10/12/2013

Sobre os juízos injustos dos moralistas defensores do status quo



É detestável o moralismo falso e pomposo dos que criticam as revoltas dos oprimidos.

Tais críticos nunca sentiram na sua pele o que muitos outros suportaram e por isso seus juízos são destituídos de justiça.

Os oprimidos foram submetidos ao opressor simplesmente porque sua cor ou origem é diferente daquele que possui maior poder militar e econômico. E por isso o opressor acredita que tem uma vocação especial, um "destino manifesto", uma patologia monstruosa que faz com que ele acredite que tem o direito de oprimir, subjugar e se impor. Quando fazem uso de armas, eles pensam que estão exercendo o seu direito e o seu dever de serem agentes do bem e da disciplina, enquanto que as armas dos outros são instrumentos apenas de terrorismo. Por isso somente eles podem lançar bombas atômicas em cidades, armas químicas em povoados, patrocinar revoluções, golpes e guerras civis, afinal estão a serviço do bem. E todos os seus poderes atuais foram acumulados justamente por causa do seu terrível hábito histórico de dominar, oprimir e saquear os mais fracos, afinal eles não são gente que tem a mesma "qualidade" daquele tipo idealizado de gente que o opressor deseja ser.

Um país africano (ou latino-americano, ou asiático...) tem seu povo, suas terras e seus bens expropriados por invasores que a pretexto religioso e racial desmoralizam e subjugam outros povos com a clara finalidade de aumentar sua riqueza. Mas sua rapina está muito mal disfarçada numa suposta intenção de que colonizam para desenvolver e para fazer o bem, mas em total desprezo aos "bárbaros" locais - índios, negros, indianos...

Então, depois de anos de abusos, alguns desses povos oprimidos respondem como podem às agressões sofridas e seus únicos e possíveis aliados são outros povos ou líderes que também detestam o opressor comum - embora suas motivações sejam diversas. E essa resposta à opressão é, evidentemente, caracterizada pela revolta e pela insurgência contra o dominador invasivo e intruso.

E então os críticos tomados pela falsa moral apontam a violência praticada pelo insurgente, e tratam como detalhe pequeno, coisa de somenos, toda a violência que o opressor praticou por décadas ou séculos. Mas esses críticos queriam o quê? Diplomacia? Fala mansa e suave por parte daquele que apanha? Gratidão pelas migalhas pisadas por seu senhorio? Apatia diante da destruição da sua gente e da sua cultura? Ora, convenhamos... às vezes a coisa mais justa que deveria ser feita é a decapitação de alguma rainha opressora, pois ela desfruta de uma pompa ostentatória e ofensiva que custou caro demais aos povos que foram historicamente oprimidos e forçados a serem os grandes patrocinadores do status quo do opressor. Igualmente, às vezes seria justíssimo que burocratas do poder dominante fossem destituídos de suas glórias numa humilhação e condenação exemplar e pública.

Mas, ao invés disso os críticos das revoltas dos oprimidos ainda exigem que sua rainha, que seu burocrata, que as estruturas do poder estabelecido sejam cortejados educadamente por aqueles que tiveram sua dignidade despedaçada por abutres bem nascidos. Sim, como é detestável o moralismo falso e pomposo dos que criticam as revoltas dos oprimidos!

A propósito: quando é que as missões cristãs se desquitarão de vez do colonialismo?
Todo povo, toda língua e toda nação, toda a diversidade humana deve conhecer a Graça de Deus sem que isso implique na imposição da cultura inglesa, americana ou de qualquer outro aproveitador que tem uma aparência superficial de boa-educação e classe, mas que é essencialmente miserável, ganancioso e possuído pela rapina.



"E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue nos compraste para Deus de toda a tribo, e língua, e povo, e nação..." (Apocalipse 5:9)
"E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo..." (Apocalipse 14:6)

Se a tua religião tiver as mãos dadas com o poder ao invés de ter suas mãos estendidas aos aflitos, saiba que esse teu sistema de crenças não é o cristianismo.




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Deus é o salvador dos homens e Ele se compadece diante dos que clamam. 
Acaso o choro de uma criança não é um clamor por salvação?

E Ele comissionou a Igreja para fazer o seu trabalho neste mundo e ao percebermos necessidades da Graça de Deus nas pessoas que têm necessidades extremas de socorro e de salvação fica evidente o quão patético e maléfico é o contentamento dos crentes com sua vida confortável de classe média e de miseráveis cultos dominicais.


"O espírito do Senhor DEUS está sobre mim; 
porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; 
enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos;
A apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; 
a consolar todos os tristes;
A ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê glória em vez de cinza, 
óleo de gozo em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito angustiado; 
a fim de que se chamem árvores de justiça, plantações do Senhor, 
para que ele seja glorificado." (Isaías 61:1-3)

Desperta! (Efésios 5:14)

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Uma breve reflexão sobre os 2 extremos na atual abordagem dos cristãos evangélicos brasileiros.




