03/04/2025

Brasil corrupto e as mãos sujas de sangue de grande parte da igreja

 

Os maníacos só ascenderam ao poder e de lá exerce seus desmandos porque todo o sistema está podre de corrupções, porque predomina na população um comportamento idólatra e imoral repreensível e porque grande parte da igreja, que deveria ser um poderoso luzeiro que aponta para a justiça e para a verdade, está escondida no medo enquanto exerce tipos distorcidos de espiritualidade hedonista, ególatra e imperceptível enquanto está fechada em si mesma, numa injustificável apequenação do que deveria ser o ministério cristão exercido no mundo - eu mesmo já recebi telefonema de "presbítero" me "ordenando" parar de falar de política na, até então, igreja onde eu congregava porque isso "costumava criar problemas"...

Covardes!

Omissão é pecado, corrupção é pecado, perversão da justiça é pecado, usar o nome e a Palavra do Senhor para justificar erros e omissões é pecado e o Senhor não tolera nada disso. E Ele age!

Vocês cantam e ouvem superficialidades distorcidas acerca do Senhor em seus cultos profanados e pensam que está tudo bem? Tuas mentiras recorrentes os entorpece ao passo que somente a verdade liberta! Se o povo não se arrepender e se a igreja não assumir sua necessária vocação profética todos lamentarão e ainda questionarão ao Senhor dizendo "por quê sofremos tanto mal neste mundo?"

Plantou infidelidade? Colherá ira.

"Não vos enganeis; Deus não se deixa escarnecer; pois tudo o que o homem semear, isso também ceifará."

(Gálatas, 6:7)


Caminhamos para a venezuelização do Brejil?

Essa arapuca já estava armada. O conluio dos corruptos está atuando faz tempo, primeiro para reeleger o descondenado e agora para sufocar a democracia sob o coro de zumbis lobotomizados que aplaudem o consórcio dos cretinos enquanto repetem o mantra "sem anistia".

Resistir é uma necessidade urgente!

Os corruptos do conluio comemoram a injustiça.

O "crime":

Débora Santos "pixou" uma estátua em Brasília com a frase "Perdeu mané" que pouco tempo antes foi proferida pelo Ministro Barroso, do STF. Ela foi condenada a 14 anos de prisão e multa por:

- Abolição violenta do Estado Democrático de Direito SEM fazer uso de violência;
- Tentativa de golpe de Estado SEM que haja nenhuma tentativa real;
- Dano qualificado com violência SEM que haja dano verdadeiro, nem violência, nem feridos;
- Associação criminosa armada SEM armas;
- Deterioração de patrimônio tombado com o uso de um BATOM, coisa facilmente removível com água e sabão - como de fato foi limpo.

Ou seja, uma FARSA desproporcional e injusta que somente imbecis que por pura perversidade, ou por fanatismo ideológico ou por incapacidade cognitiva defendem.

E cadê as filmagens dos circuitos de segurança dos prédios invadidos enquanto Flávio Dino, o visitante desprotegido dos territórios comandados por facções criminosas no RJ, via tudo passivamente da sua janela enquanto Lula fingia ter agenda em Araraquara... E quanto aos infiltrados que durante os protestos de 08 de janeiro eram denunciados ao vivo pelos manifestantes?

Aquilo tudo foi uma armação, foi uma armadilha para coibir os protestos que certamente se multiplicariam contra a farsa do atual desgoverno!


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O gigante acordou? - o retorno




Motivados pelo aumento das tarifas de ônibus sob o pior prefeito que São Paulo já teve (Fernando "poste do Lula" Haddad - o atual Ministro da Fazenda e da economia em declínio), em junho de 2013 ocorreram muitas manifestações por todo o Brasil onde se dizia que o "gigante acordou" e que o mundo veria "que o filho teu não foge à luta". 

Foi muito barulho, mas deu no que deu:

- Dilma inexplicavelmente reeleita,
- "Copa das Copas"/ circo da corrupção com 7X1, 
- Dilma impeachmada por pedaladas, 
- Bolsonaro eleito, pandemia... e cedeu ao centrão acabando com a Lava a Jato e qualquer possibilidade de justiça e fim da corrupção, abrindo caminho para...
- a VOLTA DO DESCONDENADO com suas hordas!

E toda a esbórnia está estabelecida agora, em 2025, com muito mais descaramento do que era em 2013.

