25/02/2016

O quê queremos ser como Igreja?



A palavra “igreja” vem do termo grego ekklēsia, que significa assembleia, reunião. Portanto igreja é a congregação, ajuntamento ou assembleia dos crentes que o próprio Jesus reúne para formar seu corpo neste mundo para a adoração congregacional a Deus e também para a realização da missão cristã em todas as suas diversas formas (At. 2: 1).

É normal as pessoas que desconhecem o Evangelho terem conceitos equivocados sobre a igreja, afinal, elas ainda desconhecem a Palavra de Deus e ainda estão cegas a respeito das verdades do Senhor (Is. 44:18) - é através da propagação das verdades bíblicas que Deus distribui o seu conhecimento para frutificar nas vidas dos seus eleitos (Lc. 24: 45). Mas um grave problema é quando os próprios cristãos têm conceitos equivocados a respeito desse importante instrumento da Graça de Deus que é a igreja (Ef. 5: 17).

Diversas pessoas que se consideram cristãs acham que igreja é apenas o lugar onde elas praticam a sua religião – e muitas vezes com enfado (como se Deus precisasse desse “favor”). Para muitos ir à igreja é um ato de legalismo bastante pesaroso e não pouca gente tem trocado a adoração a Deus pelos prazeres do mundo (na verdade quem age assim tem um problema muito grave, possivelmente o seu coração está de tal forma endurecido que Deus não é, para essa pessoa, um deleite – Sl. 37: 4).

Essas formas de se lidar com a igreja são pecados, ofendem ao Senhor da Igreja, evidenciam desprezo pela adoração congregacional a Deus, comprometem a comunhão cristã e prejudicam a missão cristã no mundo tanto na propagação da Palavra (Rm. 10: 14) como no serviço cristão que o próprio Jesus requer dos seus servos a quem precisa (Mt. 25: 34). Mas esses pecados, graças a Deus, podem ser tratados e corrigidos. Onde pecamos podemos alcançar o perdão de Deus (se houver arrependimento) e podemos ajustar a nossa conduta no caminho da retidão (Hb. 10: 24).

Nós, crentes reunidos na nossa Igreja local, da qual fazemos parte e que é, na verdade uma partícula do todo que é o Corpo de Cristo (a Igreja invisível, a verdadeira comunhão dos cristãos) não queremos pecar contra o Senhor no modo como vivenciamos a nossa fé. Ainda que muita gente faça as coisas erradas, nós estamos decididos a acertar, a nos esforçar no caminho da fidelidade àquele que nos chamou, reuniu e que nos tem capacitado para uma grande obra (Fp. 1: 6).

Apesar de todos nós sermos imperfeitos, limitados e pecadores nós confiamos na perfeição, no poder e na santidade de quem nos reuniu aqui nesta igreja – e Ele é sábio e sabe o que faz. Estamos reunidos aqui para fazermos a sua vontade no cumprimento da nossa missão cristã na adoração a Deus do modo como Ele é digno, com todo o coração (Mc. 12: 30). Queremos cumprir a nossa missão cristã também na comunhão cooperativa entre a membresia desta igreja (1 Co. 12: 12) para todos crescermos juntos tanto na Graça como no conhecimento de Deus (2 Pe. 3: 18) e assim sermos mais fortes e melhor capacitados para estender as nossas mãos aos necessitados, consolar os aflitos (Is. 61: 1), propagar o Evangelho, batizar novos convertidos e formar muitos novos discípulos de Cristo (Mt. 28: 19) enquanto o Senhor nos permitir viver esta vida (que ela seja inteiramente consagrada a Cristo – Fp. 1: 21).


Queiramos, todos juntos, ser uma Igreja vibrante, servil, atuante e transbordante da Graça de Deus!
P.S. - Este é o primeiro texto que fiz para o boletim da Igreja Presbiteriana de Vila Diva, onde congrego.

Igreja Hipster, show de culto


Cultos modernos com muitos recursos envolventes para conquistar os jovens do nosso tempo! Será que vale considerar isso como opção?
Uau!!! Bonito né? "Cool", emocionante, envolvente, moderno... mas apenas uma máscara de beleza num movimento rendido e fraco, meramente terapêutico.
Não se engane, transformar a prática cristã num show repleto de artificialidades, de pirotecnia, de técnicas emotivas e envolventes é desfigurar o propósito do Evangelho de forma diferente mas também deformadora das verdades de Deus, assim como no modo como o Evangelho é mal usado como pretexto pelos vendilhões da fé.
Quanto mais simples, bíblica e responsável for a abordagem na proclamação da verdade de Cristo mais profunda será a interação do seu ouvinte com o seu conteúdo espiritual e quanto mais cheio de recursos humanos for essa abordagem - para dar um clima - mais humano e menos divino será o efeito dessa fraca e rasa interação na vida de gente que associará o cristianismo com um prazer meramente mundano - um equívoco! Nesse tipo de abordagem o efeito mais marcante nas pessoas sempre será o entorpecimento como resultado de um turbilhão meramente emocional - uma coisa rasa que alguns confundem erradamente com a profundidade da ação do Espírito Santo no coração de alguém que é verdadeiramente tocado e transformado pelas verdades do Evangelho.
Mocidades de igrejas com cara de "patricinhas e patricinhos de Beverly Hills" nunca serão mocidades fortes e consequentemente dificilmente serão igrejas fortes, envolvidas com as diversas missões cristãs nas suas demandas verdadeiras, com toda a sua crueza, com as suas dores e desafios. Essa gente mimada fica dodói demais para fazer calo nas mãos com um arado de verdade e para eles tem valido mais ser "cool" e fazer parte da "galera" do que ser, de fato, crente.
Na Bíblia, o ideal de jovens cristãos é bastante diferente desses jovens que predominam em algumas igrejas atuais que estão na moda e a razão disso é simples: o Espírito bíblico espera que os jovens tenham a Palavra de Deus enraizada em seus corações e por isso espera-se também que eles não amem o mundo, mas que dediquem-se à sua fé!
"Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno.
Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele." (1 João 2:14,15)
Que Deus nos livre de sermos igrejas marcadas pelo estilo hipster moderninho e modinha com os seus desvios de foco e de propósito.

11/11/2015

Divergências entre fé e ciência (darwinismo)

NÃO FAÇA DO LIVRO DE GÊNESIS UM LIVRO CIENTÍFICO!

Crentes, não usemos textos bíblicos para tentar fundamentar ciências, especialmente as biológicas ou químicas! Muitas vezes essa tentativa fica vexatóriamente ridícula!

Forçar a interpretação bíblica para comprovar ou refutar teorias ou formulações científicas não é um exercício honesto e isso não serve nem à fé, nem à ciência. Quem se aventura nesse tipo de "apologética" consegue sucesso apenas entre as platéias de crentes, que normalmente é formada por pessoas que desconhecem a matéria abordada. Contudo, essa prática quase sempre é ridicularizada pelas pessoas que realmente entendem desse tipo de assunto.

