terça-feira

Resposta a questionamentos sobre o amor cristão e suas contradições nas práticas de muitos cristãos

Eu respondi a alguns questionamentos de um "amigo de feicibuqui" sobre o conceito de AMOR CRISTÃO e as suas contradições com as práticas e com os discursos de muitos cristãos e resolvi compartilhar minha resposta aqui.
Confira:

O amor cristão não tem nada a ver com o conceito que alguns gostariam que tivesse de complacência ou de celebração ao pecado, de universalidade, de completa e irrestrita aceitação. É exatamente o contrário disso. Consiste no fato de que, apesar de sermos pecadores, ainda assim Deus, por causa do seu amor pela sua criatura humana, nos enviou Cristo para morrer no lugar de pecadores (porque pecado é confrontar a Deus, é rebelar-se contra o seu ser ou Lei ou ainda rebelar-se contra Ele na deformação do nosso próprio ser, pois somos dotados da sua imagem e semelhança).

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." - João 3.16 (e outros)

Então o amor cristão significa resgate, salvação de um estado de queda, de autodestruição, para uma nova forma de se viver que é destinada à plenitude da Graça de Deus. E, no caso dos cristãos, praticar esse amor é servir a essa causa.

Deus é a fonte de toda vida, de todo bem e Ele é definido (pela própria Bíblia - 1 João 4. 16) como "amor". Mas Ele é justo e é Santo e essas suas características não se anulam. Não é porque Ele ama que Ele pode ser complacente com a injustiça, pelo contrário, o seu perfeito amor é parte da sua perfeita justiça e santidade.

Por hora podemos vivenciar um relativo bem-estar (até como se de Deus não precisássemos, ou ainda como se Ele não existisse...), vivemos, amamos, nos alegramos, elaboramos pensamentos, temos algum senso de justiça, etc - ainda que tais coisas sejam relativas e maculadas. Ainda desfrutamos, então, do que na teologia chamamos de "graça comum de Deus" pois mesmo vivendo mergulhados num tipo de vida marcada pelo pecado ainda assim podemos desfrutar de coisas boas que têm origem em Deus. Mas para os que atentam para a palavra de Deus o seu chamado é para o arrependimento e santificação, não para a celebração e aceitação daquilo que Deus condena. Esse é o ponto. Cristãos não são melhores, mais "bonzinhos" ou "perfeitinhos" (Efésios 2. 8). Eles também são pecadores mas a sua postura diante desse mal que marca a todos nós deve ser outra (e é essa postura que pode distinguir cristãos fiéis dos falsos). Por isso, um verdadeiro cristão (que me esforço para ser embora falhe bastante - e que não sou o único a buscar, graças a Deus) se empenham para que essa verdade sobre a salvação, essa esperança, seja conhecida e experimentada por outras pessoas. Por sabermos que somos naturalmente maus, mas alcançados pela "graça salvadora de Deus" (os atos divinos para salvar pecadores e que excedem a graça comum, que são seus atos para manter e preservar a vida neste mundo) nós somos encorajados a agir com misericórdia com quem sofre, com outros pecadores, desafiados a perdoar e a proclamar o perdão divino sempre na esperança de que o amor de Deus seja celebrado na medida em que as pessoas vencem seus próprios pecados.

Mas esse nosso estado relativo de bem-estar, onde ainda contamos com a “graça comum de Deus” (chove sobre justos e injustos...) cessará. Essa vida transitória dará lugar à definição do caminho que traçamos, seja com a morte, seja com o findar iminente da história. Se a nossa caminhada for no caminho de Cristo (o da verdade e da vida), o destino alcançado será a plenitude da sua Graça – de Deus emana toda vida e bem... então esse “Paraíso” significa desfrutar da plenitude de vida, da sua santidade. Fica fácil então entender os desdobramentos do caminho em sentido contrário da oferta divina de nos salvar. Se nossa caminhada for na perseverante negação da salvação de Cristo (e isso inclui arrependimento e santificação), segue-se que o efeito será a justa e completa separação de Deus (e de Deus procede toda vida e bem...) sobrando a essas pessoas apenas os efeitos contrários do que Deus é – e por isso a figura do “inferno” é ilustrada como fogo, ira, sofrimento, etc.