Domingo tem manifestação na Paulista e eu ainda acredito que a pressão da população é importante. 

Mas funciona?
Se houver consistência, perseverança e ética, sim!

De nada adianta se manifestar contra uma situação reprovável mas dar projeção a outros corruptos. Isso é enxugar gelo.

Eu quero #ForaLula, #ForaXandão, #ForaLulaeSuaQuadrilha mas não quero a volta do clã #Bolsonaro.


02/04/2025

A futilidade da vida instagramável

Em 2013 uma revista fez uma matéria sobre "O Rei do Camarote" que virou meme.


Vídeo com a matéria da Veja SP  de 2013 sobre o Rei do Camarote.

Mas o ridículo tem se tornado norma numa cultura de se viver para vitrines, o desejo de se fazer da vida um espetáculo de ostentações - e isso é tido por muitos como vencer na vida, pois afinal muitos cobiçam os privilégios de também serem reis de algum camarote. 

E as redes sociais têm impulsionado essa artificialização da vida, pois lá são cultuados e tratados como influenciadores e celebridades aqueles que ostentam as suas experiências e luxos.


Vídeo feito por uma celebridade de redes sociais sobre uma igreja evangélica moderna.


O culto às aparências, as celebrações das futilidades e a idolatria das experiências tem norteado a vida de muitos (tanto dos que ostentam como dos que cobiçam) a ponto de até mesmo diversas igrejas, onde deveria-se pregar o Evangelho, e as renúncias do ego, e focar nas realidades espirituais como superiores às coisas materiais e aos prazeres mundanos, estarem se amoldando aos novos padrões de artificialidade e mediocredade da vida e da espiritualidade, num subproduto do culto ao dinheiro e aos descartáveis e condenáveis privilégios e prazeres mundanos, fazendo com que o culto que deveria ser dirigido a Deus de acordo com os padrões bíblicos seja pervertido para ser transformado numa espécie de show repleto de luzes e sons com pregações triunfalistas e antropocêntricas para a imersão das suas plateias em experiências emocionais que são artificialmente fabricadas.

A vida não é um produto para ser ostentado numa vitrine e o seu propósito não é a busca por vivenciar experiências que o dinheiro pode comprar - o propósito da vida é adorar a Deus conforme Ele mesmo requer e desfrutar dEle para todo o sempre.




Veja também:

Cultos que são superproduções imersivas

Show na igreja

01/04/2025

Orgulho de não fazer parte de nenhum rebanho

 

Ah José Saramago, que infeliz ateísmo é esse teu! 

Por heróico, nessa tua fala, posso entender que o senhor valorizava a autonomia e a independência de quem não sentia a necessidade de fazer parte de um rebanho, de um grupo de ovelhas conduzidas por outrem, coisa que teu orgulhoso intelecto desprezava. Contudo essa autonomia e independência não existem e crer nisso é crer numa utopia antropocêntrica e ególatra. 

Sempre somos escravos de algo, seja do Rei que nos liberta ou da maldição do pecado. Sempre dependemos de alguém ou de algo, sempre caminhamos por caminhos que outros andaram antes de nós e em algum momento precisaremos de alguém que nos estenda a mão. Autonomia nenhuma é plena.

A desventura seria a de ser parte de um rebanho de enganados, a de basear-se em ilusões. E, de fato, são muitos os que fazem parte desses rebanhos de perdidos. Maus pastores existem aos montes, e eles estão na religião, na filosofia, nas ideologias, na política, nas escolas, na literatura... Contudo, bom pastor existe um, e ele cuida muito bem das suas ovelhas. 

É uma pena que o teu ateísmo te fez desprezar a graça e o privilégio de ser parte do rebanho formado por pessoas de todas as matizes e lugares que crêem e que servem ao Senhor Jesus Cristo, pois debaixo dos seus cuidados nós não somos como gado, como bichos, mas somos gente em sua plenitude. Não existe nada mais sublime do que reconhecer-se como imagem e semelhança do próprio Criador, de ser acolhido como filho de Deus, de ser feito herdeiro das glórias da eternidade com Jesus. 

Prefiro trocar o termo heróico, um apontamento de orgulho e de altivez estúpida, pela virtude da humildade, coisa necessária quando se está diante do Todo-Poderoso e Santíssimo Deus - e todos estamos permanentemente diante dEle, seja como filhos que o honram ou como réprobos destinados ao juízo.. 