Num extremo estão diversas pessoas que tentam transformar a fé cristã numa varinha de condão, num abracadabra em que o nome de Jesus, de forma imprópria e enganosa, é usado como se fosse uma espécie de senha para a obtenção dos mais variados tipos de sucesso pessoal ("vitória", saúde, prosperidade, etc) e essa abordagem mentirosa tem provocado uma sandice histérica, uma estupidez epidêmica facilmente vista nos meios Gospel, Neopentecostal, na vergonhosa bancada evangélica dos nossos nada ilustres deputados e que está contaminando a fé de muitos.

No outro extremo estão aqueles que, numa dedicada tentativa de elitizar e racionalizar a fé cristã, dando-lhe uma roupagem muito mais teórica (filosófica, acadêmica) do que prática, acabam por reduzir essa libertadora e poderosa fé a intermináveis discursos de gente que ama demais seu prestígio e status de "pensador" (conseguem cristianizar o orgulho!), mas que acabam desprezando aqueles atos de misericórdia e de Graça que impressionaram os discípulos de Jesus Cristo quando eles andaram com seu mestre. E são esses mesmos atos que deveriam ser (e que podem ser) a maior marca e a mais poderosa retórica dos cristãos em todos os tempos (incluindo hoje): os atos da misericórdia e do amor de Deus escandalosamente evidenciados em pessoas que ousam ser instrumentos da sua Graça ao fazerem algo muito simples, porém desafiador - amar as outras pessoas, especialmente as que sofrem, como a nós mesmos.

Aprenda "pensador" das torres de purpurina: teu discurso revestido de termos supostamente inteligentes impressionam apenas aqueles que aprenderam a gostar de um mundinho elitista do faz-de-conta que somos igreja e ele não convencerá teus opositores teóricos nos intermináveis debates "acadêmicos", pois essa forma de fazer apologia é boa demais apenas para massagear teu ego. A fé não precisa de defesa, Deus dispensa advogados. Porém, se quiseres realmente ser dotado de uma retórica poderosa, mate teu ego, abandone essa torre do mundo encantado e venha para o mundo real para nele estender tuas mãos, nele chorar, nele viver e nele ser realmente um servo de Cristo. É no mundo real e nas angústias de vidas banidas de Deus que está o campo de trabalho da igreja.

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A idolatria do discurso

Supostos pensadores cristãos que empenham suas vidas unicamente em discussões secundárias que são úteis apenas para o embasamento de doutrinas e de terminologias, mas que colocam em segundo plano as virtudes da compaixão e do amor correm o risco de serem apóstatas e promotores do desvio do caminho de Cristo assim como os falsos profetas que subvertem a Palavra de Deus, pois fazem com que muitos direcionem sua caminhada de fé para uma religião que se contenta apenas com discursos ao invés de seguirem o modelo ensinado por Jesus através das suas palavras mas também através dos seus poderosos atos de amor. 

Não existe discurso mais eficaz do que o amor e a compaixão praticados como expressão da fé em Cristo!


A idolatria do púlpito


A comunhão e o discipulado e não o púlpito são a força motriz da Igreja de Cristo.
Valorizar demasiadamente o púlpito é valorizar profissionais do discurso e isso leva as comunidades à crescente dependência de alguém que pensa por ela, uma usurpação que leva à passividade da própria igreja.
Embora isso não seja assumido, o profissional do púlpito costuma ser tratado como alguém que tem privilegiada comunhão com o Senhor, uma aberração que não somente enfraquece o corpo como faz com que igrejas inteiras sejam anêmicas, apesar de uma suposta qualidade doutrinária, mas meramente discursiva que é trabalhada nos "santificados" púlpitos, uma coisa e um lugar que muitos confundem de forma absurdamente equivocada com um altar - quando na verdade é uma coisa mais parecida com um palco.
Mais do que púlpitos, Cristo usava colinas, mesas, ruas... Seu alvo sempre foram as pessoas ao passo que as subversões valorizam as instituições.


Narcisos

O suprassumo da vaidade é um cidadão fazer citações de si mesmo, é empenhar-se para transformar o seu nome numa marca cult, é em tempos de redes sociais fazer fotinho de si mesmo com ares de pensante e postar com uma frase enigmática que leve outras pessoas - seu público alvo - ao consumo do produto em que se transformou.


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Uma análise das mobilizações de caráter político empreendidas por aproveitadores que confundem seus interesses com cristianismo e que pensam estar sofrendo perseguição por causa da sua fé.



É simplesmente lamentável que líderes de caráter questionável de alguns grupos (supostamente) cristãos estejam arrebanhando multidões e direcionando forças para fazerem pressões, ameaças e reivindicações políticas baseadas na crença obscurecida de que seu segmento (cristão) da sociedade esteja sofrendo "perseguição" política por causa da sua fé. 

Essa é uma postura que não tem cabimento por 3 razões principais:

1) Não está ocorrendo tal perseguição! Ainda que hajam medidas políticas que estejam fazendo revisões nas leis sobre alguns dos valores defendidos por cristãos (como o casamento e o direito à vida) essas medidas não oferecem nenhuma ameaça nem ao cristianismo, nem aos valores defendidos pelos cristãos. O objetivo dessas medidas é regulamentar as diversas opções de vida e de conduta, dentre as quais - e ao lado de muitas outras - estão as que são defendidas pelos cristãos. Como reflexo de um Estado Laico, a política e as Leis devem contemplar toda diversidade dentro da mesma sociedade e dentro dessa diversidade o modelo familiar defendido pelos cristãos continua válido e não está sob ameaça. Todo sensacionalismo precisa ser evitado e o cristianismo não tem por função regular nem a política, nem as leis dos homens. O papel do cristianismo é outro: proclamar a salvação por meio da fé em Cristo.

