04/08/2010

Sobre a nossa liturgia.


A liturgia verdadeira de uma igreja verdadeira foca somente na glória de Deus por meio da vitória do Cristo ressurreto sobre a maldição da cruz. O centro do culto da igreja primitiva era a ressurreição do Senhor Jesus Cristo e isso me leva a considerar alguns contrastes com o nosso serviço religioso. A quem queremos servir?

Considero importante, porque as Escrituras assim o consideram, a formação de um caráter bíblico, cristão. Mas esses assuntos importantes e bíblicos são assuntos dos homens e devem ser tratados em ocasiões oportunas, sejam em estudos, sejam em confraternizações, seja na comunhão que os crentes devem nutrir ou até mesmo em certos momentos específicos em que a explanação da Palavra durante o culto assim apontar; mas não na totalidade do culto, pois no culto o que se deve fazer é adoração à Deus e esse deve ser um momento sublime de atos sublimes em que a humanidade e suas questões se humilham, se prostram, reverenciam, adoram, contemplam e louvam a Deus. No culto que o homem e suas questões sejam diminuídas diante da ênfase e evidência da glória daquele que é cultuado e que é digno.

Mas não tem sido assim conosco.

Em nossos cultos nos esforçamos para contagiar e conquistar nossa platéia. Estamos preocupados em prestar um bom serviço aos nossos ouvintes e gostamos de ostentar nossa capacidade intelectual ou qualidades morais. É o homem e não Deus o assunto central da nossa liturgia.

Se somente o Espírito Santo é capaz de conduzir as pessoas à verdadeira adoração, então por quê nos utilizamos de artifícios meramente humanos com o intuito de produzir alguma reação religiosa? Não seria isso o pecado da idolatria, a tentativa humana de produzir algo que somente o próprio Deus pode produzir: adoração? Por que nossas canções, quase sempre cantadas na primeira pessoa do singular, são tão focadas no homem? Por que gastamos tanto do que deveria ser culto para tratar de lutas e de desejos humanos? Por que não são as Escrituras em si, mas as lições que dela são derivadas e que são ricamente ilustradas que valorizamos? Por que valorizamos mais o método do que o conteúdo? Por que caímos na tentação do uso de imagens artificiais para ilustrar a espiritualidade? Por que reduzimos o texto sagrado a um ponto de partida para discursos morais mas meramente humanos ao invés de ficarmos com o texto sagrado apenas, que é a própria Palavra de Deus? Por que fazemos da Bíblia um trampolim para as nossas idéias? Seriam elas mais importantes ou relevantes do que as Palavras proferidas pela boca do Altíssimo? Tais contradições evidenciam nosso orgulho e vaidade. Evidenciam também quão pequena é nossa fé ou, nos casos grosseiros e infelizmente abundantes daqueles que supõem que é possível de se fazer algum tipo de barganha com Deus através do que se faz num culto como expressão de fé ou de sacrifícios.

Para lições e estudos, muitos artifícios são úteis para o aprendizado, mas para o culto quase todos os artifícios são perigosos, sob pena de inutilizar o culto à semelhança dum fogo estranho dentro do santuário como se o Todo-Poderoso Deus precisasse da precária ajuda humana no trabalho que somente seu Espírito Santo tem de nos conduzir em adoração nos seus átrios. No culto nos rendemos e é Ele quem nos conduz a si.

É necessário o resgate da prática do culto pela igreja. Deus reinvindica adoração e ela confere identidade às pessoas pois é para isso que fomos criados e existimos, por meio dela nos aproximamos intimamente do Senhor e ela comunica amor entre o adorador e o adorado.

15/06/2010

Uma reflexão sobre o mistério da Triunidade de Deus e a divindade do homem Jesus conforme Filipenses.



Filipenses 2, versos 5 a 11:

5 De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,
6 Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus,
7 Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;
8 E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.
9 Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;
10 Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,
11 E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.


O trecho da carta de Paulo aos Filipenses transcrita acima foi para mim um texto de grande importância para a minha vida cristã. Num momento eu que eu passei a querer entender os fundamentos da fé cristã, deparei-me com um dilema que o bom senso não conseguia resolver. Eu sabia que Deus é um, é único e que não existem outros deuses além dEle e, sendo assim, todas as tentativas de se elaborar ou compreender uma divindade que não seja o Deus bíblico é engano e odioso pecado.

Minha angustiante e sincera questão era a respeito da divindade de Jesus. Eu já era consciente da existência de um Deus único, mas como compreender a unicidade indivisível de Deus nas pessoas do Pai, do Filho e do Espírito Santo? Como conceber o Jesus Cristo bíblico, histórico, o servo sofredor como sendo o Soberano criador dos Céus e da Terra e como compreender a pluralidade de pessoas num único e Todo-poderoso ser? Na matemática três não podem ser um e por isso minha razão lutava para compreender essa definição da teologia enquanto que meu coração se carregava de culpa por causa do questionamento lançado a Deus. Se três formam um, então cada uma das pessoas seria uma parte fracionada e por conseqüência incompleta, pois carecia das outras duas partes para formar o Um e, portanto, cada parte seria imperfeita à parte do Um. Tal pensamento lógico levantou uma questão estúpida acerca da possível fracionalidade de Deus, como se Deus se dividisse na pessoa do Pai, na pessoa do Filho e na pessoa do Espírito Santo. Ele não se divide, ao contrário, Ele subsiste de maneira imutável e eterna nessas três pessoas, que ao mesmo tempo em que são um, este um também é plural por causa da relação que existe entre as, assim compreendidas, três pessoas da divindade que a nós foi revelada pelas Escrituras. Ou seja, um é diferente do outro e assim podemos compreender como pessoas distintas ao mesmo tempo em que os três não formam um, Eles simplesmente são Um.