Pena que muitos homens notáveis, como o senhor, desprezaram ao Supremo Pastor, Juiz e Redentor Jesus Cristo porque cometeram o erro grave de apostar tudo na nulidade das glórias humanas e no pó dessa terra.

Agora homens como o senhor entenderam o Evangelho, mas para muitos é tarde demais.

Discordâncias exegéticas

 


Pastores Marcos Granconato e Carlos Augusto Vailatti - ambos são pastores batistas, mas Granconato é Calvinista e Vailatti é arminiano, ambos usando ferramentas da exegese e do exame das línguas originais, porém, chegando a conclusões divergentes.

A exegese e o conhecimento das línguas originais não são suficientes para se ter uma conclusão teológica segura e não são suficientes para promover a unidade da fé.

Para a boa teologia deve-se recorrer às ferramentas que dispomos para o entendimento das Escrituras a partir dos seus contextos originais, mas não somente isso, deve-se sobretudo seguir as instruções dadas pelo Senhor Jesus para o correto e fiel entendimento da sua Palavra:

  1. O verdadeiro Mestre das Escrituras é o seu autor. É o Espírito Santo, o mesmo que inspirou os autores humanos que escreveram todos os textos bíblicos, quem ilumina os crentes que receberam esses textos para os compreenderem corretamente - João 14: 26; 1 João 2: 27.
  2. O verdadeiro entendimento das Escrituras é cristocêntrico, tudo nelas aponta para a vida, a obra e a glória do Senhor Jesus Cristo - Lucas 24: 25 - 27 e 44 - 47.
  3. As profecias não têm interpretações particulares e não são produzidas por homens, mas procedem de Deus - 2 Pedro 1: 20, 21.
  4. Deus não muda de ideia e não mente! Seus desígnios são insondáveis, a não ser a verdade plenamente suficiente que Ele já nos revelou por inteiro, a Biblia - Tiago 1: 17; Hebreus 6: 17 e 18; 2 Timóteo 3: 16; Romanos 11: 33 - 36.
  5. A palavra de Deus deve ser entendida conforme os discípulos do Senhor Jesus a receberam, por Ele foram ensinados e então eles foram preparados, comissionados e receberam autoridade para ensinarem outros, fazendo novos discípulos que, por sua vez foram imbuídos a passar a doutrina recebida para as gerações futuras. A igreja tem, portanto, o ministério de levar adiante a Palavra recebida assim como uma corrida de bastão em que um atleta corre um percurso e passa o bastão para outro atleta continuar a corrida, que passa para outro e outro até que toda a trajetória seja cumprida - Gálatas 1: 8, 9 e 12; 1 Coríntios 11: 23; Mateus 28: 19 e 20; 2 Tessalonicenses 3: 6.
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Todos tem sua própria versão dos fatos.

Todo mundo tem sua narrativa. 

Mas será que toda narrativa é certa?

Até mesmo o Faraó confrontado por Deus através de Moisés pensava que seus motivos eram legítimos...

"Essa gente de qualidade inferior, meros escravos, está se multiplicando, estão tendo muitos filhos, e pode ser que, numerosos, venham a se transformar numa ameaça à nossa civilização, aos nossos costumes, à nossa cultura. E isso seria terrível, semelhante a um bote traiçoeiro da serpente que criamos, afinal nós abrigamos esse povo sem terra em nossas terras, demos comida, moradia, meios de subsistência em troca de trabalho, algo justo nas nossas leis. Então temos que impedí-los de se rebelarem em ingratidão, vamos controlá-los pelo medo, pela dor, pela desarticulação. Vamos matar os seus primogênitos!" - texto meu, meramente especulativo.

Você concordaria com os motivos dados por Faraó para agir como agiu?

E quanto às razões apresentadas por Satanás à Eva no Éden ou para Jesus no deserto?

E quanto às razões de Hitler acerca do holocausto nazista? Muita gente concordou com ele. Ou dos escravagistas argumentando a favor dos benefícios dessa exploração para seus negócios? Ou daqueles que pensam ter boas razões para praticarem abortos? Ou os argumentos dos idólatras e dos ateus contra a Graça do Evangelho? Ou os argumentos daqueles que deturpam a verdade e dos que querem atualizar a Bíblia? Afinal, segundo um tipo de pensamento que tem recebido ampla adesão nesses nossos tempos, a verdade é fluída, cada um tem ou forma a sua, ela é plural ou pode ser que nem exista.