Bem, e sobre as evidências bíblicas de atrocidades, especialmente no Velho Testamento?

Um pouco de estudo bíblico responsável, e não coisas recortadas dos seus contextos, sensacionalistas desprovidas de exegese, hermenêutica, análise histórica, análise de estilos literários, etc poderiam ajudar.

Em primeiro lugar, embora tratemos a Bíblia como “um livro”, o fato é que ela é a coleção de 66 livros que foram escritos ao longo de, provavelmente, 1600 anos e por cerca de 40 autores diferentes. Então é de se esperar que ela retrate contextos bastante diferentes do nosso – como os da era do bronze, os da formação de civilizações antigas quando guerras e assassinatos eram parte das “relações internacionais”, os de formas de vida nômades em desertos, etc - com a crueza como o faz. Mas, de forma resumida, esses registros mostram uma revelação progressiva de Deus na história humana, que parte de um estado de coisas com noções éticas rudimentares (ainda não tinha se manifestado o “amor cristão” na história pois Cristo ainda não tinha nascido e são exatamente essas noções cristãs – BÍBLICAS! – que atribuem valores éticos e definem como certo ou errado diversos comportamentos humanos) e essa revelação bíblica progressiva vai caminhando na história criando uma expectativa pela manifestação do salvador, do Messias e que culmina no que a própria Bíblia chama de “plenitude dos tempos” (Gálatas 4. 4) quando Deus, em Cristo, interferiu na nossa história humana para fazer com que conheçamos quem Deus é e para que pudéssemos ser por Ele salvos.

Tudo o que coloquei aqui foi posto de forma simplificada, mas pretendo explicar o que for preciso (como puder) porque sei que assim estarei ajudando alguns a compreenderem melhor sobre Cristo, e assim estarei contribuindo com o tão mal falado “amor cristão” na expectativa de que se conheça – e experimente – o amor de Deus.


quinta-feira

Por que eu sou um cristão?


1) Por causa do amor de Deus.
O primeiro motivo que me levou a acreditar em Cristo foi um sentido de vida mais elevado que o seu Evangelho atribuiu à minha vida. A ideia de que Deus me ama, e mais do que isso, experimentar durante um culto cristão, durante a prática de orações e da adoração a Deus a realidade desse amor numa experiência que é capaz de nos proporcionar alegria, paz, segurança, que nos faz superar medos e traumas, que nos faz sentir o perdão divino e nos leva a praticar o perdão, que nos faz olhar para as outras pessoas de uma forma diferente, valorizando as suas vidas e não o que elas possuem... essas coisas são assimiladas na experimentação do amor de Deus, uma experiência que está ao nosso alcance e que é transformadora, é praticável, real, transcendente, espiritual mas profundamente impactante. Foi isso, em primeiro lugar, que me levou a acreditar em Cristo.

2) Por causa dos ensinamentos de Deus.
Depois, já acreditando em Cristo porque experimentei o seu amor, conhecer o Evangelho de Cristo, a forma divina de compreender a nossa existência é o grande motivo para eu ser cristão. Entender por quê Cristo veio ao mundo e quem Ele é consolidaram a minha fé, que foi germinada na experiência de perceber o seu amor por mim e pelas outras pessoas – porque amor, se for verdadeiro, é algo que não pode se resumir a simplesmente falar de amor. Amor é algo que se comunica, contagia, se faz perceber e sentir.
Entender quem Cristo é, ainda que de forma progressiva, como acontece em todo aprendizado, isso consolida a fé nele. A fortaleza da fé não está no que sentimos, mas no que sabemos sobre o Deus que se revela a nós por meio da sua Palavra. Saber que todos somos pecadores e que essa nossa natureza nos prejudica, nos destrói, consome o nosso mundo, nos afasta de Deus e o ofende e que a única solução possível para esse mal é a intervenção divina no nosso estado, naquilo que fazemos, naquilo que somos e em nosso destino e que essa intervenção já aconteceu, de forma radical e plena quando na pessoa de Jesus Cristo o próprio Deus se fez homem, um milagre, para nos ensinar as verdades divinas, nos mostrar o caminho da vida - eterna - e, mais do que simplesmente ensinar, Cristo resolveu o problema dos pecados daqueles que creem nele ao assumir suas culpas diante da justiça divina e pagar com a sua própria humilhação, sofrimento e morte pelos pecados das pessoas para que elas possam ser recebidas por Deus como filhos perdoados e amados. Entender o Evangelho, essa boa nova de salvação, é o que consolidou a minha fé Cristã.