O termo “Trindade” foi cunhado por uma teologia posterior ao texto bíblico e, portanto, não consta nas Escrituras. Tal terminologia foi elaborada justamente por causa dos questionamentos acerca da natureza divina e dos perigos que tais questionamentos e suas possibilidades gerariam. Deus é um só, ao mesmo tempo em que o Pai a quem Jesus orou é Deus, o próprio Jesus é Deus e o Espírito Santo, o outro Consolador, também é Deus. Nota-se que cada uma das pessoas não constitui um Deus, mas cada uma delas é Deus. Nota-se também que as pessoas da Trindade são distintas, pois Jesus orava ao Pai e foi sucedido por outro Consolador, ou seja, como cunhou a Teologia, uma outra pessoa diferente da sua pessoa. Embora sendo outra pessoa com funções distintas, trata-se do mesmo ser divino. É outro mas é Ele mesmo.

Talvez, essa “economia” divina nos seja evidenciada para fins didáticos por conta das diferentes atribuições de cada uma das pessoas do Ser de Deus. O Pai gera, o Filho redime e o Espírito Santo ministra e talvez tal enumeração de pessoas é a nós conhecida para que tenhamos condições mínimas de compreender o ser divino que é a nós impossível de ser compreendido, medido ou humanamente definido. Somos um grão de areia que se atreve a dialogar com o Universo, e às vezes achamos que podemos manter um diálogo em pé de igualdade.

Essa divisão de pessoas não é criação humana, não é produto de quem quer e se esforça para compreender o ser de Deus, ao contrário disso, é a maneira como o próprio Deus se apresentou a nós em Jesus Cristo, pois Ele se manifesta com amor, como Pai que busca relacionar-se com filhos que foram feitos à sua imagem e semelhança. Embora sejamos mero grão de areia diante do Universo, às vezes nos portamos com certo atrevimento por conta das muitíssimas semelhanças que existem entre o nosso ser humano e o Ser divino. Deus é inatingível por conta de sua natureza tão contrastante com a nossa natureza pecadora e limitada, mas ao mesmo tempo existem muitíssimas coisas comuns entre Deus e nós, pois fomos moldados por Ele mesmo e Ele nos deu vida de uma maneira toda especial, à sua imagem e semelhança.

Há algo de especial na criatura humana. A única marcada com a imagem e a semelhança de Deus dentre toda a criação. A única que sempre foi, desde sua criação, procurada pelo próprio Deus para um relacionamento, para conversas no final da tarde. A única que sempre foi objeto do amor do criador e que, mesmo depois de ter-lhe dado as costas na rebelião do pecado, continuou a ser o objetivo de Deus num mundo condenado.

Mas, quanto a esta relação de amor que existe entre o Criador e sua criatura humana e que é a razão da existência humana, por causa do estrago que o homem causou a si e à criação em seu ato de insurgência, cometendo o injustificável pecado, a justa natureza divina exigiu que a justiça fosse praticada com o derramamento de sua ira por causa do mal cometido para saná-lo. A relação foi quebrada pelo homem, e o homem teria que restabelecê-la, embora não pudesse por causa de suas novas limitações adquiridas com a agora natureza pecaminosa. Como poderia o homem satisfazer a exigência da perfeita justiça com ofertas ou ações maculadas, com imperfeições. Tudo o que o homem faz está impregnado pelo pecado que o nutre, possui e norteia. Ele não mais tinha méritos para reassumir seu antigo lugar de honra e de destaque na presença de Deus. Embora a raça humana esteja decadente, ainda havia nela algo de especial aos olhos do Criador e tal foco nunca foi perdido por Deus. O que é aos homens comuns impossível, não o é para Deus a respeito da justiça necessária à redenção humana.

Mistério tão insondável e glorioso, como a Trindade, é o igualmente insondável e glorioso mistério da encarnação da segunda pessoa da Trindade, o Filho de Deus. O próprio Deus se fez homem, sendo, portanto, um homem nascido de mulher com um corpo que perece ao mesmo tempo em que é Deus, Eterno desde sempre e Todo-Poderoso. Assim como cada pessoa da Trindade não é uma fração do Ser de Deus, elas coexistem, o ser da segunda pessoa da Trindade, Jesus Cristo, não é fracionado ou parcialmente homem e parcialmente Deus. Não foi feita a mistura dos seres humano e divino em Jesus, essas duas naturezas distintas não afetaram uma à outra como que se a natureza divina privilegiasse a humana enquanto que a humana comprometesse a divina formando-se assim um semi-deus à semelhança do que os gregos imaginavam. Em Cristo, o mistério e o milagre do verdadeiro e pleno Deus e do verdadeiro e pleno homem estão plenamente e perfeitamente presentes em seu ser. Ele é totalmente humano e isso é necessário para que a condição humana seja restaurada à presença de Deus por seus atos como redentor e Ele é totalmente Deus pois além de ser o criador Ele é aquele que é o Senhor da história e do universo, sendo também capaz, por sacrifício na cruz e ressurreição, de restaurar a criação conforme seus próprios propósitos eternos estabeleceram. Essas duas naturezas, a humana e a divina, em Jesus, coexistem.