2) Ainda que houvesse uma perseguição aos cristãos (que não é fato no Brasil, aqui temos liberdade de culto e de prática religiosa), mas ainda que houvesse, a resposta cristã diante dessa perseguição, conforme ensinada na Bíblia pelo verdadeiro líder e Senhor Jesus Cristo, não é a atuação política belicosa, não é a pressão através de passeatas, nem palavras de ordem com uso de sentenças, reivindicações e ameaças, mas sim um tipo de comportamento registrado em Mateus 5:9-12 e que é bastante diferente do que temos visto:
"Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.
Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós." 

3) Essas mobilizações de massas (supostamente) cristãs, na verdade não são mobilizações cristãs! Seus líderes são pessoas equivocadas em busca de poder, fama e dinheiro - veja que estão relacionados com escândalos, com enriquecimento às custas da religião, que são propagadores de teologias que distorcem o Evangelho e de sensacionalismos que são supervalorizados a ponto de substituírem o principal assunto da proclamação cristã: Cristo! Mais do que a salvação em Jesus Cristo, os assuntos que ocupam a agenda desses vendilhões são assuntos meramente morais, e o dinheiro, e os embates com a causa gay. Assuntos muito menores diante do principal que é intencionalmente negligenciado, porque a causa deles deixou de ser o Reino de Deus e a sua justiça para ser a busca por um bom lugar ao sol no reino dos homens deste mundo dominado pelo pecado. Por essas razões, esses líderes e essas mobilizações têm o caráter reprovável do ponto de vista cristão, coisa facilmente vista na desobediência ao texto já citado de Mateus 5.
Em defesa dos direitos de todos - dever do Estado que deve ser apoiado pela igreja cristã - muito bem sintetizado por Voltaire:
"Não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até o ultimo instante seu direito de dizê-la."

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CRISTIANISMO E POLÍTICA.

DE UM PADRÃO ELEVADO PARA O PRATICÁVEL.



Nós cristãos vivemos como peregrinos nesse mundo, pois nosso coração almeja o Reino de Deus e a sua justiça, nossa verdadeira Pátria, que será plenamente revelada no futuro, depois que o Senhor dos senhores e Rei dos reis impor-se como o Soberano do novo céu e da nova Terra, o Paraíso.

Mas até que esse mundo perfeito se revele, nós vivemos neste mundo que está destinado para a ruína. Devemos desfrutar do que existe de bom nesse mundo e vida mas devemos estar conscientes que nessa nossa realidade não existe perfeição, nem justiça plena, a verdade é relativizada e às vezes ela é tida como mentira. Este é o nosso mundo dominado por gente falha e pecadora (como eu). 

E por vivermos aqui a nossa missão é aqui. Temos que lidar com este mundo e com sua realidade baseados nos elevados valores de Cristo. Nossos referenciais estão nos valores do Reino de Deus (algo que deve ser buscado desde já) e não na decadente realidade presente. E baseados nos valores de Cristo nós temos que trabalhar e influenciar este mundo para que o bem, a verdade e a justiça sejam manifestadas, ainda que de forma imperfeita, em nossas vidas e em nossa sociedade. E no que diz respeito à sociedade, às relações humanas, essa missão também envolve a política. 

Mas nesse mundo confuso e plural são muitos os ideais que movem as pessoas, são muitas as suas verdades, são diversas as opiniões sobre qualquer coisa e a política é um arranjo humano, um modo de se fazer acordos para que o bem comum seja buscado e para que a vida seja minimamente justa para todos. 

E não dá para satisfazer plenamente aos anseios de um grupo humano quando um outro grupo igualmente legítimo na sociedade tem um modo diferente de pensar, com anseios divergentes em diversas questões. Em casos como esse, muito comuns, onde grupos diferentes buscam o seu espaço justo na sociedade, o papel da política é procurar uma solução equilibrada, um bem relativo que atenda razoavelmente às aspirações de ambos os grupos. Dessa forma, para se alcançar um bem minimamente comum que atenda a ambos não será possível satisfazer plenamente às aspirações desses dois grupos. Busca-se um bem comum que tende a ser relativo e parcial.

Na nossa sociedade deve haver espaço e direito para toda a diversidade que a compõe, e nela estão incluídas as diversas crenças e religiões, aqueles que as rejeitam, as diversas etnias e culturas, as diversas classes sociais, as diversas formas de comportamento (legais), etc. Por isso, na política, esse remendo nas imperfeições humanas, não pode existir predominância de um ideal em detrimento dos outros. Nela os diversos grupos humanos devem ser representados a fim de que todos tenham o seu espaço e o seu direito assegurados. 

