06/08/2017

Paganismo cultural e redenção da cultura como cumprimento do mandato cultural

Você sabia que o termo "hermenêutica" é derivado do nome do deus grego Hermes, que no panteão grego era o mensageiro e por isso era cultuado como o deus das estradas e das viagens, o patrono dos eloquentes, dos diplomatas e dos ladrões e que, apesar da sua origem notadamente pagã, os teólogos, pregadores e seminários não se constrangem em adotar sua nomenclatura para nomear uma ciência para os estudos da Bíblia?


Você sabia que o termo grego "Logos" foi cunhado pela filosofia grega para tentar explicar a criação do universo dentro da sua cosmovisão pagã e politeísta e que posteriormente esse termo foi absorvido no Novo Testamento, especialmente pelo Evangelista e Apóstolo João, para explicar quem é Jesus?


"No princípio era o Verbo (Logos), e o Verbo (Logos) estava com Deus, 
e o Verbo (Logos) era Deus."  (João 1, 1)

Você sabia que as festas antigas descritas no Antigo Testamento, como a de Pentecostes, eram celebrações praticadas também por outros povos contemporâneos à Israel (mas com outros nomes) bem antes da regulação da Lei de Moisés e que estavam relacionadas com as épocas do ano e com suas colheitas?


A festa de Pentecostes no Antigo Testamento:


Você sabia que a marca esportiva "Nike" é uma referência à deusa grega Nike (ou Nice) e que o seu logotipo é uma estilização da asa dessa deusa alada e que apesar disso 100% dos crentes que possuem um tênis dessa marca não se sentem minimamente constrangidos de usar um nome pagão em seus pés?



Você percebeu que apesar de a igreja de Corinto ser bastante influenciada por uma cultura plural, pagã e repreensível, inclusive na forma como cultuavam a Deus, adotando práticas que não faziam parte da prática cristã, ainda assim o Apóstolo Paulo chamou aquelas pessoas de "meus irmãos" e em lugar de desqualificá-las por causa das suas práticas claramente sincréticas e repreensíveis, Paulo os corrigiu sem desconsiderá-los como cristãos?


“Paulo (chamado apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus), e o irmão Sóstenes,
À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo o lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso: Graça e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.”

(1 Coríntios 1:1-3)

Você sabia que os filmes e gibis que nos entretêm têm forte influência de paganismo visto em idealizações de homens e mulheres endeusados como os personagens Thor (um deus nórdico cultuado no passado), Hércules (um semideus grego), Gandalf (um bruxo), Super-Homem (um "tipo" de Messias), Mulher-Maravilha (uma semideusa) etc




Você sabia que todo o mundo e as diversas culturas humanas estão naturalmente mergulhadas nas trevas do desconhecimento de Deus por causa da perversidade e obscuridade do pecado e que por isso tudo o que a humanidade criou antes de receber a luz do Evangelho, e que herdamos em culturas que foram formadas ao longo de milênios, é fruto do paganismo?

Você sabia que nós cristãos estamos no mundo, mas não pertencemos mais a este mundo (João 17) e que não fomos chamados pelo Senhor para vivermos à parte deste mundo enquanto aqui estivermos, como que em bolhas cristãs, isolados, mas em vez disso fomos chamados para ser "sal da terra e luz do mundo" (Mateus 5: 13, 14), misturando-nos ao mundo e iluminando-o com a Graça do Evangelho que nos foi dada, dando também novos significados a culturas estabelecidas, redimindo também os símbolos, os significados, as artes, os costumes, os ritmos, a diversidade de cores e mesmo a diversidade de crenças (como Paulo nos mostrou no Areópago - Atos 17: 16 - 32) - como fizeram com os termos logos, hermenêutica, com as festas pagãs antigas (ou as atuais) e redirecionar todas as coisas para o seu propósito maior: a Glória de Cristo.

Não meu caro, não fomos proibidos de tocar as coisas, de comer o que os outros comem, de celebrar... (Colossenses 2: 16 - 23), pelo contrário, fomos convocados a dizer que na verdade tudo deve ter um significado pleno por meio da redenção (inclusive da cultura - no Céu haverá diversidade dela! - Apocalipse 7: 9), fazendo tudo para a Glória de Deus - 1 Coríntios 10: 31.

11/07/2017

Artes no culto


A fraqueza de muitas igrejas e o seu distanciamento da ortodoxia cristã é visto, entre muitas outras coisas, também nas inovações e modismos adotados em seus cultos. As expressões artísticas humanas tem sido adotadas em variado grau por diversas igrejas (algumas mais outras menos) para agradar seus frequentadores garantindo-lhes um tipo de culto que lhes seja mais palatável. Danças litúrgicas, louvores empolgantes, adoração extravagante, shows da fé, teatros e encenações no culto, preletores especializados em técnicas de comunicação e de marketing, pinturas artísticas realizadas durante as pregações, cenários artísticos, multimídias no culto...