A vinda do próprio Deus a este mundo, não em mera forma humana como se essa forma fosse passageira, mas assumindo uma forma e natureza humanas de uma vez para toda a eternidade, é um ato de humilhação e de glorificação do próprio Deus na pessoa do seu filho Jesus Cristo. Deus “desceu” de sua glória na pessoa de Jesus e humilhou-se à forma humana, Ele não usurpou ser igual a Deus, mas esvaziou-se, negou sua própria natureza e nasceu da virgem Maria, submetendo-se a uma natureza inferior, destituída da glória que sempre possuiu para viver entre os homens com o propósito de salvá-los dos seus pecados através do sofrimento e da morte numa cruz, uma condenação costumeiramente conferida a bandidos, a malditos, sendo que tal condenação foi injustamente atribuída sobre o inocente. Sobre Jesus foi derramada toda a maldade humana e a ira de Deus por causa de tal maldade que Ele carregou em seu próprio ser recaiu sobre Ele, satisfazendo a justiça divina em seu próprio Filho. O pecado pôde ser quitado com o sangue de um inocente que se entregou para pagar pelas penas do verdadeiro culpado. A humilhação de Cristo foi a mais penosa humilhação que um ser sofreu e ninguém poderá experimentar algo semelhante. Ninguém poderia pagar tamanho preço e sustentar tamanho fardo. De Deus que é, em sua glória, Jesus submeteu-se aos escárnios, sofrimento e morte de cruz e foi o seu amor que o moveu a destituir-se de uma glória eterna para experimentar tormentos que seriam removidos daqueles que deveriam sofrê-los. Como homem Jesus representou aos homens diante da justiça divina para que pela fé eles pudessem ser justificados, como homem Ele satisfez a ira de Deus que sobre eles seria derramada e como homem Ele adquiriu méritos que asseguram a salvação àqueles que têm fé nEle. Durante sua vida em nosso meio, Jesus orava e se submetia à vontade do seu Pai e como um filho obediente submeteu-se à humanidade e à condenação injusta na cruz para satisfazer a justiça de Deus.

Assim, o Deus Todo-Poderoso criador do Céu e da Terra fez-se plenamente homem na pessoa de Jesus Cristo e este ato foi uma demonstração do seu amor àqueles que nEle crêem. A realidade humana de condenação só poderia ser revertida com a quitação da dívida imposta pelo pecado e a justiça divina exigia tal pagamento que homem nenhum poderia pagar por estar muitíssimo comprometido pelo próprio pecado, e como Jesus não conheceu pecado Ele era a pessoa humana mais apta para este trabalho.

E Jesus é plenamente Deus além e ser plenamente homem, e por ser Deus o Universo se rende àquele que se fez homem, e por ser Deus a morte não poderia reter o Senhor de todas as coisas e autor da vida. Por isso, Jesus ressuscitou, vencendo a morte e tal vitória é compartilhada com todo o seu povo. Mas, antes disso, esta vitória e os atos que a antecederam fizeram com que Cristo fosse glorificado por seu Pai, não que Ele não o fosse antes, pois sempre teve a glória devida, mas agora tal glória é compartilhada com todos aqueles que se beneficiaram de seus feitos e, portanto, é ainda mais elevada. Assim, a justificação obtida pelos crentes em Cristo é uma parte de todos os benefícios que dEle recebemos por seus atos. Ao assumir nossa natureza e compartilhar do nosso ser, e vida, com suas lutas, alegrias e dores, Cristo nos faz compartilhar também da glória que sempre lhe pertenceu e que a Deus é digna. Ele nos faz assentar em lugares celestiais, em sua glória, para desfrutarmos como reis e sacerdotes das excelências que lhe pertencem, realidades antes impensáveis a nós. Ao compartilhar da nossa vida, Cristo compartilha conosco da sua vida e são nestas realidades que os cristãos devem ter firmes os seus olhos e corações, pois num certo momento histórico, Cristo voltará a este mundo para colocar ordem em todas as coisas, restabelecendo seu reino também onde hoje o pecado teima em querer reinar. Consciente dessas verdades, o Apóstolo Paulo recomenda-nos a imitar o que Cristo fez, sabendo que nunca haverá proporcionalidade entre as ações de Cristo e as nossas ações. Que não ousemos pensar que fazemos muito por Deus! Mas que atentemos para o fato de que se Cristo foi capaz de fazer algo tão extraordinário e que por isso desfrutamos hoje de bênçãos imensuráveis que se prolongam para a eternidade que sejamos nós também capazes de nos esvaziarmos de nós mesmos em função de algo ou de alguém que de nós precise, sabendo-se que nossa prioridade é a proclamação da Palavra que conclama as pessoas à salvação que há em Cristo e que tal proclamação serve à glória de Cristo, diante de quem todos os homens de todas as eras se prostrarão no dia do Juízo, confessando a glória daquele que é digno de julgar. Uns farão isso enquanto já desfrutam da glória do Senhor, coisa que continuarão a fazer por toda a eternidade na presença de Deus; enquanto que outros confessarão sua glória na medida em que forem recebendo suas sentenças de banimento da glória de Deus por terem amado mais a glória dos homens e a glória deste mundo transitório e condenado do que a glória de Deus que foi revelada em Cristo durante suas vidas.