Vocês precisam entender que esse tipo de debate entre fé e ciência tem muitos pressupostos falsos e que, ao invés de enaltecer o Evangelho e as verdades bíblicas essa prática apenas impõe a essas manifestações da verdade de Deus um gigantesco desprezo e um vilipêndio desnecessários! E que saibamos discernir as perseguições que os cristãos e que a Palavra de Deus sofrem por causa do seu testemunho, virtudes e verdades do desprezo e zombarias que alguns cristãos sofrem porque deram motivo para isso por causa da sua desonestidade intelectual.

Gostemos ou não os textos bíblicos refletem, na natureza como foram escritos, os diversos contextos culturais de onde foram registrados e a sua natureza pouco (ou nada) tem a ver com o moderno método científico, são textos de naturezas e estilos diversos que foram escritos, muitas vezes, com uso de simbologias com conteúdo teológico. Mesmo os textos que narram acontecimentos reais não estão preocupados em explicar os fenômenos da natureza, mas apontam para o conhecimento do Deus que se faz conhecido, mais por meio da transcendência do que por meio da natureza e também para o auto conhecimento humano.


Compreender a natureza dos textos bíblicos é uma ciência muito diferente da ciência utilizada para investigar células biológicas.

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A primeira definição do que sou é: CRISTÃO.

E é da Bíblia que extraio minha cosmovisão e as doutrinas de fé em que me baseio. Ela é o luzeiro da minha trajetória e racionalidade mas ela deve ser lida e interpretada respeitando-se os diversos estilos literários e contextos histórico-culturais que perpassam os 1800 anos em que seus sessenta e seis livros foram escritos e, posteriormente, unificados num único livro a que chamamos de Bíblia. Nem tudo nela é literal (embora muita coisa o seja) e cada palavra ou letra têm seus propósitos, sendo que todos eles apontam para o amor de Deus pela sua criatura humana demonstrado em Jesus Cristo - o ponto central da existência de toda a criação.

Certa vez participei de uma discussão num curso de pós-graduação ocupado, predominantemente, por ateus convictos. Discutíamos sobre ciência e fé em aulas de psicologia anomalística. Eu era a pessoa de fé na discussão e era minoria na defesa do meu ponto de vista, mas apresentei um argumento sobre o labor científico e a fé que encerrou a discussão:

"A ciência não se contrapõe a Deus, na verdade ela o serve. A Deus pertence a plenitude da verdade, Ele é a própria verdade, e o trabalho dos homens é de perscrutar as evidências dessa verdade nas partículas que podem analisar e compreender. O trabalho humano de investigar e elaborar um saber progressivo é semelhante à construção gradual de degraus que muitas vezes precisam ser refeitos na medida em que se são descobertas coisas novas. Elaborar uma teoria científica é como construir um degrau e isso é apenas uma partícula de um todo. Construímos nossa escada vagarosamente num infinito que pertence a Deus. Quer queiram ou não queiram todos os cientistas - os honestos - estão servindo a Deus na elucidação progressiva da verdade que lhe pertence  ao passo que a fé simplesmente afirma a existência de um ser soberano que se revela graciosamente em sua criação à sua criatura humana."

O nosso progressivo saber deve vir acompanhado de humildade e o propósito central do nosso saber não é apenas o de promover o progresso, mais do que isso deve ser o de reconhecer um Criador que nossos meios humanos jamais alcançarão e que é o significado pleno da nossa existência. A nossa ciência não nos faz conhecer a Deus, apenas analisamos alguns dos seus vestígios. O nosso conhecimento de Deus só pode acontecer quando Ele mesmo vier a nós do lugar inacessível e misterioso em que habita. E foi exatamente isso que Ele fez, vindo a nós nesse mundo na pessoa de Jesus Cristo. Em Cristo está a plenitude dessa verdade a humanidade deseja conhecer.

Gostei muito desse vídeo (documentário) em que um teólogo cristão declaradamente evolucionista investiga as diversas questões que envolvem o embate entre fé e ciência para simplesmente concluir que essas coisas não são naturalmente opostas entre si e não precisam ser conflitantes.


29/10/2015

Deus precisa de dinheiro?

Deus precisa de dinheiro?
Não!
Pessoas precisam de dinheiro. Igrejas, que são organizações humanas, também precisam de dinheiro. Famílias precisam de dinheiro. Organizações humanitárias precisam de dinheiro...
Você deve desconfiar de todo líder religioso que fica falando em dinheiro. Saiba disso: todo líder religioso que condiciona a bênção divina ao dinheiro é mentiroso, canalha e estelionatário.
A contribuição em dinheiro por um cristão numa igreja deve ser exclusivamente por causa da consciência de que uma igreja ou uma missão são mantidos pelo trabalho e pelas contribuições da coletividade. É como uma grande família que é mantida pela colaboração de todos. Por isso as contribuições são apenas um dos reflexos da responsabilidade que os cristãos devem ter de que a manutenção e o progresso de uma igreja ou de uma missão depende de todos os que participam dessa pequena parte do Reino de Deus.
Na verdade é Deus quem sustenta a sua igreja, mas Ele decidiu usar como meio para isso o trabalho e as contribuições das pessoas que o servem. Só que essas pessoas que sustentam a igreja, na verdade, são sustentadas pelo próprio Deus em toda provisão que Ele dá. Ou seja, manter a obra de Deus é um privilégio de quem se reconhece sustentado por Deus na medida em que Ele é o provedor do nosso trabalho, da nossa capacidade de trabalhar e de realizar diversas coisas, Ele é o provedor do nosso alimento, do ar que respiramos, da nossa vida e da plenitude da nossa existência. Por isso contribuir é um ato de gratidão e de empregar bem o que de Deus temos recebido.
É com as nossas contribuições - que devem ser em trabalho (a contribuição mais importante) e em dinheiro - que o serviço cristão prossegue. Sem o serviço cristão não conheceríamos a Deus, pois Ele decidiu se fazer conhecido através do trabalho das pessoas, através da pregação do Evangelho. Então contribuir é dar os meios humanos para que o trabalho humano de servir a Deus prossiga. Esse é um ato de fé (porque você acredita que esse trabalho deve ser mantido) e de amor (porque você dá importância a esse trabalho).
Por isso, contribuir é um ato que deve ser feito com muito CRITÉRIO! Não contribua para algo que não serve ao Evangelho ainda que, supostamente, falem de Jesus ou da Bíblia. Muitos bandidos usam a fé alheia e manipulam a religião para propósitos muito diferentes dos verdadeiros propósitos de Jesus - é só ligar a TV num programa "evangélico" que você, provavelmente, verá um desses mentirosos falando.
Não contribua para que gente mal-intencionada continue a fazer o seu desserviço, não contribua com (falsas) igrejas lideradas por gente que enriquece às custas da manipulação da fé dos outros e não contribua com quem não prioriza a piedade cristã que deve ser voltada para o serviço aos necessitados.
Nossas contribuições não são condicionadas às "bênçãos" que gostaríamos de receber, essa relação não tem nada a ver com o caráter gracioso de Deus, não podemos "comprar" os seus favores. Nossas contribuições são parte da provisão necessária para que a bênção de anunciar o Evangelho (um trabalho feito por pessoas) prossiga e são parte da provisão necessária para que outras pessoas sejam alcançadas pelos diversos serviços da piedade cristã. Contribuir é abençoar os outros.
Contribua com o teu melhor, mas de forma consciente - senão você apenas estará desperdiçando em coisas reprováveis os recursos que poderiam ser melhor empregados se fossem direcionados às coisas mais justas.