É fácil identificar e condenar exageros, como danças litúrgicas e reproduções profanas de arcas da aliança, querubins e levitas do Antigo Testamento - coisas completamente descabidas para as Igrejas. Mas o problema também acontece, em menor grau mas ainda assim com gravidade, em igrejas que se apresentam com uma roupagem cool e suas atividades são embaladas por acordes de guitarra, artistas de palco, intelectuais palestrantes, efeitos de luzes e sons, closes fotográficos, registros experimentais às vezes intimistas, outras desconstrutivistas e impessoais. Marketing, moda, movimento, técnica, plástico. Coisas que confundem, que fazem pensar que a missão está sendo cumprida, quando na verdade está sendo substituída por entretenimento ou por comércio.

A espiritualidade rendida à era industrial, pragmática, envolvente, hipnotizante. Um comércio terapêutico, um refúgio para quem quer desestressar das pressões diárias, o trago de algum alucinógeno entorpecente. A comunhão do cada um na sua, das relativizações, das experimentações guiadas pelas verdades que cada um escolhe pra si. A liberdade de ser o que quiser sob uma ideia de que se vive na segurança de um grande protetor emotivo que se satisfaz com canções que se confundem com mantras. Hipnose, histeria e irresponsabilidade. Mentiras.

Podemos nos enganar com as artificialidades que nos fazem sentir bem, mas o sentir-se bem não é parâmetro para a segurança, para a verdade, para a fé no Deus que nunca tolerará falsificações e que não divide a sua glória com ninguém. Para a verdade ser evidente, com suas curas, é necessário passar pelas confrontações e retirar as muitas confusões, distrações e mentiras com as quais aprendemos a conviver e que satisfazem o auto-engano das nossas ilusões.

A verdadeira missão cristã é a proclamação da verdade que exige arrependimentos. É o consequente apontamento para o Redentor para quem se percebe em trevas, perdido. É partilhar uma fé demonstrada na compaixão pelas pessoas. A verdadeira missão é necessariamente pessoal, sacrificial e multiplicadora e ela nunca precisará de holofotes ou de artificialidades para ser praticada.


Estudei arte, arte é o meu trabalho e entendo o seu valor - e por isso seria do meu interesse pessoal defender o uso de artes nos cultos cristãos, mas eu sei que na liturgia cristã não há espaço para qualquer beleza que mãos caídas possam produzir para reverenciar ou proclamar a beleza da santidade de Deus. Qualquer coisa que façamos será não apenas patético, como também ofensivo pois rivalizará com a sublimidade da Glória que é somente de Deus. Diante dEle todos devemos, prostrados, nos calar e devemos fazer uso somente dos atos simples e eficazes que foram pelo próprio Senhor ordenados.

Que retomemos o princípio de culto cristão formado por oração, pregação e louvor. Nossos cultos devem ser centralizados na exposição cristocêntrica das Escrituras por meio de pregações expositivas (que Deus fale e nós nos calemos), nossos louvores devem ser atos de adoração quebrantada e contemplativa (ao Deus que se revela pelo seu Filho, pela sua Palavra) e nossas orações precisam ser feitas em conformidade com a vontade revelada do Senhor (em submissão às Escrituras). Eis o culto, algo simples mas sublime que deve ser dirigido a Deus e não às pessoas!

23/05/2017

Cracolândia



Eu conheci a cracolândia de perto em julho de 2011. Foi uma das experiências mais terríveis da minha vida.

Na ocasião eu participei de uma ação junto às missões evangélicas que atuam na região. Naquela noite, em grupos, os missionários, e eu entre eles, percorremos os quarteirões da região ocupada pela cracolândia para anunciar a uma multidão de pessoas completamente destruídas que a sopa estava sendo servida nas instalações de uma das missões. O trabalho dessas missões já era conhecido por aquelas pessoas, sua caridade era a fonte de alimento e de um pouco de dignidade humana e por isso podíamos andar livremente entre aquela massa de vultos humanos sem ameaças. Eles respeitavam o trabalho dos crentes das missões da região, que, de acordo com as regras, consistia em orar pelas pessoas sem se intrometerem ou interferirem nos "negócios locais" e oferecer alimento, banho e roupas para os necessitados e usar essas caridades como meios para atraí-los para ouvir o Evangelho, a palavra de esperança para um recomeço de vida, que inclui enviar interessados para clínicas de recuperação. Os missionários sabiam que o trabalho era árduo, que poucas pessoas eram alcançadas, entre 100 acolhidos talvez apenas 2 ou 3 seriam restaurados, mas o trabalho tinha que perseverar, afinal quem ganha uma vida ganha o mundo inteiro.