24/02/2010

A "dominação" da perversão sexual em nosso tempo.

Recebi um texto por e-mail de um amigo e irmão na fé com reflexões e citações sobre a perverção sexual em nosso tempo e como a mídia e o poder público têm lidado com isso e como a Igreja cristã deve se posicionar a respeito.

Esse amigo e irmão, Cassiano, me autorizou a postagem do seu texto, que segue logo a seguir:

Caros irmãos:

Há pouco tempo atrás, fomos surpreendidos pela investida dos homoafetivos (novo termo carinhoso criado provavelmente por algum deles para disfarçar a sua teratológica preferência sexual), no sentido de tentar legalizar a proibição de ser dito que tal prática vai contra os mandamentos de Deus. Ações judiciais emergiram para coibir editoras bíblicas de imprimirem os versículos que dizem algo a respeito. Só espero que Deus não permita que isso aconteça. Mesmo que um dia eu seja proibido de falar a respeito, não me calarei, pois diante da notória e indiscutível incompatibilidade entre a lei dos homens e a de Deus, devemos seguir a última.

Não muito tempo depois e enquanto o assunto ainda gerava polêmicas, surge o malfadado reality show em sua 10ª edição, que tem muito mais a ver com "amigo da onça" do que com "grande irmão", cuja direção disse não temer a reação da comunidade evangélica pelo fato dessa edição ser a mais promíscua e blasfêmia de todas (com clara apologia ao homossexualismo, com direito a beijos entre homens transmitidos ao vivo), dizendo que somos "desunidos e omissos", provavelmente imaginando estar atacando a sua atual maior concorrente, a TV dos "Bispos".

Para "ajudar a piorar", na calada da noite e em pleno final de ano, para passar desapercebido, o Presidente Lula e sua comitiva de plantão aprovaram o texto do herege Programa Nacional de Direitos Humanos III, o qual defende, entre outras barbáries, a invasão de terras, a relativização do direito de expressão, a proibição do uso de símbolos religiosos e a descriminalização do aborto em qualquer tempo de gestação, dentre outras barbáries, o qual Lula disse ter assinado sem ler (também segue arquivo anexo e estes links: http://www.youtube.com/watch?v=dODTR0jBlGI e http://www.youtube.com/watch?v=rfRxa5r29Wg). Não deixem de assistir os dois, é assustador!


Concomitantemente, uma propaganda do Governo Federal de "conscientização" sobre sexo seguro no carnaval mostra um jovem dialogando com um preservativo animado, o qual lhe incentiva a fazer sexo com outro rapaz em que o protagonista principal, segundos antes, em tons afeminados, diz ter ficado deslumbrado com sua beleza. No final, o slogan dessa propaganda anátema gira em torno de algo assim: "Seja por amor, paixão ou só sexo, use camisinha"! Vejam vocês mesmos: http://www.youtube.com/watch?v=FQrXPR1gOhA&feature=PlayList&p=232ABABAEADEF317&playnext=1&playnext_from=PL&index=2

Como se não bastasse, o cantor Elton John, em entrevista para a revista norte-americana "Parade" disse acreditar que "Jesus era gay"! Segue o link da notícia: http://br.noticias.yahoo.com/s/19022010/48/entretenimento-elton-john-jesus-gay.html. Ora, se ele quer ser gay ou defender os seus direitos de o ser, que não atente afrontosamente contra aquele que morreu na cruz para salvar nossas vidas! Quanta ousadia e petulância impingir ao Filho de Deus uma mácula dessas! Será que ele e sua classe não entendem que é perfeitamente possível um homem não ter relação com uma mulher sem necessariamente ter que ser homossexual? Jesus veio para a Terra para cumprir uma missão muito maior do que a sua mente vazia pode compreender!

Felizmente, sabemos que a vida não se resume a opulência e prazeres carnais! Quantos sinais do final dos tempos! Daqui a pouco, nós seremos os anormais! Não podemos nos calar diante dessas afrontas à humanidade e ao nosso Deus! Façamos a nossa parte de propagar os Seus Sagrados Estatutos!


"Quem defende o aborto e o homossexualismo só o pode fazer hoje graças aos seus pais, que não tiveram a mesma idéia." - Cassiano R. Rampazzo.

09/02/2010

Avivamento evangélico ou decadência?