Por isso não pode haver uma política predominante teísta, ou ateísta, ou regida por qualquer outra crença ou ideologia exclusivista. Na Democracia (poder do povo) ideal todos os grupos são representados para buscarem o bem comum, respeitando-se as diferenças. Neste mundo a diversidade humana precisa coexistir pacificamente e isso demanda esforço, por isso a política deve ser uma prática humana de tolerância e deve ser laica (do ponto de vista da religião deve manter-se neutra, assegurando a todos o direito de praticar ou de não praticar alguma crença).

O propósito da política não é o Reino de Deus, mas sim o mundo dos homens e aqui neste mundo as coisas são marcadas pelas nossas imperfeições, limitações e pecados e a política sempre será caracterizada por essas marcas da nossa natureza humana.



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Campos da Apologética.



Na época atual, em que as diversas perversões humanas são promovidas, festejadas, gradualmente protegidas por lei e tratadas como comportamentos aceitáveis, sadios e normais, a fé em Cristo é incisivamente combatida e ridicularizada pelos mestres deste miserável sistema mundano e é tratada como expressão da debilidade humana pelos elegantes promotores da iniqüidade. 

E o pior nesse choque de valores onde o pecado é celebrado e a verdade vilipendiada é que a multidão de ímpios é aumentada pelo grande número daqueles que professam uma suposta fé cristã, mas que em oposição aos seus valores enveredam por caminhos de completa insanidade numa fé burra e mística que é serviçal dos anseios mundanos e completamente descomprometida tanto com a verdade como com o caráter cristão. E é por esses ímpios, o joio, as ramificações podres da igreja e chagas abertas por onde entram todo tipo de infecções é que a igreja de Cristo tem recebido suas mais ferozes críticas e seus mais duros golpes. 

Que Deus guarde e conduza os seus remanescentes na proclamação da verdade de Cristo!




A Mania de autoridade de uns...

A síndrome do pequeno Napoleão fica evidente quando alguém que nunca deveria ter recebido uma estrela de xerife resolve por na cabeça que se transformou numa autoridade para falar sobre qualquer coisa e, por conseqüência, de forma megalomaníaca, passa a acreditar que pode gerenciar a vida dos outros. É um mané e um tropeço. 
Na verdade, sobre a maioria das coisas a melhor coisa que o mini-xerife deveria fazer é ficar caladinho pela razão simples de que não faz a menor ideia do que diz ou faz. Mas ele teima em falar pelos cotovelos o que nunca saberá.