Para quase tudo existe ampla argumentação. 

Mas as argumentações são suficientes para que se possua a verdade? Não neste mundo, pois todos temos um parâmetro sempre limitado e comprometido das coisas. Mas existiria uma solução muito especifica, e se a verdade descesse da plenitude para se mostrar entre nós, no nosso mundo? Foi exatamente isso que o Senhor Jesus Cristo fez...

"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai." - João, 1: 14

"Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus, o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz." - Filipenses, 2: 5 - 8

A verdade manifestada de forma plena e que pode ser perfeitamente conhecida é uma pessoa, é o Senhor Jesus Cristo, o Deus que se fez homem.

"Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." - João, 14: 6

E essa verdade (para a qual fomos feitos e nenhum de nós pode negar) só pode ser recebida por nós através da sua auto-manifestação, através da suficiência da pregação do Evangelho, e ela deve recebida com fé - e isso é inegociável.

Leia também:

O Evangelho 

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2023/08/o-evangelho.html

Todo servo de Deus é forjado no deserto.



Todo servo de Deus é forjado no deserto.
Todo pensador e todo filósofo só o é por causa da desilusão e da angústia.
Todo verdadeiro artista conhece o desencanto para a partir dele criar arte que expresse virtude.

Facilidades, convenções e entorpecimentos não servem à verdade, antes, a atenuam, filtram, distorcem e suprimem. É fácil ler sobre virtudes e sair tagarelando, feito papagaios, sobre verdades que outros disseram. Mas conhecer de fato não é mera bagagem intelectual, repetir frases não é possuir seus significados e não é ser quem viu a face do gigante chamado inquietude. Conhecer é ser submetido à prova para que se comprove o quanto das suas bagagens permanecerá, para que venha à evidência o que de fato se é, o que há de real em você. Nessa jornada muitos morrem no deserto ou por fraqueza ou por punição. Conhecer é ser refeito na olaria para que o que se julga saber passe da superfície para ser enxertado nos seus ossos, e esse é um processo de dor, e somente assim se pode ser purgado e refeito num novo homem, agora envelhecido pela depuração, mas que que fez dele bem mais consciente. Ser iluminado implica em ter a pele queimada pela luz que primeiro e por um tempo te cega, mas que permitirá enxergar de fato, mas somente se você for curado.

As facilidades, convenções e entorpecimentos a que multidões recorrem como meios de se obter felicidades apenas superficiais e imediatistas as estupificam em modos de se viver que são adormecidos e anestesiados, e essas coisas sempre exaltam e dão proeminência aos hipócritas.

Se você quer ser uma pessoa íntegra, um homem consciente e um conhecedor da verdade, não é na segurança das manadas e nas facilidades que todos buscam que você encontrará a virtude, pois a verdade não está em nenhum entorpecimento, pois o seu caminho é estreito e bastante apertado e são poucos os que andam por ele.

Veja também:

O orgulho de não fazer parte de nenhum rebanho.

O gotejamento que enche o cálice da ira de Deus

Os homens se vendem muito facilmente, até mesmo a maioria dos que se julgam íntegros e fiéis aos seus princípios. 

Basta alguma argumentação que o fruto proibido será mordido. Basta um pouco de fome e a primogenitura será vendida por qualquer prato de lentilhas. Basta parecer agradável aos olhos e homens que parecem ser bons cedem alegremente às quebras dos mandamentos de Deus através de artifícios que façam com que pecados pareçam ser aceitáveis, pois desde o Éden, o pai da mentira tem se dedicado em fazer com que o mal seja tratado como um bem desejável, ele vende a morte em embrulhos desejáveis nas cores e brilhos que costumam seduzir as pessoas - pois o Diabo é um vendedor hábil e muito experiente que costuma estar nas capas das revistas sob múltiplos disfarces e, principalmente, nas sombras de tudo o que este mundo celebra.