O Evangelho é a boa-nova da salvação e tal mensagem deve ser proclamada a fim de que Cristo e seus feitos sejam anunciados com o objetivo de glorificá-lo e também de levar outras pessoas à fé, ao ensino das Escrituras e à salvação.

Tal ordem dada pelo próprio Jesus deve ser cumprida e alguns poderão dizer que em nosso tempo, esta proclamação está sendo feita em quantidade nunca antes vista, pois os meios de comunicação estão repletos de evangélicos proclamando a sua fé, ao mesmo tempo em que igrejas evangélicas estão se multiplicando tal como o número de pessoas que as frequentam.

Alguns entusiastas chegam a afirmar que a igreja evangélica está experimentando um período de avivamento, de renovação, um "mover" especial...

Isso é uma meia verdade.

Se é meia verdade, é porque há verdades e também existem equívocos nesse "mover".

É verdade que igrejas estão crescendo, que a mídia está repleta de pregadores, que o nome de Jesus e partes da Bíblia estão sendo pregados.

Mas também é verdade que a pregação está prostituída e que o "evangélico" moderno é fruto de uma abordagem incorreta da Bíblia, pois visa-se o ganho, o individualismo, o triunfalismo num tipo de prática religiosa que nada tem a ver com a prática cristã vivida pela igreja primitiva ou ensinada pelas Escrituras.

O evangélico moderno compra suas "bênçãos" utilizando-se de prática religiosa pagã disfarçada de bíblica, e assim passa a acreditar que Deus fica obrigado a liberar as bênçãos que estavam retidas no céu ou nas mãos do Diabo.

Não percebem que tal prática faz parecer que Deus é mesquinho? Que Ele age em resposta a rituais banais?

Além do interesse, das negociatas com Deus por meio de falastrões gospel, os resultados imediatistas desse tipo de abordagem em nada tem a ver com o tipo de vida que a Bíblia aponta para os seus praticantes. O caráter cristão caracterizado por uma vida devota, servil, marcada pelo amor, pela fé e pela humildade; a prática da gratidão e de súplicas (exigências e decretos nunca!); uma prática espiritual cristã que influencia todas as áreas da vida, que leva a um viver solícito, relevante, pacificador, analítico, construtivo, baseado na verdade.

O novo evangélico do "avivamento" percebido em nosso tempo não é atraído pelo Evangelho ou por Cristo, mas pelas promessas deturpadas de um tipo de mensagem que mistura textos da Bíblia utilizados para finalidades bastante diferentes daquelas que são marcas do cristianismo bíblico. Ao invés de uma vida de devoção e piedade, o "motor" desse mover "evangélico" atual é o marketing e a propaganda. A fé deu lugar a um capitalismo caricaturizado, gospel.

Além disso, esse sistema religioso sustenta pregadores orgulhosos, insanos, que com técnica convencem suas platéias a não serem críticas e a acreditarem em seus poderes sobrenaturais. Eles têm o poder de determinar milagres, de estender as mãos para liberar bênçãos, de gritar baboseiras que todo o inferno teme e que Deus atende (perceba o absurdo!), sua voz, suor e lágrimas têm poderes sobrenaturais... e a corrupção, as mentiras, a falta de caráter, o amor ao dinheiro, o charlatanismo, os conchaves políticos, os favorecimentos, as fraudes, as usurpações, os golpes, etc, etc... tais coisas absurdas e impensáveis em servos de Cristo não chegam a macular as imagens desses "ungidos". E isso porque suas platéias não estão interessadas numa vida cristã e muito menos no Senhor, estão interessadas em resultados imediatos, em terem os seus interesses mundanos atendidos e para isso um comportamento ético pouco interessa.

Tais embusteiros são, na verdade, incrédulos! Ora, se acreditassem realmente em Deus não o ofenderiam tanto com suas práticas depravadas! Somente são capazes de agir assim porque não temem a Deus e só não o temem porque não o conhecem. O desprezam!

Até aqui, pelo que vimos, parece que essa fórmula dá certo, afinal as igrejas estão crescendo...A fórmula de misturar a água do evangelho com a lama do capitalismo, do paganismo, do imediatismo, etc. Mas dessa mistura sobra apenas a lama (talvez mais aguada, mas ainda assim apenas lama...). Deus não endossa o erro, não sustenta a subversão da sua Palavra, não se contamina, é Santo...

Assim, pode-se fazer uma previsão desse "avivamento" evangélico: Como os pressupostos desse mover não são o arrependimento, ou o discipulado genuinamente bíblico, mas ao invés disso, são as promessas, os ganhos, as realizações de sonhos, o triunfalismo nesse mundo, etc... e como Deus não está nesse mover (ora o que temos não é a água que limpa, mas a lama aguada que suja...) deduz-se facilmente que essa fórmula evangélica atual se desgastará na medida em que as promessas plantadas nas platéias forem se frustrando (ora, Deus não as atenderá!). Assim, pode-se prever que este "avivamento" gerará uma decepção generalizada com o Deus da Bíblia! Ora, não importa se a coisa foi muito mal trabalhada, deturpada, prostituída e portanto, vazia de Deus. O que importará é que não funcionou (é claro!) e obviamente a culpa será por eles, os decepcionados, atribuída a Deus e não aos embusteiros que subverteram a mensagem e que, portanto, mentiram! Deus não os terá por inocentes...

