A fraternidade do erro no concílio dos filhos de Belial.
Quando a perversidade é um mal comum ninguém se sente culpado. "Se eu roubei, violei ou matei? E daí? Todos fizemos coisas semelhantes! Se todos somos culpados, quem de fato o será?"
Os cães se sentem mais fortalecidos e encorajados quando agem em matilha e uma vara dos porcos arruína qualquer coisa em seu caminho como um exército imparável. Dentre eles todos são solidários nos males que fazem, eles agem em uníssono, são comparsas. Assim são as quadrilhas, assim são os bandidos de colarinho branco. Portanto é estupidez darmos a eles as nossas pérolas ou qualquer coisa que nos seja custoso. Confiar nesse tipo de criatura é estupidez completa. Eles se alimentam do próprio vômito e sempre retornam ao lamaçal conforme são incitados pela sua própria natureza, e isso sempre é absolutamente previsível. Seres bestiais não surpreendem, eles sempre agirão conforme suas vísceras insaciáveis desejam. Eles são movidos por cobiça, são doentes e escravos do mal a que se devotam.
Mas há quem confie e lhes dê poder, pois é parte da degeneração humana a prática da estupidez, da subserviência, da legitimação e celebração de tudo o que deveria ser resistido. E o óbvio, então, se consumou, e vimos com profundo abatimento pela revolta e pela vergonha alheia os cães e os porcos se entregando aos seus instintos mais primitivos, refestelando-se em suas podridões e destruindo qualquer esperança de dignidade e justiça. E eles são insaciáveis! E enquanto chafurdam nas suas imundícies eles se entorpecem com suas gargalhadas durante o minúsculo lapso de tempo em que desfrutam das decadentes glórias da brevidade, e durante esse espetáculo pareciam não se dar conta da justiça que certamente se imporá no fim do breve tempo, ainda vigente, da misericórdia.
Quando a justiça se impor, enfim, como o sol triunfante que brilha depois da noite escura, os seus risos serão trocados num despertar desolador pelo choro inconsolável e pelo ranger de dentes, que serão plenamente conscientes na condenação eterna do lago de fogo e enxofre, uma danação justa, santa e necessária em que Deus fará arder todo ímpio para todo o sempre. A turba irá, enfim, para o necessário abatedouro.
Sim, essa realidade é parte da verdadeira esperança cristã.