E é assim que não tem mais problema que se tenham incontáveis outros deuses e coisas que as pessoas adoram (ah, o dinheiro! Quem não está disposto a fazer sacrifícios por ele ou pela exaltação do próprio ego?); e não tem mais problema nenhum fazerem imagens de deuses, e do próprio Senhor para tornar mais "didática" a sua assimilação (imagens como a do "cristo redentor" não honram ao Senhor, o profanam); e não tem mais problema profanar o dia dedicado à sua adoração, bem como profanar o culto, fazendo nele o que nos dá prazer (ah, o edonismo, o homem como centro, as canções repletas do "eu"...); e não tem problema banalizar o nome do Senhor Jesus, usando-o em vão como se fosse uma "marca" num mercado "gospel", uma fonte de lucro, um "filão" mercadológico, uma alternativa aos jogos de sorte ou qualquer misticismo barato - porque, pensa-se, a cultura evangélica "honra" e "serve" ao Senhor (grande engano!); e é discutível se devemos honrar pai e mãe (pais e família são temas a serem superados nesses nossos "desenvolvidos" tempos); não tem mais problema matar, odiar, desprezar, destruir reputações (o mundo é uma arena e para me dar bem eu tenho que pisar nos outros); nem cobiçar, invejar (ah Instagram...); nem adulterar, divorciar, recasar (um mito antiquado e há tempos superado - embora a Lei de Deus seja ETERNA); nem mentir, deturpar, defraudar, apropriar-se do que pertence a outro (que mal tem se todo mundo faz?)... O que importa é o que você sente, é a tua FELICIDADE... 

E é assim que o pecado perdeu a gravidade e a importância, assim como a imutável santidade de Deus e a obra de Cristo têm sido constantemente banalizados. E também é assim, sem que muitos tenham a real consciência dos fatos, porque estão entorpecidos com seus olhos cheios de falsidades e suas mentes cauterizadas pelo pecado, que eles acumulam a ira justa e santa de Deus sobre si como o gotejar de muitas culpas que em breve fará transbordar o cálice da justiça de Deus, mas não a favor e sim contra estes.

*A figura do cálice é recorrente na Bíblia. Ela é comumente relacionada à ira de Deus, numa ilustração do gotejamento dos pecados dos homens, e das nações, que enchem o cálice até que ele transborde numa reação de Deus sobre eles, derramando sobre eles a sua justa punição, a ira justa e santa de Deus. Não é por acaso que o Senhor Jesus orou ao seu Deus e Pai no jardim do Getsêmani pedindo que, se possível, afastasse dEle aquele cálice, ou seja, o Senhor Jesus estava para sofrer a justa e santa ira do seu Deus e Pai em punição pelos pecados dos seus eleitos. Ele sofreu a pena do que seria todo o nosso inferno. O cálice também está presente na celebração de textos como o Salmo 23 e na santa ceia instituída pelo Senhor em memorial eterno do seu sangue e como celebração da sua vitória perante os seus inimigos (que por Ele foram e ainda serão esmagados) e está presente nas profecias e descrições do "Dia do Senhor", eventos em que Deus exerce o seu juízo sobre povos e nações e que terá o momento final e culminante na ocasião do retorno do Senhor Jesus glorificado a este mundo para exercer o seu juízo final, levando os remidos às glórias da eternidade, punindo os réprobos ao inferno e estabelecendo novos céus e nova Terra.

Sobre pecados, a ordem do Senhor não é a de nos acostumarmos nem nos amoldarmos a eles (embora sejamos constantemente tentados a fazer isso), mas sim de nos arrependermos deles, de abandonarmos suas práticas em sujeição ao senhorio de Cristo na obediência à Lei de Deus.

A oferta do Evangelho começa com o chamamento ao arrependimento. 

Crentes e o esgotamento psicológico

 


Verdadeiros crentes no Senhor Jesus adoecem e também sofrem de males como esgotamentos e depressões - e isso não é contraditório à fé - Elias experimentou isso, Charles Surgeon também, e com muita severidade!

O Senhor Jesus é a nossa força e é a nossa paz, e é por isso que a despeito das muitas lutas e sofrimentos que nós perseveramos na fé, mesmo que contrariando e tentando superar as nossas fraquezas que são muito comuns.

A angústia é avassaladora, mas Cristo é o nosso rochedo seguro - eu sei o que é isso.

Ter a fraternidade dos verdadeiros irmãos, e suas orações, são bálsamos que Deus usa para nos ajudar e fortalecer mutuamente. Deus age por meio do Corpo de Cristo no mundo, a igreja (mas não estou pensando no subproduto da questionável coisa institucional e cheia de corrupções aqui, eu me refiro à fraternidade dos verdadeiros irmãos na fé, os crentes realmente convertidos, os santos que praticam a verdadeira piedade cristã) - mas ter falta dessa fraternidade é desolador como estar perdido num deserto.