Este mover evangélico, gospel, apostólico, triunfalista tem fortíssimas chances de dar lugar ao ateísmo ou ao avivamento de religiões como o islamismo, o espiritismo, o hinduísmo, o budismo, etc, que se apresentarão como opções de abordagem religiosa a um grande público fragilizado e decepcionado com sua fé. Os muçulmanos brasileiros já estão trabalhando muito nesse sentido (ver www.islan.com.br)

Espero que muitos se voltem para o verdadeiro Evangelho, sem necessariamente esperarem o desapontamento que uma abordagem corrompida gera.

O Evangelho consiste no que Deus fez por nós na pessoa de seu filho Jesus. Ele deu-se por amor a nós! Deus não faz negociatas com os homens (quem somos nós?). Todos estávamos perdidos, em trevas absolutas por conta dos nossos pecados que nos separavam eternamente dEle. Em toda a história, em todas as culturas, sempre existiu uma busca angustiante por este que se revelou em Cristo. Aqueles que não o conheceram tiveram que criar os seus meios para tentar viver da melhor forma por meio de suas crenças, rituais e ideologias... tudo o que podiam era apenas tentar encontrar a salvação de suas almas, mas nada podemos fazer para sermos salvos... somente Deus o poderia fazer, e Ele fez a única coisa que poderia ser feita para que as trevas do pecado se dissipassem: Deus, em Cristo, fez-se homem para ensinar-nos o caminho e a verdade e assumiu nossa culpa, pagando pelos nossos pecados na cruz, nos apresentando justificados por Cristo diante de Deus.

Quando recebemos tal dádiva por meio do Evangelho - a boa-nova da salvação, a angústia da perdição, da escravidão ao pecado dá lugar à liberdade que a verdade proporciona. Pela fé em Cristo recebemos todo o favor de Deus, somos salvos pela sua graça, os atos de Deus a nosso favor são gratuítos. Ele se dá a nós e nós correspondemos ao seu amor com uma vida de devoção e isso é o viver cristão, algo essencialmente diferente dessa prática no atual mercado gospel.

O cristão verdadeiro exterioriza em seus atos de amor e devoção transformações profundas que Deus já realizou em seu interior e isso é salvação. Tal vida, livre da escravidão e da escuridão do pecado, mudado de um modo de viver afastado Deus para um modo novo de viver repleto da presença de Deus, é eterna porque tal como Cristo ressuscitou, vencendo a morte e o pecado, todo aquele que simplesmente crer nEle também vencerá.

03/02/2010

Chefe da ONU alerta para futuro terrível sem acordo climático



http://br.noticias.yahoo.com/s/reuters/090811/manchetes/manchetes_ambiente_onu_chefe

Ter, 11 Ago, 08h17

SEUL (Reuters) - O fracasso em agir rapidamente para combater as mudanças climáticas pode provocar o aumento da violência e uma grande instabilidade no mundo, uma vez que os padrões climáticos globais mudam drasticamente, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, nesta terça-feira.

Se nós falharmos em agir, a mudança climática vai intensificar as secas, as enchentes e outros desastres naturais", disse Ban em um fórum próximo de Seul que acontece semanas antes de uma conferência do próprio secretário-geral sobre as mudanças climáticas, em setembro.

"A falta de água vai afetar centenas de milhões de pessoas. A subnutrição vai tragar grandes partes do mundo em desenvolvimento. As tensões vão piorar. A instabilidade social -- incluindo a violência -- pode acontecer", afirmou Ban no evento em Incheon.

As emissões de gases causadores do efeito estufa são consideradas a principal causa para o aquecimento global. Os países vão se reunir em Copenhague em dezembro para trabalhar em um novo acordo climático global para reduzir as emissões que substituirá o Protocolo de Kyoto, que termina em 2012.

Ban, que considerou a mudança climática um tema fundamental para a humanidade, pediu que líderes mundiais atuem rapidamente para que um acordo possa ser alcançado em Copenhague.
Esta semana representantes de 180 países se reúnem em Bonn, Alemanha, para negociar sobre o clima, em meio a alertas de que o tempo está passando para que um acordo bastante completo seja concretizado até o fim do ano.

(Por Jon Herskovitz; com reportagem de Alister Doyle em Bonn)

**O encontro ocorrido em dezembro passado, em Copenhague, não deu em nada...

Alguém pode se perguntar por que postei essa matéria aqui neste blog para reflexões cristãs?

Antes de associar os fatos que já nos ameaçam com os sinais dos tempos, porque tais sinais tem sido sentidos ao longo da história e o problema simplesmente se agravará até o retorno do Senhor para julgar o mundo (Mateus 24 e 25), o que eu pretendo com a publicação da matéria acima é promover a reflexão na Igreja a respeito do seu papel profético num mundo decadente, especialmente em tempos de grandes tribulações.

Lembro-me que a função do homem, conforme descrita no final de Gênesis 1, ao ser criado e ser colocado no jardim de Deus (o Éden) era de cuidar tanto do jardim como do restante da criação e esta ainda é a nossa responsabilidade.