3) Por causa do sentido de vida que valoriza a vida das outras pessoas e a minha própria vida.
E agora, compreendendo um pouco mais quem Cristo é e o que Ele fez por mim, eu posso conhecer verdadeiramente a Deus, como um pai que me ama e que me deu uma missão. A fé em Cristo é evidenciada, acima e tudo, no compartilhamento dessa fé. Um dos motivos da existência da fé é fazer com que outras pessoas também conheçam o amor de Deus, é fazer com que outras pessoas conheçam a Cristo – não as opiniões e manipulações que tanta gente faz a respeito – mas o Jesus Cristo verdadeiro, o bíblico, o Deus que se revela, o Deus conosco que nos faz capazes de querer o verdadeiro bem às outras pessoas - e não tem bem maior que a sua salvação.
De forma sucinta, eu sou um cristão por esses motivos. Não é por causa de uma tradição religiosa, não é por causa de partidarismos ou ciências. É porque o próprio Deus se faz conhecido a nós por meio de Cristo e, graças a Deus, eu experimentei esse privilégio que não posso negar, pelo contrário, sinto o dever de compartilhar porque sei que muitas outras pessoas também conhecem ou ainda podem conhecer e se se alegrar no Deus Todo Poderoso.

segunda-feira

Vilipêndio e Ignorância a respeito da cruz.