Além disso, os poetas, os artistas (eu me incluo aí, ainda que relutante por anos) costumam ser os mais sensíveis aos sofrimentos interiores pois, penso eu, experimentam e idealizam belezas e contrastes que costumam castigar nossos corações para dali extrair a arte e as reflexões que produzem, sendo crentes ou não (porque a arte verdadeira é fruto da graça comum de Deus e não está restrita aos crentes).

Que o bondoso Senhor tenha suas graciosas mãos sobre o estimado irmão Stênio (a imagem acima é de uma postagem a seu respeito). Ele não está sozinho em seus sofrimentos e, todos eles são ínfimas partículas se comparadas ao insuportável e terrível sofrimento que o nosso Senhor e Salvador Jesus suportou para nos salvar.

"Meus irmãos, tende por motivo de grande gozo o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé produz a perseverança; e a perseverança tenha a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, não faltando em coisa alguma."

(Tiago, 1: 2 - 4)


Depoimento do pastor Marco Granconato sobre o pastor Paulo Júnior.

P.S - nos últimos anos eu experimentei "burnout" devido às crises com meu trabalho e com minhas recorrentes lutas nas igrejas por onde passei, e tive diagnóstico de depressão (e outras suspeitas...) que, evidentemente, têm afetado, e muito, o meu desempenho em muitas coisas. Mas persevero, oscilante, às vezes cambaleante, mas persevero porque a ordem do Senhor Jesus aos crentes é a de perseverarem até o fim.
"Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo." (Mateus, 24: 13)

A minha força não é minha, ela é a da rocha da minha salvação. Se ela faltar eu morro. Mas eu bendigo ao Deus da minha salvação porque, diferente de mim, Ele não falha e cumpre todos os seus desígnios e promessas. É o seu braço forte, não o meu, que me sustenta.

Leia também:

Minha relação de amor e angústia com a igreja. 

Por que eu sou um cristão?

Aprendendo com Barnabé.

Uma reflexão sobre o mistério da Trindade.

21/03/2025

O descanso do crente


Não há opções aos discípulos do Senhor Jesus senão as de perseverar e de ser fiel até o fim.

Nessa trajetória, a que o próprio Senhor Jesus chamou de "caminho estreito e porta apertada" muitas circunstâncias, incluindo pessoas, conspirarão para a queda do crente no Senhor, mas todas elas, no fim das contas, estão sendo somadas ao fato de que todas as coisas, boas ou más, cooperam juntamente para o bem daqueles que (1) amam ao Senhor e que (2) foram chamados segundo os propósitos estabelecidos pelo próprio Deus - e qual é o propósito central e determinante de tudo? A glória de Deus que com todos os remidos será compartilhada no porvir.

Amar ao Senhor, e isso significa submeter-se à sua Lei, é evidência do chamamento de Deus, da sua eleição imposta aos remidos pelo sangue de Cristo, e isso porque só podemos amar ao Senhor se Ele nos amar primeiro, e quem ama ao Senhor guarda os seus mandamentos. Portanto a verdadeira relação do crente com Deus é comprovada na relação do homem com a Palavra de Deus e o nosso grande desafio de vida neste mundo é de manter-se fiel e praticante do Evangelho e, através dele, guardar a Lei de Deus - ou seja, crer no Evangelho traz uma série de desdobramentos na forma como o crente vive para Deus na sua família, na igreja, no trabalho e em todas as áreas da sua vida, agora como um embaixador do Reino de Deus neste mundo.

Afinidade com a Palavra de Deus é identificação e semelhança com Cristo - e essa é a ordenada santificação dos crentes, porque ser santo é ser um imitador de Jesus, e esse é um desafio de vida necessariamente marcado por muitas provações de fé em que somente os eleitos de Deus resistem em fidelidade crescente até o fim de suas vidas - ocasião em que os portais das glórias da eternidade se abrem para vivermos a insondável felicidade de desfrutarmos da presença e do senhorio triunfante do Senhor Jesus glorificado para todo o sempre - eis, enfim, o nosso descanso!

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Desvios, não apenas individuais, mas coletivos e institucionais.

Infelizmente, grande parte das igrejas evangélicas está enveredando por desvios já sedimentados no velho catolicismo: a invenção de crenças e de rituais, a relativização da Palavra de Deus, o culto às personalidades, a mistificação e sincretização da fé e da espiritualidade e a devoção exacerbada às instituições humanas.