Foi o pecado humano que colocou toda a criação em estado de agonia (Romanos 8. 22) e o que se vê em nosso mundo é um efeito do que a humanidade faz diante de Deus, seu pecado, sua rebeldia e insubordinação, seu desamor e o culto à criatura em vez do culto à Deus.

Além de o pecado nos destruir, ele destrói também o mundo que nos cerca. Estamos colhendo o que plantamos (Gálatas 6. 7)... (estou falando da humanidade)

Oremos sim, para que haja misericórdia, todos queremos abundância de àgua, de alimento, de saúde, de alegria... mas num certo tempo a humanidade estará sujeita a tempos difíceis e, pelo que as evidências apontam, estamos muito próximos de tempos de muita escassez.

Somos cerca de 6,5 bilhões de pessoas sobre a face da Terra e seus recursos estão em colapso para atender às nossas necessidades, principalmente por causa da ganância daqueles que detém o poder capitalista.

Então, o que a Igreja deve fazer?

1 - Pregar e praticar o Evangelho com dedicação e zelo, conclamando os povos ao arrependimento.
2 - Praticar a vigilância sempre, pois não sabemos quando certas tribulações acometerão a humanidade. Devemos estar preparados sempre e atentos!
3 - Valorizar a humildade, o amor e o contentamento com uma vida simples, com gratidão a Deus. Se o contentamento com uma vida simples fosse praticada, certamente comprometeríamos menos recursos naturais do nosso planeta para a nossa subsistência.
4 - Tratar toda a criação de Deus com respeito, amor e gratidão. Nossa função é cuidar do que Deus fez e tudo o que Ele fez é muito bom (Genesis 1. 31).
5 - Ser realista sem ser extremista e enfrentar o problema com fé, consciência e, acima de tudo, submissão a Deus, sabendo que ser realista nada tem a ver com falta de fé. Ignorar o problema é estar despreparado para enfrentá-lo!
6 - Preparar-se para lidar com as necessidades humanas mais elementares como a fome, a sede e a dor e suas consequências como o desamparo, o desespero e a violência, lançando-se ao socorro dos aflitos.
7 - Ter a consciência que somente ela (a Igreja) é a voz de Deus para consolar o aflito, para apontar a salvação, para estender a mão compassiva do Senhor (de quem ela - a Igreja - é o corpo).
8 - Desapegar-se das bobagens de um "evangelho" da prosperidade e pregar o verdadeiro Evangelho que aponta para a glória de Deus e dos seus redimidos. Este Evangelho deu força aos cristãos primitivos enquanto eram perseguidos por Roma e dará força aos cristãos em tempos de aflição, pois sua paz e amor excedem todo entendimento (Efésios 3. 19, Filipenses 4. 7).
9 - Praticar fervorosamente a oração, a adoração a Deus, o amor ao próximo, a disciplina e a mordomia cristã com integridade de caráter.
10 - Olhar sempre para Jesus, o autor e o consumador da fé (Hebreus 12. 2), de quem vem a renovação de nossas forças e o apontamento do caminho correto.
11 - Admitir a possibilidade de não termos bom êxito em nossas empreitadas nesse mundo, mas não fraquejarmos por isso, pois nossa vitória final e recompensa será desfrutada no dia em que Cristo nos disser: "Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo..." (Mateus 25. 34)
12 - Compreender que, em última análise, todos os acontecimentos estão dentro do propósito soberano de Deus e nada escapa ao seu senhorio. O mundo está em convulsão e está dando os sinais do retôrno de Cristo para julgar o mundo e tomar para si o seu povo para reinar eternamente com Ele. Maranata!

Não dá para saber se vivenciaremos realidades assim, mas não podemos nos omitir diante das evidêcias. Muitas pessoas já vivenciam coisas semelhantes em outras partes do mundo e a tendência é de que isso seja ampliado às outras regiões do globo. De qualquer forma, é a Igreja, e não os governos ou a ONU, que possui a responsabilidade e o poder de anunciar a salvação e de evidenciar o amor de Deus.

BISPO PREVÊ FIM DA IGREJA

Dirigente da Igreja Cristã Nova Vida, uma igreja que abriu caminho para o modelo neopentecostal brasileiro, aponta as deficiências no movimento evangélico brasileiro e chega a prever o fim da igreja – não o corpo místico de Cristo, que segundo ele “nunca falirá”, mas o atual conceito de igreja no Brasil. “A Igreja Evangélica hoje não cresce, incha. A diferença é que um corpo, quando cresce, mostra saúde; já o inchaço é sintoma de alguma doença”, aponta.
Como outros indícios desse mal, o bispo aponta a superficialidade, o mundanismo, a falta de ética e a corrupção. “Aliás, no que tange à corrupção do mundo secular, ela em pouco difere da que se alastra nos meios cristãos”, lamenta.

Leia a matéria na integra em:
http://cristianismohoje.com.br/ch/observador-do-seu-tempo/

Fonte: Cristianismo Hoje

06/11/2009

A importância do conhecimento da verdade.