Mas estar no meio da cracolândia presenciando a movimentação de centenas de trapos humanos que perambulavam feito zumbis se drogando diante dos nossos olhos em meio a muito lixo, gente apodrecida aos montes, homens, mulheres, jovens, crianças e velhos completamente desumanizados se rastejando e alucinados, fazendo qualquer coisa para ter a droga e assim permanecer sob o seu efeito me atormentou profundamente. Meu sentimento de impotência e de indignação se agravaram quando adentramos numa construção em ruínas com muitos "moradores" e, lá dentro, num dos cômodos imundos, fedorento, colchão de espuma descoberto, todo sujo e revirado, um casal e suas duas filhinhas de uns 4, 6 anos, seminuas, passou a puxar alguns cânticos, louvores cristãos desses que cantamos nas igrejas. A alegria daquela família com a nossa visita provocou um começo de comoção entre o nosso grupo e aquela mulher e o seu marido oraram conosco, naquele estado, com suas filhinhas (que faziam eu pensar nos meus filhos) e terminada a oração os deixamos ali, seguimos nossa caminhada, ainda tínhamos trabalho pela frente mas eu estava absolutamente transtornado, tomado por terror e por desespero... Como pode um casal entoar cânticos ao Todo-Poderoso naquele estado e a situação deplorável ser continuada? Eu não conseguia olhar para aquelas meninas, verdadeiras vítimas, enquanto, enojado, ouvia os missionários confraternizando com o terror. Os meus pensamentos eram ocupados por imaginações terríveis, considerando o ambiente o que será que era feito com aquelas menininhas? Seriam parte do comércio? O terror e não a esperança tomaram conta de mim e a caminhada, dali para frente, virou uma perturbação insuportável, pois conheci a degradação humana num estágio ultrajante que também expôs tanto a impotência como a hipocrisia inclusive de quem, como eu, tentava fazer algum bem.

Diante da constatação de impotência perante a monstruosidade que vi, eu entendi que mais do que caridade aquela gente necessitava de ações do poder público, aquela situação tinha que ser enfrentada. A cracolândia era um tipo monstruoso de Estado paralelo, com suas leis próprias e o vício de desumanizados era um motor que alimentava um sistema, uma bola de neve, um câncer social sustentado por diversos crimes que aconteciam livremente sob uma caridade constantemente humilhada pela impotência e que se transformou em participante nos negócios. A caridade não tinha como ser suficiente para lidar com o problema dali, o resgate da dignidade humana teria que incluir quem tem força, dada por Deus, para fazer com que o câncer seja extirpado. As pessoas que se entregaram a esse modo deplorável de vida abriram mão da sua consciência, do seu juízo e de qualquer possibilidade de auto-gestão para entregarem-se ao contínuo efeito das drogas e à autodestruição. Acreditar que o oferecimento de algum acolhimento seja suficiente para recobrar a dignidade de quem é capaz de prostituir suas próprias filhas em troco de pedras de crack, mesmo a despeito de esses pais terem consciência da mais maravilhosa das verdades, é muito mais do que ingenuidade, é uma conivência maléfica e uma estupidez perversa que não deve ser admitida.

Sim, a cracolândia precisa ser enfrentada, desmontada. Seus articuladores devem ser penalizados. Não existe uma comunidade local na cracolândia e quem defende qualquer ideia semelhante a essa mentira é um idiota mal-intencionado, é defensor de um absurdo perverso e é um pervertido também. A intervenção à força é uma necessidade humanitária nesse caso e as verdadeiras missões cristãs que antes atuavam nas sombras agora terão que trabalhar junto ao governo e a outras organizações humanitárias e de saúde para tentarem reestabelecer a humanidade das pessoas que se entregaram a esse modo miserável e degradante de vida num trabalho que continuará árduo e necessário.


Foto tirada em 31/07/2011 - noite em que estive na cracolândia

SOBRE O ZELO RELIGIOSO


Os capítulos 24 e 25 do Evangelho de Mateus registram explicações, profecias e parábolas ditas por Jesus acerca dos sinais que antecedem a sua segunda vinda e de como devem se portar os cristãos durante esse tempo.
Ali estão registradas:
1) a queda de Jerusalém e a diáspora dos judeus;
2) a manifestação crescente de falsos ensinos sobre a fé, inclusive com prodígios miraculosos da mentira, a aparição de falsos Messias e de muitos falsos profetas;
3) a ocorrência progressiva de guerras, de disputas entre nações, de fomes, de doenças e de calamidades naturais;
4) a perseguição contínua e crescente aos cristãos com a apostasia de muitos deles e,
5) apesar de a pregação do Evangelho alcançar o mundo todo, ela será confrontada pelo aumento do esfriamento do amor.


Portanto os cristãos são inúteis aos propósitos de Cristo quando se isolam a pretexto de auto-preservação, e pelo contrário, são realmente úteis ao Senhor quando utilizam tudo o que do Senhor receberam para o servirem neste mundo, expondo-se a riscos, a perseguições mas realmente fazendo manifestada a Graça do Senhor no mundo exterior às paredes das igrejas.