07/12/2013

43 imagens do drama humano

1- Christian Golczynski, de oito anos, aceita a bandeira por seu pai, o Sargento Marc Golczynski, durante um memorial. Marc foi baleado durante uma patrulha em sua segunda missão no Iraque algumas semanas antes do período previsto para retornar para casa.
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2- Reação de um uma criança palestina ao voltar da escola e ver que sua casa foi demolida pelo Estado por ter sido construída sem uma licença adequada. Jerusalém, 2013.
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3- Garoto dá um balão em forma de coração para policial durante protestos em Bucareste, na Romênia.
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4- Jovem acaba de descobrir que seu irmão foi assassinado em San Jose, Califórnia. 
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5- Recruta chinês da polícia paramilitar sendo enviado para uma missão na província de Zhejiang, 2010. Muito o que suportar?
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6- Hhaing O Yu diante do que sobrou de sua casa destruída pelo ciclone Nargis, que atingiu o sul de Myanmar, deixando milhões de desabrigados e milhares de mortos.
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7- Mãos de um missionário segurando a mão de um garoto faminto.
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8- Irmãs posam pra foto no mesmo estilo 3 vezes após longos intervalos de anos.
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9- Cachorro chamado “Leão” fica pelo segundo dia ao lado do túmulo do seu dono, que morreu nos deslizamentos de terra próximo ao Rio de Janeiro em 2011.
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10- Australiano Scott Jones beija sua namorada canadense, Alex Thomas, depois dela ter sido derrubada no chão pelo escudo de um policial em Vancouver (aposto que você não sabia a história dessa foto).
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11- Pai alcoólatra e seu filho, que tenta tirá-lo dali.
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12- Greg Cook abraça seu cão chamado Coco após encontrá-lo em sua casa destruída no Alabama após o tornado de março de 2012.
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13- John Lennon dá autógrafo ao seu futuro assassino, Mark Chapman.
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14- Uma mãe consola o filho em Concord, Alabama, perto de sua casa que foi completamente destruída por um tornado em abril de 2011.
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15- Garota palestina ergue o punho para ameaçar soldado israelense durante protesto contra a expansão do assentamento judaico de Halamish na Cisjordânia no final de 2012.
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16- Soldados marcham na Colômbia Britânica rumo a um trem que os espera, até que um garoto de cinco anos se solta da mão de sua mãe para chegar até seu pai.
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17- Garoto ouve pela primeira vez depois de um médico colocar um fone de ouvido em sua orelha esquerda.
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18- Terri Gurrola reencontra sua filha depois de servir no Iraque por 7 meses.
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19- Helen Fisher beija o carro fúnebre que transporta o corpo do seu primo de 20 anos, Douglas Halliday, quando ele e outros seis soldados mortos são levados para a cidade de Wootton Bassett, na Inglaterra.
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20- Um bombeiro dá água a um coala durante devastadores incêndios florestais na Austrália, em 2009.
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21- Garoto austríaco ganha sapatos novos durante a Segunda Guerra Mundial.
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22- Cachorro e dono se reencontram após o Tsunami no Japão em 2011.
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23- Francês chora quando Paris é ocupada por nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.
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24- Os jornalistas Euna Lee e Laura Ling, que foram presos na Coréia do Norte e sentenciados a 12 anos reencontrando seus familiares depois de uma intervenção diplomática dos Estados Unidos.
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25- Veterano de guerra russo se ajoelha diante do tanque em que dirigiu durante a Segunda Guerra Mundial.
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26- Mulher sentada em meio aos destroços causados ​​por um forte terremoto e subsequente Tsunami em Natori, Japão, em março de 2011.
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27- Soldados russos se preparam para a batalha de Kursk, julho 1943.
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28- Cirurgião cardiovascular após um transplante de coração bem sucedido e que durou 23 horas. Seu assistente dorme no canto da imagem.
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29- Diego Frazão Torquato, violinista do AfroReggae, de 12 anos, toca violino no enterro de seu professor no Rio de Janeiro. Seu professor o ajudou a escapar da miséria e da violência. Diego morreu em 2010
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31- Policial faz Kevin Berthia desistir de saltar da ponte Golden Gate. Ele se tornou um defensor para a prevenção do suicídio e começou uma família.
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32- Casal abraçado entre os escombros de uma fábrica que desabou em Bangladesh.
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33- Arranhões na parede da câmara de gás de Auschwitz.
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34- Prisioneiros judeus no momento de sua libertação de um campo de concentração em 1945.
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35- Pai olhando para pé e mão de sua filha que foram cortados pelas autoridades policiais do Congo Belga para impedir o roubo e assustar os plantadores para que colhessem mais borracha natural.
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36- Garotinha recebe spray de pimenta nos olhos do policial Bruno Schorcht durante protesto em Niterói em março de 2011.
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37- Soldado russo tocando um piano abandonado na Chechênia, em 1994.
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38- Homem forçado a saltar do World Trade Center por causa da fumaça, 11 de setembro de 2001.
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39- Indianos sem-teto esperam para receber comida distribuída fora de uma mesquita em Nova Deli, na Índia.
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40- Homem solitário desafia uma fila de tanques chineses após protestos na praça de Tiananmen, em 1989.
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41- Um homem afegão oferece chá aos soldados americanos.
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42- Pai encontra nome do filho no Memorial do 11 de Setembro durante a cerimônia de décimo aniversário dos ataques ao World Trade Center.
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43- “Adiós madre” - Omayra Sánchez, garota de 13 anos que foi uma das 25 mil vítimas do vulcão Nevado del Ruiz; depois de ficar 3 dias presa na água e concreto, dá adeus à sua mãe em entrevista.
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26/09/2013

EVIDÊNCIAS CONTEMPORÂNEAS DO FIM

"O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar." (Mateus 24:35)


O aquecimento global parece ser um fato. Junte a isso a superpopulação humana crescente e o colapso iminente do sistema energético que não apenas abalará a sociedade moderna como também toda a economia mundial.

Adicione o fato de que o topo da pirâmide social é ocupado por poucas pessoas que manipulam a economia e o cenário político mundial num jogo de interesses onde as pessoas são apenas consumidores ou massa de manobra, variando de úteis a descartáveis. Tanto a economia como a política são jogos de interesses e interesses mudam conforme as necessidades mudam. E as necessidades estão mudando, e rápido!





(Cientista faz uso de analogia e da matemática para explicar um possível colapso da nossa civilização em pouquíssimo tempo.)

Mas nós estamos muito entorpecidos com nossos gadjets, nossos profetas são programadores de futilidades e nossos ídolos apenas promovem sensações e não têm nada a dizer, mas mesmo assim ocupam completamente nossas atenções a ponto de não percebermos os sinais de alerta de um mundo que agoniza espiritual e fisicamente.

Junte também a crescente desmoralização humana e o culto a si mesmo em torno de conceitos subjetivos que desprezam qualquer verdade e onde, supõem, Deus não é necessário. Necessário, dizem, é o bem-estar humano, não importando sua condição moral.

Dessa somatória, o que se pode esperar é um aumento alarmante de doenças, de fome, de guerras, de instabilidades sociais, de desesperos e de apegos a qualquer tipo de esperança imediatista.

O mundo será tomado por lobos devoradores e é nisso que seremos pressionados a nos transformar. O amor dará lugar à necessidade, as mãos serão estendidas não para fortalecer o enfraquecido, mas para tomar o pouco que ele ainda tem porque o alimento, o remédio, o dinheiro, tudo será escasso. A consciência dará lugar ao entorpecimento para não ceder à loucura porque a dor e o lamento calarão quase todas as canções e esperanças com que hoje nos entretemos.