Que tristes e miseráveis cenas o tolo orgulho pelos pecados produzem...
Se alguns pensam que podem contestar verdades com suas encenações, opiniões, imposições e prazeres, saibam que não podem, sobre isso todos somos impotentes...
Nunca existiu um vilipêndio ou escândalo maior do que um fato incomparável e que foi realizado num ato exclusivo que não pode ser reproduzido por ninguém.
Ninguém pode tornar mais ofensivo o que foi a maior de todas as ofensas; ninguém pode tornar mais escandaloso o que foi o maior de todos os escândalos; ninguém pode tornar mais humilhante o que foi a maior de todas as humilhações; ninguém pode tornar mais dolorosa o que foi a maior de todas as dores, de todas as angústias, de todos os sofrimentos...
A angústia, a humilhação e o martírio na cruz foi algo que somente Cristo pôde sofrer verdadeiramente. E de forma eficaz.
Ainda que todas as pessoas se insurjam contra esse fato que alguns reduziram a mero símbolo do cristianismo, a cruz, e ainda que todas as pessoas do mundo se unam para tripudiar desse símbolo, toda essa tentativa, todos esses esforços somados, todo o seu vilipêndio, todos os escárnios, todas as releituras e adaptações que as pessoas possam ousar propor jamais afetarão o verdadeiro significado e os efeitos verdadeiros do que foi a morte de Cristo na cruz. Nada pode ser mais ofensivo ou repulsivo do que aquilo que Cristo suportou na maldita cruz.
No máximo as encenações dos escarnecedores afetarão a subjetividade do sentimento religioso de alguns que nutrem simpatia pela cruz. Alguns podem se sentir ofendidos ou escandalizados, mas atos humanos nunca poderão afetar a verdade que o evento na cruz significa e proporciona.
Nada se compara ao vilipêndio sofrido por Cristo, o maior dos escândalos. Se alguém pensa que pode fazer da cruz um pretexto para a subversão, um meio para uma nova mensagem ou transformá-la num espetáculo grotesco, saiba-se que toda essa tentativa é inútil... semelhante tentativa é fruto de ignorância, é perversa, mas é mera ingenuidade. Na verdade esse tipo de atitude é apenas mais uma dentre incontáveis transgressões que fizeram a cruz de Cristo um fato necessário. Nossas transgressões, quaisquer que sejam apenas justificam o fato de que Cristo tinha que morrer de forma miserável numa cruz, tal como foi.
A morte de Cristo na cruz foi o maior de todos os vilipêndios. Na cruz foi evidenciado, como num espetáculo cruel, humilhante, sanguinário e perverso o quanto as nossas perversões e iniquidades são horrendas, ofensivas e destrutivas e nela também foi evidenciado que o amor do Criador pela sua criatura humana é maior que o mal que nutrimos em nós mesmos através dos nossos pecados e que ofende a sua santidade.
Deus, por meio da cruz, mostrou o quanto nos ama apesar de sermos a Ele ofensivos e são justamente os efeitos da cruz que nos faz aceitáveis por Deus.
Na cruz o Deus que criou todas as coisas tomou uma atitude extrema para reconciliar consigo a sua amada criatura humana, que por ter sido criada à sua imagem e semelhança pôde usar da sua liberdade para transgredir, para macular-se, para deformar seu próprio ser numa descaracterização destrutiva da sua natureza que, diante do alto padrão de Deus, da sua santidade, glória e perfeição, transformaram o ser humano em algo repulsivo.
O pecado é rebelião e é maldição e a sua consequência é o banimento de Deus. Ele é a fonte de toda vida e de todo bem e o pecado nos coloca num estado de banimento da Graça que de Deus emana. Nesse estado de banimento nos resta apenas um estado de trevas na irremediável condenação à morte.
O pecado nos macula e destrói e desse mal todos somos participantes. Não existe um único inocente, um único justo. Por causa do pecado nos tornamos avessos à santidade do Criador, ao passo que sua santidade repele o mal que nutrimos em nosso ser. Nós e Ele estamos separados. Em Deus está a nossa verdadeira identificação mas nós aprendemos a ignorá-lo, a detestá-lo e na necessidade de referenciais criamos outros deuses, feitos para satisfazer às nossas perversões e necessidades (e costumamos misturar essas coisas).
Cultuamos a nós mesmos, cultuamos os nossos bens e aos nossos prazeres deformados e esse nosso distanciamento de Deus nos reduziu a formas patéticas de humanidade, somos apenas sombras disformes e detestáveis do que deveríamos ser, sabemos o que é justo e bom mas transgredimos a lei moral de Deus que está impressa nas nossas consciências. Se um dia fomos o reflexo da imagem e da semelhança do Criador, porque foi assim que Ele nos concebeu, agora somos a imagem da sua deturpação e da sua desfiguração, somos seres repulsivos, blasfêmias ambulantes e semiconscientes que agonizam diante da morte iminente e que buscam formas de se entorpecer diante da desgraça sentida.
Todos somos assim, pecadores carregados do mal que o distanciamento de Deus produz em nós, tal como cânceres, tal como feridas que nos apodrecem de dentro para fora. Mas ainda somos! ainda existimos, sobrevivemos e acreditamos, equivocadamente, que merecemos aceitação e celebrações. Queremos que nossas chagas, que nossos pecados, com os quais tentamos nos acostumar, sejam celebrados como se fossem coisas naturais, queremos que os nossos horrores sejam considerados belos, queremos acreditar que o mal que nos assola é coisa boa! Enganamos a nós mesmos quando afirmamos que nossos ideais ou razões são verdadeiros. Estamos enganados a nosso próprio respeito, damos demasiada credibilidade às nossas limitações e utopias e a nossa negligenciada corrupção nos cega e enlouquece cada vez mais. E nessa loucura e cegueira apenas perseveramos no descaminho da autodestruição, do banimento e da morte.