Estes são os sinais da volta de Jesus, que ocorrerá em data desconhecida, mas que será vista por todos como um relâmpago que se mostra desde o ocidente até o oriente, uma calamidade que porá fim a este mundo e que submeterá ao Juízo divino todos os que resistiram à oferta do Evangelho.

Diante de tudo isso, os cristãos devem estar atentos aos sinais que já são evidentes. Mas como?

Sobre isso o Senhor Jesus contou 2 parábolas (capítulo 25), onde Ele fala da responsabilidade no cuidado da vida espiritual e também da necessidade de multiplicar os seus talentos que a nós foram confiados. Os cristãos vigiam simplesmente servindo ao Reino que em breve será imposto sobre todos nós antes que ele seja estabelecido, agindo neste mundo condenado como cidadãos do Reino de Deus e da sua Justiça, como cidadãos do Céu mesmo estando na Terra.

Um detalhe interessante está na descrição de um dos servos do capítulo 25, o que recebeu 1 talento e o enterrou por zelo, para não perdê-lo porque sabia que seu Senhor era exigente. Ele pensou estar fazendo um bem ao tentar proteger o que tinha, mas na verdade o que ele fez foi mal, uma evidência de falta de fé que resultou na sua condenação por rebelar-se contra o verdadeiro propósito da Graça de Deus que é de multiplicar-se neste mundo através do trabalho feito por aqueles a quem ela foi confiada.

Portanto os cristãos são inúteis aos propósitos de Cristo quando se isolam a pretexto de auto-preservação, e pelo contrário, são realmente úteis ao Senhor quando utilizam tudo o que do Senhor receberam para o servirem neste mundo, expondo-se a riscos, a perseguições mas realmente fazendo manifestada a Graça do Senhor no mundo exterior às paredes das igrejas.

16/05/2017

O duplo dano da Teologia Liberal


A TEOLOGIA LIBERAL é uma inimiga da fé cristã que milita em duas áreas, ela tanto enfraquece (a igreja) como fortalece (seus inimigos).

A teologia liberal - se é que podemos chamar esse exercício especulativo humanista e desconstrutivista de teologia verdadeira - vem causando desde o fim do século XIX um dano profundo nas convicções de incontáveis pessoas. Ela desgraçou e matou muitíssimas igrejas e tem lançado sociedades que até então eram consideradas cristãs ao vazio do pós-cristianismo - um mal que ocorre em quase toda a Europa e que avança nos Estados Unidos e que, diante do vazio de valores absolutos, tem se tornado cada vez mais em campos férteis para a proliferação de idolatrias e misticismos bem como de qualquer crendice. 

Essa forma destituída de Deus de se fazer teologia superestimou o otimismo no ser humano e impôs o método científico à teologia como se as lacunas na história antiga e os fenômenos sobrenaturais pudessem ser dominados pela especulação presunçosa das pessoas. Assim, a fé deu lugar à especulação e à presunção do racionalismo, como se nossa racionalidade fosse apta para dominar absolutos a partir da nossa finitude, como se da nossa pequenez pudéssemos tratar o Altíssimo como um igual a nós - ou como um ente inferior e inventado pelas imaginações assombrosas de místicos antigos - e, baseados nesses pressupostos perversos esse método baniu das academias teológicas muitos dos fundamentos da fé porque não podem ser explicados pelos nossos métodos científicos, tais como a libertação de Israel do Egito através de milagres, o nascimento virginal do Senhor ou a ressurreição dos mortos.

Banindo o aspecto sobrenatural do pensamento cristão o que sobra não pode ser chamado de fé, sobra apenas um tipo de filosofia, sobram somente princípios morais que não são capazes de provocar em nós as exigências centrais da Palavra de Deus, porque "se Cristo não ressuscitou, vã é a nossa fé" (1 Coríntios capítulo 15, verso 14).

Assim, a teologia liberal com o seu método histórico-crítico, parte da dúvida e da desconfiança dos textos sagrados para tentar procurar uma "verdade" que está por trás do que está escrito, como se o que está escrito não fosse confiável simplesmente porque estão incluídos fatos que não podem ser reproduzidos num laboratório. Assim, a racionalidade orgulhosa, aquela que se impõe arrogantemente como se houvessem mentiras nas verdades de Deus, ousa desqualificar o poder do Deus que se revela a partir das Escrituras ("Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego." - Romanos capítulo 1, verso 16), resistindo afrontosamente também à sua Graça.

Ao mesmo tempo em que a teologia liberal cultiva a presunção humana para enfraquecer o cristianismo estabelecido em muitos lugares do mundo ela também tem servido de argumento para fortalecer os inimigos da fé cristã, principalmente dos apologistas islâmicos que se utilizam dessa "teologia" produzida por estudiosos "cristãos" (leia-se falsos) para atacar e desqualificar os fundamentos da fé cristã.