E essas coisas, previstas em linhas gerais há muito tempo por aquele que é o Senhor da história, são apenas "o princípio das dores", evidências de um fim iminente dessa nossa história humana.
(Mateus cap. 24)


"Os céus são os céus do Senhor; mas a terra a deu aos filhos dos homens." 

(Salmos 115:16)


E então, o que nós fazemos com a terra que nos foi confiada?



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As revelações bíblicas sobre os tempos 

Uma abordagem equilibrada.




É preciso considerarmos as ponderações a seguir sobre os métodos de interpretação de textos profético-alegóricos (estilo literário judaico denominado apocalíptica) a que pertencem trechos do livro de Daniel e o Apocalipse de João, antes de acatarmos qualquer tipo de interpretação desses difíceis textos.

As Escrituras (a Bíblia toda) realmente são a Palavra de Deus e constituem a Verdade que o próprio Senhor Jesus é em pessoa, pois Ele mesmo é o Verbo de Deus que criou todas as coisas e apresentou-se como sendo o caminho a verdade e a vida. Disso, não tenhamos dúvidas (Jo. 1.1; 14. 6).

Além de constituírem a verdade, as Escrituras revelam os planos de Deus para todo o Universo, indo além dos esclarecimentos sobre o plano divino para a humanidade (e para exemplificar isso, Isaías fala sobre um novo céu e uma nova terra; Jesus diz que passarão os céus e a terra, mas suas palavras não passarão, etc - Is.65.17; Mt. 24. 35), mas muitas dessas evidências bíblicas - as que estão especialmente relatadas em Daniel e em Apocalipse - para o cumprimento de certas "etapas" dos decretos de Deus para a história do Universo devem ser interpretadas com muito zelo, além da realidade de que muitas coisas ditas nas Escrituras – e especialmente nos textos da apocalíptica – são utilizadas linguagens e metáforas que estão fora da nossa momentânea capacidade de interpretar por estarem situadas num tempo na história muito específico, sendo na maior parte dos casos, no momento histórico em que foram escritos - e que foram escritos para confortar as comunidades da fé de seu tempo em épocas de perseguição e de dificuldades num tipo de linguagem que estas comunidades entenderiam (Daniel para Israel em tempos de exílio e Apocalipse para a Igreja em tempos de severa perseguição no 1° - 2° século).

Dito isto, quero fazer algumas observações à “estudos” desenvolvidos com a finalidade de decifrar os tempos prescritos especialmente em textos da apocalíptica, textos esses que são de fato difíceis de compreender, tais como são os textos inspirados de Daniel e de Apocalipse. Esses textos são constantemente deturpados e reinterpretados conforme os delírios de quem costuma fazer associações deslocadas de contexto do texto bíblico com eventos do seu tempo. Assim, tenho visto ultimamente releituras de textos da apocalíptica em personalidades contemporâneas como o presidente americano, a guerra do Iraque, a queda das Torres Gêmeas, a Aids, etc, como se a Bíblia falasse especificamente de tais coisas como sendo cumprimentos específicos de profecias. Certamente, tais coisas estão inseridas no plano divino e portanto, estão no contexto da revelação, mas os textos não se referem especificamente a elas e é sobre isso que quero discorrer aqui a fim de que sejam evitados erros que a verdadeira Igreja de Cristo não deve cometer com idéias fantasiosas e fanatismos irracionais.

Reconheço que Daniel e que Apocalipse abarcam o plano divino para toda a história e todo o universo, mas esse plano está em andamento desde a sua criação e seu ponto central ocorreu na chamada plenitude dos tempos (Gl. 4. 4), que ocorreu quando Deus nos enviou Jesus. Esse foi o momento "clímax" da história para o qual toda a Escritura aponta, Deus proveu o cordeiro para reestabelecer a ordem de um Universo desestruturado pelo pecado. O ponto central de toda a Escritura é a vinda de Jesus ao mundo e é a partir daí que todo o resto das Escrituras devem ser interpretados. Devemos lê-las como Jesus a leu.

É perigoso tentarmos transferir exatamente para o nosso tempo certos cumprimentos bíblicos como se nós fôssemos "a geração onde se cumprirão..." É certo que temos muitas evidências à nossa volta de que a Bíblia está se cumprindo: apostasia, esfriamento da fé e do amor, ciência se multiplicando, desastres, guerras, doenças, etc; MAS atentemos bem que essas coisas sempre aconteceram ao longo da história! Sempre houveram guerras, tiranos, falsas religiões, tragédias, doenças, etc.