09/07/2015

Deus e a diversidade religiosa

Respondi assim a uma pergunta feita por uma pessoa muito querida sobre as diversas interpretações religiosas - são tantas as religiões e dentro do cristianismo são tantas igrejas diferentes... 

Será que haveria alguma verdadeira? Será que existe uma verdade sobre a salvação?

Graças a Deus, o Evangelho de Cristo pode ser conhecido sim! Nele aprendemos sobre o caminho de Cristo, sobre quem é Deus e sobre quem somos aos seus olhos. Mas muita gente, religiosa ou não religiosa, faz suas interpretações a bel-prazer, na maioria das vezes não conhecendo aquilo sobre o que palpitam e isso acaba criando uma diversidade tão grande de opiniões que na verdade têm muito pouca importância diante da verdade de Deus que é negligenciada.

Trata-se de uma escolha: opiniões ou verdadeiro conhecimento sobre o que o próprio Deus ensina sobre si? (Hebreus 1: 1 - 3)

Bem, a Bíblia está aí e o caminho de Cristo está aberto a quem quiser seguir (João 14: 6), mas esse caminho é estreito (Mateus 7:14), exige auto-renúncia e sacrifício (Mateus 16:24) e é diversas vezes muito mal interpretado (Mateus 23:13) tanto por desconhecimento como pela opção que muita gente faz de simplesmente continuar vivendo indiferente a Deus e servindo aos seus pecados.

Na verdade, a verdadeira pergunta é: quem quer ir por esse caminho? Essa mesma pergunta responde quem será salvo.


Trecho de uma pregação de John Piper sobre a Supremacia do conhecimento de Cristo


E sobre uma variedade tão grande de deuses e isso leva à inevitável pergunta:
Haveria algum deus ou religião verdadeiros?

Bem, diante dessa questão existem 2 possibilidades óbvias e uma terceira que faz parte do pensamento histórico cristão mas que, parece, não deve ser do conhecimento de muita gente. Mas vamos às 2 possibilidades óbvias primeiro para depois tratar da terceira:

1) Todos os deuses (e religiões) são verdadeiros, e dessa forma todos os caminhos levariam a "deus" (e deus pode ser um ser celestial, uma realidade, um sentimento, um ideal, um lugar, etc)...
Se pensarmos bem, isso não pode ser verdadeiro por uma razão muito simples - as religiões são excludentes, as doutrinas de uma religião não "casam" com o que é ensinado pela outra!
Veja: Cristo afirma que é o único caminho e que ninguém vai ao Pai a não ser através dele e a Bíblia ensina que somos somente salvos pela fé em Cristo, um ato da Graça de Deus e que vivemos somente essa vida e após ela teremos o juízo. Ou seja, o cristianismo é exclusivista - mas não só ele! O budismo de forma semelhante ao hinduísmo ensinam que por meio de reencarnações suscetivas nós evoluímos até alcançarmos a perfeição absoluta, mas essas crenças divergem radicalmente quando o hinduísmo cultua milhares de deuses enquanto que o budismo não cultua nenhum. Essas crenças reencarnacionistas foram fundidas a alguns princípios cristãos no espiritismo, que defende as reencarnações e a evolução humana por meio das boas obras que foram extraídas do ensino de Jesus mas reduziu Jesus a mero mestre cósmico ao lado de Buda e de tantos outros. No Islã acredita-se que Maomé teve revelações de Alá dadas por um anjo para reorganizar a bagunça que seria a diversidade religiosa sob uma única doutrina islâmica e reduziu Cristo a mero profeta equivalente a Moisés, Jeremias e tantos outros. No judaísmo acredita-se que a Lei de Deus foi dada a Moisés e eles ainda esperam o Messias que os cristãos dizem ser Jesus.

Vamos analisar: se Cristo for o único caminho então ele desclassifica o caminho apontado por Buda e por Maomé. Se o julgamento e a ressurreição ensinados pelo judaísmo, pelo cristianismo e pelo islamismo forem verdadeiros então a reencarnação pregada pelo budismo, pelo hinduísmo e pelo espiritismo não podem ser verdade. Se Cristo for quem ele diz quem é então Maomé não pode ter recebido revelações verdadeiras porque o que Cristo ensinou e fez seriam a plenitude do que Deus tinha a dizer para as pessoas neste mundo e se Maomé representar essa plenitude então quem mentiu foi Cristo...
Ah, sem contar tantas outras religiões de origem africana, guarani, nórdica, grega, egípcia, etc.

A questão é, falam todos a mesma coisa? Não! São todos verdadeiros? Se formos verdadeiramente honestos e racionais diremos que as religiões são diferentes demais para apontar uma mesma verdade... são, portanto excludentes e não podem ser todas verdadeiras.

2) Todos os deuses (e religiões) não são verdadeiros e são resultado da criação humana na busca de explicações sobre o pós-vida, sobre o significado da vida, sobre o desconhecido, etc de acordo com as diversas culturas em que seus idealizadores viviam. Bem, essa proposição tem feito muito sucesso hoje em dia, está na moda e parece ser muito confortável especialmente a uma geração que tem botado muita credibilidade nos avanços e nos encantos da ciência (um trabalho humano que reflete nossa falibilidade...). O ateísmo (a crença de que não existe deus) ou o agnosticismo (a crença de que pode até ser que deus exista, mas que não pode ser conhecido e que não é assunto importante) estão em expansão num mundo que está relativizando a fé e que está relativizando diversos valores e tradições que foram formados ao longo de séculos por influência da fé. Segundo essa forma pós-moderna de pensamento, para que se conheça a deus ele deveria se mostrar a nós, deveria nos dar provas da sua existência de forma empírica e como ele não faz isso então esse é um assunto que não deve receber importância ou que deve ser combatido. Fé seria coisa de gente fraca, sugestionável e dada a superstições...

Mas...

3) O conhecimento de Deus conforme o pensamento cristão histórico 
(veja http://www.monergismo.com/.../apo.../o-ser-Deus_hoeksema.pdf)
Como cristão eu afirmo que Deus pode ser conhecido, que Deus deve ser conhecido e que Deus se faz e se fará conhecido.
Como?