O método histórico-crítico dos liberais tem sido largamente adotado por muçulmanos para desqualificar a Bíblia. Eles se empenham para, a partir da teologia liberal, tentar convencer incautos que os Evangelhos são forjados, que o Apóstolo Paulo e consequentemente os seus escritos doutrinários são ilegítimos e que a história antiga de Israel foi manipulada. A partir do método dos liberais os muçulmanos encontraram bases para propagarem por aí que a Bíblia é mentirosa visando com isso conseguirem novos adeptos à sua fé. Mas eles não são suficientemente honestos para aplicar ao seu livro sagrado (Corão) o mesmo método histórico-crítico que usam presunçosamente para a Bíblia. O problema é que, via de regra, as pessoas (leigas e sugestionáveis) que ouvem um pregador religioso, qualquer que seja, o tem como autoridade no assunto que fala (principalmente se ele for carismático) - ainda que ele esteja falando mentiras descaradas, e é exatamente isso o que fazem os propagadores da mentira islâmica desde o dia em que um suposto profeta teria recebido a "revelação completa" de um anjo luminoso - ignorando, convenientemente a advertência do Apóstolo Paulo, mas sem ter poder para ignorar a maldição que está no final da sentença: "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema." (Gálatas, capítulo 1, verso 8)

Vê-se, portanto que os teólogos liberais fomentaram descrenças entre a cristandade sobre a sua própria fé e, ao mesmo tempo, têm dado munição aos inimigos da fé em Cristo para combatê-la - provas cabais de o quanto esse trabalho é maléfico e diabólico.


18/04/2017

Que tipo de SABEDORIA é exaltada através do sábio rei Salomão?



Que tipo de SABEDORIA é exaltada através do sábio rei Salomão?


A sabedoria que Salomão tinha teve início no temor a Deus (Provérbios 9: 10), e levou a ele e ao seu reino Israel à prosperidade. Mas no final da vida Salomão se perdeu numa inaceitável decadência espiritual, tornando-se idólatra por influência do excesso de esposas e de concubinas que tinha como resultado das suas políticas (1 Reis 11) - casamentos de reis e de nobres eram parte de acordos políticos na antiguidade, por meio de casamentos reinos estabeleciam acordos de paz.

Salomão era sábio, mas o tipo de sabedoria que ele tinha está mais para a de um exímio estadista, um grande diplomata, um líder que precisa saber fazer política, que faz concessões e acordos, que sabe agradar a todos, que adota o politicamente correto, que une diferentes tradições com paz e harmonia entre diferentes culturas e crenças e que chega ao ponto de estabelecer a idolatria em seu país, lado a lado com a santa religião do Senhor. 

Sim, do ponto de vista humano essa capacidade de unir e de construir pode ser tratada como virtude, uma grande sabedoria. Um estadista que agir assim, construindo pontes entre culturas diferentes e costurando a união entre costumes diferentes certamente seria um promotor da paz e da prosperidade sob sua administração.

Esse é o tipo de sabedoria que é esperada dos líderes políticos, dos estadistas, dos administradores públicos. Uma sabedoria que nasce de princípios divinos, do temor do Senhor de onde procedem as nossas noções de justiça, de humanidade, de liberdade e de bem. É da Lei do Senhor que tiramos nossas noções de direitos humanos. Mas os governos lidam com a diversidade de culturas, de costumes, de crenças e, apesar desses líderes serem instrumentos de Deus para a condução da história (Romanos 13) eles servem aos reinos dos homens e não ao Reino de Deus. Então a sabedoria que eles podem ter pode ser elevada mas nunca será completa, ela tem apenas início no temor do Senhor mas não avança nesse temor, ignorando aspectos fundamentais das verdades de Deus como a necessidade de se lidar com o problema do pecado humano e da devoção cultual ao único Deus que se revelou a nós por meio de Cristo.

Diferentemente da sabedoria diplomática que tem apenas o seu princípio no temor do Senhor, o Evangelho, que é a sabedoria de Deus revelada em sua plenitude (1 Coríntios 1: 21; 3: 19) não lida diplomaticamente com o mundo ou com os seus valores. O Evangelho aponta para Cristo como Messias, Salvador e Senhor e apregoa a vinda do Reino de Deus em contraste com a condenação deste mundo. Ele não negocia os seus valores com um mundo submerso no pecado - pelo contrário declara a necessidade de arrependimento e de perdão - e exige que as pessoas se coloquem no seu lugar correto diante do Deus Santo e Criador. Por tudo isso, o mundo repudia a plenitude da sabedoria de Deus revelada no Evangelho de Cristo (João 17: 14 - 18; 1 João 2: 15). Os fatos de Cristo ter sido crucificado e de os cristãos da igreja primitiva terem sido, em grande parte, martirizados por causa das verdades de Deus que pregavam apenas evidenciam o conflito, o contraste irremediável entre os valores deste mundo com os valores do Reino de Cristo. 