Um vídeo retirado da internet parodiando o costume de diversos grupos cristãos norte-americanos de sempre relacionarem calamidades ao juízo divino de acordo com suas crenças (equivocadas).http://www.youtube.com/watch?v=U3yxvPxd48Y

No chamado “Sermão profético” de Mateus 24, Jesus nos adverte sobre os sinais que precederiam sua vinda. A 1ª parte (vs. 6 a 8) fala do “princípio das dores” (as evidências acima) que já estavam e que continuariam acontecendo como sinais dessa desordem universal decorrente do pecado, que evidenciam a ruína não somente da humanidade, mas também de toda a criação, que será, em breve, refeita (novos céus e nova terra). A 2ª parte (vs. 9 a 14) fala de sinais específicos para que os crentes em Cristo estejam advertidos e acautelados, pois sua Igreja passaria a ter um papel central no andamento da história estabelecida pela soberania divina e isso, não começou agora, está em andamento desde sua fundação com o ministério terreno do Senhor (apostasia, manifestação do Anticristo e evangelização mundial). Já a 3ª parte (vs. 15 a 22) os sinais preditos por Cristo são mais imediatos (Mt. 24. 34), ou seja, cumpriram-se na destruição de Jerusalém em 70 d.C por Roma e a fuga dos remanescentes judeus por todo o mundo (diáspora) e especialmente para um centro de resistência judaico (Jâmnia), sendo que esta “parte” pode prefigurar uma “grande tribulação futura”. Assim, Jesus nos adverte a compreender a história sob a ótica da sua palavra e a praticarmos. Fazendo assim, nos manteremos fiéis e preparados para a vida dentro dos propósitos do Todo-Poderoso. Vigilância é, simplesmente, viver de acordo com o ensino de Cristo, praticando o que Ele ensinou, servindo-o, evangelizando, discipulando, cultuando, etc. A prática do cristianismo puro e simples, por si só, já é vigilância.

Alguns detalhes que devem receber nossa especial atenção é a ênfase dada por Cristo na sua volta de forma indiscutível, com data incerta (Mt. 24. 36, 42, 44), mas de forma que seja reconhecida por todos (vs. 23, 27, 30), como um raio que se mostra do ocidente ao oriente. Antes disso acontecerão alguns sinais como a manifestação de mentirosos da religião (falsos cristos e anticristos – vs. 11, 23, 24), que acarretaria em apostasia e na manifestação do Anticristo. Outra importante evidência é o trabalho progressivo da Igreja que acarretaria na evangelização mundial.

Pensemos um pouco nesses sinais (1 – Apostasia e 2 – Anticristo):

1 – Apostasia – esse é um termo que diz respeito ao desvio da fé cristã e isso pode acontecer de algumas formas distintas:

A) pode-se simplesmente abandonar a fé cristã (isso só pode acontecer com alguém que já professou sua fé em Cristo), buscando um tipo de vida baseado em qualquer outra coisa que não no Evangelho de Cristo (outra religião, ideologia, ateísmo, etc) e esse desviar-se é apostasia (apostatar da fé), e alguns exemplos disso são os países europeus, berços da Reforma Protestante que atualmente desprezam o cristianismo e vivem o “pós-cristianismo” ou os países do Oriente Médio que abandonaram o Evangelho ainda no 6° século com o surgimento do Islamismo – vemos portanto que este não é um mal exclusivo do “nosso tempo”;
B) pode-se deturpar ou corromper a verdade da fé cristã, com a propagação de idéias ou doutrinas diferentes daquelas que a Bíblia prega, ainda que para isso, se faça uso (ou melhor, o mau uso) da própria Bíblia e do nome de Cristo. Cria-se aí um outro tipo de cristianismo, idealizando-se outros “Cristos” que são diferentes do verdadeiro (Mt. 24. 24). Uns bons exemplos disso podem ser facilmente encontrados no atual cenário evangélico brasileiro ou na igreja Católica Romana.

Sobre a apostasia, esse sinal não é visto apenas em nosso tempo, mas pode ser facilmente notado durante toda a história de Igreja, e uns exemplos antigos disso podem ser observados no gnosticismo combatido por João e Paulo, no mundanismo e misticismo em Corinto, na própria igreja Romana, etc e muitos dos apóstatas que são hoje observados são frutos da dedicação da tentativa de decifrar os sinais dos tempos! Fica aqui um alerta para nós diante de estudos sensacionalistas: tanto as Testemunhas de jeová (Russelitas – Russel), como os Mórmons (Joseph Smith) e os Adventistas do 7° dia (Ellen G. White) entre outros (Jim Jones, Igreja da unificação - rev. Moon, Meninos de Deus, etc) são resultados de líderes “visionários” que “decifraram” os textos de Daniel e de Apocalipse conforme algum espírito os iluminou para interpretarem os tempos e textos bíblicos hereticamente. (2 Co. 11. 14; Gl. 1. 8 – o engano pode vir do “mundo espiritual” com aparência de boas-intenções).

2 – Anticristo – esse é um sinal que refere-se à pessoa (ou pessoas) que encarnam o espírito do anticristo, que está atuando no mundo desde os tempos apostólicos e cuja função é combater o avanço da igreja em seu trabalho evangelizador e discipulador pelo mundo. Para isso, são estabelecidas ideologias contrárias ao espírito bíblico, religiões e regimes políticos que visam coibir a propagação da verdade de Cristo ou a subversão da verdadeira mensagem. Por isso, qualquer um que se posiciona nesse espírito contrário às Escrituras pode ser categoricamente qualificado como um anticristo (anticristo – aquele que se posiciona contra Cristo, um inimigo seu – às vezes “bem-intencionado”).