O pecado é o que fazemos conosco, nos maculamos, nos distanciamos do Criador e nos entregamos às consequências de uma escuridão que primeiro devasta a nossa própria alma, é expressado em nosso comportamento, destrói o nosso mundo e por fim destrói a nossa existência. Nesse nosso estado atual, destituídos da Graça de Deus, não nos importamos mais com nossa desgraça, talvez nem a percebemos e está fora do nosso alcance qualquer reparação. A morte absoluta é uma consequência inevitável.
Mas Deus nos fez à sua imagem e semelhança... contudo hoje somos a desfiguração e o vilipêndio dessa imagem, é isso que fizemos conosco mesmos.
Contudo Deus ama a sua criatura humana e nem mesmo o nosso sacrilégio e profanação puderam confrontar a realidade poderosa e imutável do seu amor por nós.
E é por isso que Deus tomou uma atitude drástica: a cruz!
Nós não podemos mudar o mal que impregnou o que somos, não podemos mudar essa torpe natureza pecadora. Não podemos nos elevar ao Altíssimo, não podemos curar nossas feridas, não podemos apagar as marcas destrutivas do pecado e não podemos arcar com as dívidas decorrentes dos nossos erros, injustiças e maldades.
Mas Deus podia...
A quebra de toda Lei tem consequências, toda alma que pecar morrerá e sem derramamento de sangue não há remissão de pecados.
Então, o Todo-Poderoso, o Insondável, o Mistério que antes nos era desconhecido e que antes havia se apresentado como o "Eu Sou", o Deus Criador do Céu e da Terra rebaixou-se à nossa semelhança. O Deus Triúno não ficou impassível diante da nossa desgraça e então, a segunda Pessoa da Trindade se retirou, ainda que por um tempo, do seu alto e sublime trono e se humilhou, se fez homem na pessoa de Cristo, o Messias, a expectativa que todas as pessoas anelam por redenção, a manifestação da salvação divina. Nasceu milagrosamente o menino Jesus da virgem Maria, o verdadeiro Filho de Deus, seu unigênito. Ele cresceu e viveu entre nós para nos ensinar a respeito das verdades de Deus. Ele nos mostrou o caminho, a verdade e a vida e, mais do que simplesmente ensinar verdades e doutrinas Ele veio ao mundo para ser o Cordeiro que foi enviado por Deus para pagar, com o seu próprio sangue pelos pecados cometidos por muitos. Jesus, o Senhor de Toda a Glória veio ao mundo com uma missão específica: para ser humilhado e para MORRER pelos pecadores para livrá-los da maldição do pecado, assumindo Ele mesmo as culpas de outras pessoas diante da justiça de Deus, tomando sobre si os efeitos da nossas maldades, das nossas perversões, da nossa desgraça. Em Cristo a Justiça de Deus foi satisfeita, as penas que cabiam ao seu povo foram pagas com o derramamento do seu sangue. Em Cristo toda a impiedade dos homens foi confrontada, toda perversidade vencida. Ele foi moído pelas nossas transgressões e transpassado pelos nossos pecados. Todos nós o ferimos, todos nós escarnecemos dele, todos jogamos sobre Ele o nosso ódio e desprezo, todo vilipêndio e maldade foi jogada sobre seus ombros, esbofeteamos sua face com nossa ira, cuspimos nele todas as nossas perversões, o esmagamos com nosso desamor e incredulidade, zombamos dele com nossa idolatria, ferimos Ele e o fizemos sangrar até a morte com todo o mal que faz parte da nossa natureza pecaminosa e Deus aceitou a oferta, o sacrifício perfeito e o holocausto definitivo onde um justo pagou pelas penas de muitos para que muitos injustos pudessem ser justificados, pudessem ser perdoados, redimidos, santificados, recebidos como filhos adotados por Deus com todas as honrarias que pertenciam somente ao seu Unigênito.
Podemos aumentar o vilipêndio sofrido por Cristo com nossos atos tolos de insurgência ou de idealismo?
Não! Ele já foi esmagado por nós, por causa dos nossos atos, por causa do nosso pecado.
Mas esse não é o final da história.
O Rei dos reis e Senhor dos senhores morreu na cruz por amor aos pecadores, gente que o detestava, que não o compreendia e que não o conhecia. Mas Jesus Cristo é Deus, é Santo e é Todo-Poderoso, a morte não podia detê-lo e também a morte foi por Ele vencida, assim como o pecado, com a sua ressurreição. Hoje, Cristo vive e reina no seu trono celestial, Ele é soberano sobre todas as coisas e a nossa atual história é apenas uma página transitória que logo será virada pelo Senhor da história. Muitos irão para o seu Reino enquanto que muitos outros simplesmente perseverarão no seu descaminho de perdição e trevas rumo a completo banimento de Deus, o inferno.
Por isso, diante do evento da cruz de Cristo, cabe a nós apenas nos arrependermos dos nossos pecados, não celebrá-los, e seguirmos ao Senhor da vida no seu caminho verdadeiro da verdadeira dignidade humana: A SALVAÇÃO através da fé em Cristo.
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna."
João 3: 16
"De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,
Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus,
Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;
E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.
Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;
Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,
E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai."
Filipenses 2:5-11