Por isso, política e religião são irremediavelmente distintas (não existe e nunca existirá uma bancada verdadeiramente "evangélica"). O Estado deve ser laico e a Igreja não deve se intrometer em política.

A sabedoria que Salomão possuía não era "evangélica", ele não consta na galeria da fé de Hebreus 11 e não é, portanto, um exemplo de fé para os cristãos. Mas ele certamente era um sábio estadista, um diplomático, alguém que nos dias atuais poderia muito bem ser enquadrado como um humanista, um liberal, um grande pensador ou filósofo que teve seus pensamentos originalmente baseados em princípios divinos mas que em suas elucubrações divagou para muito longe dos caminhos do Senhor assim como da perfeita sabedoria.

O modelo de sabedoria diplomática de Salomão tem sido buscada e praticada também nas universidades que foram fundadas a partir de princípios cristãos, mas que reduzem o Evangelho a meros princípios e substitui suas afirmações por diálogos com a diversidade (acatando ídolos), tornando essas instituições, na prática, em promotoras de uma pluralidade de ideias e de valores que aos olhos seculares são chamadas de virtudes, mas que inevitavelmente descambam para a idolatria que é vista numa pluralidade onde não existe lugar para os valores absolutos do Evangelho.

Em Salomão devemos aprender que toda a sua glória não supera a frágil beleza de uma erva do campo (Mateus 6: 28-30) - é passageira tal como um castelo de areia.

A descontextualização e a adulteração na pregação da Palavra de Deus



"Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece."
(Filipenses 4: 13)

A DESCONTEXTUALIZAÇÃO é, talvez, o maior de todos os problemas da igreja moderna.
Apesar de a maioria dos evangélicos afirmarem que crêem na Bíblia, tratando-a como Palavra de Deus, o fato é que a maior parte deles não sabe - e parece resistir em saber - ler e entender as Escrituras a não ser que seja de forma fragmentada e selecionada em versos deslocados dos seus contextos.

É completamente habitual a seleção de partes da Escritura que façam "bem" às pessoas em detrimento daquelas que as confronta. O contexto tem sido ignorado pela maior parte dos pastores e líderes e tem-se adotado a escolha meticulosa daquelas porções que deslocadas dos seus contextos possam servir aos objetivos humanos, não aos divinos - e pior é quando essa seleção é feita para atender aos despropósitos de líderes perversos e ambiciosos que fazem da fé a sua fonte de riqueza e de dominação.

Criam-se, assim, diversas formas de se acreditar, diversas "verdades" norteadoras formuladas pela diversidade de opiniões, afinal "cada cabeça tem uma sentença" que, em grande parte, não correspondem às verdades que são expressadas em textos que deveriam ser lidos e entendidos na sua totalidade, como por exemplo, as cartas do Novo Testamento que são costumeiramente mutiladas para que se formem doutrinas e crenças especialmente triunfalistas e falsas - como a seleção do versículo que parece ser triunfalista, copiado acima, mas que na verdade fica melhor entendido no seu contexto verdadeiro, o contexto de TODA A CARTA de Paulo aos Filipenses.


Essa descontextualização deforma o entendimento sobre a fé, sobre a igreja, sobre a vida cristã, sobre membresia, sobre a adoração e o culto cristão, sobre a devoção a Deus e cria conceitos que parecem se basear na Palavra de Deus mas que na verdade não passam de crendices enxertadas na Igreja e na fé dos cristãos por causa de uma falsa compreensão das Verdades de Cristo.


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Nada pode ser mais destruidor para a igreja do que a relativização e a adulteração da Palavra de Deus.

Quando na pregação e no ensino a Bíblia é usada apenas como um manual de condutas morais ou para atender às expectativas das pessoas em lugar do seu verdadeiro e principal propósito que é apontar a Glória do Deus que se revelou em Cristo, e das exigências de arrependimento de pecados e da formação de discípulos visando a evangelização, se essas prioridades derem lugar a outras na condução de uma igreja, então os pecados das pessoas que formam a sua membresia simplesmente se manterão intocáveis e inevitavelmente eles se manifestarão na maneira como essa comunidade será conduzida.

Nada, fora a Palavra de Deus, santifica as pessoas.
Nada, fora a correta ministração da Palavra de Deus, é o verdadeiro propósito de ser da Igreja.

Deus fala/ ordena,
O Filho/ Cristo é o Verbo encarnado,
O Espírito Santo inspirou no passado e hoje nos ilumina, fazendo-nos lembrar e praticar todas as Palavras de Deus,
A Igreja é o receptáculo do Verbo e é a sua proclamadora.


Pecado nenhum pode destruir a Igreja (sejam eles cometidos por lobos, por joios ou por inimigos externos) se ela cumpre fielmente o seu ministério na pregação da Palavra de Deus - Deus é o seu sustentador e a sua defesa.