Num ano recente eu tive o desprazer de testemunhar um "pastor reformado" conduzindo uma série de mensagens no período da "quaresma" em preparação para a "páscoa". Reformado? Não, um amálgama sincrético. Não existe "quaresma" realmente cristã, nem páscoa senão a Ceia do Senhor.

Se for considerado como "cristão" toda a diversidade de tradições e de crenças que existiu sob a suposta fé no Senhor Jesus, nós reconheceríamos como expressões legítimas de fé todas as heterodoxias, os desvios, as corrupções doutrinárias, as seduções do pai da mentira, as fés derivadas dos apócrifos, os gnósticos, os judaizantes, o arianismo, o catolicismo romano, o liberalismo teológico, o mormonismo, as testemunhas de Jeová, o adventismo do 7° dia, o feminismo, o evangelho socialista da libertação, o neopentecostalismo, etc - mas em seu tempo todos os Apóstolos combateram esses recorrentes, multiformes e persistentes desvios como obras do Diabo que tentam enfraquecer e perverter os crentes.

Ou seja, os desvios da fé são desvios da fé! Não há verdade nem eficácia quanto à obra de Cristo em seus enganos e corrupções.

A ordem aos crentes é a da fidelidade ao Senhor, e isso é praticado a partir da fidelidade doutrinária ao que ensinam as Escrituras, a verdade imutável da Palavra de Deus que deve ser ensinada, crida e praticada como tradição e autoridade recebida pelos Apóstolos do próprio Senhor Jesus e que deve ser transmitida sem adulterações à sua igreja de discípulos de geração a geração.

13/03/2025

O espírito me revelou (revelou nada, Mané!)


"O espírito me revelou..."

(revelou nada, Mané!)

Nós, cristãos, temos o dever de não reconhecer como ações de Deus o falso profetismo tão comum na nossa época. Nós devemos condenar esses desvios, essas aberrações como distorções graves da fé cristã.

Pregações, revelações e profecias tipicamente evidenciadas com expressões como "deus me mostrou", "o espírito santo revelou", "eis que te digo" e outras coisas semelhantes NÃO são ações de Deus, mas, ao contrário disso, são ações influenciadas pelo pervertedor da fé e da verdade, são ações do pai da mentira que se utiliza da inclinação perversa dos corações e dos maus desejos humanos decorrentes do pecado e quem pratica essas coisas é falso profeta, falso pastor e falso mestre, estando, portanto, a serviço do Diabo na corrupção do culto a Deus e da fé no Senhor.

São abundantes os casos de pervertedores da fé e da verdade, e em vários níveis de "credibilidade". Dentre esses falsos profetas destacam-se figuras influentes no meio evangélico, "pastores" renomados que estrelam congressos e lideram legiões de discípulos; pastores e "pastoras" coaching e que agem de acordo com uma "espiritualidade" volátil, carnal, sensível e manipulada que é erroneamente atribuída ao Espírito Santo (um pecado grave!) e adolescentes e crianças que sequer tiveram tempo para estudarem responsavelmente a Bíblia, mas que já têm agendas concorridas e milhares de seguidores em suas redes sociais por serem considerados "pregadores mirins".

É absurdamente irritante e inaceitável que muitos pastores conscientes quanto a fé têm sido coniventes e têm legitimado esses tipos de abominações. Tem sido recorrente ver figurões como o Rev. Hernandes Dias Lopes e outros líderes que deveriam primar pelo zelo teológico e pela fidelidade ao Senhor Jesus atuarem, lado a lado, com falsos apóstolos modernos e com faladores de línguas estranhas e de falso profetismo como o Luciano Subirá, por exemplo.



Não, não são profetas de Deus.
São falsos profetas a serviço do Diabo.

"...e não vos associeis às obras infrutuosas das trevas, antes, porém, condenai-as..."

(Efésios, 5: 11)

"Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos, e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas."

(2 Timóteo, 4: 3, 4)

"Em verdade vos digo: Todos os pecados serão perdoados aos filhos dos homens, bem como todas as blasfêmias que proferirem; mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca mais terá perdão, mas será réu de pecado eterno."