Sobre o Anticristo, esta figura pode se manifestar de 2 formas distintas:

A) anticristos – agentes que ao longo da história encarnam o espírito de oposição à Cristo, perseguindo sua Igreja (1 Jo. 2. 18) e já foram assim qualificados o imperador romano Nero, alguns Papas, Hitler, o islamismo, regimes políticos, a própria Reforma Protestante (considerada assim pelos católicos), etc.
B) O Anticristo – a pessoa ou o regime político-religioso que em certo momento da história poderá encabeçar a “paz” mundial ao preço da intolerância ao verdadeiro cristianismo. Tal “regime” já vem sendo consolidado ao longo da história. Na verdade, o sistema mundano já era reconhecidamente mau desde os tempos apostólicos (1 Jo. 5. 19) e a história é simplesmente o desenvolvimento do que foi semeado no passado: a inimizade do pecado resultante na progressão da malignidade com conseqüências de morte e de destruição, ou a reconciliação salvadora de Cristo, resultante em vida abundante.

Ditas essas coisas, precisamos separar o joio do trigo:

Vigilância é simplesmente praticar as verdades bíblicas: vida piedosa, relacionamento com Deus e com a Igreja, prática espiritual (oração, aprendizado bíblico, culto), serviço cristão, prática do amor e busca pelo Reino de Deus e sua justiça – daí deriva-se a incompatibilidade com a injustiça e o papel profético da Igreja como denunciadora do pecado e da redenção em Cristo.

Coisas que NÃO ESTAMOS AUTORIZADOS A FAZER, e que eu me sinto no DEVER de corrigir:

Subverter os textos bíblicos, aplicando interpretações fantasiosas e sensacionalistas às coisas que nos rodeiam como a comparação às Torres Gêmeas à chifres de determinadas profecias, afirmando coisas como o presidente americano ser o chifre menor (...), interpretações baseadas em deduções de números, fórmulas “bíblicas”, interpretações de códigos escondidos, de segredos e mistérios, apegos e decifrações de nomes, de lugares, etc.

Deve-se reconhecer que o sistema mundano é subvertido e inimigo de Deus, e que neste sistema, o “líder” da vez é os EUA, mas que essa liderança tem sido rotativa ao longo da história dos sucessivos, decadentes e presunçosos impérios mundanos. Os EUA centralizam o atual espírito mundano (capitalista, consumista, materialista), e este espírito é suscetível à outro modelo que possivelmente pode se levantar como um novo modelo predominante, mas que continuará a ser contrário ao Espírito das Escrituras. Assim, os EUA não estão sozinhos nesse sistema mundano de inimizade contra Deus, não se trata de uma luta de forças políticas, de um embate de Nações que representam as forças das trevas contra outras que representam as forças do bem, isso é tolice. Trata-se do embate da força do Evangelho, da Graça de Cristo em iluminar uma criação e uma humanidade que insiste nas trevas do pecado e na inimizade contra Deus. Deve-se tomar o cuidado de não cairmos na tolice de sermos fantasiosos, sensacionalistas, imaturos, empolgados, dados à fantasias, levados à especulações que nos tiram daquilo que realmente devemos enfatizar.

Estudos que fazem associações fantasiosas como as mencionadas, se não forem devidamente corrigidos, são prejudiciais à saúde espiritual da Igreja, pois não estão comprometidos com a sujeição à verdade bíblica, pois interpretam os textos que realmente são difíceis de uma forma altamente questionável e irresponsável.

Tentativas de decifrar os tempos interpretando os textos bíblicos em personalidades ou em eventos marcantes são iguais em teor àqueles desenvolvidos pelos Adventistas do 7° dia, pelas Testemunhas de jeová, pelo rev. Moom, pelo “movimento apostólico” atual e outros tantos que, no afã de decifrar os tempos levaram milhões à alienação religiosa e precisaram ser diversas vezes refeitos quando, no discorrer da história, ficaram comprovados os erros, ou seja, suas predições não aconteceram como disseram. O pior é que esses movimentos prosperaram e atualmente e desvios como os ensinados pelas “Testemunhas de jeová” (o nome está em minúsculo de propósito, pois inventaram outro jeová e esse não é Deus) crescem vertiginosamente em número ao redor do mundo, utilizando-se de um apelo de cumprimentos de profecias subvertidas.

Um estudo sério das Escrituras nos levará a concluir que a nossa esperança deve ser o retorno visível e glorioso do nosso Rei Jesus e que nossa vigilância é feita enquanto o servimos ao aprendemos e praticamos o que a Bíblia realmente quer daqueles que são os filhos de Deus, a verdadeira Igreja. Atribuir interpretações loucas aos tempos e às pessoas podem nos levar a ter de prestar contas por isso, por mau testemunho, calúnia e desvio do caminho.

Aos fiéis, quando os sinais acontecerem, estes os reconhecerão e com sabedoria saberão agir, nunca com sensacionalismos, mas com a retidão de quem está andando no caminho.

Não dêem ouvido a tudo o que ouvirem, os discípulos reconhecem a voz de seu Pastor e ela está registrada, com sabedoria, nas Escrituras.

A verdade não deve ser um segredo! A Bíblia nos exorta a pregarmos em tempo e fora de tempo, a toda criatura, em altas vozes (Mc. 16. 15; 2 Tm. 4. 2; Is. 58. 1).

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