02/04/2017

Você tem filhos em fase de ingressar na Faculdade?


Você tem filhos em fase de ingressar na Faculdade?

CUIDADO!

Veja a situação degradante em que se transformaram as faculdades de humanas no Brasil.

As faculdades públicas nas áreas de filosofia, de história, de sociologia e de outras áreas afins foram tomadas pela militância covarde de acadêmicos radicais da esquerda que têm utilizado a atenção cativa dos seus alunos para os lobotomizar, fazendo deles soldadinhos a serviço de ideologias extremistas, desconstrutivas e revanchistas para apoiarem políticas revolucionárias de esquerda e a implementação da utopia socialista por meio de uma tática suja que está em avançado percurso no Brasil.

São alvos dessa desconstrução os valores morais e éticos da sociedade, principalmente aqueles que estão relacionados com o pensamento judaico-cristão e as suas definições de humanidade, de gênero, de família. A isso somam ideias visando reparações sociais que de justas são deturpadas por meio da mobilização de revoltas baseadas em distinções raciais e de gênero, jogando pessoas contra pessoas de forma odiosa a fim de provocarem a ruína da atual sociedade visando a sua reorganização sob um Estado agigantado e controlador de toda a sociedade.

Pecados são celebrados, a completa depravação humana é estimulada, virtudes dão lugar a perversões e ao ódio nessa estratégia de se buscar o socialismo.

Mas, na prática, a ideologia buscada não passa de um engodo completamente impraticável - nunca houve um único exemplo de país que experimentou o socialismo sem que se tenha feito o uso da força estatal e militar, da privação generalizada da liberdade das suas populações, de genocídios e da corrupção dos seus líderes políticos.

E, recentemente, estamos a assistir o deplorável exemplo do caos na Venezuela, que é vexatóriamente cantado por um grupelho de universitários nesse lamentável vídeo.




28/03/2017

Os 10 Mandamentos (modernos X antigos e eternos)

OS 10 MANDAMENTOS QUE SÃO PRATICADOS PARA ATENDER À FREGUESIA DA FALSA RELIGIÃO MODERNA:

1) adore um conceito de deus que se amolde aos teus desejos, interesses e prioridades;

2) tenha ídolos, venere líderes, cantores, artistas e viva em função do dinheiro - está tudo bem adorar essas coisas desde que você não adore estátuas das outras religiões;

3) use o nome do Senhor em vão, como se fosse um abracadabra para ligar e desligar tuas conexões espirituais ou uma fuga mágica quando a situação apertar - afinal no teu conceito deus é parecido com um mordomo;

4) lembre-se de cumprir tuas obrigações religiosas nos domingos quando não tiver outra coisa mais interessante para fazer, como ir à praia, ao clube, visitar parentes, assistir futebol ou fazer outras futilidades - dê ao teu deus as tuas sobras;

5) dependa indefinidamente daqueles que te mimaram e confunda esse comportamento com honrá-los, afinal ser um adulto com comportamento adolescente é característica de uma época povoada por rebeldes sem causa que foram malcriados por pais materialistas;

6) não matarás o boi, o porquinho, o franguinho, trate um cachorrinho como filho... seja politicamente correto e se alie com aquelas pessoas que compartilham dos mesmos valores que você - todo o resto, porém, pode ser odiado e ser alvo da tua maledicência, sem problemas;

7) não adulterarás, a não ser que seja com discrição, e se você for pego tente mentir, ou acuse os outros de não compreenderem o seu direito de amar a quem, o quê, quando, quantos e como bem entender, afinal você está em busca da tua felicidade por meio do prazer;

8) não furtarás - mas cambalachos na contabilidade, pequenas e grandes corrupções, explorar empregados ou burlar regras e leis é normal - trouxa é quem não faz;

9) Não minta para a sinceridade do teu coração - acredite nele - nada pode ser mais traumatizante e desleal consigo mesmo do que negar a si mesmo ou contrariar tuas ambições, ainda que para isso você tenha que mentir para os outros;

10) Não cobiçarás a casa, a mulher - ou marido - empregados, carro, os bens, o emprego, o corpo escultural, o dinheiro, a viajem a Paris, as roupas de grife etc do teu próximo - a não ser que você ache que ele não mereça aquilo e que a pessoa que merece essas coisas é você - algumas invejas são justificáveis.

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Agora, para corrigir os erros descritos acima, seguem os 10 Mandamentos, segundo a Bíblia, a Lei de Deus (Êxodo 20: 1 - 17):


"Então Deus falou todas estas palavras:
Eu sou o SENHOR teu Deus, que te tirou da terra do Egito, da casa da escravidão.

1 - Não terás outros deuses além de mim.

2 - Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, ou nas águas debaixo da terra.
Não te curvarás diante delas, nem as cultuarás, pois eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso. Eu castigo o pecado dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me rejeitam;
mas sou misericordioso com mil gerações dos que me amam e guardam os meus mandamentos.