(Marcos, 3: 28 - 29)


Confissão de Fé de Westminster

CAPÍTULO I - DA ESCRITURA SAGRADA

I. Ainda que a luz da natureza e as obras da criação e da providência de tal modo manifestem a bondade, a sabedoria e o poder de Deus, que os homens ficam inescusáveis, contudo não são suficientes para dar aquele conhecimento de Deus e da sua vontade necessário para a salvação; por isso foi o Senhor servido, em diversos tempos e diferentes modos, revelar-se e declarar à sua Igreja aquela sua vontade; e depois, para melhor preservação e propagação da verdade, para o mais seguro estabelecimento e conforto da Igreja contra a corrupção da carne e malícia de Satanás e do mundo, foi igualmente servido fazê-la escrever toda. Isto torna indispensável a Escritura Sagrada, tendo cessado aqueles antigos modos de revelar Deus a sua vontade ao seu povo.

Sl. 19: 1- 4; Rm. 1: 32, e 2: 1, e 1: 19-20, e 2: 14-15; I Co. 1:21, e 2:13-14; Hb. 1:1-2; Lc. 1:3-4; Rm. 15:4; Mt. 4:4, 7, 10; Is. 8: 20; I Tm. 3: I5; II Pe 1: 19.


Leia também:

Falsos profetas e pastores fiéis 

https://atitudeprotestante.blogspot.com/2024/04/falsos-profetas-e-pastores-fieis.html

O problema da validação 

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Referenciais errados 

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A armadura de Deus 

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Guerra espiritual 

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As duas sentenças do Evangelho.

"Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração."
(Hebreus, 4: 12)

Crer no Evangelho - isto é, saber que o Senhor Jesus é o Filho de Deus que veio ao mundo para salvar pecadores através da sua morte substitutiva na cruz, e que essa salvação nos é dada exclusivamente por meio da fé em quem Ele é e no que fez - implica em, necessariamente, saber que os descrentes no Senhor permanecem no estado de condenação devida ao seu estado de rebelião contra Deus, permanecem à mercê do poder do pecado e da sua justa condenação ao total banimento de Deus e da sua Graça.

E, considerando que de Deus procede todo o bem e verdade, o banimento dEle na realidade do inferno é a total destituição de todo bem que se pode conhecer. É a ausência completa do amor, da felicidade, da esperança, do bem estar, do desejo pelo bem, da capacidade de fazer algum bem. É a permanente condição da necessidade sem que haja nenhuma esperança de satisfação. É a sede absoluta sem que se possa saciá-la, é uma fome profunda sem que nunca mais se tenha o prazer do alimento, é o estado de completa consciência de justiça mas não como consolo, e sim como imposição de uma pena justa. Se uma mãe nesse mundo pôde amar ao seu filho, será sabido que esse amor sempre foi graça comum de Deus, um favor imerecido, uma manifestação do ser de Deus na criatura que teve o privilégio de portar talentos que lhes foram emprestados. Mas aos descrentes todos esses talentos serão retirados e então sobrará somente a crueza maligna do pecado. A inclinação para o mal, antes refreada pela graça de Deus, será integral, imunda, repelente a tudo o que de Deus procede porque odeia ao Deus de toda Graça e odeia à sua santidade. E então os homens caídos incorversos serão apenas a brutalidade do horror do pecado, agora destituídos dos adornos que nunca lhes pertenceram. E esse será um tipo de existência miserável, consciente mas destituído de tudo o que se pode entender por vida. Por isso é a morte eterna.

Em contrapartida aos crentes a situação será oposta à dos réprobos. Os salvos que agora também conhecem a graça de Deus em parte a terão em estado absoluto, imensurável para os nossos atuais padrões. Se agora conhecemos o amor, na glória do porvir ele será hiperdimensionado, multiplicado porque já não existirão nos santos as máculas e defeitos do pecado. Se agora podemos experimentar alegrias, essas coisas não terão mais os contrapontos limitantes de nenhum tipo de lamento ou dor. Nas glórias da redenção a realidade é de vida eterna no seu estado mais abundante, pois não estaremos mais sob os efeitos do pecado, mas agora estaremos face a face com o Redentor, a fonte de todo o bem, de toda verdade e da vida. 

Crer no Evangelho significa saber que os crentes são salvos e que os não crentes irão para o inferno. E nenhuma realidade pode ser tão boa quanto as glórias da redenção nos novos céus e nova Terra assim como nenhuma realidade pode ser tão terrível quanto a do inferno.


"E, como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma só vez para levar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação."

(Hebreus, 9: 27 e 28)


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