São algumas as maneiras como Ele se faz conhecido:

A) nosso coração (pode chamar de alma, de essência, de interior, consciência, etc) sabe que existe "deus" mas esse nosso instinto natural não consegue definí-lo ou conhecê-lo verdadeiramente. É mero instinto, como a saudade muito distante de algo ou de alguém, que a teologia chama de "semente do divino". Esse sentimento comum a todas as pessoas em todas as culturas tem relação com o propósito para o qual fomos criados, fomos feitos para desfrutar do ser de Deus e para adorá-lo, então esse "sentimento" faz parte do que somos (http://www.monergismo.com/.../brevecatecismo_westminster.htm), faz parte do propósito para o qual fomos criados. Fomos "projetados" para estarmos intimamente ligados numa comunhão verdadeira com Deus mas essa comunhão foi quebrada pelo pecado e fomos separados de Deus (nossa natureza pecaminosa nos afasta da natureza santa e justa de Deus), sobrando-nos apenas um valor que marca nosso interior e que faz com que as pessoas em suas culturas e civilizações desenvolvam significados, explicações e crenças a partir de uma necessidade comum. É daí que surgiram as religiões. Elas têm muito mais em comum do que se pensa pois partiram de sentimentos e de definições abstratas a respeito de uma mesma verdade e que foram formadas nos mais diversos contextos e, por isso, assumiram as mais diversas formas. Ou seja, as religiões foram formadas não pela revelação de deuses, mas pela necessidade humana de reencontrar o nosso criador tendo somente a si mesmos para tentar definir o que somente Deus poderia oferecer. Em outras palavras, a sua origem não é divina, é humana.

B) a natureza, que a Bíblia chama de criação, ela proclama a existência de Deus. A criação indica a existência de um criador na medida em que ela mesma aspira pela revelação dos filhos de Deus, como ensina Paulo. Deus criou o universo com propósitos e o universo reflete quem Deus é, mas ainda assim não o faz conhecido. Pelo universo presumimos que existe deus, que ele deve ser poderoso, mas não podemos saber a sua vontade, seus planos ou onde encontrá-lo.

C) a auto-revelação de Deus - Deus se revelou na história humana de forma progressiva, gradual. A partir de uma cultura incipiente Ele fez sua Lei conhecida e deu aos homens valores éticos e um destino. A partir do povo de Israel recebemos a sua palavra de forma progressiva, diluída ao longo da história. Conhecemos um Deus que caminha com homens e essa auto-revelação divina (Deus só pode ser conhecido porque ele se fez conhecer) foi registrada em livros que foram juntados no que hoje chamamos de Antigo Testamento. Por essa revelação progressiva que foi escrita o seu povo soube que um dia viria um salvador, o Messias, para redimir o seu povo de um mundo condenado pelo pecado.

D) a plenitude da revelação de Deus ocorreu no que a Bíblia chama de plenitude dos tempos, quando Deus cumpriu suas promessas de enviar o salvador, o Messias (e esse anseio messiânico, ainda que de formas diferentes, é uma característica comum à maioria das crenças religiosas que foram formadas a partir do senso do divino comum a todas as culturas). Cristo é aquele que faria não somente a vontade de Deus conhecida, mas faria o próprio Deus conhecido (Ele é a manifestação de quem Deus é) e que pagaria com a sua própria morte e ressurreição pela salvação de muitas pessoas e essas pessoas ficariam livres, porque foram justificadas, perdoadas, das penas dos seus próprios pecados. Cristo é aquele que nos reconcilia com Deus, que com o seu sangue faz a ligação entre pecadores com a santidade divina, algo que era impossível tornou-se possível e o Deus desconhecido tornou-se conhecível. O conhecimento de Deus tem a sua origem no reconhecimento de quem Cristo é e só se pode conhecer a Cristo através daquilo que a sua palavra diz sobre Ele - esse é o Novo Testamento, o registro da história de Jesus seguido pelos escritos doutrinários dos seus discípulos, os apóstolos, e esse conjunto de escritos (a Bíblia), constitui a única regra de fé e de prática para os cristãos - e esse conhecimento, o conhecimento de um caminho, é um ato de fé, mas não um ato cego de fé, mas de uma fé produzida pelo próprio Deus por atuação do seu Espírito Santo no ato milagroso de fazer com que Deus preencha nosso interior e se faça a nós conhecido. Esse é um ato regenerador que a simples proclamação de Jesus Cristo provoca nos corações de muitas das pessoas que tinham aquele senso do divino e que vêem na mensagem do Evangelho uma saciedade completa daquele vazio que somente a Graça de Deus pode preencher. Por isso a mensagem de Cristo se chama "boa nova de salvação" pois essa "salvação" significa que essa vida vivida hoje já desfruta do ser de Deus e está destinada para isso por toda a eternidade. Trata-se de um resgate.

É possível explicar Deus de forma empírica ou científica? ainda não! Seu conhecimento é ato da soberana vontade e atuação do seu Espírito em nos convencer disso ao fazer com que o seu Evangelho encontre raízes no nosso coração. Mas esse tipo de conhecimento que é exigido pelo atual cientificismo num futuro breve será obtido quando, seja pela morte ou pelo iminente fim da nossa história (sim, este mundo acabará em breve) todos nós nos depararemos com Deus (então teremos um conhecimento empírico) para recebermos dele, agora manifestado diante de nós como juiz, os desdobramentos eternos da nossa atual caminhada. E, ainda sobre a diversidade religiosa, na verdade existem apenas 2 possibilidades e uma é Cristo e a outra é resultado de diversas imaginações provocadas pela inquietude coletiva dos corações humanos e que podem se transformar em pretexto para a resistência à boa-nova de Cristo.

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Mas, se a verdade de Deus pode ser conhecida, porque existe tantas igrejas diferentes?

Sobre a diversidade religiosa (a diversidade cristã), é preciso considerar uma verdade: Cristo disse que teriam pessoas de toda tribo, língua e nação crendo no seu Evangelho (a boa-notícia da salvação, que não pertence a igrejas ou a pessoas, mas que pertence a Deus e que foi confiada aos seus discípulos, seus seguidores, sua igreja). Se prestarmos atenção no seu ensino nós entenderemos que essa mensagem foi entregue a uma diversidade de pessoas, em diversas culturas e essas culturas que são um conjunto de valores e de costumes acabam influenciando o modo como as pessoas vivem suas vidas, incluindo sua fé cristã e na forma como elas definem diversos dos seus costumes e hábitos, inclusive religiosos. 

Então, o quê eu quero dizer com isso? 


Quero dizer que a verdade inegociável da Palavra de Deus convive muito bem com diversas diferenças de práticas e de costumes em questões menores, mas não nas fundamentais a respeito da fé cristã e isso significa que a igreja de Cristo (algo muito mencionado no Novo Testamento e que foi fundado pelo próprio Jesus) é muito mais do que denominações, vai muito além da Presbiteriana, da Batista, da Assembléia, etc. A igreja de Cristo, que significa "ajuntamento dos que crêem", inclui todas as pessoas que seguem a sua Palavra, mesmo que essas pessoas façam parte de igrejas que, por serem organizações humanas, são também influenciadas por nossos costumes, pela nossa cultura e por diversas formas de filosofias humanas. Ou seja, algumas diferenças são normais mas essas diferenças em coisas menores não invalida as semelhanças nas questões que são as mais importantes, especialmente sobre a fé no filho de Deus que veio ao mundo para salvar pecadores. A fé em Cristo é central nas igrejas separadas por denominações, e por isso, na verdade, de acordo com a Bíblia, essas igrejas constituem uma única Igreja pois ajuntam um único povo debaixo da Graça de um único Senhor e Salvador.