3 - Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão; porque o SENHOR não considerará inocente quem tomar o seu nome em vão.

4 - Lembra-te do dia de sábado, para o santificar.
Seis dias trabalharás e farás o teu trabalho;
mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu servo, nem tua serva, nem teu animal, nem o estrangeiro que vive contigo.
Porque o SENHOR fez em seis dias o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e no sétimo dia descansou. Por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou.

5 - Honra teu pai e tua mãe, para que tenhas vida longa* na terra que o SENHOR teu Deus te dá.

6 - Não matarás.

7 - Não adulterarás.

8 - Não furtarás.

9 - Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.

10 - Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo."

E se os Mártires da Igreja Primitiva fossem adeptos do politicamente correto como muitas igrejas o são atualmente?

Fiz algumas montagens de imagens que representam algumas das cenas de martírio de cristãos da Igreja do Primeiro Século com mensagens que habitualmente são pregadas pelos pregadores modernos, líderes que evitam falar de pecados, que evitam se indispor e que primam pelo politicamente correto.

Será que combina?

Abaixo de cada montagem (quase que sacrilégios) eu postei alguns versos bíblicos que refutam as frases que estão dentro dos quadros.


"Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele." (1 João 2:15)

"Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus" (Mateus 5:10)


"E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo,

E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé;

Para conhecê-lo, e à virtude da sua ressurreição, e à comunicação de suas aflições, sendo feito conforme à sua morte;

Para ver se de alguma maneira posso chegar à ressurreição dentre os mortos." (Filipenses 3:8-11)


"Como está escrito:Não há um justo, nem um sequer.
Não há ninguém que entenda;Não há ninguém que busque a Deus.
Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis.Não há quem faça o bem, não há nem um só." (Romanos 3:10-12)


"Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê...
Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá pela fé."
(Romanos 1:16,17)


"Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino,
Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.
Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;
E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas."
(2 Timóteo 4:1-4)


"Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus." (Romanos 12:1,2)


"Saiba que aquele que fizer converter do erro do seu caminho um pecador, salvará da morte uma alma, e cobrirá uma multidão de pecados." (Tiago 5:20)
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IGREJAS "EQUILIBRADAS" QUE TENTAM CONCILIAR O EVANGELHO COM AS ALEGRIAS E REALIZAÇÕES NESTE MUNDO.

"Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele." (1 João 2: 15)

Segundo as palavras de Jesus, para que serve o sal que se tornou insípido senão para ser lançado no chão e ser pisado (subjugado, humilhado) pelos homens? (Mateus 5: 13)

A inutilidade de uma igreja predominantemente covarde, apática, envolvida com as preocupações dessa vida, com dinheiro, carreira e prestígios (lembremos da parábola do semeador quando trata dos espinhos sufocantes - Mateus 13: 22) e que se tornou morna (prestes a ser vomitada - Apocalipse 3: 16) são evidências alarmantes do desvio da sua função, da sua apostasia. O mundo mergulhado em iniquidade crescente é apenas uma consequência de uma luz que se apagou (Romanos 1: 21) e a primeira coisa que os "remanescentes" cristãos precisam fazer é, por meio do arrependimento praticado e conclamado, retornarem às práticas exigidas pelo Evangelho sem as misturas "conciliadoras" dos pensamentos modernos.

Onde estão as bem-aventuranças proclamadas por Jesus? (Mateus 5: 1 - 15)

É absurdamente frustrante o predominante reducionismo que se faz nas exposições bíblicas públicas na atualidade.

Quando tudo o que se procura são remédios para relacionamentos interpessoais, ou para dores, lutas e dramas humanos em lugar de se objetivar a glória do Deus que se revela numa pregação genuinamente bíblica e cristocêntrica, o que se alcança com esse reducionismo, um desvio de propósito, é o empobrecimento da fé vivenciada que se traduz no nanismo, na fraqueza e na irrelevância de igrejas inteiras que acabam descaracterizadas de tão incapazes de cumprirem a sua missão proclamatória da Graça e do Juízo de Deus.

E se a leitura sistemática do Evangelho te criar sérios problemas com o sistema em que você vive?

E se você perceber que Jesus não ensinou e não quer que os seus seguidores se adequem ao mundo ao redor?

E se Jesus te fizer entender que antes de você, Ele mesmo teve problemas porque pregou um tipo de amor - o de Deus - que não é complacente?

E se você perceber que muitas das abordagens que são feitas a respeito do Evangelho servem mais às resoluções dos problemas que o Evangelho causa, servem mais às adequações das pessoas ao seu mundo e servem mais à complacência que resulta em fraqueza de fé - coisas opostas do que pretende o Evangelho?

Não se engane! O cristianismo bíblico, verdadeiro, não é adepto das ideias atuais do "politicamente correto" porque a Verdade não pode ser adulterada, nem negada.

"O sangue dos mártires é a semente da igreja."
Tertuliano