terça-feira

A descontextualização e a adulteração na pregação da Palavra de Deus



"Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece."
(Filipenses 4: 13)

A DESCONTEXTUALIZAÇÃO é, talvez, o maior de todos os problemas da igreja moderna.
Apesar de a maioria dos evangélicos afirmarem que crêem na Bíblia, tratando-a como Palavra de Deus, o fato é que a maior parte deles não sabe - e parece resistir em saber - ler e entender as Escrituras a não ser que seja de forma fragmentada e selecionada em versos deslocados dos seus contextos.

É completamente habitual a seleção de partes da Escritura que façam "bem" às pessoas em detrimento daquelas que as confronta. O contexto tem sido ignorado pela maior parte dos pastores e líderes e tem-se adotado a escolha meticulosa daquelas porções que deslocadas dos seus contextos possam servir aos objetivos humanos, não aos divinos - e pior é quando essa seleção é feita para atender aos despropósitos de líderes perversos e ambiciosos que fazem da fé a sua fonte de riqueza e de dominação.

Criam-se, assim, diversas formas de se acreditar, diversas "verdades" norteadoras formuladas pela diversidade de opiniões, afinal "cada cabeça tem uma sentença" que, em grande parte, não correspondem às verdades que são expressadas em textos que deveriam ser lidos e entendidos na sua totalidade, como por exemplo, as cartas do Novo Testamento que são costumeiramente mutiladas para que se formem doutrinas e crenças especialmente triunfalistas e falsas - como a seleção do versículo que parece ser triunfalista, copiado acima, mas que na verdade fica melhor entendido no seu contexto verdadeiro, o contexto de TODA A CARTA de Paulo aos Filipenses.


Essa descontextualização deforma o entendimento sobre a fé, sobre a igreja, sobre a vida cristã, sobre membresia, sobre a adoração e o culto cristão, sobre a devoção a Deus e cria conceitos que parecem se basear na Palavra de Deus mas que na verdade não passam de crendices enxertadas na Igreja e na fé dos cristãos por causa de uma falsa compreensão das Verdades de Cristo.


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Nada pode ser mais destruidor para a igreja do que a relativização e a adulteração da Palavra de Deus.

Quando na pregação e no ensino a Bíblia é usada apenas como um manual de condutas morais ou para atender às expectativas das pessoas em lugar do seu verdadeiro e principal propósito que é apontar a Glória do Deus que se revelou em Cristo, e das exigências de arrependimento de pecados e da formação de discípulos visando a evangelização, se essas prioridades derem lugar a outras na condução de uma igreja, então os pecados das pessoas que formam a sua membresia simplesmente se manterão intocáveis e inevitavelmente eles se manifestarão na maneira como essa comunidade será conduzida.

Nada, fora a Palavra de Deus, santifica as pessoas.
Nada, fora a correta ministração da Palavra de Deus, é o verdadeiro propósito de ser da Igreja.

Deus fala/ ordena,
O Filho/ Cristo é o Verbo encarnado,
O Espírito Santo inspirou no passado e hoje nos ilumina, fazendo-nos lembrar e praticar todas as Palavras de Deus,
A Igreja é o receptáculo do Verbo e é a sua proclamadora.


Pecado nenhum pode destruir a Igreja (sejam eles cometidos por lobos, por joios ou por inimigos externos) se ela cumpre fielmente o seu ministério na pregação da Palavra de Deus - Deus é o seu sustentador e a sua defesa.