30/06/2015

Resposta a questionamentos sobre o amor cristão e suas contradições nas práticas de muitos cristãos

Eu respondi a alguns questionamentos de um "amigo de feicibuqui" sobre o conceito de AMOR CRISTÃO e as suas contradições com as práticas e com os discursos de muitos cristãos e resolvi compartilhar minha resposta aqui.
Confira:

O amor cristão não tem nada a ver com o conceito que alguns gostariam que tivesse de complacência ou de celebração ao pecado, de universalidade, de completa e irrestrita aceitação. É exatamente o contrário disso. Consiste no fato de que, apesar de sermos pecadores, ainda assim Deus, por causa do seu amor pela sua criatura humana, nos enviou Cristo para morrer no lugar de pecadores (porque pecado é confrontar a Deus, é rebelar-se contra o seu ser ou Lei ou ainda rebelar-se contra Ele na deformação do nosso próprio ser, pois somos dotados da sua imagem e semelhança).

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." - João 3.16 (e outros)

Então o amor cristão significa resgate, salvação de um estado de queda, de autodestruição, para uma nova forma de se viver que é destinada à plenitude da Graça de Deus. E, no caso dos cristãos, praticar esse amor é servir a essa causa.

Deus é a fonte de toda vida, de todo bem e Ele é definido (pela própria Bíblia - 1 João 4. 16) como "amor". Mas Ele é justo e é Santo e essas suas características não se anulam. Não é porque Ele ama que Ele pode ser complacente com a injustiça, pelo contrário, o seu perfeito amor é parte da sua perfeita justiça e santidade.

Por hora podemos vivenciar um relativo bem-estar (até como se de Deus não precisássemos, ou ainda como se Ele não existisse...), vivemos, amamos, nos alegramos, elaboramos pensamentos, temos algum senso de justiça, etc - ainda que tais coisas sejam relativas e maculadas. Ainda desfrutamos, então, do que na teologia chamamos de "graça comum de Deus" pois mesmo vivendo mergulhados num tipo de vida marcada pelo pecado ainda assim podemos desfrutar de coisas boas que têm origem em Deus. Mas para os que atentam para a palavra de Deus o seu chamado é para o arrependimento e santificação, não para a celebração e aceitação daquilo que Deus condena. Esse é o ponto. Cristãos não são melhores, mais "bonzinhos" ou "perfeitinhos" (Efésios 2. 8). Eles também são pecadores mas a sua postura diante desse mal que marca a todos nós deve ser outra (e é essa postura que pode distinguir cristãos fiéis dos falsos). Por isso, um verdadeiro cristão (que me esforço para ser embora falhe bastante - e que não sou o único a buscar, graças a Deus) se empenham para que essa verdade sobre a salvação, essa esperança, seja conhecida e experimentada por outras pessoas. Por sabermos que somos naturalmente maus, mas alcançados pela "graça salvadora de Deus" (os atos divinos para salvar pecadores e que excedem a graça comum, que são seus atos para manter e preservar a vida neste mundo) nós somos encorajados a agir com misericórdia com quem sofre, com outros pecadores, desafiados a perdoar e a proclamar o perdão divino sempre na esperança de que o amor de Deus seja celebrado na medida em que as pessoas vencem seus próprios pecados.

Mas esse nosso estado relativo de bem-estar, onde ainda contamos com a “graça comum de Deus” (chove sobre justos e injustos...) cessará. Essa vida transitória dará lugar à definição do caminho que traçamos, seja com a morte, seja com o findar iminente da história. Se a nossa caminhada for no caminho de Cristo (o da verdade e da vida), o destino alcançado será a plenitude da sua Graça – de Deus emana toda vida e bem... então esse “Paraíso” significa desfrutar da plenitude de vida, da sua santidade. Fica fácil então entender os desdobramentos do caminho em sentido contrário da oferta divina de nos salvar. Se nossa caminhada for na perseverante negação da salvação de Cristo (e isso inclui arrependimento e santificação), segue-se que o efeito será a justa e completa separação de Deus (e de Deus procede toda vida e bem...) sobrando a essas pessoas apenas os efeitos contrários do que Deus é – e por isso a figura do “inferno” é ilustrada como fogo, ira, sofrimento, etc.

Bem, e sobre as evidências bíblicas de atrocidades, especialmente no Velho Testamento?

Um pouco de estudo bíblico responsável, e não coisas recortadas dos seus contextos, sensacionalistas desprovidas de exegese, hermenêutica, análise histórica, análise de estilos literários, etc poderiam ajudar.

Em primeiro lugar, embora tratemos a Bíblia como “um livro”, o fato é que ela é a coleção de 66 livros que foram escritos ao longo de, provavelmente, 1600 anos e por cerca de 40 autores diferentes. Então é de se esperar que ela retrate contextos bastante diferentes do nosso – como os da era do bronze, os da formação de civilizações antigas quando guerras e assassinatos eram parte das “relações internacionais”, os de formas de vida nômades em desertos, etc - com a crueza como o faz. Mas, de forma resumida, esses registros mostram uma revelação progressiva de Deus na história humana, que parte de um estado de coisas com noções éticas rudimentares (ainda não tinha se manifestado o “amor cristão” na história pois Cristo ainda não tinha nascido e são exatamente essas noções cristãs – BÍBLICAS! – que atribuem valores éticos e definem como certo ou errado diversos comportamentos humanos) e essa revelação bíblica progressiva vai caminhando na história criando uma expectativa pela manifestação do salvador, do Messias e que culmina no que a própria Bíblia chama de “plenitude dos tempos” (Gálatas 4. 4) quando Deus, em Cristo, interferiu na nossa história humana para fazer com que conheçamos quem Deus é e para que pudéssemos ser por Ele salvos.

Tudo o que coloquei aqui foi posto de forma simplificada, mas pretendo explicar o que for preciso (como puder) porque sei que assim estarei ajudando alguns a compreenderem melhor sobre Cristo, e assim estarei contribuindo com o tão mal falado “amor cristão” na expectativa de que se conheça – e experimente – o amor de Deus.


08/06/2015

Vilipêndio e Ignorância a respeito da cruz.



