargos de autoridade em verdadeiros exemplos de coronelismo ou de simonia (a antiga corrupção que é irmã gêmea, idêntica do nepotismo, mas que é praticada no mundo eclesiástico) e eles se sentem bem assim, porque pelo menos eles não são neopentecostais, não fazem falso-profetismo envolvendo dinheiro e não têm apóstolos modernos. Então está tudo "bem"!

Na prática muitos se sentem legitimados porque há quem corrompa mais, quem minta mais, quem adultere mais, quem peque mais do que o cínico que corrompe, que mente, que adultera mas não tanto quanto o espantalho adotado.

O erro está na adoção de um referencial ilegítimo. Os nossos espelhos jamais deveriam ser os outros, os piores, os decadentes e mundanos. O nosso espelho é Cristo, são as Escrituras. Nosso modelo a que devemos mirar e imitar é o do Senhor porque somente Ele nos faz prosseguir em crescente santificação. Se olharmos para Jesus, olhando para os padrões das Escrituras, nós nunca nos nivelaríamos por padrões baixos, mas manteríamos as aspirações pela virtude, por crescer sempre, pelo aperfeiçoamento, pela edificação e pela santificação das nossas vidas e das nossas igrejas. Por isso, jamais devemos nos acomodar em nossas imperfeições, nunca legitimar nossos pecados, nunca nos acomodar porque tem gente pior do que nós nem nos moldar por modelos mundanos, quaisquer que sejam.

Veja também:

Falsos profetas e pastores fiéis 

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2024/04/falsos-profetas-e-pastores-fieis.html