O conhecimento da verdade é uma necessidade humana, somos racionais e queremos entender o porque da existência para dar paz à inquietação da racionalidade investigativa e sonhadora... Os filósofos dedicaram suas vidas e genialidade a esta causa que parece ter a ver com o encontro de nós mesmos, de nossa identidade e papel cósmico, existencial. Essa é uma busca insaciável e, portanto inatingível, a não ser que a verdade seja um ser, Aquele mesmo que criou todas as coisas e resolva se manifestar à sua inquietante e contestadora criatura como um ser semelhante a este e que supre aos anseios mais profundos da alma humana de reencontrar seu lugar seguro.
Desconhecer a verdade é vagar no que não é verdadeiro e deparar-se com muitas formas de mentira e se há uma vantagem na mentira é que ela pode assumir infinitas faces sem entrar em contradição, pois sempre será mentira enquanto que a verdade é única e inegociável, porém é também a única que nos satisfaz. Não encontrar a verdade é permanecer nas trevas do engano e ocupar-se com incontáveis mentiras enquanto que encontrar a verdade é ser salvo da eterna angústia, por hora disfarçada, de estar eternamente separado de Deus.
“Eu sou o Caminho, a VERDADE e a vida, ninguém vem ao Pai a não ser por mim...”(Jo 14. 6).

A santidade de Deus.

A santidade diz respeito à glória de Deus, ao seu poder sublime, totalmente bom, imaculado, irradiante, diante da qual tudo se prostra em adoração. É a total incompatibilidade com o pecado, ela não o tolera e ele a odeia e teme. Diante da santidade de Deus as estruturas são desfeitas, as forças revelam-se fracas, todos se prostram diante de um poder que ninguém, a não ser o próprio Deus, pode suportar. É como a luz que faz com que a escuridão deixe de existir ao seu redor e a escuridão nada pode fazer para permanecer existindo. Por ser totalmente Santo, Deus não pode se misturar ao pecado, é imaculado e dedicado à própria glória que a santidade manifesta. O pecado não subsiste na presença de Deus e aí só permanece a devida adoração a Ele. Esta (a santidade), por incrível que pareça, dada a incompatibilidade de naturezas (Deus é naturalmente Santo, Santo, Santo e a humanidade pecadora) é um atributo comunicável de Deus. Por lógica, não poderíamos nos aproximar de sua santidade, mas ao contrário disso, Ele exige que seu povo seja santificado. Portanto, este não é um atributo pertencente à graça comum, aquele tipo de graça distribuída entre toda a humanidade, mas é um atributo comunicado à uma pequena parcela da humanidade que, por obra da redenção promovida por Jesus Cristo, se distanciaram do reino de pecado e trevas e, num processo de santificação progressiva (por obra do Espírito Santo), caminham no caminho da verdade e da vida. A santidade reveste também aos filhos de Deus por meio de Jesus Cristo e permite a eles que se aproximem mais intima e confiantemente da glória de Deus, permanecendo em sua presença sem serem por sua santidade consumidos.

O amor de Deus.

O amor é um dos atributos morais de Deus. O amor significa que Deus se dá, a si próprio, para o benefício, para abençoar aos outros e essa é uma característica do seu ser que ao mesmo tempo não permite que Ele seja indiferente diante de sua criação (que é objeto do seu amor) e nos atrai para Ele. Por amor Deus enviou seu filho Jesus para morrer pela humanidade na cruz, o mesmo Jesus que sempre se relacionou amorosamente com o Pai (Jo. 14.31; 17. 24). O amor de Deus nunca se acabará, é inistinguível, não pode ser afetado por forças exteriores, pois tal como Deus é, imutável e eterno, seus atributos também o são e, portanto, seu amor é imutável, pleno e prefeito. Se o amor visa o bem da pessoa amada, e o amor de Deus é o amor em sua totalidade e perfeição, deduz-se que não haja ninguém em toda a existência que queira e faça o bem como Deus o quer e faz. O amor é um atributo compartilhado com toda a humanidade em diferentes contextos e, portanto, é distribuído por toda a criação como um elemento da graça comum de Deus a fim de que a vida seja possível e agradável. A mesma separação em “dois blocos” principais conforme o tipo também pode ser feita no que se refere aos tipos amor – o amor sentido pelos ímpios e o amor sentido pelos filhos de Deus. A razão humana costuma distinguir o amor em “tipos” conforme a aplicação, tal como o amor entre homem e mulher, o amor entre amigos, o amor de pais para com seus filhos e o amor de Deus. O ser humano é capaz de amar como resultado dessa graça comum, embora o seu amor seja extremamente afetado pela natureza pecaminosa que o deformou, fazendo com que seu amor seja uma deformação do amor perfeito de Deus – mas mesmo assim é amor (verdadeiramente, qualquer mãe “sadia”, ama ao seu filho e muitas delas são capazes de dar suas vidas por eles). Os cristãos, por obra de regeneração do Espírito Santo são capazes de viver um amor mais próximo daquele que Deus tem por suas criaturas e vivenciado entre a Trindade, mas que mesmo assim ainda está eternamente distante da plenitude do amor que somente Deus tem e sente.