Que tristes e miseráveis cenas o tolo orgulho pelos pecados produzem...
Se alguns pensam que podem contestar verdades com suas encenações, opiniões, imposições e prazeres, saibam que não podem, sobre isso todos somos impotentes...
Nunca existiu um vilipêndio ou escândalo maior do que um fato incomparável e que foi realizado num ato exclusivo que não pode ser reproduzido por ninguém.
Ninguém pode tornar mais ofensivo o que foi a maior de todas as ofensas; ninguém pode tornar mais escandaloso o que foi o maior de todos os escândalos; ninguém pode tornar mais humilhante o que foi a maior de todas as humilhações; ninguém pode tornar mais dolorosa o que foi a maior de todas as dores, de todas as angústias, de todos os sofrimentos...
A angústia, a humilhação e o martírio na cruz foi algo que somente Cristo pôde sofrer verdadeiramente. E de forma eficaz.
Ainda que todas as pessoas se insurjam contra esse fato que alguns reduziram a mero símbolo do cristianismo, a cruz, e ainda que todas as pessoas do mundo se unam para tripudiar desse símbolo, toda essa tentativa, todos esses esforços somados, todo o seu vilipêndio, todos os escárnios, todas as releituras e adaptações que as pessoas possam ousar propor jamais afetarão o verdadeiro significado e os efeitos verdadeiros do que foi a morte de Cristo na cruz. Nada pode ser mais ofensivo ou repulsivo do que aquilo que Cristo suportou na maldita cruz.
No máximo as encenações dos escarnecedores afetarão a subjetividade do sentimento religioso de alguns que nutrem simpatia pela cruz. Alguns podem se sentir ofendidos ou escandalizados, mas atos humanos nunca poderão afetar a verdade que o evento na cruz significa e proporciona.
Nada se compara ao vilipêndio sofrido por Cristo, o maior dos escândalos. Se alguém pensa que pode fazer da cruz um pretexto para a subversão, um meio para uma nova mensagem ou transformá-la num espetáculo grotesco, saiba-se que toda essa tentativa é inútil... semelhante tentativa é fruto de ignorância, é perversa, mas é mera ingenuidade. Na verdade esse tipo de atitude é apenas mais uma dentre incontáveis transgressões que fizeram a cruz de Cristo um fato necessário. Nossas transgressões, quaisquer que sejam apenas justificam o fato de que Cristo tinha que morrer de forma miserável numa cruz, tal como foi.
A morte de Cristo na cruz foi o maior de todos os vilipêndios. Na cruz foi evidenciado, como num espetáculo cruel, humilhante, sanguinário e perverso o quanto as nossas perversões e iniquidades são horrendas, ofensivas e destrutivas e nela também foi evidenciado que o amor do Criador pela sua criatura humana é maior que o mal que nutrimos em nós mesmos através dos nossos pecados e que ofende a sua santidade.
Deus, por meio da cruz, mostrou o quanto nos ama apesar de sermos a Ele ofensivos e são justamente os efeitos da cruz que nos faz aceitáveis por Deus.
Na cruz o Deus que criou todas as coisas tomou uma atitude extrema para reconciliar consigo a sua amada criatura humana, que por ter sido criada à sua imagem e semelhança pôde usar da sua liberdade para transgredir, para macular-se, para deformar seu próprio ser numa descaracterização destrutiva da sua natureza que, diante do alto padrão de Deus, da sua santidade, glória e perfeição, transformaram o ser humano em algo repulsivo.
O pecado é rebelião e é maldição e a sua consequência é o banimento de Deus. Ele é a fonte de toda vida e de todo bem e o pecado nos coloca num estado de banimento da Graça que de Deus emana. Nesse estado de banimento nos resta apenas um estado de trevas na irremediável condenação à morte.
O pecado nos macula e destrói e desse mal todos somos participantes. Não existe um único inocente, um único justo. Por causa do pecado nos tornamos avessos à santidade do Criador, ao passo que sua santidade repele o mal que nutrimos em nosso ser. Nós e Ele estamos separados. Em Deus está a nossa verdadeira identificação mas nós aprendemos a ignorá-lo, a detestá-lo e na necessidade de referenciais criamos outros deuses, feitos para satisfazer às nossas perversões e necessidades (e costumamos misturar essas coisas).
Cultuamos a nós mesmos, cultuamos os nossos bens e aos nossos prazeres deformados e esse nosso distanciamento de Deus nos reduziu a formas patéticas de humanidade, somos apenas sombras disformes e detestáveis do que deveríamos ser, sabemos o que é justo e bom mas transgredimos a lei moral de Deus que está impressa nas nossas consciências. Se um dia fomos o reflexo da imagem e da semelhança do Criador, porque foi assim que Ele nos concebeu, agora somos a imagem da sua deturpação e da sua desfiguração, somos seres repulsivos, blasfêmias ambulantes e semiconscientes que agonizam diante da morte iminente e que buscam formas de se entorpecer diante da desgraça sentida.
Todos somos assim, pecadores carregados do mal que o distanciamento de Deus produz em nós, tal como cânceres, tal como feridas que nos apodrecem de dentro para fora. Mas ainda somos! ainda existimos, sobrevivemos e acreditamos, equivocadamente, que merecemos aceitação e celebrações. Queremos que nossas chagas, que nossos pecados, com os quais tentamos nos acostumar, sejam celebrados como se fossem coisas naturais, queremos que os nossos horrores sejam considerados belos, queremos acreditar que o mal que nos assola é coisa boa! Enganamos a nós mesmos quando afirmamos que nossos ideais ou razões são verdadeiros. Estamos enganados a nosso próprio respeito, damos demasiada credibilidade às nossas limitações e utopias e a nossa negligenciada corrupção nos cega e enlouquece cada vez mais. E nessa loucura e cegueira apenas perseveramos no descaminho da autodestruição, do banimento e da morte.
O pecado é o que fazemos conosco, nos maculamos, nos distanciamos do Criador e nos entregamos às consequências de uma escuridão que primeiro devasta a nossa própria alma, é expressado em nosso comportamento, destrói o nosso mundo e por fim destrói a nossa existência. Nesse nosso estado atual, destituídos da Graça de Deus, não nos importamos mais com nossa desgraça, talvez nem a percebemos e está fora do nosso alcance qualquer reparação. A morte absoluta é uma consequência inevitável.
Mas Deus nos fez à sua imagem e semelhança... contudo hoje somos a desfiguração e o vilipêndio dessa imagem, é isso que fizemos conosco mesmos.
Contudo Deus ama a sua criatura humana e nem mesmo o nosso sacrilégio e profanação puderam confrontar a realidade poderosa e imutável do seu amor por nós.
E é por isso que Deus tomou uma atitude drástica: a cruz!
Nós não podemos mudar o mal que impregnou o que somos, não podemos mudar essa torpe natureza pecadora. Não podemos nos elevar ao Altíssimo, não podemos curar nossas feridas, não podemos apagar as marcas destrutivas do pecado e não podemos arcar com as dívidas decorrentes dos nossos erros, injustiças e maldades.
Mas Deus podia...
A quebra de toda Lei tem consequências, toda alma que pecar morrerá e sem derramamento de sangue não há remissão de pecados.
Então, o Todo-Poderoso, o Insondável, o Mistério que antes nos era desconhecido e que antes havia se apresentado como o "Eu Sou", o Deus Criador do Céu e da Terra rebaixou-se à nossa semelhança. O Deus Triúno não ficou impassível diante da nossa desgraça e então, a segunda Pessoa da Trindade se retirou, ainda que por um tempo, do seu alto e sublime trono e se humilhou, se fez homem na pessoa de Cristo, o Messias, a expectativa que todas as pessoas anelam por redenção, a manifestação da salvação divina. Nasceu milagrosamente o menino Jesus da virgem Maria, o verdadeiro Filho de Deus, seu unigênito. Ele cresceu e viveu entre nós para nos ensinar a respeito das verdades de Deus. Ele nos mostrou o caminho, a verdade e a vida e, mais do que simplesmente ensinar verdades e doutrinas Ele veio ao mundo para ser o Cordeiro que foi enviado por Deus para pagar, com o seu próprio sangue pelos pecados cometidos por muitos. Jesus, o Senhor de Toda a Glória veio ao mundo com uma missão específica: para ser humilhado e para MORRER pelos pecadores para livrá-los da maldição do pecado, assumindo Ele mesmo as culpas de outras pessoas diante da justiça de Deus, tomando sobre si os efeitos da nossas maldades, das nossas perversões, da nossa desgraça. Em Cristo a Justiça de Deus foi satisfeita, as penas que cabiam ao seu povo foram pagas com o derramamento do seu sangue. Em Cristo toda a impiedade dos homens foi confrontada, toda perversidade vencida. Ele foi moído pelas nossas transgressões e transpassado pelos nossos pecados. Todos nós o ferimos, todos nós escarnecemos dele, todos jogamos sobre Ele o nosso ódio e desprezo, todo vilipêndio e maldade foi jogada sobre seus ombros, esbofeteamos sua face com nossa ira, cuspimos nele todas as nossas perversões, o esmagamos com nosso desamor e incredulidade, zombamos dele com nossa idolatria, ferimos Ele e o fizemos sangrar até a morte com todo o mal que faz parte da nossa natureza pecaminosa e Deus aceitou a oferta, o sacrifício perfeito e o holocausto definitivo onde um justo pagou pelas penas de muitos para que muitos injustos pudessem ser justificados, pudessem ser perdoados, redimidos, santificados, recebidos como filhos adotados por Deus com todas as honrarias que pertenciam somente ao seu Unigênito.
Podemos aumentar o vilipêndio sofrido por Cristo com nossos atos tolos de insurgência ou de idealismo?
Não! Ele já foi esmagado por nós, por causa dos nossos atos, por causa do nosso pecado.
Mas esse não é o final da história.
O Rei dos reis e Senhor dos senhores morreu na cruz por amor aos pecadores, gente que o detestava, que não o compreendia e que não o conhecia. Mas Jesus Cristo é Deus, é Santo e é Todo-Poderoso, a morte não podia detê-lo e também a morte foi por Ele vencida, assim como o pecado, com a sua ressurreição. Hoje, Cristo vive e reina no seu trono celestial, Ele é soberano sobre todas as coisas e a nossa atual história é apenas uma página transitória que logo será virada pelo Senhor da história. Muitos irão para o seu Reino enquanto que muitos outros simplesmente perseverarão no seu descaminho de perdição e trevas rumo a completo banimento de Deus, o inferno.
Por isso, diante do evento da cruz de Cristo, cabe a nós apenas nos arrependermos dos nossos pecados, não celebrá-los, e seguirmos ao Senhor da vida no seu caminho verdadeiro da verdadeira dignidade humana: A SALVAÇÃO através da fé em Cristo.
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna."
João 3: 16
"De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,
Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus,
Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;
E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.
Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;
Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,
E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai."
Filipenses 2:5-11

