quinta-feira

A decadente união dos opostos na indefinição do ser humano pós-moderno


Capitalista bilionário se veste de Che Guevara para vender celular com tarifas mais baratas. O empresário britânico Richard Branson, dono do grupo Virgin, proclamou-se arquiteto de uma 'revolução pacífica' ao lançar na França sua linha de telefones com taxas mais acessíveis. 
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia-geral,capitalista-bilionario-se-veste-de-che-guevara-para-vender-celular,165185,0.htm
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Ao ler a matéria acima eu pensei: "Isso não pode ser verdade... Um capitalista multibilionário veste-se de ícone pop socialista para vender uma bugiganga mais barata!" 

O pior é que isso é verdade, e é uma verdade coerente com nosso contexto miserável...

Estamos na era onde os opostos se unem numa coisa desforme e indefinida. Vivemos a era dos andróginos, do amálgama. Não existem absolutos, não existem verdades, existem apenas interpretações subjetivas, sensações a serem experimentadas em vidas ocas como bolhas de sabão que flutuam sem direção no ar. Perdeu-se o senso de ridículo na conciliação forçada dos opostos e das contradições em descarte da essência para abraçarmos uma devoção extremada e estúpida à aparência. Nosso pós-modernismo está transformando nossa espécie, cada vez mais perdida, em pavões. Amamos demais nossos enfeites e como no mito de Narciso estamos mergulhando numa total desgraça por causa da extrema devoção que dedicamos à nossa decadente vaidade. Não buscamos mais sentido, pois os descartamos. Agora buscamos apetrechos bestas para ostentarmos e assim encontrarmos o tipo mais estúpido de felicidade. Já não basta a progressiva indefinição de gênero e a exaltação de perversões, caminhamos para a extrema indefinição de ideologias, de propósito, de crença, de ética e de identidade como no cretino exemplo de um ícone capitalista travestido da forma mais artificial e patética possível em um símbolo do comunismo militante como se fosse um novo salvador e promotor da felicidade das pessoas simplesmente porque vende bugigangas.

Pobre gente, que desperdício...

Maranata, vem Senhor Jesus!