sexta-feira

A santidade de Deus.

A santidade diz respeito à glória de Deus, ao seu poder sublime, totalmente bom, imaculado, irradiante, diante da qual tudo se prostra em adoração. É a total incompatibilidade com o pecado, ela não o tolera e ele a odeia e teme. Diante da santidade de Deus as estruturas são desfeitas, as forças revelam-se fracas, todos se prostram diante de um poder que ninguém, a não ser o próprio Deus, pode suportar. É como a luz que faz com que a escuridão deixe de existir ao seu redor e a escuridão nada pode fazer para permanecer existindo. Por ser totalmente Santo, Deus não pode se misturar ao pecado, é imaculado e dedicado à própria glória que a santidade manifesta. O pecado não subsiste na presença de Deus e aí só permanece a devida adoração a Ele. Esta (a santidade), por incrível que pareça, dada a incompatibilidade de naturezas (Deus é naturalmente Santo, Santo, Santo e a humanidade pecadora) é um atributo comunicável de Deus. Por lógica, não poderíamos nos aproximar de sua santidade, mas ao contrário disso, Ele exige que seu povo seja santificado. Portanto, este não é um atributo pertencente à graça comum, aquele tipo de graça distribuída entre toda a humanidade, mas é um atributo comunicado à uma pequena parcela da humanidade que, por obra da redenção promovida por Jesus Cristo, se distanciaram do reino de pecado e trevas e, num processo de santificação progressiva (por obra do Espírito Santo), caminham no caminho da verdade e da vida. A santidade reveste também aos filhos de Deus por meio de Jesus Cristo e permite a eles que se aproximem mais intima e confiantemente da glória de Deus, permanecendo em sua presença sem serem por sua santidade consumidos.