19/02/2015

Igreja

A igreja não é um lugar onde você vai procurar ajuda para vencer na vida em conformidade com as regras e ambições desse mundo.

Não é um recurso terapêutico para que as pessoas lidem com suas lutas, frustrações e desejos.

Não é um clube onde as pessoas se encontram, algumas amigáveis e outras não, para praticarem um estranho entretenimento dominical, reafirmarem algumas regras morais e manter viva uma instituição que para muita gente soa retrógrada.

A igreja também não é um amontoado de instituições falíveis e desarmoniosas cujas lideranças são capazes de manipular, de forma criminosa, outras pessoas para alcançarem riqueza e os mais torpes benefícios.

A igreja não é o que se vê em programas de TV, em noticiários de escândalos. Esses agentes de escândalos são apenas caricaturas disformes, são empreendimentos de usurpadores, de hereges e apóstatas. Essas são apenas cópias imprecisas e deformadas que apenas usurpam os nomes igreja e Cristo, mas de forma indevida e sem nenhuma propriedade.

A igreja também não é uma organização que pode ser destruída pelos homens ou vilipendiada pela impiedade deles. O que pode ser destruído é apenas a matéria, nunca a essência; é o que se vê neste mundo efêmero, nunca a verdade. A impiedade pode matar o corpo, derrubar paredes e destruir livros, mas não pode destruir a eternidade em glória para a qual todo crente está destinado da mesma forma como não pode impedir que o juízo certo se imponha sobre toda forma de impiedade, sobre seus cruéis perseguidores.

A igreja é uma criação do próprio Deus, ela foi edificada pelo próprio Cristo. É o ajuntamento das pessoas que foram alcançadas pela Graça de Deus (um privilégio) e que recebem o dom da fé para conhecerem e seguirem a Cristo, o Senhor e Salvador, de quem recebem, no exercício da fé dos seus congregados, a profundidade das riquezas, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus - o mistério almejado e totalmente oculto aos homens, mas que foi perfeitamente revelado na pessoa de Jesus Cristo e que é reconhecido no ministério da sua amada igreja.

A impiedade nunca poderá se impor sobre a igreja por causa da Graça que é irradiada nos valores que seus congregados buscam, vivem e apregoam.

Não há outro lugar onde se ensine sobre perdão como na igreja e isso confere valor e dignidade às pessoas na sempre verdadeira possibilidade de restauração, de esperança e de recomeço - isso porque todo cristão é plenamente perdoado por Cristo devido ao alto preço pago por eles com a sua própria morte na cruz.

Não há outro lugar onde se trabalhe a esperança, a fé e o amor como na comunhão dos cristãos e essas virtudes nos satisfazem a alma, verdades que todo anseio humano sempre almejou e que não podem ser alcançadas senão no ministério cristão porque é ali que Cristo se revela. Na igreja, enfim, esses anseios são alcançáveis de forma plena.

Não há quem ame e compreenda tão bem sobre o valor da vida e que procure com tanto empenho servir a este dom dado por Deus como a igreja como um reflexo e continuação do amor de Cristo pelas pessoas. A igreja é a continuadora do trabalho do próprio Cristo de amar as pessoas e de proclamar o seu Reino e a sua Justiça.

Por isso, diante do ministério de igreja, que é de Cristo, cabe às pessoas apenas as opções de renderem-se ao Senhor que sustenta a vida da igreja ou rebelar-se de forma consciente e maligna à sua oferta de amor e de vida em abundância.

Apregoar a salvação e trabalhar por ela é a função da igreja, assim como desfrutar do ser de Deus, conhecendo-o por meio da sua auto-revelação. Esse conhecimento nos leva às reações virtuosas desejadas por Deus em nós:

- o arrependimento, o desejo interno por mudança na forma como se vive, agora repudiando o pecado e almejando a santidade divina;

- a adoração, que é deparar-se com a santidade de Deus e apreciá-la com o coração (um novo coração) cheio de paz, de alegria e de gratidão por causa do tão grande privilégio de poder contemplar o ser de Deus, desfrutar da sua graciosa presença, confiar em seu poder e conhecer a sua vontade;

- a comunhão, a pática do amor e do serviço que nos fazem ter um profundo sentido de significado, de propósito e de destino.


