quinta-feira

O quê queremos ser como Igreja?



A palavra “igreja” vem do termo grego ekklēsia, que significa assembleia, reunião. Portanto igreja é a congregação, ajuntamento ou assembleia dos crentes que o próprio Jesus reúne para formar seu corpo neste mundo para a adoração congregacional a Deus e também para a realização da missão cristã em todas as suas diversas formas (At. 2: 1).

É normal as pessoas que desconhecem o Evangelho terem conceitos equivocados sobre a igreja, afinal, elas ainda desconhecem a Palavra de Deus e ainda estão cegas a respeito das verdades do Senhor (Is. 44:18) - é através da propagação das verdades bíblicas que Deus distribui o seu conhecimento para frutificar nas vidas dos seus eleitos (Lc. 24: 45). Mas um grave problema é quando os próprios cristãos têm conceitos equivocados a respeito desse importante instrumento da Graça de Deus que é a igreja (Ef. 5: 17).

Diversas pessoas que se consideram cristãs acham que igreja é apenas o lugar onde elas praticam a sua religião – e muitas vezes com enfado (como se Deus precisasse desse “favor”). Para muitos ir à igreja é um ato de legalismo bastante pesaroso e não pouca gente tem trocado a adoração a Deus pelos prazeres do mundo (na verdade quem age assim tem um problema muito grave, possivelmente o seu coração está de tal forma endurecido que Deus não é, para essa pessoa, um deleite – Sl. 37: 4).

Essas formas de se lidar com a igreja são pecados, ofendem ao Senhor da Igreja, evidenciam desprezo pela adoração congregacional a Deus, comprometem a comunhão cristã e prejudicam a missão cristã no mundo tanto na propagação da Palavra (Rm. 10: 14) como no serviço cristão que o próprio Jesus requer dos seus servos a quem precisa (Mt. 25: 34). Mas esses pecados, graças a Deus, podem ser tratados e corrigidos. Onde pecamos podemos alcançar o perdão de Deus (se houver arrependimento) e podemos ajustar a nossa conduta no caminho da retidão (Hb. 10: 24).

Nós, crentes reunidos na nossa Igreja local, da qual fazemos parte e que é, na verdade uma partícula do todo que é o Corpo de Cristo (a Igreja invisível, a verdadeira comunhão dos cristãos) não queremos pecar contra o Senhor no modo como vivenciamos a nossa fé. Ainda que muita gente faça as coisas erradas, nós estamos decididos a acertar, a nos esforçar no caminho da fidelidade àquele que nos chamou, reuniu e que nos tem capacitado para uma grande obra (Fp. 1: 6).

Apesar de todos nós sermos imperfeitos, limitados e pecadores nós confiamos na perfeição, no poder e na santidade de quem nos reuniu aqui nesta igreja – e Ele é sábio e sabe o que faz. Estamos reunidos aqui para fazermos a sua vontade no cumprimento da nossa missão cristã na adoração a Deus do modo como Ele é digno, com todo o coração (Mc. 12: 30). Queremos cumprir a nossa missão cristã também na comunhão cooperativa entre a membresia desta igreja (1 Co. 12: 12) para todos crescermos juntos tanto na Graça como no conhecimento de Deus (2 Pe. 3: 18) e assim sermos mais fortes e melhor capacitados para estender as nossas mãos aos necessitados, consolar os aflitos (Is. 61: 1), propagar o Evangelho, batizar novos convertidos e formar muitos novos discípulos de Cristo (Mt. 28: 19) enquanto o Senhor nos permitir viver esta vida (que ela seja inteiramente consagrada a Cristo – Fp. 1: 21).


Queiramos, todos juntos, ser uma Igreja vibrante, servil, atuante e transbordante da Graça de Deus!
P.S. - Este é o primeiro texto que fiz para o boletim da Igreja Presbiteriana de Vila Diva, onde congrego.

Igreja Hipster, show de culto


Cultos modernos com muitos recursos envolventes para conquistar os jovens do nosso tempo! Será que vale considerar isso como opção?
Uau!!! Bonito né? "Cool", emocionante, envolvente, moderno... mas apenas uma máscara de beleza num movimento rendido e fraco, meramente terapêutico.
Não se engane, transformar a prática cristã num show repleto de artificialidades, de pirotecnia, de técnicas emotivas e envolventes é desfigurar o propósito do Evangelho de forma diferente mas também deformadora das verdades de Deus, assim como no modo como o Evangelho é mal usado como pretexto pelos vendilhões da fé.
Quanto mais simples, bíblica e responsável for a abordagem na proclamação da verdade de Cristo mais profunda será a interação do seu ouvinte com o seu conteúdo espiritual e quanto mais cheio de recursos humanos for essa abordagem - para dar um clima - mais humano e menos divino será o efeito dessa fraca e rasa interação na vida de gente que associará o cristianismo com um prazer meramente mundano - um equívoco! Nesse tipo de abordagem o efeito mais marcante nas pessoas sempre será o entorpecimento como resultado de um turbilhão meramente emocional - uma coisa rasa que alguns confundem erradamente com a profundidade da ação do Espírito Santo no coração de alguém que é verdadeiramente tocado e transformado pelas verdades do Evangelho.
Mocidades de igrejas com cara de "patricinhas e patricinhos de Beverly Hills" nunca serão mocidades fortes e consequentemente dificilmente serão igrejas fortes, envolvidas com as diversas missões cristãs nas suas demandas verdadeiras, com toda a sua crueza, com as suas dores e desafios. Essa gente mimada fica dodói demais para fazer calo nas mãos com um arado de verdade e para eles tem valido mais ser "cool" e fazer parte da "galera" do que ser, de fato, crente.
Na Bíblia, o ideal de jovens cristãos é bastante diferente desses jovens que predominam em algumas igrejas atuais que estão na moda e a razão disso é simples: o Espírito bíblico espera que os jovens tenham a Palavra de Deus enraizada em seus corações e por isso espera-se também que eles não amem o mundo, mas que dediquem-se à sua fé!
"Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno.
Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele." (1 João 2:14,15)
Que Deus nos livre de sermos igrejas marcadas pelo estilo hipster moderninho e modinha com os seus desvios de foco e de propósito.