Igreja não é apenas um lugar onde alguns de nós vamos. 
Também não é um prédio, nem uma instituição religiosa.
Igreja é a comunhão das pessoas que amam a Deus! 
E em consequência disso, essas pessoas amam também as outras pessoas, e isso em conformidade com a vontade de Deus que Ele mesmo revelou à nós (a Bíblia).
Igreja é a comunidade daqueles que seguem a Cristo e que juntam seus esforços para que o amor transformador de Deus seja experimentado e conhecido por todos.


04/02/2015

AUTORIDADES INDIGNAS DEVEM SER RESISTIDAS.

Corrupção, uma ideia doentia de que se é uma prioridade, de que regras sociais devem ser negligenciadas para seu próprio bem, um conceito patético de que se tem um "rei na barriga", a síndrome da "otoridade", a "lei do jeitinho" (e que os outros se danem) - um mal endêmico que está presente da base ao topo da nossa doente e miserável sociedade.
A maioria de nós é tão corrupta quanto os boçais que foram por nós colocados no poder. A diferença é que eles estão no poder (e representam os valores que temos - da maioria, isso é "democracia") enquanto que nós temos que nos contentar com nossas torpes fraudes, mentiras, vantagens e golpes de cada dia.
Se você que paga guardas para se livrar de uma multa de trânsito fosse o presidente da Petrobrás, provavelmente as coisas por lá não seriam muito diferentes da vergonha que temos visto. Se você tem o hábito de furar filas, não seria difícil esse "inocente" hábito evoluir para coisas maiores como, por exemplo, participar de uma licitação fraudando as regras ou, como deputado, aceitar uma "comissãozinha inocente" para agilizar algum negócio. Ou ainda, como presidente da República (já pensou?), mexer os pauzinhos para facilitar as coisas para a sua "cumpanheirada" e enriquecer toda a sua parentela às custas do povo, afinal, que mal há nisso, não é mesmo? Quem não quer prosperar, ficar rico, resolver seus problemas sem fila e sem burocracia? Ninguém precisa saber e todo mundo faz esse tipo de coisa mesmo. Não precisamos ser idealistas, mas realistas. Acomode-se...
Até em muitas igrejas por aí as "otoridades de deus" saem prometendo às pessoas (mentem) a felicidade e a riqueza desde que assumam um compromisso de "fé" e paguem suas "taxas" fielmente (um estelionato desprezível). Outros tantos praticam uma outra forma de corrupção, mais disfarçada, quando usam de tráfico de influência para garantirem seus postos de influência e liderança em jogos do poder, de cargos e de benefícios com cartas marcadas onde se usa de bajulação e de descarado nepotismo. A prática de trazer pessoas dos seus currais para garantirem que a coisa seja mantida de um jeito que sua "cumpanheirada" tenha garantido um lugar de sombra e água fresca é um mal comum e lamentável que imprime um mau costume onde deveria-se trabalhar com virtude e com ética... "Ah, danem-se esses valores! Eles são indicados para discursos, não para práticas..." - embora essa expressão não seja dita ela é reiteradamente praticada...
Tudo isso precisa mudar. Arrependimento (mudança de conduta) e punição aos corruptos são necessidades urgentes! Se estamos experimentando tempos de progressiva calamidade moral e social, esse caminho por onde estamos caminhando e a maneira como estamos lidando com as coisas precisam ser revistos, seja na política, na vida comum, no trabalho e até na igreja.
"E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus." (Romanos 12:2)
"SÃO SÓ CINCO MINUTINHOS"
Uma viatura da CET foi flagrada pelo ouvinte Daniel Aveiro estacionada em uma vaga para pessoas com deficiência em uma agência bancária na rua Gentil de Moura, na zona sul da cidade.

30/10/2014

A infeliz alienação doutrináia de muitos cristãos


Uma das piores coisas que muitos fazem - a pretexto de estarem servindo à fé cristã - é a doutrinação da alienação e da segregação - um ensino recorrente derivado de uma interpretação mal-feita e muito ruim das doutrinas do Corpo de Cristo e da santificação.

Para muitos líderes cristãos, equivocados nessa questão, os crentes devem tratar como coisa de somenos muitas das questões da vida em sociedade - como a política ou as ações sociais - e focar seus esforços nos programas das igrejas porque assim estariam praticando a "verdadeira" comunhão cristã, estariam servindo a Deus e crescendo em estatura espiritual.

Embora a vida comunitária cristã seja importante (e bíblica) esse modo comunitário de viver nada tem a ver com segregação. Pelo contrário! A igreja é um meio de adoração a Deus e de preparação dos crentes para a missão cristã no mundo. A ideia de segregação é um gravíssimo erro, pois muito mais do que simplesmente nos reunirmos para cantarmos, confraternizarmos e ouvirmos palestras e sermões, a redenção alcançada por alto preço exige que os redimidos assumam um papel desafiador como transformadores da sociedade.

A verdade de Cristo que salvou os crentes deve ser propagada a fim de que toda a sociedade seja por essa verdade iluminada. Por isso Cristo chama os seus discípulos de luz do mundo e de sal da terra. É misturando-se ao mundo ao derredor que está a nossa verdadeira missão, não na segregação de uma vida estritamente comunitária nas igrejas - e quão frágil e superficial tem sido essa vida comunitária, cada vez mais dependente de programas e de entretenimentos... e quão miserável seria a redenção se Cristo tivesse morrido pelos eleitos apenas para congregá-los em programas religiosos...

Somente assumindo esse papel que vai além dos programas religiosos é que a Graça de Deus (seja ela a comum ou a salvadora) alcançará as diversas áreas da vida. Anunciar o Evangelho é muito mais do que simplesmente praticar o proselitismo religioso (trazer pessoas para a - minha - igreja), anunciar Cristo é propagar a redenção, suas obras, sua justiça, sua compaixão, seu socorro aos que sofrem, seu amor e bondade, seu iminente juízo... uma verdade poderosa para transformar todas as estruturas da vida, verdade essa que pertence a Deus mas que foi confiada pelo próprio Cristo aos crentes, sua igreja.

Somente assumindo esse papel exclusivamente cristão (uma responsabilidade e um privilégio) é que poderá existir socorro piedoso aos que sofrem, somente assim haverá possibilidade de justiça, somente assim haveria a correta formulação dos valores necessários à vida de forma honrada, à felicidade e à paz. Então, apesar de os cristãos representarem um grande percentual da população (mundial ou brasileira) e ainda assim estarmos caminhando de mal a pior, numa crescente desmoralização humana, segue-se que os cristãos estão guardando o luzeiro recebido num caixote, estão vivendo em demasiada indolência e têm negligenciado a sua missão. E grande parte da culpa dessa omissão está (além da frouxidão da fé pessoal), justamente, na maléfica doutrina da alienação e da segregação...